Sou cliente deste produtor há alguns anos, desde que provei um branco de Verdelho no Mercado de Vinhos do Campo Pequeno.
Junto ao branco veio o tinto e as diversas variantes que foram aparecendo.
Este ano já provámos o Verdelho 2015, agora chegou a vez deste tinto Cepas Cinquentenárias, também ele já em repetição.
Confirmou as boas impressões das provas anteriores. É um tinto com uma boa estrutura, complexo mas ao mesmo tempo delicado, com uma boa frescura na prova de boca.
Apresenta notas de aromas balsâmicos, fruto maduro e algum vegetal, com taninos presentes mas redondos. O final é persistente revelando elegância no fim de boca.
Um vinho para continuar a acompanhar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Serras de Grândola Cepas Cinquentenárias 2015 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Monte da Serenada
Grau alcoólico: 14%
Castas: Castelão, Baga, Bastardo, Camarate
Preço: 9,50 €
Nota (0 a 10): 8
O blog onde os néctares de Baco nunca se entornam
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
quinta-feira, 1 de março de 2018
No meu copo 658 - Alcube, Fernão Pires e Moscatel 2015; Quinta de Alcube, Castelão e Cabernet Sauvignon 2013
Localizada na serra da Arrábida, próximo de Azeitão, a Quinta de Alcube é um projecto de dimensão familiar, dedicada à produção de vinhos e queijos, contemplando também uma vertente de enoturismo com três casas rústicas (Casa Moscatel, Casa Castelão e Casa Trincadeira) rodeadas pelo campo.
Até hoje foram escassos os contactos com os vinhos deste produtor, sendo que um amigo permitiu-me degustar um branco e um tinto que tinha em casa.
O branco, produzido com duas castas emblemáticas da região, mostrou-se algo parco de aromas, que se esperavam mais intensos. Embora marcado por alguma doçura e suavidade do Moscatel e com alguma estrutura do Fernão Pires, não é um vinho que se destaque à mesa, acabando por ficar um pouco neutro.
Já o tinto, também com uma casta típica da região no lote, apareceu um pouco mais intenso e estruturado, com notas caramelizadas e compotadas e achocolatadas, com final marcado por alguma especiaria. Leves notas amadeiradas envolvem o conjunto sem se sobrepor em demasia.
O primeiro contacto com um tinto desta casa aconteceu há muitos anos no Encontro com o Vinho e Sabores. Neste caso as expectativas não foram completamente satisfeitas. Aguardemos por novas oportunidades.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Península de Setúbal
Produtor: Quinta de Alcube
Vinho: Alcube, Fernão Pires e Moscatel 2015 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Fernão Pires, Moscatel
Preço: 4,76 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Quinta de Alcube, Castelão e Cabernet Sauvignon 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Castelão, Cabernet Sauvignon
Preço: 7,81 €
Nota (0 a 10): 7,5
Até hoje foram escassos os contactos com os vinhos deste produtor, sendo que um amigo permitiu-me degustar um branco e um tinto que tinha em casa.
O branco, produzido com duas castas emblemáticas da região, mostrou-se algo parco de aromas, que se esperavam mais intensos. Embora marcado por alguma doçura e suavidade do Moscatel e com alguma estrutura do Fernão Pires, não é um vinho que se destaque à mesa, acabando por ficar um pouco neutro.
Já o tinto, também com uma casta típica da região no lote, apareceu um pouco mais intenso e estruturado, com notas caramelizadas e compotadas e achocolatadas, com final marcado por alguma especiaria. Leves notas amadeiradas envolvem o conjunto sem se sobrepor em demasia.
O primeiro contacto com um tinto desta casa aconteceu há muitos anos no Encontro com o Vinho e Sabores. Neste caso as expectativas não foram completamente satisfeitas. Aguardemos por novas oportunidades.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Península de Setúbal
Produtor: Quinta de Alcube
Vinho: Alcube, Fernão Pires e Moscatel 2015 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Fernão Pires, Moscatel
Preço: 4,76 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Quinta de Alcube, Castelão e Cabernet Sauvignon 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Castelão, Cabernet Sauvignon
Preço: 7,81 €
Nota (0 a 10): 7,5
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
No meu copo 656 - Serras de Grândola, Verdelho 2015
Este vinho já começa a ser um clássico cá em casa. Vou-me cruzando com este produtor em diversos eventos e, desde que o provei pela primeira vez, tenho aproveitado a oportunidade para adquiri-lo sempre que posso.
Esta colheita de 2015 mostrou-se um pouco menos exuberante no aroma, mas manteve o perfil de boa estrutura, elevada acidez, persistência e frescura na boca, com notas minerais no nariz e um final vibrante. De novo muito bem, e um vinho para continuar a revisitar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Serras de Grândola, Verdelho 2015 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Monte da Serenada
Grau alcoólico: 13%
Casta: Verdelho
Preço: 9,00 €
Nota (0 a 10): 8
Esta colheita de 2015 mostrou-se um pouco menos exuberante no aroma, mas manteve o perfil de boa estrutura, elevada acidez, persistência e frescura na boca, com notas minerais no nariz e um final vibrante. De novo muito bem, e um vinho para continuar a revisitar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Serras de Grândola, Verdelho 2015 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Monte da Serenada
Grau alcoólico: 13%
Casta: Verdelho
Preço: 9,00 €
Nota (0 a 10): 8
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
No meu copo 655 - Quinta de Camarate rosé 2016
Produzido com um dos duos de castas que melhores combinações fazem tanto em termos de tintos como em termos de rosés, este Quinta de Camarate rosado é um dos mais recentes lançamentos da José Maria da Fonseca, juntando-se aos já clássicos tinto, branco seco e branco doce.
