Este vinho foi comprado há um ano, na habitual promoção da Revista de Vinhos. Foi agora bebido a acompanhar peixe grelhado e superou todas a expectativas.
Revelou-se um vinho absolutamente gastronómico, a pedir até um prato mais elaborado e complexo. Com aroma predominantemente cítrico e alguma mineralidade, foi sobretudo na boca que surpreendeu, pela estrutura e complexidade apresentadas, com final longo, vivo e fresco, com boa estrutura mas macio e redondo, com um leve toque amadeirado muito bem integrado no conjunto.
É um daqueles raros vinhos que me conseguem sempre surpreender quando conseguem conjugar estrutura e persistência com suavidade e elegância. Merece ser novamente provado mas agora com um prato mais exigente, pois revela potencial para se bater com um repasto mais elaborado e complexo.
Muito bem esta combinação de castas, na linha da aposta de Paulo Laureano nas castas portuguesas. Este foi um tiro bem certeiro.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Paulo Laureano Premium Vinhas Velhas 2015 (B)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Paulo Laureano Vinus
Grau alcoólico: 13%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Fernão Pires
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 8
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terça-feira, 11 de julho de 2017
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
No meu copo, na minha mesa 291 - Jantar Paulo Laureano no restaurante Rubro
Após o jantar do Esporão, voltámos em formato de trio para um jantar com vinhos Symington. Em quarteto, já com a companhia do tuguinho, alinhámos num jantar com vinhos Niepoort (este uma espécie de repetição para mim e para o Politikos, depois do evento no Jacinto em 2009), desta vez com a presença do próprio Dirk a falar connosco nas mesas.
A última e mais recente incursão fez-se em quinteto com vinhos de Paulo Laureano, o enólogo-produtor do Alentejo que usa como lema dos seus vinhos “só castas portuguesas”. A primeira abordagem fez-se na rua, porque estávamos em pleno Verão e o tempo pedia um fim de tarde ao ar livre. Aí pudemos provar um excelente espumante produzido em Bucelas, a grande surpresa do evento, para além dum branco Singularis e dum rosé, este algo pesado para o gosto da maioria dos presentes.
Quando chegou a hora de subirmos ao 1º andar, o próprio Paulo Laureano fez uma breve apresentação aos vinhos que iam ser bebidos, voltando durante a refeição para mais algumas trocas de impressões.
Como habitualmente, desfilaram vários pratos acompanhados por vários vinhos, acerca dos quais, como quase sempre acontece nestas ocasiões, as opiniões entre os 5 comensais não foram unânimes, com apreciações que na nossa escala variaram do modo que resumimos em seguida:
Pratos: Gaspacho de meloa com presunto crocante, cogumelos morron com ovos de codorniz e foie, pincho de cerdo ibérico com cebola confitada
Vinho: Paulo Laureano Premium branco 2010. Castas: Arinto, Antão Vaz e Fernão Pires. 13% – Nota: 6,5 a 8
Prato: Polvo grelhado com três pimentos e azeite
Vinho: Paulo Laureano Reserve branco 2010, fermentado em madeira. Casta: Antão Vaz. 14,5% – Nota: 7 a 8,5
Prato: costela de boi grelhada, muito mal passada, com batatinhas salteadas
Vinhos:
- Paulo Laureano Reserve tinto 2007. Castas: Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet. 14% – Nota: 7,5 a 9
- Dolium Reserva 2006. Castas: Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet. 14.5% – Nota: 8,5 a 9
Não entrando em médias, o que se constata facilmente é que a qualidade dos vinhos é crescente. O branco Reserva é fermentado em madeira e tem 14,5% de álcool, tendo aquele perfil um pouco pesado que não me agrada muito, mas que no caso se adequou ao polvo grelhado.
No caso do Dolium, é claramente um vinho de nível superior, com grande estrutura e persistência. Tratando-se de um vinho de 2006, mostrou-se pleno de saúde e frescura, com os 14,5% de álcool bem domados pela acidez e pelo estágio de 18 meses em barrica, à semelhança do Reserva tinto. Em ambos os casos Paulo Laureano pôs enfase na utilização da casta Trincadeira, uma quase mal-amada nos tempos que correm e a perder terreno nos encepamentos do Alentejo, mas que o enólogo considera de grande valor para os seus vinhos.
Em suma, mais um excelente jantar no Rubro, a um preço muito razoável para aquilo que nos é oferecido, e um bom painel de vinhos dum dos mais conceituados enólogos portugueses.
Continuação de sucesso nos seus vinhos é o nosso desejo.
Kroniketas, enófilo esclarecido e com o resto da cambada
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Paulo Laureano Vinus
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quinta-feira, 15 de maio de 2008
Na Wine O’Clock 3 - Com Paulo Laureano
Mais uma visita à Wine O’Clock, desta vez para uma prova de vinhos de Paulo Laureano, um dos enólogos da moda, com participação em diversos projectos no Alentejo a agora também com um projecto próprio no baixo Alentejo, na zona da Vidigueira, onde é vizinho das Cortes de Cima e da Herdade do Peso.
