Mostrar mensagens com a etiqueta Vital. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vital. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

No meu copo 569 - Quinta de Pancas: branco 2015; tinto 2014

Por ocasião da visita à Quinta de Pancas fomos presenteados com duas garrafas do Quinta de Pancas colheita, branco e tinto.

São dois vinhos de gama média da empresa, que não primam pela complexidade.

No branco o aroma é discreto, algo floral com notas tropicais e algum mineral. Apresenta alguma estrutura na boca, mas o final é relativamente curto.

O tinto apresenta-se de corpo médio, estruturado e persistente, mas também de aroma discreto. Algumas notas de fruta preta e tostados do estágio em carvalho francês durante 9 meses. Final persistente com alguma elegância.

Não são, obviamente, vinhos de encantar, como as grandes marcas da quinta. Não se espere mais do que podem dar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: Quinta de Pancas Vinhos - Companhia das Quintas

Vinho: Quinta de Pancas 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Chardonnay (60%), Arinto (30%), Vital (10%)
Preço em feira de vinhos: 2,59 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Quinta de Pancas 2014 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 2,29 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 13 de fevereiro de 2016

No meu copo 507 - Fiúza, 3 Castas branco 2013

Voltamos aos vinhos relativamente mais simples e despretensiosos, mas que se bebem com muito agrado. Este é um deles, dos que normalmente não deixam ficar mal, como habitualmente é apanágio da Fiúza.

De cor citrina, elegante, com aroma pronunciado a frutos tropicais, boa persistência e frescura na boca. Corpo delicado, final elegante e agradável e com uma acidez vibrante.

Não é um vinho para se bater com pratos muito complexos, mas antes com outros mais leves e sem temperos exagerados.

Relativamente à prova anterior deste vinho, não defraudou as expectativas então criadas, e confirmou-se como uma aposta segura para o dia-a-dia, com um preço daqueles que são difíceis de superar.

Justifica plenamente fazer parte das nossas escolhas.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Fiúza, 3 Castas 2013 (B)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Chardonnay, Arinto, Vital
Preço em feira de vinhos: 2,49 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 22 de maio de 2014

No meu copo 383 - Fiúza: 3 Castas branco 2012; Sauvignon Blanc 2013

E após dois vinhos medianos, uma surpresa vinda da Fiúza! Esta versão em branco do 3 castas, um vinho da gama baixa como os dois referidos no post anterior, foi uma bela revelação pela positiva.

Com uma cor amarelo dourado, fresco, persistente e com boa acidez na boca, com aromas cítricos e um ligeiro toque tropical, final algo irrequieto mas macio, mostrou ser um vinho que, usando uma expressão muito em voga, vive abaixo das suas possibilidades.

De facto, para o prazer que dele se pode retirar, o preço está muito abaixo daquilo que este vinho pode valer. Excelente relação qualidade/preço, portanto, e um branco francamente recomendável, sem grandes pretensões nem complicações mas muito bem conseguido.

Parece ser um branco tanto para o Verão como para o Inverno, um todo-o-terreno para todos os pratos de peixe ou entradas e para todas as estações.

Surpresa não foi o Sauvignon Blanc, uma das castas estrangeiras que têm feito carreira em Portugal. Como sou fã dos vinhos desta casta, a expectativa à partida era boa e o vinho não desiludiu. Muito aromático, mostrou o perfil habitual nos vinhos desta casta, com um toque floral e notas de frutos tropicais juntamente com alguma mineralidade, suavidade e persistência na boca e final muito fresco.

Sendo um vinho ligeiramente mais caro que o anterior, não deixa de ser uma boa aposta para os apreciadores da casta, e não defrauda quando comparado com os vinhos mais badalados produzidos no estrangeiro. Tal como o anterior, recomendo. Entram ambos para a nossa lista de sugestões.

De notar que estamos em presença de dois vinhos com uma graduação alcoólica moderada, o que os torna bem mais fáceis de beber e saborear, pois apresentam-se muito mais leves. Bebam-se e desfrutem-se, portanto!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright

Vinho: Fiúza, 3 Castas 2012 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Chardonnay, Arinto, Vital
Preço em feira de vinhos: 2,68 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Fiúza, Sauvignon Blanc 2013 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 3,59 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 14 de maio de 2014

No meu copo 381 - Quinta do Gradil, Verdelho 2012; Tágide 2009

Já aqui falámos há uns meses da Quinta do Gradil, a propósito de um branco das castas Arinto e Sauvignon Blanc que se revelou bastante simpático e apelativo. Tínhamos por isso boas expectativas relativamente a este Verdelho, que o nosso saudoso Mancha elogiava bastante. Depois de, há alguns meses, termos feito uma prova que não agradou, o que, na altura, atribuímos a um arrefecimento em excesso que teria desequilibrado os aromas do vinho, voltámos à carga com outra garrafa e desta vez com um arrefecimento correcto.

A verdade é que voltou a desiludir, e duas provas que não agradam já dificilmente se justificam pela deficiência da temperatura.

