A Quinta do Gradil tem-se afirmado nos últimos anos como uma das empresas mais proeminentes na produção de vinhos na região de Lisboa, com um vasto portefólio que engloba tanto vinhos monocasta como de lote, incluindo também uma aguardente e uma colheita tardia.
Aqui falamos do Reserva tinto, estagiado 8 meses em barricas novas de carvalho francês seguidos de mais 24 meses em garrafa.
É um vinho de cor concentrada e opaca, com aroma complexo pontuado por algumas notas balsâmicas e de frutos do bosque. Na boca é encorpado e robusto, com taninos firmes mas macios, apresentando uma boa estrutura que termina em final persistente.
Esta garrafa foi adquirida em 2015, e daí para cá o preço disparou para mais do dobro. Nada que a qualidade do vinho não justifique plenamente.
A rever.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Gradil Reserva 2010 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Syrah, Alicante Bouschet
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 8
O blog onde os néctares de Baco nunca se entornam
Blog livre do Aborto Horto Gráfico
Mostrar mensagens com a etiqueta Qta Gradil. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Qta Gradil. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
No meu copo 690 - 3 Podas 2015
No rótulo aprecem 3 caras mais ou menos conhecidas do grande público. 3 actores, 3 humoristas: António Raminhos, Luís Filipe Borges e Pedro Fernandes, que deram as suas caras e nomes para baptizar este vinho.
Descontando o evidente trocadilho malicioso com o nome do vinho (traz uma etiqueta no gargalo com a inscrição “3 podas: aguentas?”) e o tom jocoso das indicações do contra-rótulo (“se você souber abrir uma garrafa como deve ser nem sequer vai saber a rolha”; “Acompanha bem qualquer tipo de carnes. Aliás, Quanto mais beber, mais bonitas e tenras lhe vão parecer as carnes”), falemos um pouco deste vinho que me veio parar às mãos no final duma visita ao restaurante da Quinta do Gradil para um delicioso e suculento jantar (qualquer dia será contado com mais pormenor).
Elaborado com 3 castas estrangeiras (Syrah, Petit Verdot e Tannat), apresenta um aroma intenso a frutos pretos e do bosque. Encorpado e longo na boca, mostra-se suave com taninos macios e final redondo e persistente.
Embora apresentado em tom de brincadeira, é um vinho bastante sério.
Mais informações sobre o conceito do vinho aqui.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: 3 Podas 2015 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Syrah, Petit Verdot, Tannat
Preço: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Foto da garrafa obtida no site do produtor
Descontando o evidente trocadilho malicioso com o nome do vinho (traz uma etiqueta no gargalo com a inscrição “3 podas: aguentas?”) e o tom jocoso das indicações do contra-rótulo (“se você souber abrir uma garrafa como deve ser nem sequer vai saber a rolha”; “Acompanha bem qualquer tipo de carnes. Aliás, Quanto mais beber, mais bonitas e tenras lhe vão parecer as carnes”), falemos um pouco deste vinho que me veio parar às mãos no final duma visita ao restaurante da Quinta do Gradil para um delicioso e suculento jantar (qualquer dia será contado com mais pormenor).
Elaborado com 3 castas estrangeiras (Syrah, Petit Verdot e Tannat), apresenta um aroma intenso a frutos pretos e do bosque. Encorpado e longo na boca, mostra-se suave com taninos macios e final redondo e persistente.
Embora apresentado em tom de brincadeira, é um vinho bastante sério.
Mais informações sobre o conceito do vinho aqui.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: 3 Podas 2015 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Syrah, Petit Verdot, Tannat
Preço: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Foto da garrafa obtida no site do produtor
domingo, 29 de julho de 2018
No meu copo 689 - Quinta do Gradil, Petit Verdot 2012
Continuamos na vasta região vitivinícola de Lisboa, agora rumando bem mais para norte, para um dos nomes mais importantes da região.
A Quinta do Gradil, situada junto à povoação de Vilar, próxima do Cadaval, possui um largo portefólio de vinhos brancos, tintos e rosés, com destaque para vários mono ou bi-varietais, geralmente com uma qualidade acima da média. Já aqui provámos mais de uma vez o belíssimo branco de Arinto e Sauvignon Blanc, um dos nossos preferidos e que nunca nos deixou ficar mal, e já estivemos no restaurante da quinta, mas dessa ocasião falaremos oportunamente.
