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domingo, 12 de maio de 2019

No meu copo, na minha mesa 760 - Quinta da Soalheira 2016; Gastrobar 13 (Alvor)






Uma incursão ao Algarve deu-me a oportunidade de conhecer um bar de petiscos em Alvor, onde se podem comer várias doses de pequenos pratos que não deixam de ser “comida a sério”.

Ao contrário da “cozinha da moda”, aqui os pratos são minimamente normais e quando se escolhe fica-se com a noção do que se vai provar. Não há “espumas”, nem “camas”, nem “reduções de”...

O espaço é muito interessante e agradável. Quando se franqueia a porta entra-se numa zona de bar tradicional, com pequenas mesas e um balcão por cima do qual existe uma enorme prateleira forrada a LP’s, muitos deles que ficaram célebres no seu tempo. Existe desde Lou Reed a Bob Marley, de Police a Eric Clapton, de Doors a Simon and Garfunkel, de Trovante a Rui Veloso...

Passada esta entrada, mais ao fundo há acesso a um quintal frondoso onde estão dispostas as mesas para os comensais. O espaço está coberto por vegetação que dá um ar campestre e fresco ao local. Como não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão, esta é bem aproveitada pois a primeira impressão é bastante agradável. Em fundo vai passando música de vários géneros.

Pediram-se pratos diversos que, no geral, agradaram. Uns mais originais ou mais saborosos, como a carninha com migas de espinafres, a quejadilla de frango ou o bacalhau à Lagareiro.

Para acompanhar pediram-se dois vinhos, um branco e um tinto, sendo que este teve direito a repetição. Do Lello branco não tive grandes impressões pois não provei mais que um golo, tendo-me detido mais no tinto.

O Quinta da Soalheira, produzido no Douro pela Borges, apresenta-nos o outro lado do Douro com um perfil diferente, mais elegante sem perder estrutura. Aroma frutado intenso, taninos firmes mas redondos e final persistente e elegante. Relativamente à prova anterior, pareceu um pouco mais leve e mais macio.

Em resumo, um bom convívio à volta da mesa, com bons produtos sólidos e líquidos. Um local a revisitar, conquanto seja previsível bastante dificuldade para fazê-lo nas férias de Verão.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta da Soalheira 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinto Cão, Tinta Roriz e Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 8

Restaurante: Gastrobar 13
Travessa do Castelo, 13
8500-003 Alvor
Telef: 967.993.711
Preço médio por refeição: 15-20 €
Nota (0 a 5): 4

quarta-feira, 8 de maio de 2019

No meu copo 759 - Quinta do Vesúvio 2016

Este é um dos diversos vinhos do portefólio da Symington, quer produzidos sob a marca da empresa quer em parceria com Bruno Prats, onde ganham a autoria de P+S, significando Prats & Symington.

Esta marca Quinta do Vesúvio é uma das que se enquadram no primeiro caso, recebendo portanto o nome da Symington Family Estates como produtor.

Ultrapassado este pequeno detalhe de ordem burocrática-institucional, passemos ao vinho propriamente dito.

Esta é uma das marcas emblemáticas da casa e uma das que têm granjeado maior prestígio. O vinho apresenta-se muito concentrado, pujante e robusto na prova de boca. E no entanto, parece que lhe falta algo mais, não encanta. É um, entre muitos, com elevada extracção que lhe dá uma cor quase retinta. Mas, no final, acaba por não encantar nem surpreender.

Este perfil de vinhos acaba por se tornar cansativo, pois por muitos que se provem acabam por se tornar todos iguais.

É bom? Claro que é! Mas fico a perguntar-me o que é que trouxe de novo, ou de diferente, que justifique o preço que custa... E permaneço com esta dúvida...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta do Vesúvio 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Symington Family Estates
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional (56%), Touriga Franca (40%), Tinta Amarela (4%)
Preço: 45 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 1 de maio de 2019

No meu copo, na minha mesa 758 - Callabriga 2016; Restaurante Nogueira’s (Lisboa)



Depois da cozinha moderna, passamos para a comida a sério. Este é um restaurante junto ao rio Tejo que já andava debaixo de olho há algum tempo mas que ainda não tinha tido oportunidade de visitar.

