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sexta-feira, 7 de junho de 2019

No meu copo 766 - Vale Barqueiros Reserva tinto 2015

Voltamos à Herdade de Vale Barqueiros, agora para provar o Reserva tinto.

Como o próprio nome indica, este vinho está num patamar acima dos Colheita Seleccionada provados anteriormente, sendo marcado sobretudo pela estrutura e robustez.

No nariz apresenta notas compotadas e de especiarias, com algum fruto maduro. Na boca é encorpado, persistente e longo.

O elevado grau alcoólico é compensado pelos taninos redondos e maduros.

Um produto muito interessante, que valerá a pena provar novamente em tempo mais frio e com pratos mais invernais, pois todo o seu perfil aponta para ser um vinho de inverno.

Pratos de caça poderão ser um desafio muito interessante.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Vale Barqueiros Reserva 2015 (T)
Região: Alentejo (Alter do Chão)
Produtor: Sociedade Agrícola de Vale Barqueiros
Grau alcoólico: 15%
Castas: Cabernet Sauvignon (55%), Syrah (25%), Alicante Bouschet (20%)
Preço: 11,70 €
Nota (0 a 10): 8

segunda-feira, 20 de maio de 2019

No meu copo 761 - Vale Barqueiros: Colheita Seleccionada tinto 2015; Colheita Seleccionada branco 2017

Produzidos em Alter do Chão, os vinhos Vale Barqueiros tiveram altos e baixos, com períodos de algum destaque e outros de quase desaparecimento.

Redescobri-os no recente evento Alentejo em Lisboa, e de imediato me atraíram. Agora tive oportunidade de provar em casa o tinto e o branco Colheita Seleccionada.

Este tinto é um vinho muito elegante e suave, mostrando aquele lado mais delicado do Alentejo, que se encontra principalmente nas zonas mais altas. De cor rubi e aroma delicado com notas de frutos silvestres, com ligeiras nuances de madeira muito bem integrada. Na boca é suave e redondo, com final elegante e delicado.

Torna-se um vinho guloso que se bebe com facilidade e prazer. Boa relação qualidade-preço que justifica mais uma entrada nas nossas escolhas.

Quanto ao branco, apresenta uma cor citrina aberta, prima também pela elegância e suavidade, primando por notas frutadas cítricas com algumas nuances e frutos do pomar. Leve na prova de boca, com uma boa acidez que realça o fim de boca.

Dois vinhos muito agradáveis. Difícil é não gostar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Alter do Chão)
Produtor: Sociedade Agrícola de Vale Barqueiros

Vinho: Vale Barqueiros Colheita Seleccionada 2015 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Aragonês, Syrah, Trincadeira, Cabernet Sauvignon
Preço: 7,30 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Vale Barqueiros Colheita Seleccionada 2017 (B)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz
Preço: 7,30 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

No meu copo 503 - Vale Barqueiros Limited Edition Garrafeira 2007

A Herdade de Vale Barqueiros está situada na freguesia de Seda, concelho de Alter do Chão, a cerca de 30 km da capital de distrito, Portalegre.

A propriedade é composta por 122ha de vinha, 330ha de olival e uma área florestal composta por sobreiros e pinheiros mansos.

Os vinhos Vale Barqueiros não são dos mais fáceis de encontrar no mercado, apesar de serem normalmente bem conceituados. Das poucas vezes que tive oportunidade de provar estes vinhos fiquei muito bem impressionado pela sua estrutura e corpo, mas há muitos anos que não tinha oportunidade de provar nenhum. Recentemente, através de uma promoção recebida via Internet tive oportunidade de adquirir esta garrafa, cujo anúncio me despertou a atenção.

Elaborado a partir das castas Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet e Touriga Nacional, sob a batuta de Paulo Laureano, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês, seguido de um ano em garrafa. Apresenta uma cor granada e mostra-se elegante, estruturado com taninos suaves, aromas de compota e frutos silvestres, com algumas notas de especiarias no final, longo e persistente.

Um vinho de qualidade inquestionável, embora talvez o preço seja algo elevado. Tendo em conta que custa o mesmo que o Esporão Reserva, a comparação é problemática.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Vale Barqueiros Limited Edition Garrafeira 2007 (T)
Região: Alentejo (Alter do Chão - Portalegre)
Produtor: Sociedade Agrícola de Vale Barqueiros
Grau alcoólico: 14%
Castas: Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet, Touriga Nacional
Preço: 14,98 €
Nota (0 a 10): 8

segunda-feira, 10 de março de 2008

Krónikas do Alto Alentejo (XV)

No meu copo, na minha mesa 168 - Gloria Reynolds 2004; Vale Barqueiros Reserva 2005; Rolo Grelhados do Norte Alentejano (Cabeço de Vide)





