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domingo, 12 de maio de 2019

No meu copo, na minha mesa 760 - Quinta da Soalheira 2016; Gastrobar 13 (Alvor)






Uma incursão ao Algarve deu-me a oportunidade de conhecer um bar de petiscos em Alvor, onde se podem comer várias doses de pequenos pratos que não deixam de ser “comida a sério”.

Ao contrário da “cozinha da moda”, aqui os pratos são minimamente normais e quando se escolhe fica-se com a noção do que se vai provar. Não há “espumas”, nem “camas”, nem “reduções de”...

O espaço é muito interessante e agradável. Quando se franqueia a porta entra-se numa zona de bar tradicional, com pequenas mesas e um balcão por cima do qual existe uma enorme prateleira forrada a LP’s, muitos deles que ficaram célebres no seu tempo. Existe desde Lou Reed a Bob Marley, de Police a Eric Clapton, de Doors a Simon and Garfunkel, de Trovante a Rui Veloso...

Passada esta entrada, mais ao fundo há acesso a um quintal frondoso onde estão dispostas as mesas para os comensais. O espaço está coberto por vegetação que dá um ar campestre e fresco ao local. Como não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão, esta é bem aproveitada pois a primeira impressão é bastante agradável. Em fundo vai passando música de vários géneros.

Pediram-se pratos diversos que, no geral, agradaram. Uns mais originais ou mais saborosos, como a carninha com migas de espinafres, a quejadilla de frango ou o bacalhau à Lagareiro.

Para acompanhar pediram-se dois vinhos, um branco e um tinto, sendo que este teve direito a repetição. Do Lello branco não tive grandes impressões pois não provei mais que um golo, tendo-me detido mais no tinto.

O Quinta da Soalheira, produzido no Douro pela Borges, apresenta-nos o outro lado do Douro com um perfil diferente, mais elegante sem perder estrutura. Aroma frutado intenso, taninos firmes mas redondos e final persistente e elegante. Relativamente à prova anterior, pareceu um pouco mais leve e mais macio.

Em resumo, um bom convívio à volta da mesa, com bons produtos sólidos e líquidos. Um local a revisitar, conquanto seja previsível bastante dificuldade para fazê-lo nas férias de Verão.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta da Soalheira 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinto Cão, Tinta Roriz e Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 8

Restaurante: Gastrobar 13
Travessa do Castelo, 13
8500-003 Alvor
Telef: 967.993.711
Preço médio por refeição: 15-20 €
Nota (0 a 5): 4

quarta-feira, 1 de maio de 2019

No meu copo, na minha mesa 758 - Callabriga 2016; Restaurante Nogueira’s (Lisboa)



Depois da cozinha moderna, passamos para a comida a sério. Este é um restaurante junto ao rio Tejo que já andava debaixo de olho há algum tempo mas que ainda não tinha tido oportunidade de visitar.

O espaço é amplo, bem decorado, atractivo e com bom gosto. O atendimento rápido, atencioso e eficiente.

Sem desprezar os pratos do dia, que nos são apresentados inicialmente e têm um preço bem mais modesto que o resto da carta, o grande trunfo da casa parecem ser mesmo as carnes grelhadas, de grande qualidade, variedade e confeccionadas no ponto ideal. Depois de percorrer as opções que incluem, entre outras coisas, um chuletón de 900 g e um Legendary Tomahawk de 1 kg, optámos, para duas pessoas, por uma dose de maminha laminada e uma posta de vitela, ambas com 300 g de peso. Os preços, naturalmente, têm um “peso” correspondente ao da carne...

Os acompanhamentos são pedidos à parte, pelo que são mais uns euros a somar. Optou-se por batatas fritas, como era mister, e legumes grelhados.

Para não carregar muito mais na conta, optámos por um velho conhecido, e em vez do Esporão fomos para a Casa Ferreirinha e bebemos um Callabriga. Um vinho que está logo acima do Vinha Grande no portefólio da casa mas cujo perfil se aproxima muito mais do Quinta da Leda. É um vinho de cor rubi profunda, com aroma intenso a frutos vermelhos com algumas notas florais, grande concentração e volume de boca, com taninos bem integrados e macios. Precisa de tempo no copo para amaciar e libertar os aromas, mostrando-se depois mais sedoso e com um final persistente.