O espaço é amplo, bem decorado, atractivo e com bom gosto. O atendimento rápido, atencioso e eficiente.

Sem desprezar os pratos do dia, que nos são apresentados inicialmente e têm um preço bem mais modesto que o resto da carta, o grande trunfo da casa parecem ser mesmo as carnes grelhadas, de grande qualidade, variedade e confeccionadas no ponto ideal. Depois de percorrer as opções que incluem, entre outras coisas, um chuletón de 900 g e um Legendary Tomahawk de 1 kg, optámos, para duas pessoas, por uma dose de maminha laminada e uma posta de vitela, ambas com 300 g de peso. Os preços, naturalmente, têm um “peso” correspondente ao da carne...

Os acompanhamentos são pedidos à parte, pelo que são mais uns euros a somar. Optou-se por batatas fritas, como era mister, e legumes grelhados.

Para não carregar muito mais na conta, optámos por um velho conhecido, e em vez do Esporão fomos para a Casa Ferreirinha e bebemos um Callabriga. Um vinho que está logo acima do Vinha Grande no portefólio da casa mas cujo perfil se aproxima muito mais do Quinta da Leda. É um vinho de cor rubi profunda, com aroma intenso a frutos vermelhos com algumas notas florais, grande concentração e volume de boca, com taninos bem integrados e macios. Precisa de tempo no copo para amaciar e libertar os aromas, mostrando-se depois mais sedoso e com um final persistente.

Depois de tudo servido à mesa, o conjunto ficou com o aspecto que se vê na primeira imagem.

No meio desta panóplia, as sobremesas ficaram um pouco aquém da qualidade do resto, não encantando. O Petit Gâteau de doce de leite argentino não encantou nem surpreendeu.

Não é para todos os dias, mas este restaurante merece uma visita sem pressas e em boa companhia. No tipo de refeição pelo qual optámos, é caro, claro! Mas desta vez comeu-se comida a sério!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Restaurante: Nogueira’s
Av. 24 de Julho, 68-F
1200-869 Lisboa
Telef: 915 181 515
Preço médio por refeição: 40 - 50 €
Nota (0 a 5): 4,5

Vinho: Callabriga 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca (60%), Touriga Nacional (25%), Tinta Roriz (15%)
Preço em feira de vinhos: 13,99 €
Nota (0 a 10): 8,5

terça-feira, 26 de março de 2019

No meu copo 750 - Mateus Rosé Original

É tempo de revisitarmos o vinho português mais vendido em todo o mundo e o mais mal amado no país que o produz.

O célebre Mateus Rosé, criado em 1942 por Fernando Van Zeller Guedes e pioneiro da marca Sogrape, continua a ser um caso de sucesso apesar de muito desvalorizado intramuros.

A verdade é que o vinho da garrafa em forma de cantil foi concebido para ser um vinho agradável e fácil de beber, de forma descontraída. Nesse pressuposto, é difícil encontrar muitos que o batam ou mesmo que o igualem.

A melhor forma de desmistificar o Mateus aconteceu há uns bons pares de anos num curso de prova que frequentei no Instituto Superior de Agronomia com o Prof. Virgílio Loureiro. As conversas à volta do Mateus Rosé sucediam-se (quase sempre em tom depreciativo) até ao dia em que nos foram apresentadas algumas harmonizações de vinhos com comida.

Foram-nos servidas tâmaras enroladas em bacon e um vinho desconhecido em copo preto. Nem fresco nem natural. Foi-nos pedido que avaliássemos a parceria, e todos os presentes – sem excepção – consideraram que a harmonização estava perfeita. Quando foi mostrada a garrafa, voilà!, era Mateus Rosé. E assim se destroem os mitos, para o bem ou para o mal.

