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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

No meu copo 641 - Espumante Marquês de Marialva Blanc de Blancs bruto

Em época de celebrações, eis uma boa escolha neste “branco de brancas” de Cantanhede.

Elegante, com alguma estrutura, notas tostadas e de biscoito com algum aroma cítrico, bolha fina e persistente, final elegante e longo.

Um bom espumante com excelente relação qualidade-preço.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Espumante Marquês de Marialva Blanc de Blancs Bruto (B)
Região: Beira Atlântico
Produtor: Adega Cooperativa de Cantanhede
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Bical, Arinto, Maria Gomes
Preço em feira de vinhos: 3,29 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 3 de julho de 2016

No meu copo 540 - Aveleda Reserva da Família 2011



Continuamos nos brancos, agora revisitando a Quinta da Aveleda que mantém a tradição de produzir um branco na Bairrada.

Depois da marca Follies, de que tivemos oportunidade de provar um bi-varietal de Chardonnay e Maria Gomes, temos agora este Reserva da Família, que mantém um perfil semelhante ao seu antecessor, embora com um lote mais alargado de castas.

Este Reserva da Família 2011 apresentou um corpo e persistência médias, frutado quanto baste, algum mineral mas não muito intenso no nariz nem na boca. Recordando o Follies branco da Bairrada, parece-me que, além de mais barato, era mais bem conseguido.

Kroniketas, enófilo esclarecido



Vinho: Aveleda Reserva da Família 2011 (B)
Região: Bairrada
Produtor: Aveleda Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Maria Gomes, Rabo de Ovelha, Chardonnay, Bical
Preço em hipermercado: 9,37 €
Nota (0 a 10): 7,5


terça-feira, 16 de junho de 2015

No meu copo 461 - Frei João Reserva branco 2009

Este é aquele tipo de vinho branco com o qual, desde sempre, tenho uma relação difícil. Um branco marcado pela madeira, que o torna algo pesado na boca e com as notas tostadas demasiado impositivas no aroma. Diz-se habitualmente que são os “brancos de Inverno”, adequados para pratos de peixe muito temperados ou até alguns pratos de carne.

Para mim é sempre difícil encontrar uma ocasião e um prato adequado para este perfil de vinho, porque simplesmente não gosto de vinhos em que a madeira sobressai em relação a tudo o resto.

Esta colheita de 2009 foi adquirida em 2013, portanto terá sido lançada no mercado já com alguma idade, o que aliás é característico nos vinhos das Caves São João. A verdade é que a madeira não estava minimamente disfarçada, abafando a fruta quase por completo.

Será um perfil para manter? Veremos numa próxima ocasião, mas este não me convenceu.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Frei João Reserva 2009 (B)
Região: Bairrada
Produtor: Caves São João
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Bical, Cercial, Maria Gomes
Preço em feira de vinhos: 8,49 €
Nota (0 a 10): 6,5

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

No meu copo 397 - Volúpia branco 2010

Eis um branco que é praticamente desconhecido no panorama nacional, e que no entanto merecia outra visibilidade. Tive oportunidade de adquirir uma garrafa há algum tempo por um preço bastante interessante e o resultado excedeu as expectativas.

É verdade que as Caves São Domingos, como outros produtores da Bairrada, não são das mais badaladas, e no entanto já têm 75 anos de história!

Não sendo um vinho extremamente voluptuoso, como o seu nome sugere, é bastante aromático, equilibrado, com corpo médio e final longo. Contém uma combinação bastante interessante de castas com características muito diferentes: a Maria Gomes, a única tradicional da região, a conferir alguma estrutura e mineralidade; o Chardonnay a não mostrar aquele perfil enjoativo que muitas vezes obtém quando estagiado em madeira (o vinho estagiou apenas em inox), tornando o vinho mais denso e cheio; e o Sauvignon Blanc a trazer alguma frescura e elegância, bem como algumas notas florais e citrinas a par com uma certa tropicalidade.

Conjunto muito interessante, a explorar novamente. Recomenda-se com entradas, mariscos, peixes suaves e requintados e pratos não demasiado pesados. Juntámo-lo à nossa lista de sugestões, pois é um vinho que dificilmente irá desiludir.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Volúpia 2010 (B)
Região: Bairrada
Produtor: Caves do Solar de São Domingos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Sauvignon Blanc, Chardonnay, Maria Gomes
Preço: 4,85 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 28 de março de 2013

No meu copo 307 - Luís Pato espumante bruto, Maria Gomes 2010

Vem mesmo a propósito dos relatos anteriores. Um aniversário de um dos comensais habituais foi um pretexto para abrir uma garrafa de espumante para festejar o meio da década dos 50...

