domingo, 30 de dezembro de 2018

No meu copo 726 - Terras do Demo espumante bruto 2017

Para terminar o ano, nada como brindar com um bom espumante proveniente duma das melhores regiões do país para a produção do vinho com “bolhinhas”.

Para assinalar uma efeméride familiar, escolhemos este Terras do Demo produzido unicamente com Malvasia Fina, casta que também é usada para a produção do vinho tranquilo com o mesmo nome, e que nunca nos deixa ficar mal.

Revelou aromas florais, bolha fina e persistente e mousse muito suave, muito frutado e elegante, mostrando-se um espumante guloso que fez as delícias dos presentes. Alguns atreveram-se mesmo a considera-lo um dos melhores espumantes nacionais.

A verdade é que, para além do “tchim tchim” do primeiro copo, todo o resto da garrafa marchou rapidamente, tal foi o agrado com que foi bebido. Mais que uma bebida apenas de festa, este é um bom exemplar de que o espumante é uma bebida muito séria e deve ser consumida como tal.

Da próxima vez, se calhar, é melhor comprar duas garrafas...

A todos os enófilos (e aos outros também...) desejamos um bom ano de 2019, com boas provas e boa disposição.

À vossa saúde!

tuginho e Kroniketas, enófilos em celebração

Vinho: Terras do Demo espumante bruto 2017 (B)
Região: Távora-Varosa
Produtor: Cooperativa Agrícola do Távora
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Malvasia Fina
Preço em hipermercado: 6,99 €
Nota (0 a 10): 8,5

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

No meu copo 725 - Pacheca Reserva Vinhas Velhas 2014

Foi o primeiro contacto com este vinho na nova fase da Quinta da Pacheca. É um vinho de cor rubi, com aroma intenso a frutos vermelhos.

Na boca é bem estruturado, revelando macieza com taninos presentes mas redondos. O final é complexo e persistente, com um ligeiro toque a especiarias.

Bom, mas talvez um pouco exagerado no preço.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Pacheca Reserva Vinhas Velhas 2014 (T)
Região: Douro
Produtor: Quinta da Pacheca, Sociedade Agrícola e Turística
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tinto Cão, Sousão, Tinta Amarela
Preço em feira de vinhos: 12,19 €
Nota (0 a 10): 8

sábado, 22 de dezembro de 2018

No meu copo 724 - Herdade dos Grous tinto 2015


Não tenho sido muito assíduo nos contactos com este vinho. É um alentejano dos novos tempos, com um perfil mais internacionalizado e longe dos mais clássicos, como aliás é apanágio dos vinhos que estão a ser produzidos naquela zona do Baixo Alentejo.

Tem uma estrutura relativamente leve, é aberto na cor, de corpo médio, mostrando alguns taninos ainda um pouco rugosos, que requerem algum tempo de arejamento.

Não sendo um tinto alentejano típico, também não é o mais indicado para os pratos típicos. Requer-se gastronomia mais internacional e moderna.

Em termos de gosto pessoal, coloco-o num patamar médio. Não defrauda mas também não encanta.

Kroniketas, enófilo esclarecido



Vinho: Herdade dos Grous 2015 (T)
Região: Alentejo (Albernoa)
Produtor: Monte do Trevo
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Syrah
Preço em feira de vinhos: 7,79 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

No meu copo 723 - Esporão: monocastas em garrafa de 0,5 L

Aragonês 2000; Bastardo 1999; Bastardo 2000; Cabernet Sauvignon 1998; Trincadeira 2000


Passados alguns anos de ausência, tive oportunidade de voltar a provar calmamente estes monocastas do Esporão lançados durante a década de 90 em garrafas de meio-litro. Foram, na altura, algumas das melhores garrafas a que tivemos acesso em vinhos monocastas, e também se revelaram importantes para o conhecimento das características de cada casta per se.

Agora que os monocastas tintos do Esporão mudaram para um patamar de preços completamente diferente e por isso inacessível com a frequência com que acedíamos a estes, é sempre uma boa oportunidade adquirir estas garrafinhas pela singela quantia de 5€ a unidade.

As cinco garrafas de que se fala abaixo foram adquiridas por esse valor e degustadas ao longo dos últimos meses. Não desiludiram, bem pelo contrário: algumas superaram em muito as expectativas.

Por ordem alfabética:

  • Aragonês 2000: grande aroma, grande corpo, pujante e robusto na boca com alguma adstringência ainda evidente, final prolongado. Em belíssima forma.
  • Bastardo 1999: encorpado e macio, ligeiramente delgado de corpo em comparação com os restantes, mas muito elegante e sem sinais de declínio.
  • Bastardo 2000: um pouco mais estruturado e persistente que o de 1999, mas bastante mais macio e aveludado do que os 14,5º de álcool poderiam pressupor.
  • Cabernet Sauvignon 1998: a estrela da companhia. Brilhou a grande altura, com tudo no sítio certo. Com 20 anos de idade, pareceu ser um vinho quase perfeito e curiosamente em melhor forma do que as últimas garrafas desta colheita (a última de Cabernet Sauvignon como monocasta) que me tinha sido possível provar. Belíssimo equilíbrio entre corpo, estrutura, acidez e macieza, com aroma intenso e um bouquet quase inebriante. A expressão que soltei quando o provei foi “que delícia!”
  • Trincadeira 2000: uma bela estrutura na boca mas ao mesmo tempo elegante e redondo. Final persistente e complexo.

