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domingo, 3 de janeiro de 2016

No meu copo 499 - Chianti Melini 2014

Uma visita a um restaurante italiano no Algarve (Bulli & Pupe, Praia da Rocha) proporcionou a oportunidade para provar um vinho italiano. Normalmente nos restaurantes de culinária estrangeira, havendo essa opção, prefiro optar por vinhos do mesmo país.

As opções não costumam ser muitas nem variadas, mas dentro do que havia escolhi um tinto Chianti, um dos mais afamados do país.

Sabe-se como os tintos italianos nos podem reservar todo o tipo de surpresas. Desde os vinhos mais abertos, leves e aguados, a outros mais robustos e encorpados, não conhecendo a fundo os produtores pode-se encontrar um pouco de tudo.

Os Chianti que tenho provado têm-se mostrado, contudo, ao contrário, como foi o caso deste: apresentou-se concentrado, com uma cor granada, encorpado, estruturado, persistente e frutado. Muito longe, portanto, de alguns outros algo deslavados.

Um vinho que se bate bem com pratos de carne bem temperados; estava mesmo a pedir algo como um ossobuco. Mas ficará para outra ocasião. A verdade é que este Chianti Melini agradou perfeitamente, e cumpriu na plenitude a sua função à mesa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Chianti Melini 2014 (T)
Região: Toscana (Itália)
Produtor: Melini - Poggibonsi
Grau alcoólico: 13%
Castas: Sangiovese (75%), outras (25%)
Preço: 8 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 18 de março de 2008

No meu copo 169 - Tenuta la Fuga, Brunello di Montalcino 2000

Este vinho foi comprado há cerca de um ano no Club del Gourmet do Corte Inglês, após uma prova de vinhos italianos apresentados por Vítor Siborro, da Semidivinus, importadora de vinhos italianos. Na altura pareceu-nos o mais bem conseguido e com potencial para aguentar algum tempo. Custou 42,50 € divididos por 3.

Agora resolvemos abrir a garrafa e não nos arrependemos. Nem de a abrir nem de a ter comprado. A dúvida era se devíamos esperar mais algum tempo, mas a ocasião mostrou-se assisada. Revelou-se um vinho muito longe dos vinhos italianos mais comuns, fáceis de beber mas sem grande encanto. Este apresentou-se bem encorpado, com um aroma ainda fechado e grande complexidade na prova de boca, os aromas frutados que porventura tivesse possuído já transformados em algo mais complexo, com algum fumo no fundo e na boca mostrou-se com estrutura e taninos mas redondo, a fazer lembrar algumas características da nossa Trincadeira, com um final prolongado e persistente. Mostrou ainda estar ali para durar mais uns bons anos, mas estava em plena forma para ser bebido.

Brunello di Montalcino é uma variante da casta Sangiovese cultivada na região da Toscana, a sul de Siena, com boa aptidão para o envelhecimento. Montalcino é precisamente o nome de uma localidade situada ao sul de Florença.

Foi uma boa experiência com um vinho de grande categoria, que valerá a pena repetir qualquer dia.

tuguinho e Kroniketas (com Politikos), enófilos e tudo

Vinho: Tenuta la Fuga, Brunello di Montalcino 2000 (T)
Região: Toscana (Itália)
Produtor: Tenuta la Fuga (Montalcino - Siena)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Brunello di Montalcino
Preço: 42,50 €
Nota (0 a 10): 9

quarta-feira, 14 de março de 2007

No meu copo 97 - Chianti Clássico, Terraiolo 2004

Há algumas semanas voltei ao local do crime, o restaurante italiano Le Delizie (em Ferragudo, junto a Portimão), especializado em massas. Desta vez escolhemos um vinho tinto com outro nome, um Chanti Clássico da marca Terraiolo.

Finalmente um vinho italiano encheu-me as medidas. Desta vez não me apareceu um daqueles vinhos italianos tão habituais, meio aguados, com pouco corpo, pouco consistentes, demasiado delgados na boca, quase neutros no aroma. Este tem corpo, uma boa estrutura com final de boca longo, alguma especiaria no final, um vinho mais “quente” do que é habitual nos tintos italianos.

Sem perder o perfil característico da maior parte dos vinhos italianos que tenho provado, mostra-se contudo com outro porte, o que é desde logo indiciado por uma cor mais carregada que o habitual. Já tinha bebido outros exemplares de Chianti que não fugiam a esse padrão mais aberto e leve, mas este, talvez por ser clássico, está claramente num outro patamar.

Um nome a fixar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Chianti Clássico, Terraiolo 2004 (T)
Região: Toscana (Itália)
Produtor: Tre Bi - Monteriggioni
Grau alcoólico: 12,5%
Preço no restaurante: 15 €
Nota (0 a 10): 7,5