Foi o próprio Paulo Laureano que esteve presente a mostrar os seus vinhos, subordinados ao seu lema das castas portuguesas. Foram apresentados 4 brancos e 6 tintos que cobrem toda a gama dos vinhos com o seu nome. Alguns varietais, outros em lote, desde o Clássico que na restauração aparece com o nome Singularis, até ao Reserve passando pelo Splendidus e pelo Premium. No final lá apareceu a casta estrangeira da paixão do enólogo, a Alicante Bouschet que ele adoptou como casta portuguesa e alentejana em particular.
É difícil dissertar sobre 10 vinhos provados em tão pouco tempo, porque o mais importante foram as explicações do próprio Paulo Laureano à medida que os vinhos iam sendo provados. Uma autêntica lição.
Os brancos eram de um modo geral bastante frescos, com alguma mineralidade e boa estrutura de boca, sendo o Paulo Laureano Clássico classificado pelo próprio como "vinho de varanda, para beber e namorar", aparecendo depois alguns mais fechados e com aromas tropicais.
No caso dos tintos as diferenças eram um pouco mais acentuadas, dadas as diferentes concepções dos vinhos. Um traço ficou patente: um perfil médio de boa qualidade, mesmo nos mais baratos. São vinhos fáceis sem serem simples, que denotam algum cuidado na sua feitura e que merecem ser apreciados com alguma calma.
Por mim vou ficar atento aos vinhos deste produtor e experimentá-los com mais tempo à medida que for possível. E no próximo sábado há uma prova de brancos que é capaz de também valer a pena.
Kroniketas, enófilo atento
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Os vinhos da festa 2007-2008 (4)
No meu copo 166 - Tintos do Alentejo
Ainda continuamos com os vinhos provados durante a quadra festiva do Natal e Ano Novo. Tintos foram vários. Começamos pelos do Alentejo.
Dona Maria 2004 - Outro vinho que é mais do mesmo” muita concentração, muita fruta e álcool a mais. Começam a faltar-me palavras para caracterizar este tipo de vinhos, sobre os quais também já me falta paciência para escrever. Depois da saída dos vinhos da Quinta do Carmo das mãos de Júlio Bastos e do lançamento destes vinhos Dona Maria, não sei se com este perfil os novos vinhos irão fazer concorrência aos antigos... Nota: 6
Granja-Amareleja 2004 - Aconselhado no contra-rótulo a beber acompanhando pratos de caça. No entanto revelou um perfil pouco pujante para se bater de igual para igual com este tipo de comida. Talvez precise de uma segunda apreciação, mas apresentou-se com um corpo algo delgado para as pretensões anunciadas. Não deixando de se beber com agrado, ficou um pouco aquém das expectativas, com aroma algo discreto e sem grande persistência. Nota: 7
Herdade do Peso, Alfrocheiro 2000 - Já apreciado aqui, há algum tempo. Perdeu em exuberância aromática o que ganhou em elegância, mas continua a ser um belíssimo vinho. Alguém à mesa disse que seria um bom vinho para alguém que não aprecia vinho começar a provar. Juntamente com o Garrafeira dos Sócios e o Quatro Castas faz o triângulo dos vinhos de que ninguém fala e que fazem as nossas delícias sem custarem uma fortuna. E alguém disse que tem 14 graus de álcool? Nota: 9
José de Sousa 2003 - Um clássico do Alentejo, que há muitos anos se chamava “Casa Agrícola José de Sousa Rosado Fernandes - Tinto Velho”. Modernizou-se, perdeu algum excesso de madeira que por vezes se notava, está mais elegante e frutado. Mas talvez precisasse de um pouco mais de estrutura para se guindar de novo a outro patamar. Nota: 7,5
Singularis 2004 - Uma estreia deste vinho personalizado de Paulo Laureano, numa nova linha de produtos só com castas portuguesas, neste caso Aragonês e Trincadeira. Bom corpo e bastante fruto, alguma especiaria e boa persistência, com um toque de madeira a marcar o fim de boca. Um vinho equilibrado com potencial para acompanhar pratos condimentados. Nota: 7,5
Kroniketas, enófilo retinto
Vinho: Dona Maria 2004 (T)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: Júlio Bastos
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Aragonês, Alicante Bouschet, Syrah, Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 6,75 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Granja-Amareleja 2004 (T)
Região: Alentejo (Granja-Amareleja)
Produtor: Coop. Agrícola de Granja
Grau alcoólico: 14%
Castas: Moreto, Alfrocheiro, Aragonês
Preço em hipermercado: 9,98 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Herdade do Peso, Alfrocheiro 2000 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Casta: Alfrocheiro
Preço em feira de vinhos: 13,50 €
Nota (0 a 10): 9
Vinho: José de Sousa 2003 (T)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: José Maria da Fonseca
Grau alcoólico: 13%
Castas: Trincadeira, Aragonês, Grand Noir
Preço em feira de vinhos: 6,09 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Singularis, Aragonês e Trincadeira 2004 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Paulo Laureano Vinus
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira
Preço em hipermercado: 5,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
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