quarta-feira, 31 de julho de 2019

No meu copo 781 - Tormes 2018

Adquiri este vinho a partir duma das várias comunicações que recebo via newsletter, neste caso do clube de vinhos Enoteca.

Propunha-se a aquisição de 2 exemplares de 3 vinhos brancos de Verão, sendo que um deles era esta verde da sub-região de Baião, produzido por Lima & Smith.

Na verdade, foi uma surpresa... decepcionante. É certo que na última década os vinhos verdes mudaram de estilo e afastaram-se daquele estilo tradicional (que muita gente ainda pensa que é O VINHO VERDE) de vinho levezinho e com gás, pouco interessante. Agora são vinhos sérios, com diferentes formas de vinificação e estágio, e que se apresentam em muitas versões monocasta para assim mostrarem o melhor de cada sub-região.

Mas este Tormes pareceu um recuo no tempo, de uma ou duas décadas. É exactamente aquilo que os vinhos verdes já não são... que este vinho é! Fresquinho e gasoso, mas pouco mais. Desinteressante. Custa a perceber como um clube de vinhos propõe esta opção na mesma caixa com o Morgado de Sta. Catherina e o Quinta do Cerrado Reserva.

Não havia necessidade...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Tormes 2018 (B)
Região: Vinhos Verdes (Baião)
Produtor: Lima & Smith
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Avesso
Preço: 7 €
Nota (0 a 10): 5


sábado, 27 de julho de 2019

No meu copo 780 - La Rosa branco 2018

Os vinhos da Quinta de La Rosa não têm sido presença assídua nas nossas mesas. Na realidade, os contactos mais a fundo deram-se aquando do Festival de Vinhos do Douro Superior de 2016 e posteriormente num jantar com o enólogo Jorge Moreira na Casa do Bacalhau, onde desfilaram quer alguns dos seus vinhos com marca própria (como o Poeira), quer aqueles que elabora nesta quinta de Tim e Sophia Bergqvist.

Tive agora oportunidade de provar um La Rosa branco da colheita mais recente. Foi uma excelente revelação, porque o vinho mostrou-se de elevada qualidade. Não é que isso surpreenda nos vinhos em que o enólogo intervém (veja-se também o caso de sucesso da Real Companhia Velha), mas este ultrapassou o que à partida se esperava.

Logo no primeiro contacto, um aroma vinoso e frutado intenso, com algumas notas minerais. Na boca mostra grande vivacidade, boa amplitude e estrutura, tudo envolvido por uma bela acidez que o torna algo “irrequieto”.

Um final de boca elegante volta a fazer sobressair as notas minerais e uma acidez crocante que traz vivacidade e persistência.

Adequa-se muito bem a pratos requintados de peixe mas bem temperados, sendo que a primeira prova foi efectuada com choquinhos fritos em azeite e alho, em que fez uma bela parceria.

Uma bela revelação que, pela relação qualidade-preço, é mais uma entrada para a nossa lista de sugestões.

Muito bem conseguido!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: La Rosa 2018 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta da Rosa Vinhos
Grau alcoólico: 12,5
Castas: Viosinho (55%), Rabigato, Gouveio, Códega do Larinho
Preço em feira de vinhos: 7,45 €
Nota (0 a 10): 8

terça-feira, 23 de julho de 2019

No meu copo 779 - Cuvée Saint-Vincent, Pinot Noir 2016

De Itália para França, vamos agora até à Borgonha, essa grande região onde são produzidos alguns dos vinhos mais famosos do mundo!

Este vinho foi provado num painel de vinhos elaborados unicamente com a casta Pinot Noir, num jantar organizado pela garrafeira Néctar das Avenidas e onde contámos com a presença do enólogo Manuel Moreira para nos falar dos diversos vinhos em prova.

De todos os vinhos provados, este chamou-me particular atenção, pelo que resolvi adquirir um exemplar para voltar a prová-lo em casa, sem a companhia de outros vinhos para melhor o apreciar.
As expectativas foram totalmente satisfeitas, confirmando as excelentes impressões que tinha deixado no referido jantar.

É um vinho duma elegância extrema, com corpo quanto baste, boa acidez, redondo e fino na boca. Nada pesado, vibrante, intenso, com taninos amplos sem ser agressivos, apresenta notas de frutos vermelhos, como groselha e framboesa, com final de grande delicadeza. É um daqueles exemplares aos quais assenta na perfeição a expressão francesa que melhor os caracteriza: finesse!

