Os vinhos da Quinta de La Rosa não têm sido presença assídua nas nossas mesas. Na realidade, os contactos mais a fundo deram-se aquando do Festival de Vinhos do Douro Superior de 2016 e posteriormente num jantar com o enólogo Jorge Moreira na Casa do Bacalhau, onde desfilaram quer alguns dos seus vinhos com marca própria (como o Poeira), quer aqueles que elabora nesta quinta de Tim e Sophia Bergqvist.
Tive agora oportunidade de provar um La Rosa branco da colheita mais recente. Foi uma excelente revelação, porque o vinho mostrou-se de elevada qualidade. Não é que isso surpreenda nos vinhos em que o enólogo intervém (veja-se também o caso de sucesso da Real Companhia Velha), mas este ultrapassou o que à partida se esperava.
Logo no primeiro contacto, um aroma vinoso e frutado intenso, com algumas notas minerais. Na boca mostra grande vivacidade, boa amplitude e estrutura, tudo envolvido por uma bela acidez que o torna algo “irrequieto”.
Um final de boca elegante volta a fazer sobressair as notas minerais e uma acidez crocante que traz vivacidade e persistência.
Adequa-se muito bem a pratos requintados de peixe mas bem temperados, sendo que a primeira prova foi efectuada com choquinhos fritos em azeite e alho, em que fez uma bela parceria.
Uma bela revelação que, pela relação qualidade-preço, é mais uma entrada para a nossa lista de sugestões.
Muito bem conseguido!
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: La Rosa 2018 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta da Rosa Vinhos
Grau alcoólico: 12,5
Castas: Viosinho (55%), Rabigato, Gouveio, Códega do Larinho
Preço em feira de vinhos: 7,45 €
Nota (0 a 10): 8
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sábado, 27 de julho de 2019
sexta-feira, 12 de julho de 2019
No meu copo 776 - Couquinho Superior branco 2018
Eis uma novidade absoluta à mesa. Um vinho branco do Douro que me chegou por meio de mão amiga e que se mostrou bastante simpático.
De cor clara a tender para o limonado, no nariz apresenta notas florais a par com algum citrino.
Não muito estruturado, na boca é relativamente aberto embora apresentando algum volume e persistência, com acidez equilibrada e bem marcada.
No final apresenta-se elegante, com bom comprimento e alguma delicadeza.
Foi experimentado com vários pratos, e aquele com que casou melhor foi com uma pescada dourada (uma espécie de molho de fricassé mas com peixe em vez de frango). É portanto um vinho tendencialmente mais vocacionada para pratos de peixe delicados e com algum requinte.
Como primeira experiência, ficou bastante bem na prova.
Enologia de João Brito e Cunha e Vítor Rabaçal.
Obrigado à Filipa Trigo pela oferta do vinho.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Couquinho Superior 2018 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Couquinho - Sociedade Agrícola
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Gouveio
Preço: cerca de 10 €
Nota (0 a 10): 8
De cor clara a tender para o limonado, no nariz apresenta notas florais a par com algum citrino.
Não muito estruturado, na boca é relativamente aberto embora apresentando algum volume e persistência, com acidez equilibrada e bem marcada.
No final apresenta-se elegante, com bom comprimento e alguma delicadeza.
Foi experimentado com vários pratos, e aquele com que casou melhor foi com uma pescada dourada (uma espécie de molho de fricassé mas com peixe em vez de frango). É portanto um vinho tendencialmente mais vocacionada para pratos de peixe delicados e com algum requinte.
Como primeira experiência, ficou bastante bem na prova.
Enologia de João Brito e Cunha e Vítor Rabaçal.
Obrigado à Filipa Trigo pela oferta do vinho.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Couquinho Superior 2018 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Couquinho - Sociedade Agrícola
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Gouveio
Preço: cerca de 10 €
Nota (0 a 10): 8
sexta-feira, 21 de junho de 2019
No meu copo 770 - Grandjó Meio Doce 2018
Esta é uma das marcas mais tradicionais da Real Companhia Velha.
Raramente nos temos cruzado com este vinho, que agora é por vezes incluído no lote dos vinhos mais doces de colheita tardia (embora a empresa produza também um Late Harvest desta marca).
Esta versão meio doce fica a meio caminho, com a incorporação de duas castas que lhe conferem o maior teor de açúcar, como o Gewürztraminer e o Moscatel.
Apresenta-se com uma cor citrina clara e brilhante, aromas florais e algum frutado exótico. Na boca a doçura sobressai sem ser enjoativa, apresentando um final suave e delicado.
Não sendo claramente um vinho tradicional de sobremesa, também não é um vinho para a refeição. É preciso escolher as parcerias adequadas em que se equilibre o líquido com os sólidos. Talvez algumas entradas, como patés, ou gelados de fruta sejam boas companhias.
Não é um vinho encantador, mas é agradável dentro do género e tem de ser consumido na ocasião adequada.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Grandjó Meio Doce 2018 (B)
Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Gewürztraminer, Moscatel
Preço em feira de vinhos: 4,27 €
Nota (0 a 10): 7,5
Raramente nos temos cruzado com este vinho, que agora é por vezes incluído no lote dos vinhos mais doces de colheita tardia (embora a empresa produza também um Late Harvest desta marca).
Esta versão meio doce fica a meio caminho, com a incorporação de duas castas que lhe conferem o maior teor de açúcar, como o Gewürztraminer e o Moscatel.
Apresenta-se com uma cor citrina clara e brilhante, aromas florais e algum frutado exótico. Na boca a doçura sobressai sem ser enjoativa, apresentando um final suave e delicado.
Não sendo claramente um vinho tradicional de sobremesa, também não é um vinho para a refeição. É preciso escolher as parcerias adequadas em que se equilibre o líquido com os sólidos. Talvez algumas entradas, como patés, ou gelados de fruta sejam boas companhias.
Não é um vinho encantador, mas é agradável dentro do género e tem de ser consumido na ocasião adequada.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Grandjó Meio Doce 2018 (B)
Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Gewürztraminer, Moscatel
Preço em feira de vinhos: 4,27 €
Nota (0 a 10): 7,5
domingo, 10 de fevereiro de 2019
No meu copo 737 - Colinas do Douro Superior branco 2016
Tive oportunidade de conhecer este vinho elaborado no Douro Superior, na zona de Figueira de Castelo Rodrigo, bebendo-o a copo num almoço durante a semana, a acompanhar umas pataniscas de bacalhau com arroz de feijão.