Dito isto, resta acrescentar que a prova mais recente aconteceu com cozinha oriental, no caso num restaurante coreano, e como não podia deixar de ser o Mateus Original ligou na perfeição com os vários pratos experimentados. Mesmo a solo é um vinho que se bebe com facilidade e sem dar por isso despejamos a garrafa. Está no registo meio-seco, é leve, fresco e refrescante.

Beba-se, pois!

Um brinde à Casa de Mateus, inspiradora do nome e do rótulo, agora em tempo de mudança de imagem com novo rótulo e nova garrafa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Mateus Rosé Original (R)
Região: Sem denominação de origem
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 11%
Castas: Baga, Rufete, Tinta Barroca, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 3,87 €
Nota (0 a 10): 7


Fotos das garrafas (antiga e nova) obtidas no site do produtor

terça-feira, 19 de março de 2019

No meu copo 748 - Prazo de Roriz 2016

Não têm sido muitas as provas com vinhos do universo Symington, mas agora há algumas referências que iremos provar ao longo dos próximos meses.

Começamos com este vinho da gama entre os 5 e os 10 euros, elaborado com 5 das castas emblemáticas do Douro na Quinta de Roriz, localizada em São João da Pesqueira (nome de que viria a resultar a designação da casta Tinta Roriz).

Este é um dos vinhos resultantes para parceria entre as famílias Prats e Symington, que ocorre paralelamente à produção de vinhos sob a chancela da Symington Family Estates, nomeadamente os provenientes da Quinta do Vesúvio e os vinhos do Porto das marcas Graham’s e Dow’s.

Apresenta-se com uma cor rubi profunda, aroma intenso a frutos vermelhos, encorpado na boca e com boa estrutura mas com taninos arredondados, final elegante e persistente com algumas notas de especiarias.

Dentro desta gama de preços, é uma boa aposta para a relação qualidade-preço e entra para as nossas sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Prazo de Roriz 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Prats & Symington
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinta Amarela
Preço em feira de vinhos: 6,74 €
Nota (0 a 10): 8

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

No meu copo 736 - Cabeça de Burro Reserva tinto 2014

aqui provámos este vinho não há muito tempo, e não há novidades nesta prova da colheita de 2014.

É um vinho predominantemente elegante, suave, com taninos macios e final médio. Não muito exuberante no aroma nem muito estruturado.

Poderá melhorar com mais tempo de garrafa, pois mostra uma complexidade relativamente discreta lá por trás.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Cabeça de Burro Reserva 2014 (T)
Região: Douro
Produtor: Caves Vale do Rodo
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca
Preço em feira de vinhos: 6,35 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 3 de fevereiro de 2019

No meu copo, na minha mesa 735 - Bafarela Reserva tinto 2016; Restaurante Velho Mirante (Pontinha)



Depois de muito tempo, voltamos a falar dum restaurante. Há uns 20 anos, ou mais, que não ia a este. Tive oportunidade de revisita-lo por duas vezes no final de 2018 e descobrir a nova fase deste que era um restaurante típico na Pontinha, às portas de Lisboa, mesmo ao lado do quartel que serviu como centro de operações no movimento dos capitães a 25 de Abril de 1974.

Do que parecia quase uma tasca, passou-se agora para um restaurante de estilo moderno, com cores claras, ambiente recatado e serviço a condizer, com um pequeno grupo de funcionários de sala trajados a rigor.

O serviço é eficiente, simpático, atencioso e descontraído. A sala é relativamente pequena, com duas zonas contíguas mas distintas com vista directa para a porta da rua. Num armário estão armazenados os vinhos à temperatura adequada e, dependendo do vinho escolhido, é sugerida a sua decantação sem ser necessário pedir.

