Continuamos na zona da Vidigueira, agora com um salto à Herdade do Peso, a propriedade da Sogrape na região.
Na nova linha de vinhos que tem vindo a ser paulatinamente reformulada nesta herdade alentejana (com uma ou duas apostas que não me pareceram totalmente bem conseguidas), e no esforço para pôr este nome com maior destaque no mercado, onde perde claramente para as marcas do Dão, com a Quinta dos Carvalhais, e principalmente para o Douro, com a Casa Ferreirinha, tem havido algumas oscilações de qualidade mas a marca que ostenta o nome da herdade parece agora estar a assentar e a manter uma consistência de qualidade.
Este Herdade do Peso tinto revela-se logo no primeiro aroma, com os frutos vermelhos e pretos a destacarem-se no primeiro contacto. Na prova de boca revela alguma especiaria, intensidade e estrutura, com bom volume envolvido em taninos firmes mas macios.
Apresenta um final persistente e vivo, com alguma elegância.
Uma boa aposta, que se espera seja para continuar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Herdade do Peso 2014 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Castas: Syrah, Alicante Bouschet, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 8
O blog onde os néctares de Baco nunca se entornam
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segunda-feira, 27 de maio de 2019
sexta-feira, 24 de maio de 2019
No meu copo 762 - Vidigueira Premium branco 2017
Este é um dos vinhos do novo portefólio da Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito, que costuma primar por alguma frescura e mineralidade como é típico daquela região.
Esta colheita, em particular, peca por um excesso de graduação alcoólica que torna o vinho algo pesado e deselegante. Não se percebe muito bem qual o sentido de fazer um branco com 14,5%, ainda por cima numa zona geralmente considerada das mais aptas para produzir brancos frescos.
Excesso de maturação, descuido no período de vindima, desequilíbrio nos mostos entre álcool e maturação, vá-se lá saber. É certo que o Verão de 2017 foi afectado pelo célebre escaldão de início de Agosto, que provocou perdas importantes. Se calhar onde não houve muitas perdas houve um aumento significativo do álcool.
A verdade é que o vinho não está particularmente bom. A cor é bastante carregada, o que desde logo deixa antever que o vinho não será um modelo de elegância e leveza.
Bebe-se sem dificuldade mas também sem especial agrado.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vidigueira Premium (Ato III - A Saudade) 2017 (B)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Roupeiro
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 7
Esta colheita, em particular, peca por um excesso de graduação alcoólica que torna o vinho algo pesado e deselegante. Não se percebe muito bem qual o sentido de fazer um branco com 14,5%, ainda por cima numa zona geralmente considerada das mais aptas para produzir brancos frescos.
Excesso de maturação, descuido no período de vindima, desequilíbrio nos mostos entre álcool e maturação, vá-se lá saber. É certo que o Verão de 2017 foi afectado pelo célebre escaldão de início de Agosto, que provocou perdas importantes. Se calhar onde não houve muitas perdas houve um aumento significativo do álcool.
A verdade é que o vinho não está particularmente bom. A cor é bastante carregada, o que desde logo deixa antever que o vinho não será um modelo de elegância e leveza.
Bebe-se sem dificuldade mas também sem especial agrado.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vidigueira Premium (Ato III - A Saudade) 2017 (B)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Roupeiro
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 7
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
No meu copo 743 - Pousio Selection tinto 2016
Eu tento. Juro que tento!
No que respeita ao vinho, não tenho preconceitos, ou tento não ter.
Bebo brancos, tintos e rosés. Portugueses e estrangeiros. Do Velho Mundo e do Novo Mundo. De norte a sul, do litoral ao interior, da planície à montanha. Leves e encorpados, macios e adstringentes, com madeira e sem madeira, velhos e novos. Tranquilos e com bolhinhas. Champanhes e espumantes (não bebo Asti, porque aquilo é uma mistela vagamente parecida com espumante). De mesa e generosos. De aperitivo e de sobremesa. Caros e baratos. Encontro vinhos de que gosto em todas as regiões de Portugal e em todos os países de que já tive oportunidade de provar algum(ns).
Desde que comecei a apreciar vinho, e principalmente desde que este blog existe, alarguei muito os meus horizontes e os meus conhecimentos e multipliquei várias vezes o meu leque de escolhas. Passei a gostar de vinhos que antes rejeitava. Tenho posts escritos sobre brancos de Chardonnay e de Sauvignon Blanc em que manifestava a minha vontade de não voltar a encontrá-los, e hoje o Sauvignon Blanc é uma das minhas castas preferidas...
Sou um mero consumidor amador, que paga 99% daquilo que bebe. Respeito o trabalho de produtores e enólogos, e não sou ninguém para criticar quem trabalha e estuda para pôr um produto cá fora.
Mas caramba, se há casos de paixão, e vinhos que me acompanham desde sempre e que provo regular mas moderadamente e de modo quase religioso (para manter a chama da paixão a arder lentamente – o caso mais evidente é o Reguengos Garrafeira dos Sócios que me acompanha há mais de 25 anos), há outros casos em que, por mais que tente, não consigo gostar de vinhos de certas proveniências e certas marcas. Não são casos de má-vontade. Se calhar são casos, tal como acontece com as pessoas, de falta de empatia. Por exemplo, há uma empresa de cervejas que também passou a fazer vinhos, mas as minhas experiências com eles foram tão más que acho que eles deviam continuar a dedicar-se só às cervejas...
A verdade é que algumas marcas não me conseguem provocar qualquer sensação. Este vinho, bebido num almoço em restaurante, foi um desses casos. Rústico, deselegante, roufenho é a palavra que melhor me ocorre para descrevê-lo. Ainda procurei os comentários dos especialistas; nada do que vi escrito reflecte aquilo que senti quando bebi este vinho.
Tenho pena, mas já não é de agora. Até admito que o problema possa ser meu. Mas dada a repetição de experiências, sempre no mesmo sentido, estou fortemente inclinado a pensar que o problema está mesmo no vinho...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Pousio Selection 2016 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Herdade do Monte da Ribeira
Grau alcoólico: 14%
Castas: Alicante Bouschet, Syrah, Trincadeira
Preço: 6 €
Nota (0 a 10): 5
No que respeita ao vinho, não tenho preconceitos, ou tento não ter.
Bebo brancos, tintos e rosés. Portugueses e estrangeiros. Do Velho Mundo e do Novo Mundo. De norte a sul, do litoral ao interior, da planície à montanha. Leves e encorpados, macios e adstringentes, com madeira e sem madeira, velhos e novos. Tranquilos e com bolhinhas. Champanhes e espumantes (não bebo Asti, porque aquilo é uma mistela vagamente parecida com espumante). De mesa e generosos. De aperitivo e de sobremesa. Caros e baratos. Encontro vinhos de que gosto em todas as regiões de Portugal e em todos os países de que já tive oportunidade de provar algum(ns).
Desde que comecei a apreciar vinho, e principalmente desde que este blog existe, alarguei muito os meus horizontes e os meus conhecimentos e multipliquei várias vezes o meu leque de escolhas. Passei a gostar de vinhos que antes rejeitava. Tenho posts escritos sobre brancos de Chardonnay e de Sauvignon Blanc em que manifestava a minha vontade de não voltar a encontrá-los, e hoje o Sauvignon Blanc é uma das minhas castas preferidas...
Sou um mero consumidor amador, que paga 99% daquilo que bebe. Respeito o trabalho de produtores e enólogos, e não sou ninguém para criticar quem trabalha e estuda para pôr um produto cá fora.
