segunda-feira, 30 de abril de 2018

No meu copo 673 - Marquês de Marialva Reserva, Arinto 2016

Estava prometido voltar a este vinho, e assim se fez.

Apresenta agora um rótulo novo, mais moderno e apelativo, com maior destaque à menção da casta.

Elaborado com uma das castas mais emblemáticas do país, que dá muito bons resultados na Bairrada quer em lote quer a solo, confirmou as impressões da prova anterior, revelando-se um vinho com boa estrutura a persistência, suave na boca e ao mesmo tempo vivo e intenso, com aromas citrinos predominantes e final persistente.

Temos aqui um bom exemplar dum Arinto bairradino, num registo um pouco mais encorpado sem perder as características da casta.

Muito boa relação qualidade/preço, por um valor muito interessante.

Recomenda-se.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Marquês de Marialva Reserva, Arinto 2016 (B)
Região: Bairrada
Produtor: Adega Cooperativa de Cantanhede
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 4,79 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 26 de abril de 2018

No meu copo 672 - Lagoalva rosé 2016

À semelhança de provas anteriores, este rosé da Quinta da Lagoalva revelou-se um excelente acompanhamento de pratos de cozinha não portuguesa. Já o tinha experimentado com comida italiana e com dois pratos de frango, e casou na perfeição. Desta vez abri uma garrafa com comida chinesa e voltou a casar na perfeição.

A sua frescura, acidez e leveza tornam-no um parceiro adequado para pratos que, não sendo muito condimentados, requerem alguma intensidade de sabor e frescura para limpar o palato.

Pelo preço que custa é um vinho que se compra sem dificuldade e se bebe com bastante agrado. É uma aposta garantida para quem gosta de vinhos rosados leves e aromáticos, com a vantagem acrescida de ter pouco álcool, felizmente uma velha tendência que está de regresso.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Lagoalva 2016 (R)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Lagoalva de Cima
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Syrah, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,15 €
Nota (0 a 10): 7,5

quarta-feira, 25 de abril de 2018

44 do 25


Mais um ano.
Mais um ano de liberdade para todos, inclusive para os parvalhões que dizem que no tempo da outra senhora é que era bom. Teríamos várias sugestões para eles, mas seria dar demasiada importância ao ranço da História...

Mais um ano.
Já são quarenta e quatro. Venham outros tantos. E depois outros. Porque só em liberdade podemos escolher e evoluir.

Liberdade e Democracia para todos!
25 de Abril Sempre!

tuguinho e Kroniketas, os diletantes revolucionários

terça-feira, 24 de abril de 2018

44 do 25


Mais um ano.
Mais um ano de liberdade para todos, inclusive para os parvalhões que dizem que no tempo da outra senhora é que era bom. Teríamos várias sugestões para eles, mas seria dar demasiada importância ao ranço da História...

Mais um ano.
Já são quarenta e quatro. Venham outros tantos. E depois outros. Porque só em liberdade podemos escolher e evoluir.

Liberdade e Democracia para todos!
25 de Abril Sempre!

tuguinho e Kroniketas, os diletantes revolucionários

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Enóphilo Wine Fest Lisboa 2018

Organizada pelo Wine Club Portugal, do enófilo e blogger (entre outras coisas) Luís Gradíssimo, decorreu no passado sábado, dia 21 de Abril, a 5ª edição do Wine Fest Lisboa, desta com a designação Enóphilo Wine Fest.

Foi a primeira vez que pude deslocar-me ao evento, que decorreu no salão nobre do Hotel Ritz Four Seasons e contou com a participação de mais de 40 produtores de todo o país.

Entre vários nomes consagrados e sobejamente conhecidos do público, como Quinta do Regueiro, Casa da Passarela, Casa de Saima, Quinta das Bágeiras, Quinta do Cardo, Quinta de Pancas e Casa Cadaval, entre outros, a parte mais diferenciada em relação a outros certames do género prende-se com o facto de este contar com uma quantidade significativa de produtores menos conhecidos e de menor dimensão.

Lima Smith (Vinhos Verdes), Vinhos Romano Cunha (Trás-os-Montes), Luís Seabra (Douro, ex-enólogo dos Vinhos Niepoort), Inifinitude (Lisboa), Nunes Barata e Herdade do Arrepiado Velho (Alentejo) foram alguns dos produtores presentes cujos vinhos tive oportunidade de provar e que não quero deixar de destacar. Permito-me realçar os tintos Romano Cunha e Herdade do Arrepiado Velho, com uma personalidade distinta e que marca a diferença e que foram, talvez, os que mais me surpreenderam pela positiva.