É quando se provam vinhos destes que se percebe porque é que há regiões que têm a fama que têm. Não, não é mito: eles existem mesmo e nem todos têm preços proibitivos! E é quando provamos estas castas na sua região de excelência que percebemos que nem tudo è transportável para outro lado com resultados semelhantes. Se nalguns casos até se podem conseguir excelentes resultados, neste caso é mesmo aqui que se atinge o zénite. E o “aqui” é o berço do Pinot Noir, onde a pouca cor que esta uva transmite aos vinhos não é um problema: eles são mesmo assim, abertos na cor, dum vermelho quase pálido. Não é defeito, é feitio.

Que grande, grande vinho! A minha vénia à Borgonha e ao Pinot Noir.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Cuvée Saint-Vincent 2016 (T)
Região: Borgonha (França)
Produtor: Vincent Girardin - Mersault
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Pinot Noir
Preço: 17,50 €
Nota (0 a 10): 9

sexta-feira, 19 de julho de 2019

No meu copo 778 - Torri d’Oro, Primitivo di Manduria 2016

Continuamos nos vinhos estrangeiros, passando agora para a Europa.

De Itália, concretamente da região de Puglia, chega-nos este tinto vinificado unicamente com a casta Primitivo – uma novidade absoluta, que dá origem à denominação de origem Primitivo di Manduria.

Também este vinho estava muito bem referenciado, e tendo em conta que os tintos italianos mais comuns não costumam ser nada de especial, e desconhecendo em absoluto esta casta, resolvi apostar na sua compra. E neste caso com total sucesso!

O vinho apresenta tonalidade vermelha profunda, a tender para o granada, com reflexos violetas. No nariz sobressaem os aromas de frutos do pomar, como ameixas e cerejas pretas, e alguma especiaria como canela e cravinho.

Na boca é texturado e encorpado, com taninos firmes mas redondos, mostrando-se amplo e com final intenso e persistente.

Acompanha na perfeição pratos de carne bem temperados e a pedir um vinho com alguma robustez.

Ao contrário do vinho anterior, este convenceu plenamente e mostrou ser um grande vinho! Em Itália, afinal, há mais vida para além do Asti e do Chianti...

Recomendo vivamente a quem tiver interesse em conhecer algo bem diferente do que estamos habituados.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Torri d’Oro, Primitivo di Manduria 2016 (T)
Região: Puglia (Itália)
Produtor: Angelo Rocca & Figli
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Primitivo
Preço: 13,96 €
Nota (0 a 10): 8,5

terça-feira, 16 de julho de 2019

No meu copo 777 - Rosemount GSM 2013

E agora algo completamente diferente, parafraseando os Monty Python.

Falamos dum vinho australiano, produzido próximo da cidade de Adelaide, com o nome associado às três castas que lhe deram origem. Adquiri-o por curiosidade, como resultado da descrição que dele era feita no site em que o encomendei (www.flashgorumet.pt).

Reza assim:

“Rosemount Estate, criada em 1974, é uma empresa de vinhos australiana baseada na região de Hunter no sul da Austrália, sendo propriedade do Grupo Tesouro Wine Estates. No princípio do século 21, Rosemount foi o segundo mais vendido das marcas de vinho australianos nos EUA. A Rosemount construiu uma forte reputação a nível internacional e no seu próprio país para a produção de vinhos de alta qualidade.

Lançado pela primeira vez em 1994, os vinhos GSM são a interpretação da tradicional mistura do velho mundo com as castas Grenache, Shiraz e Mourvèdre, provenientes de McLaren Vale. Os ricos sabores de frutas picantes de Grenache equilibra o poder opulento de Shiraz e a estrutura firme de Mourvèdre, com o Shiraz proporcionando uma grande estrutura e equilíbrio para o fruto inicial do Grenache. Este vinho não é apenas altamente atraente em novo, mas também tem a capacidade comprovada para envelhecer bem.

Frescura, vibração e grande potabilidade são as qualidades que Rosemount Estate promete em cada garrafa. Um vinho fácil de beber e cheio de sabores deliciosos.

Syrah
Popularmente conhecida como Shiraz, principalmente na Austrália onde tem enorme sucesso, esta casta resulta na produção de vinhos escuros, ricos, fortes, com um elevado grau de álcool e ligeiramente apimentados. Combina na perfeição com várias outras castas e envelhece de forma sublime, conferindo ao produto final o estatuto de um vinho tinto verdadeiramente clássico.
As principais notas aromáticas: cerejas pretas, groselhas negras, amoras, ameixas, damascos, pimenta preta, alcaçuz, gengibre, chocolate preto, violeta.

