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sexta-feira, 21 de junho de 2019

No meu copo 770 - Grandjó Meio Doce 2018

Esta é uma das marcas mais tradicionais da Real Companhia Velha.

Raramente nos temos cruzado com este vinho, que agora é por vezes incluído no lote dos vinhos mais doces de colheita tardia (embora a empresa produza também um Late Harvest desta marca).

Esta versão meio doce fica a meio caminho, com a incorporação de duas castas que lhe conferem o maior teor de açúcar, como o Gewürztraminer e o Moscatel.

Apresenta-se com uma cor citrina clara e brilhante, aromas florais e algum frutado exótico. Na boca a doçura sobressai sem ser enjoativa, apresentando um final suave e delicado.

Não sendo claramente um vinho tradicional de sobremesa, também não é um vinho para a refeição. É preciso escolher as parcerias adequadas em que se equilibre o líquido com os sólidos. Talvez algumas entradas, como patés, ou gelados de fruta sejam boas companhias.

Não é um vinho encantador, mas é agradável dentro do género e tem de ser consumido na ocasião adequada.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Grandjó Meio Doce 2018 (B)
Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Gewürztraminer, Moscatel
Preço em feira de vinhos: 4,27 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 1 de março de 2018

No meu copo 658 - Alcube, Fernão Pires e Moscatel 2015; Quinta de Alcube, Castelão e Cabernet Sauvignon 2013

Localizada na serra da Arrábida, próximo de Azeitão, a Quinta de Alcube é um projecto de dimensão familiar, dedicada à produção de vinhos e queijos, contemplando também uma vertente de enoturismo com três casas rústicas (Casa Moscatel, Casa Castelão e Casa Trincadeira) rodeadas pelo campo.

Até hoje foram escassos os contactos com os vinhos deste produtor, sendo que um amigo permitiu-me degustar um branco e um tinto que tinha em casa.

O branco, produzido com duas castas emblemáticas da região, mostrou-se algo parco de aromas, que se esperavam mais intensos. Embora marcado por alguma doçura e suavidade do Moscatel e com alguma estrutura do Fernão Pires, não é um vinho que se destaque à mesa, acabando por ficar um pouco neutro.

Já o tinto, também com uma casta típica da região no lote, apareceu um pouco mais intenso e estruturado, com notas caramelizadas e compotadas e achocolatadas, com final marcado por alguma especiaria. Leves notas amadeiradas envolvem o conjunto sem se sobrepor em demasia.

O primeiro contacto com um tinto desta casa aconteceu há muitos anos no Encontro com o Vinho e Sabores. Neste caso as expectativas não foram completamente satisfeitas. Aguardemos por novas oportunidades.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Península de Setúbal
Produtor: Quinta de Alcube

Vinho: Alcube, Fernão Pires e Moscatel 2015 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Fernão Pires, Moscatel
Preço: 4,76 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Quinta de Alcube, Castelão e Cabernet Sauvignon 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Castelão, Cabernet Sauvignon
Preço: 7,81 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 29 de novembro de 2016

No meu copo 567 - Planalto Reserva 2015

Um branco todo-o-terreno, de todas as estações e para todos os pratos, um valor seguro, uma aposta garantida. Leve, seco, delicado, elegante, vivo e com estimulante acidez.

Uma escolha que nunca nos desilude. Desta vez foi com bacalhau à lagareiro, e portou-se como gente grande. Não é preciso dizer mais nada.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Planalto Reserva 2015 (B)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Malvasia Fina, Gouveio, Códega, Arinto, Rabigato, Moscatel
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 22 de novembro de 2016

No meu copo 566 - Douro Aveleda branco 2013


Continuamos no Douro, num branco mais simples, produzido pela Aveleda. Já provado anteriormente, mostrou-se meio seco, equilibrado, com corpo médio.