Revelou-se um vinho sem brilho, com pouco carácter, sem fibra, sem alma. Aroma discreto, pouco corpo, delgado na boca e com final curto. Em suma, não deixou saudades. Ainda por cima, para tirar as dúvidas a seguir ainda veio para a mesa uma garrafa de Verdelho da Herdade do Esporão, que brilhou como sempre a grande altura. Incomparável com o anterior. Terá sido apenas azar com aquela garrafa, com esta colheita ou será mesmo um problema na produção? A verdade é que nenhuma das características marcantes do Verdelho, que costumamos encontrar noutros vinhos (e quase todos os varietais de Verdelho costumam brilhar), se encontrou neste vinho e a opinião dos 5 comensais-bebedores presentes foi unânime.

Por contraste, outro vinho da mesma zona geográfica, um Tágide com denominação DOC Óbidos – uma raridade – que mesmo sendo de 2009 apresentou frescura, nervo, acidez, e ao mesmo tempo elegância e suavidade, com algum vegetal e nuances a frutos tropicais no aroma e, claro, o Arinto a marcar positivamente o lote. É um vinho que não se costuma ver à venda, mas foi uma surpresa muito agradável. Ideal para entradas, refeições ligeiras, peixes delicados ou mariscos. Fermentou em inox com temperatura controlada a 14 graus. Parece ser uma boa aposta para o Verão.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Óbidos)

Vinho: Quinta do Gradil, Verdelho 2012 (B)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 11,5%
Casta: Verdelho
Preço em feira de vinhos: 5,95 €
Nota (0 a 10): 3

Vinho: Tágide 2009 (B)
Produtor: Quinta da Barreira
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Vital
Nota (0 a 10): 8

domingo, 27 de abril de 2008

No meu copo 175 - Quinta de São Francisco branco 2005

Os vinhos da Estremadura eram até aos anos 90 sinónimo de vinho a granel, de muita produção e pouca qualidade. Quando comecei a apreciar vinhos com mais atenção rapidamente me apercebi que era uma região a evitar.

Com a alteração das denominações de origem nos últimos anos dessa década, em que foi criada uma quantidade significativa de novas regiões com Indicação de Proveniência Regulamentada (IPR) e as regiões demarcadas já instituídas, como o Douro, o Dão, a Bairrada, Colares, Bucelas, entre outras, passaram a ter Denominação de Origem Controlada (DOC), diversas sub-regiões na Estremadura, no Ribatejo e no Alentejo adquiriram um novo estatuto para a produção de VQPRD (Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada), passando por um período de afirmação de qualidade após o qual poderiam aspirar a ascender ao estatuto de DOC.

E foi assim que, a par com um aumento significativo da área de vinha plantada em várias regiões, se assistiu ao aparecimento duma nova fornada de vinhos certificados que fizeram subir gradualmente (e significativamente) a qualidade dos produtos lançados para o mercado. As regiões onde, porventura, mais se assistiu a uma maior viragem na imagem do produto foram precisamente o Ribatejo (mais conotado com o carrascão dos garrafões de 5 litros) e a Estremadura.

Embora ainda haja algum caminho a percorrer para afirmar definitivamente o prestígio destas regiões junto do consumidor, é possível encontrar algumas marcas já com garantia de qualidade. É o caso, entre outros,  da Casa Cadaval, da Fiúza e da Quinta da Alorna, no Ribatejo, ou da Quinta do Monte d’Oiro e da Quinta de Pancas, na Estremadura, e esta de que agora falamos, a Companhia Agrícola do Sanguinhal, com sede no concelho de Bombarral.

Fundada nos anos vinte por Abel Pereira da Fonseca, que em 1937 transformou a empresa em sociedade por quotas, e propriedade actual dos seus descendentes, a Companhia Agrícola do Sanguinhal produz 60 milhões de litros por ano e explora três quintas na região DOC de Óbidos, num total de 8 mil hectares: a Quinta do Sanguinhal, a Quinta das Cerejeiras e a Quinta de São Francisco (informação disponível no site da empresa).

Foi da Quinta de São Francisco, com 50 hectares de vinha situada no concelho de Cadaval, que tive oportunidade de provar um branco (a minha memória de brancos desta região remonta a um Gaeiras), depois de há precisamente um ano ter provado o Quinta de São Francisco tinto e de já ter provado também um tinto Quinta do Sanguinhal. Este branco de 2005 revelou-se com uma cor citrina e aroma entre o floral e o frutado, sendo suave na prova de boca e medianamente encorpado. Não sendo muito exuberante nos aromas, é um vinho que se bebe com muito agrado e que fará muito boa companhia a pratos delicados de peixe, um vinho guloso que se bebe sem dar por isso, no que é ajudado pelo seu grau alcoólico moderado.

Fiquei convencido com este Quinta de São Francisco branco, que a juntar às provas anteriores me desperta a atenção para provar mais vinhos desta casa.

Teve entrada directa para as nossas escolhas.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta de São Francisco 2005 (B)
Região: Estremadura (Óbidos)
Produtor: Companhia Agrícola do Sanguinhal
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Vital, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 2,45 €
Nota (0 a 10): 7,5