Sendo proveniente duma região onde se produzem habitualmente brancos muito aromáticos e suaves, este Quinta de Camarate rosé também apresenta essas características, com as notas de frutos vermelhos e do bosque a sobressaírem, uma frescura acentuada na boca que lhe é dada por uma boa acidez, e um final vivo e persistente pontuado por uma discreta elegância.
Numa casa que já detém dezenas de marcas no seu portefólio distribuídas por várias regiões, este novo rosé não é apenas mais um vinho, mas sim uma novidade que tem boas condições para se afirmar neste segmento de mercado que se vai impondo cada vez mais.
Aguardamos por uma confirmação de qualidade consistente. Vamos ver como evolui em próximas colheitas. Poderá vir a ser uma recomendação interessante.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta de Camarate 2016 (R)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional (72%), Cabernet Sauvignon (28%)
Preço em feira de vinhos: 5,64 €
Nota (0 a 10): 7,5
Sendo proveniente duma região onde se produzem habitualmente brancos muito aromáticos e suaves, este Quinta de Camarate rosé também apresenta essas características, com as notas de frutos vermelhos e do bosque a sobressaírem, uma frescura acentuada na boca que lhe é dada por uma boa acidez, e um final vivo e persistente pontuado por uma discreta elegância.
Numa casa que já detém dezenas de marcas no seu portefólio distribuídas por várias regiões, este novo rosé não é apenas mais um vinho, mas sim uma novidade que tem boas condições para se afirmar neste segmento de mercado que se vai impondo cada vez mais.
Aguardamos por uma confirmação de qualidade consistente. Vamos ver como evolui em próximas colheitas. Poderá vir a ser uma recomendação interessante.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta de Camarate 2016 (R)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional (72%), Cabernet Sauvignon (28%)
Preço em feira de vinhos: 5,64 €
Nota (0 a 10): 7,5
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
No meu copo 639 - BSE (Branco Seco Especial) 2015
Outro caso com semelhanças com o anterior.
A última prova tinha sido agradável, este ficou-se pela mediania. Continuamos a ter tendência para tomá-lo como referência neste patamar, mas parece que... tem dias.
Bebeu-se com facilidade, mas sem encantar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: BSE (Branco Seco Especial) 2015 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Antão Vaz, Arinto, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 2,93 €
Nota (0 a 10): 6,5
A última prova tinha sido agradável, este ficou-se pela mediania. Continuamos a ter tendência para tomá-lo como referência neste patamar, mas parece que... tem dias.
Bebeu-se com facilidade, mas sem encantar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: BSE (Branco Seco Especial) 2015 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Antão Vaz, Arinto, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 2,93 €
Nota (0 a 10): 6,5
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
No meu copo 625 - Rovisco Pais Premium tinto 2013
Este é uma versão corrigida e aumentada do Rovisco Pais Reserva, já aqui mencionado e que constituiu uma bela surpresa.
Esta garrafa foi adquirida numa dessas promoções manhosas dum hipermercado manhoso, que baixou o preço de prateleira de 12,49 € para 3,74 €! Uma pechincha!
O preço base parte de cerca do dobro do Reserva, mas esta versão fica claramente aquém desse patamar. As castas têm duas em comum (o Cabernet Sauvignon e a Touriga Nacional), sendo aqui o Castelão substituído pelo Aragonês.
Neste vinho nota-se a mesma estrutura do Reserva, apresentando-se um pouco mais elegante e menos exuberante no nariz, com um final macio e longo.
No entanto... Na comparação entre os dois vinhos, um não parece justificar o dobro (ou mais) do preço do outro. Tive a possibilidade de fazer uma prova simultânea dos dois, e pelo preço que custa (antes de descontos) não parece justificar a aposta, a não ser que o mega-desconto seja para manter e enganar os incautos. Mas naquela cadeia de hipermercados, que não tem nome de ilhas, já estamos habituados a isso.
Em resumo: é bom, sim senhor. Mas não tanto.Talvez isso justifique a desproporcionada promoção.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Rovisco Pais Premium 2013 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Aragonês
Preço em hipermercado: 12,49 € (3,74 € após descontos)
Nota (0 a 10): 7,5
Esta garrafa foi adquirida numa dessas promoções manhosas dum hipermercado manhoso, que baixou o preço de prateleira de 12,49 € para 3,74 €! Uma pechincha!
O preço base parte de cerca do dobro do Reserva, mas esta versão fica claramente aquém desse patamar. As castas têm duas em comum (o Cabernet Sauvignon e a Touriga Nacional), sendo aqui o Castelão substituído pelo Aragonês.
Neste vinho nota-se a mesma estrutura do Reserva, apresentando-se um pouco mais elegante e menos exuberante no nariz, com um final macio e longo.
No entanto... Na comparação entre os dois vinhos, um não parece justificar o dobro (ou mais) do preço do outro. Tive a possibilidade de fazer uma prova simultânea dos dois, e pelo preço que custa (antes de descontos) não parece justificar a aposta, a não ser que o mega-desconto seja para manter e enganar os incautos. Mas naquela cadeia de hipermercados, que não tem nome de ilhas, já estamos habituados a isso.
