Não é habitual repetirmos uma prova do mesmo vinho aqui no blog com apenas um ano de intervalo, mas desta vez não resisti a publicar esta nota. Tive oportunidade de voltar a provar este vinho na companhia dum apreciador que ainda não o tinha provado, e ambos ficámos rendidos.
Este é daqueles vinhos que encantam à primeira prova! Uma elegância, uma finesse, uma delicadeza no paladar só ao alcance dos grandes vinhos! Confirmou – e reforçou – todas as impressões da prova anterior. Grande branco! Obrigatório ter na garrafeira.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vallado Prima 2016
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 6,59 €
Nota (0 a 10): 8,5
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domingo, 12 de agosto de 2018
sábado, 30 de setembro de 2017
No meu copo 620 - Vallado: tinto 2015; rosé Touriga Nacional 2016; branco 2016
Três vinhos da Quinta do Vallado consumidos durante as férias. Curiosamente, sendo a marca conhecida principalmente pelos tintos, esta prova das três variedades de vinho de mesa foi mais bem sucedida com o branco e o rosé.
Concretizando:
O tinto 2015 mostrou os traços típicos dos tintos do Douro, com bastante concentração na cor e na estrutura e aroma frutado e floral, final de boca médio mas discreto, sem encantar. Bebe-se com facilidade, mas não se distingue por nenhuma característica que o realce em relação a muitos outros tintos do Douro com perfil semelhante.
Já o rosé mostrou-se suave, leve, aberto e aromático, bastante floral, com boa acidez e final vivo e vibrante. Já se tinha revelado como um rosé de boa categoria, e confirmou as impressões anteriores. Muito bem conseguido, é uma referência incontornável neste tipo de vinho.
Finalmente o branco, que também confirmou as boas impressões anteriores. Aromático e suave, com boa frescura e acidez, final elegante e persistente e uma boa estrutura que o tornam adequado para pratos requintados de peixe. Outra boa referência desta quinta. Não tem a classe do Vallado Prima, mas não lhe fica muito atrás.
Em resumo, fizeram melhor figura os vinhos menos referenciados mas que se distinguem por outra personalidade que o tinto não apresenta. Destaque para o grau alcoólico bastante moderado do branco e do rosé, que os tornam vinhos mais fáceis de beber e mais apetitosos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Vinho: Vallado 2015 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 6,61 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2016 (R)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,96 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vallado 2016 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Códega, Gouveio, Rabigato, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 5,75 €
Nota (0 a 10): 8
Concretizando:
O tinto 2015 mostrou os traços típicos dos tintos do Douro, com bastante concentração na cor e na estrutura e aroma frutado e floral, final de boca médio mas discreto, sem encantar. Bebe-se com facilidade, mas não se distingue por nenhuma característica que o realce em relação a muitos outros tintos do Douro com perfil semelhante.
Já o rosé mostrou-se suave, leve, aberto e aromático, bastante floral, com boa acidez e final vivo e vibrante. Já se tinha revelado como um rosé de boa categoria, e confirmou as impressões anteriores. Muito bem conseguido, é uma referência incontornável neste tipo de vinho.
Finalmente o branco, que também confirmou as boas impressões anteriores. Aromático e suave, com boa frescura e acidez, final elegante e persistente e uma boa estrutura que o tornam adequado para pratos requintados de peixe. Outra boa referência desta quinta. Não tem a classe do Vallado Prima, mas não lhe fica muito atrás.
