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sexta-feira, 19 de maio de 2017

No meu copo 603 - Quinta do Cerrado: Reserva tinto 2011; Encruzado branco 2012

Eis uma marca que conheço há um ror de anos, mas que tenho bebido pouco. A única menção neste blog a um vinho deste produtor já data de há mais de 7 anos, e foi um branco de Malvasia Fina.

Agora surgiu esta ocasião para provar (por duas vezes) o branco de Encruzado e o tinto Reserva.

O Reserva tinto mostrou uma cor granada com aroma predominante a frutos vermelhos e alguma notas de madeira. Na boca apresenta-se com boa estrutura mas com elegância, taninos redondos e final médio a longo. É bom sem ser excelente.

Quanto ao branco de Encruzado, do qual já tinha boas referências, foi uma bela revelação. Um excelente exemplar da casta da moda no Dão, que se apresenta aqui com vários anos de garrafa pleno de saúde, frescura, acidez e persistência, com uma cor citrina brilhante sem sinais de oxidação tanto na cor como no aroma.

Fermentou em 30% em barricas de carvalho, sem dar quaisquer sinais de excesso de madeira, muito bem integrada no conjunto.

Para saber o que o Encruzado nos pode dar de melhor e como pode evoluir bem em garrafa, aqui está um excelente exemplar. Poderá ser um dos melhores brancos do Dão e, porventura, do país.

Imperdível! Recomenda-se.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Dão
Produtor: União Comercial da Beira

Vinho: Quinta do Cerrado Reserva 2011 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Jaen
Preço em feira de vinhos: 6,85 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Quinta do Cerrado, Encruzado 2012 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Encruzado
Preço em feira de vinhos: 5,62 €
Nota (0 a 10): 8,5

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

No meu copo 209 - Quinta do Cerrado, Malvasia Fina 2006; Quinta das Maias, Malvasia Fina 2007

Mais dois brancos de bom recorte que não conhecia. Não sou comsumidor habitual dos brancos do Dão mas há coisas interessantes para descobrir. Neste caso trata-se de dois brancos monocasta feitos de Malvasia Fina.

Já tive oportunidade de o referir algumas vezes, sou um fã desta casta pelo seu perfil aromático e floral, que dá aos vinhos uma elegância que me agrada. Mais uma vez isso aconteceu com estes dois vinhos do Dão, algo semelhantes.

O Quinta do Cerrado estagiou dois meses em barrica, não aparecendo a madeira muito marcada. Tem uma cor citrina ligeiramente esverdeada, aroma algo citrino, corpo médio mas ao mesmo tempo com uma estrutura média na boca, com final suave, elegante e equilibrado.

O Quinta das Maias tem 10% da casta fermentada em carvalho francês, apresenta uma cor amarelo-palha, igualmente com estrutura e complexidade médias e uma boa acidez que lhe confere frescura e equilíbrio.

Em ambos os casos encontramos vinhos muito frescos na prova de boca, em que não se sente excesso de álcool e em que a madeira está bem doseada, sem excessos. A sua estrutura permite-lhes acompanhar pratos mais elaborados, não deixando de ser aceitáveis em refeições mais leves. Em suma, dois bons produtos, a repetir sempre que possível.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Dão

Vinho: Quinta do Cerrado, Malvasia Fina 2006 (B)
Produtor: União Comercial da Beira
Grau alcoólico: 13%
Casta: Malvasia Fina
Preço em feira de vinhos: 4,65 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Quinta das Maias, Malvasia Fina 2007 (B)
Produtor: Sociedade Agrícola Faldas da Serra
Grau alcoólico: 13%
Casta: Malvasia Fina
Preço: desconhecido
Nota (0 a 10): 7,5