Equilibrado, com boa acidez mas sem ser exuberante. Para momentos e pratos menos exigentes.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Aveleda 2013 (B)
Região: Douro
Produtor: Aveleda Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Gouveio, Malvasia, Moscatel
Preço em feira de vinhos: 3,35 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 25 de agosto de 2015

No meu copo 471 - Brancos do Algarve

Foral de Portimão 2013; Quinta da Penina 2013; Salira 2012; Lagoa Estagiado 2012




Os brancos do Algarve, que tenho provado com maior frequência que os tintos, têm-se revelado mais agradáveis que estes. Dum modo geral apresentam uma frescura e uma acidez que os tornam mais apelativos. Talvez as uvas brancas se adaptem melhor ao clima e aos solos que as tintas. Ou talvez as castas tintas precisem de outro trabalho de viticultura... Quem souber que responda, mas a verdade é que seja pela influência marítima, pelos ventos ou por outra razão qualquer os brancos que tenho provado quase sempre me agradam, e dos tintos poucos o têm conseguido.

Falamos aqui de três brancos, um deles em repetição e que já tinha agradado em duas ocasiões anteriores.

O Foral de Portimão mostrou-se leve, suave, pouco persistente e delgado.

À semelhança do que aconteceu com os tintos, também neste caso o Quinta da Penina, já nosso conhecido, mostrou-se bem melhor que o Foral de Portimão.

O Salira, que já tinha sido objecto de uma tentativa mal sucedida com uma garrafa em más condições, desta vez cumpriu com o exigível. Suave, macio e elegante na boca, com aroma não muito exuberante, persistência média e final fresco. Bom para os meses de Verão e para as refeições de férias.

Finalmente, a versão em branco do Lagoa Estagiado mostrou-se o mais simples de todos. Corpo médio, aroma discreto, algo curto no fim de boca. Qualidade ao nível do preço ou pouco mais.

Em resumo, no panorama dos vinhos algarvios já há opções para vários gostos e vários perfis, bem como para várias bolsas. A região vai-se afirmando e fazendo o seu caminho, embora ainda haja muito para percorrer.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Foral de Portimão 2013 (B)
Região: Algarve (Portimão)
Produtor: Quinta da Penina
Grau alcoólico: 13%
Castas: Arinto, Viognier
Preço em hipermercado: 4,95 €
Nota (0 a 10): 6

Vinho: Quinta da Penina 2013 (B)
Região: Algarve (Portimão)
Produtor: Quinta da Penina
Grau alcoólico: 13%
Castas: Crato Branco, Arinto
Preço em hipermercado: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Salira 2012 (B)
Região: Algarve (Lagoa)
Produtor: Única - Adega Cooperativa do Algarve
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Crato Branco, Moscatel
Preço em hipermercado: 3,39 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Lagoa Estagiado 2012 (B)
Região: Algarve (Lagoa)
Produtor: Única - Adega Cooperativa do Algarve
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: não indicadas
Preço em hipermercado: 1,99 €
Nota (0 a 10): 6

sábado, 13 de abril de 2013

No meu copo 309 - Os novos brancos da Aveleda

Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Loureiro e Alvarinho 2011; Aveleda Colheita Selecionada, Alvarinho 2011; Douro Aveleda 2011


  

Ainda não há muito tempo eu procurava no mercado os Follies da Aveleda baseados em castas como Alvarinho, Loureiro (na região dos vinhos verdes), Chardonnay e Maria Gomes (na Bairrada), pois não são fáceis de encontrar no mercado.

Mas eis que surge uma campanha que anuncia uma nova etapa e novos brancos começam a surgir nas prateleiras com uma nova imagem a enroupar das garrafas. Paralelamente alguns programas televisivos da especialidade ajudam a dar visibilidade aos “novos brancos”. Desde logo a minha atenção se virou primeiro para os verdes, região por excelência onde os brancos da Quinta da Aveleda ganharam nome.

Desta nova era tive oportunidade de provar 3 das novidades mais a norte, deixando para outra ocasião o bairradino “Reserva da Família”, até porque o preço impõe maior contenção na sua compra.

Começando pelo mais barato, o verde feito com Loureiro e Alvarinho segue a linha habitual dos verdes de lote, conseguindo juntar o melhor das duas castas mais conceituadas da região. Vinho leve, fresco, aromático quanto baste, com predominância floral no aroma, muito fácil de beber, o vinho típico de Verão para comidas leves e tempo quente, a dar uma prova muito agradável.

O Alvarinho aparece num patamar acima, com notas tropicais, macio, suave, com corpo e persistência médias. Não é um vinho encantador para entrar na galeria dos grandes Alvarinhos, mas pelo preço que custa é uma excelente aposta para quem quiser provar um Alvarinho pouco dispendioso e com uma relação qualidade preço praticamente imbatível.