Em resumo, fizeram melhor figura os vinhos menos referenciados mas que se distinguem por outra personalidade que o tinto não apresenta. Destaque para o grau alcoólico bastante moderado do branco e do rosé, que os tornam vinhos mais fáceis de beber e mais apetitosos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Vinho: Vallado 2015 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 6,61 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2016 (R)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,96 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vallado 2016 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Códega, Gouveio, Rabigato, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 5,75 €
Nota (0 a 10): 8
Etiquetas:
Arinto,
Brancos,
Codega,
Douro,
Gouveio,
Rabigato,
Rose,
Tinta Roriz,
Tintos,
Touriga Franca,
Touriga Nacional,
Vallado,
Viosinho
segunda-feira, 19 de junho de 2017
No meu copo 608 - Vallado Prima 2016
Este vinho chamava-se Vallado Moscatel Galego, tendo passado a chamar-se Vallado Prima e continuando a ser produzido apenas com esta casta.
Tal como na versão anterior, mantém-se com grande frescura e um belíssimo aroma frutado com algum floral. Apresenta aromas exóticos exuberantes e grande elegância. O grau alcoólico baixou para níveis ajuizados, que tornam o vinho mais leve e mais gastronómico.
Excelente para o tempo quente, apresenta uma estrutura e persistência que o tornam adequado para uma vasta gama de pratos e vai muito para além do vinho de Verão. Com pratos de peixe ou marisco, pode ser uma escolha universal adequada.
O preço poderá não ser dos mais simpáticos, mas a qualidade que apresenta justifica-o largamente e torna-o até barato para o prazer que proporciona. Um dos melhores brancos que bebi nos últimos tempos, e sem dúvida uma aposta garantida.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vallado Prima 2016 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 8,39 €
Nota (0 a 10): 8,5
Tal como na versão anterior, mantém-se com grande frescura e um belíssimo aroma frutado com algum floral. Apresenta aromas exóticos exuberantes e grande elegância. O grau alcoólico baixou para níveis ajuizados, que tornam o vinho mais leve e mais gastronómico.
Excelente para o tempo quente, apresenta uma estrutura e persistência que o tornam adequado para uma vasta gama de pratos e vai muito para além do vinho de Verão. Com pratos de peixe ou marisco, pode ser uma escolha universal adequada.
O preço poderá não ser dos mais simpáticos, mas a qualidade que apresenta justifica-o largamente e torna-o até barato para o prazer que proporciona. Um dos melhores brancos que bebi nos últimos tempos, e sem dúvida uma aposta garantida.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vallado Prima 2016 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 8,39 €
Nota (0 a 10): 8,5
sábado, 2 de maio de 2015
No meu copo 450 - Quinta da Alorna, Touriga Nacional rosé 2013; Vallado, Touriga Nacional rosé 2014; Periquita rosé 2013
Fazemos agora uma pequena incursão por um trio de rosés que já visitámos noutras ocasiões. Cada um com o seu perfil, apresentam-se com características bastante diferentes, o que os posiciona também como vocacionados para diferentes ocasiões.
Começamos com um clássico nas nossas provas e que tem merecido quase sempre a nossa preferência entre os rosés nacionais. Trata-se do Quinta da Alorna Touriga Nacional, que tem mantido ao longo dos anos um perfil extremamente agradável e que pode servir de exemplo para o que um rosé deve ser: seco, suave, aromático, frutado, moderadamente alcoólico e mais aberto que concentrado, com aroma predominante a frutos vermelhos, como morangos ou framboesas, e um toque floral típico da casta.
Esta colheita apresentou-se ligeiramente mais adocicada que as anteriores, sem deixar de se mostrar um vinho muito agradável, gastronómico e polivalente, que liga bem com quase tudo. Continua, portanto, a ser uma aposta segura e, como tal, a manter-se assim continuará certamente a merecer a nossa escolha.
Rumamos agora para norte e para um vinho completamente diferente, mas igualmente muito agradável. Em comparação com o Quinta da Alorna, este Vallado, feito igualmente apenas com a Touriga Nacional, confirmou as boas impressões anteriores. Tem um perfil bastante mais leve e mais aberto e com a cor bastante menos carregada, a tender ligeiramente para o salmão.