Mostrou-se um vinho leve e ligeiro, aberto na cor, suave no aroma com algumas notas cítricas. Na boca mostra frescura com alguma mineralidade, com acidez viva e final elegante. Para primeiro contacto, agradou. Beba-se com pratos de peixe não muito exigentes.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Colinas do Douro Superior 2016 (B)
Região: Douro
Produtor: Colinas do Douro - Sociedade Agrícola
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Rabigato
Preço: 5,35 €
Nota (0 a 10): 7,5
Mostrou-se um vinho leve e ligeiro, aberto na cor, suave no aroma com algumas notas cítricas. Na boca mostra frescura com alguma mineralidade, com acidez viva e final elegante. Para primeiro contacto, agradou. Beba-se com pratos de peixe não muito exigentes.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Colinas do Douro Superior 2016 (B)
Região: Douro
Produtor: Colinas do Douro - Sociedade Agrícola
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Rabigato
Preço: 5,35 €
Nota (0 a 10): 7,5
terça-feira, 25 de setembro de 2018
No meu copo 701 - Duas Quintas Reserva branco 2017; Duas Quintas Celebração - Quinta de Ervamoira
Mantendo a mesma tradição dos posts centenários, iniciamos mais uma centena de posts de provas com dois grandes vinhos dum grande produtor. Não são novidades, mas são novas provas.
O Duas Quintas Reserva branco tinha sido provado já durante este ano, numa prova algo prejudicada pelo excessivo tempo de espera. O vinho já apresentava um perfil que não foi do nosso maior agrado.
Agora provámos esta colheita de 2017, acabadinha de chegar ao mercado. Mantendo a filosofia que deu origem à marca Duas Quintas já no longínquo ano de 1990 (mistura de uvas de terreno xistoso em baixa altitude e boa maturação na Quinta de Ervamoira, e de terreno granítico em altitude na Quinta dos Bons Ares), aqui sim, o vinho mostrou tudo aquilo que se espera dele.
Muito boa acidez, estrutura e intensidade aromática. Persistente e com final longo, mostra-se um excelente parceiro para a mesa que se adequa quer a pratos de peixe quer de carne, pois a sua estrutura permite-lhe bater-se quase com qualquer prato bem temperado e com robustez. Pode ser bom para envelhecer, mas parece-nos que é na juventude que se tira dele o melhor partido.
Já o Duas Quintas Celebração, de que tinha sido provado um exemplar único, foi adquirido numa dessas oportunidades que surgem de vez em quando nas garrafeiras com vinhos antigos. Em boa hora o fizemos, pois o vinho não perdeu nada em relação à prova anterior. Mantém-se um vinho de grande elegância e com grande personalidade, boa estrutura e persistência, já não com as notas frutadas tão em evidência mas com aromas mais complexos. Vale a pena repeti-lo uma vez e outra.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto
Vinho: Duas Quintas Reserva 2017 (B)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Rabigato, Arinto, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 14,11 €
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Duas Quintas Celebração - Quinta de Ervamoira (T) (sem data de colheita)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: não indicadas
Preço: 14,50 €
Nota (0 a 10): 8,5
O Duas Quintas Reserva branco tinha sido provado já durante este ano, numa prova algo prejudicada pelo excessivo tempo de espera. O vinho já apresentava um perfil que não foi do nosso maior agrado.
Agora provámos esta colheita de 2017, acabadinha de chegar ao mercado. Mantendo a filosofia que deu origem à marca Duas Quintas já no longínquo ano de 1990 (mistura de uvas de terreno xistoso em baixa altitude e boa maturação na Quinta de Ervamoira, e de terreno granítico em altitude na Quinta dos Bons Ares), aqui sim, o vinho mostrou tudo aquilo que se espera dele.
Muito boa acidez, estrutura e intensidade aromática. Persistente e com final longo, mostra-se um excelente parceiro para a mesa que se adequa quer a pratos de peixe quer de carne, pois a sua estrutura permite-lhe bater-se quase com qualquer prato bem temperado e com robustez. Pode ser bom para envelhecer, mas parece-nos que é na juventude que se tira dele o melhor partido.
Já o Duas Quintas Celebração, de que tinha sido provado um exemplar único, foi adquirido numa dessas oportunidades que surgem de vez em quando nas garrafeiras com vinhos antigos. Em boa hora o fizemos, pois o vinho não perdeu nada em relação à prova anterior. Mantém-se um vinho de grande elegância e com grande personalidade, boa estrutura e persistência, já não com as notas frutadas tão em evidência mas com aromas mais complexos. Vale a pena repeti-lo uma vez e outra.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto
Vinho: Duas Quintas Reserva 2017 (B)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Rabigato, Arinto, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 14,11 €
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Duas Quintas Celebração - Quinta de Ervamoira (T) (sem data de colheita)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: não indicadas
Preço: 14,50 €
Nota (0 a 10): 8,5
segunda-feira, 16 de julho de 2018
No meu copo 686 - Dory Reserva tinto 2013; Dory branco 2015
A região vitivinícola de Lisboa movimenta-se.
Por toda a extensa área aparecem produtores com vinhos de qualidade e ganham o seu espaço no mercado. Nomes como AdegaMãe, Casa Santos Lima, Companhia Agrícola do Sanguinhal, Enoport, Quinta do Monte d’Oiro, Quinta de Chocapalha, Quinta de Pancas, Quinta do Gradil, Quinta de Sant´Ana do Gradil, Wine Ventures, são alguns dos que se destacam no actual panorama com vinhos de qualidade e que deixaram definitivamente para trás a era do vinho a granel, muito e mau.
Hoje falamos pela primeira vez dum dos produtores mais recentes entre os referidos. A AdegaMãe surgiu próximo de Torres Vedras, na freguesia da Ventosa, pela mão do grupo Riberalves, dispondo de 30 hectares de vinha e uma capacidade de produção de 1,2 milhões de litros por ano.
Uma das suas marcas de destaque é esta, Dory. Composta por várias referências, tivemos oportunidade de provar recentemente o colheita branco e o Reserva tinto.
Sendo dois vinhos substancialmente diferentes no preço, o mesmo se verifica na qualidade. O Reserva tinto 2013 apresenta-se pujante, com aroma vinoso e alguma salinidade a fazer lembrar o ar atlântico, com notas de fruta madura. Na cor apresenta-se carregado e compacto, e na boca mostra uma estrutura envolvente, persistente e arredondada, com final fresco, intenso e longo. Muito bem no estado de evolução, mostrou estar num ponto óptimo de consumo com pratos de carne bem temperados e algo desafiantes.
O branco 2015, pelo contrário, mostrando a acidez e frescura habituais por estas paragens da Estremadura, apresentou-se delgado e de corpo, com aroma discreto, corpo médio e final suave mas curto. Nada de surpreendente dada a diferença de patamar entre os dois vinhos provados.