Mas caramba, se há casos de paixão, e vinhos que me acompanham desde sempre e que provo regular mas moderadamente e de modo quase religioso (para manter a chama da paixão a arder lentamente – o caso mais evidente é o Reguengos Garrafeira dos Sócios que me acompanha há mais de 25 anos), há outros casos em que, por mais que tente, não consigo gostar de vinhos de certas proveniências e certas marcas. Não são casos de má-vontade. Se calhar são casos, tal como acontece com as pessoas, de falta de empatia. Por exemplo, há uma empresa de cervejas que também passou a fazer vinhos, mas as minhas experiências com eles foram tão más que acho que eles deviam continuar a dedicar-se só às cervejas...
A verdade é que algumas marcas não me conseguem provocar qualquer sensação. Este vinho, bebido num almoço em restaurante, foi um desses casos. Rústico, deselegante, roufenho é a palavra que melhor me ocorre para descrevê-lo. Ainda procurei os comentários dos especialistas; nada do que vi escrito reflecte aquilo que senti quando bebi este vinho.
Tenho pena, mas já não é de agora. Até admito que o problema possa ser meu. Mas dada a repetição de experiências, sempre no mesmo sentido, estou fortemente inclinado a pensar que o problema está mesmo no vinho...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Pousio Selection 2016 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Herdade do Monte da Ribeira
Grau alcoólico: 14%
Castas: Alicante Bouschet, Syrah, Trincadeira
Preço: 6 €
Nota (0 a 10): 5
sábado, 26 de maio de 2018
No meu copo 677 - Novidades da Adega Cooperativa da Vidigueira (2ª parte)
Os brancos monocasta






Foram estas as grandes novidades no portefólio da Adega Cooperativa. Com o lema White Inspiration gravado na caixa, esta nova marca VDG foi apresentada no formato de vinhos brancos monocasta da colheita de 2016 e, amavelmente, a empresa ofereceu uma caixa com os seis vinhos a cada um dos presentes.
Só agora tive oportunidade de degustá-los a todos à refeição. Provei-os em mais de uma ocasião, com entradas e com pratos de peixe. As impressões recolhidas não diferiram muito daquelas que tinha obtido durante o período de welcome drink antes do almoço no Espelho d’Água e depois no próprio almoço.
Seguindo a ordem alfabética, comecemos pelo Alvarinho. Foi uma belíssima surpresa, a confirmar que esta casta oriunda do verde Minho dá-se muito bem por terras alentejanas e traz para a planície a acidez, frescura e tropicalidade que outras castas autóctones nem sempre conseguem. Foi um dos melhores deste grupo de seis. Muito bem conseguido.
O Arinto, embora agradável e mostrando as características típicas da casta, ficou atrás do Alvarinho, com os aromas mais contidos e a acidez menos marcada. Algo delgado e corpo.
O Chardonnay não se mostrou muito expressivo em termos aromáticos, com nuances tropicais discretas, alguma estrutura sem grande complexidade e final algo curto.
O Verdelho mostrou mineralidade, boa intensidade aromática, corpo médio e final de média intensidade.
O que menos me agradou foi a novidade absoluta, o Vermentino, uma casta italiana típica da costa mediterrânica, da ilha da Sardenha e também da francesa Córsega. Talvez por não estar habituado ao perfil desta casta, achei o vinho bastante delgado, curto de boca e com sabor algo incaracterístico. A prova em casa voltou a mostrar o mesmo perfil, não me convencendo.
Finalmente, o Viognier, que disputou com o Alvarinho a primazia. Muito bom aroma, mineral, intenso, vivo e cheio na boca, final longo e persistente.
Em resumo, este conjunto de seis vinhos mostrou-se uma opção interessante para conhecer o comportamento destas castas no terroir da Vidigueira. O nível médio é bastante interessante, mas se tivesse de escolher os “meus” melhores a opção recairia no Alvarinho e no Viognier, em primeiro lugar, seguidos do Arinto no último lugar do pódio.
Quanto ao Vermentino, será preciso conhecer melhor a casta para poder compreendê-la e apreciar o seu perfil.
Obrigado aos responsáveis da Adega Cooperativa e aos organizadores pelo convite para este excelente momento e pela oferta destes vinhos. As provas mais recentes mostram que esta cooperativa está a renovar-se e a renascer no panorama vínico português. O caminho que está a ser percorrido vai certamente conduzir os destinos da empresa a um bom porto.
Vamos continuar a explorar estes vinhos, que nos ajudam igualmente a mostrar um novo Alentejo, como nas mais recentes provas dos vinhos desta sub-região.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito
Vinho: VDG, Alvarinho 2016 (B)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Alvarinho
Nota (0 a 10): 8
Vinho: VDG, Arinto 2016 (B)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Arinto
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: VDG, Chardonnay 2016 (B)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Chardonnay
Nota (0 a 10): 7
Vinho: VDG, Verdelho 2016 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Verdelho
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: VDG, Vermentino 2016 (B)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Vermentino
Nota (0 a 10): 6,5
Vinho: VDG, Viognier 2016 (B)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Viognier
Nota (0 a 10): 8
quarta-feira, 23 de maio de 2018
No meu copo 677 - Novidades da Adega Cooperativa da Vidigueira (1ª parte)
No Espaço Espelho d’Água
É verdade que já passou bastante tempo, e que este post já poderia ter sido publicado. No entanto, com a presença em diversos eventos que têm ocorrido no último ano, resolvi estabelecer para alguns um critério de publicação que junte os vinhos provados durante o evento com os vinhos que nos foram oferecidos, uma vez que estes também constituíram novidade.
Assim, vamos aqui falar das novidades que, numa tarde de Primavera como as que temos nesta época do ano, a Adega Cooperativa da Vidigueira trouxe a Lisboa para apresentar aos convidados durante um almoço no Espaço Espelho d’Água, em Lisboa, ali mesmo em frente aos Jerónimos e com o Tejo quase aos nossos pés.
As boas-vindas foram dadas ao ar livre, junto ao rio, com a prova dum conjunto de novos brancos, que ficarão para a segunda parte deste artigo.
Após as degustações iniciais passámos à sala de refeições, onde pudemos provar esses e vários outros vinhos durante o almoço.
Um dos vinhos provados foi o branco Antão Vaz, que já tivemos oportunidade de provar posteriormente em mais que uma ocasião (publicado aqui).
Bem conseguido o espumante, com bastante frescura, suavidade e acidez típicas da região.
No caso dos tintos, mostraram-se ambos bastante interessantes. Gostei mais do Grande Escolha, marcado pelo Alicante Bouschet, com mais complexidade e aromática e estrutura. Achei o Reserva, composto apenas por Syrah, um pouco mais linear, conquanto apresente também algum potencial evolutivo.
Com as entradas e durante o almoço pudemos também degustar os novos brancos, que nos foram oferecidos numa caixa de 6 no final do almoço. É desses que vamos falar mais em detalhe no post seguinte.
Kroniketas, enófilo esclarecido
sábado, 9 de dezembro de 2017
No meu copo 636 - Vidigueira, Antão Vaz 2016
Ainda na Vidigueira, um dos vários monocastas que tive oportunidade de provar na passada Primavera na apresentação dos novos vinhos da Adega Cooperativa (evento ainda não publicado neste blog, o que acontecerá brevemente).
Este branco elaborado unicamente com a casta mais emblemática desta sub-região mostrou as características mais evidentes e que se esperam destes brancos.
De cor citrina, apresenta aromas tropicais e alguma mineralidade. Boca fresca, medianamente encorpado, com boa acidez e final vivo e persistente.
Uma boa aposta dos novos vinhos desta adega e muito boa relação qualidade/preço.