Desta vez falamos dum tinto monocasta Petit Verdot, uma casta originária de Bordéus que tem vindo a aparecer de modo algo esparso em Portugal, sendo poucos os produtores que apostam nela a solo. Já provámos um do Esporão e pouco mais que isso.
É uma casta que talvez ainda não esteja tão bem estudada como outras, e por isso aparece timidamente. Mas as provas realizadas são satisfatórias. Os vinhos são bastante encorpados, de cor grená opaca, mostrando-se de aroma fechado no início e com os taninos algo agrestes.
Esta colheita de 2012 precisou de respirar algum tempo para se mostrar no copo. Algum tempo depois de aberto os aromas libertaram-se e o corpo amaciou, mostrando-se então mais redondo e suave. Na boca uma estrutura robusta envolvia taninos bem firmes mas já mais redondos, com persistência num fim de boca longo. No aroma mostrou notas de fruta preta e do bosque, com madeira muito discreta.
É um vinho para acompanhar pratos exigentes de carne, bem temperados, pois a sua estrutura e acidez batem-se bem com temperos desafiantes. Tudo intenso mas sem exageros, sem ser daqueles vinhos muito extraídos e cansativos. E com um preço bastante simpático para aquilo que temos na garrafa.
Prova do tempo superada com distinção, pois mostrou ainda evidentes sinais de juventude.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Gradil, Petit Verdot 2012 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13%
Casta: Petit Verdot
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 8
A Quinta do Gradil, situada junto à povoação de Vilar, próxima do Cadaval, possui um largo portefólio de vinhos brancos, tintos e rosés, com destaque para vários mono ou bi-varietais, geralmente com uma qualidade acima da média. Já aqui provámos mais de uma vez o belíssimo branco de Arinto e Sauvignon Blanc, um dos nossos preferidos e que nunca nos deixou ficar mal, e já estivemos no restaurante da quinta, mas dessa ocasião falaremos oportunamente.
Desta vez falamos dum tinto monocasta Petit Verdot, uma casta originária de Bordéus que tem vindo a aparecer de modo algo esparso em Portugal, sendo poucos os produtores que apostam nela a solo. Já provámos um do Esporão e pouco mais que isso.
É uma casta que talvez ainda não esteja tão bem estudada como outras, e por isso aparece timidamente. Mas as provas realizadas são satisfatórias. Os vinhos são bastante encorpados, de cor grená opaca, mostrando-se de aroma fechado no início e com os taninos algo agrestes.
Esta colheita de 2012 precisou de respirar algum tempo para se mostrar no copo. Algum tempo depois de aberto os aromas libertaram-se e o corpo amaciou, mostrando-se então mais redondo e suave. Na boca uma estrutura robusta envolvia taninos bem firmes mas já mais redondos, com persistência num fim de boca longo. No aroma mostrou notas de fruta preta e do bosque, com madeira muito discreta.
É um vinho para acompanhar pratos exigentes de carne, bem temperados, pois a sua estrutura e acidez batem-se bem com temperos desafiantes. Tudo intenso mas sem exageros, sem ser daqueles vinhos muito extraídos e cansativos. E com um preço bastante simpático para aquilo que temos na garrafa.
Prova do tempo superada com distinção, pois mostrou ainda evidentes sinais de juventude.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Gradil, Petit Verdot 2012 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13%
Casta: Petit Verdot
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 8
sábado, 6 de janeiro de 2018
No meu copo 644 - Castelo do Sulco Reserva 2013
Este foi um vinho que surpreendeu, pois as expectativas eram poucas, ou quase nenhumas.
Não sendo um vinho dos mais conhecidos provenientes da Quinta do Gradil, surpreendeu pelo corpo, pela robustez e persistência. No aroma mostrou-se vinoso e com alguma profundidade, com algumas notas balsâmicas e a frutos vermelhos. O final é persistente e com alguma complexidade.
Bastante bem conseguido para aquilo que se esperava.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Castelo do Sulco Reserva 2013 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Syrah
Preço: 5,14 €
Nota (0 a 10): 7,5
Não sendo um vinho dos mais conhecidos provenientes da Quinta do Gradil, surpreendeu pelo corpo, pela robustez e persistência. No aroma mostrou-se vinoso e com alguma profundidade, com algumas notas balsâmicas e a frutos vermelhos. O final é persistente e com alguma complexidade.