A ementa é baseada em pratos típicos da culinária portuguesa mais tradicional, confeccionada a rigor. Desde costeletas de borrego ou borreguinho assado no forno a bacalhau à Brás, passando por arroz de cabidela, existe um leque não muito extenso mas suficientemente variado de opções para satisfazer todos os gostos. Confecção cuidada e irrepreensível. Os preços são ajuizados, com a maioria dos pratos abaixo dos 10 €, uma raridade nos tempos que correm em restaurantes de algum nível.

Quanto ao vinho, a escolha recaiu num Bafarela Reserva, sugerido por uma garrafa que estava exposta por cima do armário. Este vinho surgiu há uns anos como uma espécie de vendaval no panorama vínico português, pois a primeira colheita apresentava a barbaridade de 17º de álcool! A verdade é que a curiosidade foi tanta que o vinho esgotou rapidamente e tornou-se um caso de sucesso instantâneo.

Este Reserva agora provado é um vinho “normal”, com um grau alcoólico dentro dos parâmetros habituais. Mostrou-se encorpado, com aroma frutado intenso e cor muito carregada, com as Tourigas a ditarem leis, complementadas com a estrutura dada pelas Tintas. A decantação fez-lhe bem, e só lá para o final da garrafa o vinho abriu a se mostrou mais macio.

Não se tendo mostrado encantador, é um bom vinho na linha dos tintos típicos do Douro com todas as características habituais.

Quanto ao novo Velho Mirante, é um restaurante que merece ser revisitado de forma descontraída. Obrigatório marcar, especialmente aos fins-de-semana, dada a escassez do espaço.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Bafarela Reserva 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Brites Aguiar
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Amarela, Tinta Roriz
Preço: 4,25 €
Nota (0 a 10): 8

Restaurante: Velho Mirante
Rua de Santo Elóy, 2
Pontinha (Odivelas)
Telef: 21.401.75.64
Preço médio por refeição: 20 €
Nota (0 a 5): 4

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

No meu copo 725 - Pacheca Reserva Vinhas Velhas 2014

Foi o primeiro contacto com este vinho na nova fase da Quinta da Pacheca. É um vinho de cor rubi, com aroma intenso a frutos vermelhos.

Na boca é bem estruturado, revelando macieza com taninos presentes mas redondos. O final é complexo e persistente, com um ligeiro toque a especiarias.

Bom, mas talvez um pouco exagerado no preço.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Pacheca Reserva Vinhas Velhas 2014 (T)
Região: Douro
Produtor: Quinta da Pacheca, Sociedade Agrícola e Turística
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tinto Cão, Sousão, Tinta Amarela
Preço em feira de vinhos: 12,19 €
Nota (0 a 10): 8

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

No meu copo 715 - Esporão Colheita tinto 2015

Esta é uma estreia absoluta nas Krónikas Viníkolas.

Lançado recentemente no portefólio da Herdade do Esporão, este Esporão Colheita, vinho de produção biológica e irmão mais novo do emblemático Esporão Reserva, é um vinho com um perfil bem diferente do Esporão clássico, a começar desde logo no lote de uvas utilizadas.

Com uma mistura inusual de Cabernet Sauvignon e Touriga Franca, é um vinho de cor rubi brilhante, com aromas intensos de frutos vermelhos a predominar sobre um fundo vegetal. Apresenta-se com uma grande frescura na prova de boca, com boa estrutura e taninos suaves com final elegante e persistente.

Tem origem em solos xistosos, vinhas com 6 anos de idade e fermentou em tulipas de betão, onde posteriormente estagiou durante 6 meses.

Foi uma bela revelação, com um carácter jovem mas adulto a revelar um vinho com todas as condições para se afirmar rapidamente no mercado português. Como tudo o que sai do Esporão costuma ser bom, aguardamos com expectativa as próximas colheitas e as próximas provas, para vermos se se confirma esta boa novidade.