Em resumo: é bom, sim senhor. Mas não tanto.Talvez isso justifique a desproporcionada promoção.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Rovisco Pais Premium 2013 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Aragonês
Preço em hipermercado: 12,49 € (3,74 € após descontos)
Nota (0 a 10): 7,5
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
No meu copo 624 - Periquita Reserva 2012
Há vinhos assim. Esta foi a terceira ou quarta tentativa. Fui ver o que tinha escrito acerca das anteriores. Havia a esperança de que fosse diferente desta vez.
Não foi. Este Periquita Reserva tinto ainda não me conseguiu mostrar nada de especial, que o distinga (para melhor) de qualquer outro do enorme portefólio da José Maria da Fonseca, e eu vou repetindo na esperança de que “desta vez é que é”.
Mas as impressões mantêm-se. Estrutura mediana, aroma pouco expressivo, final algo indefinido e pouco longo.
Não é caro nem é mau, mas pelo mesmo preço há muitos outros bastante melhores. Se os anteriores não me tinham convencido grandemente, este ainda menos.
Uma aposta algo decepcionante, tendo em conta o prestígio quer da marca quer da casa. Ou sou eu que estou completamente enganado, ou a equipa de enologia anda um bocado às aranhas com o caminho a dar a este vinho.
Acho que não vale muito a pena continuar a insistir nele, porque já se viu que não dá mais que isto...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Periquita Reserva 2012 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Castelão, Touriga Nacional, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 5,59 €
Nota (0 a 10): 7
Não foi. Este Periquita Reserva tinto ainda não me conseguiu mostrar nada de especial, que o distinga (para melhor) de qualquer outro do enorme portefólio da José Maria da Fonseca, e eu vou repetindo na esperança de que “desta vez é que é”.
Mas as impressões mantêm-se. Estrutura mediana, aroma pouco expressivo, final algo indefinido e pouco longo.
Não é caro nem é mau, mas pelo mesmo preço há muitos outros bastante melhores. Se os anteriores não me tinham convencido grandemente, este ainda menos.
Uma aposta algo decepcionante, tendo em conta o prestígio quer da marca quer da casa. Ou sou eu que estou completamente enganado, ou a equipa de enologia anda um bocado às aranhas com o caminho a dar a este vinho.
Acho que não vale muito a pena continuar a insistir nele, porque já se viu que não dá mais que isto...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Periquita Reserva 2012 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Castelão, Touriga Nacional, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 5,59 €
Nota (0 a 10): 7
domingo, 23 de julho de 2017
No meu copo 614 - Stanley branco 2015; Stanley tinto 2013
Mais dois vinhos que desconhecia, a não ser pelo nome. Tive oportunidade de prová-los no restaurante da Fundação Oriente, e não deslustraram.
O branco, com duas das melhores castas portuguesas, mostrou-se à altura das exigências. Aroma com algum fruto tropical e algum floral, boa acidez e persistência, com final fresco e elegante. Um exemplar interessante da nova geração de brancos da região de Lisboa.
O tinto, por seu lado, foi produzido em terrenos arenosos da Península de Setúbal mas com castas exteriores à região (o mesmo acontece com o branco, mas aqui a proliferação e variedade de castas já é mais habitual): duas vieram do Douro e a Syrah veio de França.
Estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês apresentando as notas de madeira bem integradas no conjunto. Bom volume de boca, taninos suaves e final longo com alguma adstringência. Igualmente interessante.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Produtor: Fundação Stanley Ho
Vinho: Stanley 2015 (B)
Região: Lisboa
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Verdelho, Alvarinho
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Stanley 2013 (T)
Região: Península de Setúbal
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Syrah
Nota (0 a 10): 7,5
O branco, com duas das melhores castas portuguesas, mostrou-se à altura das exigências. Aroma com algum fruto tropical e algum floral, boa acidez e persistência, com final fresco e elegante. Um exemplar interessante da nova geração de brancos da região de Lisboa.
O tinto, por seu lado, foi produzido em terrenos arenosos da Península de Setúbal mas com castas exteriores à região (o mesmo acontece com o branco, mas aqui a proliferação e variedade de castas já é mais habitual): duas vieram do Douro e a Syrah veio de França.
Estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês apresentando as notas de madeira bem integradas no conjunto. Bom volume de boca, taninos suaves e final longo com alguma adstringência. Igualmente interessante.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Produtor: Fundação Stanley Ho
Vinho: Stanley 2015 (B)
Região: Lisboa
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Verdelho, Alvarinho
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Stanley 2013 (T)
Região: Península de Setúbal
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Syrah
Nota (0 a 10): 7,5
Etiquetas:
Alvarinho,
Brancos,
Fundacao Stanley Ho,
Lisboa/Estremadura,
Peninsula Setubal,
Syrah,
Tintos,
Touriga Franca,
Touriga Nacional,
Verdelho
domingo, 24 de julho de 2016
No meu copo 545 - Casa Ermelinda Freitas: Alicante Bouschet 2012; Syrah Reserva 2013; Touriga Franca Reserva 2013
Terminamos este périplo pelos vinhos da Península de Setúbal voltando a transitar de Pegões para Fernando Pó, também para uma prova de três varietais tintos da Casa Ermelinda Freitas.
Começando pelo Alicante Bouschet, foi uma excelente surpresa. Encorpado, persistente, robusto, vibrante, longo, cotou-se como o melhor dos três e mostrou estar ali para durar. Um vinho de elevado nível, que justifica o preço que custa e pode satisfazer os consumidores mais exigentes.