Finalmente o branco do Douro. Meio seco, com equilíbrio entre boa acidez, corpo e estrutura, algum floral e alguma mineralidade. Pede pratos de peixe com alguma consistência mas cuidado, nada de exagero nos temperos pois poderão abafar a delicadeza do vinho. Não é um branco para aqueles pratos de bacalhau muito gordos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Produtor: Aveleda Vinhos

Vinho: Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Loureiro e Alvarinho 2011 (B)
Região: Regional Minho
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Loureiro, Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 3,59 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Aveleda Colheita Selecionada, Alvarinho 2011 (B)
Região: Vinhos Verdes
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 4,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Aveleda 2011 (B)
Região: Douro
Grau alcoólico: 12%
Castas: Gouveio, Malvasia, Moscatel
Preço em feira de vinhos: 3,97 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

No meu copo 266 - Periquita branco 2008


Na linha duma certa renovação que a José Maria da Fonseca tem vindo a empreender na sua gama de vinhos, ao clássico Periquita tinto - a marca de vinho mais antiga produzida em Portugal - juntou-se o Periquita rosé e também este Periquita branco, que alarga o portefólio de brancos onde se incluem o Quinta de Camarate seco e doce, o BSE, o Pasmados e mais recentemente um Verdelho monocasta.

O Periquita branco, seguindo uma certa linha da casa, é um vinho eminentemente fresco e com boa acidez, uma certa leveza e boa intensidade aromática, resultando num bom casamento do tradicional Moscatel com o indispensável Arinto, com a frescura e acidez deste a equilibrar a maior doçura daquele.

Um bom branco para acompanhar pratos leves de peixe ou entradas, ou mesmo para funcionar como aperitivo. Mais uma boa aposta do enólogo Domingos Soares Franco, na linha de outras de que falaremos proximamente.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Periquita 2008 (B)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Moscatel, Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,69 €
Nota (0 a 10): 7

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

No meu copo 207 - João Pires 2006; Adega de Pegões, Colheita Seleccionada branco 2006

Continuando na senda dos brancos, voltamos a dois das Terras do Sado da colheita de 2006. Dois clássicos, poderíamos dizer, daqueles que valem sempre a aposta e dos quais sabemos sempre com o que contar.

O João Pires é um dos meus brancos indispensáveis, sempre com aquela leveza e elegância que o caracterizam, muito bem equilibrado em todas as vertentes, de grande frescura e que cai bem com quase tudo e é quase imbatível em tempo quente. Mais uma presença obrigatória na garrafeira.

De Pegões vem o branco Adega de Pegões Colheita Seleccionada, outra aposta segura e com uma relação qualidade/preço absolutamente insuperável. Este, por seu lado, um branco de inverno que neste caso foi consumido ainda com tempo quente mas a acompanhar um prato de bacalhau no forno, com o qual se bateu galhardamente como se esperava. Algumas notas tropicais do Chardonnay e do Antão Vaz apresentam-se bem equilibradas com a acidez que lhe é conferida pelo Arinto. Os seus 14 graus de álcool, a par com uma boa estrutura de boca e final persistente e complexo, ajudados pelo estágio de 4 meses em barricas de carvalho americano com batônnage, fazem dele um bom acompanhante de pratos mais arrojados. É igualmente uma aposta segura por um preço irrisório para o produto que está dentro da garrafa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Terras do Sado

Vinho: João Pires 2006 (B)
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 11%
Casta: Moscatel
Preço em feira de vinhos: 4,85 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Adega de Pegões, Colheita Seleccionada 2006 (B)
Produtor: Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões
Grau alcoólico: 14%
Castas: Chardonnay, Arinto, Pinot Blanc, Antão Vaz
Preço em feira de vinhos: 2,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

No meu copo 194 - Quinta de Camarate branco seco 2007

Não quis deixar de publicar este post antes mesmo de ir de férias, porque há dias tive um excelente e surpreendente reencontro com um velho conhecido que tem andado esquecido por aqui. Um dos brancos da José Maria da Fonseca, numa garrafa de imagem renovada, este Quinta de Camarate branco seco de que pouco se fala parece ter ganho novo fôlego.