Dito isto, há que experimentar as alternativas, e investir no branco Reserva. A julgar pelo tinto, promete.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Lisboa (Torres Vedras)
Produtor: AdegaMãe, Soc. Agrícola
Vinho: Dory Reserva 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot
Preço em feira de vinhos: 9,45 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Dory 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Alvarinho, Arinto, Viognier
Preço em feira de vinhos: 2,99 €
Nota (0 a 10): 7
Por toda a extensa área aparecem produtores com vinhos de qualidade e ganham o seu espaço no mercado. Nomes como AdegaMãe, Casa Santos Lima, Companhia Agrícola do Sanguinhal, Enoport, Quinta do Monte d’Oiro, Quinta de Chocapalha, Quinta de Pancas, Quinta do Gradil, Quinta de Sant´Ana do Gradil, Wine Ventures, são alguns dos que se destacam no actual panorama com vinhos de qualidade e que deixaram definitivamente para trás a era do vinho a granel, muito e mau.
Hoje falamos pela primeira vez dum dos produtores mais recentes entre os referidos. A AdegaMãe surgiu próximo de Torres Vedras, na freguesia da Ventosa, pela mão do grupo Riberalves, dispondo de 30 hectares de vinha e uma capacidade de produção de 1,2 milhões de litros por ano.
Uma das suas marcas de destaque é esta, Dory. Composta por várias referências, tivemos oportunidade de provar recentemente o colheita branco e o Reserva tinto.
Sendo dois vinhos substancialmente diferentes no preço, o mesmo se verifica na qualidade. O Reserva tinto 2013 apresenta-se pujante, com aroma vinoso e alguma salinidade a fazer lembrar o ar atlântico, com notas de fruta madura. Na cor apresenta-se carregado e compacto, e na boca mostra uma estrutura envolvente, persistente e arredondada, com final fresco, intenso e longo. Muito bem no estado de evolução, mostrou estar num ponto óptimo de consumo com pratos de carne bem temperados e algo desafiantes.
O branco 2015, pelo contrário, mostrando a acidez e frescura habituais por estas paragens da Estremadura, apresentou-se delgado e de corpo, com aroma discreto, corpo médio e final suave mas curto. Nada de surpreendente dada a diferença de patamar entre os dois vinhos provados.
Dito isto, há que experimentar as alternativas, e investir no branco Reserva. A julgar pelo tinto, promete.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Lisboa (Torres Vedras)
Produtor: AdegaMãe, Soc. Agrícola
Vinho: Dory Reserva 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot
Preço em feira de vinhos: 9,45 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Dory 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Alvarinho, Arinto, Viognier
Preço em feira de vinhos: 2,99 €
Nota (0 a 10): 7
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Touriga Nacional,
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Viosinho
sexta-feira, 13 de julho de 2018
No meu copo 685 - Pouca Roupa branco 2017
Continuamos no Alentejo e no universo João Portugal Ramos, com mais uma oferta gentilmente enviada pelo produtor.
Trata-se da mais recente colheita do Pouca Roupa branco, um vinho que tem vindo a melhorar e que parece ter atingido nesta versão de 2017 o ponto óptimo.
Bastante fresco e aromático, boa estrutura e final intenso e vibrante. Equilibrado na prova de boca, com notas de frutos cítricos e tropicais, medianamente seco.
Um vinho cujo nome casa perfeitamente com a época do ano que se quer com menos roupagem. Muito bem para o patamar em que se encontra, tem tudo para ganhar pontos nas preferências dos consumidores.
Este é mais um belo exemplo de como na planície alentejana se podem fazer belíssimos vinhos brancos que enganam o calor do interior. Sob o lema “Vista o Verão com Pouca Roupa”, a empresa aposta nesta gama para a época estival, lembrando que “O vinho Pouca Roupa é trendy, irreverente, ousado e obrigatório num jantar entre amigos. Na versão “branco” ideal para pratos de peixe, mariscos, carnes brancas ou pastas; na versão “rosé” um must para aperitivos ou culinária oriental.”
Entra para a nossa lista de sugestões.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Pouca Roupa 2017 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em hipermercado: 3,85 €
Nota (0 a 10): 7,5
Foto da garrafa obtida no site do produtor
Trata-se da mais recente colheita do Pouca Roupa branco, um vinho que tem vindo a melhorar e que parece ter atingido nesta versão de 2017 o ponto óptimo.
Bastante fresco e aromático, boa estrutura e final intenso e vibrante. Equilibrado na prova de boca, com notas de frutos cítricos e tropicais, medianamente seco.
Um vinho cujo nome casa perfeitamente com a época do ano que se quer com menos roupagem. Muito bem para o patamar em que se encontra, tem tudo para ganhar pontos nas preferências dos consumidores.
Este é mais um belo exemplo de como na planície alentejana se podem fazer belíssimos vinhos brancos que enganam o calor do interior. Sob o lema “Vista o Verão com Pouca Roupa”, a empresa aposta nesta gama para a época estival, lembrando que “O vinho Pouca Roupa é trendy, irreverente, ousado e obrigatório num jantar entre amigos. Na versão “branco” ideal para pratos de peixe, mariscos, carnes brancas ou pastas; na versão “rosé” um must para aperitivos ou culinária oriental.”
Entra para a nossa lista de sugestões.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Pouca Roupa 2017 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em hipermercado: 3,85 €
Nota (0 a 10): 7,5
Foto da garrafa obtida no site do produtor
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
No meu copo 653 - Duas Quintas Reserva branco 2010
Foi demasiado tempo à espera. Este vinho foi adquirido em Setembro de 2013 e só agora, finalmente, decidimos bebê-lo. Tarde demais para tirar dele todo o partido.
A cor, dum amarelo quase de mel, já indiciava uma evolução acentuada. No nariz mostrou alguma mineralidade mas perdeu boa parte dos aromas a fruta. A acidez está lá, bem presente, a manter o vinho bem vivo na boca e persistente no final, com algumas notas a lembrar glicerina. Perdeu-se alguma frescura, ganhando-se em elegância.
Nesta fase, as notas de madeira – onde fermentou e posteriormente estagiou sobre borras finas durante 7 meses – já quase desapareceram, embora ainda se pressintam nos aromas mais voláteis.