Já na recta final da minha permanência por terras de Portalegre, tenho feito algumas incursões por fora. A primeira levou-me às termas de Cabeço de Vide, perto de Fronteira, cerca de 20 km para sul de Portalegre, ao encontro do restaurante Rolo Grill, que antes se localizava no coração da cidade, no local onde agora se situa o Cobre, que foi a minha primeira visita desde que aqui assentei arraiais. Usando um antigo edifício de servia de armazém à estação de comboios, o sr. Rolo estabeleceu aqui as novas instalações para o seu restaurante, onde dispõe duma enorme sala em que cabem as mesas, as prateleiras com vinhos a toda a volta da sala e, ao fundo da mesma, o grelhador onde o próprio dono cozinha os grelhados, a especialidade da casa.

Nesta primeira visita que fiz ao local, não escolhi vinhos nem ementa: o sr. Rolo tratou de sugerir o que se iria comer e beber. Para três pessoas, preparou uma lombeta de porco grelhada, uma espetada de novinho e um naco de novilho. Antes disso ainda nos fomos entretendo com algumas entradas quentes e frias num prato rotativo, que já davam para aconchegar os estômagos.

Mas quando chegaram os grelhados, ficámos esmagados pela qualidade. Comecei pela lombeta de porco, que estava tão tenra que quase se desfazia ao cortar. Passei para a espetada de novilho, que ao contrário do que acontece com a maioria das espetadas em que se apanha a carne seca e mais para o rijo, estava muito tenra e suculenta.

Terminei com o naco de novilho, mal passado como se impõe, tenro, delicioso. Fiquei a pensar que talvez tenha sido o melhor bocado de carne de novilho que já comi. Aliás, o mesmo se aplica aos anteriores. Não me lembro de ter encontrado pratos de carne tão boa em algum local. Memorável e talvez irrepetível.

Para sobremesas tivemos acesso a um buffet onde se podia escolher entre vários doces tradicionais, entre os quais leite-creme, encharcada e sericaia.

O serviço é altamente eficiente, se bem que tratava-se de uma noite chuvosa de semana e só duas mesas estavam ocupadas. Ficou por saber como será em ocasiões de maior afluência, mas para já a impressão foi a melhor. Em suma, uma refeição soberba e um restaurante que merece figurar, de caras, na galeria dos melhores do país. Nem que tenha de me deslocar de propósito quando já não estiver por cá, mas hei-de voltar.

Quanto aos vinhos sugeridos pelo sr. Rolo, fomos para duas estreias, ambas da região: um Gloria Reynolds 2004, um vinho bastante conceituado por estas bandas, e depois um Vale Barqueiros Reserva 2005. Gostei mais do primeiro que do segundo, embora nenhum me tenha enchido as medidas.

O Gloria Reynolds 2004 apresentou-se mais suave e equilibrado, com uma cor rubi carregada, algum frutado na boca no primeiro ataque evoluindo depois para alguma predominância a especiarias. Dando-lhe algum tempo começam a sobressair os taninos que conferem alguma consistência ao conjunto sem contudo imporem a sua presença em demasia. É um vinho que precisa de algum tempo para se mostrar, tornando-se mais persistente quando se procuram as segundas e terceiras impressões.

Já o Vale Barqueiros Reserva 2005, um lançamento mais recente da casa, pareceu ir atrás dos ditames da moda, sendo mais um daqueles vinhos em que tudo é álcool, fruta e taninos a abafarem tudo o resto. Talvez mais alguns anos de garrafa o amaciem, mas para já achei-o algo desequilibrado e cansativo. Aliás, os 15 graus de álcool não enganam, e se é preciso um bom trabalho de enologia para que um vinho destes se torne agradável de beber, parece-me que neste caso o resultado da batuta de Paulo Laureano não foi muito bem conseguido. Já aqui o disse por mais de uma vez, para mim a mania do excesso de álcool já deu o que tinha a dar e não contem comigo para suportar essa moda.

Kroniketas, enófilo viajante

Vinho: Gloria Reynolds 2004 (T)
Região: Alentejo (Arronches - Portalegre)
Produtor: Julian Cuellar Reynolds
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Vale Barqueiros Reserva 2005 (T)
Região: Alentejo (Alter do Chão - Portalegre)
Produtor: Sociedade Agrícola Vale de Barqueiros
Grau alcoólico: 15%
Castas: Trincadeira, Alicante Bouschet
Nota (0 a 10): 6

Restaurante: Rolo Grelhados do Norte Alentejano
Sítio da Estação - Cabeço de Vide
Telef: 245.638.030
Preço por refeição: 30 €
Nota (0 a 5): 5