sábado, 31 de agosto de 2019

No meu copo, na minha mesa 785 - Fiúza Premium Reserva, Alicante Bouschet 2016; Restaurante Cutelaria (Damaia - Amadora)



Para os lados da Amadora, mas ainda na zona da Damaia, próximo do IC19 (num local designado como Parque Neudel), existe um novo restaurante especializado em cortes de carne e com especial vocação para os grelhados.

As opções são de encher o olho, antes de encher o estômago. Desde entrecôte com ou sem molho, bifes da vazia e do lombo, até costeletão maturado, vazia charolesa, T-bone, chuletón (800 g) e tomahawk (1 kg), há um pouco de tudo para partilhar por um grupo de comilões carnívoros.

Já pude experimentar a vazia charolesa, o chuletón e o bife da vazia. Qualquer das opções é excelente, a carne é de grande qualidade, muito tenra e suculenta e saborosa.

O espaço é moderno, amplo, luminoso. O atendimento é rápido, simpático e eficiente.

Para além dos acompanhamentos de cada prato (neste caso o padrão são as inevitáveis batatas fritas), existe ainda um buffet de entradas e acompanhamentos à discrição, onde se pode escolher o que se quiser, desde legumes a arroz e molhos.

Quanto ao vinho bebido a acompanhar estas suculentas peças, optámos por um tinto da Fiúza, marca em destaque na carta de vinhos e que é também servida a copo (3 Castas branco e tinto).

Pediu-se um monocasta Alicante Bouschet, que funcionou muito bem com as carnes. É aromático quanto baste, de cor carregada, bem estruturado e com persistência média.

O local pode não ser muito conhecido, mas este restaurante tem todas as condições para ter sucesso. Assim a qualidade do serviço se mantenha e o boca-a-boca funcione no sentido de atrair mais clientes.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Fiúza Premium Reserva, Alicante Bouschet 2016 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright
Grau alcoólico: 14%
Casta: Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 6,45 €
Nota (0 a 10): 7,5

Restaurante: Cutelaria
Urbanização Neudel
Avenida Manuel Cabanas, 9
Damaia
2720-701 Amadora
Telef: 933.260.820
Preço médio por refeição: 25 €
Nota (0 a 10): 4,5

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

No meu copo 784 - Monte da Ravasqueira (novas marcas)

Clássico: branco 2016; rosé 2016; tinto 2016
Seleção do Ano: branco 2016; rosé 2016; tinto 2016
Superior: branco 2016; tinto 2016




Na sequência da presença no evento Atrelados à Ravasqueira, (aqui e aqui) fomos presenteados com 8 vinhos – 8!!! – por pessoa. Não foi fácil fazer a prova de todos de modo a poder estabelecer uma comparação clara entre eles.

Percebe-se que estão posicionados em patamares de preço diferentes, mas as diferenças não são completamente evidentes.

A marca Superior está posicionada logo abaixo dos 10 € e apresenta-se com mais complexidade e mais estrutura. O Clássico anda entre os 5 e os 6 € e pretende representar a maior tipicidade da região. A Seleção do Ano estará abaixo dos 5 € e pretende expressar de forma mais evidente o carácter do ano de colheita.

Perante esta panóplia de vinhos, optámos por eliminar a habitual pontuação para não criar situações de comparação injusta, uma vez que demorou algum tempo até conseguirmos provar todos os vinhos.

Devo dizer no entanto que o vinho mais surpreendente acabou por ser um rosé: o Seleção do Ano 2016 apresentou-se com uma personalidade inesperada, com uma boa estrutura e aroma frutado persistente. Poderá ser uma boa aposta de futuro.

Dito isto, o melhor é experimentá-los pois começam a estar facilmente disponíveis nas grandes superfícies.

Para terminar, reforçamos os agradecimentos à equipa que tão bem nos recebeu, pelo convite, pela simpatia e pelas lembranças.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Évora)
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz

Vinho: Monte da Ravasqueira Clássico 2016 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Antão Vaz, Arinto, Viognier

Vinho: Monte da Ravasqueira Clássico 2016 (R)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Syrah

Vinho: Monte da Ravasqueira Clássico 2016 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Trincadeira, Aragonês, Syrah, Alicante Bouschet

Vinho: Monte da Ravasqueira Seleção do Ano 2016 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Antão Vaz, Arinto, Viognier

Vinho: Monte da Ravasqueira Seleção do Ano 2016 (R)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Syrah

Vinho: Monte da Ravasqueira Seleção do Ano 2016 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Trincadeira, Aragonês, Syrah, Alicante Bouschet

Vinho: Monte da Ravasqueira Superior 2016 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Alvarinho, Arinto, Viognier, Semillon

Vinho: Monte da Ravasqueira Superior 2016 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Syrah, Alicante Bouschet

sábado, 24 de agosto de 2019

Na minha mesa 783 - Marisqueira Carvi (Portimão)




Este é um clássico de Portimão. Existe há mais de 40 anos, em tempos teve um aspecto algo datado, mas a verdade é que foi acompanhando todas as mudanças na cidade e continuou sempre lá, sem sinais de perder clientes.