Na próxima oportunidade falaremos sobre o evento de apresentação dos restantes vinhos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vidigueira, Antão Vaz 2016 (B)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Antão Vaz
Preço em feira de vinhos: 3,79 €
Nota (0 a 10): 8
Este branco elaborado unicamente com a casta mais emblemática desta sub-região mostrou as características mais evidentes e que se esperam destes brancos.
De cor citrina, apresenta aromas tropicais e alguma mineralidade. Boca fresca, medianamente encorpado, com boa acidez e final vivo e persistente.
Uma boa aposta dos novos vinhos desta adega e muito boa relação qualidade/preço.
Na próxima oportunidade falaremos sobre o evento de apresentação dos restantes vinhos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vidigueira, Antão Vaz 2016 (B)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Antão Vaz
Preço em feira de vinhos: 3,79 €
Nota (0 a 10): 8
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
No meu copo 635 - Herdade do Sobroso tinto 2006 e 2008
Continuamos na sub-região da Vidigueira, agora perto de Pedrógão, para um tinto da Herdade do Sobroso.
Na realidade foram dois, um de 2006 e outro de 2008, provados com pouco tempo de intervalo. A prova foi muito semelhante, embora duas das castas sejam diferentes, mas as principais características do vinho mantêm-se, havendo nuances principalmente ao nível dos aromas primários, que com esta idade já não estão muito evidente.
Há alguns anos que os vinhos deste produtor andam por aí, sendo inclusivamente apontado como um dos destinos de eleição para enoturismo no Baixo Alentejo (1º Prémio para Melhor Turismo Rural do Alentejo em 2011). E com a presença do consagrado Luís Duarte na equipa de enologia, é de esperar o melhor.
Tanto o tinto de 2006 como o de 2008 revelaram-se bem estruturados na boca, com final longo e taninos firmes mas redondos, com a madeira bem integrada no conjunto.
No aroma predominam os frutos vermelhos e algumas notas de especiarias e compotas.
Um bom representante da sub-região da Vidigueira, a rever.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Sociedade Agro-Pecuária Herdade do Sobroso
Preço em feira de vinhos: 8,25 €
Vinho: Herdade do Sobroso 2006 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Cabernet Sauvignon, Syrah
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Herdade do Sobroso 2008 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alfrocheiro, Alicante Bouschet
Nota (0 a 10): 8
Na realidade foram dois, um de 2006 e outro de 2008, provados com pouco tempo de intervalo. A prova foi muito semelhante, embora duas das castas sejam diferentes, mas as principais características do vinho mantêm-se, havendo nuances principalmente ao nível dos aromas primários, que com esta idade já não estão muito evidente.
Há alguns anos que os vinhos deste produtor andam por aí, sendo inclusivamente apontado como um dos destinos de eleição para enoturismo no Baixo Alentejo (1º Prémio para Melhor Turismo Rural do Alentejo em 2011). E com a presença do consagrado Luís Duarte na equipa de enologia, é de esperar o melhor.
Tanto o tinto de 2006 como o de 2008 revelaram-se bem estruturados na boca, com final longo e taninos firmes mas redondos, com a madeira bem integrada no conjunto.
No aroma predominam os frutos vermelhos e algumas notas de especiarias e compotas.
Um bom representante da sub-região da Vidigueira, a rever.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Sociedade Agro-Pecuária Herdade do Sobroso
Preço em feira de vinhos: 8,25 €
Vinho: Herdade do Sobroso 2006 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Cabernet Sauvignon, Syrah
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Herdade do Sobroso 2008 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alfrocheiro, Alicante Bouschet
Nota (0 a 10): 8
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sábado, 2 de dezembro de 2017
No meu copo 634 - Cortes de Cima, Sauvignon Blanc 2015
Este vinho já se tornou um clássico na nossa mesa.
Desde a primeira prova e o primeiro post sobre esta variedade das Cortes de Cima cultivada no litoral alentejano, já tivemos oportunidade de degustá-lo várias vezes e vamos seguindo as várias colheitas com atenção. Provámos as de 2011, 2012 e 2013.
A prova mais recente foi com a colheita de 2015, que manteve as características marcantes das anteriores. Apresenta aromas típicos à casta, com notas marcadamente vegetais e algum citrino. Apresenta-se muito fresco, suave e com aroma intenso.
Na boca é redondo, vivo e vibrante, marcado por uma boa acidez. O final é intenso, persistente e redondo.
É um dos meus brancos preferidos no panorama actual e um dos mais bem conseguidos em versão Sauvignon Blanc.
Obrigatório na garrafeira e nas nossas sugestões.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Cortes de Cima, Sauvignon Blanc 2015 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Cortes de Cima
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 9,75 €
Nota (0 a 10): 8
Desde a primeira prova e o primeiro post sobre esta variedade das Cortes de Cima cultivada no litoral alentejano, já tivemos oportunidade de degustá-lo várias vezes e vamos seguindo as várias colheitas com atenção. Provámos as de 2011, 2012 e 2013.
A prova mais recente foi com a colheita de 2015, que manteve as características marcantes das anteriores. Apresenta aromas típicos à casta, com notas marcadamente vegetais e algum citrino. Apresenta-se muito fresco, suave e com aroma intenso.
Na boca é redondo, vivo e vibrante, marcado por uma boa acidez. O final é intenso, persistente e redondo.
É um dos meus brancos preferidos no panorama actual e um dos mais bem conseguidos em versão Sauvignon Blanc.
Obrigatório na garrafeira e nas nossas sugestões.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Cortes de Cima, Sauvignon Blanc 2015 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Cortes de Cima
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 9,75 €
Nota (0 a 10): 8
terça-feira, 11 de julho de 2017
No meu copo 612 - Paulo Laureano Premium Vinhas Velhas branco 2015
Este vinho foi comprado há um ano, na habitual promoção da Revista de Vinhos. Foi agora bebido a acompanhar peixe grelhado e superou todas a expectativas.
Revelou-se um vinho absolutamente gastronómico, a pedir até um prato mais elaborado e complexo. Com aroma predominantemente cítrico e alguma mineralidade, foi sobretudo na boca que surpreendeu, pela estrutura e complexidade apresentadas, com final longo, vivo e fresco, com boa estrutura mas macio e redondo, com um leve toque amadeirado muito bem integrado no conjunto.
É um daqueles raros vinhos que me conseguem sempre surpreender quando conseguem conjugar estrutura e persistência com suavidade e elegância. Merece ser novamente provado mas agora com um prato mais exigente, pois revela potencial para se bater com um repasto mais elaborado e complexo.
Muito bem esta combinação de castas, na linha da aposta de Paulo Laureano nas castas portuguesas. Este foi um tiro bem certeiro.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Paulo Laureano Premium Vinhas Velhas 2015 (B)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Paulo Laureano Vinus
Grau alcoólico: 13%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Fernão Pires
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 8
Revelou-se um vinho absolutamente gastronómico, a pedir até um prato mais elaborado e complexo. Com aroma predominantemente cítrico e alguma mineralidade, foi sobretudo na boca que surpreendeu, pela estrutura e complexidade apresentadas, com final longo, vivo e fresco, com boa estrutura mas macio e redondo, com um leve toque amadeirado muito bem integrado no conjunto.
É um daqueles raros vinhos que me conseguem sempre surpreender quando conseguem conjugar estrutura e persistência com suavidade e elegância. Merece ser novamente provado mas agora com um prato mais exigente, pois revela potencial para se bater com um repasto mais elaborado e complexo.