Pelas impressões já colhidas, é mais um vinho para acrescentar à nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Esporão Colheita 2015 (T)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão
Grau alcoólico: 14%
Castas: Cabernet Sauvignon, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 11 de novembro de 2018

No meu copo 714 - Duas Quintas Reserva tinto 2008

Passados alguns anos voltamos a falar dum dos grandes tintos portugueses. Outras provas aconteceram entretanto, das edições de 2006 e 2007, mas não houve oportunidade de trazê-las à estampa.

Sendo uma das marcas emblemáticas da Ramos Pinto, esta versão Reserva do Duas Quintas é desde há muito tempo um vinho que se guindou a patamares de excelência, dando-nos do melhor que há no Douro Superior.

Sabendo que naquela zona se produzem grandes vinhos tintos e se obtêm algumas das grandes referências nacionais com diversos perfis (os da Casa Ferreirinha, produzidos na Quinta da Leda, destacam-se pela elegância), o Duas Quintas sempre se pautou pela robustez e concentração, características que se mantêm.

De cor quase retinta, aroma predominante a frutos vermelhos maduros, na boca apresenta-se concentrado e estruturado, com grande corpo e final persistente e intenso, com taninos firmes mas macios. É um dos tais raros vinhos robustos com elegância.

É um daqueles vinhos dos quais se pode dizer que custam muito dinheiro mas não são caros para o prazer que proporcionam.

Top!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Duas Quintas Reserva 2008 (T)
Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto
Grau alcoólico: 15%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca
Preço em feira de vinhos: cerca de 25 €
Nota (0 a 10): 9

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

No meu copo 712 - Duorum tinto 2012; Duorum tinto 2014

Voltando aos domínios da dupla João Portugal Ramos/José Maria Soares Franco, provámos estas duas garrafas de Duorum tinto, que estão em excelente forma.

É um vinho bem estruturado, persistente, elegante e complexo, que está excelentemente posicionado no patamar em que se encontra.

Aroma frutado intenso com algum floral, taninos firmes mas redondos, acidez fina e equilibrada e madeira bem integrada no conjunto.

Um valor seguro na gama de preços entre os 5 e os 10 euros, com uma excelente relação qualidade-preço.

É um vinho que merece claramente estar na nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Duorum 2012 (T)
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Duorum 2014 (T)
Nota (0 a 10): 8

Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 6,77 €


Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

segunda-feira, 2 de abril de 2018

No meu copo 665 - Tons de Duorum tinto 2016

Garrafa oferecida por João Portugal Ramos Vinhos, a quem muito agradecemos.

Já é um vinho por demais conhecido, que mostrou as características habituais. Medianamente encorpado, elegante e macio, com notas predominantes de frutos vermelhos, suave na boca e com final de comprimento médio, com taninos suaves.

Pareceu uns furos acima das provas anteriores.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Tons de Duorum 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 3,79 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

No meu copo 645 - Ramos Pinto Collection 2006, 2008, 2009

Depois da prova anterior do Ramos Pinto Collection, houve oportunidade de fazer uma prova vertical com as colheitas de 2006, 2008, 2009 e 2010 a acompanhar um repasto de lombo de porco no forno com coentros.

Começou-se pelo 2006, que deixou toda a gente extasiada! Apresentou-se com grande exuberância aromática, muito estruturado e persistente. Curiosamente, sendo o mais antigo dos quatro foi o que apareceu mais pujante e com menos evolução. Um par perfeito para o prato.

Prosseguindo na ordem cronológica, passou-se ao 2008, que foi o mais suave e elegante, e mereceu a preferência de alguns dos provadores. Apareceu num estado de evolução mais delicado e a pedir carnes mais requintadas.

O 2009 foi o mais neutro em termos de aroma e corpo. Mais elegante mas menos definido nas suas componentes, talvez num ponto de evolução mais incerto.