Voltei a escolher um espumante da Bairrada, e optei por um Luís Pato, espumante bruto feito com 90% de Maria Gomes e 10% de Baga. Ao fim e ao cabo, seguindo o mesmo princípio dos champanhes, com a utilização de castas brancas e tintas, embora neste caso com a percentagem de Baga muito mitigada, pois o produtor também elabora um espumante blanc de noirs, só com Baga.

Gostei deste. A Maria Gomes é uma casta que se comporta sempre muito bem nos vinhos da Bairrada, conferindo alguma consistência e frescura aos vinhos em que entra, sendo a Baga quase um complemento para acrescentar alguma estrutura. O vinho é suave, macio, agradável na prova e com boca fresca e média persistência. Bom para entradas, sobremesas, pratos leves, em suma para beber e conviver. O preço é excelente, pelo que tem uma óptima relação qualidade-preço.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Luís Pato espumante bruto, Maria Gomes 2010 (B)
Região: Bairrada
Produtor: Luís Pato
Grau alcoólico: 12%
Castas: Maria Gomes (90%), Baga (10%)
Preço: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 1 de julho de 2012

No meu copo 283 - Colinas de São Lourenço, Chardonnay e Arinto branco 2008; Marquês de Marialva, Colheita Seleccionada branco 2011

Apresentamos dois brancos da Bairrada, um da gama baixa e outro da gama média ou média-alta.

O Colinas de São Lourenço - empresa cuja estrutura foi entretanto adquirida pelo empresário Carlos Dias e integrada no projecto Ideal Drinks, para onde também transitou o ex-enólogo-chefe da Dão Sul, Carlos Lucas - apresentou-se com um aroma agradável balanceado entre as notas mais tropicais do Chardonnay e a acidez cítrica do Arinto. Na prova de boca mostra grande frescura (é um vinho que requer uma temperatura de serviço bastante baixa, na ordem dos 10º C), com ligeiras notas de madeira (1/3 do mosto fermentou em barricas de carvalho francês) muito bem integradas com o fruto, o que lhe confere estrutura e boa persistência.

Este vinho agradou-me particularmente pelo equilíbrio dos seus componentes, com destaque para o facto de não ter o carácter amanteigado tão habitual nos Chardonnay produzidos em Portugal, com aquele excesso de madeira que os tornam pesados e enjoativos. Alguns consideram isso uma virtude, para mim é um defeito que me faz rejeitar os vinhos com esse perfil. Donde se prova que é possível entre nós trabalhar a casta Chardonnay, com passagem por barrica, obtendo vinhos frescos e vibrantes.

O Marquês de Marialva, oriundo do maior produtor da Bairrada, é, dentro da gama baixa e média-baixa, sempre um rótulo a ter em conta nos vinhos desta região. Este Colheita Seleccionada branco é um vinho mais leve, fresco e menos estruturado do que o anterior, adequado para pratos leves. O fim de boca é relativamente curto mas agradável. Tendo em conta o preço não se pode esperar mais, sendo, para o perfil em causa, um vinho que agrada.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Bairrada

Vinho: Colinas de São Lourenço, Chardonnay e Arinto 2008 (B)
Produtor: Sociedade Agrícola Colinas de São Lourenço
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Chardonnay, Arinto
Preço em hipermercado: 7,29 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Marquês de Marialva Colheita Seleccionada 2011 (B)
Produtor: Adega Cooperativa de Cantanhede
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Bical, Maria Gomes
Preço em hipermercado: 1,89 €
Nota (0 a 10): 6,5

sábado, 27 de fevereiro de 2010

No meu copo 269 - Os Follies da Aveleda

Alvarinho 2006; Alvarinho 2007; Alvarinho-Loureiro 2008; Loureiro-Trajadura 2007; Chardonnay-Maria Gomes 2006




A Quinta da Aveleda é conhecida desde há muito pelos seus vinhos verdes, de que o mais conhecido é um branco de combate com o nome da Quinta que se bebe com facilidade. Por altura da Expo 98, um dos pavilhões presentes no certame era do G7, que englobava as 7 maiores empresas vinícolas do país, uma das quais era a Aveleda.

Nos últimos anos a empresa alargou o leque de produtos a partir do conceito de Follies, que foi buscar à arquitectura. Segundo a informação do site da empresa, “a Folly coincide com uma estrutura decorativa, não funcional, excêntrica e simbólica, erguida por alguém que se alimenta pela simples paixão de construir.

Assim, foram lançados brancos e tintos de várias regiões do país que celebram, através de cada um dos seus rótulos, as Follies da Aveleda, dos quais já tivemos oportunidade de provar alguns brancos.