Grenache
Os climas quentes e secos potenciam todo o sabor desta casta que, com o seu paladar frutado e apimentado, revela ainda um grau de álcool substancial, ideal para combinar com outras castas ou para liderar, sozinha, aquele que já é considerado um dos vinhos tintos mais na moda.
As principais notas aromáticas: morangos, framboesas, groselhas vermelhas, ginjas, pimenta preta, gengibre moído, chocolate, violetas.

Monastrell
Uma das castas melhor adaptadas ao calor, a uva Monastrell contribui com estrutura e notas de amoras maduras nos potentes tintos do Mediterrâneo, principalmente no sul da França, onde é conhecida como Mourvèdre. É umas das castas mais antigas em produção. Segundo algumas teorias, a uva Mourvèdre chegou a Espanha levada pelos fenícios em 500 a.C. A Espanha é o país com a maior área plantada, chegando a mais de 60 mil hectares.

Um vinho do novo mundo com 3 castas típicas do velho mundo. Foi Wine Spectator Top 100 de 2007, e ao saboreá-lo, você pode ver o porquê.”


Perante tão opulenta descrição, a expectativa era elevada. No entanto, o vinho não correspondeu de todo. Demasiado álcool tornou o vinho adocicado e algo enjoativo. Faltou-lhe um perfil mais vibrante assim como riqueza de aromas.

Há cerca de uma década, em Portugal, fomos invadidos por uma praga de vinhos deste género, que encheram o mercado de verdadeiras xaropadas. Não digo que fosse exactamente este o caso, mas a verdade é que não convenceu de acordo com o que era anunciado.

Demasiado caro para o prazer proporcionado.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Rosemount GSM 2013 (T)
Região: McLaren Vale (Austrália)
Produtor: Rosemount Estate – McLaren Vale, South Australia
Grau alcoólico: 15%
Castas: Grenache, Syrah, Mourvèdre
Preço: 14,25 €
Nota (0 a 10): 7

sexta-feira, 12 de julho de 2019

No meu copo 776 - Couquinho Superior branco 2018

Eis uma novidade absoluta à mesa. Um vinho branco do Douro que me chegou por meio de mão amiga e que se mostrou bastante simpático.

De cor clara a tender para o limonado, no nariz apresenta notas florais a par com algum citrino.

Não muito estruturado, na boca é relativamente aberto embora apresentando algum volume e persistência, com acidez equilibrada e bem marcada.

No final apresenta-se elegante, com bom comprimento e alguma delicadeza.

Foi experimentado com vários pratos, e aquele com que casou melhor foi com uma pescada dourada (uma espécie de molho de fricassé mas com peixe em vez de frango). É portanto um vinho tendencialmente mais vocacionada para pratos de peixe delicados e com algum requinte.

Como primeira experiência, ficou bastante bem na prova.

Enologia de João Brito e Cunha e Vítor Rabaçal.

Obrigado à Filipa Trigo pela oferta do vinho.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Couquinho Superior 2018 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Couquinho - Sociedade Agrícola
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Gouveio
Preço: cerca de 10 €
Nota (0 a 10): 8

terça-feira, 9 de julho de 2019

No meu copo 775 - Quinta da Alorna Reserva, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2013

Aqui está mais um clássico, um vinho mais ou menos consensual. Temo-lo acompanhado ao longo dos anos e sempre se mostrou um vinho fácil de agradar, tornando-se uma referência da região e da Quinta da Alorna.

Esta pareceria entre duas castas emblemáticas, uma nacional e outra internacional, funciona sempre bem, de tal forma que também é utilizada na elaboração de rosés. No entanto, este Reserva tem apresentado algumas oscilações de colheita para colheita.

O vinho em causa, da colheita de 2013 adquirido em Outubro de 2017, pareceu algo despersonalizado. Poderá estar numa fase decrescente de evolução, mas o aroma apresentou-se discreto, sem se fazer sentir aquelas características mais típicas da Touriga e do Cabernet que encontrámos noutras colheitas.

Tal como no aroma, na prova de boca apresentou-se algo discreto em termos de corpo e estrutura, com o final a ficar algo curto.