Finalmente foi possível repetir o 2010, que voltou a mostrar a grande exuberância que já tinha apresentado na prova anterior.

Num panorama geral, o que marca estes vinhos é por um lado a estrutura e persistência, com taninos bem marcados mas redondos; por outro a elegância subjacente que. mesmo nas colheitas donde resultaram vinhos mais poderosos, está sempre presente no modo como o vinho arredonda na prova de boca e no final. Com estas idades as notas frutadas já não são muito evidentes, mas tendo em conta as castas os traços essenciais são de frutos vermelhos maduros com ligeiras notas mentoladas e florais. Em todo o caso, excelentes vinhos em qualquer uma das colheitas, todas diferentes umas das outras.

Ainda restam alguns exemplares noutra garrafeira, pelo que qualquer dia poderemos repetir uma vertical para testar novamente o estado de evolução.

O rótulo de 2008, inspirado no tema “Tentação de Santo Antão”, foi desenhado em 1907 por Leopoldo Metlicovitz. O de 2009, que deixa para trás a Belle Époque para se render à idade do Jazz Band (descrição presente no contra-rótulo), chama-se Farandolle e é uma obra de 1926 de Leonetto Cappiello, considerado o melhor “cartazista” do seu tempo. O de 2010 mostra uma imagem de bacantes com tigres, obtida num postal de 1916.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto
Preço: 9,75 € (em 2013)

Vinho: Ramos Pinto Collection 2006 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional (30%), Touriga Franca (30%), outras (40%)
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Ramos Pinto Collection 2008 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional (30%), Touriga Franca (30%), outras (40%)
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Ramos Pinto Collection 2009 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional (50%), Touriga Franca (25%), outras (25%)
Nota (0 a 10): 8


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

No meu copo 637 - Capote Velho Premium tinto 2014

Não se pode beber vinhos excelentes todos os dias. Por vezes cruzamo-nos com alguns que são apenas razoáveis, e por vezes nem sequer se sabe donde vêm.

Este Capote Velho, bebido quase por acaso, é descrito como sendo vinificado numa das maiores quintas da região de Lisboa, mas não diz qual, pelo que ficamos na completa ignorância.

O produtor é outro mistério, porque é referido quem distribui mas não quem produz. Ficamos a saber que a distribuidora está sediada em Albergaria-a-Velha e que distribui, por exemplo, os vinhos Campolargo, Sogevinus e da A. C. Redondo, com o foco centrado nas grandes superfícies.

Quanto ao vinho propriamente dito, não é mau de todo. Apresenta-se com alguma estrutura, algumas notas florais e frutadas, com nuances de compota. A boca apresenta-se macia e com final equilibrado.

Não sendo nada de especial, bebe-se com facilidade e está de acordo com o preço em promoção.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Capote Velho Premium 2014 (T)
Região: Lisboa
Distribuidor: SotaVinhos, Distribuição de Bebidas
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Syrah, Alicante Bouschet
Preço em hipermercado: 2,49 € (em promoção)
Nota (0 a 10): 7

domingo, 12 de novembro de 2017

No meu copo 630 - Ramos Pinto Collection 2010

Este foi um vinho especial de colecção que só teve algumas edições. À semelhança de outros lançamentos, como um histórico e único Duas Quintas Celebração - Quinta de Ervamoira, ainda sob a orientação de João Nicolau de Almeida foram colocados no mercado alguns vinhos com edições limitadas, de que este Collection foi um dos exemplos mais recentes.

Evocando diversas épocas dos século XX através dos respectivos rótulos, teve edições desde 2005 a 2010. Foi uma garrafa desta última colheita que tivemos oportunidade de degustar recentemente, a acompanhar um lombo de porco com molho agridoce.

O vinho apresentou uma cor carregada a tender para o grená. No nariz mostrou-se intenso e vinoso no primeiro ataque, aparecendo depois algumas notas de frutos vermelhos e do bosque.