Bastante bem conseguido para aquilo que se esperava.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Castelo do Sulco Reserva 2013 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Syrah
Preço: 5,14 €
Nota (0 a 10): 7,5
quarta-feira, 16 de março de 2016
No meu copo 515 - Quinta do Gradil, Sauvignon Blanc e Arinto 2013
Já começa a ser um clássico nas nossas compras. Este branco bi-varietal da Quinta do Gradil, produzido com duas das castas brancas de que mais gosto, tem vindo a constituir-se como uma referência quase constante nas nossas garrafeiras.
Apresenta-se com uma cor citrina, aromas intensos com notas de frutos brancos e alguma tropicalidade. Na boca mostra boa acidez, frescura, estrutura média e boa persistência.
Não muito complexo, não se espere dele que seja parceiro de pratos muito elaborados e exigentes, mas que requeiram frescura e alguma leveza, sem grandes complicações.
Com boa relação qualidade-preço, é mais um para figurar nas nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Gradil, Sauvignon Blanc e Arinto 2013 (B)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Sauvignon Blanc, Arinto
Preço em feira de vinhos: 4,75 €
Nota (0 a 10): 7,5
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
No meu copo 504 - Quinta do Gradil, Touriga Nacional e Tannat 2009
Numa época em que a aposta nos vinhos varietais já passou o auge, é principalmente nas regiões de Lisboa, Tejo e Setúbal que continua a haver maior incidência neste tipo de vinhos, com alguns produtores a possuírem um vasto portefólio de vinhos elaborados apenas com uma ou duas castas.
Na região de Lisboa são principalmente a Casa Santos Lima, a DFJ e a Quinta do Gradil que apostam nos vinhos mono ou bivarietais. Este que agora referimos é um exemplar destes últimos, oriundo da quinta situada junto ao pé do Cadaval, juntando à Touriga Nacional a menos conhecida Tannat.
As vinhas que forneceram as uvas para este vinho estão instaladas em solos de encosta, de origem argilosa, sendo o vinho vinificado em lagares de pisa mecanizada. Estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês.
Foi adquirido em Janeiro de 2012 com a Revista de Vinhos, e outros consumidores que o compraram e beberam na altura disseram que o vinho ainda não estava bebível... Por isso resolvi esperar. Passados 4 anos, apresentou-se ainda pujante, adstringente no início, depois abriu e amaciou à medida que foi arejando. Mostrou aroma e corpo medianos e final relativamente discreto.
Como balanço, diria que não encantou. Pareceu ser um vinho relativamente discreto, que fica uns furos abaixo de outros bem mais interessantes que saem desta casa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Gradil, Touriga Nacional e Tannat 2009 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Tannat
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 7
Na região de Lisboa são principalmente a Casa Santos Lima, a DFJ e a Quinta do Gradil que apostam nos vinhos mono ou bivarietais. Este que agora referimos é um exemplar destes últimos, oriundo da quinta situada junto ao pé do Cadaval, juntando à Touriga Nacional a menos conhecida Tannat.
As vinhas que forneceram as uvas para este vinho estão instaladas em solos de encosta, de origem argilosa, sendo o vinho vinificado em lagares de pisa mecanizada. Estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês.
Foi adquirido em Janeiro de 2012 com a Revista de Vinhos, e outros consumidores que o compraram e beberam na altura disseram que o vinho ainda não estava bebível... Por isso resolvi esperar. Passados 4 anos, apresentou-se ainda pujante, adstringente no início, depois abriu e amaciou à medida que foi arejando. Mostrou aroma e corpo medianos e final relativamente discreto.
Como balanço, diria que não encantou. Pareceu ser um vinho relativamente discreto, que fica uns furos abaixo de outros bem mais interessantes que saem desta casa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Gradil, Touriga Nacional e Tannat 2009 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Tannat
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 7
quarta-feira, 14 de maio de 2014
No meu copo 381 - Quinta do Gradil, Verdelho 2012; Tágide 2009
Já aqui falámos há uns meses da Quinta do Gradil, a propósito de um branco das castas Arinto e Sauvignon Blanc que se revelou bastante simpático e apelativo. Tínhamos por isso boas expectativas relativamente a este Verdelho, que o nosso saudoso Mancha elogiava bastante. Depois de, há alguns meses, termos feito uma prova que não agradou, o que, na altura, atribuímos a um arrefecimento em excesso que teria desequilibrado os aromas do vinho, voltámos à carga com outra garrafa e desta vez com um arrefecimento correcto.