Depois de tudo servido à mesa, o conjunto ficou com o aspecto que se vê na primeira imagem.

No meio desta panóplia, as sobremesas ficaram um pouco aquém da qualidade do resto, não encantando. O Petit Gâteau de doce de leite argentino não encantou nem surpreendeu.

Não é para todos os dias, mas este restaurante merece uma visita sem pressas e em boa companhia. No tipo de refeição pelo qual optámos, é caro, claro! Mas desta vez comeu-se comida a sério!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Restaurante: Nogueira’s
Av. 24 de Julho, 68-F
1200-869 Lisboa
Telef: 915 181 515
Preço médio por refeição: 40 - 50 €
Nota (0 a 5): 4,5

Vinho: Callabriga 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca (60%), Touriga Nacional (25%), Tinta Roriz (15%)
Preço em feira de vinhos: 13,99 €
Nota (0 a 10): 8,5

terça-feira, 19 de março de 2019

No meu copo 748 - Prazo de Roriz 2016

Não têm sido muitas as provas com vinhos do universo Symington, mas agora há algumas referências que iremos provar ao longo dos próximos meses.

Começamos com este vinho da gama entre os 5 e os 10 euros, elaborado com 5 das castas emblemáticas do Douro na Quinta de Roriz, localizada em São João da Pesqueira (nome de que viria a resultar a designação da casta Tinta Roriz).

Este é um dos vinhos resultantes para parceria entre as famílias Prats e Symington, que ocorre paralelamente à produção de vinhos sob a chancela da Symington Family Estates, nomeadamente os provenientes da Quinta do Vesúvio e os vinhos do Porto das marcas Graham’s e Dow’s.

Apresenta-se com uma cor rubi profunda, aroma intenso a frutos vermelhos, encorpado na boca e com boa estrutura mas com taninos arredondados, final elegante e persistente com algumas notas de especiarias.

Dentro desta gama de preços, é uma boa aposta para a relação qualidade-preço e entra para as nossas sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Prazo de Roriz 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Prats & Symington
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinta Amarela
Preço em feira de vinhos: 6,74 €
Nota (0 a 10): 8

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

No meu copo 736 - Cabeça de Burro Reserva tinto 2014

aqui provámos este vinho não há muito tempo, e não há novidades nesta prova da colheita de 2014.

É um vinho predominantemente elegante, suave, com taninos macios e final médio. Não muito exuberante no aroma nem muito estruturado.

Poderá melhorar com mais tempo de garrafa, pois mostra uma complexidade relativamente discreta lá por trás.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Cabeça de Burro Reserva 2014 (T)
Região: Douro
Produtor: Caves Vale do Rodo
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca
Preço em feira de vinhos: 6,35 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 3 de fevereiro de 2019

No meu copo, na minha mesa 735 - Bafarela Reserva tinto 2016; Restaurante Velho Mirante (Pontinha)



Depois de muito tempo, voltamos a falar dum restaurante. Há uns 20 anos, ou mais, que não ia a este. Tive oportunidade de revisita-lo por duas vezes no final de 2018 e descobrir a nova fase deste que era um restaurante típico na Pontinha, às portas de Lisboa, mesmo ao lado do quartel que serviu como centro de operações no movimento dos capitães a 25 de Abril de 1974.

Do que parecia quase uma tasca, passou-se agora para um restaurante de estilo moderno, com cores claras, ambiente recatado e serviço a condizer, com um pequeno grupo de funcionários de sala trajados a rigor.

O serviço é eficiente, simpático, atencioso e descontraído. A sala é relativamente pequena, com duas zonas contíguas mas distintas com vista directa para a porta da rua. Num armário estão armazenados os vinhos à temperatura adequada e, dependendo do vinho escolhido, é sugerida a sua decantação sem ser necessário pedir.