É proveniente de vinhas situadas na cota mais alta da quinta, permitindo assegurar frescura, acidez e um menor teor alcoólico. É suave, aberto e aromático, sobressaindo mais o floral da casta que neste caso se sobrepõe, quer no aroma quer no paladar, sobre os frutos silvestres e vermelhos, que aparecem mais discretos mas a envolver o conjunto.
Suave, aberto, fresco, elegante e aromático, é um rosé típico para pratos leves e mais vocacionado para os dias quentes, onde fará excelente companhia a uma amena cavaqueira e uma refeição despreocupada. Bebe-se com agrado e facilidade.
Finalmente descemos à Península de Setúbal, onde a José Maria da Fonseca produz o Periquita rosé com um perfil mais adocicado e, porventura, menos gastronómico. É um vinho mais vocacionado para aperitivos, saladas ou pequenos petiscos, o chamado “vinho de esplanada” ou “vinho de piscina”. É suave e macio na boca, mas pouco expressivo de aroma, boca leve e final curto.
Tal como numa prova anterior que tínhamos feito há alguns anos, não encantou nem desencantou. É o que é, e não se pode esperar mais.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta da Alorna, Touriga Nacional 2013 (R)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,75 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2014 (R)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 13%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,75 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Periquita 2013 (R)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Castelão, Aragonês, Trincadeira
Preço em feira de vinhos: 3,83 €
Nota (0 a 10): 6,5
Começamos com um clássico nas nossas provas e que tem merecido quase sempre a nossa preferência entre os rosés nacionais. Trata-se do Quinta da Alorna Touriga Nacional, que tem mantido ao longo dos anos um perfil extremamente agradável e que pode servir de exemplo para o que um rosé deve ser: seco, suave, aromático, frutado, moderadamente alcoólico e mais aberto que concentrado, com aroma predominante a frutos vermelhos, como morangos ou framboesas, e um toque floral típico da casta.
Esta colheita apresentou-se ligeiramente mais adocicada que as anteriores, sem deixar de se mostrar um vinho muito agradável, gastronómico e polivalente, que liga bem com quase tudo. Continua, portanto, a ser uma aposta segura e, como tal, a manter-se assim continuará certamente a merecer a nossa escolha.
Rumamos agora para norte e para um vinho completamente diferente, mas igualmente muito agradável. Em comparação com o Quinta da Alorna, este Vallado, feito igualmente apenas com a Touriga Nacional, confirmou as boas impressões anteriores. Tem um perfil bastante mais leve e mais aberto e com a cor bastante menos carregada, a tender ligeiramente para o salmão.
É proveniente de vinhas situadas na cota mais alta da quinta, permitindo assegurar frescura, acidez e um menor teor alcoólico. É suave, aberto e aromático, sobressaindo mais o floral da casta que neste caso se sobrepõe, quer no aroma quer no paladar, sobre os frutos silvestres e vermelhos, que aparecem mais discretos mas a envolver o conjunto.
Suave, aberto, fresco, elegante e aromático, é um rosé típico para pratos leves e mais vocacionado para os dias quentes, onde fará excelente companhia a uma amena cavaqueira e uma refeição despreocupada. Bebe-se com agrado e facilidade.
Finalmente descemos à Península de Setúbal, onde a José Maria da Fonseca produz o Periquita rosé com um perfil mais adocicado e, porventura, menos gastronómico. É um vinho mais vocacionado para aperitivos, saladas ou pequenos petiscos, o chamado “vinho de esplanada” ou “vinho de piscina”. É suave e macio na boca, mas pouco expressivo de aroma, boca leve e final curto.
Tal como numa prova anterior que tínhamos feito há alguns anos, não encantou nem desencantou. É o que é, e não se pode esperar mais.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta da Alorna, Touriga Nacional 2013 (R)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,75 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2014 (R)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 13%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,75 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Periquita 2013 (R)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Castelão, Aragonês, Trincadeira
Preço em feira de vinhos: 3,83 €
Nota (0 a 10): 6,5
Etiquetas:
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Rose,
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segunda-feira, 30 de junho de 2014
No meu copo 391 - Vallado branco 2012; Moscatel Galego branco 2011; Touriga Nacional rosé 2012
Não nos temos cruzado muitas vezes com os vinhos deste produtor, pelo que foi com curiosidade acrescida que provei este branco da Quinta do Vallado na versão standard, se assim lhe podemos chamar, depois de há uns anos ter provado o monocasta de Moscatel Galego.