O Syrah Reserva foi muito badalado quando a colheita de 2005 ganhou um concurso internacional, o que motivou desde logo o epíteto, que a nossa imprensa está sempre pronta a lançar, de “melhor vinho do mundo”. Passados todos estes anos e terminada a febre especulativa, esta prova mostrou um vinho persistente, aromático, suave e equilibrado. Justifica alguns encómios e a fama que granjeou, mas... não exageremos.
Finalmente, o Touriga Franca Reserva, que perdeu claramente na comparação com os seus parceiros. Medianamente encorpado, algo linear e com final curto, não surpreendeu nem justificou o preço, ficando-se pela mediania. Não se pode acertar em tudo, e com tantos vinhos monocasta alguns têm de sair menos bem conseguidos. Mas curiosamente, já na prova dos monocasta da Adega de Pegões, o Touriga Nacional se revelou o menos interessante.
De facto, isto de importar todas as castas para todo o lado tem que se lhe diga...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Península de Setúbal
Produtor: Casa Ermelinda Freitas
Vinho: Casa Ermelinda Freitas, Alicante Bouschet 2012 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Casa Ermelinda Freitas Reserva, Syrah 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Syrah
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Casa Ermelinda Freitas Reserva, Touriga Franca 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 7
Começando pelo Alicante Bouschet, foi uma excelente surpresa. Encorpado, persistente, robusto, vibrante, longo, cotou-se como o melhor dos três e mostrou estar ali para durar. Um vinho de elevado nível, que justifica o preço que custa e pode satisfazer os consumidores mais exigentes.
O Syrah Reserva foi muito badalado quando a colheita de 2005 ganhou um concurso internacional, o que motivou desde logo o epíteto, que a nossa imprensa está sempre pronta a lançar, de “melhor vinho do mundo”. Passados todos estes anos e terminada a febre especulativa, esta prova mostrou um vinho persistente, aromático, suave e equilibrado. Justifica alguns encómios e a fama que granjeou, mas... não exageremos.
Finalmente, o Touriga Franca Reserva, que perdeu claramente na comparação com os seus parceiros. Medianamente encorpado, algo linear e com final curto, não surpreendeu nem justificou o preço, ficando-se pela mediania. Não se pode acertar em tudo, e com tantos vinhos monocasta alguns têm de sair menos bem conseguidos. Mas curiosamente, já na prova dos monocasta da Adega de Pegões, o Touriga Nacional se revelou o menos interessante.
De facto, isto de importar todas as castas para todo o lado tem que se lhe diga...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Península de Setúbal
Produtor: Casa Ermelinda Freitas
Vinho: Casa Ermelinda Freitas, Alicante Bouschet 2012 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Casa Ermelinda Freitas Reserva, Syrah 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Syrah
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Casa Ermelinda Freitas Reserva, Touriga Franca 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 7
quarta-feira, 20 de julho de 2016
No meu copo 544 - Adega de Pegões: Aragonês 2013; Cabernet Sauvignon 2012; Touriga Nacional 2013
Voltamos à Cooperativa de Santo Isidro de Pegões, agora para alguns varietais tintos em que a empresa é pródiga. De acordo com as disponibilidades do mercado, resolvi provar alguns destes varietais da Península de Setúbal.
Começamos pelo monocasta Aragonês 2013. Vinificado em cubas de inox, estagiou 12 meses em meias-pipas de carvalho. Apresenta-se encorpado, estruturado, equilibrado, cheio e persistente, com aromas onde predominam especiarias.
O Cabernet Sauvignon 2012 também foi vinificado em cubas de inox e estagiou 12 meses em meias-pipas de carvalho. Mostrou-se encorpado, robusto, de aroma vinoso intenso, persistente e com aromas onde predomina algum chocolate e compota.
Finalmente, a inevitável Touriga Nacional de 2013. Aroma algo discreto, corpo mais delgado, final mais curto e predominância de aromas florais. O menos convincente dos três. A Touriga, ao contrário do que se diz, não é rainha em todo o lado...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Península de Setúbal
Produtor: Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões
Vinho: Adega de Pegões, Aragonês 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Aragonês
Preço em feira de vinhos: 4,72 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Adega de Pegões, Cabernet Sauvignon 2012 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 4,72 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Adega de Pegões, Touriga Nacional 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,72 €
Nota (0 a 10): 7,5
Começamos pelo monocasta Aragonês 2013. Vinificado em cubas de inox, estagiou 12 meses em meias-pipas de carvalho. Apresenta-se encorpado, estruturado, equilibrado, cheio e persistente, com aromas onde predominam especiarias.
O Cabernet Sauvignon 2012 também foi vinificado em cubas de inox e estagiou 12 meses em meias-pipas de carvalho. Mostrou-se encorpado, robusto, de aroma vinoso intenso, persistente e com aromas onde predomina algum chocolate e compota.
Finalmente, a inevitável Touriga Nacional de 2013. Aroma algo discreto, corpo mais delgado, final mais curto e predominância de aromas florais. O menos convincente dos três. A Touriga, ao contrário do que se diz, não é rainha em todo o lado...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Península de Setúbal
Produtor: Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões
Vinho: Adega de Pegões, Aragonês 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Aragonês
Preço em feira de vinhos: 4,72 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Adega de Pegões, Cabernet Sauvignon 2012 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 4,72 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Adega de Pegões, Touriga Nacional 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,72 €
Nota (0 a 10): 7,5
domingo, 17 de julho de 2016
No meu copo 543 - Quinta de Camarate: tinto 2012; branco seco 2014
Mais dois clássicos da José Maria da Fonseca, duas marcas de décadas que têm passado esporadicamente pelas nossas mesas.