No total, estiveram em prova cerca de 200 vinhos, desde os vinhos verdes até vinhos da Madeira, e ao fim da tarde o panorama da sala era o que se apresenta na foto junta.

Está de parabéns o Luís Gradíssimo pelo seu esforço nesta organização, que já conseguiu levar pelo país, tendo inclusivamente honras de entrevista televisiva no Porto Canal. O caminho é difícil e longo, mas com perseverança chega-se ao destino.

Os nossos agradecimentos pelo convite, e... até ao próximo evento.

Kroniketas, enófilo itinerante

quinta-feira, 19 de abril de 2018

No meu copo 671 - Champanhe Taittinger Brut Réserve



É bem verdade que o champanhe é muito mais que uma bebida de celebração. Mas para comemorar 25 anos de casamento não há nada melhor do que um verdadeiro champanhe. Estou a falar do original, aquele oriundo da região de Champagne, no nordeste de França.

Se bem o pensei, melhor o fiz. Resolvi experimentar uma marca que ainda não tinha comprado. Esta casa possui um alargado portefólio de champanhes com as mais diversas características, preços, e até formatos de garrafa.

Este Taittinger Brut Réserve enquadra-se naquela gama de champanhes mais habitual, situada num valor entre 30 e 40 € no mercado português.

Não é o melhor que já bebi, mas correspondeu em pleno às expectativas. Muito suave e elegante, com bolha muito fina e mousse muito macia na boca, com aroma não muito exuberante com ligeiro toque a biscoito, final elegante e delicado.

Muito bem na sobremesa a acompanhar o delicioso Melhor bolo de chocolate do mundo.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Taittinger Brut Réserve (B)
Região: Champagne (França)
Produtor: Taittinger – Reims
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Não indicadas
Preço em hipermercado: 35,89 €
Nota (0 a 10): 8,5

segunda-feira, 16 de abril de 2018

No meu copo 670 - Fiúza, Chardonnay 2016

Este não é um belíssimo vinho, mas é um belo vinho.

Finalmente parece que em Portugal temos vinhos de Chardonnay bebíveis e a saber a vinho. Não a manteiga, não a madeira, como eram há uma década. Felizmente, parece que acabou a mania de elogiar os brancos de Chardonnay amanteigados e enjoativos, carregados de madeira e a parecer “pau líquido”. Como se isso fossem qualidades!!!

Este Fiúza Chardonnay apresentou-se com uma cor citrina brilhante, aroma cítrico e tropical, com nuances abaunilhadas. Fresco na boca, com boa estrutura, final vivo, intenso e persistente.

Ah, e não fermentou em madeira! Fermentou em inox, a 14 graus, com temperatura controlada.

Saúde-se este Chardonnay a saber e cheirar a qualquer coisa que se parece com uva... Muito agradável e guloso de beber, acompanhou na perfeição uns choquinhos fritos em azeite, alho e salsa.

Recomenda-se.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Fiúza, Chardonnay 2016 (B)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Chardonnay
Preço em feira de vinhos: 3,84 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 13 de abril de 2018

No meu copo 669 - Cabriz Reserva tinto 2013

Passados mais de 10 anos voltei ao local do crime, para repetir o prato e o vinho. Um almoço no Curral dos Caprinos trouxe à mesa o inevitável cabrito assado no forno com batata assada e esparregado, e ao copo o par quase ideal, o Cabriz Reserva tinto 2013.

Quanto ao prato não há muito a acrescentar ao que já se sabe: é um dos pratos emblemáticos da casa, que justifica sempre a visita. Tudo confeccionado no ponto certo.

Quanto ao vinho, que é o que nos traz aqui, também não há muito de novo, porque cumpriu com distinção aquilo que dele sempre se espera.

Sem ter sido pedido, o vinho foi previamente decantado e deixado repousar alguns minutos enquanto arejava, o que se revelou uma prática bastante adequada para o vinho em causa.

Tal como é mais ou menos habitual, este Cabriz Reserva mostrou um perfil robusto sem descurar a elegância, sempre contrastante com o lado mais elegante e suave do Casa da Santar Reserva. Aroma predominante a frutos vermelhos e do bosque, algumas notas balsâmicas, bem estruturado na boca, ainda com sinais evidentes de juventude e taninos bem presentes, com final vivo e persistente.