Com uma bela cor amarela brilhante e alguma predominância de aromas citrinos não muito pronunciados, tem boa estrutura na boca e um final persistente e refrescante. Vinho muito aromático e suave, frutado e delicado, que combina muito bem a acidez e frescura do Alvarinho, aqui importado para a península de Setúbal, com a doçura do típico Moscatel e com o Verdelho, uma casta em ascensão em várias regiões e que começa a aparecer cada vez mais, a integrar-se bem no lote.

Uma boa experiência de Domingos Soares Franco, pioneiro em muitas inovações enológicas e no estudo aprofundado de castas em Portugal. Já ouviram falar dum rosé feito por ele com uvas de Moscatel Roxo?

Sem dúvida um belíssimo branco para o Verão e para todos os meses do ano. Nestas últimas semanas tenho provado alguns bons brancos, mas a verdade é que este branco seco está num patamar acima. Não há dúvida que os brancos estão em franca retoma e ainda bem, como o Pingus Vinicus já tinha previsto há mais de um ano quando intitulou como Brancos, a vingança?, um post que serviu para o Saca-a-rolha pegar no mote e lançar alguma discussão sobre o tema. Na altura eu não andava muito convencido mas tenho de dar a mão à palmatória, porque a qualidade melhora a olhos vistos e conseguem-se muito bons produtos a preços bastante simpáticos. Parece que os enólogos encontraram o mapa da mina e estão a fazê-los cada vez melhores, aliás tal como os rosés.

O consumidor agradece.

Boas férias para os eno-bloguistas e para todos os enófilos em geral, e boas provas.

Kroniketas, enófilo de malas aviadas para as praias algarvias

Vinho: Quinta de Camarate Seco 2007 (B)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Alvarinho, Moscatel, Verdelho
Preço em hipermercado: 6,44 €
Nota (0 a 10): 8,5


PS: este é mesmo o último post quase antes de me sentar no carro e rumar a Sul. Como sempre, por lá as provas são capazes de ser muitas mas os escritos poucos ou quase nenhuns. Se a oportunidade se proporcionar e a disposição ajudar, pode ser que se vá contando por aqui algumas deambulações gastronómicas. Só que agora o blogger proporciona-nos uma ferramenta que antes não tinha: podemos deixar os posts agendados para publicar quando quisermos mesmo sem lhes mexer. Por isso é possível que apareçam por aqui alguns artigos enquanto eu estou a banhos ou sentado nalguma esplanada... ou quem sabe numa patuscada. Maravilhas da tecnologia...

sábado, 9 de fevereiro de 2008

No meu copo 164 - Albis 2006

Experimentei-o pela primeira vez há dias num restaurante perto de Setúbal com uma caldeirada, e quase me atreveria a dizer que caiu que nem... ginjas! Ou seria, neste caso, que nem uvas?

Pois este Albis, um branco da José Maria da Fonseca mais recente que o conhecidíssimo BSE, foi uma agradável surpresa. Elaborado a partir das castas Moscatel e Arinto, obteve-se aqui um produto muito bem acabado em que se consegue tirar o melhor de cada uma delas: a doçura e suavidade do Moscatel equilibrada com a acidez e secura do Arinto, de que resulta um vinho equilibrado, muito fresco e aromático, com alguns aromas florais, uma certa predominância gustativa a citrinos e alguma acidez a marcar o final.

O grau alcoólico moderado ajuda a torná-lo um vinho muito fácil de beber, que parece calhado para o tempo quente mas que não deslustrou num dia de Inverno marcado pela chuva e bateu-se muito bem com a caldeirada.

Sendo barato, é um daqueles que podem ser recomendados para o dia-a-dia mas também não deve ficar mal com pratos mais elaborados e requintados, pois apresenta alguma elegância. Quanto a mim uma aposta muito bem conseguida de Domingos Soares Franco. Vai para a nossa lista de recomendáveis.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Albis 2006 (B)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Moscatel (82%), Arinto (18%)
Preço em hipermercado: cerca de 3,90 €
Nota (0 a 10): 7,5


Actualização de informação: este vinho deixou entretanto de ser produzido pela José Maria da Fonseca. Com muita pena da nossa parte.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

No meu copo, na minha mesa 133 - João Pires 2005; Restaurante A Grelha (Armação de Pêra)