Ao longo dos anos, o Quinta de Camarate tinto e o branco seco têm vindo a ser moldados ao perfil das épocas, com a incorporação de novas castas e a exclusão de outras.
O tinto apresenta agora uma percentagem minoritária de Castelão e uma maioria de Touriga Nacional. Mostra-se com paladar intenso, encorpado, persistência média e aroma não muito exuberante. Estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês~.
Quanto ao branco seco, um dos meus preferidos nos tempos mais recentes, deixou o Moscatel e actualmente contém apenas duas castas de fora da região. Já o senti melhor que nesta colheita. Mostrou um aroma algo discreto e persistência média.
Depois de provar a colheita de 2013, esta de 2014 confirmou que a versão anterior me agradava mais. Falta aqui, se calhar, o Moscatel. Parece-me que não se ganhou em intensidade aromática o que se perdeu em doçura.
Feito o balanço, creio que a substituição das castas típicas da região por outras importadas não só não trouxe um acréscimo de qualidade como tornou estes vinhos menos típicos e mais parecidos com todos os outros...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Vinho: Quinta de Camarate 2012 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional (52%), Aragonês (25%), Cabernet Sauvignon (14%), Castelão (9%)
Preço em feira de vinhos: 7,48 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Quinta de Camarate Seco 2014 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Alvarinho (66%), Verdelho (34%)
Preço em feira de vinhos: 5,24 €
Nota (0 a 10): 7
Ao longo dos anos, o Quinta de Camarate tinto e o branco seco têm vindo a ser moldados ao perfil das épocas, com a incorporação de novas castas e a exclusão de outras.
O tinto apresenta agora uma percentagem minoritária de Castelão e uma maioria de Touriga Nacional. Mostra-se com paladar intenso, encorpado, persistência média e aroma não muito exuberante. Estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês~.
Quanto ao branco seco, um dos meus preferidos nos tempos mais recentes, deixou o Moscatel e actualmente contém apenas duas castas de fora da região. Já o senti melhor que nesta colheita. Mostrou um aroma algo discreto e persistência média.
Depois de provar a colheita de 2013, esta de 2014 confirmou que a versão anterior me agradava mais. Falta aqui, se calhar, o Moscatel. Parece-me que não se ganhou em intensidade aromática o que se perdeu em doçura.
Feito o balanço, creio que a substituição das castas típicas da região por outras importadas não só não trouxe um acréscimo de qualidade como tornou estes vinhos menos típicos e mais parecidos com todos os outros...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Vinho: Quinta de Camarate 2012 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional (52%), Aragonês (25%), Cabernet Sauvignon (14%), Castelão (9%)
Preço em feira de vinhos: 7,48 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Quinta de Camarate Seco 2014 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Alvarinho (66%), Verdelho (34%)
Preço em feira de vinhos: 5,24 €
Nota (0 a 10): 7
Etiquetas:
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Touriga Nacional,
Verdelho
quarta-feira, 29 de junho de 2016
No meu copo 539 - Domingos Soares Franco Colecção Privada, Verdelho 2014
Passamos da Bacalhôa para a José Maria da Fonseca, ali ao lado.
Começamos por um branco já clássico da José Maria da Fonseca e uma das nossas referências obrigatórias: o Verdelho da Colecção Privada Domingos Soares Franco. Já aqui provado por diversas vezes (aqui, aqui e aqui), sempre se portou a grande altura, brilhando à mesa ou fora dela e deixando sempre vontade de beber mais.
À semelhança das colheitas provadas anteriormente, mostrou aquela acidez com um misto de citrino e tropical e exuberância no nariz a par com uma frescura vibrante na prova de boca.
Uma referência incontornável, para o Verão, para o Inverno e para a meia-estação. Para o dia e para a noite. Para o frio e para o calor. Para todos os pratos e todas as ocasiões.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Domingos Soares Franco Colecção Privada, Verdelho 2014 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Casta: Verdelho
Preço em feira de vinhos: 8,98 €
Nota (0 a 10): 8,5
sábado, 25 de junho de 2016
No meu copo 538 - Quinta da Bacalhôa branco 2012
E agora das terras do pó para Azeitão, onde residem os dois gigantes da região, paredes meias ao longo da Estrada Nacional 10.
Começamos pela Quinta da Bacalhôa.
Para além do clássico Quinta da Bacalhôa tinto, um dos pioneiros na utilização do estilo bordalês em Portugal com o lote Cabernet Sauvignon-Merlot, tivemos nos anos mais recentes o lançamento da marca com o nome da casa em versão branco.
É um bom vinho, bem estruturado, persistente e com alguma complexidade, envolvida por um ligeiro toque de madeira. Apresenta notas de frutos tropicais e algum mel, a par com algum floral.
No conjunto, embora seja um bom vinho, e à semelhança do que acontece com o tinto, este também não me encantou e não me parece que justifique o preço que custa. Por este preço, que de barato não tem nada, espera-se sempre algo mais.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta da Bacalhôa 2012 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Bacalhôa Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Castas: Sémillon, Alvarinho, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 13,04 €
Nota (0 a 10): 8
Começamos pela Quinta da Bacalhôa.