Começamos pelos Alvarinhos, cuja Folly é a Fonte das Quatro Irmãs. Voltando à informação constante no site, “a Fonte das Quatro Irmãs representa a dinâmica da Vida em constante mutação, o fim que retorna ao princípio, renascendo para uma dimensão nova. Erguida na década de 1920, a fonte foi finalizada pelo Mestre João da Silva ao gravar nela os perfis em mármore das quatro irmãs Guedes, filhas do proprietário da Quinta, Fernando Guedes da Silva da Fonseca. Cada Senhora personifica uma das Quatro Estações do ano ou, noutra perspectiva, as diversas fases na dança perpétua da vinha e do vinho, sempre igual mas simultaneamente sempre diferente.

Dos Alvarinhos já tivemos a oportunidade de provar o 2006 e o 2007. Não se nota grande diferença entre as colheitas. Trata-se de um vinho bem estruturado e muito equilibrado, que prima pela elegância, com a acidez característica dos Alvarinhos e boa intensidade aromática. Mais um bom Alvarinho para juntar a outros recomendáveis.

Temos em seguida duas combinações de Loureiro com outra casta, representados por uma janela manuelina do século XVI. Passemos à História: “Foi numa casa da Ribeira, no Porto, que a Rainha D. Filipa de Lancastre deu à luz o seu filho Infante D. Henrique, o mesmo local onde muitos reis haviam pernoitado aquando das suas visitas à cidade Invicta. Havia uma janela especial onde, segundo a tradição, D. João IV terá sido aclamado Rei de Portugal. A janela foi doada, mais tarde, a Manoel Pedro Guedes da Silva da Fonseca, que a transportou para os jardins da Quinta da Aveleda, sua propriedade.

O Alvarinho-Loureiro de 2008 apresenta-se com aroma intenso, elegante e com final prolongado, com aquele perfil arredondado e a frescura do Loureiro, uma casta que não costuma ser muito badalada na região dos Vinhos Verdes mas que nos últimos anos tem vindo a ser cada vez mais valorizada. Temos aqui, sem dúvida, um bom casamento com o Alvarinho.

Noutra combinação surge um lote Loureiro-Trajadura de 2007, menos exuberante no aroma mas igualmente muito fresco e apelativo. Menos encorpado, não deixa de ser um vinho bastante agradável que se recomenda para refeições de Verão.

Da região dos Vinhos Verdes passamos agora para a Bairrada, donde vem um lote de Chardonnay e Maria Gomes, representado pela Torre das Cabras. “Numa ode à natureza e às antigas gerações da Quinta da Aveleda, foi edificada uma torre de três andares, com uma rampa em espiral de madeira para albergar cabras anãs. Símbolo da fertilidade e da abundância, a cabra protagoniza o mito de uma terra que soube sempre dar o seu melhor fruto.

Este Chardonnay-Maria Gomes de 2006 acabou por ser o mais surpreendente de todos estes brancos, e aquele de que mais gostei. Tem perfil para pratos de peixe mais exigentes que os outros brancos, pois apresenta uma boa estrutura na boca, final persistente e delicado e muito equilíbrio. Fermentado em cascos de carvalho, o Chardonnay aparece bem contrabalançado pela Maria Gomes que dá ao conjunto um toque mais floral e aromático que contraria a habitual untuosidade do Chardonnay. Um bom branco de Inverno.

E assim terminamos este primeiro périplo pelos Follies da Aveleda, deixando já na calha futuras visitas aos tintos e às novas colheitas de brancos que for possível encontrar. Não são vinhos que se vejam muito à venda e estes brancos agora provados foram quase todos encontrados no Verão passado numa garrafeira de Alvor, contando com a prestimosa colaboração do confrade Politikos que assegurou a aquisição e o transporte dos mesmos. A excepção foi o Alvarinho-Loureiro, adquirido com a Revista de Vinhos de Julho de 2009.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Produtor: Sociedade Agrícola e Comercial Quinta da Aveleda

Vinho: Follies, Alvarinho 2006 (B)
Região: Vinhos Verdes
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 6,72 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Follies, Alvarinho 2007 (B)
Região: Vinhos Verdes
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Follies, Alvarinho-Loureiro 2008 (B)
Região: Regional Minho
Grau alcoólico: 12%
Castas: Alvarinho, Loureiro
Preço com a Revista de Vinhos: 5,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Follies, Loureiro-Trajadura 2007 (B)
Região: Vinhos Verdes
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Loureiro, Trajadura
Preço: 5,19 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Follies, Chardonnay-Maria Gomes 2006 (B)
Região: Bairrada
Grau alcoólico: 13%
Castas: Chardonnay, Maria Gomes
Preço: 5,19 €
Nota (0 a 10): 8