Muito bem esta combinação de castas, na linha da aposta de Paulo Laureano nas castas portuguesas. Este foi um tiro bem certeiro.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Paulo Laureano Premium Vinhas Velhas 2015 (B)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Paulo Laureano Vinus
Grau alcoólico: 13%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Fernão Pires
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 8
quinta-feira, 2 de março de 2017
No meu copo 587 - Cortes de Cima, Homenagem a Hans Christian Andersen 2007
Continuamos por terras da Vidigueira, agora para uma incursão às Cortes de Cima com um tinto de excelência.
Este Homenagem a Hans Christian Andersen, escritor dinamarquês de contos infantis, é tido como uma espécie de “segundo Incógnito”, ou um Incógnito com outro rótulo. Quando adquiri esta garrafa, em 2010, foi exactamente assim que o vinho me foi apresentado. O método de produção é semelhante, mas o vinho é obtido a partir de outras parcelas de vinha e com um perfil mais ligeiro.
Muito tempo depois, no Encontro com o Vinho e Sabores de 2014, tive oportunidade de participar numa prova vertical justamente com estes dois vinhos das Cortes de Cima. Esta colheita esteve em prova e foi das melhores.
O Incógnito foi um dos primeiros vinhos produzidos como monocasta de Syrah no Alentejo (1998). A história já foi contada e aplica-se também ao Homenagem, produzido também exclusivamente com Syrah.
Fermentou sem engaço a temperaturas controladas, com maceração pelicular prolongada. Estagiou 8 meses em barricas de carvalho americano e francês até ao engarrafamento em Agosto de 2008.
No início apresentou-se muito fechado de aromas, mas foi conveniente e atempadamente decantado para acompanhar uns tenrinhos bifes de novilho passados no ponto.
Com quase 10 anos de idade, apresentou-se em plena forma, com bastante juventude no aroma profundo, excelente acidez e taninos muito macios e sedosos, estruturado na boca mas com final elegante, persistente e intenso. Percebe-se que foi um vinho desenhado com carinho e desvelo.
A par dos vinhos da Quinta do Monte d’Oiro, os vinhos de topo das Cortes de Cima serão, porventura, os melhores representantes da Syrah em Portugal, conseguindo expressar o melhor da casta, o que nem sempre é conseguido noutros vinhos (o próprio monocasta das Cortes de Cima com o nome Syrah já aqui foi por nós provado e esteve longe de agradar).
O preço, naturalmente, já disparou e aproximou-se da casa dos 30 €, mas vale a pena conhecê-lo.
Grande vinho! Recomendamos vivamente.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Cortes de Cima, Homenagem a Hans Christian Andersen 2007 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Cortes de Cima
Grau alcoólico: 14%
Casta: Syrah
Preço: 18,50 € (adquirido em 2010)
Nota (0 a 10): 9
Este Homenagem a Hans Christian Andersen, escritor dinamarquês de contos infantis, é tido como uma espécie de “segundo Incógnito”, ou um Incógnito com outro rótulo. Quando adquiri esta garrafa, em 2010, foi exactamente assim que o vinho me foi apresentado. O método de produção é semelhante, mas o vinho é obtido a partir de outras parcelas de vinha e com um perfil mais ligeiro.
Muito tempo depois, no Encontro com o Vinho e Sabores de 2014, tive oportunidade de participar numa prova vertical justamente com estes dois vinhos das Cortes de Cima. Esta colheita esteve em prova e foi das melhores.
O Incógnito foi um dos primeiros vinhos produzidos como monocasta de Syrah no Alentejo (1998). A história já foi contada e aplica-se também ao Homenagem, produzido também exclusivamente com Syrah.
Fermentou sem engaço a temperaturas controladas, com maceração pelicular prolongada. Estagiou 8 meses em barricas de carvalho americano e francês até ao engarrafamento em Agosto de 2008.
No início apresentou-se muito fechado de aromas, mas foi conveniente e atempadamente decantado para acompanhar uns tenrinhos bifes de novilho passados no ponto.
Com quase 10 anos de idade, apresentou-se em plena forma, com bastante juventude no aroma profundo, excelente acidez e taninos muito macios e sedosos, estruturado na boca mas com final elegante, persistente e intenso. Percebe-se que foi um vinho desenhado com carinho e desvelo.
A par dos vinhos da Quinta do Monte d’Oiro, os vinhos de topo das Cortes de Cima serão, porventura, os melhores representantes da Syrah em Portugal, conseguindo expressar o melhor da casta, o que nem sempre é conseguido noutros vinhos (o próprio monocasta das Cortes de Cima com o nome Syrah já aqui foi por nós provado e esteve longe de agradar).
O preço, naturalmente, já disparou e aproximou-se da casa dos 30 €, mas vale a pena conhecê-lo.
Grande vinho! Recomendamos vivamente.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Cortes de Cima, Homenagem a Hans Christian Andersen 2007 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Cortes de Cima
Grau alcoólico: 14%
Casta: Syrah
Preço: 18,50 € (adquirido em 2010)
Nota (0 a 10): 9
domingo, 26 de fevereiro de 2017
No meu copo 586 - Herdade do Peso: Aragonês 2000; Colheita 2003; Reserva 2003
Continuamos na sub-região vitivinícola da Vidigueira.
Esta foi uma incursão por alguns clássicos alentejanos da Herdade do Peso. Não tanto pela idade dos vinhos ou pela antiguidade das marcas, mas pelo perfil dos vinhos, antes da reformulação do portefólio, dos rótulos e do estilo dos próprios vinhos.
Tivemos à disposição um monocasta de 2000 e dois lotes de 2003, um Colheita e um Reserva.
Seguindo a ordem indicada, começamos pelo Aragonês 2000. Apresenta-se de cor rubi intensa, com aroma a compotas e frutos vermelhos, delicado mas não muito exuberante. Na boca mostrou corpo médio, taninos redondos e complexidade, com final macio. Boa evolução em garrafa, com delicadeza e sem declínio.
O Colheita 2003 mostrou aroma intenso floral e frutado, com algumas notas mentoladas e de especiarias. Bem estruturado, com final médio e algo discreto.
Finalmente o Reserva 2003. Cor vermelho-violeta profunda, aroma a frutos vermelhos maduros, algumas nuances balsâmicas e especiadas. Muito boa estrutura e persistência, cheio e pujante com final longo. Claramente o melhor dos três, o que não surpreende.
Em suma, uma boa prova que permitiu rever umas preciosidades daquelas que já não são fáceis de encontrar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Sogrape Vinhos
Vinho: Herdade do Peso, Aragonês 2000 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Aragonês
Preço: 10,98 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Herdade do Peso 2003 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alfrocheiro
Preço: 7,97 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Herdade do Peso Reserva 2003 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alfrocheiro
Preço: 11,95 €
Nota (0 a 10): 8,5
Esta foi uma incursão por alguns clássicos alentejanos da Herdade do Peso. Não tanto pela idade dos vinhos ou pela antiguidade das marcas, mas pelo perfil dos vinhos, antes da reformulação do portefólio, dos rótulos e do estilo dos próprios vinhos.
Tivemos à disposição um monocasta de 2000 e dois lotes de 2003, um Colheita e um Reserva.
Seguindo a ordem indicada, começamos pelo Aragonês 2000. Apresenta-se de cor rubi intensa, com aroma a compotas e frutos vermelhos, delicado mas não muito exuberante. Na boca mostrou corpo médio, taninos redondos e complexidade, com final macio. Boa evolução em garrafa, com delicadeza e sem declínio.
O Colheita 2003 mostrou aroma intenso floral e frutado, com algumas notas mentoladas e de especiarias. Bem estruturado, com final médio e algo discreto.