Para além do clássico Quinta da Bacalhôa tinto, um dos pioneiros na utilização do estilo bordalês em Portugal com o lote Cabernet Sauvignon-Merlot, tivemos nos anos mais recentes o lançamento da marca com o nome da casa em versão branco.
É um bom vinho, bem estruturado, persistente e com alguma complexidade, envolvida por um ligeiro toque de madeira. Apresenta notas de frutos tropicais e algum mel, a par com algum floral.
No conjunto, embora seja um bom vinho, e à semelhança do que acontece com o tinto, este também não me encantou e não me parece que justifique o preço que custa. Por este preço, que de barato não tem nada, espera-se sempre algo mais.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta da Bacalhôa 2012 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Bacalhôa Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Castas: Sémillon, Alvarinho, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 13,04 €
Nota (0 a 10): 8
terça-feira, 21 de junho de 2016
No meu copo 537 - Adega de Pegões, Chardonnay e Arinto 2011
De Fernando Pó para Pegões Velhos, da Casa Ermelinda Freitas para a Adega de Pegões, de um bi-varietal para outro. Em comum entre os dois, o Chardonnay.
Este lote de Chardonnay e Arinto apresentou-se oxidado, claramente a decair, sem frescura. Apesar de comprado este ano, pareceu ter ultrapassado o tempo de vida útil. Fica por saber se foi uma opção vendê-lo já com esta idade, ou se era um resto de colecção que ficou esquecido num armazém. Dito isto, ou é problema do vinho ou da garrafa. Portanto, prova inconclusiva.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Adega de Pegões, Chardonnay e Arinto 2011 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões
Grau alcoólico: 13%
Castas: Chardonnay, Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 5
Este lote de Chardonnay e Arinto apresentou-se oxidado, claramente a decair, sem frescura. Apesar de comprado este ano, pareceu ter ultrapassado o tempo de vida útil. Fica por saber se foi uma opção vendê-lo já com esta idade, ou se era um resto de colecção que ficou esquecido num armazém. Dito isto, ou é problema do vinho ou da garrafa. Portanto, prova inconclusiva.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Adega de Pegões, Chardonnay e Arinto 2011 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões
Grau alcoólico: 13%
Castas: Chardonnay, Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 5
sexta-feira, 17 de junho de 2016
No meu copo 536 - Terras do Pó, Chardonnay e Viognier 2014
Retomando o périplo pelos brancos de várias regiões, vamos agora para a Península de Setúbal.
Esta versão bi-varietal dum vinho de entrada de gama como o Terras do Pó apresenta-se, ao contrário do esperado, algo simples, de aroma discreto, pouco estruturada e complexa e com final algo curto.
Pareceu-me algo incaracterístico e talvez este casamento das duas castas francesas não tenha sido bem conseguido. Espera-se muito melhor da Casa Ermelinda Freitas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Terras do Pó, Chardonnay e Viognier 2014 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Casa Ermelinda Freitas
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Chardonnay, Viognier
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 6,5
Esta versão bi-varietal dum vinho de entrada de gama como o Terras do Pó apresenta-se, ao contrário do esperado, algo simples, de aroma discreto, pouco estruturada e complexa e com final algo curto.
Pareceu-me algo incaracterístico e talvez este casamento das duas castas francesas não tenha sido bem conseguido. Espera-se muito melhor da Casa Ermelinda Freitas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Terras do Pó, Chardonnay e Viognier 2014 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Casa Ermelinda Freitas
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Chardonnay, Viognier
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 6,5
domingo, 20 de março de 2016
No meu copo 516 - Casa Ermelinda Freitas, Sauvignon Blanc e Verdelho 2012
Passados alguns anos desde a prova anterior deste vinho, esta prova duma colheita dois anos depois mais nova, e adquirida em 2014, mostrou-se uma surpresa.
Se na prova anterior o vinho se mostrou algo curto e incaracterístico, agora aconteceu o contrário: encorpado, aromático e persistente, com muito equilíbrio entre estrutura e suavidade, apresentou-se em excelente forma e com sinais de que poderia durar mais tempo em garrafa.
Talvez este vinho seja um exemplo de que, afinal, os brancos não são todos para beber muito jovens, logo após o ano de colheita. Ou a colheita foi muito boa, ou o lote foi afinado, ou o tempo de repouso fez-lhe bem e foi buscar as melhores qualidades do vinho. A matéria-prima, essa, era promissora, portanto se o produto não for bom algo correu mal no processo.
Neste caso tivemos um vinho muito gastronómico, muito vivo e de aroma muito intenso, pronto para se bater com pratos de peixe elaborados e complexos.
Muito bem. Entra também para as nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Casa Ermelinda Freitas, Sauvignon Blanc e Verdelho 2010 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Casa Ermelinda Freitas
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 8
Se na prova anterior o vinho se mostrou algo curto e incaracterístico, agora aconteceu o contrário: encorpado, aromático e persistente, com muito equilíbrio entre estrutura e suavidade, apresentou-se em excelente forma e com sinais de que poderia durar mais tempo em garrafa.
Talvez este vinho seja um exemplo de que, afinal, os brancos não são todos para beber muito jovens, logo após o ano de colheita. Ou a colheita foi muito boa, ou o lote foi afinado, ou o tempo de repouso fez-lhe bem e foi buscar as melhores qualidades do vinho. A matéria-prima, essa, era promissora, portanto se o produto não for bom algo correu mal no processo.