A ementa é baseada em pratos típicos da culinária portuguesa mais tradicional, confeccionada a rigor. Desde costeletas de borrego ou borreguinho assado no forno a bacalhau à Brás, passando por arroz de cabidela, existe um leque não muito extenso mas suficientemente variado de opções para satisfazer todos os gostos. Confecção cuidada e irrepreensível. Os preços são ajuizados, com a maioria dos pratos abaixo dos 10 €, uma raridade nos tempos que correm em restaurantes de algum nível.

Quanto ao vinho, a escolha recaiu num Bafarela Reserva, sugerido por uma garrafa que estava exposta por cima do armário. Este vinho surgiu há uns anos como uma espécie de vendaval no panorama vínico português, pois a primeira colheita apresentava a barbaridade de 17º de álcool! A verdade é que a curiosidade foi tanta que o vinho esgotou rapidamente e tornou-se um caso de sucesso instantâneo.

Este Reserva agora provado é um vinho “normal”, com um grau alcoólico dentro dos parâmetros habituais. Mostrou-se encorpado, com aroma frutado intenso e cor muito carregada, com as Tourigas a ditarem leis, complementadas com a estrutura dada pelas Tintas. A decantação fez-lhe bem, e só lá para o final da garrafa o vinho abriu a se mostrou mais macio.

Não se tendo mostrado encantador, é um bom vinho na linha dos tintos típicos do Douro com todas as características habituais.

Quanto ao novo Velho Mirante, é um restaurante que merece ser revisitado de forma descontraída. Obrigatório marcar, especialmente aos fins-de-semana, dada a escassez do espaço.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Bafarela Reserva 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Brites Aguiar
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Amarela, Tinta Roriz
Preço: 4,25 €
Nota (0 a 10): 8

Restaurante: Velho Mirante
Rua de Santo Elóy, 2
Pontinha (Odivelas)
Telef: 21.401.75.64
Preço médio por refeição: 20 €
Nota (0 a 5): 4

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

No meu copo 725 - Pacheca Reserva Vinhas Velhas 2014

Foi o primeiro contacto com este vinho na nova fase da Quinta da Pacheca. É um vinho de cor rubi, com aroma intenso a frutos vermelhos.

Na boca é bem estruturado, revelando macieza com taninos presentes mas redondos. O final é complexo e persistente, com um ligeiro toque a especiarias.

Bom, mas talvez um pouco exagerado no preço.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Pacheca Reserva Vinhas Velhas 2014 (T)
Região: Douro
Produtor: Quinta da Pacheca, Sociedade Agrícola e Turística
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tinto Cão, Sousão, Tinta Amarela
Preço em feira de vinhos: 12,19 €
Nota (0 a 10): 8

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

No meu copo 719 - Pedra Cancela, Selecção do Enólogo tinto 2010 e 2015

Já tínhamos provado a colheita de 2010 deste Pedra Cancela Selecção do Enólogo e foi uma excelente surpresa, de tal forma que voltámos à carga com outra garrafa, que confirmou as impressões da primeira.

Passado algum tempo repetimos com a colheita de 2015, mas esta ficou aquém das expectativas. O vinho apresentou-se com o aroma algo discreto, demasiado contido, com pouca exuberância, na boca algo delgado e com menos vivacidade. Final macio mas discreto.

Em suma, tendo em conta a diferença de idades, conclui-se que o ano de 2015 foi uma colheita menos favorável, pelo que há que esperar que a próxima seja melhor.