Aconselha-se assim a guarda por mais algum tempo, pois irá certamente amaciar na garrafa. Voltaremos a ele, pois há mais em casa para beber.

É um vinho que nunca nos desilude e uma aposta sempre segura, num patamar de preço quase imbatível para a qualidade que apresenta. Nem outra coisa seria de esperar, vindo donde vem.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Cabriz Reserva 2013 (T)
Região: Dão
Produtor: Global Wines
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 5,64 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 11 de abril de 2018

No meu copo 668 - XV Quinze tinto 2013

Este é um vinho diferente. Em tudo.

Desde logo, porque foi adquirido numa garrafeira online, graças a uma newsletter que o anunciava e que despertou a atenção.

Em seguida porque vem dum produtor de que praticamente não se fala mas que tem vinhos produzidos em quase todas as regiões do país.

Finalmente, porque usa o nome da graduação alcoólica que ostenta: 15 graus!

Foi pois a curiosidade que me levou a adquirir este vinho para ver o que daqui saía. O investimento não era muito elevado, portanto a perda também não o seria...

A verdade é que o vinho não desiludiu. Os 15 graus aparentemente exagerados estão bem “embrulhados” no corpo robusto e bem estruturado, mas ao mesmo tempo marcado por alguma macieza. Ou seja, não apresentou a agressividade esperada na prova de boca. A combinação de castas resulta bem, com algumas notas de especiarias e fruto maduro a marcarem um perfil aromático não muito exuberante.

No final apresenta taninos firmes mas domados e boa persistência. É um vinho interessante para pratos de carne bem temperados e com alguma robustez, mas sem excessos.

Em suma, uma curiosidade que se revelou uma surpresa agradável e interessante. Se nunca mais me cruzar com ele, pelo menos ficou a experiência.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: XV Quinze 2013 (T)
Região: Lisboa
Produtor: Vidigal Wines
Grau alcoólico: 15%
Castas: Aragonês, Cabernet Sauvignon, Merlot
Preço: 5,65 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 8 de abril de 2018

No meu copo 667 - Valdazar 2011

Adquirido em Setembro de 2015, este tinto com a assinatura de Carlos Campolargo foge, como é habitual, ao perfil clássico da Bairrada, apresentando um lote de castas pouco usual, onde a Baga não é base mas complemento.

O próprio rótulo é invulgar, com cores e padrões que chamam a atenção através dum certo choque visual. Tudo dentro da postura habitual de Carlos Campolargo que faz questão de andar contra a corrente (nome de um dos seus vinhos, de que aqui falaremos um dia destes).

As castas fermentaram em conjunto, passando depois para barricas usadas de carvalho francês onde se deu a fermentação maloláctica e estagiou 12 meses.

Mostrou cor rubi, aroma algo discreto com notas de fruta preta e silvestre com algum vegetal. Na boca é elegante e macio, não muito estruturado, com final suave e mediano.

Um vinho “fora da caixa” que é interessante provar, mas não se espere que encante.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Valdazar 2011 (T)
Região: Bairrada
Produtor: Manuel dos Santos Campolargo, Herdeiros
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Castelão, Touriga Nacional, Baga, Tinta Barroca
Preço com a Revista de Vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 5 de abril de 2018

No meu copo 666 - Marquês de Borba branco 2017

Também oferecida por João Portugal Ramos Vinhos, esta garrafa de Marquês de Borba branco apresentou um aroma citrino com ligeiras notas tropicais e algum mineral. Boa frescura na boca e estrutura média, com final equilibrado e suave.

Tal como em provas anteriores, confirmou ser um bom branco de meia-estação com boa relação qualidade-preço.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Marquês de Borba 2017 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Viognier
Preço em feira de vinhos: 4,45 €
Nota (0 a 10): 7,5


Foto da garrafa obtida no site do produtor

segunda-feira, 2 de abril de 2018

No meu copo 665 - Tons de Duorum tinto 2016

Garrafa oferecida por João Portugal Ramos Vinhos, a quem muito agradecemos.

Já é um vinho por demais conhecido, que mostrou as características habituais. Medianamente encorpado, elegante e macio, com notas predominantes de frutos vermelhos, suave na boca e com final de comprimento médio, com taninos suaves.

Pareceu uns furos acima das provas anteriores.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Tons de Duorum 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 3,79 €
Nota (0 a 10): 7,5