Neste caso tivemos um vinho muito gastronómico, muito vivo e de aroma muito intenso, pronto para se bater com pratos de peixe elaborados e complexos.
Muito bem. Entra também para as nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Casa Ermelinda Freitas, Sauvignon Blanc e Verdelho 2010 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Casa Ermelinda Freitas
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 8
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
No meu copo 508 - BSE (Branco Seco Especial) 2014
Este branco é um clássico já com muitos anos, e que desde sempre conheci como uma referência entre os brancos secos.
É certo que não se trata de um vinho de topo, e que existem até muitos outros numa faixa aproximada de preços e com características semelhantes que podem ser mais apelativos – podemos lembrar-nos desde o Planalto, do Douro, até ao Prova Régia, de Bucelas... Mas, tal como aqueles, este BSE é um daqueles vinhos que nunca nos deixam ficar mal e encaixam bem em múltiplas ocasiões e variadíssimos tipos de refeições.
Não por acaso, a Península de Setúbal é uma das regiões onde se produzem alguns dos brancos mais agradáveis, suaves e fáceis de beber – e predominantemente secos, saindo dali e da casa José Maria da Fonseca algumas referências importantes neste tipo de brancos, como o Quinta de Camarate ou o Verdelho da Colecção Privada Domingos Soares Franco.
A verdade é que, de uma forma ou de outra, o BSE é um branco todo-o-terreno, que se bebe agradavelmente com comida chinesa ou com entradas frias, com peixe grelhado ou marisco, ou como aperitivo.
Fresco e aveludado, frutado, leve e macio, persistente quanto baste, é um bom branco para o dia-a-dia por pouco dinheiro.
Good value for money, como dizem os ingleses, é uma expressão que lhe assenta bem, e obviamente faz parte das nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: BSE - Branco Seco Especial 2014 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Antão Vaz, Arinto, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 2,95 €
Nota (0 a 10): 7
É certo que não se trata de um vinho de topo, e que existem até muitos outros numa faixa aproximada de preços e com características semelhantes que podem ser mais apelativos – podemos lembrar-nos desde o Planalto, do Douro, até ao Prova Régia, de Bucelas... Mas, tal como aqueles, este BSE é um daqueles vinhos que nunca nos deixam ficar mal e encaixam bem em múltiplas ocasiões e variadíssimos tipos de refeições.
Não por acaso, a Península de Setúbal é uma das regiões onde se produzem alguns dos brancos mais agradáveis, suaves e fáceis de beber – e predominantemente secos, saindo dali e da casa José Maria da Fonseca algumas referências importantes neste tipo de brancos, como o Quinta de Camarate ou o Verdelho da Colecção Privada Domingos Soares Franco.
A verdade é que, de uma forma ou de outra, o BSE é um branco todo-o-terreno, que se bebe agradavelmente com comida chinesa ou com entradas frias, com peixe grelhado ou marisco, ou como aperitivo.
Fresco e aveludado, frutado, leve e macio, persistente quanto baste, é um bom branco para o dia-a-dia por pouco dinheiro.
Good value for money, como dizem os ingleses, é uma expressão que lhe assenta bem, e obviamente faz parte das nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: BSE - Branco Seco Especial 2014 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Antão Vaz, Arinto, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 2,95 €
Nota (0 a 10): 7
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
No meu copo 493 - Periquita Reserva 2010
O Periquita, marca de vinho mais antiga produzida em Portugal, tem vindo a ter o seu portefólio alargado. Mudou a garrafa, o rótulo, surgiu o Reserva, o branco e o rosé.
Tenho sempre alguma hesitação em relação a este vinho. Por um lado, ele é bastante melhor que o Periquita Clássico, mas fico sempre com uma certa sensação de expectativas frustradas. É certo que não é um vinho mau, nem sequer razoável, é bom. Mas parece que estou sempre à espera de mais qualquer coisa que me surpreenda.
Acho que talvez seja isto que falta a este Periquita Reserva: algo de verdadeiramente novo, inesperado, surpreendente, como o enólogo Domingos Soares Franco nos tem habituado com as suas apostas arrojadas, como o rosé de Moscatel Roxo ou o excelente branco de Verdelho da Colecção Privada.
Este Periquita Reserva 2010 estagiou 8 meses em barrica e apresenta um aroma predominante a frutos vermelhos. É suave na boca, com persistência média e medianamente encorpado. O final está ali entre o macio e o rugoso.
Não é caro e não é uma má aposta para o preço que custa. Mas falta-lhe algum golpe de asa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Periquita Reserva 2010 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Castelão, Touriga Nacional, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 6,29 €
Nota (0 a 10): 7,5
Tenho sempre alguma hesitação em relação a este vinho. Por um lado, ele é bastante melhor que o Periquita Clássico, mas fico sempre com uma certa sensação de expectativas frustradas. É certo que não é um vinho mau, nem sequer razoável, é bom. Mas parece que estou sempre à espera de mais qualquer coisa que me surpreenda.
Acho que talvez seja isto que falta a este Periquita Reserva: algo de verdadeiramente novo, inesperado, surpreendente, como o enólogo Domingos Soares Franco nos tem habituado com as suas apostas arrojadas, como o rosé de Moscatel Roxo ou o excelente branco de Verdelho da Colecção Privada.