Na boca é pujante mas macio, estruturado mas elegante, com um final simultaneamente delicado e longo, marcado por notas de especiarias e complexidade que vai sobressaindo a cada trago.

Fez um casamento perfeito com o prato, pois a sua complexidade e acidez contrabalançaram de forma excelente o adocicado do molho.

Ao contrário do que nos aconteceu com o Duas Quintas Celebração, deste guardámos mais algumas garrafas de várias colheitas, pelo que ainda poderemos revisitá-lo durante alguns anos, até porque não é vinho para abrir todos os dias e tanto esta prova como as anteriores mostraram claramente tratar-se dum vinho de guarda. Merece um bom prato e uma boa companhia para ser apreciado como merece.

É mesmo uma colecção única, mas para ser devidamente desfrutada.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Ramos Pinto Collection 2010 (T)
Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional (50%), Touriga Franca (25%), mistura de outras (25%)
Preço em feira de vinhos: 9,75 € (último valor encontrado em 2013)
Nota (0 a 10): 8,5

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

No meu copo 627 - Flor do Tua Reserva tinto 2014

Os vinhos com denominação Trás-os-Montes estão agora a fazer o seu caminho desde que, de certa forma, se autonomizaram dos vinhos com denominação Douro – ainda não há muito tempo tivemos oportunidade de provar um branco de Valpaços que foi uma excelente surpresa. Não há muitos anos, o que não cabia nos DOC Douro era classificado como Regional Trás-os-Montes (um exemplo claro era o Bons Ares, da Ramos Pinto, que não é DOC porque tem o Cabernet Sauvignon no lote que o compõe).

Entretanto os regulamentos vão mudando (em Portugal regula-se tudo um pouco e nos vinhos não é excepção), aparecem regiões, desaparecem sub-regiões ou muda tudo de nome (ainda estou para perceber para que é que há tanta região e sub-região num país com uma área de vinha total menor que a da região de Bordéus, mas essa é outra conversa). Agora temos vinhos regionais durienses, transmontanos, minhotos, beira atlântico, terras do Dão e sei lá que mais. E temos, então, também os DOC Trás-os-Montes.

É o caso deste Flor do Tua, provado ao almoço num restaurante em Lisboa a acompanhar umas belas costeletas de novilho. Os tintos têm algumas características semelhantes aos do Douro (o que é normal, pois a quase totalidade da região fica geograficamente situada em Trás-os-Montes), mas frequentemente apresentam um perfil menos concentrado e menos carregado de cor, com menos álcool e mais suaves na prova de boca.

Proveniente da zona de Mirandela, este Flor do Tua fica algures a meio caminho. É realmente um vinho mais aberto e macio, embora bastante alcoólico. No aroma evidencia frutos vermelhos e na boca mostra-se bem estruturado embora não pesado, com taninos redondos a moldarem o conjunto.

Um vinho e um produtor para acompanhar com alguma atenção.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Flor do Tua Reserva 2014 (T)
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Essência do Douro, Wines and Gourmet
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Preço: 7 €
Nota (0 a 10): 7,5

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

No meu copo 624 - Periquita Reserva 2012

Há vinhos assim. Esta foi a terceira ou quarta tentativa. Fui ver o que tinha escrito acerca das anteriores. Havia a esperança de que fosse diferente desta vez.

Não foi. Este Periquita Reserva tinto ainda não me conseguiu mostrar nada de especial, que o distinga (para melhor) de qualquer outro do enorme portefólio da José Maria da Fonseca, e eu vou repetindo na esperança de que “desta vez é que é”.

Mas as impressões mantêm-se. Estrutura mediana, aroma pouco expressivo, final algo indefinido e pouco longo.

Não é caro nem é mau, mas pelo mesmo preço há muitos outros bastante melhores. Se os anteriores não me tinham convencido grandemente, este ainda menos.