A verdade é que voltou a desiludir, e duas provas que não agradam já dificilmente se justificam pela deficiência da temperatura.
Revelou-se um vinho sem brilho, com pouco carácter, sem fibra, sem alma. Aroma discreto, pouco corpo, delgado na boca e com final curto. Em suma, não deixou saudades. Ainda por cima, para tirar as dúvidas a seguir ainda veio para a mesa uma garrafa de Verdelho da Herdade do Esporão, que brilhou como sempre a grande altura. Incomparável com o anterior. Terá sido apenas azar com aquela garrafa, com esta colheita ou será mesmo um problema na produção? A verdade é que nenhuma das características marcantes do Verdelho, que costumamos encontrar noutros vinhos (e quase todos os varietais de Verdelho costumam brilhar), se encontrou neste vinho e a opinião dos 5 comensais-bebedores presentes foi unânime.
Por contraste, outro vinho da mesma zona geográfica, um Tágide com denominação DOC Óbidos – uma raridade – que mesmo sendo de 2009 apresentou frescura, nervo, acidez, e ao mesmo tempo elegância e suavidade, com algum vegetal e nuances a frutos tropicais no aroma e, claro, o Arinto a marcar positivamente o lote. É um vinho que não se costuma ver à venda, mas foi uma surpresa muito agradável. Ideal para entradas, refeições ligeiras, peixes delicados ou mariscos. Fermentou em inox com temperatura controlada a 14 graus. Parece ser uma boa aposta para o Verão.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Lisboa (Óbidos)
Vinho: Quinta do Gradil, Verdelho 2012 (B)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 11,5%
Casta: Verdelho
Preço em feira de vinhos: 5,95 €
Nota (0 a 10): 3
Vinho: Tágide 2009 (B)
Produtor: Quinta da Barreira
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Vital
Nota (0 a 10): 8
A verdade é que voltou a desiludir, e duas provas que não agradam já dificilmente se justificam pela deficiência da temperatura.
Revelou-se um vinho sem brilho, com pouco carácter, sem fibra, sem alma. Aroma discreto, pouco corpo, delgado na boca e com final curto. Em suma, não deixou saudades. Ainda por cima, para tirar as dúvidas a seguir ainda veio para a mesa uma garrafa de Verdelho da Herdade do Esporão, que brilhou como sempre a grande altura. Incomparável com o anterior. Terá sido apenas azar com aquela garrafa, com esta colheita ou será mesmo um problema na produção? A verdade é que nenhuma das características marcantes do Verdelho, que costumamos encontrar noutros vinhos (e quase todos os varietais de Verdelho costumam brilhar), se encontrou neste vinho e a opinião dos 5 comensais-bebedores presentes foi unânime.
Por contraste, outro vinho da mesma zona geográfica, um Tágide com denominação DOC Óbidos – uma raridade – que mesmo sendo de 2009 apresentou frescura, nervo, acidez, e ao mesmo tempo elegância e suavidade, com algum vegetal e nuances a frutos tropicais no aroma e, claro, o Arinto a marcar positivamente o lote. É um vinho que não se costuma ver à venda, mas foi uma surpresa muito agradável. Ideal para entradas, refeições ligeiras, peixes delicados ou mariscos. Fermentou em inox com temperatura controlada a 14 graus. Parece ser uma boa aposta para o Verão.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Lisboa (Óbidos)
Vinho: Quinta do Gradil, Verdelho 2012 (B)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 11,5%
Casta: Verdelho
Preço em feira de vinhos: 5,95 €
Nota (0 a 10): 3
Vinho: Tágide 2009 (B)
Produtor: Quinta da Barreira
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Vital
Nota (0 a 10): 8
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
No meu copo 350 - Quinta do Gradil, Arinto e Sauvignon Blanc 2011
Continuando nos brancos, damos um salto à região de Lisboa.
A Quinta do Gradil é uma propriedade situada a poucos quilómetros do Cadaval, entre as povoações de Vilar e Martim Joanes, na região vitivinícola de Lisboa e geograficamente situada na órbita da Denominação de Origem Óbidos, num cenário maravilhoso de planície próxima do sopé da serra de Montejunto. Em tempos idos foi propriedade do Marquês de Pombal.
Nos anos recentes a Quinta do Gradil tem proporcionado aos enófilos a possibilidade de passarem um dia na vindima, tomando contacto com o mundo real que existe para além do que está dentro da garrafa. Quem sabe se um dia destes não nos candidatamos a ir lá...