Porque este é o tal Dão de que gostamos e que nos deliciou durante anos. Um Dão fora das modas, dos ditames dos gurus, daquilo que “o mercado pede” (como eu detesto esta frase dogmática!!!), que tenta recuperar as origens e a essência do verdadeiro Dão, daquilo que pode marcar a diferença e impor-se por ser aquilo que é, diferente dos outros, e não apenas mais um igual aos outros.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Pedra Cancela, Selecção do Enólogo 2010 (T)
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Pedra Cancela, Selecção do Enólogo 2015 (T)
Nota (0 a 10): 7,5

Região: Dão
Produtor: Pedra Cancela Vinhos do Dão
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Tinta Roriz, Alfrocheiro, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,89 €

terça-feira, 27 de novembro de 2018

No meu copo 718 - Ribeiro Santo Reserva tinto 2013

Um vinho do projecto de Carlos Lucas no seu percurso a solo. É um tinto do Dão com perfil clássico, elegante e macio na boca, com aromas a frutos vermelhos e do bosque, final elegante e persistente, envolvente na boca e com taninos redondos e macios.

Já com 5 anos após a colheita, mostrou-se com sinais evidentes de juventude, sem qualquer evolução excessiva. Apresentou-se no ponto óptimo de consumo, um vinho maduro e com todas as componentes em equilíbrio.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Ribeiro Santo Reserva 2013 (T)
Região: Dão
Produtor: Magnum - Carlos Lucas Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro
Preço em feira de vinhos: 7,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

No meu copo 717 - Casa da Passarela, A Descoberta rosé 2016

Foi a segunda prova que fizemos dum rosé da Casa da Passarela. A primeira foi a versão O Brasileiro, uma agradável surpresa num registo de rosé leve e despreocupado.

Esta versão “A Descoberta”, que é produzida em tinto, branco e agora em rosé, mostrou-se um vinho um pouco mais sério, mais estruturado, mais aromático, mais profundo, com mais complexidade tanto no nariz como na boca.

No aroma predominam notas florais e a frutos vermelhos. Na boca revela-se equilibrado e fresco, com boa acidez, final vivo, refrescante e persistente.

Mais um bom produto saído das mãos de mestre do enólogo Paulo Nunes, recentemente distinguido com mais um prémio “Escolha da Imprensa” pelo Villa Oliveira branco.

Um bom rosé para a mesa e polivalente, para diversos pratos, e com muito boa relação qualidade-preço. Para acompanhar com atenção. Entra directamente para a nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Casa da Passarela, A Descoberta 2016 (R)
Região: Dão
Produtor: O Abrigo da Passarela
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 4,49 €
Nota (0 a 10): 8


segunda-feira, 5 de novembro de 2018

No meu copo 712 - Duorum tinto 2012; Duorum tinto 2014

Voltando aos domínios da dupla João Portugal Ramos/José Maria Soares Franco, provámos estas duas garrafas de Duorum tinto, que estão em excelente forma.

É um vinho bem estruturado, persistente, elegante e complexo, que está excelentemente posicionado no patamar em que se encontra.

Aroma frutado intenso com algum floral, taninos firmes mas redondos, acidez fina e equilibrada e madeira bem integrada no conjunto.

Um valor seguro na gama de preços entre os 5 e os 10 euros, com uma excelente relação qualidade-preço.

É um vinho que merece claramente estar na nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Duorum 2012 (T)
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Duorum 2014 (T)
Nota (0 a 10): 8

Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 6,77 €


Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

No meu copo 698 - Titular: tinto 2014; branco 2015

A Caminhos Cruzados é uma empresa de origem familiar, situada na zona de Nelas, que tem vindo a ganhar espaço entre os produtores do Dão com excelentes vinhos, dos quais o maior destaque vai para um branco de excelência, o Teixuga, que já tivemos oportunidade de provar, mas ainda não de degustar à mesa.

Este par branco e tinto de que aqui se fala situam-se na gama média/média-baixa. Nesta marca existem várias versões monocasta, tanto nos brancos como nos tintos, e um tinto Reserva. Estas serão, portanto, as versões colheita mais simples. E assim se apresentaram.

O tinto 2014, com um lote típico da região, mostrou-se algo linear e simples na boca, com aroma discreto e final curto, delicado mas com alguma falta de estrutura, que o beneficiaria.

No caso do branco 2015, igualmente com um trio muito típico de castas, mostrou um aroma floral com mineralidade, boa acidez e frescura na boca, com estrutura e final de intensidade média.