Enfim, esperávamos um belo vinho, que não deixa de ser. Branco de guarda? Talvez, mas não justifica ser guardado tanto tempo para tirar dele todo o partido. Faltou-lhe a juventude que deixámos escapar. Requer-se uma nova investida para provar uma colheita no tempo certo.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Duas Quintas Reserva 2010 (B)
Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto
Grau alcoólico: 13%
Castas: Rabigato (50%), Arinto (20%), Viosinho (20%), Folgazão (10%)
Preço em feira de vinhos: 14,11 €
Nota (0 a 10): 8
A cor, dum amarelo quase de mel, já indiciava uma evolução acentuada. No nariz mostrou alguma mineralidade mas perdeu boa parte dos aromas a fruta. A acidez está lá, bem presente, a manter o vinho bem vivo na boca e persistente no final, com algumas notas a lembrar glicerina. Perdeu-se alguma frescura, ganhando-se em elegância.
Nesta fase, as notas de madeira – onde fermentou e posteriormente estagiou sobre borras finas durante 7 meses – já quase desapareceram, embora ainda se pressintam nos aromas mais voláteis.
Enfim, esperávamos um belo vinho, que não deixa de ser. Branco de guarda? Talvez, mas não justifica ser guardado tanto tempo para tirar dele todo o partido. Faltou-lhe a juventude que deixámos escapar. Requer-se uma nova investida para provar uma colheita no tempo certo.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Duas Quintas Reserva 2010 (B)
Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto
Grau alcoólico: 13%
Castas: Rabigato (50%), Arinto (20%), Viosinho (20%), Folgazão (10%)
Preço em feira de vinhos: 14,11 €
Nota (0 a 10): 8
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
No meu copo 621 - Crasto Superior branco 2014
Mais um belo branco do Douro, proveniente das vinhas localizadas no Douro Superior na Quinta da Cabreira, próximo de Castelo Melhor, que tivemos oportunidade de visitar por ocasião do Festival de Vinho do Douro Superior de 2016.
Esta garrafa foi oferecida pela empresa nessa ocasião, e houve agora oportunidade de provar o vinho com mais calma. Confirmou as impressões colhidas por altura desse evento. É um vinho com boa frescura e boa acidez, o que não surpreende dado ser produzido em altitude.
Na boca mostra-se bem estruturado mas elegante, com final persistente e vibrante mas suave. Estagiou 6 meses em barricas da carvalho francês, aparecendo este muito discreto e a arredondar o conjunto.
À semelhança do Crasto Superior tinto, é um vinho para afirmar-se nas novas tendências do Douro, com vinhos mais frescos, mais suaves e mais gastronómicos, onde a madeira é apenas um tempero do vinho e não “o vinho”.
Obrigado à Quinta do Crasto por esta oferta e por este bom produto.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Crasto Superior 2014 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Crasto
Grau alcoólico: 13%
Castas: Verdelho, Viosinho
Preço: 14,90 €
Nota (0 a 10): 8
Esta garrafa foi oferecida pela empresa nessa ocasião, e houve agora oportunidade de provar o vinho com mais calma. Confirmou as impressões colhidas por altura desse evento. É um vinho com boa frescura e boa acidez, o que não surpreende dado ser produzido em altitude.
Na boca mostra-se bem estruturado mas elegante, com final persistente e vibrante mas suave. Estagiou 6 meses em barricas da carvalho francês, aparecendo este muito discreto e a arredondar o conjunto.
À semelhança do Crasto Superior tinto, é um vinho para afirmar-se nas novas tendências do Douro, com vinhos mais frescos, mais suaves e mais gastronómicos, onde a madeira é apenas um tempero do vinho e não “o vinho”.
Obrigado à Quinta do Crasto por esta oferta e por este bom produto.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Crasto Superior 2014 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Crasto
Grau alcoólico: 13%
Castas: Verdelho, Viosinho
Preço: 14,90 €
Nota (0 a 10): 8
sábado, 30 de setembro de 2017
No meu copo 620 - Vallado: tinto 2015; rosé Touriga Nacional 2016; branco 2016
Três vinhos da Quinta do Vallado consumidos durante as férias. Curiosamente, sendo a marca conhecida principalmente pelos tintos, esta prova das três variedades de vinho de mesa foi mais bem sucedida com o branco e o rosé.
Concretizando:
O tinto 2015 mostrou os traços típicos dos tintos do Douro, com bastante concentração na cor e na estrutura e aroma frutado e floral, final de boca médio mas discreto, sem encantar. Bebe-se com facilidade, mas não se distingue por nenhuma característica que o realce em relação a muitos outros tintos do Douro com perfil semelhante.
Já o rosé mostrou-se suave, leve, aberto e aromático, bastante floral, com boa acidez e final vivo e vibrante. Já se tinha revelado como um rosé de boa categoria, e confirmou as impressões anteriores. Muito bem conseguido, é uma referência incontornável neste tipo de vinho.
Finalmente o branco, que também confirmou as boas impressões anteriores. Aromático e suave, com boa frescura e acidez, final elegante e persistente e uma boa estrutura que o tornam adequado para pratos requintados de peixe. Outra boa referência desta quinta. Não tem a classe do Vallado Prima, mas não lhe fica muito atrás.
Em resumo, fizeram melhor figura os vinhos menos referenciados mas que se distinguem por outra personalidade que o tinto não apresenta. Destaque para o grau alcoólico bastante moderado do branco e do rosé, que os tornam vinhos mais fáceis de beber e mais apetitosos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Vinho: Vallado 2015 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 6,61 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2016 (R)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,96 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vallado 2016 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Códega, Gouveio, Rabigato, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 5,75 €
Nota (0 a 10): 8
Concretizando:
O tinto 2015 mostrou os traços típicos dos tintos do Douro, com bastante concentração na cor e na estrutura e aroma frutado e floral, final de boca médio mas discreto, sem encantar. Bebe-se com facilidade, mas não se distingue por nenhuma característica que o realce em relação a muitos outros tintos do Douro com perfil semelhante.
Já o rosé mostrou-se suave, leve, aberto e aromático, bastante floral, com boa acidez e final vivo e vibrante. Já se tinha revelado como um rosé de boa categoria, e confirmou as impressões anteriores. Muito bem conseguido, é uma referência incontornável neste tipo de vinho.
Finalmente o branco, que também confirmou as boas impressões anteriores. Aromático e suave, com boa frescura e acidez, final elegante e persistente e uma boa estrutura que o tornam adequado para pratos requintados de peixe. Outra boa referência desta quinta. Não tem a classe do Vallado Prima, mas não lhe fica muito atrás.
