sábado, 30 de dezembro de 2017

No meu copo 642 - Reguengos Garrafeira dos Sócios 1993

Para terminar o ano, tinha de ser em grande! E para isso fomos buscar uns dos nossos vinhos míticos, um daqueles que há mais tempo conhecemos, provamos e veneramos.

Trata-se duma colheita antiga do Reguengos Garrafeira dos Sócios, precisamente do ano em que o bebemos pela primeira vez (nessa altura a colheita que provámos era de 1989).

É um clássico que para nós é incontornável. Claro que com esta idade já perdeu alguma frescura e exuberância aromática, mas ganhou em elegância e suavidade e mantém um “bouquet” profundo e longo, a pedir copos largos e tempo de espera para libertar todos os aromas terciários. A madeira está lá mas apenas confere um certo tempero e estrutura ao vinho.

Ainda e sempre, para nós, um grande vinho!

E atenção, que agora já aí está o novo Reserva dos Sócios, que é uma espécie de irmão mais novo e que também promete altos voos. Já o provámos mas ainda não o bebemos à mesa. A seu tempo aqui falaremos dele.

Como sempre, os vinhos da CARMIM a deixarem-nos... com água na boca.

Bom ano para todos os nossos leitores e amigos. E boas provas.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Reguengos Garrafeira dos Sócios 1993 (T)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz
Grau alcoólico: 13%
Castas: Aragonês, Castelão, Trincadeira
Preço em garrafeira: 14,90 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

No meu copo 641 - Espumante Marquês de Marialva Blanc de Blancs bruto

Em época de celebrações, eis uma boa escolha neste “branco de brancas” de Cantanhede.

Elegante, com alguma estrutura, notas tostadas e de biscoito com algum aroma cítrico, bolha fina e persistente, final elegante e longo.

Um bom espumante com excelente relação qualidade-preço.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Espumante Marquês de Marialva Blanc de Blancs Bruto (B)
Região: Beira Atlântico
Produtor: Adega Cooperativa de Cantanhede
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Bical, Arinto, Maria Gomes
Preço em feira de vinhos: 3,29 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 23 de dezembro de 2017

No meu copo 640 - Terras d’Areia tinto 2010

Produzido em Benfica do Ribatejo, entre Muge e Almeirim, este Terras d’Areia 2010 apresentou-se com aroma a mostrar alguma evolução, cor ligeiramente acobreada, algumas notas de especiarias e ligeiro toque amadeirado.

Na boca é medianamente estruturado, macio, não muito encorpado e com final algo curto.

Agradável e uma hipótese a rever.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Terras d’Areia 2010 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Quinta das Torgueiras
Grau alcoólico: 14%
Castas: Syrah, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Alicante Bouschet
Preço: não disponível
Nota (0 a 10): 7

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

No meu copo 639 - BSE (Branco Seco Especial) 2015

Outro caso com semelhanças com o anterior.

A última prova tinha sido agradável, este ficou-se pela mediania. Continuamos a ter tendência para tomá-lo como referência neste patamar, mas parece que... tem dias.

Bebeu-se com facilidade, mas sem encantar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: BSE (Branco Seco Especial) 2015 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Antão Vaz, Arinto, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 2,93 €
Nota (0 a 10): 6,5

domingo, 17 de dezembro de 2017

No meu copo 638 - Prova Régia Reserva 2015

Estive indeciso, durante meses, sobre se havia de fazer este post, tamanha foi a decepção. Tem sido um daqueles vinhos que, ao longo dos 12 anos de vida deste blog, mais vezes foi chamado à liça e objecto de mais elogios: fora as provas que não foram aqui mencionadas, este é o 9º post acerca deste vinho – o primeiro já foi em 2006.

É um fenómeno que por vezes vai acontecendo. Alguns vinhos que foram referências na gama média-baixa perdem o encanto e a graça. Deparei-me com esta situação neste vinho que tem sido referência por muitos anos, por diversas razões: por ser de Bucelas e por ser um dos mais icónicos representantes do Arinto. Refiro-me, como é bom de ver, ao Prova Régia. Desde que deixou de ser apenas Prova Régia e começou a ser também Prova Régia Premium e depois Prova Régia Reserva, o que coincidiu com a mudança de mãos na emblemática Quinta da Romeira, da Companhia das Quintas para a Wine Ventures, parece que tem andado num ziguezague e não sabem bem o que lhe hão-de fazer.

O Prova Régia era um vinho seguro, que dava sempre garantias. Quando lhe acrescentaram um parceiro ligeiramente acima, o vinho “normal” perdeu interesse, conquanto o novo produto aparecesse com uma qualidade inquestionavelmente melhor do que o “normal” costumava ser. Mas isso foi no início, porque as provas mais recentes, já com novo rótulo e tudo, foram algo decepcionantes. Fico com a sensação que do “velho” Prova Régia não resta... nem sequer o rótulo. Já a prova anterior tinha sido quase um desastre.

Não é preciso, presume-se, enumerar aqui todas as qualidades do Arinto e o que se espera dum vinho emblemático da região de Bucelas. Pois, esqueçam lá isso porque quase tudo o que eu procurava nesta garrafa... não estava lá. O vinho apareceu curto de corpo, discreto de aroma e sem aquela acidez que é uma imagem de marca.

Não sei o que lhe fizeram, mas entendam-se e vejam lá se não o estragam. Como todos sabemos, uma imagem demora anos a construir, mas pode ser desfeita em pouco tempo. A continuar assim, passará a ser apenas uma boa lembrança do que em tempos foi um bom vinho.

