Numa fase em que a Quinta da Romeira passa por um período de transformação, resultante da sua aquisição pela Sogrape depois de já ter transitado pela Companhia das Quintas e pela Wine Ventures (que ainda produziu esta colheita), tivemos um “encontro imediato” com um dos vinhos mais emblemáticos produzidos na quinta.
Este é um lídimo representante do melhor que o Arinto produz na sua região de eleição. Servido à temperatura certa, cerca de 10º C, parece o branco quase perfeito para todos os pratos e todas as estações.
Está lá tudo. A intensidade aromática do Arinto, as notas cítricas e florais, a estrutura e amplitude de boca, o final persistente, intenso e vibrante, tudo bem envolvido por uma acidez crocante e notas de madeira muito discreta que não atrapalha nem distorce o perfil do vinho.
A colheita provada foi a de 2016 e mostrou-se de excelente saúde, sem sinais de decadência precoce, parecendo estar no ponto óptimo de consumo.
Está um grande vinho e tem entrada directa nas nossas escolhas!
Vamos ver como sairão as próximas colheitas, sob a nova orientação da Sogrape.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Morgado de Sta. Catherina Reserva 2016 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 6,89 €
Nota (0 a 10): 8,5
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segunda-feira, 24 de junho de 2019
domingo, 17 de dezembro de 2017
No meu copo 638 - Prova Régia Reserva 2015
Estive indeciso, durante meses, sobre se havia de fazer este post, tamanha foi a decepção. Tem sido um daqueles vinhos que, ao longo dos 12 anos de vida deste blog, mais vezes foi chamado à liça e objecto de mais elogios: fora as provas que não foram aqui mencionadas, este é o 9º post acerca deste vinho – o primeiro já foi em 2006.
É um fenómeno que por vezes vai acontecendo. Alguns vinhos que foram referências na gama média-baixa perdem o encanto e a graça. Deparei-me com esta situação neste vinho que tem sido referência por muitos anos, por diversas razões: por ser de Bucelas e por ser um dos mais icónicos representantes do Arinto. Refiro-me, como é bom de ver, ao Prova Régia. Desde que deixou de ser apenas Prova Régia e começou a ser também Prova Régia Premium e depois Prova Régia Reserva, o que coincidiu com a mudança de mãos na emblemática Quinta da Romeira, da Companhia das Quintas para a Wine Ventures, parece que tem andado num ziguezague e não sabem bem o que lhe hão-de fazer.
O Prova Régia era um vinho seguro, que dava sempre garantias. Quando lhe acrescentaram um parceiro ligeiramente acima, o vinho “normal” perdeu interesse, conquanto o novo produto aparecesse com uma qualidade inquestionavelmente melhor do que o “normal” costumava ser. Mas isso foi no início, porque as provas mais recentes, já com novo rótulo e tudo, foram algo decepcionantes. Fico com a sensação que do “velho” Prova Régia não resta... nem sequer o rótulo. Já a prova anterior tinha sido quase um desastre.
Não é preciso, presume-se, enumerar aqui todas as qualidades do Arinto e o que se espera dum vinho emblemático da região de Bucelas. Pois, esqueçam lá isso porque quase tudo o que eu procurava nesta garrafa... não estava lá. O vinho apareceu curto de corpo, discreto de aroma e sem aquela acidez que é uma imagem de marca.
Não sei o que lhe fizeram, mas entendam-se e vejam lá se não o estragam. Como todos sabemos, uma imagem demora anos a construir, mas pode ser desfeita em pouco tempo. A continuar assim, passará a ser apenas uma boa lembrança do que em tempos foi um bom vinho.