Belos vinhos, em suma. Oxalá possa encontrar mais destes.

Kroniketas, enófilo embevecido

Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão

Vinho: Esporão, Aragonês 2000 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Aragonês
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Esporão, Bastardo 1999 (T)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Bastardo
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Esporão, Bastardo 2000 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Bastardo
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Esporão, Cabernet Sauvignon 1998 (T)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Cabernet Sauvignon
Nota (0 a 10): 9

Vinho: Esporão, Trincadeira 2000 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Trincadeira
Nota (0 a 10): 8,5

sábado, 15 de dezembro de 2018

No meu copo 722 - Marquês de Borba tinto 2016; Marquês de Borba Colheita tinto 2017

Voltamos ao universo de João Portugal Ramos para uma prova de duas colheitas de tinto da marca mais emblemática da casa.

Já depois da visita às instalações da Adega Vila Santa, em Estremoz, onde foi possível degustar alguns dos mais recentes lançamentos, tivemos a oferta do novo Marquês de Borba Colheita tinto 2017, que agradecemos, e voltámos a prová-lo após aquela visita.

As impressões colhidas naquele almoço confirmaram-se. É um vinho fresco e aromático, com um perfil um pouco mais leve do que o tradicional.

A parte mas curiosa é que num jantar fora houve oportunidade de provar várias garrafas da colheita de 2016, que se revelou em grande forma e com uma intensidade e estrutura muito mais exuberantes! Quase não parecia o mesmo vinho, mas a verdade é que o ano adicional em garrafa tornou-o um vinho muito mais crescido e adulto, guindando-se a outro patamar.

Muito boa estrutura na boca com final persistente e vibrante, com os taninos macios mas a darem consistência ao conjunto.

Se fosse preciso, esta prova confirmou que os vinhos tintos demasiados jovens têm muito que crescer. Neste caso, atrevo-me a dizer que o lote de uvas utilizado também ajudou.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Preço em feira de vinhos: 3,59 €

Vinho: Marquês de Borba 2016 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Alicante Bouschet, Aragonês, Trincadeira, Touriga Nacional
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Marquês de Borba Colheita 2017 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Alicante Bouschet, Aragonês, Trincadeira, Touriga Nacional, Petit Verdot, Merlot
Nota (0 a 10): 7,5


Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

O eterno presente


Ao que parece, o tempo é uma ilusão e não existe passado nem futuro, apenas um eterno presente.

Se assim é, iludamo-nos então com a passagem de mais um ano deste blog (parece mentira, mas já lá vão 13 anos desde que saiu o primeiro post sobre o primeiro vinho...), bastante profícuo no que toca à sua produção escrevinhante, e a manutenção de uma atitude de eterna irresponsabilidade, porque levarmo-nos demasiado a sério é o princípio do fim...

Portanto continuem a ler-nos e, principalmente, continuem a beber bom vinho e a apreciá-lo e a divertirem-se porque, sendo apenas uma ilusão, virá um tempo em que já não o poderemos fazer...

Agora podem dar-nos os parabéns e brindar com um bom vinho porque, como dizia o outro, a vida é demasiado curta para beber do mau e, ilusão ou não, o nosso tempo nesta bola de pedra é limitado.

Bem hajam!

tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

No meu copo 721 - Grand'Arte, Shiraz 2011; Grand’Arte, Touriga Nacional 2012

A DFJ Vinhos, liderada por José Neiva Correia, enólogo e produtor, é uma empresa sediada no em Vila Chã de Ourique, no concelho do Cartaxo, que produz essencialmente vinhos na região vitivinícola Lisboa, embora também se encontrem referências no Douro, Alentejo e Península de Setúbal.

Uma parte significativa da sua produção é destinada à exportação, sendo que no mercado nacional as referências predominantes centram-se em vinhos monocasta.

Hoje trazemos dois tintos adquiridos em 2014 e 2015. Esperaram portanto, respectivamente, 4 e 3 anos antes do consumo.

Com apenas um ano de diferença de colheita, o Shiraz apresentou-se muito mais evoluído, com os aromas algo sumidos, com pouca exuberância quer no nariz quer na prova de boca. A casta mostrou-se bem madura mas pouco expressiva em comparação com outros equivalentes. Em relação a outra garrafa provada há uns anos, esta esteve uns furos abaixo.

Quanto ao monocasta de Touriga Nacional, pelo contrário, expressou-se em pleno, apresentando grande vivacidade no aroma, ainda com notas florais e a frutos silvestres bem evidentes, boa estrutura e taninos bem presentes na boca, final vivo e persistente.