O jantar de férias da cambada




Uma rara coincidência de presenças no barlavento algarvio permitiu juntar à mesa uma delegação familiar do Grupo Gastrónomo-Etilista “Os Comensais Dionisíacos”, com a presença das respectivas (sim, porque tem de se deixá-las participar de vez em quando, para que elas percebam que quando dizemos que vamos jantar uns com os outros, vamos mesmo jantar uns com os outros...). De Alvor veio o Politikos, de Portimão o Kroniketas, da Senhora da Rocha o Mancha e de Armação de Pêra o Pirata e o Caçador. O bandalho do tuguinho ficou algures entre a capital e a montanha.

Por questões de logística e transporte, o local escolhido foi Armação de Pêra e o restaurante A Grelha, numa rua perpendicular à que passa junto à praia, e onde já abanquei por mais de uma vez. Toda a gente foi para os pratos mais típicos, como o arroz de lingueirão, o bife de atum, cherne grelhado e, no meu caso, uma cataplana de amêijoas com carne de porco a meias com o Politikos. Por sinal estava óptima, em tomatada bem regada de molho apurado. O arroz de lingueirão não encantou, porque embora o arroz estivesse bom o dito lingueirão parecia borracha, enquanto o bife de atum apresentou algumas reservas acerca da genuinidade do animal.

Pelo meio ainda apareceram uns músicos a entreter o pessoal que no fim vieram com um chapéu pedir umas moedas, o que me deu vontade de lhes dizer que daria duas moedas se eles se calassem...

Excelente estava, como sempre, o João Pires de 2005, escolha unânime e que muito bem acompanhou a refeição. Entre todos, marcharam 4 garrafitas bem fresquinhas, mantidas à temperatura adequada dentro do inevitável frappé. Cada vez gosto mais deste vinho, que para mim é uma referência incontornável e está no topo das minhas preferências. Foi o branco de eleição nestas férias e é presença obrigatória nas nossas escolhas.

Ainda se comeram umas sobremesas que não tiveram relevância especial e quase passaram despercebidas no meio da conversa (sim, porque às vezes os sentidos estão mais virados para as pessoas que temos à mesa do que para o que está no prato ou no copo). No final, passeou-se longamente pela marginal e ainda se parou numa esplanada à beira-mar até quase às 2 da manhã. E assim se acabou uma agradável noite algarvia de Agosto...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: João Pires 2005 (B)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca
Grau alcoólico: 11%
Casta: Moscatel
Preço em feira de vinhos: 4,89 €
Nota (0 a 10): 8

Restaurante: A Grelha
Rua do Alentejo, 2
8365 Armação de Pêra
Tel: 282.312.245
Preço médio por refeição: 20 €
Nota (0 a 5): 3,5

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

No meu copo, na minha mesa 78 - João Pires 2004; Vinha da Defesa 2004; Restaurante A Travessa do Rio (Lisboa)



Para o fim-de-ano juntaram-se no restaurante Travessa do Rio, em Benfica, os faltosos do último repasto com esta metade das Krónikas Viníkolas. Tivemos, portanto, a outra metade dos “Comensais Dionisíacos” de regresso ao local do crime, pois foi naquele local que numa noite de Julho de 2000 foi dado o nome ao grupo e elaborados os respectivos estatutos.

Tratando-se de um grupo alargado com outros comensais e mais alguns descendentes, depois de alguns entreténs-de-boca como rissóis, queijos, presunto, ovas e filetes, o pessoal já estava meio jantado quando passámos à ementa. As opções eram variadas e para todos os gostos, mesmo não sendo em número muito elevado. Por consenso entre todos, para 8 adultos e 3 crianças pediram-se 3 doses de filetes de peixe-galo com arroz de marisco e 3 de paleta de cordeiro assada no forno.

Sem ser necessário pedi-lo expressamente, foram servidos primeiro os filetes, que estavam deliciosos assim como o arroz, que veio a acompanhar num prato à parte, malandrinho e de comer e chorar por mais. Rapidamente a minha dose de arroz desapareceu, e o mestre de serviço imediatamente se prontificou a trazer um reforço, mesmo sem eu pedir.