Kroniketas, enófilo decepcionado
Vinho: Prova Régia Reserva, Arinto 2015 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Grau alcoólico: 13%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 6
É um fenómeno que por vezes vai acontecendo. Alguns vinhos que foram referências na gama média-baixa perdem o encanto e a graça. Deparei-me com esta situação neste vinho que tem sido referência por muitos anos, por diversas razões: por ser de Bucelas e por ser um dos mais icónicos representantes do Arinto. Refiro-me, como é bom de ver, ao Prova Régia. Desde que deixou de ser apenas Prova Régia e começou a ser também Prova Régia Premium e depois Prova Régia Reserva, o que coincidiu com a mudança de mãos na emblemática Quinta da Romeira, da Companhia das Quintas para a Wine Ventures, parece que tem andado num ziguezague e não sabem bem o que lhe hão-de fazer.
O Prova Régia era um vinho seguro, que dava sempre garantias. Quando lhe acrescentaram um parceiro ligeiramente acima, o vinho “normal” perdeu interesse, conquanto o novo produto aparecesse com uma qualidade inquestionavelmente melhor do que o “normal” costumava ser. Mas isso foi no início, porque as provas mais recentes, já com novo rótulo e tudo, foram algo decepcionantes. Fico com a sensação que do “velho” Prova Régia não resta... nem sequer o rótulo. Já a prova anterior tinha sido quase um desastre.
Não é preciso, presume-se, enumerar aqui todas as qualidades do Arinto e o que se espera dum vinho emblemático da região de Bucelas. Pois, esqueçam lá isso porque quase tudo o que eu procurava nesta garrafa... não estava lá. O vinho apareceu curto de corpo, discreto de aroma e sem aquela acidez que é uma imagem de marca.
Não sei o que lhe fizeram, mas entendam-se e vejam lá se não o estragam. Como todos sabemos, uma imagem demora anos a construir, mas pode ser desfeita em pouco tempo. A continuar assim, passará a ser apenas uma boa lembrança do que em tempos foi um bom vinho.
Kroniketas, enófilo decepcionado
Vinho: Prova Régia Reserva, Arinto 2015 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Grau alcoólico: 13%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 6
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
No meu copo 491 - Bucelas Capital do Arinto, Seleção da Confraria Reserva 2014
Comprei esta garrafa por curiosidade, uma vez que era uma marca diferente da Quinta da Romeira num rótulo semelhante ao Prova Régia Reserva. O nome é invulgar e original, o conteúdo desperta interessa aos apreciadores dos vinhos de Arinto de Bucelas.
A prova, contudo, decepcionou. O vinho mostrou-se desinteressante. Algo aguado, delgado, descolorido, algo insípido e sem aroma. Não faz jus à casta e acaba-se sem perceber para que foi produzido...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Bucelas Capital do Arinto, Seleção da Confraria Reserva 2014 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em hipermercado: 4,99 €
Nota (0 a 10): 5
A prova, contudo, decepcionou. O vinho mostrou-se desinteressante. Algo aguado, delgado, descolorido, algo insípido e sem aroma. Não faz jus à casta e acaba-se sem perceber para que foi produzido...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Bucelas Capital do Arinto, Seleção da Confraria Reserva 2014 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em hipermercado: 4,99 €
Nota (0 a 10): 5
terça-feira, 28 de abril de 2015
No meu copo 449 - Prova Régia, Arinto 2013; Prova Régia Reserva, Arinto 2013
Os tempos são de mudança na Quinta da Romeira. Aquela que é uma das mais emblemáticas propriedades da Região Demarcada de Bucelas, donde sai também um dos vinhos de maior sucesso produzido exclusivamente a partir de Arinto, casta rainha da região – o Prova Régia – mudou de mãos recentemente.
Depois de fazer parte já há uns bons pares de anos do grupo da Companhia das Quintas, que entretanto foi adquirindo outras quintas em várias regiões do país (a saber: Herdade da Farizoa em Elvas, Alentejo; Quinta de Pancas em Alenquer, Estremadura; Quinta do Cardo em Figueira de Castelo Rodrigo, Beira Interior; e Quinta da Fronteira em Freixo de Espada à Cinta, Douro), a Quinta da Romeira foi vendida há alguns meses a uma outra entidade que entrou no negócio dos vinhos portugueses, com o nome Wine Ventures. E é com este nome que o portefólio da Quinta da Romeira já está a sair para o mercado, tendo a versão superior do Prova Régia - que vinha já do tempo da Companhia das Quintas - deixado de se chamar Premium para se chamar Reserva.