Foi bebido a acompanhar peixe grelhado, um prato à partida não muito desafiante, mas o vinho portou-se bem e não deixou o seu nome mal visto.
É um branco a que poderíamos chamar clássico, aromático, suave, que apresenta uma boa frescura e acidez na prova de boca, com final elegante e persistente. O aroma tem uma componente algo floral e simultaneamente algum citrino. Muito equilibrado em todas as suas componentes, bebe-se com prazer e é um daqueles vinhos que se tornam gulosos sem darmos por isso, à medida que vamos bebendo mais um copo.
Dentro dos brancos da gama média, é uma boa aposta para pratos de peixe não demasiado condimentados mas, antes, a pedir algum requinte. É de repetir, e esse é o melhor elogio que lhe podemos fazer.
Quanto ao Moscatel Galego, este em repetição, mostrou-se mais exuberante no aroma, com acidez mais marcada, aromas exóticos com alguma mineralidade, elegante na boca e final persistente. Sendo dois vinhos com perfis algo diferentes, ambos merecem atenção e nova prova. Por isso entram para a nossa lista de sugestões.
O que já constava nessa lista de sugestões era o rosé de Touriga Nacional, provado há cerca de um ano. Esta colheita de 2012 confirmou o perfil da colheita de 2011, onde já então eu comecei a desconfiar da boa aptidão da Touriga Nacional para fazer rosés, talvez até mais do que tintos: floral, suave, aberto, elegante e aromático, onde os traços típicos violetas da casta se expressam na plenitude, perdendo o carácter por vezes chato e cansativo que marcam muitos tintos. Pelo menos, dos rosés portugueses que tenho provado, o que estão no topo da minha lista são feitos de Touriga Nacional. Este foi apenas mais uma confirmação. É o típico rosé de Verão e esplanada, de cor salmão pouco carregada, leve e para beber descontraidamente, mas que não descura uma boa companhia de entradas ou pratos leves e frescos.
Quando a Quinta do Vallado se impõe no mercado essencialmente pela personalidade e pujança dos tintos, nós seguimo-la pela leveza e elegância dos brancos e rosés. Vale a pena experimentar este caminho diferente.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Vinho: Vallado 2012 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Gouveio, Rabigato, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 5,79 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vallado, Moscatel Galego 2011 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2012 (R)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,97 €
Nota (0 a 10): 8
Foi bebido a acompanhar peixe grelhado, um prato à partida não muito desafiante, mas o vinho portou-se bem e não deixou o seu nome mal visto.
É um branco a que poderíamos chamar clássico, aromático, suave, que apresenta uma boa frescura e acidez na prova de boca, com final elegante e persistente. O aroma tem uma componente algo floral e simultaneamente algum citrino. Muito equilibrado em todas as suas componentes, bebe-se com prazer e é um daqueles vinhos que se tornam gulosos sem darmos por isso, à medida que vamos bebendo mais um copo.
Dentro dos brancos da gama média, é uma boa aposta para pratos de peixe não demasiado condimentados mas, antes, a pedir algum requinte. É de repetir, e esse é o melhor elogio que lhe podemos fazer.
Quanto ao Moscatel Galego, este em repetição, mostrou-se mais exuberante no aroma, com acidez mais marcada, aromas exóticos com alguma mineralidade, elegante na boca e final persistente. Sendo dois vinhos com perfis algo diferentes, ambos merecem atenção e nova prova. Por isso entram para a nossa lista de sugestões.