Em resumo, fizeram melhor figura os vinhos menos referenciados mas que se distinguem por outra personalidade que o tinto não apresenta. Destaque para o grau alcoólico bastante moderado do branco e do rosé, que os tornam vinhos mais fáceis de beber e mais apetitosos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Vinho: Vallado 2015 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 6,61 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2016 (R)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,96 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vallado 2016 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Códega, Gouveio, Rabigato, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 5,75 €
Nota (0 a 10): 8
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domingo, 30 de julho de 2017
No meu copo 615 - Tons de Duorum branco 2016
Um branco de entrada de gama na Duorum Vinhos que tem vindo a manter uma consistência de qualidade surpreendente para o preço que custa.
Apresenta-se com muito boa frescura e acidez, vivo na prova de boca com aromas florais e cítricos intensos, com final de boca vibrante longo.
Não parece ter a qualidade que tem nem ser falado para aquilo que é mas a verdade é que dentro deste patamar de preços, não se encontra muito melhor, e também não é falado nem tem o estatuto que o conteúdo da garrafa justifica.
Um salto qualitativo surpreendente.
Obrigado à João Portugal Ramos Vinhos por esta garrafa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Tons de Duorum 2016 (B)
Região: Douro
Produtor: Duroum Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,19 €
Nota (0 a 10): 7,5
Apresenta-se com muito boa frescura e acidez, vivo na prova de boca com aromas florais e cítricos intensos, com final de boca vibrante longo.
Não parece ter a qualidade que tem nem ser falado para aquilo que é mas a verdade é que dentro deste patamar de preços, não se encontra muito melhor, e também não é falado nem tem o estatuto que o conteúdo da garrafa justifica.
Um salto qualitativo surpreendente.
Obrigado à João Portugal Ramos Vinhos por esta garrafa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Tons de Duorum 2016 (B)
Região: Douro
Produtor: Duroum Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,19 €
Nota (0 a 10): 7,5
quinta-feira, 15 de junho de 2017
No meu copo 607 - Marka branco 2013
Este foi o primeiro contacto com um vinho deste produtor, Carlos Agrellos.
Adquirido por um preço simpático, apresenta-se com três castas tradicionais do Douro, que habitualmente marcam os vinhos com uma forte componente mineral.
Apresenta-se com aroma com algumas notas cítricas e algum floral, elegante e macio na boca, medianamente estruturado, persistência média e final fresco. Não é muito exuberante de aroma nem muito longo, mostrando-se assim como um vinho adequado para refeições ligeiras e pratos de Verão, não muito complexos.
Poderá ser interessante prová-lo nos dias mais quentes. Com o seu moderado grau alcoólico, poderá fazer uma boa parceria com saladas ou mariscos.
O preço é atractivo. A rever noutra oportunidade.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Marka 2013 (B)
Região: Douro
Produtor: Durham-Agrellos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Gouveio, Viosinho, Moscatel Galego
Preço: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Adquirido por um preço simpático, apresenta-se com três castas tradicionais do Douro, que habitualmente marcam os vinhos com uma forte componente mineral.
Apresenta-se com aroma com algumas notas cítricas e algum floral, elegante e macio na boca, medianamente estruturado, persistência média e final fresco. Não é muito exuberante de aroma nem muito longo, mostrando-se assim como um vinho adequado para refeições ligeiras e pratos de Verão, não muito complexos.
Poderá ser interessante prová-lo nos dias mais quentes. Com o seu moderado grau alcoólico, poderá fazer uma boa parceria com saladas ou mariscos.
O preço é atractivo. A rever noutra oportunidade.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Marka 2013 (B)
Região: Douro
Produtor: Durham-Agrellos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Gouveio, Viosinho, Moscatel Galego
Preço: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
sexta-feira, 31 de março de 2017
No meu copo 593 - Pouca Roupa branco 2014; Vila Santa Reserva branco 2015
Continuamos no universo João Portugal Ramos, novamente com um dos lançamentos recentes, a que pude assistir.
Na mesma ocasião em que provámos o espumante também pudemos provar o branco Pouca Roupa, que foi outra bela surpresa.
Mostrou-se com boa estrutura e acidez, aroma intenso limonado e tropical, encorpado e persistente. Mais uma boa aposta num vinho de entrada de gama.
Já o Vila Santa Reserva branco, cuja primeira prova tinha sido em pleno, apresentou-nos depois duas garrafas, das colheitas de 2012 e 2013, com o vinho completamente decaído, sem acidez, reduzido, chato. Alguma coisa de estranho se deverá passar, pois não é normal que um branco caia tanto em tão pouco tempo.
Isto levou-me a adquirir mais uma garrafa, agora da colheita de 2015, que voltou ao nível normal, mais próximo da primeira prova. Boa estrutura, aroma intenso, acidez e persistência.
Mas atenção: duas colheitas consecutivas com o vinho em queda abrupta não auguram nada de bom!
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Vinho: Pouca Roupa 2014 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Vila Santa Reserva 2015 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Alvarinho, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8
Na mesma ocasião em que provámos o espumante também pudemos provar o branco Pouca Roupa, que foi outra bela surpresa.
Mostrou-se com boa estrutura e acidez, aroma intenso limonado e tropical, encorpado e persistente. Mais uma boa aposta num vinho de entrada de gama.
Já o Vila Santa Reserva branco, cuja primeira prova tinha sido em pleno, apresentou-nos depois duas garrafas, das colheitas de 2012 e 2013, com o vinho completamente decaído, sem acidez, reduzido, chato. Alguma coisa de estranho se deverá passar, pois não é normal que um branco caia tanto em tão pouco tempo.
Isto levou-me a adquirir mais uma garrafa, agora da colheita de 2015, que voltou ao nível normal, mais próximo da primeira prova. Boa estrutura, aroma intenso, acidez e persistência.
Mas atenção: duas colheitas consecutivas com o vinho em queda abrupta não auguram nada de bom!
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Vinho: Pouca Roupa 2014 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Vila Santa Reserva 2015 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Alvarinho, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8
terça-feira, 29 de novembro de 2016
No meu copo 567 - Planalto Reserva 2015
Um branco todo-o-terreno, de todas as estações e para todos os pratos, um valor seguro, uma aposta garantida. Leve, seco, delicado, elegante, vivo e com estimulante acidez.
Uma escolha que nunca nos desilude. Desta vez foi com bacalhau à lagareiro, e portou-se como gente grande. Não é preciso dizer mais nada.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Planalto Reserva 2015 (B)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Malvasia Fina, Gouveio, Códega, Arinto, Rabigato, Moscatel
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Uma escolha que nunca nos desilude. Desta vez foi com bacalhau à lagareiro, e portou-se como gente grande. Não é preciso dizer mais nada.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Planalto Reserva 2015 (B)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Malvasia Fina, Gouveio, Códega, Arinto, Rabigato, Moscatel
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
No meu copo 495 - Ramos Pinto: as duas quintas em brancos
Bons Ares branco 2013; Duas Quintas branco 2014
Agora que o consulado de João Nicolau de Almeida como responsável máximo pelos vinhos da Casa Ramos Pinto se aproxima do fim, anunciado pelo próprio, e depois da prova vertical que assinalou os 25 anos do Duas Quintas tinto no Encontro com o Vinho e os Sabores 2015, é uma boa oportunidade para apreciar alguns dos vinhos da casa que têm sido lançados ao longo do último quarto de século.