Entretanto manteve-se o Prova Régia de entrada de gama, com o mesmo nome e a mesma casta, o Arinto.
As mudanças que pudemos verificar na prova realizada com estes dois exemplares da colheita de 2013 situam-se mais ao nível do nome do que de qualquer outra característica. Os rótulos mantêm-se iguais e o perfil dos vinhos também. No caso do Reserva, mantém-se intacta a marca do Arinto, com aquela acidez quase crocante, um toque ligeiramente citrino e um certo floral no nariz, com um fim de boca refrescante. No entanto, a nível do colheita parece-me que houve um certo abaixamento da qualidade. Essas características, que estavam bem evidentes nas colheitas anteriores e que tivemos oportunidade de comprovar e relatar frequentemente, parecem ter sido objecto de um downsizing, transferindo-se para o Reserva. Este é melhor do que era o colheita, mas o actual colheita parece ser pior que o anterior. Ou seja, ter-se-á desinvestido no produto mais baixo para apresentar um produto no patamar acima?
Em resumo, se os novos produtores mantiverem a aposta no Reserva com o mesmo perfil de vinho que já conhecíamos, nada haverá a recear por parte dos consumidores. Continuará a ser uma aposta segura. Quanto ao colheita, só o futuro dirá se continuará a valer a pena. Para já, deixamos apenas um ponto de interrogação.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Vinho: Prova Régia, Arinto 2013 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 2,99 €
Nota (0 a 10): 6,5
Vinho: Prova Régia Reserva, Arinto 2013 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 8
Depois de fazer parte já há uns bons pares de anos do grupo da Companhia das Quintas, que entretanto foi adquirindo outras quintas em várias regiões do país (a saber: Herdade da Farizoa em Elvas, Alentejo; Quinta de Pancas em Alenquer, Estremadura; Quinta do Cardo em Figueira de Castelo Rodrigo, Beira Interior; e Quinta da Fronteira em Freixo de Espada à Cinta, Douro), a Quinta da Romeira foi vendida há alguns meses a uma outra entidade que entrou no negócio dos vinhos portugueses, com o nome Wine Ventures. E é com este nome que o portefólio da Quinta da Romeira já está a sair para o mercado, tendo a versão superior do Prova Régia - que vinha já do tempo da Companhia das Quintas - deixado de se chamar Premium para se chamar Reserva.
Entretanto manteve-se o Prova Régia de entrada de gama, com o mesmo nome e a mesma casta, o Arinto.
As mudanças que pudemos verificar na prova realizada com estes dois exemplares da colheita de 2013 situam-se mais ao nível do nome do que de qualquer outra característica. Os rótulos mantêm-se iguais e o perfil dos vinhos também. No caso do Reserva, mantém-se intacta a marca do Arinto, com aquela acidez quase crocante, um toque ligeiramente citrino e um certo floral no nariz, com um fim de boca refrescante. No entanto, a nível do colheita parece-me que houve um certo abaixamento da qualidade. Essas características, que estavam bem evidentes nas colheitas anteriores e que tivemos oportunidade de comprovar e relatar frequentemente, parecem ter sido objecto de um downsizing, transferindo-se para o Reserva. Este é melhor do que era o colheita, mas o actual colheita parece ser pior que o anterior. Ou seja, ter-se-á desinvestido no produto mais baixo para apresentar um produto no patamar acima?
Em resumo, se os novos produtores mantiverem a aposta no Reserva com o mesmo perfil de vinho que já conhecíamos, nada haverá a recear por parte dos consumidores. Continuará a ser uma aposta segura. Quanto ao colheita, só o futuro dirá se continuará a valer a pena. Para já, deixamos apenas um ponto de interrogação.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Vinho: Prova Régia, Arinto 2013 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 2,99 €
Nota (0 a 10): 6,5
Vinho: Prova Régia Reserva, Arinto 2013 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 8
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