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sábado, 27 de julho de 2019

No meu copo 780 - La Rosa branco 2018

Os vinhos da Quinta de La Rosa não têm sido presença assídua nas nossas mesas. Na realidade, os contactos mais a fundo deram-se aquando do Festival de Vinhos do Douro Superior de 2016 e posteriormente num jantar com o enólogo Jorge Moreira na Casa do Bacalhau, onde desfilaram quer alguns dos seus vinhos com marca própria (como o Poeira), quer aqueles que elabora nesta quinta de Tim e Sophia Bergqvist.

Tive agora oportunidade de provar um La Rosa branco da colheita mais recente. Foi uma excelente revelação, porque o vinho mostrou-se de elevada qualidade. Não é que isso surpreenda nos vinhos em que o enólogo intervém (veja-se também o caso de sucesso da Real Companhia Velha), mas este ultrapassou o que à partida se esperava.

Logo no primeiro contacto, um aroma vinoso e frutado intenso, com algumas notas minerais. Na boca mostra grande vivacidade, boa amplitude e estrutura, tudo envolvido por uma bela acidez que o torna algo “irrequieto”.

Um final de boca elegante volta a fazer sobressair as notas minerais e uma acidez crocante que traz vivacidade e persistência.

Adequa-se muito bem a pratos requintados de peixe mas bem temperados, sendo que a primeira prova foi efectuada com choquinhos fritos em azeite e alho, em que fez uma bela parceria.

Uma bela revelação que, pela relação qualidade-preço, é mais uma entrada para a nossa lista de sugestões.

Muito bem conseguido!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: La Rosa 2018 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta da Rosa Vinhos
Grau alcoólico: 12,5
Castas: Viosinho (55%), Rabigato, Gouveio, Códega do Larinho
Preço em feira de vinhos: 7,45 €
Nota (0 a 10): 8

sexta-feira, 12 de julho de 2019

No meu copo 776 - Couquinho Superior branco 2018

Eis uma novidade absoluta à mesa. Um vinho branco do Douro que me chegou por meio de mão amiga e que se mostrou bastante simpático.

De cor clara a tender para o limonado, no nariz apresenta notas florais a par com algum citrino.

Não muito estruturado, na boca é relativamente aberto embora apresentando algum volume e persistência, com acidez equilibrada e bem marcada.

No final apresenta-se elegante, com bom comprimento e alguma delicadeza.

Foi experimentado com vários pratos, e aquele com que casou melhor foi com uma pescada dourada (uma espécie de molho de fricassé mas com peixe em vez de frango). É portanto um vinho tendencialmente mais vocacionada para pratos de peixe delicados e com algum requinte.

Como primeira experiência, ficou bastante bem na prova.

Enologia de João Brito e Cunha e Vítor Rabaçal.

Obrigado à Filipa Trigo pela oferta do vinho.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Couquinho Superior 2018 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Couquinho - Sociedade Agrícola
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Gouveio
Preço: cerca de 10 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 10 de fevereiro de 2019

No meu copo 737 - Colinas do Douro Superior branco 2016

Tive oportunidade de conhecer este vinho elaborado no Douro Superior, na zona de Figueira de Castelo Rodrigo, bebendo-o a copo num almoço durante a semana, a acompanhar umas pataniscas de bacalhau com arroz de feijão.

Mostrou-se um vinho leve e ligeiro, aberto na cor, suave no aroma com algumas notas cítricas. Na boca mostra frescura com alguma mineralidade, com acidez viva e final elegante. Para primeiro contacto, agradou. Beba-se com pratos de peixe não muito exigentes.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Colinas do Douro Superior 2016 (B)
Região: Douro
Produtor: Colinas do Douro - Sociedade Agrícola
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Rabigato
Preço: 5,35 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 25 de setembro de 2018

No meu copo 701 - Duas Quintas Reserva branco 2017; Duas Quintas Celebração - Quinta de Ervamoira

Mantendo a mesma tradição dos posts centenários, iniciamos mais uma centena de posts de provas com dois grandes vinhos dum grande produtor. Não são novidades, mas são novas provas.

O Duas Quintas Reserva branco tinha sido provado já durante este ano, numa prova algo prejudicada pelo excessivo tempo de espera. O vinho já apresentava um perfil que não foi do nosso maior agrado.

Agora provámos esta colheita de 2017, acabadinha de chegar ao mercado. Mantendo a filosofia que deu origem à marca Duas Quintas já no longínquo ano de 1990 (mistura de uvas de terreno xistoso em baixa altitude e boa maturação na Quinta de Ervamoira, e de terreno granítico em altitude na Quinta dos Bons Ares), aqui sim, o vinho mostrou tudo aquilo que se espera dele.