Não temos sido grandes frequentadores dos brancos da Ramos Pinto, incidindo mais nos tintos. Mas duas compras recentes permitiram provar dois brancos de marcas emblemáticas que já têm nome feito nos tintos: o Bons Ares, proveniente da quinta com o mesmo nome, e o Duas Quintas, que tal como o tinto junta as uvas desta quinta às uvas da Quinta de Ervamoira.
A Quinta dos Bons Ares é a que fica situada em altitude, cerca de 600 m acima do nível do mar, e tem solo granítico. É daqui que vêm habitualmente as uvas que conferem mais frescura e acidez aos vinhos. Este lote de Viosinho e Rabigato, castas tradicionais durienses, associado ao Sauvignon Blanc (cuja incorporação no lote o torna vinho Regional Duriense em vez de DOC Douro) resultou num vinho fresco, aromático, medianamente estruturado e persistente, com um final suave. No sabor apresenta-se com algum citrino e um ligeiro vegetal com leves notas tropicais, que denota a presença do Sauvignon Blanc. Acidez elegante, sem ser impositiva.
Um vinho extremamente equilibrado, onde parece que nada foi deixado ao acaso, com todas as componentes presentes na dose certa, de forma mais ou menos discreta e sem exageros, formando assim um conjunto versátil que pode ligar bem com peixes sofisticados e carnes não muito pesadas de forma quase indistinta – experimentei as duas variantes e ambas resultaram em pleno. É um branco de meia estação, o que o torna versátil para múltiplas ocasiões.
Temos assim mais um branco para acrescentar à nossa lista de preferências e a manter debaixo de olho.
Quanto à versão em branco do Duas Quintas, que temos provado amiudadamente em tinto e que temos sempre em stock, segue um pouco a linha do tinto em comparação com o Bons Ares. Aqui o lote contém Arinto em vez de Sauvignon Blanc, mantendo-se as outras duas castas. O vinho mostra-se mais estruturado e com mais corpo, mas com menos frescura e suavidade – a proveniência, da Quinta de Ervamoira, de uvas com maturação mais profunda (como reza o contra-rótulo do tinto) traz alguma complexidade e persistência ao vinho mas retira-lhe alguma elegância, o que no caso destes dois brancos torna o Bons Ares um pouco mais apelativo. O Duas Quintas é um vinho mais de Inverno e para pratos mais fortes.
De todo o modo, foi uma comparação de estilos muito interessante e, conforme o acompanhamento que se pretende, temos dois perfis de vinho diferentes à escolha do consumidor. Pessoalmente, o Bons Ares vai mais ao encontro do meu gosto.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto
Vinho: Bons Ares 2013 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Rabigato, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Duas Quintas 2014 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Rabigato, Viosinho, Arinto
Preço em feira de vinhos: 9,59 €
Nota (0 a 10): 7,5
terça-feira, 13 de outubro de 2015
No meu copo 482 - Marquês de Borba branco 2013; Tons de Duorum branco 2014
Na mesma ocasião referida no post anterior, as hostilidades abriram, como vai sendo habitual, com brancos para ir entretendo as entradas, até porque o final de Verão estava quente e pedia algo para refrescar antes da passarmos aos pesos pesados dos tintos que se iriam seguir.
Aproveitando a onda dos vinhos gentilmente cedidos pela João Portugal Ramos Vinhos, abrimos um branco alentejano e um duriense, que confirmaram as impressões de provas anteriores.
O Marquês de Borba branco mostrou-se um vinho com uma boa frescura e acidez, muito equilibrado, na linha do que temos vindo a descobrir nestes brancos produzidos em Estremoz, tal como acontece com o Loios e o Vila Santa. Notável a elegância destes brancos para uma zona de baixa altitude e elevadas temperaturas.
Por outro lado, o Tons de Duorum branco, da colheita mais recente, embora igualmente suave, perdeu aos pontos para o seu parceiro de ocasião. Apresentou-se com aroma algo discreto, corpo um pouco delgado e liso nos sabores. Não desagrada e é correcto, mas não se guinda mais além.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Marquês de Borba 2013 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Viognier
Preço em feira de vinhos: 4,17 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Tons de Duorum 2014 (B)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,04 €
Nota (0 a 10): 6
Fotos das garrafas obtidas no site do produtor
Aproveitando a onda dos vinhos gentilmente cedidos pela João Portugal Ramos Vinhos, abrimos um branco alentejano e um duriense, que confirmaram as impressões de provas anteriores.
O Marquês de Borba branco mostrou-se um vinho com uma boa frescura e acidez, muito equilibrado, na linha do que temos vindo a descobrir nestes brancos produzidos em Estremoz, tal como acontece com o Loios e o Vila Santa. Notável a elegância destes brancos para uma zona de baixa altitude e elevadas temperaturas.
Por outro lado, o Tons de Duorum branco, da colheita mais recente, embora igualmente suave, perdeu aos pontos para o seu parceiro de ocasião. Apresentou-se com aroma algo discreto, corpo um pouco delgado e liso nos sabores. Não desagrada e é correcto, mas não se guinda mais além.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Marquês de Borba 2013 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Viognier
Preço em feira de vinhos: 4,17 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Tons de Duorum 2014 (B)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,04 €
Nota (0 a 10): 6
Fotos das garrafas obtidas no site do produtor
sexta-feira, 22 de maio de 2015
No meu copo 455 - Vila Real: tinto 2012; Grande Reserva tinto 2009; Reserva branco 2013
Já há algum tempo que andava a ouvir rumores sobre a qualidade dos vinhos de Vila Real, mas não me tinha cruzado com eles. Até que, durante as últimas férias de Verão, aproveitando uma promoção num hipermercado, resolvi adquirir alguns vinhos de preço médio/baixo e juntei-lhe dois tintos de Vila Real (os preços indicados nas fichas dos vinhos são antes de desconto, tendo os vinhos custado menos 35% do que o preço indicado na prateleira).
Comecei pelo vinho da gama mais baixa, que esteve acima das expectativas. Apresentou-se equilibrado, bem estruturado, suave, com persistência média e taninos vivos mas redondos, estando apto para acompanhar pratos de carne com alguma robustez.