Num domingo de Agosto, a época mais alta do turismo na região, a meio da tarde nada estava aberto. Alguns tinham fechado a cozinha às 15 h e já não serviam, o que não parece ser a melhor opção quando a cidade fica a abarrotar de gente, como é o caso em Agosto – é o turismo à portuguesa no seu melhor.

Quase como último recurso, tenta-se um dos antigos na antiquíssima Rua Direita e a Carvi está aberta. Mesmo aos domingos, desde manhã até à meia-noite, pelo menos. Aleluia, pode-se comer!

A sala continua igual ao que sempre foi, uma entrada ao pé da porta e antes do balcão, onde estão as montras de peixe e marisco, e a sala maior ao fundo. Fica-se logo ali para ter a luz natural junto à janela.

Pede-se um cocktail de camarão, umas amêijoas à Bulhão Pato, acompanha-se com um Muralhas e está feito. Sem necessidade de grandes salamaleques nem complicações, almoçou-se tardiamente mas sai-se satisfeito.

Serviço impecável (a pouca afluência àquela hora também ajudou), serviço simpático e atencioso. É assim que se faz.

Qualidade da comida irrepreensível. Mesmo ao fim de 40 e tal anos, a Carvi continua a ser um porto seguro e uma referência incontornável na cidade.

Kroniketas, enófilo itinerante

Restaurante: Marisqueira Carvi
Rua Direita, 34
8500-492 Portimão
Telef: 282.417.912
Preço médio por refeição: 25 €
Nota (0 a 10): 4,5

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Na minha mesa 782 - Marisqueira Martroia (Setúbal)



Uma incursão às margens do Sado levou-nos à marisqueira Martroia, próximo dos limites da cidade em direcção à Arrábida.

Trata-se dum espaço moderno, não muito amplo (com espaço para cerca de 50 pessoas), de ambiente relativamente reservado no dia em que lá estive (um domingo à noite). Presume-se que em horários mais movimentados a casa fique cheia e o panorama mude radicalmente.

No que interessa relativamente ao que nos levou lá, parece ser um maná para os fãs de marisco. Há um pouco de tudo, inclusive uma tábua de marisco que inclui desde choco frito a ostras… Há várias opções interessantes para grupos numerosos e comilões.

A ocasião, com 3 pessoas, não era propícia para grandes comezainas, pelo que os pedidos foram contidos. Choco frito (obrigatório) com batatas fritas, camarões ao alhinho, ameijoas à Bulhão Pato e pão torrado foram os petiscos escolhidos e foram perfeitamente satisfatórios, em quantidade e qualidade. Seguiu-se ainda um folhado com gelado e frutos silvestres.

Para acompanhar bebeu-se um singelo BSE, que fez o seu papel sem problemas.

Para primeira experiência, que não pode ser tomada como definitiva, as impressões foram boas. Parece ser um local que mereça uma visita mais demorada e ser explorado com mais detalhe. Pelo menos a ementa promete.

Kroniketas, enófilo itinerante

Restaurante: Marisqueira Martroia
Rua da Saúde, 116
8500-492 Setúbal
Telef: 937.033.862
Preço médio por refeição: 25 €
Nota (0 a 10): 4,5

domingo, 18 de agosto de 2019

Atrelados à Ravasqueira - III Edição (2ª parte)



O segundo dia começa com o pequeno-almoço na mesma sala onde se jantou na véspera. Seguir-se-ão as visitas guiadas, que constituirão outro ponto alto da nossa passagem por lá.

O percurso começa pelas várias casas que por ali existem, desembocando na sala dos Atrelados, que alberga uma vasta colecção de coches desde o tempo na monarquia, impecavelmente conservados. Existem modelos de todos os tipos e feitios, até alguns chamados coupé, uma designação que ainda hoje se mantém para os automóveis. Alguns detalhes que podemos observar naqueles veículos viajaram até aos nossos dias, tendo alguns conceitos surgido nestes modelos.

As corridas de atrelados eram uma paixão antiga dos proprietários, tendo a empresa conseguido sagrar-se campeã mundial em 1996, em Waregem (Bélgica), e vencido a Taça Ibérica de Atrelagem em 2006 em Portugal.