Uma aposta algo decepcionante, tendo em conta o prestígio quer da marca quer da casa. Ou sou eu que estou completamente enganado, ou a equipa de enologia anda um bocado às aranhas com o caminho a dar a este vinho.

Acho que não vale muito a pena continuar a insistir nele, porque já se viu que não dá mais que isto...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Periquita Reserva 2012 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Castelão, Touriga Nacional, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 5,59 €
Nota (0 a 10): 7

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

No meu copo 623 - Quinta dos Aciprestes 2014


Já há alguns anos que não provava este vinho. Normalmente apresenta-se como uma garantia de qualidade por um preço razoável, e desta vez confirmou essa expectativa.

Muito aromático e equilibrado, frutado quanto baste com notas de frutos maduros e com boa estrutura, é um vinho que se bebe com facilidade e muito versátil para acompanhar pratos de carne.

Na cor não é muito concentrado, mostrando antes um perfil mais aberto. Na boca mostra-se redondo e elegante, com notas de frutos maduros e madeira muito discreta e bem integrada num conjunto harmonioso.

Mais um vinho com uma óptima relação qualidade/preço.

Kroniketas, enófilo esclarecido



Vinho: Quinta dos Aciprestes 2014 (T)
Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca
Preço em feira de vinhos: 6,16 €
Nota (0 a 10): 8

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

No meu copo 622 - Quinta da Soalheira 2013



Foi a primeira prova deste vinho da Borges produzido no Douro. Já provámos diversos vinhos desta empresa, mas nunca esta marca. A Quinta da Soalheira situa-se nas margens do rio Torto, próximo de São João da Pesqueira.

O vinho mostra uma cor e um aroma que revelam o perfil típico do Douro naquilo que ele tem de melhor.

Encorpado, persistente, estruturado e longo, apresenta aromas a frutos do bosque, taninos bem presentes e sólidos e final com notas a especiarias.

Pelo preço que custa é uma excelente aposta.

Kroniketas, enófilo esclarecido



Vinho: Quinta da Soalheira 2013 (T)
Região: Douro
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca, Tinto Cão, Sousão
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 8

sábado, 30 de setembro de 2017

No meu copo 620 - Vallado: tinto 2015; rosé Touriga Nacional 2016; branco 2016

Três vinhos da Quinta do Vallado consumidos durante as férias. Curiosamente, sendo a marca conhecida principalmente pelos tintos, esta prova das três variedades de vinho de mesa foi mais bem sucedida com o branco e o rosé.

Concretizando:

O tinto 2015 mostrou os traços típicos dos tintos do Douro, com bastante concentração na cor e na estrutura e aroma frutado e floral, final de boca médio mas discreto, sem encantar. Bebe-se com facilidade, mas não se distingue por nenhuma característica que o realce em relação a muitos outros tintos do Douro com perfil semelhante.

Já o rosé mostrou-se suave, leve, aberto e aromático, bastante floral, com boa acidez e final vivo e vibrante. Já se tinha revelado como um rosé de boa categoria, e confirmou as impressões anteriores. Muito bem conseguido, é uma referência incontornável neste tipo de vinho.

Finalmente o branco, que também confirmou as boas impressões anteriores. Aromático e suave, com boa frescura e acidez, final elegante e persistente e uma boa estrutura que o tornam adequado para pratos requintados de peixe. Outra boa referência desta quinta. Não tem a classe do Vallado Prima, mas não lhe fica muito atrás.

Em resumo, fizeram melhor figura os vinhos menos referenciados mas que se distinguem por outra personalidade que o tinto não apresenta. Destaque para o grau alcoólico bastante moderado do branco e do rosé, que os tornam vinhos mais fáceis de beber e mais apetitosos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado

Vinho: Vallado 2015 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 6,61 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2016 (R)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,96 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Vallado 2016 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Códega, Gouveio, Rabigato, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 5,75 €
Nota (0 a 10): 8