Finalmente o Reserva 2003. Cor vermelho-violeta profunda, aroma a frutos vermelhos maduros, algumas nuances balsâmicas e especiadas. Muito boa estrutura e persistência, cheio e pujante com final longo. Claramente o melhor dos três, o que não surpreende.
Em suma, uma boa prova que permitiu rever umas preciosidades daquelas que já não são fáceis de encontrar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Sogrape Vinhos
Vinho: Herdade do Peso, Aragonês 2000 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Aragonês
Preço: 10,98 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Herdade do Peso 2003 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alfrocheiro
Preço: 7,97 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Herdade do Peso Reserva 2003 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alfrocheiro
Preço: 11,95 €
Nota (0 a 10): 8,5
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
No meu copo 585 - Vidigueira, Alicante Bouschet (Ato IV - A Inspiração) 2014
Ainda na Adega Cooperativa da Vidigueira, agora com um monocasta.
Este Alicante Bouschet apresenta uns quase impensáveis 15,5% de álcool, mostrando-se com uma cor carregada quase opaca. Tenho alguma dificuldade em descrevê-lo, pois nenhuma característica particular sobressai do conjunto, a não ser corpo e estrutura.
Quanto ao resto... talvez precise de tempo em garrafa, ou de arejamento num decanter. Nada aqui dá especial realce às características do Alicante Bouschet: já sabemos que é uma casta tintureira, daí a sua cor fechada, mas em termos de aroma e persistência fiquei algo baralhado.
O contra-rótulo diz que tem “aroma a fruta preta com notas de cacau e algum fumado, na boca é muito encorpado, cheio e fresco com taninos bem maduros, final longo e muito persistente”.
Seja...
Kroniketas, enófilo confuso
Vinho: Vidigueira, Alicante Bouschet (Ato IV - A Inspiração) 2014 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito
Grau alcoólico: 15,5%
Casta: Alicante Bouschet
Preço em hipermercado: 4,99 € (3,99 € em promoção)
Nota (0 a 10): 7,5
Este Alicante Bouschet apresenta uns quase impensáveis 15,5% de álcool, mostrando-se com uma cor carregada quase opaca. Tenho alguma dificuldade em descrevê-lo, pois nenhuma característica particular sobressai do conjunto, a não ser corpo e estrutura.
Quanto ao resto... talvez precise de tempo em garrafa, ou de arejamento num decanter. Nada aqui dá especial realce às características do Alicante Bouschet: já sabemos que é uma casta tintureira, daí a sua cor fechada, mas em termos de aroma e persistência fiquei algo baralhado.
O contra-rótulo diz que tem “aroma a fruta preta com notas de cacau e algum fumado, na boca é muito encorpado, cheio e fresco com taninos bem maduros, final longo e muito persistente”.
Seja...
Kroniketas, enófilo confuso
Vinho: Vidigueira, Alicante Bouschet (Ato IV - A Inspiração) 2014 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito
Grau alcoólico: 15,5%
Casta: Alicante Bouschet
Preço em hipermercado: 4,99 € (3,99 € em promoção)
Nota (0 a 10): 7,5
sábado, 18 de fevereiro de 2017
No meu copo 584 - Vidigueira Premium (Ato III - A Saudade): tinto 2015; branco 2015
Nova ronda pela Adega Cooperativa da Vidigueira, agora com a marca Premium.
O branco, produzido com um lote das castas clássicas, apresenta uma cor palha clara, aroma com predominância a frutos tropicais, algum cítrico e notas minerais. Na boca é medianamente encorpado e estruturado, com persistência média.
O tinto apresenta-se encorpado, estruturado e persistente, com algumas notas vegetais no aroma e predominância a frutos vermelhos, não muito intenso mas agradável.
Em suma, dois vinhos médios, que agradam com facilidade sem encantar.
Mas atenção: o preço base indicado é excessivo para a qualidade dos vinhos. Estas promoções, como sabemos, são muitas vezes enganadoras, e neste caso um desconto de 6 € por garrafa não se percebe donde vem. Mas o preço em promoção é mais adequado do que o preço de partida. Será mais um daqueles casos de preço inflacionado, com uma pseudo-promoção que o baixou para o seu valor real?
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito
Vinho: Vidigueira Premium (Ato III - A Saudade) 2015 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Trincadeira, Syrah, Alicante Bouschet
Preço em hipermercado: 3,99 € (em promoção)
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Vidigueira Premium (Ato III - A Saudade) 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Roupeiro
Preço em hipermercado: 3,99 € (em promoção)
Nota (0 a 10): 7,5
O branco, produzido com um lote das castas clássicas, apresenta uma cor palha clara, aroma com predominância a frutos tropicais, algum cítrico e notas minerais. Na boca é medianamente encorpado e estruturado, com persistência média.
O tinto apresenta-se encorpado, estruturado e persistente, com algumas notas vegetais no aroma e predominância a frutos vermelhos, não muito intenso mas agradável.
Em suma, dois vinhos médios, que agradam com facilidade sem encantar.
Mas atenção: o preço base indicado é excessivo para a qualidade dos vinhos. Estas promoções, como sabemos, são muitas vezes enganadoras, e neste caso um desconto de 6 € por garrafa não se percebe donde vem. Mas o preço em promoção é mais adequado do que o preço de partida. Será mais um daqueles casos de preço inflacionado, com uma pseudo-promoção que o baixou para o seu valor real?
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito
Vinho: Vidigueira Premium (Ato III - A Saudade) 2015 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Trincadeira, Syrah, Alicante Bouschet
Preço em hipermercado: 3,99 € (em promoção)
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Vidigueira Premium (Ato III - A Saudade) 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Roupeiro
Preço em hipermercado: 3,99 € (em promoção)
Nota (0 a 10): 7,5
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
No meu copo 583 - Vila dos Gamas (Ato II - A Partida): Master Collection 2014; Antão Vaz 2015
Vidigueira.
Concelho a norte do distrito de Beja, sensivelmente a 2/3 de distância do litoral e 1/3 da fronteira espanhola (em longitude), na transição entre o Baixo e o Alto Alentejo, com o qual confina (em latitude).
Região vitivinícola mais a sul no Alentejo com direito a produção de vinhos com Denominação de Origem Alentejo, abrangendo os concelhos de Alvito, Cuba e Vidigueira, com orientação geográfica transversal, de oeste para leste.
Daqui se diz que é um local de eleição para a produção de vinhos brancos com uma frescura muito particular em relação a outras zonas do Alentejo, devido à influência da serra do Mendro, que marca precisamente a fronteira entre os distritos de Beja e Évora. Segundo o site Vinhos do Alentejo, “as escarpas de orientação este-oeste, com cerca de 50 km de comprimento, condicionam o clima da Vidigueira, convertendo-a, apesar da localização tão a sul, numa das sub-regiões com o clima mais temperado do Alentejo”.
Daqui se diz também que é o berço do Antão Vaz, casta branca que aqui encontra o terroir ideal para se expressar.
Por alguns destes factores, ou por todos eles, nas duas últimas décadas a região viu chegar um conjunto de produtores de renome, ou que aqui construíram o seu próprio nome e o deram a conhecer ao mundo vínico. Empresas como a Sogrape – o maior produtor nacional – que do Douro, Dão e Bairrada se expandiu para sul com a Herdade do Peso, próxima de Pedrógão, Cortes de Cima, Paulo Laureano, António Lança com a Herdade Grande, Herdade do Rocim, Herdade do Sobroso, vieram juntar-se à Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito, que entretanto quase desapareceu do mapa. Lembro-me do Vila dos Gamas e dum quase intragável Navegante...