Este Periquita Reserva 2010 estagiou 8 meses em barrica e apresenta um aroma predominante a frutos vermelhos. É suave na boca, com persistência média e medianamente encorpado. O final está ali entre o macio e o rugoso.
Não é caro e não é uma má aposta para o preço que custa. Mas falta-lhe algum golpe de asa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Periquita Reserva 2010 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Castelão, Touriga Nacional, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 6,29 €
Nota (0 a 10): 7,5
terça-feira, 13 de outubro de 2015
No meu copo 483 - Serras de Grândola: Edição Especial branco 2014; Cepas Cinquentenárias tinto 2013
Pela segunda vez em menos de um ano cruzei-me com os vinhos deste produtor. Foi no evento Hello Summer WineParty, em Julho passado. Voltei a provar os vinhos e voltei a levar duas garrafas para casa. Repeti o tinto e mudei de branco: desta vez foi um Edição Especial, uma variante que passa por estágio em madeira.
De facto este branco mostra-se ligeiramente amadeirado, estruturado, longo, com bom equilíbrio entre corpo, estrutura e acidez. No entanto, como fã de brancos mais aromáticos e frescos, prefiro claramente o outro branco anteriormente provado, o monocasta Verdelho, embora este Edição Especial não deslustre.
Quanto ao tinto Cepas Cinquentenárias, repetiram-se as impressões colhidas da primeira vez. Boa estrutura, aroma balsâmico, persistente e elegante. Um vinho com potencial para guardar.
Vou continuar a seguir com atenção os vinhos deste produtor e, quando me cruzar novamente com estes vinhos, certamente levarei sempre algumas garrafas para casa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Península de Setúbal
Produtor: Monte da Serenada
Vinho: Serras de Grândola, Edição Especial 2014 (B)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Viognier, Gouveio
Preço: 9,00 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Serras de Grândola, Cepas Cinquentenárias 2013 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Castelão, Baga, Bastardo, Camarate
Preço: 9,00 €
Nota (0 a 10): 8
De facto este branco mostra-se ligeiramente amadeirado, estruturado, longo, com bom equilíbrio entre corpo, estrutura e acidez. No entanto, como fã de brancos mais aromáticos e frescos, prefiro claramente o outro branco anteriormente provado, o monocasta Verdelho, embora este Edição Especial não deslustre.
Quanto ao tinto Cepas Cinquentenárias, repetiram-se as impressões colhidas da primeira vez. Boa estrutura, aroma balsâmico, persistente e elegante. Um vinho com potencial para guardar.
Vou continuar a seguir com atenção os vinhos deste produtor e, quando me cruzar novamente com estes vinhos, certamente levarei sempre algumas garrafas para casa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Península de Setúbal
Produtor: Monte da Serenada
Vinho: Serras de Grândola, Edição Especial 2014 (B)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Viognier, Gouveio
Preço: 9,00 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Serras de Grândola, Cepas Cinquentenárias 2013 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Castelão, Baga, Bastardo, Camarate
Preço: 9,00 €
Nota (0 a 10): 8
sábado, 20 de junho de 2015
No meu copo 462 - Quinta de Camarate branco seco 2013
“O Quinta de Camarate Branco Seco foi produzido inicialmente em 1986 a partir de Moscatel de Setúbal, Riesling e Gewurztraminer. Na década de 90, o enólogo Domingos Soares Franco decidiu substituir as duas castas estrangeiras por duas castas oriundas da Região dos Vinhos Verdes, Loureiro e Alvarinho, para equilibrar o aromático Moscatel com a sua acidez. Em 2007 o Loureiro foi substituído pelo Verdelho para dar mais complexidade ao vinho. A casta Moscatel foi diminuída percentualmente para dar espaço aromático às outras duas castas, vindo a sair do lote a partir da colheita de 2009” (informação disponível no site da empresa).
Depois da redescoberta deste vinho há alguns anos, estive mais alguns anos afastado dele, tendo investido noutros produtos como os da Colecção Privada Domingos Soares Franco, principalmente o Verdelho. Voltei agora ao contacto com este Branco Seco, agora com a versão mais recente, composta em partes iguais por Alvarinho e Verdelho.
Apresentou-se com uma cor amarelo citrino, com aroma a frutos brancos, ligeiro floral, elegante e com boa acidez, embora com aroma não muito intenso. Na boca apresenta-se com persistência média, final suave e equilibrado.
Curiosamente, do que me recordo parece-me que gostava mais da versão com o Moscatel, mas... será uma questão de provar de novo.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta de Camarate Seco 2013 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Alvarinho, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 6,25 €
Nota (0 a 10): 7,5
Depois da redescoberta deste vinho há alguns anos, estive mais alguns anos afastado dele, tendo investido noutros produtos como os da Colecção Privada Domingos Soares Franco, principalmente o Verdelho. Voltei agora ao contacto com este Branco Seco, agora com a versão mais recente, composta em partes iguais por Alvarinho e Verdelho.
Apresentou-se com uma cor amarelo citrino, com aroma a frutos brancos, ligeiro floral, elegante e com boa acidez, embora com aroma não muito intenso. Na boca apresenta-se com persistência média, final suave e equilibrado.
Curiosamente, do que me recordo parece-me que gostava mais da versão com o Moscatel, mas... será uma questão de provar de novo.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta de Camarate Seco 2013 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Alvarinho, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 6,25 €
Nota (0 a 10): 7,5
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