Terminada a função com o peixe, passámos então à carne, que cumpriu o que se esperava. Uns excelentes bocados de cabrito com batatinhas assadas e grelos cozidos, que marcharam até ao fim, embora nesta fase o apetite já fosse desaparecendo, mas perante tão deliciosos pitéus é difícil resistir.

Para acompanhar a refeição pedimos um vinho branco e um tinto. Dados os preços obscenos para o vinho que se continuam a praticar nos restaurantes, cada vez é mais difícil escolher vinhos decentes sem ser por valores indecentes. Mas conseguimos fazer duas boas escolhas, dois vinhos que têm lugar assegurado nas nossas preferências. Para o branco escolheu-se um João Pires, a 9,50 € (preço em feira de vinhos: 4,48 €), por sinal um dos meus brancos preferidos, e para o tinto um Vinha da Defesa, da Herdade do Esporão (que por coincidência foi o vinho bebido há exactamente um ano, na passagem-de-ano anterior), por 14,50 € (preço em feira de vinhos: 6,28 €). Ambos da colheita de 2004.

Como se esperava, estavam os dois excelentes. Já tínhamos feito uma apreciação ao João Pires de 2004. O Vinha da Defesa 2004 tem mais álcool que o de 2003, 14,5%, mostrando um aroma mais exuberante logo de início. Mantém o carácter frutado, com os taninos bem presentes, típicos do Aragonês, mas muito disfarçados por um corpo cheio e um leve toque caramelizado que lhe é dado pelo Castelão. Parece ter melhorado em relação ao de 2003, estar mais apurado, embora quanto a mim continue a verificar-se um excesso de álcool.

Como se aproximava a meia-noite e ainda havia uns doces para degustar em casa com o espumante, abdicámos das sobremesas.

A Travessa do Rio fica num beco entre a Estrada de Benfica e a Avenida Gomes Pereira. A pé pode-se entrar por baixo das arcadas da Estrada de Benfica e está-se imediatamente junto à porta. De carro entra-se pela Avenida Gomes Pereira e vira-se para a Travessa do Rio, a última perpendicular antes da Estrada de Benfica. Foi a minha terceira vista a este restaurante, e esta foi a que mais me agradou em termos de refeição e de serviço. Casa cheia e, apesar de tudo, serviço eficiente, pronto, atencioso. Sempre que faltava algo na mesa (nas entradas, nas bebidas ou no prato) logo alguém se prontificava a trazer mais. O serviço de vinhos não é excepcional mas houve o cuidado de servir o vinho tinto em copos adequados, de pé alto, boca larga e em forma de tulipa para podermos arejar e aspirar o aroma do vinho.

Na conta é que fiquei com dúvidas sobre se tínhamos pago mais do que aquilo que comemos nas entradas, pois não sei se todas as doses foram encetadas. Os preços dos pratos não são suaves, na casa dos 15 € ou mais, mas a qualidade dos mesmos e do serviço compensa largamente. De resto, numa refeição com menos entradas pode-se conseguir pagar um pouco menos. Uma referência a fixar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: João Pires 2004 (B)

Vinho: Vinha da Defesa 2004 (T)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Herdade do Esporão
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Aragonês, Castelão
Preço em feira de vinhos: 6,28 €
Nota (0 a 10): 8

Restaurante: A Travessa do Rio
Travessa do Rio, 6
1500-551 Lisboa
Tel: 21.716.05.43
Preço por refeição: 30 a 35 €
Nota (0 a 5): 5

quinta-feira, 16 de março de 2006

No meu copo 30 - João Pires 2004

Outro vinho branco de excelente qualidade. Este João Pires, feito à base da casta Moscatel da região de Setúbal, é bastante aromático, não muito seco como é característico da casta, com cor citrina e aroma floral, bastante fresco na boca e excelente acompanhante de peixes e mariscos. Foi bebido a acompanhar os filetes de robalo com agrião e resultou na perfeição.
O preço também não desencoraja, pelo que estamos perante outra aposta segura. Mais um a merecer lugar nas nossas escolhas. Juntamente com o Prova Régia, estamos perante os meus dois vinhos brancos preferidos actualmente.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: João Pires 2004 (B)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca
Grau alcoólico: 11%
Casta: Moscatel
Preço em feira de vinhos: 4,89 €
Nota (0 a 10): 8


Foto da garrafa obtida através de motor de busca