O outro vinho, o Grande Reserva, embora mais caro não mostrou ser tão melhor como o preço indica. Aroma algo discreto, sem grande estrutura nem muito persistente como se esperaria dum Reserva, apenas se apresentou ligeiramente superior ao anterior. Se o Colheita não é tão simples como se esperava, o Grande Reserva também não é tão complexo como deveria. E acaba por não justificar o acréscimo de preço.
Quanto ao Reserva branco, é um vinho agradável e bastante aromático, suave, aberto mas com persistência e medianamente estruturado, que se bebe com facilidade e acompanha bem pratos de peixe não muito pesados. Tem um aroma ligeiramente floral e na boca notas de frutos do pomar, a par com alguma mineralidade. Também este esteve acima das expectativas para o preço que custa.
Em resumo, para os vinhos de entrada de gama, estes de Vila Real parecem constituir uma boa aposta. A repetir.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Adega Cooperativa de Vila Real - Caves Vale do Corgo
Vinho: Vila Real 2012 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 2,55 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Vila Real Grande Reserva 2009 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Vila Real Reserva 2013 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Malvasia Fina, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 2,69 €
Nota (0 a 10): 7,5
Comecei pelo vinho da gama mais baixa, que esteve acima das expectativas. Apresentou-se equilibrado, bem estruturado, suave, com persistência média e taninos vivos mas redondos, estando apto para acompanhar pratos de carne com alguma robustez.
O outro vinho, o Grande Reserva, embora mais caro não mostrou ser tão melhor como o preço indica. Aroma algo discreto, sem grande estrutura nem muito persistente como se esperaria dum Reserva, apenas se apresentou ligeiramente superior ao anterior. Se o Colheita não é tão simples como se esperava, o Grande Reserva também não é tão complexo como deveria. E acaba por não justificar o acréscimo de preço.
Quanto ao Reserva branco, é um vinho agradável e bastante aromático, suave, aberto mas com persistência e medianamente estruturado, que se bebe com facilidade e acompanha bem pratos de peixe não muito pesados. Tem um aroma ligeiramente floral e na boca notas de frutos do pomar, a par com alguma mineralidade. Também este esteve acima das expectativas para o preço que custa.
Em resumo, para os vinhos de entrada de gama, estes de Vila Real parecem constituir uma boa aposta. A repetir.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Adega Cooperativa de Vila Real - Caves Vale do Corgo
Vinho: Vila Real 2012 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 2,55 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Vila Real Grande Reserva 2009 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Vila Real Reserva 2013 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Malvasia Fina, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 2,69 €
Nota (0 a 10): 7,5
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014
No meu copo 420 - Planalto Reserva 2013; Vinha Grande rosé 2013

Planalto: eis um vinho que nunca nos desilude. É um daqueles vinhos consistentes de ano para ano, que ao longo do tempo se vão revelando como apostas sempre seguras, em que se pode confiar numa boa compra sem grande risco de decepções.
Aromático, equilibrado, perfumado, ligeiramente floral. Bebe-se sempre com agrado, no Verão ou no Inverno, com frio ou com calor. Não é o vinho mais brilhante que existe, mas nunca nos desilude.
Quanto ao Vinha Grande rosé, foi uma novidade absoluta em termos de prova, e desde logo começou por uma surpresa na cor: o vinho é dum rosa completamente desmaiado, quase branco. A cor pode não ser apelativa quando se está à espera dum vinho rosado, mas a prova contraria a possível má impressão inicial. O vinho apresenta-se com bastante frescura e acidez, com aroma ligeiro a flores e notas a frutos vermelhos e tropicais, boa estrutura e final persistente. A falta de cor deve-se às condições da colheita, que fizeram as uvas perder grande parte da coloração, mas não é por aí que o vinho deixa de ser agradável.
Segundo fomos informados, o vinho não esteve à prova no Encontro com o Vinho e os Sabores porque os clientes, aparentemente, estão a reagir mal à falta de cor. Pois é, mas o que conta é o que está dentro da garrafa... Esqueçam a cor e provem-no, porque vale a pena.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Vinho: Planalto Reserva 2013 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Malvasia Fina, Gouveio, Códega, Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Vinha Grande 2013 (R)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Touriga Nacional
Preço: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
No meu copo 395 - Loios branco 2013; Tons de Duorum branco 2013; Conde de Vimioso Espumante extra-bruto 2009
Correspondendo à simpatia da João Portugal Ramos Vinhos, que nos tem obsequiado com a oferta de algumas garrafas do seu portefólio de vinhos alentejanos, ribatejanos e durienses, aproveitámos o tempo quente para abrir três brancos recebidos recentemente, todos de diferentes regiões: um Loios branco, um Tons de Duorum branco e um espumante Conde de Vimioso.
Depois de já termos provado diversas marcas, em branco, tinto e rosé, e encontrado algumas gratas revelações, desta vez temos de confessar que nos ficámos pela mediania. Também não é segredo que a marca Loios funciona como entrada de gama nos vinhos do produtor e enólogo no Alentejo, conquanto o Loios tinto seja habitualmente um vinho que tem uma qualidade bem acima do seu preço.
Neste caso, o Loios branco mostrou-se essencialmente um vinho simples, sem grandes pretensões, de aroma frutado discreto, suave mas curto na boca. Alguns furos abaixo do seu irmão tinto na relação qualidade/preço.
O Tons de Duorum branco, de que já tínhamos provado a colheita de 2012, nesta de 2013 mostrou-se mais simples, um pouco curto na boca e com aromas frutados discretos. Pareceu ser uma colheita inferior à anterior.
Quanto ao espumante Conde de Vimioso, um extra-bruto (praticamente sem açúcar residual, portanto), foi bebido a acompanhar sobremesas. Usando uma casta tinta e uma branca, à boa maneira de Champagne, fermentou parcialmente em meias pipas de carvalho francês. Mostrou-se com alguma estrutura mas sem grande volume de boca e final também algo curto e aroma discreto.
Em suma, dois vinhos mais simples que complexos, posicionando-se num patamar de combate pelo preço. Outros, destinados a mais altos voos, estão guardados para ocasiões mais exigentes...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Loios 2013 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Rabo de Ovelha, Roupeiro
Preço em feira de vinhos: 2,74 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Tons de Duorum 2013 (B)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Conde de Vimioso espumante extra-bruto 2009 (B)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Falua - Sociedade de Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Touriga Nacional
Nota (0 a 10): 6
Depois de já termos provado diversas marcas, em branco, tinto e rosé, e encontrado algumas gratas revelações, desta vez temos de confessar que nos ficámos pela mediania. Também não é segredo que a marca Loios funciona como entrada de gama nos vinhos do produtor e enólogo no Alentejo, conquanto o Loios tinto seja habitualmente um vinho que tem uma qualidade bem acima do seu preço.