Na comparação, a Touriga Nacional pareceu mais bem conseguida, ou aguentou melhor o tempo em garrafa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: DFJ Vinhos

Vinho: Grand'Arte, Shiraz 2011 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Syrah
Preço com a Revista de Vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Grand’Arte, Touriga Nacional 2012 (T)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Touriga Nacional
Preço com a Revista de Vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 8

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

No meu copo 720 - Serras de Grândola Cepas Cinquentenárias tinto 2015

Sou cliente deste produtor há alguns anos, desde que provei um branco de Verdelho no Mercado de Vinhos do Campo Pequeno.

Junto ao branco veio o tinto e as diversas variantes que foram aparecendo.

Este ano já provámos o Verdelho 2015, agora chegou a vez deste tinto Cepas Cinquentenárias, também ele já em repetição.

Confirmou as boas impressões das provas anteriores. É um tinto com uma boa estrutura, complexo mas ao mesmo tempo delicado, com uma boa frescura na prova de boca.

Apresenta notas de aromas balsâmicos, fruto maduro e algum vegetal, com taninos presentes mas redondos. O final é persistente revelando elegância no fim de boca.

Um vinho para continuar a acompanhar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Serras de Grândola Cepas Cinquentenárias 2015 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Monte da Serenada
Grau alcoólico: 14%
Castas: Castelão, Baga, Bastardo, Camarate
Preço: 9,50 €
Nota (0 a 10): 8

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

No meu copo 719 - Pedra Cancela, Selecção do Enólogo tinto 2010 e 2015

Já tínhamos provado a colheita de 2010 deste Pedra Cancela Selecção do Enólogo e foi uma excelente surpresa, de tal forma que voltámos à carga com outra garrafa, que confirmou as impressões da primeira.

Passado algum tempo repetimos com a colheita de 2015, mas esta ficou aquém das expectativas. O vinho apresentou-se com o aroma algo discreto, demasiado contido, com pouca exuberância, na boca algo delgado e com menos vivacidade. Final macio mas discreto.

Em suma, tendo em conta a diferença de idades, conclui-se que o ano de 2015 foi uma colheita menos favorável, pelo que há que esperar que a próxima seja melhor.

Porque este é o tal Dão de que gostamos e que nos deliciou durante anos. Um Dão fora das modas, dos ditames dos gurus, daquilo que “o mercado pede” (como eu detesto esta frase dogmática!!!), que tenta recuperar as origens e a essência do verdadeiro Dão, daquilo que pode marcar a diferença e impor-se por ser aquilo que é, diferente dos outros, e não apenas mais um igual aos outros.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Pedra Cancela, Selecção do Enólogo 2010 (T)
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Pedra Cancela, Selecção do Enólogo 2015 (T)
Nota (0 a 10): 7,5

Região: Dão
Produtor: Pedra Cancela Vinhos do Dão
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Tinta Roriz, Alfrocheiro, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,89 €

terça-feira, 27 de novembro de 2018

No meu copo 718 - Ribeiro Santo Reserva tinto 2013

Um vinho do projecto de Carlos Lucas no seu percurso a solo. É um tinto do Dão com perfil clássico, elegante e macio na boca, com aromas a frutos vermelhos e do bosque, final elegante e persistente, envolvente na boca e com taninos redondos e macios.

Já com 5 anos após a colheita, mostrou-se com sinais evidentes de juventude, sem qualquer evolução excessiva. Apresentou-se no ponto óptimo de consumo, um vinho maduro e com todas as componentes em equilíbrio.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Ribeiro Santo Reserva 2013 (T)
Região: Dão
Produtor: Magnum - Carlos Lucas Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro
Preço em feira de vinhos: 7,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

No meu copo 717 - Casa da Passarela, A Descoberta rosé 2016

Foi a segunda prova que fizemos dum rosé da Casa da Passarela. A primeira foi a versão O Brasileiro, uma agradável surpresa num registo de rosé leve e despreocupado.

Esta versão “A Descoberta”, que é produzida em tinto, branco e agora em rosé, mostrou-se um vinho um pouco mais sério, mais estruturado, mais aromático, mais profundo, com mais complexidade tanto no nariz como na boca.

No aroma predominam notas florais e a frutos vermelhos. Na boca revela-se equilibrado e fresco, com boa acidez, final vivo, refrescante e persistente.

Mais um bom produto saído das mãos de mestre do enólogo Paulo Nunes, recentemente distinguido com mais um prémio “Escolha da Imprensa” pelo Villa Oliveira branco.

Um bom rosé para a mesa e polivalente, para diversos pratos, e com muito boa relação qualidade-preço. Para acompanhar com atenção. Entra directamente para a nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Casa da Passarela, A Descoberta 2016 (R)
Região: Dão
Produtor: O Abrigo da Passarela
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 4,49 €
Nota (0 a 10): 8


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

No meu copo 716 - Tintos velhos do Dão (2)

Dão Sogrape Reserva 1985; Dão Sogrape Reserva 1999


Estamos de regresso a um clássico.

De vez em quando há umas garrafeiras que anunciam estes vinhos velhos a preços atractivos, que são sempre uma boa oportunidade para recordar algumas preciosidades que provámos há mais de 20 anos...