No conjunto, melhor o branco, mais próximo do que é a região, do que o tinto, a que pareceu faltar algo mais.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Dão
Produtor: Caminhos Cruzados

Vinho: Titular 2014 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Titular 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Encruzado, Malvasia Fina, Bical
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 28 de agosto de 2018

No meu copo 697 - Tazem Reserva 2011

Este vinho foi adquirido numa garrafeira online, e despertou a curiosidade por ser dum produtor pouco falado. Conhecendo as características dos tintos do Dão, sabemos ao que vamos.

Na cor apresentou-se com um rubi brilhante típico da região. No aroma predominam frutos vermelhos e violetas. Na boca é delicado e suave, com final elegante e persistência média.

Para o vinho que é, o preço parece um pouco inflacionado.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Tazem Reserva 2011 (T)
Região: Dão
Produtor: Adega Cooperativa de Vila Nova de Tazem
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro
Preço: 8,50 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 22 de julho de 2018

No meu copo 687 - Quinta de S. Sebastião tinto 2014; branco 2016

Continuamos pela região vitivinícola de Lisboa, agora mas próximo de Arruda dos Vinhos, onde se encontra a Quinta de S. Sebastião, outro produtor emergente.

Tivemos oportunidade de provar um branco e um tinto, situados no mesmo patamar de preços.

Desta vez o branco agradou mais. Com uma cor dourada bem vincada, mostrou um bom aroma a frutos do pomar, com boa acidez, elegância na boca e persistência média. O lote de castas usadas deu um conjunto com um ligeiro toque floral e com notas tropicais do Sauvignon Blanc muito discretas.

O tinto agradou menos. Pareceu faltar-lhe alguma garra. Muito encorpado na boca, mas ao mesmo tempo algo liso, talvez com pouca acidez, e com a fruta a aparecer com sinais de sobrematuração. A cor é muito carregada e concentrada, o que confirma as impressões gustativas.

Talvez seja um perfil a precisar de ser revisto e afinado.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Arruda)
Produtor: Quinta de S. Sebastião

Vinho: Quinta de S. Sebastião 2014 (T)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Cercial, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Quinta de S. Sebastião 2016 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 2 de junho de 2018

No meu copo 678 - Quinta dos Carvalhais tinto 2010

Nem sempre este Colheita da Quinta dos Carvalhais nos tem convencido. Por vezes parece faltar-lhe alguma personalidade, alguma tipicidade do Dão, mostrando-se algo incaracterístico e indefinido.

A verdade é que quase sempre o provamos relativamente novo, com a colheita que está no mercado. Esta garrafa foi adquirida em 2015 e, provada agora em 2018, pareceu que o tempo lhe fez bem.

Apresentou-se um vinho de cor rubi carregada, muito bem equilibrado, com aromas intensos a frutos vermelhos maduros e do bosque e um bouquet amplo e profundo.

Na boca mostrou boa estrutura, com os taninos firmes mas muito redondos e equilibrados sem marcarem o conjunto, com as notas de madeira muito discretas.

Perante esta prova, parece-nos estar claramente perante um vinho de guarda e não de consumo imediato. Precisa de evoluir na garrafa, pois esse tempo fá-lo crescer para mostrar aquilo que pode dar. Neste caso, com quase 8 anos, pareceu estar no ponto óptimo de consumo, pelo que não vale a pena ter pressa em bebê-lo.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta do Carvalhais 2010 (T)
Região: Dão
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro
Preço em feira de vinhos: 4,87 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 20 de maio de 2018

No meu copo 676 - Marquês de Marialva Colheita Selecionada tinto 2014

Um vinho barato e bom. Cor granada, boa estrutura na boca, complexidade quanto baste pontuada por alguma elegância e suavidade.