Kroniketas, enófilo decepcionado

Vinho: Prova Régia Reserva, Arinto 2015 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Grau alcoólico: 13%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 6

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

No meu copo 637 - Capote Velho Premium tinto 2014

Não se pode beber vinhos excelentes todos os dias. Por vezes cruzamo-nos com alguns que são apenas razoáveis, e por vezes nem sequer se sabe donde vêm.

Este Capote Velho, bebido quase por acaso, é descrito como sendo vinificado numa das maiores quintas da região de Lisboa, mas não diz qual, pelo que ficamos na completa ignorância.

O produtor é outro mistério, porque é referido quem distribui mas não quem produz. Ficamos a saber que a distribuidora está sediada em Albergaria-a-Velha e que distribui, por exemplo, os vinhos Campolargo, Sogevinus e da A. C. Redondo, com o foco centrado nas grandes superfícies.

Quanto ao vinho propriamente dito, não é mau de todo. Apresenta-se com alguma estrutura, algumas notas florais e frutadas, com nuances de compota. A boca apresenta-se macia e com final equilibrado.

Não sendo nada de especial, bebe-se com facilidade e está de acordo com o preço em promoção.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Capote Velho Premium 2014 (T)
Região: Lisboa
Distribuidor: SotaVinhos, Distribuição de Bebidas
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Syrah, Alicante Bouschet
Preço em hipermercado: 2,49 € (em promoção)
Nota (0 a 10): 7

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Tempus Fugit...


Se já pensavam que nos tínhamos esquecido desta singela efeméride, bem podem tirar o equídeo da tempestade Ana... Podemos não fazer grande coisa, mas nunca nos esquecemos do nosso aniversário!

Afinal são já 12 anos de existência o que, não nos dando especiais responsabilidades, já é qualquer coisita.

Estamos assim a comemorar pela primeira vez o nosso aniversário desde a última vez que o comemorámos (como dizia o outro), e esperamos que para o ano o possamos comemorar novamente pela primeira vez desde a última. Confusos? Não vale a pena! Digam apenas connosco “Viva este blog!” e esqueçam o resto.

Bem hajam.

tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos

sábado, 9 de dezembro de 2017

No meu copo 636 - Vidigueira, Antão Vaz 2016

Ainda na Vidigueira, um dos vários monocastas que tive oportunidade de provar na passada Primavera na apresentação dos novos vinhos da Adega Cooperativa (evento ainda não publicado neste blog, o que acontecerá brevemente).

Este branco elaborado unicamente com a casta mais emblemática desta sub-região mostrou as características mais evidentes e que se esperam destes brancos.

De cor citrina, apresenta aromas tropicais e alguma mineralidade. Boca fresca, medianamente encorpado, com boa acidez e final vivo e persistente.

Uma boa aposta dos novos vinhos desta adega e muito boa relação qualidade/preço.

Na próxima oportunidade falaremos sobre o evento de apresentação dos restantes vinhos.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Vidigueira, Antão Vaz 2016 (B)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Antão Vaz
Preço em feira de vinhos: 3,79 €
Nota (0 a 10): 8

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

No meu copo 635 - Herdade do Sobroso tinto 2006 e 2008

Continuamos na sub-região da Vidigueira, agora perto de Pedrógão, para um tinto da Herdade do Sobroso.

Na realidade foram dois, um de 2006 e outro de 2008, provados com pouco tempo de intervalo. A prova foi muito semelhante, embora duas das castas sejam diferentes, mas as principais características do vinho mantêm-se, havendo nuances principalmente ao nível dos aromas primários, que com esta idade já não estão muito evidente.

Há alguns anos que os vinhos deste produtor andam por aí, sendo inclusivamente apontado como um dos destinos de eleição para enoturismo no Baixo Alentejo (1º Prémio para Melhor Turismo Rural do Alentejo em 2011). E com a presença do consagrado Luís Duarte na equipa de enologia, é de esperar o melhor.

Tanto o tinto de 2006 como o de 2008 revelaram-se bem estruturados na boca, com final longo e taninos firmes mas redondos, com a madeira bem integrada no conjunto.

No aroma predominam os frutos vermelhos e algumas notas de especiarias e compotas.

Um bom representante da sub-região da Vidigueira, a rever.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Sociedade Agro-Pecuária Herdade do Sobroso
Preço em feira de vinhos: 8,25 €

Vinho: Herdade do Sobroso 2006 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Cabernet Sauvignon, Syrah
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Herdade do Sobroso 2008 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alfrocheiro, Alicante Bouschet
Nota (0 a 10): 8

sábado, 2 de dezembro de 2017

No meu copo 634 - Cortes de Cima, Sauvignon Blanc 2015

Este vinho já se tornou um clássico na nossa mesa.

Desde a primeira prova e o primeiro post sobre esta variedade das Cortes de Cima cultivada no litoral alentejano, já tivemos oportunidade de degustá-lo várias vezes e vamos seguindo as várias colheitas com atenção. Provámos as de 2011, 2012 e 2013.

A prova mais recente foi com a colheita de 2015, que manteve as características marcantes das anteriores. Apresenta aromas típicos à casta, com notas marcadamente vegetais e algum citrino. Apresenta-se muito fresco, suave e com aroma intenso.

Na boca é redondo, vivo e vibrante, marcado por uma boa acidez. O final é intenso, persistente e redondo.

É um dos meus brancos preferidos no panorama actual e um dos mais bem conseguidos em versão Sauvignon Blanc.

Obrigatório na garrafeira e nas nossas sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Cortes de Cima, Sauvignon Blanc 2015 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Cortes de Cima
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 9,75 €
Nota (0 a 10): 8