Desde há alguns anos começaram a surgir nas prateleiras novas referências desta adega, com um sucessivo aumento das marcas disponíveis, o que me levou a adquirir algumas referências para ir experimentando o que há.
Nesta nova etapa, cada marca está associada a um acto, cujo significado não consegui apurar no site da empresa, mas que será mencionado na ficha do vinho.
Já tive oportunidade de provar o Grande Escolha branco e tinto (Ato V: A Decisão); agora coube a vez ao tinto Master Collection e ao branco Antão Vaz (Ato II: a Partida).
O tinto Master Collection apresenta aroma algo discreto a frutos compotados. Na boca é fresco com alguma complexidade, corpo e estrutura medianos e final suave e não muito longo.
Quanto ao branco de Antão Vaz, apresenta-se de cor citrina, aroma a fruta tropical e leves notas minerais. Na boca apresenta-se encorpado e untuoso, com estrutura média e final suave.
São dois vinhos interessantes, embora longe de encantar. Outros se seguirão.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito
Vinho: Vila dos Gamas Master Collection (Ato II - A Partida) 2014 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Trincadeira, Alicante Bouschet
Preço em hipermercado: 4,99 € (2,49 € em promoção)
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Vila dos Gamas, Antão Vaz (Ato II - A Partida) 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Antão Vaz
Preço em hipermercado: 2,69 €
Nota (0 a 10): 7
Concelho a norte do distrito de Beja, sensivelmente a 2/3 de distância do litoral e 1/3 da fronteira espanhola (em longitude), na transição entre o Baixo e o Alto Alentejo, com o qual confina (em latitude).
Região vitivinícola mais a sul no Alentejo com direito a produção de vinhos com Denominação de Origem Alentejo, abrangendo os concelhos de Alvito, Cuba e Vidigueira, com orientação geográfica transversal, de oeste para leste.
Daqui se diz que é um local de eleição para a produção de vinhos brancos com uma frescura muito particular em relação a outras zonas do Alentejo, devido à influência da serra do Mendro, que marca precisamente a fronteira entre os distritos de Beja e Évora. Segundo o site Vinhos do Alentejo, “as escarpas de orientação este-oeste, com cerca de 50 km de comprimento, condicionam o clima da Vidigueira, convertendo-a, apesar da localização tão a sul, numa das sub-regiões com o clima mais temperado do Alentejo”.
Daqui se diz também que é o berço do Antão Vaz, casta branca que aqui encontra o terroir ideal para se expressar.
Por alguns destes factores, ou por todos eles, nas duas últimas décadas a região viu chegar um conjunto de produtores de renome, ou que aqui construíram o seu próprio nome e o deram a conhecer ao mundo vínico. Empresas como a Sogrape – o maior produtor nacional – que do Douro, Dão e Bairrada se expandiu para sul com a Herdade do Peso, próxima de Pedrógão, Cortes de Cima, Paulo Laureano, António Lança com a Herdade Grande, Herdade do Rocim, Herdade do Sobroso, vieram juntar-se à Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito, que entretanto quase desapareceu do mapa. Lembro-me do Vila dos Gamas e dum quase intragável Navegante...
Desde há alguns anos começaram a surgir nas prateleiras novas referências desta adega, com um sucessivo aumento das marcas disponíveis, o que me levou a adquirir algumas referências para ir experimentando o que há.
Nesta nova etapa, cada marca está associada a um acto, cujo significado não consegui apurar no site da empresa, mas que será mencionado na ficha do vinho.
Já tive oportunidade de provar o Grande Escolha branco e tinto (Ato V: A Decisão); agora coube a vez ao tinto Master Collection e ao branco Antão Vaz (Ato II: a Partida).
O tinto Master Collection apresenta aroma algo discreto a frutos compotados. Na boca é fresco com alguma complexidade, corpo e estrutura medianos e final suave e não muito longo.
Quanto ao branco de Antão Vaz, apresenta-se de cor citrina, aroma a fruta tropical e leves notas minerais. Na boca apresenta-se encorpado e untuoso, com estrutura média e final suave.
São dois vinhos interessantes, embora longe de encantar. Outros se seguirão.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito
Vinho: Vila dos Gamas Master Collection (Ato II - A Partida) 2014 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Trincadeira, Alicante Bouschet
Preço em hipermercado: 4,99 € (2,49 € em promoção)
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Vila dos Gamas, Antão Vaz (Ato II - A Partida) 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Antão Vaz
Preço em hipermercado: 2,69 €
Nota (0 a 10): 7
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
No meu copo 556 - Herdade do Peso 2013
No seguimento das provas mais recentes, é oportuno regressar à Herdade do Peso para ver como está o Colheita tinto. A prova anterior, da colheita de 2009, convenceu sobremaneira.
A verdade é que este lote é quase completamente diferente do anterior: em três castas, apenas se manteve o Alicante Bouschet. Saíram o Aragonês e o Alfrocheiro e entraram a Syrah e a omnipresente Touriga Nacional, uma espécie de emplastro nos vinhos nacionais: aparece em todo o lado.
Tirando as castas locais e entrando as castas da moda, o vinho, quanto a mim, ficou a perder. Perdeu personalidade, perdeu tipicidade. Está mais macio, mais suave, mas menos expressivo, mais delgado e mais curto. Em suma, não é um vinho do Alentejo mas mais um vinho igual a quase todos os outros.
Permitam-me a franqueza (quem sou eu para mandar palpites à maior empresa vinícola do país?), mas este não me parece ser o caminho para a Herdade do Peso se impor.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Herdade do Peso 2013 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Castas: Syrah, Alicante Bouschet, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 6,39 €
Nota (0 a 10): 7,5
A verdade é que este lote é quase completamente diferente do anterior: em três castas, apenas se manteve o Alicante Bouschet. Saíram o Aragonês e o Alfrocheiro e entraram a Syrah e a omnipresente Touriga Nacional, uma espécie de emplastro nos vinhos nacionais: aparece em todo o lado.
Tirando as castas locais e entrando as castas da moda, o vinho, quanto a mim, ficou a perder. Perdeu personalidade, perdeu tipicidade. Está mais macio, mais suave, mas menos expressivo, mais delgado e mais curto. Em suma, não é um vinho do Alentejo mas mais um vinho igual a quase todos os outros.
Permitam-me a franqueza (quem sou eu para mandar palpites à maior empresa vinícola do país?), mas este não me parece ser o caminho para a Herdade do Peso se impor.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Herdade do Peso 2013 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Castas: Syrah, Alicante Bouschet, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 6,39 €
Nota (0 a 10): 7,5
sábado, 8 de outubro de 2016
No meu copo 555 - Sossego branco 2015; Sossego tinto 2014
Já se falou sobre estes novos vinhos da Herdade do Peso. Passei num supermercado e vi uma promoção que permitia provar o branco e o tinto gratuitamente, mediante o envio do talão de compra e posterior reembolso. Na pior das hipóteses, não perderia muito; na melhor, não gastava nada.
A Herdade do Peso, propriedade da Sogrape do Alentejo na sub-região da Vidigueira, próximo de Pedrógão, tem sido a mais recente aposta da empresa na renovação do portefólio de vinhos. Alargou-se a oferta na gama Herdade do Peso, com a mais recente aposta a ser feita num branco Colheita, entre o Vinha do Monte (vinho de entrada de gama) e o Herdade do Peso Colheita foi lançado o Trinca Bolotas tinto e agora aparece este Sossego em branco, tinto e rosé, acima do Vinha do Monte e abaixo do Trinca Bolotas.
A questão, já levantada pelo Pingus Vinicus, é esta: havia necessidade? O que trazem estes vinhos de novo, o que acrescentam em qualidade ou em leque de escolha?