No mercado dos vinhos da zona de Lisboa, marcados pelo clima atlântico devido à proximidade do mar, têm surgido novidades muito interessantes, pois são vinhos marcados por alguma frescura, ao mesmo tempo que mostram uma estrutura interessante (no caso dos tintos) e aromas com alguma predominância vegetal e bastante mineralidade. Curiosamente, continua a ser nesta região que existe uma maior incidência de apostas nos vinhos monocasta, de que tanto a Quinta do Gradil como a Casa Santos Lima são exemplos relevantes. No caso da Quinta do Gradil, a aposta tem-se centrado tanto nos mono como nos bivarietais, e neste caso foi um exemplar destes últimos que tive à mesa.
As castas Arinto e Sauvignon Blanc têm sido usadas com alguma frequência em combinação no mesmo lote, e geralmente com bons resultados. O Arinto, com a sua acidez característica e que se expressa de modo particularmente exuberante na Estremadura/região de Lisboa, é determinante para a frescura do vinho e uma evidente vivacidade na prova de boca pontuada por notas cítricas e alguma mineralidade. Entretanto o Sauvignon, por natureza com notas mais tropicais e algum perfil mais vegetal, complementa o lote com uma boa estrutura e uma macieza que contrabalança a acidez do Arinto. Daqui resulta uma combinação feliz e bem conseguida, num conjunto marcadamente fresco e apelativo, que se expressa muito bem na companhia de entradas diversas, mariscos ou peixes não demasiado temperados.
Tendo em conta o preço, estamos perante um produto que, sendo fácil de agradar, é bastante acessível e versátil. Portanto, uma boa aposta para brancos não muito pretensiosos e para beber com descontracção.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Gradil, Arinto & Sauvignon 2011 (B)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13%
Castas: Arinto, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 4,75 €
Nota (0 a 10): 7,5
A Quinta do Gradil é uma propriedade situada a poucos quilómetros do Cadaval, entre as povoações de Vilar e Martim Joanes, na região vitivinícola de Lisboa e geograficamente situada na órbita da Denominação de Origem Óbidos, num cenário maravilhoso de planície próxima do sopé da serra de Montejunto. Em tempos idos foi propriedade do Marquês de Pombal.
Nos anos recentes a Quinta do Gradil tem proporcionado aos enófilos a possibilidade de passarem um dia na vindima, tomando contacto com o mundo real que existe para além do que está dentro da garrafa. Quem sabe se um dia destes não nos candidatamos a ir lá...
No mercado dos vinhos da zona de Lisboa, marcados pelo clima atlântico devido à proximidade do mar, têm surgido novidades muito interessantes, pois são vinhos marcados por alguma frescura, ao mesmo tempo que mostram uma estrutura interessante (no caso dos tintos) e aromas com alguma predominância vegetal e bastante mineralidade. Curiosamente, continua a ser nesta região que existe uma maior incidência de apostas nos vinhos monocasta, de que tanto a Quinta do Gradil como a Casa Santos Lima são exemplos relevantes. No caso da Quinta do Gradil, a aposta tem-se centrado tanto nos mono como nos bivarietais, e neste caso foi um exemplar destes últimos que tive à mesa.
As castas Arinto e Sauvignon Blanc têm sido usadas com alguma frequência em combinação no mesmo lote, e geralmente com bons resultados. O Arinto, com a sua acidez característica e que se expressa de modo particularmente exuberante na Estremadura/região de Lisboa, é determinante para a frescura do vinho e uma evidente vivacidade na prova de boca pontuada por notas cítricas e alguma mineralidade. Entretanto o Sauvignon, por natureza com notas mais tropicais e algum perfil mais vegetal, complementa o lote com uma boa estrutura e uma macieza que contrabalança a acidez do Arinto. Daqui resulta uma combinação feliz e bem conseguida, num conjunto marcadamente fresco e apelativo, que se expressa muito bem na companhia de entradas diversas, mariscos ou peixes não demasiado temperados.
Tendo em conta o preço, estamos perante um produto que, sendo fácil de agradar, é bastante acessível e versátil. Portanto, uma boa aposta para brancos não muito pretensiosos e para beber com descontracção.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Gradil, Arinto & Sauvignon 2011 (B)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13%
Castas: Arinto, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 4,75 €
Nota (0 a 10): 7,5
Subscrever:
Mensagens (Atom)