Este é um vinho que sempre fez parte do nosso imaginário, e tivemos a possibilidade de voltar a degustá-lo, alguns anos depois das últimas provas.

Tal como anteriormente, voltou a deliciar-nos com a sua elegância, o seu bouquet e profundidade aromática.

O Reserva 1985 apresentou-se extremamente macio sem estar chato nem demasiado linear, ainda com uma acidez bem evidente a conferir vivacidade ao conjunto, com um final muito macio. É um daqueles vinhos que parece que vão durar para sempre, e dá-nos sempre um prazer renovado voltar a degustá-lo.

Já o Reserva 1999, como disse o tuguinho, é um vinho velho sem estrutura de velho, nem quaisquer sinais de velhice. Pelo contrário, mostrou ainda sinais de alguma juventude, uma frescura notável para um vinho de quase 20 anos, com os taninos macios mas presentes a conferirem-lhe alguma vivacidade. Envolvente, macio e estruturado na boca, parece ter crescido na garrafa.

Felizmente nesta compra houve oportunidade de adquirir mais algumas garrafas, pelo que ainda temos mais vinho para revisitar estas belíssimas memórias.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Dão
Produtor: Sogrape Vinhos

Vinho: Dão Sogrape Reserva 1985 (T)
Grau alcoólico: 12%
Preço: 5,00 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Dão Sogrape Reserva 1999 (T)
Grau alcoólico: 12,5%
Preço: 10,00 €
Nota (0 a 10): 8,5

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

No meu copo 715 - Esporão Colheita tinto 2015

Esta é uma estreia absoluta nas Krónikas Viníkolas.

Lançado recentemente no portefólio da Herdade do Esporão, este Esporão Colheita, vinho de produção biológica e irmão mais novo do emblemático Esporão Reserva, é um vinho com um perfil bem diferente do Esporão clássico, a começar desde logo no lote de uvas utilizadas.

Com uma mistura inusual de Cabernet Sauvignon e Touriga Franca, é um vinho de cor rubi brilhante, com aromas intensos de frutos vermelhos a predominar sobre um fundo vegetal. Apresenta-se com uma grande frescura na prova de boca, com boa estrutura e taninos suaves com final elegante e persistente.

Tem origem em solos xistosos, vinhas com 6 anos de idade e fermentou em tulipas de betão, onde posteriormente estagiou durante 6 meses.

Foi uma bela revelação, com um carácter jovem mas adulto a revelar um vinho com todas as condições para se afirmar rapidamente no mercado português. Como tudo o que sai do Esporão costuma ser bom, aguardamos com expectativa as próximas colheitas e as próximas provas, para vermos se se confirma esta boa novidade.

Pelas impressões já colhidas, é mais um vinho para acrescentar à nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Esporão Colheita 2015 (T)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão
Grau alcoólico: 14%
Castas: Cabernet Sauvignon, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 11 de novembro de 2018

No meu copo 714 - Duas Quintas Reserva tinto 2008

Passados alguns anos voltamos a falar dum dos grandes tintos portugueses. Outras provas aconteceram entretanto, das edições de 2006 e 2007, mas não houve oportunidade de trazê-las à estampa.

Sendo uma das marcas emblemáticas da Ramos Pinto, esta versão Reserva do Duas Quintas é desde há muito tempo um vinho que se guindou a patamares de excelência, dando-nos do melhor que há no Douro Superior.

Sabendo que naquela zona se produzem grandes vinhos tintos e se obtêm algumas das grandes referências nacionais com diversos perfis (os da Casa Ferreirinha, produzidos na Quinta da Leda, destacam-se pela elegância), o Duas Quintas sempre se pautou pela robustez e concentração, características que se mantêm.

De cor quase retinta, aroma predominante a frutos vermelhos maduros, na boca apresenta-se concentrado e estruturado, com grande corpo e final persistente e intenso, com taninos firmes mas macios. É um dos tais raros vinhos robustos com elegância.

É um daqueles vinhos dos quais se pode dizer que custam muito dinheiro mas não são caros para o prazer que proporcionam.

Top!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Duas Quintas Reserva 2008 (T)
Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto
Grau alcoólico: 15%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca
Preço em feira de vinhos: cerca de 25 €
Nota (0 a 10): 9

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

No meu copo 713 - Vila Santa Reserva tinto 2013

Está em excelente forma, este Vila Santa Reserva de 2013, mais uma garrafa recebida como oferta da João Portugal Ramos Vinhos.

Apresentou-se no ponto óptimo de consumo, com todas as suas componentes em equilíbrio. Corpo, acidez, aroma, estrutura, taninos, tudo quanto baste, e tudo envolvido por uma discreta e elegante suavidade que harmoniza o conjunto.

É um daqueles casos em que quase se parece conseguir fazer a quadratura do círculo nos vinhos: aliar robustez, pujança e estrutura com elegância, suavidade e algum requinte.

