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terça-feira, 26 de março de 2019

No meu copo 750 - Mateus Rosé Original

É tempo de revisitarmos o vinho português mais vendido em todo o mundo e o mais mal amado no país que o produz.

O célebre Mateus Rosé, criado em 1942 por Fernando Van Zeller Guedes e pioneiro da marca Sogrape, continua a ser um caso de sucesso apesar de muito desvalorizado intramuros.

A verdade é que o vinho da garrafa em forma de cantil foi concebido para ser um vinho agradável e fácil de beber, de forma descontraída. Nesse pressuposto, é difícil encontrar muitos que o batam ou mesmo que o igualem.

A melhor forma de desmistificar o Mateus aconteceu há uns bons pares de anos num curso de prova que frequentei no Instituto Superior de Agronomia com o Prof. Virgílio Loureiro. As conversas à volta do Mateus Rosé sucediam-se (quase sempre em tom depreciativo) até ao dia em que nos foram apresentadas algumas harmonizações de vinhos com comida.

Foram-nos servidas tâmaras enroladas em bacon e um vinho desconhecido em copo preto. Nem fresco nem natural. Foi-nos pedido que avaliássemos a parceria, e todos os presentes – sem excepção – consideraram que a harmonização estava perfeita. Quando foi mostrada a garrafa, voilà!, era Mateus Rosé. E assim se destroem os mitos, para o bem ou para o mal.

Dito isto, resta acrescentar que a prova mais recente aconteceu com cozinha oriental, no caso num restaurante coreano, e como não podia deixar de ser o Mateus Original ligou na perfeição com os vários pratos experimentados. Mesmo a solo é um vinho que se bebe com facilidade e sem dar por isso despejamos a garrafa. Está no registo meio-seco, é leve, fresco e refrescante.

Beba-se, pois!

Um brinde à Casa de Mateus, inspiradora do nome e do rótulo, agora em tempo de mudança de imagem com novo rótulo e nova garrafa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Mateus Rosé Original (R)
Região: Sem denominação de origem
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 11%
Castas: Baga, Rufete, Tinta Barroca, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 3,87 €
Nota (0 a 10): 7


Fotos das garrafas (antiga e nova) obtidas no site do produtor

sábado, 29 de setembro de 2007

No meu copo 137 - Terra Franca rosé 2005

Os brancos e rosés de férias (IV)


Este também foi aberto numa tarde de Verão com grelhados. Embora não seja desagradável, apresentou um aroma algo discreto e paladar ligeiramente frutado e seco.

Não pareceu capaz de grandes voos. Mesmo pelo pouco preço que custou, acaba por não merecer o gasto e realmente parece não ter tido grande investimento por parte da empresa. Enfim, não deixou memórias.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Terra Franca 2005 (R)
Região: Regional Beiras
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Baga, Rufete, Tinta Barroca, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 1,88 €
Nota (0 a 10): 5

sexta-feira, 7 de abril de 2006

No meu copo 38 - Mateus Rosé

Eis-nos finalmente chegados à prova do famoso Mateus Rosé, o vinho português mais vendido no estrangeiro e principal receita da Sogrape, a empresa produtora.

Consta que até Saddam Hussein bebia Mateus Rosé, que é um vinho pouco apreciado em Portugal. Talvez por estar a meio caminho entre o branco e o tinto, o rosé é muitas vezes desconsiderado entre nós.

Pessoalmente gosto de beber rosé da mesma forma que branco ou tinto, desde que a ocasião seja adequada. No caso do Mateus, sendo um vinho leve e com pouca graduação alcoólica (apenas 11%), serve tanto como aperitivo, como acompanhante de entradas ou para refeições leves, ficando igualmente muito bem a acompanhar comida italiana ou chinesa. Pode mesmo dizer-se que é um vinho mais versátil que o branco e o tinto, pois não choca com quase nada. E como se bebe fresco ainda pode servir para beber calmamente como refresco numa esplanada.

A última prova foi com um prato de bacalhau no forno com azeite e cebola acompanhado de batatas às rodelas. Como já tive ocasião de referir, não sou grande apreciador de vinho tinto com bacalhau e pensei que me ia arrepender pela escolha dum rosé, pois estava mais inclinado para um verde. Mas a verdade é que o Mateus se saiu muito bem da prova, tão bem que ainda foi pedida uma segunda garrafa para apenas duas pessoas. A sua leveza e frescura tornam-no adequado praticamente para qualquer circunstância.

Nós próprios nos esquecemos dos rosés nas nossas escolhas, mas este merece lá estar. 

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Mateus - Vinho de mesa sem data de colheita (R)
Região: Sem denominação de origem
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 11%
Castas: Baga, Rufete, Tinta Barroca, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 2,40 €
Nota (0 a 10): 6,5


foto da garrafa obtida através de motor de busca