Neste momento, a gama da Herdade do Peso mostra-nos isto:
- Vinha do Monte, branco e tinto: 2,99 €
- Sossego, branco, tinto e rosé: 3,99 € a 4,99 €
- Trinca Bolotas tinto: 5,49 € a 5,99 €
- Herdade do Peso, branco e tinto: 6,39 € a 7,49 €
Para que serve este escalonamento, que não mostra grandes diferenças qualitativas dum patamar para o seguinte? É que entre o Trinca Bolotas e o Herdade do Peso, prefiro pagar mais 1 ou 2 € por este. Entre o Sossego e o Vinha do Monte, prefiro este, apesar de ser mais barato.
O Sossego branco ainda cumpriu minimamente sem encantar. Mostrou-se suave e macio, com aroma discreto e final médio.
Já o Sossego tinto foi uma quase completa desilusão: delgado de corpo, com final curto, pouco aromático, desinteressante. Um vinho quase neutro, que não deixa vontade de repetir.
Estratégia de marketing, para pôr a Herdade do Peso no mapa? Claro que sim. Mas não exagerem na quantidade do que põem cá fora. É que, como aqui se comprova, da quantidade não nasce necessariamente a qualidade.
Como dizia o Diácono Remédios: não havia necessidade.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Sogrape Vinhos
Vinho: Sossego 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Arinto, Roupeiro, Antão Vaz
Preço em hipermercado: 4,99 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Sossego 2014 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Syrah
Preço em hipermercado: 4,99 €
Nota (0 a 10): 5
A Herdade do Peso, propriedade da Sogrape do Alentejo na sub-região da Vidigueira, próximo de Pedrógão, tem sido a mais recente aposta da empresa na renovação do portefólio de vinhos. Alargou-se a oferta na gama Herdade do Peso, com a mais recente aposta a ser feita num branco Colheita, entre o Vinha do Monte (vinho de entrada de gama) e o Herdade do Peso Colheita foi lançado o Trinca Bolotas tinto e agora aparece este Sossego em branco, tinto e rosé, acima do Vinha do Monte e abaixo do Trinca Bolotas.
A questão, já levantada pelo Pingus Vinicus, é esta: havia necessidade? O que trazem estes vinhos de novo, o que acrescentam em qualidade ou em leque de escolha?
Neste momento, a gama da Herdade do Peso mostra-nos isto:
- Vinha do Monte, branco e tinto: 2,99 €
- Sossego, branco, tinto e rosé: 3,99 € a 4,99 €
- Trinca Bolotas tinto: 5,49 € a 5,99 €
- Herdade do Peso, branco e tinto: 6,39 € a 7,49 €
Para que serve este escalonamento, que não mostra grandes diferenças qualitativas dum patamar para o seguinte? É que entre o Trinca Bolotas e o Herdade do Peso, prefiro pagar mais 1 ou 2 € por este. Entre o Sossego e o Vinha do Monte, prefiro este, apesar de ser mais barato.
O Sossego branco ainda cumpriu minimamente sem encantar. Mostrou-se suave e macio, com aroma discreto e final médio.
Já o Sossego tinto foi uma quase completa desilusão: delgado de corpo, com final curto, pouco aromático, desinteressante. Um vinho quase neutro, que não deixa vontade de repetir.
Estratégia de marketing, para pôr a Herdade do Peso no mapa? Claro que sim. Mas não exagerem na quantidade do que põem cá fora. É que, como aqui se comprova, da quantidade não nasce necessariamente a qualidade.
Como dizia o Diácono Remédios: não havia necessidade.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Sogrape Vinhos
Vinho: Sossego 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Arinto, Roupeiro, Antão Vaz
Preço em hipermercado: 4,99 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Sossego 2014 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Syrah
Preço em hipermercado: 4,99 €
Nota (0 a 10): 5
segunda-feira, 6 de junho de 2016
No meu copo 533 - Herdade do Peso branco 2014
Continuamos na zona da Vidigueira, agora para falar do primeiro branco lançado pela Sogrape na Herdade do Peso.
Situada próximo de Pedrógão, cerca de 13 km a sueste da Vidigueira e algures entre as Cortes de Cima e a Herdade do Sobroso, a Herdade do Peso foi pioneira dentro do universo Sogrape na implantação da chamada “viticultura de precisão”, com a instalação de estações meteorológicas e a monitorização permanente dos vários terroirs da propriedade, de modo a adaptar cada casta à parcela mais adequada e acompanhar em permanência o estado de maturação das uvas.
Depois da reconversão do portefólio de tintos, que começou com a substituição dos Sogrape Reserva do Alentejo (à semelhança do que aconteceu no Dão com a substituição pela marca Quinta dos Carvalhais e no Douro com as marcas da Casa Ferreirinha) pela marca Herdade do Peso (passando pelo Colheita, o Reserva, o Ícone, alguns varietais e mais recentemente o Trinca Bolotas), chega agora a vez deste branco produzido unicamente com uma casta típica do Alentejo e particularmente associada à sub-região da Vidigueira, o Antão Vaz.
De cor amarela-esverdeada, equilibrado, macio, persistente, com aroma predominante a frutos brancos e ligeiro citrino, apresenta-se contudo algo discreto no nariz, medianamente encorpado na prova de boca e final fresco mas pouco longo.
É um vinho a rever com alguma atenção, pois poderá ter alguma evolução para melhor, faltando-lhe alguma complexidade e um aroma mais exuberante. Pontuamo-lo ligeiramente em baixa, mas com margem para subir.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Herdade do Peso 2014 (B)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Casta: Antão Vaz
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 7
Situada próximo de Pedrógão, cerca de 13 km a sueste da Vidigueira e algures entre as Cortes de Cima e a Herdade do Sobroso, a Herdade do Peso foi pioneira dentro do universo Sogrape na implantação da chamada “viticultura de precisão”, com a instalação de estações meteorológicas e a monitorização permanente dos vários terroirs da propriedade, de modo a adaptar cada casta à parcela mais adequada e acompanhar em permanência o estado de maturação das uvas.
Depois da reconversão do portefólio de tintos, que começou com a substituição dos Sogrape Reserva do Alentejo (à semelhança do que aconteceu no Dão com a substituição pela marca Quinta dos Carvalhais e no Douro com as marcas da Casa Ferreirinha) pela marca Herdade do Peso (passando pelo Colheita, o Reserva, o Ícone, alguns varietais e mais recentemente o Trinca Bolotas), chega agora a vez deste branco produzido unicamente com uma casta típica do Alentejo e particularmente associada à sub-região da Vidigueira, o Antão Vaz.
De cor amarela-esverdeada, equilibrado, macio, persistente, com aroma predominante a frutos brancos e ligeiro citrino, apresenta-se contudo algo discreto no nariz, medianamente encorpado na prova de boca e final fresco mas pouco longo.
É um vinho a rever com alguma atenção, pois poderá ter alguma evolução para melhor, faltando-lhe alguma complexidade e um aroma mais exuberante. Pontuamo-lo ligeiramente em baixa, mas com margem para subir.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Herdade do Peso 2014 (B)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Casta: Antão Vaz
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 7
sexta-feira, 3 de junho de 2016
No meu copo 532 - Vidigueira Grande Escolha (Ato V - A Decisão): branco 2014; tinto 2012
Depois de muitos anos sem provar vinhos da Adega Cooperativa da Vidigueira (desde antes da existência da Herdade do Peso na Sogrape, das Cortes de Cima e de Paulo Laureano, entre outros), tive oportunidade de comprar umas novidades da adega, que se renova e parece renascer com uma redefinição do seu portefólio.