O que já constava nessa lista de sugestões era o rosé de Touriga Nacional, provado há cerca de um ano. Esta colheita de 2012 confirmou o perfil da colheita de 2011, onde já então eu comecei a desconfiar da boa aptidão da Touriga Nacional para fazer rosés, talvez até mais do que tintos: floral, suave, aberto, elegante e aromático, onde os traços típicos violetas da casta se expressam na plenitude, perdendo o carácter por vezes chato e cansativo que marcam muitos tintos. Pelo menos, dos rosés portugueses que tenho provado, o que estão no topo da minha lista são feitos de Touriga Nacional. Este foi apenas mais uma confirmação. É o típico rosé de Verão e esplanada, de cor salmão pouco carregada, leve e para beber descontraidamente, mas que não descura uma boa companhia de entradas ou pratos leves e frescos.
Quando a Quinta do Vallado se impõe no mercado essencialmente pela personalidade e pujança dos tintos, nós seguimo-la pela leveza e elegância dos brancos e rosés. Vale a pena experimentar este caminho diferente.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Vinho: Vallado 2012 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Gouveio, Rabigato, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 5,79 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vallado, Moscatel Galego 2011 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2012 (R)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,97 €
Nota (0 a 10): 8
domingo, 18 de agosto de 2013
No meu copo 332 - Quinta de Cidrô rosé 2011; Vallado, Touriga Nacional rosé 2011
Continuamos na senda dos rosés. A verdade é que, à semelhança dos brancos, também esta variedade tem vindo a melhorar claramente nos últimos anos, com cada vez mais produtores a incluírem pelo menos um rosé na sua gama de produtos. E de norte a sul eles vão aparecendo e afinando o estilo.
Felizmente, digo eu, a maioria opta pelo estilo daquilo que eu acho que deve ser um vinho rosado: leve, fresco, de preferência mais seco do que doce, moderadamente alcoólico, não demasiado estruturado, versátil de modo a poder acompanhar uma variedade alargada de pratos e petiscos, ou seja, tanto entra no campo dos tintos como dos brancos. Felizmente também, digo eu outra vez, parece dominar a tendência para escolher e tratar em conformidade na vinha as uvas que irão ser usadas para produzir um rosé, e vão perdendo terreno aqueles que são feitos de sangrias de cuba, em que se aproveita os restos das uvas que foram usadas para fazer tinto e donde saem os tais rosés que “gostariam de ser tintos quando forem grandes”...
Neste caso vamos falar de dois rosés do Douro, de duas casas cujo nome dispensa apresentações. Ambos feitos exclusivamente com Touriga Nacional, a casta considerada rainha nos tintos mas que, curiosamente, tem proporcionado alguns dos melhores rosés que já provei. E agora uma provocaçãozinha: e se, de repente, se descobrisse que a verdadeira vocação da Touriga Nacional era para fazer os melhores rosés, em vez dos melhores tintos???
Temos assim dois bons exemplares de vinho rosé por preços que valem o produto. O Quinta de Cidrô foi bebido na companhia de não particulares apreciadores do género mas recebeu bastantes elogios, o que só pode ser bom sinal. Muito equilibrado, aromático, com predominância a frutos vermelhos e algum floral, acidez no ponto certo. É um rosé de estrutura média, fresco, elegante, suave, persistente.
O Vallado, feito com a mesma casta, tem um perfil ligeiramente mais leve e mais aberto, com a cor um pouco menos carregada, a tender ligeiramente para o salmão. É proveniente de vinhas situadas na cota mais alta da quinta, permitindo assegurar frescura, acidez e um menor teor alcoólico. É suave, aberto e aromático, sobressaindo mais o floral que se impõe sobre os frutos silvestres.