Há garrafas que se encontram, no seu estado de evolução, em momentos mais felizes, outras em momentos menos felizes. Esta, para nosso deleite, enquadrou-se no lote das primeiras. Foi bebida numa ocasião muito especial em que desfilaram também o Duorum tinto 2012 e 2014, o Quinta da Viçosa TC 2011 e o Duas Quintas Reserva 2008. Pois a verdade é que o Vila Santa não deixou os seus créditos por mãos alheias e bateu-se galhardamente com os seus parceiros de ocasião, mostrando-se à altura do desafio.

Dos tintos da Adega Vila Santa que já tive ocasião de provar, este foi um dos que mais me agradaram e surpreenderam pela positiva. Que é bom já sabemos, mas não esperávamos que este estivesse tão bom!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Vila Santa Reserva 2013 (T)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 8,5


Foto da garrafa obtida no site do produtor

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

No meu copo 712 - Duorum tinto 2012; Duorum tinto 2014

Voltando aos domínios da dupla João Portugal Ramos/José Maria Soares Franco, provámos estas duas garrafas de Duorum tinto, que estão em excelente forma.

É um vinho bem estruturado, persistente, elegante e complexo, que está excelentemente posicionado no patamar em que se encontra.

Aroma frutado intenso com algum floral, taninos firmes mas redondos, acidez fina e equilibrada e madeira bem integrada no conjunto.

Um valor seguro na gama de preços entre os 5 e os 10 euros, com uma excelente relação qualidade-preço.

É um vinho que merece claramente estar na nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Duorum 2012 (T)
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Duorum 2014 (T)
Nota (0 a 10): 8

Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 6,77 €


Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

No meu copo 711 - Gamla, Cabernet Sauvignon 2015

Foi a segunda vez que tive oportunidade de provar um monocasta de Cabernet Sauvignon produzido em Israel. A primeira tinha sido no já longínquo ano de 1995 e na altura encantou-me.

Passados todos estes anos tive curiosidade em experimentar novamente, agora de forma mais atenta e tendo em conta o local onde é produzido. Israel fica numa latitude abaixo de Portugal, sensivelmente a par da Tunísia e do norte de Marrocos, logo é provável que o clima seja propício a uma boa maturação das uvas. Há contudo um pormenor interessante: este produtor está localizado nos conhecidos (não pelas melhores razões) Montes Golan, a norte do Mar da Galileia, cerca de 200 km a norte de Jerusalém. As vinhas estão situadas entre as zonas “Northern Golan” e “Eastern Golan”, entre os 400 e os 1200 m de altitude, pelo que beneficiam dum clima mais fresco que a generalidade do país.

Em 2012 a Golan Heights Winery foi nomeada New World Winery do Ano pela Wine Enthusiast Magazine, e é-lhe geralmente atribuído o papel de ter iniciado a revolução de qualidade dos vinhos israelitas (informação obtida na Wikipédia).

Falando do vinho, este monocasta de Cabernet Sauvignon apresentou-se com uma boa concentração de cor, taninos bem maduros e redondos, aroma a frutas pretas e vermelhas, com algum achocolatado e compota. Na boca é bem estruturado, envolvente e suave, o final é macio e persistente.

Não se pode dizer que seja um vinho abençoado pela proximidade da chamada “Terra Santa”, mas este exemplar parece indicar que há um grande potencial para a produção de bons tintos.

Falta saber como serão os brancos, mas para isso há que por uma oportunidade.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Gamla, Cabernet Sauvignon 2015 (T)
Região: Upper Galilee (Israel)
Produtor: Golan Heights Winery – Katzrin
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço: 17,41 €
Nota (0 a 10): 8

terça-feira, 30 de outubro de 2018

No meu copo 710 - Casa Cadaval, Cabernet Sauvignon 1993

Agora no Ribatejo, continuamos próximo de Almeirim para um regresso no tempo, a um clássico da Casa Cadaval.

Um velho amigo, entretanto desaparecido, tinha neste vinho a sua versão preferida do Cabernet Sauvignon em Portugal, pela sua pujança e robustez.

Esta garrafa com uma colheita datada de há 25 anos ainda apareceu em muito boa forma, naturalmente amaciada pelo tempo.

Apresentou-se macio, ainda muito estruturado e encorpado, com final prolongado. Redondo na prova de boca, no nariz sobressaem aromas terciários com algumas notas terrosas. Dos traços típicos do Cabernet Sauvignon destaca-se ainda algum fruto vermelho maduro de forma muito discreta.

Sabe bem rever estas relíquias que nos transportam de volta para aromas e sabores que julgávamos já perdidos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Casa Cadaval, Cabernet Sauvignon 1993 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço: 12,25 €
Nota (0 a 10): 8

sábado, 27 de outubro de 2018

No meu copo 709 - Fiúza: Cabernet Sauvignon 2015; Touriga Nacional 2015; Sauvignon Blanc 2015

Os vinhos da Fiúza são presença frequente nas nossas mesas, e vamos provando as várias edições dos monocasta, tanto em tinto como em branco.

Estes três vinhos já foram provados anteriormente, e a prova mais recente confirmou as impressões habituais.