O percurso segue para as vinhas, que começaram a ser plantadas em 1998. Em 2001 realizou-se a primeira vindima e em 2003 foi lançado o primeiro vinho com a marca Monte da Ravasqueira, da colheita de 2002.

São 45 hectares dedicados à vinha em 29 talhões 8 tipos de solo diferenciados. Passamos pela famosa Vinha das Romãs e durante este passeio é-nos chamada a atenção para a quantidade e relevância de produtores de vinho sediados sensivelmente ao longo dum eixo longitudinal que vai desde Montemor-o-Novo até Elvas, passando pelas sub-regiões de Évora, Borba, Redondo e Reguengos.

De facto, estas quatro sub-regiões, numa área de aproximadamente 50 km de alto por cerca de 40 km de largo, concentram uma parte significativa dos produtores e dos vinhos mais emblemáticos do Alentejo, incluindo-se aqui alguns que estão fora da área de denominação DOC, como a Tapada de Coelheiros (ver mapa em cima).

Significa isto que, nesta faixa, existirão condições muito particulares para a produção dos vinhos mais típicos do Alentejo. Não por acaso, aqui surgiram algumas das primeiras adegas cooperativas e metade das sub-regiões demarcadas da região.

Em 2017 houve um reposicionamento de algumas marcas no mercado, com criação de novas gamas e ajustamento de preços. Foi com essas novas gamas que ainda fomos presenteados antes de dar por finda a jornada. Cada um dos convidados presentes teve direito a 8 garrafas de vinho para levar para casa, das gamas Clássico, Superior e Seleção do Ano. Desses vinhos teremos oportunidade de falar em seguida, pois uma tal quantidade justifica um artigo separado.

No final desta visita, só nos resta agradecer à equipa do Monte da Ravasqueira que nos acompanhou, a simpatia com que fomos tratados e tudo o que nos proporcionaram – alojamento, alimentação, transporte, visita e ofertas! Não poderíamos esperar mais.

Uma palavra especial de agradecimento à Carlota Burnay, que estabeleceu os contactos e fez os convites.

Quanto aos outros convivas, um cumprimento para todos os que já conhecia e tive oportunidade de rever, e para os que conheci de novo, e que proporcionaram um animado convívio.

Obrigado por partilharem este mundo tão interessante, e que tão bons momentos tem proporcionado.

Kroniketas, enófilo itinerante

sábado, 17 de agosto de 2019

Atrelados à Ravasqueira - III Edição (1ª parte)


Mais um evento que ficou lá para trás, e que agora em período de férias é tempo de pôr em dia.

Estamos no Monte da Ravasqueira, no coração do Alentejo, em Arraiolos, distrito de Évora. Em termos geográficos, é quase o centro de toda a região transtagana, com Évora a ficar mais ou menos a meio caminho entre o ponto mais a sul, no distrito de Beja, e o ponto mais a norte, no distrito de Portalegre.

Trata-se dum evento denominado “Atrelados à Ravasqueira”, para o qual fui convidado juntamente com um grupo de enófilos, jornalistas e bloggers... mas não é apenas mais um evento para provar vinhos, porque este tem mais que se lhe diga: inclui transporte de ida e volta (que por sinal não utilizei porque aproveitei a ocasião para ficar mais algum tempo na região), jantar e prova de vinhos, serão musical, visita à herdade e alojamento até ao dia seguinte, e pode-se levar companhia. É uma espécie de pacote de enoturismo completo!

Estamos no Outono, pelo que a chegada faz-se já de noite. Somos desde logo recebidos amavelmente recebidos pelo simpatiquíssimo João Vilar, responsável de marketing e vendas, que nos guia desde logo para os nossos aposentos e nos indica para onde nos devemos dirigir em seguida. O transporte colectivo ainda não chegou...

Já com todos os presentes, passamos à sala de refeições, onde o portefólio de vinhos da empresa está exposto, e onde vamos provando daqui e dali enquanto se debica algumas entradas. Aqui conhecemos toda a equipa presente (nomeadamente o enólogo Pedro Gonçalves), e entre conversas vai-nos sendo contada a história deste empreendimento, deste a sua aquisição por D. Manuel de Mello em 1943 para casa de família, bem como as diversas valências da propriedade, em que a produção de vinho é apenas uma das facetas, a par com a criação do Cavalo Lusitano e a participação em prova de atrelagem.

Começa-se pelo espumante Grande Reserva, mas um dos destaques é o rosé MR Premium, um vinho de qualidade superior e com uma complexidade pouco habitual dentro do género. O preço de venda ao público (mais de 25 €) corresponde...

Outro dos destaques é o conhecido Vinha das Romãs, que teremos oportunidade de degustar durante o jantar que se vai seguir daí a pouco.