Neste caso, o Loios branco mostrou-se essencialmente um vinho simples, sem grandes pretensões, de aroma frutado discreto, suave mas curto na boca. Alguns furos abaixo do seu irmão tinto na relação qualidade/preço.
O Tons de Duorum branco, de que já tínhamos provado a colheita de 2012, nesta de 2013 mostrou-se mais simples, um pouco curto na boca e com aromas frutados discretos. Pareceu ser uma colheita inferior à anterior.
Quanto ao espumante Conde de Vimioso, um extra-bruto (praticamente sem açúcar residual, portanto), foi bebido a acompanhar sobremesas. Usando uma casta tinta e uma branca, à boa maneira de Champagne, fermentou parcialmente em meias pipas de carvalho francês. Mostrou-se com alguma estrutura mas sem grande volume de boca e final também algo curto e aroma discreto.
Em suma, dois vinhos mais simples que complexos, posicionando-se num patamar de combate pelo preço. Outros, destinados a mais altos voos, estão guardados para ocasiões mais exigentes...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Loios 2013 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Rabo de Ovelha, Roupeiro
Preço em feira de vinhos: 2,74 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Tons de Duorum 2013 (B)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Conde de Vimioso espumante extra-bruto 2009 (B)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Falua - Sociedade de Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Touriga Nacional
Nota (0 a 10): 6
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segunda-feira, 30 de junho de 2014
No meu copo 391 - Vallado branco 2012; Moscatel Galego branco 2011; Touriga Nacional rosé 2012
Não nos temos cruzado muitas vezes com os vinhos deste produtor, pelo que foi com curiosidade acrescida que provei este branco da Quinta do Vallado na versão standard, se assim lhe podemos chamar, depois de há uns anos ter provado o monocasta de Moscatel Galego.
Foi bebido a acompanhar peixe grelhado, um prato à partida não muito desafiante, mas o vinho portou-se bem e não deixou o seu nome mal visto.
É um branco a que poderíamos chamar clássico, aromático, suave, que apresenta uma boa frescura e acidez na prova de boca, com final elegante e persistente. O aroma tem uma componente algo floral e simultaneamente algum citrino. Muito equilibrado em todas as suas componentes, bebe-se com prazer e é um daqueles vinhos que se tornam gulosos sem darmos por isso, à medida que vamos bebendo mais um copo.
Dentro dos brancos da gama média, é uma boa aposta para pratos de peixe não demasiado condimentados mas, antes, a pedir algum requinte. É de repetir, e esse é o melhor elogio que lhe podemos fazer.
Quanto ao Moscatel Galego, este em repetição, mostrou-se mais exuberante no aroma, com acidez mais marcada, aromas exóticos com alguma mineralidade, elegante na boca e final persistente. Sendo dois vinhos com perfis algo diferentes, ambos merecem atenção e nova prova. Por isso entram para a nossa lista de sugestões.
O que já constava nessa lista de sugestões era o rosé de Touriga Nacional, provado há cerca de um ano. Esta colheita de 2012 confirmou o perfil da colheita de 2011, onde já então eu comecei a desconfiar da boa aptidão da Touriga Nacional para fazer rosés, talvez até mais do que tintos: floral, suave, aberto, elegante e aromático, onde os traços típicos violetas da casta se expressam na plenitude, perdendo o carácter por vezes chato e cansativo que marcam muitos tintos. Pelo menos, dos rosés portugueses que tenho provado, o que estão no topo da minha lista são feitos de Touriga Nacional. Este foi apenas mais uma confirmação. É o típico rosé de Verão e esplanada, de cor salmão pouco carregada, leve e para beber descontraidamente, mas que não descura uma boa companhia de entradas ou pratos leves e frescos.
Quando a Quinta do Vallado se impõe no mercado essencialmente pela personalidade e pujança dos tintos, nós seguimo-la pela leveza e elegância dos brancos e rosés. Vale a pena experimentar este caminho diferente.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Vinho: Vallado 2012 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Gouveio, Rabigato, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 5,79 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vallado, Moscatel Galego 2011 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2012 (R)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,97 €
Nota (0 a 10): 8
Foi bebido a acompanhar peixe grelhado, um prato à partida não muito desafiante, mas o vinho portou-se bem e não deixou o seu nome mal visto.
É um branco a que poderíamos chamar clássico, aromático, suave, que apresenta uma boa frescura e acidez na prova de boca, com final elegante e persistente. O aroma tem uma componente algo floral e simultaneamente algum citrino. Muito equilibrado em todas as suas componentes, bebe-se com prazer e é um daqueles vinhos que se tornam gulosos sem darmos por isso, à medida que vamos bebendo mais um copo.
Dentro dos brancos da gama média, é uma boa aposta para pratos de peixe não demasiado condimentados mas, antes, a pedir algum requinte. É de repetir, e esse é o melhor elogio que lhe podemos fazer.
Quanto ao Moscatel Galego, este em repetição, mostrou-se mais exuberante no aroma, com acidez mais marcada, aromas exóticos com alguma mineralidade, elegante na boca e final persistente. Sendo dois vinhos com perfis algo diferentes, ambos merecem atenção e nova prova. Por isso entram para a nossa lista de sugestões.
O que já constava nessa lista de sugestões era o rosé de Touriga Nacional, provado há cerca de um ano. Esta colheita de 2012 confirmou o perfil da colheita de 2011, onde já então eu comecei a desconfiar da boa aptidão da Touriga Nacional para fazer rosés, talvez até mais do que tintos: floral, suave, aberto, elegante e aromático, onde os traços típicos violetas da casta se expressam na plenitude, perdendo o carácter por vezes chato e cansativo que marcam muitos tintos. Pelo menos, dos rosés portugueses que tenho provado, o que estão no topo da minha lista são feitos de Touriga Nacional. Este foi apenas mais uma confirmação. É o típico rosé de Verão e esplanada, de cor salmão pouco carregada, leve e para beber descontraidamente, mas que não descura uma boa companhia de entradas ou pratos leves e frescos.
Quando a Quinta do Vallado se impõe no mercado essencialmente pela personalidade e pujança dos tintos, nós seguimo-la pela leveza e elegância dos brancos e rosés. Vale a pena experimentar este caminho diferente.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Vinho: Vallado 2012 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Gouveio, Rabigato, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 5,79 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Vallado, Moscatel Galego 2011 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2012 (R)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,97 €
Nota (0 a 10): 8
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