Os tintos são dois bons vinhos por preços muito simpáticos, sendo que o Cabernet Sauvignon vem mais ao encontro dos nossos gostos. Cor medianamente concentrada, aroma com notas achocolatadas e compotadas, encorpado e com taninos maduros e redondos. Final complexo e persistente.

No caso do Touriga Nacional, apresenta-se de cor mais concentrada mas mais redondo na boca, com predominância de notas florais no aroma, embora com um final mais curto e menos intenso. Depois das garrafas abertas algum tempo, o Cabernet Sauvignon acaba por se destacar pela persistência, enquanto o Touriga Nacional tem tendência a decair no copo.

Feito o balanço, o Cabernet Sauvignon fica uns furos acima.

Finalmente o Sauvignon Blanc, casta branca que à semelhança do Cabernet Sauvignon (e tendo em conta que há parcerias genéticas) se tornou um caso de paixão aqui por estas bandas, e que raramente nos deixa ficar mal. Cor cítrica concentrada, aroma com algum floral e predominância de frutos tropicais, boa textura na boca e acidez vibrante com final vivo e persistente. Uma aposta sempre ganha e para repetir.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright

Vinho: Fiúza, Cabernet Sauvignon 2015 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 4,51 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Fiúza, Touriga Nacional 2015
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Touriga Nacional 2015
Preço em feira de vinhos: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Fiúza, Sauvignon Blanc 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 4,06 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

No meu copo 708 - Reguengos Selecção branco e tinto 2016

Estes dois vinhos foram provados em restaurante, ao almoço, durante a semana. Trata-se de duas novas marcas intermédias deste vinho clássico, que fizeram provas agradáveis.

O branco mostrou-se particularmente interessante pela acidez que revelou. Ao tradicional Antão Vaz, casta branca emblemática do Alentejo, juntou-se o Gouveio, típico do Douro, do que resultou um lote com boa frescura, acidez e algum floral (por acaso gostava de saber se ou Gouveio já é uma casta autorizada, pois o vinho é DOC Alentejo). De cor amarelo palha aberto, mostrou-se persistente na boca e com notas de frutos tropicais, com final elegante e fresco.

O tinto, com um lote mais típico da região, apresentou-se de cor granada, igualmente fresco na prova de boca e com boa estrutura, encorpado e macio como é habitual nestes vinhos, com aromas de frutos silvestres e final redondo mas persistente.

São dois vinhos interessantes para consumo diário por uma qualidade bastante satisfatória. Surpreenderam pela positiva. Em relação ao Reguengos DOC habitual, nota-se um acréscimo de qualidade evidente.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz

Vinho: Reguengos Selecção 2016 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Antão Vaz, Gouveio
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Reguengos Selecção 2016 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet
Nota (0 a 10): 7

sábado, 20 de outubro de 2018

No meu copo 707 - Poço do Lobo, Arinto branco 1995; Frei João Clássico branco 2015

Cerca de um ano depois, voltámos à carga com dois brancos das Caves São João que nos encheram as medidas nos últimos meses de 2017.

O Poço do Lobo Arinto de 1995 foi uma excelente surpresa, principalmente quando eu tenho uma relação difícil com brancos velhos que, ao contrário dos tintos, raramente me convencem. Este, no entanto, mostrou-se de excelente saúde e, com o perfil normal dentro da evolução, apresentou uma frescura notável e aromas melados muito suaves. Isso justificou a aquisição duma segunda garrafa, que se apresentou ainda melhor, aumentando ainda mais a surpresa!

Ao evoluir no copo mostrou-se um enorme vinho, com uma persistência notável e uma acidez e vivacidade na boca que ultrapassaram tudo o que se podia esperar. Brilhante!

Quanto ao novo Frei João Clássico branco 2015, com um perfil... clássico, tratou-se apenas duma boa confirmação depois duma excelente primeira impressão. É um branco tipicamente para meia-estação e para pratos elaborados, revelando alguma versatilidade na ligação com os pratos. É um vinho para continuar a acompanhar em futuros lançamentos, e que merece figurar nas nossas sugestões.

Dois vinhos brancos com 20 anos de diferença, mas... que belíssimos vinhos!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Bairrada
Produtor: Caves São João

Vinho: Poço do Lobo, Arinto 1995 (B)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Arinto
Preço: 9,50 €
Nota (0 a 10): 9

Vinho: Frei João Clássico 2015 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Cercial, Bical
Preço: 15 €
Nota (0 a 10): 8,5

terça-feira, 16 de outubro de 2018

No meu copo 706 - Quinta de Pancas: Reserva Arinto 2015; Reserva Chardonnay 2015

A nova era da Quinta de Pancas compreende uma nova linha de vinhos onde se inclui um conjunto de monocastas brancos.

Os dois vinhos que agora apresentamos foram-nos oferecidos pelo produtor, o que muito agradecemos, e aqui estamos a fazer a primeira apreciação dos brancos. Mais tarde seguir-se-ão dois tintos que também nos fizeram chegar.

