Uma visita a um restaurante italiano no Algarve (Bulli & Pupe, Praia da Rocha) proporcionou a oportunidade para provar um vinho italiano. Normalmente nos restaurantes de culinária estrangeira, havendo essa opção, prefiro optar por vinhos do mesmo país.
As opções não costumam ser muitas nem variadas, mas dentro do que havia escolhi um tinto Chianti, um dos mais afamados do país.
Sabe-se como os tintos italianos nos podem reservar todo o tipo de surpresas. Desde os vinhos mais abertos, leves e aguados, a outros mais robustos e encorpados, não conhecendo a fundo os produtores pode-se encontrar um pouco de tudo.
Os Chianti que tenho provado têm-se mostrado, contudo, ao contrário, como foi o caso deste: apresentou-se concentrado, com uma cor granada, encorpado, estruturado, persistente e frutado. Muito longe, portanto, de alguns outros algo deslavados.
Um vinho que se bate bem com pratos de carne bem temperados; estava mesmo a pedir algo como um ossobuco. Mas ficará para outra ocasião. A verdade é que este Chianti Melini agradou perfeitamente, e cumpriu na plenitude a sua função à mesa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Chianti Melini 2014 (T)
Região: Toscana (Itália)
Produtor: Melini - Poggibonsi
Grau alcoólico: 13%
Castas: Sangiovese (75%), outras (25%)
Preço: 8 €
Nota (0 a 10): 7,5
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domingo, 3 de janeiro de 2016
terça-feira, 22 de agosto de 2006
No meu copo, na minha mesa 58 - Pasqua, Trebbiano e Sangiovese; Pizzeria Le Delizie (Ferragudo)
Uma das deambulações de férias trouxe-me a um local onde tinha estado há 2 anos, mas do qual não tinha guardado referências. Agora voltámos ao “local do crime” para recuperar impressões.
Trata-se dum restaurante italiano denominado “Le Delizie”, situado em Ferragudo, do outro lado do rio Arade. Para quem sai de Portimão pela ponte velha, junto ao cais, vira-se à direita no cruzamento para Ferragudo, estaciona-se (se se conseguir) na praça central da povoação, entra-se pelo largo e segue-se por uma ruela à direita. Uns 30 ou 40 metros à frente encontramos o dito restaurante.
O espaço não é muito amplo mas é acolhedor. Na época de verão convém marcar mesa senão é difícil arranjar lugar.
Embora o nome do restaurante indique “Pizzeria”, este é muito mais que uma simples pizzaria (aliás, se assim não fosse eu nem perdia tempo a ir lá, porque pizza é coisa que não me passa pelo estreito e acho o maior desperdício estar a perder tempo e dinheiro num restaurante para comer coisa tão desinteressante...). A oferta é variada em termos de massas e pastas, e é por aí que se deve seguir.
No grupo presente (4 adultos e 3 crianças) escolheu-se o “4 Crostino misto” para entrada. Eram umas tostas do tipo pão-de-alho com várias guarnições por cima. Provei 3 e só uma não consegui engolir, parece que era de anchovas. As outras eram óptimas.
Nos pratos, para além duma inevitável pizza-não-sei-de-quê (de que aliás sobraram 5 das 6 fatias...), escolhemos o “Ravioli al funghi porcini”, uma “Gratinata no forno com molho bolonhesa”, uma “Carbonara” e uma “Paglia e Fieno”. Como se vê, bem diferentes das tradicionais pizzas, lasagnas e esparguete à bolonhesa.
A “Gratinata no forno” é um prato de massa gratinada com molho bolonhesa que calha sempre bem (3ª foto). O “Ravioli al funghi porcini”, com cogumelos, também estava saboroso. A Carbonara (esparguete, natas e bacon) não tem muito de novo mas come-se bem. Mas a surpresa da noite, escolhida já à última, foi a “Paglia e Fieno” (4ª foto), com os espinafres a fazerem a diferença no panorama geral e desenjoando das natas e dos molhos.
Para finalizar apenas se pediu um magnífico crepe com gelado de chocolate e chantilly, que nunca deixa ninguém ficar mal (5ª foto)!
Para os líquidos, os adultos escolheram os dois vinhos italianos da casa, um branco e um tinto, ambos da Sicília. O branco, de nome Pasqua Trebbiano, de 2005, estava na linha de muitos brancos que temos por cá, um pouco vulgar. Algum aroma floral mas pouco elegante na prova de boca. Poderá safar-se se estiver bem fresco, mas não é vinho para encantar.
O tinto, Pasqua Sangiovese, também está na linha dos tintos italianos vulgares, com aquele aspecto meio aguado que os caracteriza, muito longe do corpo e da estrutura pujante dos tintos portugueses. É mesmo um vinho adequado para comida italiana, embora um Mateus Rosé não ficasse pior.
Em suma, nenhum deles era nada de especial, mas pelo preço que custaram (8 €) não se podia esperar mais. Há outras escolhas na carta de vinhos, como Chianti, o Lambrusco ou o Valpolicella, com preços na ordem dos 15, 20 e até 30 €, que talvez experimentemos noutra visita. Porque este é, sem dúvida, um local a revisitar. Para uma boa refeição à italiana vale a pena ir a Ferragudo. Foi a segunda vez que estive no local e pretendo voltar. O atendimento é simpático e o ambiente descontraído. Ou seja, sentimo-nos bem e comemos bem. É o que se deseja.
Uma referência a anotar no panorama medíocre dos restaurantes para turistas no Verão.
Kroniketas, enófilo veraneante
Vinho: Pasqua, Trebbiano 2005 (B)
Região: Sicília (Itália)
Casta: Trebbiano
Nota (0 a 10): 5,5
Vinho: Pasqua, Sangiovese 2005 (T)
Região: Sicília (Itália)
Casta: Sangiovese
Nota (0 a 10): 6
Restaurante: Pizzeria Le Delizie (italiano)
Rua Vasco da Gama, 25
8400 Ferragudo
Tel: 282.461.868
Preço médio por refeição: 12,5-15 €
Nota (0 a 5): 4,5
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