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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Na Wines 9297 (3) - Caves São João

  
  

Aproveitei um fim de tarde mais aliviado para me deslocar novamente à Wines 9297, para mais uma prova de vinhos das Caves São João, que nos últimos meses tem sido presença assídua em provas em Lisboa. No entanto, os vinhos são tão encantadores que, mesmo já conhecendo quase todos os que são apresentados nas provas, é sempre um prazer renovado voltar a prová-los.

Desta vez em prova estiveram um espumante Quinta do Poço do Lobo, na colheita mais recente, assim como o Quinta do Poço do Lobo Arinto-Chardonnay. O espumante está muito agradável, suave e refrescante, enquanto o Poço do Lobo, com as mesmas castas e alguma madeira, mostra alguma estrutura sem deixar de ser macio e com boa acidez. No capítulo dos brancos ainda houve oportunidade de provar o Porta dos Cavaleiros 1979, do qual foram abertas 3 garrafas e todas estavam diferentes, com estádios de evolução muito díspares. Duas delas bastantes oxidadas, outra muito mais elegante e jovem.

Nos tintos esteve o clássico Caves São João Baga-Touriga Nacional, com a nova rotulagem que substituiu o antigo rótulo de cortiça. Um vinho ainda com muito para evoluir e amaciar, pois estava muito vibrante e ainda algo adstringente.

Continuando na senda dos vinhos comemorativos dos 100 anos da casa, provou-se o Caves São João 93 anos de história, um Touriga Nacional do Dão, concentrado, aromático, estruturado, com potencial para envelhecer uns 20 anos. Comprou-se uma garrafa que promete muito para daqui a uns anos...

No capítulo dos vinhos antigos, um Porta dos Cavaleiros 1985, que após algum arejamento apareceu com toda a suavidade típica do Dão, mas para mim a grande estrela foi, mais uma vez, o Quinta do Poço do Lobo Reserva 1995. Simplesmente delicioso! Já tínhamos provado uma garrafa num repasto, e parece que agora ainda gostei mais dele. Tivemos oportunidade de provar diversas colheitas deste vinho nos últimos eventos e sempre nos encantou. Irresistível, e os preços são imperdíveis!

Como habitualmente, valeu a pena fazer um esforço para comparecer. Vale sempre. As Caves São João, agora que têm vindo pouco a pouco a trazer para o mercado os seus vinhos antigos, estão de novo em grande!

Obrigado à gerente Célia Alves por mais esta belíssima prova que nos proporcionou.

Kroniketas, enófilo esclarecido

sábado, 17 de janeiro de 2015

Na Wines 9297 (2) - Com Jorge Moreira

  

Depois de várias provas a passarem-me ao lado, finalmente consegui voltar à Wines 9297 para uma prova apresentada pelo enólogo Jorge Moreira. Este é um nome que está associado a várias marcas de vinho: para além da produção que apresenta em nome próprio (de que começou por se destacar o Poeira), é também enólogo da Real Companhia Velha e mais recentemente associou-se a Jorge Serôdio Borges e Francisco (Xito) Olazabal para a produção de vinhos no Dão (M.O.B. e Quinta do Corujão).

Foram alguns destes vinhos que estiveram à prova num fim de tarde em meados de Dezembro passado. Na realidade, foram 5 vinhos: o M.O.B. branco e tinto, o Poeira branco e tinto e ainda uma novidade do Douro, o Passagem Reserva tinto.

No caso do M.O.B. agradou-me particularmente o branco (baseado em Encruzado), muito mineral e com grande frescura, bem estruturado mas suave. O tinto apresentou-se também muito elegante, fresco e com alguma delicadeza. É um lote pouco habitual, que junta Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Baga.

No caso dos Poeira, o tinto é conhecido pela sua pujança e estrutura, enquanto o branco apareceu mais marcado por algum floral, bastante corpo e persistência, muito mais austero no nariz e na boca que o M.O.B., enfim, dois perfis bastante diferentes que dividiram as opiniões dos presentes em termos de preferências.

Finalmente o Passagem Reserva, uma novidade bem recebida, um tinto do Douro com alguma delicadeza, muito focado na fruta, suave e aromático.

No geral, uma prova de nível muito agradável, em que todos os vinhos provados eram bons, sendo o resto apenas uma questão de preferência pelos diversos perfis apresentados. E, claro, sem deixar de lado o preço, que não é uma questão menor...

Kroniketas, enófilo esclarecido

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Na Wines 9297 (1) - Quinta dos Roques




Depois de duas visitas rápidas, finalmente consegui participar numa prova na garrafeira Wines 9297. Decorreu numa 6ª feira há cerca de 4 semanas e contou com a presença de Luís Lourenço a apresentar as novidades da Quinta dos Roques e da Quinta das Maias.

Começámos pelos brancos, sendo o primeiro o Maias 2012, um vinho de entrada de gama, leve mas agradável e com um bom aroma levemente cítrico. Seguiu-se um Quinta dos Roques, de Encruzado e Malvasia, bastante apelativo e fresco na boca. A completar o ramalhete, o Quinta dos Roques Encruzado, mais estruturado e longo, mas com menos frescura que os anteriores, menos exuberante no nariz à primeira impressão. Para fechar o lote, ainda veio à liça outro exemplar do Encruzado, mas este de 2001, um vinho que mais parecia mel, em tons já muito dourados e quase cremoso na boca, um vinho para os amantes dos brancos velhos que mostrou estar ali para durar.

Passando à fase dos tintos, começámos pelo Quinta dos Roques 2010, em excelente forma, muito aromático, a que se seguiu um Jaen da Quinta das Maias, a mostrar o aroma e o potencial duma casta quase ignorada mas que se revelou com uma boa estrutura, elegância e aromas do bosque. Depois vieram os pesos pesados: um Quinta dos Roques Garrafeira 2008, que estava decantado e mostrou ser de outro campeonato, um vinho de alto calibre, exuberante, cheio, estruturado, longo, mas ao mesmo tempo fino. E para o fim ainda estava guardado um Garrafeira 2001, um belo exemplar de como os tintos do Dão envelhecem com grande nobreza.

Luís Lourenço e o seu filho José, como sempre, muito amáveis e atenciosos com toda a gente, e o casal proprietário da loja, Helena e Alberto, desdobrando-se em atenções com os visitantes, tanto quanto o tempo e o espaço o permitiam.

Este novo espaço, embora não muito amplo, está criado com gosto, carinho e simpatia. Abriu-se aqui um refúgio para os amantes dos vinhos do Dão, com marcas seleccionadas com muito critério, e que merece ter sorte. Oxalá que assim seja, porque eles merecem.

Kroniketas, enófilo esclarecido