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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

No meu copo 621 - Crasto Superior branco 2014

Mais um belo branco do Douro, proveniente das vinhas localizadas no Douro Superior na Quinta da Cabreira, próximo de Castelo Melhor, que tivemos oportunidade de visitar por ocasião do Festival de Vinho do Douro Superior de 2016.

Esta garrafa foi oferecida pela empresa nessa ocasião, e houve agora oportunidade de provar o vinho com mais calma. Confirmou as impressões colhidas por altura desse evento. É um vinho com boa frescura e boa acidez, o que não surpreende dado ser produzido em altitude.

Na boca mostra-se bem estruturado mas elegante, com final persistente e vibrante mas suave. Estagiou 6 meses em barricas da carvalho francês, aparecendo este muito discreto e a arredondar o conjunto.

À semelhança do Crasto Superior tinto, é um vinho para afirmar-se nas novas tendências do Douro, com vinhos mais frescos, mais suaves e mais gastronómicos, onde a madeira é apenas um tempero do vinho e não “o vinho”.

Obrigado à Quinta do Crasto por esta oferta e por este bom produto.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Crasto Superior 2014 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Crasto
Grau alcoólico: 13%
Castas: Verdelho, Viosinho
Preço: 14,90 €
Nota (0 a 10): 8

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

5º Festival de Vinhos do Douro Superior (4ª parte)

Quinta da Cabreira




Segundo dia.

Depois da votação no Concurso de Vinhos do Douro Superior durante a parte da manhã, rumámos para leste, na direcção de Castelo Melhor, embrenhando-nos pela primeira vez nas “profundezas” do Douro Superior, para a meio do percurso fazermos um transbordo para duas carrinhas de caixa aberta que nos levaram durante vários quilómetros de terra batida (que pareciam intermináveis...), pelo meio de vinhas, por muitos montes e alguns vales, até à Quinta da Cabreira, propriedade da Quinta do Crasto.

Várias paragens durante o percurso para ouvir algumas explicações dadas pelos membros da equipa que ali trabalha, com o enólogo Manuel Lobo de Vasconcelos à cabeça. Subimos, descemos, cruzámos caminhos já percorridos e por fim chegámos ao topo! Ali está-se, literalmente, no meio de nada! Acima de nós, o céu; algumas centenas de metros abaixo, o Douro. Estamos na margem esquerda e aqui, para os mais místicos e que acreditam nessas coisas, parece que estamos mais perto de Deus. Não é o meu caso, que sou ateu, mas a ideia ocorreu-me.

Há um casão, armazém, para os trabalhos na vinha a pouco mais. Não há casa de banho, pelo que os mais aflitos dão uma escapadela para trás do casão e lavam as mãos na água duma mangueira.

Somos recebidos pelo proprietário Jorge Roquette que faz as honras da casa, enquanto nos dispersamos por uma mesa disposta ao comprido mesmo no cimo do monte: vamos almoçar a 400 metros de altitude, com o Douro a correr pachorrentamente lá em baixo. O calor é quase sufocante nestas paragens, donde só se vislumbra, para além das muitas vinhas, montanha e mais montanha. Confirma-se in loco que no Douro Superior há um microclima em que as temperaturas máximas, mesmo em altitude, atingem valores impensáveis. Felizmente dispuseram uns chapéus-de-sol de esplanada para nos resguardar, mas mesmo assim muitos dos presentes almoçam com o chapéu de palha que nos ofereceram posto na cabeça...

Come-se um caldo verde e arroz de pato enquanto se degustam três vinhos da Quinta do Crasto: o Crasto Superior branco, muito fresco e com muito boa acidez, bem estruturado mas elegante, o Crasto Superior tinto, que já conhecia, e um surpreendente Crasto Superior Syrah, que se porta muito bem e revela uma personalidade inesperada. São vinhos elaborados com uvas precisamente dali, da Quinta da Cabreira. Termina-se, nas sobremesas, com um Porto LBV.

Não apetecia sair dali, mas a tarde corre depressa e ainda vamos visitar o pavilhão da Expocôa para dar uma volta pelo festival de vinhos, afinal o evento que deu o mote a todo este programa. Mas à saída, antes de voltarmos a subir para as carrinhas, ainda somos presenteados com uma caixa onde está uma garrafa de Crasto Superior branco e uma de Crasto Superior tinto.

Este foi um dos pontos altos (não só geograficamente falando) do nosso programa. Para mim, pelo menos, que nunca tinha estado no coração do Douro Superior, ali no meio das montanhas. É uma ocasião para recordar, e nunca serão demais os agradecimentos a quem nos levou lá e a quem tão simpaticamente nos recebeu e nos falou da história e das histórias desta empresa.

Kroniketas, enófilo viajante

Fotos: Ricardo Palma Veiga

Quinta do Crasto
Gouvinhas
5060-063 Sabrosa
Tel. 254.920.020

domingo, 20 de julho de 2014

No meu copo, na minha mesa 392 - Crasto Superior 2010; Restaurante Sal & Brasas

 

Um encontro à hora de almoço permitiu-nos reunir alguns dos Comensais Dionisíacos num restaurante próxima da Calçada das Necessidades: fica na Rua das Necessidades, perto do Palácio das Necessidades e chama-se Sal & Brasas.

À entrada existe um cartaz em ardósia com os destaques do menu do dia, mas depois de franqueada a porta temos acesso a uma ementa com uma longa lista de variedades. À vista encontra-se também um grelhador onde são devidamente tratadas as carnes ou peixes requisitados, e que podem também ser escolhidos a partir de uma montra. À esquerda podemos escolher entre duas salas contíguas, uma interior e outra mais próxima da janela, que foi a escolhida apesar de ser destinada a fumadores.