Surgem novas marcas e várias combinações de castas, assim como vinhos varietais. Aqueles que aqui trazemos são o branco e o tinto Grande Escolha, ambos elaborados com apenas duas castas: a muito badalada Antão Vaz e a quase ignorada Perrum, no branco, a clássica Trincadeira e a adoptada Alicante Bouschet, no tinto.
Este branco mostrou as características que habitualmente são associadas aos brancos da sub-região da Vidigueira, considerada uma das melhores para brancos no Alentejo, e possivelmente a melhor sub-região na planície. Tem frescura quanto baste, corpo e estrutura médios, madeira ligeira e integrada no conjunto, sem marcar demasiado o vinho, e um final longo e elegante. Faz uma boa parceria com pratos com alguma complexidade, perfilando-se como escolha possível para meia-estação mas igualmente para o Verão.
Quanto ao tinto apresentou-se macio, como também é habitual na região, encorpado, suave e persistente. É um vinho de paladar agradável, com ligeiras notas de especiarias a temperar o fruto maduro. Estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês e americano mas a madeira está muito bem integrada no conjunto, apenas servindo para o temperar e envolver.
Pode ser um vinho dos novos tempos e com um novo perfil, mas a fugir à moda dos superfrutados e superconcentrados feitos com castas internacionais. Um exemplo para ser olhado com atenção.
Sim, pode-se renovar com as castas tradicionais. Sabiam?
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito
Vinho: Vidigueira Grande Escolha (Ato V - A Decisão) 2014 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Antão Vaz, Perrum
Preço em feira de vinhos: 6,99 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vidigueira Grande Escolha (Ato V - A Decisão) 2012 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Trincadeira, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 6,99 €
Nota (0 a 10): 8
Surgem novas marcas e várias combinações de castas, assim como vinhos varietais. Aqueles que aqui trazemos são o branco e o tinto Grande Escolha, ambos elaborados com apenas duas castas: a muito badalada Antão Vaz e a quase ignorada Perrum, no branco, a clássica Trincadeira e a adoptada Alicante Bouschet, no tinto.
Este branco mostrou as características que habitualmente são associadas aos brancos da sub-região da Vidigueira, considerada uma das melhores para brancos no Alentejo, e possivelmente a melhor sub-região na planície. Tem frescura quanto baste, corpo e estrutura médios, madeira ligeira e integrada no conjunto, sem marcar demasiado o vinho, e um final longo e elegante. Faz uma boa parceria com pratos com alguma complexidade, perfilando-se como escolha possível para meia-estação mas igualmente para o Verão.
Quanto ao tinto apresentou-se macio, como também é habitual na região, encorpado, suave e persistente. É um vinho de paladar agradável, com ligeiras notas de especiarias a temperar o fruto maduro. Estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês e americano mas a madeira está muito bem integrada no conjunto, apenas servindo para o temperar e envolver.
Pode ser um vinho dos novos tempos e com um novo perfil, mas a fugir à moda dos superfrutados e superconcentrados feitos com castas internacionais. Um exemplo para ser olhado com atenção.
Sim, pode-se renovar com as castas tradicionais. Sabiam?
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito
Vinho: Vidigueira Grande Escolha (Ato V - A Decisão) 2014 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Antão Vaz, Perrum
Preço em feira de vinhos: 6,99 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vidigueira Grande Escolha (Ato V - A Decisão) 2012 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Trincadeira, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 6,99 €
Nota (0 a 10): 8
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
No meu copo 501 - Douro Sogrape Reserva 2000; Alentejo Sogrape Reserva 2000
Mantendo uma tradição destes 10 anos, assinalamos a passagem de mais uma centena, coincidente com a passagem do 10º aniversário, recuperando mais uma prova dos Reservas da Sogrape. Vamos apanhando as garrafas que podemos, aqui e ali, e vamos provando algumas regularmente. Neste caso juntámos duas colheitas de 2000, uma do Douro e uma do Alentejo, ambas já objecto de provas anteriores.
A curiosidade e a expectativa, no entanto, mantêm-se sempre elevadas, e mais uma vez não foram defraudadas.
O Reserva do Douro apresentou-se pujante, sem denotar muita evolução, com cor ainda muito carregada, algum frutado num aroma intenso e persistente, taninos firmes mas suaves, com final prolongado e macio. Está para durar.
Quanto ao Reserva do Alentejo, antecedente da marca Herdade do Peso, esteve notável mais uma vez. Estruturado, robusto, aroma vinoso intenso, com nuances de frutas vermelhas e pretas, ligeiro apimentado e muito vivo e vibrante na prova de boca. Respira saúde. Tudo no sítio.
Em suma, um regresso em excelente forma, que nos deixa sempre com água na boca para a próxima prova, daqui a mais alguns meses, ou daqui a um ano, ou quando calhar...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Produtor: Sogrape Vinhos
Vinho: Douro Sogrape Reserva 2000 (T)
Região: Douro
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca
Preço: 13,33 €
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Alentejo Sogrape Reserva 2000 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alfrocheiro
Preço: 13,33 €
Nota (0 a 10): 8,5
A curiosidade e a expectativa, no entanto, mantêm-se sempre elevadas, e mais uma vez não foram defraudadas.
O Reserva do Douro apresentou-se pujante, sem denotar muita evolução, com cor ainda muito carregada, algum frutado num aroma intenso e persistente, taninos firmes mas suaves, com final prolongado e macio. Está para durar.
Quanto ao Reserva do Alentejo, antecedente da marca Herdade do Peso, esteve notável mais uma vez. Estruturado, robusto, aroma vinoso intenso, com nuances de frutas vermelhas e pretas, ligeiro apimentado e muito vivo e vibrante na prova de boca. Respira saúde. Tudo no sítio.
Em suma, um regresso em excelente forma, que nos deixa sempre com água na boca para a próxima prova, daqui a mais alguns meses, ou daqui a um ano, ou quando calhar...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Produtor: Sogrape Vinhos
Vinho: Douro Sogrape Reserva 2000 (T)
Região: Douro
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca
Preço: 13,33 €
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Alentejo Sogrape Reserva 2000 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alfrocheiro
Preço: 13,33 €
Nota (0 a 10): 8,5
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sábado, 17 de outubro de 2015
No meu copo 484 - Serros da Mina Reserva 2009
Este era um vinho para mim completamente desconhecido. Vi-o no Mercado de Vinhos do Campo Pequeno de 2014. É proveniente da Herdade das Barras, em Vila Nova da Baronia, na zona da Vidigueira.
Apresentou uma cor granada, notas aromáticas de frutos pretos e vermelhos, alguma especiaria e tabaco. Na boca tem uma estrutura envolvente e suave, com alguma robustez mas sem ser agressivo, com final prolongando e a mostrar taninos firmes. Pareceu ser um vinho com potencial para guardar, pois apresentou-se com bastante robustez e vivacidade para um vinho com 6 anos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Serros da Mina Reserva 2009 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Herdade das Barras
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Syrah
Preço: 8,00 €
Nota (0 a 10): 7,5
Apresentou uma cor granada, notas aromáticas de frutos pretos e vermelhos, alguma especiaria e tabaco. Na boca tem uma estrutura envolvente e suave, com alguma robustez mas sem ser agressivo, com final prolongando e a mostrar taninos firmes. Pareceu ser um vinho com potencial para guardar, pois apresentou-se com bastante robustez e vivacidade para um vinho com 6 anos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Serros da Mina Reserva 2009 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Herdade das Barras
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Syrah
Preço: 8,00 €
Nota (0 a 10): 7,5
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