Um bom exemplar da moderna Bairrada num perfil mais macio para aqueles que têm dificuldades em entender-se com a Baga, aqui “amansada” pela Touriga Nacional com a qual costuma fazer boa ligação.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Marquês de Marialva Colheita Selecionada 2014 (T)
Região: Bairrada
Produtor: Adega Cooperativa de Cantanhede
Grau alcoólico: 13%
Castas: Baga, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 2,24 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 17 de maio de 2018

No meu copo 675 - Valle Pradinhos rosé 2016

Eis um rosé dos novos tempos e que reflecte aquilo que, na minha opinião de consumidor, deve ser um rosé.

Abstraindo da cor desmaiada, a tender quase para o incolor (uma moda que, como todas as modas, será apenas uma tendência passageira), o que interessa verdadeiramente, o aroma, o corpo e o sabor, estão no ponto certo.

O aroma é frutado e delicado, com notas florais e de frutos vermelhos silvestres. Na boca é leve, suave e macio, com boa e refrescante acidez, com um final elegante e vivo.

Foi muito apreciado, até por quem diz que não gosta de rosés...

Muito apelativo para ocasiões descontraídas. Uma excelente opção para o Verão, e mais um para a nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Valle Pradinhos 2016 (R)
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Maria Antónia Mascarenhas
Grau alcoólico: 12%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 7,35 €
Nota (0 a 10): 8


Foto da garrafa obtida no site do produtor

sexta-feira, 13 de abril de 2018

No meu copo 669 - Cabriz Reserva tinto 2013

Passados mais de 10 anos voltei ao local do crime, para repetir o prato e o vinho. Um almoço no Curral dos Caprinos trouxe à mesa o inevitável cabrito assado no forno com batata assada e esparregado, e ao copo o par quase ideal, o Cabriz Reserva tinto 2013.

Quanto ao prato não há muito a acrescentar ao que já se sabe: é um dos pratos emblemáticos da casa, que justifica sempre a visita. Tudo confeccionado no ponto certo.

Quanto ao vinho, que é o que nos traz aqui, também não há muito de novo, porque cumpriu com distinção aquilo que dele sempre se espera.

Sem ter sido pedido, o vinho foi previamente decantado e deixado repousar alguns minutos enquanto arejava, o que se revelou uma prática bastante adequada para o vinho em causa.

Tal como é mais ou menos habitual, este Cabriz Reserva mostrou um perfil robusto sem descurar a elegância, sempre contrastante com o lado mais elegante e suave do Casa da Santar Reserva. Aroma predominante a frutos vermelhos e do bosque, algumas notas balsâmicas, bem estruturado na boca, ainda com sinais evidentes de juventude e taninos bem presentes, com final vivo e persistente.

Aconselha-se assim a guarda por mais algum tempo, pois irá certamente amaciar na garrafa. Voltaremos a ele, pois há mais em casa para beber.

É um vinho que nunca nos desilude e uma aposta sempre segura, num patamar de preço quase imbatível para a qualidade que apresenta. Nem outra coisa seria de esperar, vindo donde vem.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Cabriz Reserva 2013 (T)
Região: Dão
Produtor: Global Wines
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 5,64 €
Nota (0 a 10): 8

segunda-feira, 2 de abril de 2018

No meu copo 665 - Tons de Duorum tinto 2016

Garrafa oferecida por João Portugal Ramos Vinhos, a quem muito agradecemos.

Já é um vinho por demais conhecido, que mostrou as características habituais. Medianamente encorpado, elegante e macio, com notas predominantes de frutos vermelhos, suave na boca e com final de comprimento médio, com taninos suaves.

Pareceu uns furos acima das provas anteriores.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Tons de Duorum 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 3,79 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

No meu copo 627 - Flor do Tua Reserva tinto 2014

Os vinhos com denominação Trás-os-Montes estão agora a fazer o seu caminho desde que, de certa forma, se autonomizaram dos vinhos com denominação Douro – ainda não há muito tempo tivemos oportunidade de provar um branco de Valpaços que foi uma excelente surpresa. Não há muitos anos, o que não cabia nos DOC Douro era classificado como Regional Trás-os-Montes (um exemplo claro era o Bons Ares, da Ramos Pinto, que não é DOC porque tem o Cabernet Sauvignon no lote que o compõe).