Neste servimo-nos dos líquidos e dos sólidos à discrição, e como não se trata duma prova orientada, com vinhos específicos para cada prato, vão desfilam brancos e tintos como o Viognier, o Sauvignon Blanc, o Touriga Franca e o já referido Vinha das Romãs, entre outros. Para cada prato, dois ou três vinhos diferentes à procura das melhores harmonizações e daqueles que melhor expressam o carácter da região, enquanto as conversas fluem à volta da mesa onde se sentam 20 mastigantes. As notas de prova terão de ficar para outra ocasião...

Já adiantados na hora, e depois duma deliciosa sobremesa de chocolate e dos cafés, dois cantores (um português e um espanhol) acompanham-se à guitarra e animam o resto do serão.

Mais logo é hora de nos dirigirmos aos quartos com casa de banho privativa, decorados à moda rústica mas com requinte. Tudo está escrupulosamente preparado para nos sentirmos em casa. Amanhã o programa continua.

Kroniketas, enófilo itinerante

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Quinta do Sanguinhal - Vinhos de Ouro à prova



Quinta de São Francisco tinto, o vinho com denominação DOC Óbidos mais vendido em Portugal e nos mercados de exportação, granjeou até hoje mais de 60 medalhas, tendo obtido 98 pontos no San Francisco International Wine Competition em 2017.

Para assinalar este feito, a Companhia Agrícola do Sanguinhal promoveu um encontro com alguns convidados para apresentação de vários vinhos da gama da Quinta do Sanguinhal (localizada no Bombarral), acompanhados da degustação de alguns petiscos.

Foram provadas 5 colheitas das últimas três décadas do Quinta de São Francisco tinto, com a presença do enólogo Miguel Móteo (formado na UTAD) que fez a apresentação dos vinhos. Foi também apresentada a restante gama da Quinta de São Francisco, nomeadamente licorosos, aguardentes e colheita tardia.

Fundada em 1871, a Quinta de São Francisco tem a maior área de vinha das propriedades da Companhia Agrícola do Sanguinhal – cerca de 50 ha num total cerca de 100 ha, incluindo a Quinta das Cerejeiras e a Quinta do Sanguinhal. A história desta última está ligada a um nome famoso no mundo dos vinhos, Abel Pereira da Fonseca, que em 1926 fundou a Companhia Agrícola do Sanguinhal, actualmente gerida pelos seus descendentes.

Todos os vinhos, das três marcas, com a designação “Quinta” são produzidos como DOC Óbidos. As quintas do Sanguinhal e das Cerejeiras têm solos argilo-arenosos. Actualmente são produzidos 7 tintos da Quinta de São Francisco, com predominância da casta Castelão, com estágio em madeira.

Relativamente aos vinhos provados, segue-se um pequeno apontamento com as impressões colhidas acerca dos mesmos.


  • 1994 – 50.000 garrafas. Mais de 80% Castelão. Laivos acastanhados, aberto, alguma doçura, boa acidez e vivo na boca, aroma limpo, algum balsâmico
  • 1997 – Bastante vivo e prolongado, aroma ainda intenso
  • 2000 – Mais redondo e liso, um toque especiado no final. Um toque de Cabernet Sauvignon em destaque
  • 2005 – Touriga Nacional e Aragonês. Algum balsâmico, canforado
  • 2010 – 100.000 garrafas, muito redondo e suave, mas algo curto e liso
  • 2014 – Concentrado, fechado, pouco exuberante
  • 2015 – Bastante intenso na prova de boca, explosão de aromas e sabores. O vinho mais em destaque na prova.
  • Licoroso branco seco – Fernão Pires, Arinto e Vital. Cor alaranjada
  • Licoroso tinto – Doce de cor tawny velho, âmbar, com mistura de castas: Tinta Miúda, Castelão, Aragonês, Touriga Nacional
  • Colheita Tardia – Cítrico, limonado. Provado e referido noutro post


No final ainda fomos presenteados com uma garrafa do Quinta de São Francisco Colheita Tardia, que entretanto já tivemos oportunidade de provar e referir noutro post.

Passado já este período sobre o evento, é ainda tempo de agradecer à equipa da Companhia Agrícola do Sanguinhal pela recepção que nos foi proporcionada, bem como a visita às instalações da Quinta e pela oferta.

Uma palavra especial para o consultor de comunicação Nuno Nobre, que teve a gentileza de me enviar o convite.

A todos muito obrigado, e há um Quinta de São Francisco à espera de ser bebido...

Kroniketas, enófilo itinerante

Companhia Agrícola do Sanguinhal
Apartado 5
2544-090 Bombarral