Dizer de qual gostei mais é difícil, pois ambos me agradaram, cada um com o seu estilo próprio. São mais duas referências a fixar. Não deixe de experimentar um ou outro... ou ambos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Vinho: Quinta de Cidrô 2011 (R)
Produtor: Real Companhia Velha
Grau alcoólico: 13%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 6,69 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2011 (R)
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 8
Felizmente, digo eu, a maioria opta pelo estilo daquilo que eu acho que deve ser um vinho rosado: leve, fresco, de preferência mais seco do que doce, moderadamente alcoólico, não demasiado estruturado, versátil de modo a poder acompanhar uma variedade alargada de pratos e petiscos, ou seja, tanto entra no campo dos tintos como dos brancos. Felizmente também, digo eu outra vez, parece dominar a tendência para escolher e tratar em conformidade na vinha as uvas que irão ser usadas para produzir um rosé, e vão perdendo terreno aqueles que são feitos de sangrias de cuba, em que se aproveita os restos das uvas que foram usadas para fazer tinto e donde saem os tais rosés que “gostariam de ser tintos quando forem grandes”...
Neste caso vamos falar de dois rosés do Douro, de duas casas cujo nome dispensa apresentações. Ambos feitos exclusivamente com Touriga Nacional, a casta considerada rainha nos tintos mas que, curiosamente, tem proporcionado alguns dos melhores rosés que já provei. E agora uma provocaçãozinha: e se, de repente, se descobrisse que a verdadeira vocação da Touriga Nacional era para fazer os melhores rosés, em vez dos melhores tintos???
Temos assim dois bons exemplares de vinho rosé por preços que valem o produto. O Quinta de Cidrô foi bebido na companhia de não particulares apreciadores do género mas recebeu bastantes elogios, o que só pode ser bom sinal. Muito equilibrado, aromático, com predominância a frutos vermelhos e algum floral, acidez no ponto certo. É um rosé de estrutura média, fresco, elegante, suave, persistente.
O Vallado, feito com a mesma casta, tem um perfil ligeiramente mais leve e mais aberto, com a cor um pouco menos carregada, a tender ligeiramente para o salmão. É proveniente de vinhas situadas na cota mais alta da quinta, permitindo assegurar frescura, acidez e um menor teor alcoólico. É suave, aberto e aromático, sobressaindo mais o floral que se impõe sobre os frutos silvestres.
Dizer de qual gostei mais é difícil, pois ambos me agradaram, cada um com o seu estilo próprio. São mais duas referências a fixar. Não deixe de experimentar um ou outro... ou ambos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Vinho: Quinta de Cidrô 2011 (R)
Produtor: Real Companhia Velha
Grau alcoólico: 13%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 6,69 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2011 (R)
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 8
sexta-feira, 10 de julho de 2009
No meu copo 248 - Quinta do Vallado, Moscatel Galego branco 2006; Muxagat branco 2007
Um almoço caseiro de filetes de garoupa com arroz de tomate foi um pretexto para abrirmos umas garrafas de branco para refrescar. Como estávamos nos domínios do tuguinho ele é que forneceu o material para beber. Acabámos por abrir duas garrafas do Douro para comparar.Começámos por um Moscatel Galego da Quinta do Vallado. Muito fresco e aromático, excelente carácter e estrutura sem ser pesado não obstante os 14% de álcool, frutado sem excesso e com um fim de boca delicado e algo exótico. O Muxagat apresentou-se um pouco mais leve mas igualmente bem estruturado, de travo seco e mineral, bela cor palha e fim de boca curto mas gostoso.
São dois vinhos para se baterem bem com pratos não demasiado leves mas sem pedirem grandes comezainas. Agradáveis e refrescantes para o tempo quente mas com capacidade para o ano todo. Em suma, duas apostas interessantes que não deixam o consumidor ficar nada mal.
tuguinho e Kroniketas, enófilos refrescados
Vinho: Quinta do Vallado, Moscatel Galego 2006 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 14%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 6,25 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Muxagat 2007 (B)
Região: Douro
Produtor: Muxagat Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Preço em feira de vinhos: 8,95 €
Nota (0 a 10): 7,5
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