O Arinto, como se sabe, é uma das castas brancas emblemáticas do país, dando-se particularmente bem no centro e no sul e tendo na Estremadura (região vitivinícola de Lisboa) o seu berço natural e porventura o local onde melhor expressa as suas qualidades.

Este Reserva Arinto 2015 da Quinta de Pancas mostrou-se muito intenso no aroma citrino, com muita frescura na boca e marcada mineralidade, com um final vivo, persistente e suave. É um vinho que se adapta perfeitamente a pratos elaborados de peixe e carnes brancas e de aves. Muito bem conseguido.

O Reserva Chardonnay 2015 mostrou-se menos expressivo no aroma. O habitual casamento do Chardonnay com o estágio em madeira (9 meses em barrica de carvalho francês) não se expressa claramente na complexidade do vinho, que no aroma mostra as habituais notas de frutos tropicais. O final é algo curto e na boca apresenta-se algo delgado. Talvez um perfil a melhorar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: Quinta de Pancas Vinhos - Companhia das Quintas

Vinho: Quinta de Pancas Reserva, Arinto 2015 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço: 13,70 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Pancas Reserva, Chardonnay 2015 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Chardonnay
Preço: 13,70 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 13 de outubro de 2018

No meu copo 705 - Casa Santos Lima: Cabernet Sauvignon 2014; Reserva 2012

Continuamos na zona de Alenquer, agora com um pequeno salto à Casa Santos Lima.

Começando pelo monocasta Cabernet Sauvignon, mostra-se encorpado e robusto, mas com o aroma algo discreto e final curto e pouco exuberante no aroma.

Já o Reserva leva-nos para outros voos logo ao primeiro aroma. É um vinho de grande intensidade aromática, estruturado e persistente, com final complexo e longo, taninos firmes mas macios, e boa integração com a madeira onde estagiou durante 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Nota-se bem na prova a diferença de patamar entre estes dois vinhos. O Reserva justifica uma nova prova.

O Cabernet Sauvignon fica-se por um registo mais mediano, embora o preço seja bastante simpático para aquilo que oferece.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: Casa Santos Lima

Vinho: Casa Santos Lima, Cabernet Sauvignon 2014 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 2,49 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Casa Santos Lima Reserva 2012 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Syrah, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 8,24 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Quinta do Monte d’Oiro - Os novos vinhos aristocráticos




A Quinta do Monte d’Oiro procedeu à apresentação da nova gama de vinhos e rótulos, com uma alteração de marcas e imagens de modo a uniformizar a designação dos vinhos e a sua apresentação. A última grande alteração de imagem tinha ocorrido há cerca de 10 anos. Nesta de agora trata-se mais de alguns ajustes de pormenor nos rótulos segundo um novo conceito.

O evento decorreu no piso superior do restaurante Eleven, no alto do Parque Eduardo VII, em Lisboa, e contou com a presença de vários colaboradores da casa, a começar por pai e filho, José e Francisco Bento dos Santos, além de outros ligados às equipas de enologia e marketing.

A começar pelos nomes dos vinhos, a partir de agora todos os produtos do portefólio passarão a partilhar a mesma designação debaixo da marca Quinta do Monte d’Oiro. Deixam assim de existir as marcas Lybra, Aurius, Têmpera, Madrigal e Syrah 24, qua ganham novas designações.

Acompanhados por uns petiscos que iam desfilando pela sala, estiveram disponíveis para prova todas as 11 marcas disponíveis.

A primeira novidade que tive oportunidade de conhecer foi o novo Reserva rosé, que vai na segunda edição e foi uma boa revelação. Este é o rosé que passa por madeira e resultou num vinho muito equilibrado e aromático, elegante e com estrutura quando baste sem ser pesado, com uma cor salmão desmaiada. Promete.

Os outros já eram conhecidos de outras ocasiões, mas não podemos deixar de distinguir o Reserva tinto, claramente um vinho doutra dimensão num nível médio já de si elevadíssimo, mas em que este vinho nos transporta para outro patamar. Todos os restantes acima da gama de entrada até agora designada como Lybra, o Reserva branco (ex-Madrigal), o Petit Verdot, o Touriga Nacional (ex-Aurius), o Tinta Roriz (ex-Têmpera), o Parcela 24 (ex-Syrah 24) e o Ex Aequo são vinhos de elevado gabarito e que fazem as delícias do enófilo mais exigente. Difícil é escolher qual é aquele de que se gosta mais.

Quanto aos rótulos, partilham agora o mesmo sol com diferentes cores em cada garrafa, apresentando motivos de fundo que variam com a gama. O único que mantém tanto um rótulo como uma marca diferente é o Ex Aequo, que assim se diferencia dos restantes.

A partir de agora será uma questão de habituação até a identificação dos vinhos se tornar automática. Tentando resumir a situação, poderíamos apresentá-la desta forma.