Entretanto os regulamentos vão mudando (em Portugal regula-se tudo um pouco e nos vinhos não é excepção), aparecem regiões, desaparecem sub-regiões ou muda tudo de nome (ainda estou para perceber para que é que há tanta região e sub-região num país com uma área de vinha total menor que a da região de Bordéus, mas essa é outra conversa). Agora temos vinhos regionais durienses, transmontanos, minhotos, beira atlântico, terras do Dão e sei lá que mais. E temos, então, também os DOC Trás-os-Montes.

É o caso deste Flor do Tua, provado ao almoço num restaurante em Lisboa a acompanhar umas belas costeletas de novilho. Os tintos têm algumas características semelhantes aos do Douro (o que é normal, pois a quase totalidade da região fica geograficamente situada em Trás-os-Montes), mas frequentemente apresentam um perfil menos concentrado e menos carregado de cor, com menos álcool e mais suaves na prova de boca.

Proveniente da zona de Mirandela, este Flor do Tua fica algures a meio caminho. É realmente um vinho mais aberto e macio, embora bastante alcoólico. No aroma evidencia frutos vermelhos e na boca mostra-se bem estruturado embora não pesado, com taninos redondos a moldarem o conjunto.

Um vinho e um produtor para acompanhar com alguma atenção.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Flor do Tua Reserva 2014 (T)
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Essência do Douro, Wines and Gourmet
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Preço: 7 €
Nota (0 a 10): 7,5

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

No meu copo 626 - Santos da Casa rosé 2016

  

Decorreu no passado dia 31 de Agosto, no jardim do restaurante Eleven, no alto do Parque Eduardo VII, a apresentação do Santos da Casa 2016, o primeiro rosé da Santos & Seixo, empresa criada em 2014 com o intuito de abranger várias regiões vitivinícolas do país para a produção dos seus vinhos.

Actualmente a Santos & Seixo tem a sua produção focada essencialmente no Douro e no Alentejo, embora tenha já apresentado também um Alvarinho da sub-região Monção-Melgaço dos Vinhos Verdes.

No final de tarde em que decorreu a apresentação deste rosé, sob o lema “Santos da Casa fazem milagres”, foi possível degustar o rosé em lançamento e ainda provar um Santos da Casa branco.

No que se refere a este rosé, o milagre ainda vai ter de aguardar mais algum tempo, pois o vinho necessita de alguma afinação. Produzido quase na totalidade com Touriga Nacional (90%) e o restante com Tinta Roriz, o aroma não evidencia as notas florais e de frutos vermelhos que normalmente a Touriga confere, e que é bem evidente nos rosés. Em parte dever-se-á ao facto de o vinho provir parcialmente da sangria de cuba.

Sem querer entrar em campos que não são meus e onde não tenho autoridade técnica para argumentar, como consumidor a experiência mostra que a sangria de cuba não favorece as características mais desejáveis num rosé, como a frescura, acidez, aromas mais frutados e vivacidade na prova de boca. Parece-me que esse será um aspecto a ter em conta em futuras produções deste rosé, que na prova isolada mostrou-se algo liso na boca.

Como no final o produtor teve a gentileza de nos presentear com uma garrafa do néctar, pude mais tarde prová-lo em casa, calmamente e à mesa. Aí revelou-se um pouco melhor, mostrando um final de boca mais vivo e intenso, embora ainda um pouco curto e algo adocicado.

Parece-me que tem tudo para melhorar, mas ainda há passos a ser dados em direcção ao milagre. Vamos ver entretanto como se comportam os restantes vinhos do portefólio, nomeadamente os tintos, quando tivermos oportunidade de nos cruzarmos com eles.

Obrigado à agência de comunicação Chefs Agency e à Santos & Seixo pelo convite que nos foi endereçado e pela oferta da garrafa de rosé.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Santos da Casa 2016 (R)
Região: Douro
Produtor: Santos & Seixo
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Touriga Nacional (90%), Tinta Roriz (10%)
Preço: cerca de 6 €
Nota (0 a 10): 7