Seduzidos pela opulência das carnes, escolhemos umas costeletas de novilho para partilhar por todos. Acompanhamentos à discrição, entre batatas fritas e esparregado que fomos repetindo à medida que era necessário. Serviço eficaz e satisfatório, qualidade do produto e da confecção irrepreensíveis.

Para acompanhar este pitéu, entre muitas opções escolhemos algo diferente, que ainda não tivéssemos provado. A escolha recaiu num vinho da Quinta do Crasto numa variedade pouco vista: um Crasto Superior de 2010, a um preço inferior a 20 €, o que pesou na escolha.

Foram necessárias duas garrafas, que se degustaram com facilidade e rapidez. O vinho é surpreendentemente fácil de beber, tendo em conta o perfil actual da esmagadora maioria das marcas de tintos do Douro. Apesar duns musculados 14% de álcool, o vinho apresentou-se com uma suavidade e uma elegância inesperadas, uma persistência bem vincada, taninos redondos e pouco marcados, aroma evidente a frutos vermelhos, tudo bem integrado na madeira por onde passa em estágio de 12 meses e que apenas confere alguma complexidade ao vinho, sem se sobrepor ao conjunto.

Sem dúvida uma excelente aposta da Quinta do Crasto, num segmento de mercado que permite aceder a um vinho de qualidade média-alta sem desembolsar uma fortuna. Tudo muito equilibrado, é daqueles vinhos dos quais se pode dizer que têm tudo no sítio certo.

Em resumo, foi um excelente convívio pontuado por uma bela refeição. Aconselha-se a visita particularmente a quem pretenda enveredar pelos grelhados, onde a oferta é boa, grande e variada.

(Nota: esta visita foi realizada durante o ano de 2013)

Kroniketas, enófilo esclarecido

Restaurante: Sal & Brasas
Rua das Necessidades, 18-20
1350 Lisboa
Telef: 213.958.304
Preço médio por refeição: 30 €
Nota (0 a 5): 4

Vinho: Crasto Superior 2010 (T)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Crasto
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Sousão
Preço em hipermercado: 13,50 €
Nota (0 a 10): 8,5

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

No meu copo 147 - Quinta do Crasto 2004

Outro vinho do Douro que eu não compreendo, certamente. Já aqui tive oportunidade de falar da colheita de 2003 e, tal como no anterior, ficou-me outra vez a sensação de “muita parra e pouca uva”. Se existem, ao que se diz, grandes vinhos deste produtor nos topos de gama, na gama chamada “Premium” há bastantes decepções, como é o caso deste. Há por aí dezenas de vinhos pelo mesmo preço infinitamente melhores, mesmo na própria região. A este parece que lhe falta personalidade, um perfil mais definido, não sei bem o que é que ele é.

A Revista de Vinhos de Outubro apresenta um painel de tintos até 10 € onde tece grandes encómios à colheita de 2006 deste vinho, apresentando-o como um “tinto cheio e de grande categoria”, classificando-o com 16 pontos. Na nossa escala de 0 a 10 andaria então por volta dos 8. Mas é que nem pouco mais ou menos, nem pensar! Para mim, este 2004 é um vinho perfeitamente vulgar.

Aliás, há vários anos que eu me deparo com este problema. Tecem-se loas intermináveis aos vinhos do Douro, que são os melhores do país, de categoria internacional, só que custam uma fortuna. Porque para o consumidor normal, que vai a um supermercado fazer as suas compras para compor uma garrafeira com vinhos de alguma qualidade mas não quer deixar lá um ordenado, se opta por esta gama dos vinhos até 10 €, ou mais para baixo, no Douro arrisca-se a apanhar um bom punhado de decepções. Perante isto fico sempre na dúvida: afinal, o que valem verdadeiramente os vinhos do Douro?

Tudo isto, ao fim e ao cabo, para dizer que este Quinta do Crasto 2004, tal como o 2003, não me diz grande coisa, não consigo caracterizá-lo. Tem alguma fruta, um aroma discreto, um ligeiro toque a especiarias no final, mas continua a parecer-me mais um, igual a muitos outros, que não passa da mediania e que não justifica o preço que custa.

Kroniketas, enófilo reservado

Vinho: Quinta do Crasto 2004 (T)
Região: Douro
Produtor: Sociedade Agrícola da Quinta do Crasto
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca
Preço em feira de vinhos: 8,36 €
Nota (0 a 10): 6

sábado, 25 de novembro de 2006

No meu copo 70 - Quinta do Crasto 2003

Eis mais um vinho do Douro que me deixa com dúvidas sobre o que hei-de achar.

À partida a expectativa era alta, mas a impressão ficou aquém do esperado. O aroma é pouco vivo e o ataque na boca pouco pronunciado.

Fazemos girar o vinho pelos cantos da boca à procura dos aromas e dos sabores, mas o vinho aparece algo delgado, algo indefinido.

Depois de deglutir é que se sente o álcool e aparecem os taninos bem presentes, deixando um final prolongado com notas de especiarias.

Em suma, não tenho grande coisa a dizer deste vinho, porque não guardei grandes memórias dele. Mais uma vez deixou-me aquela sensação de... muita parra e pouca uva que acontece com muitos vinhos do Douro quando saímos dos topos de gama.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Quinta do Crasto 2003 (T)
Região: Douro
Produtor: Sociedade Agrícola da Quinta do Crasto
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca
Preço em feira de vinhos: 8,39 €
Nota (0 a 10): 6