Marca anterior
Nova marca
Lybra (tinto, branco, rosé)
Quinta do Monte d’Oiro (tinto, branco, rosé)
Madrigal
Quinta do Monte d’Oiro Reserva branco
Aurius
Quinta do Monte d’Oiro Touriga Nacional
Single Vineyard | Limited Edition
Têmpera
Quinta do Monte d’Oiro Tinta Roriz
Single Vineyard | Limited Edition
Syrah 24
Quinta do Monte d’Oiro Parcela 24
Single Vineyard | Limited Edition


Marcas que se mantêm

Quinta do Monte d’Oiro Reserva tinto

Quinta do Monte d’Oiro Reserva rosé

Quinta do Monte d’Oiro Petit Verdot
Single Vineyard | Limited Edition

Ex Aequo



Existem depois designações adicionais nos nomes dos vinhos monocasta (Touriga Nacional, Tinta Roriz, Petit Verdot e Parcela 24), que apresentarão ainda a indicação Single Vineyard | Limited Edition, uma vez que cada um deles representará uma parcela única e específica da vinha. Se quisermos ser um pouco mais perfeccionistas, poderemos acrescentar esta designação nos vinhos indicados (texto a azul na tabela acima).

Entretanto estão já em vias de lançamento as novas colheitas sob o chapéu da nova marca:

• Reserva Branco 2017 (Vinho Biológico)
• Reserva Rosé 2017
• Reserva Tinto 2014
• Tinta Roriz 2015
• Touriga Nacional 2015
• Parcela 24 2015
• Ex Aequo 2015


Resta-nos agradecer à Quinta do Monte d’Oiro, em particular na pessoa do Director-Geral Francisco Bento dos Santos, a oportunidade que nos proporcionou para assistir ao evento e pelas informações transmitidas, e desejar as maiores felicidades nesta nova etapa, a que se auguram os melhores auspícios. A qualidade do trabalho realizado assim o merece, e cá estaremos para acompanhar.

Kroniketas, enófilo informado

Fotos do evento por Krónikas Viníkolas
Imagens dos novos rótulos e do design dos mesmos fornecidas pelo produtor

domingo, 7 de outubro de 2018

Quinta do Monte d'Oiro - Amanhã há novidades...



E antes das novidades tivemos oportunidade de voltar a provar o Clarete 2006 e o Vinha da Nora 2005.

Estão simplesmente espectaculares! O Vinha da Nora parece um vinho eterno! Merece uma enorme vénia!

Kroniketas, enófilo informado e embevecido

Imagens recebidas do produtor

No meu copo 704 - Lybra: branco 2015; rosé 2016

Regressamos à Quinta do Monte d’Oiro para uma prova do branco e do rosé da gama Lybra.

Esta, que sucedeu à marca Vinha da Nora, foi alargada primeiro com um branco e depois com um rosé.

O Lybra branco já tinha sido provado anteriormente e revelou-se uma excelente surpresa, com todas as características dos melhores vinhos branco da região vitivinícola de Lisboa/Estremadura: muita frescura, excelente acidez, notas frutadas e minerais intensas, persistência e ao mesmo tempo elegância na prova de boca, com final macio, vivo e complexo. Se o primeiro impacto tinha sido muito positivo, o segundo não lhe ficou atrás.

O Lybra rosé é algo diferente. Elaborado apenas a partir de Syrah, que tem dado excelentes resultados nos tintos ali produzidos, resultou num vinho com um perfil a tender para o adocicado. Eu gosto deles mais secos e ácidos, e as experiências anteriores com Syrah não foram totalmente satisfatórias. “Syrah” uma boa casta para fazer rosés...?

Para já, deixemo-lo com o benefício da dúvida, até porque nesta casa habituámo-nos a que saibam muito bem o que andam a fazer, como o comprovaram as últimas provas aqui relatadas.

Aguardemos por novos lançamentos, até porque há novidades a chegar...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: José Bento dos Santos - Quinta do Monte d’Oiro

Vinho: Lybra 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viognier, Arinto, Marsanne
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Lybra 2016 (R)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Syrah
Preço em feira de vinhos: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

No meu copo 703 - Coelheiros tinto 2016

Continuando no Alentejo, estamos numa nova era da Herdade de Coelheiros. A propriedade mudou de dono, algumas das vinhas foram reconvertidas e o portefólio está a sofrer alterações.

A tradicional marca Tapada de Coelheiros apresenta-se com uma nova roupagem e num patamar de preços muito acima do habitual (quase a bater nos 30 €), o branco de Chardonnay vai deixar de existir e agora temos um novo vinho chamado apenas Coelheiros, em versão branco e tinto. É este último que aqui provamos pela primeira vez.

À primeira prova apresenta-se macio, encorpado e redondo na boca, com taninos macios e redondos. No nariz sobressem notas de frutos vermelhos maduros, o final é elegante e prolongado. Parece ser um vinho concebido para ser relativamente fácil de beber e impor-se mais pela elegância do que pela pujança.

Envelheceu um ano em barricas usadas.

Aguarda-se por outras confirmações. Esta primeira abordagem abriu alguma expectativa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Coelheiros 2016 (T)
Região: Alentejo (Évora)
Produtor: Herdade de Coelheiros
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 8,58 €
Nota (0 a 10): 7,5