Há anos e anos, há colheitas e colheitas, há garrafas e garrafas. Continua a ser um bom vinho, mas certamente voltaremos a encontrá-lo em melhor forma. O problema é que as expectativas já estão mais altas do que a média, e nem sempre podem ser cumpridas na totalidade.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta da Alorna Reserva, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2013 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 5,49 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 6 de julho de 2019

No meu copo 774 - Adega de Borba Reserva (Rótulo de Cortiça) tinto 2015

Voltamos a mais um clássico! Este faz-nos companhia há muitos anos, apesar de não ser uma visita muito frequente.

Em caso de dúvida, contudo, trata-se sempre duma aposta segura. Assim aconteceu num repasto mais alargado para acompanhar cabrito assado no forno e entrecôte de carne dos Açores. Entre várias opções menos consensuais, eu e o tuguinho resolvemos revisitar este, e em boa hora o fizemos.

Tendo sido previamente decantado, este Borba Reserva tinto, popularmente conhecido como “Rótulo de Cortiça”, apresentou-se ainda com bastante juventude no aroma apesar de já contar com quase 4 anos após a colheita.

No primeiro contacto sobressaem frutos maduros no aroma, com uma cor rubi carregada a mostrar um vinho menos concentrado do que era habitual. Na boca revela estrutura e taninos firmes mas macios, dando uma prova com alguma frescura e elegância, ao contrário do perfil clássico que era mais fechado e robusto.

O fim de boca é persistente mas macio.

Estagiou 12 meses em barricas de 3º e 4º ano, seguindo-se 6 meses em garrafa.

Confirmou tudo o que se esperava dele, com esta nuance de parecer agora um vinho um pouco mais aberto e mais moderno, mas sem perder a tipicidade. É claro que também faz parte das nossas sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Adega de Borba Reserva (Rótulo de Cortiça) 2015 (T)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: Adega Cooperativa de Borba
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Castelão, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 8


Foto da garrafa obtida a partir de motor de busca

terça-feira, 2 de julho de 2019

No meu copo 773 - Reguengos Reserva dos Sócios 2014

Este vinho é uma novidade relativamente recente da CARMIM (Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz), e foi adicionado ao portefólio como parceiro do clássico Garrafeira dos Sócios. A primeira colheita com que tive contacto foi a de 2012, e desde logo me agradou.

À semelhança do que já acontece com alguns vinhos emblemáticos do país (na Sogrape, o que não é seleccionado para ter o rótulo de Barca Velha vai para Reserva Especial; nas Cortes de Cima, o que não é seleccionado para ter o rótulo de Incógnito vai para Homenagem a Hans Christian Andersen), este vinho aparece como aquele que não foi seleccionado para ter o rótulo de Garrafeira dos Sócios.

Depois dum primeiro estágio de um ano, onde é sujeito a provas regulares, o vinho dá origem a dois lotes em que o melhor irá para Garrafeira dos Sócios e o segundo melhor irá para Reserva. É neste momento que se estabelece a diferença, pois o Garrafeira continuará em estágio por mais 8 a 12 meses passando ainda por um período posterior de repouso em garrafa, enquanto o Reserva será então engarrafado. Em resumo, a diferença essencial entre os dois vinhos prende-se com o tempo de estágio em barrica e em garrafa.

Daqui resulta que este Reserva dos Sócios se apresentará, em princípio, como um vinho um pouco mais jovem, mais robusto e adstringente, com aromas mais frutados. Assim nos pareceu a primeira prova da colheita de 2012 e agora, à mesa, com este 2014.

Muito carregado na cor (com o contributo de 50% de Alicante Bouschet para o lote), denota aromas de fruta preta e silvestre bem como especiarias, dando um prova longa e com boa amplitude. No primeiro contacto apresenta-se com os aromas bastante fechados, evoluindo para uma boca mais macia e aromas mais intensos ao longo da prova.

Dada a sua estrutura e robustez, bate-se bem com pratos de carnes fortes, em que a caça poderá ser a parceria ideal.

É mais um excelente produto proveniente da sub-região de Reguengos de Monsaraz e uma boa alternativa ao Garrafeira dos Sócios por um preço mais atractivo. Um vinho para acompanhar com atenção e que merece entrada directa nas nossas escolhas.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Reguengos Reserva dos Sócios 2014 (T)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Alicante Bouschet, Trincadeira, Aragonês
Preço em feira de vinhos: 6,50 €
Nota (0 a 10): 8


Foto da garrafa obtida no site do produtor