Muito boa acidez, estrutura e intensidade aromática. Persistente e com final longo, mostra-se um excelente parceiro para a mesa que se adequa quer a pratos de peixe quer de carne, pois a sua estrutura permite-lhe bater-se quase com qualquer prato bem temperado e com robustez. Pode ser bom para envelhecer, mas parece-nos que é na juventude que se tira dele o melhor partido.

Já o Duas Quintas Celebração, de que tinha sido provado um exemplar único, foi adquirido numa dessas oportunidades que surgem de vez em quando nas garrafeiras com vinhos antigos. Em boa hora o fizemos, pois o vinho não perdeu nada em relação à prova anterior. Mantém-se um vinho de grande elegância e com grande personalidade, boa estrutura e persistência, já não com as notas frutadas tão em evidência mas com aromas mais complexos. Vale a pena repeti-lo uma vez e outra.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto

Vinho: Duas Quintas Reserva 2017 (B)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Rabigato, Arinto, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 14,11 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Duas Quintas Celebração - Quinta de Ervamoira (T) (sem data de colheita)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: não indicadas
Preço: 14,50 €
Nota (0 a 10): 8,5

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

No meu copo 653 - Duas Quintas Reserva branco 2010

Foi demasiado tempo à espera. Este vinho foi adquirido em Setembro de 2013 e só agora, finalmente, decidimos bebê-lo. Tarde demais para tirar dele todo o partido.

A cor, dum amarelo quase de mel, já indiciava uma evolução acentuada. No nariz mostrou alguma mineralidade mas perdeu boa parte dos aromas a fruta. A acidez está lá, bem presente, a manter o vinho bem vivo na boca e persistente no final, com algumas notas a lembrar glicerina. Perdeu-se alguma frescura, ganhando-se em elegância.

Nesta fase, as notas de madeira – onde fermentou e posteriormente estagiou sobre borras finas durante 7 meses – já quase desapareceram, embora ainda se pressintam nos aromas mais voláteis.

Enfim, esperávamos um belo vinho, que não deixa de ser. Branco de guarda? Talvez, mas não justifica ser guardado tanto tempo para tirar dele todo o partido. Faltou-lhe a juventude que deixámos escapar. Requer-se uma nova investida para provar uma colheita no tempo certo.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Duas Quintas Reserva 2010 (B)
Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto
Grau alcoólico: 13%
Castas: Rabigato (50%), Arinto (20%), Viosinho (20%), Folgazão (10%)
Preço em feira de vinhos: 14,11 €
Nota (0 a 10): 8

sábado, 30 de setembro de 2017

No meu copo 620 - Vallado: tinto 2015; rosé Touriga Nacional 2016; branco 2016

Três vinhos da Quinta do Vallado consumidos durante as férias. Curiosamente, sendo a marca conhecida principalmente pelos tintos, esta prova das três variedades de vinho de mesa foi mais bem sucedida com o branco e o rosé.

Concretizando:

O tinto 2015 mostrou os traços típicos dos tintos do Douro, com bastante concentração na cor e na estrutura e aroma frutado e floral, final de boca médio mas discreto, sem encantar. Bebe-se com facilidade, mas não se distingue por nenhuma característica que o realce em relação a muitos outros tintos do Douro com perfil semelhante.

Já o rosé mostrou-se suave, leve, aberto e aromático, bastante floral, com boa acidez e final vivo e vibrante. Já se tinha revelado como um rosé de boa categoria, e confirmou as impressões anteriores. Muito bem conseguido, é uma referência incontornável neste tipo de vinho.

Finalmente o branco, que também confirmou as boas impressões anteriores. Aromático e suave, com boa frescura e acidez, final elegante e persistente e uma boa estrutura que o tornam adequado para pratos requintados de peixe. Outra boa referência desta quinta. Não tem a classe do Vallado Prima, mas não lhe fica muito atrás.

Em resumo, fizeram melhor figura os vinhos menos referenciados mas que se distinguem por outra personalidade que o tinto não apresenta. Destaque para o grau alcoólico bastante moderado do branco e do rosé, que os tornam vinhos mais fáceis de beber e mais apetitosos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado

Vinho: Vallado 2015 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 6,61 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2016 (R)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,96 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Vallado 2016 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Códega, Gouveio, Rabigato, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 5,75 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 30 de julho de 2017

No meu copo 615 - Tons de Duorum branco 2016

Um branco de entrada de gama na Duorum Vinhos que tem vindo a manter uma consistência de qualidade surpreendente para o preço que custa.

Apresenta-se com muito boa frescura e acidez, vivo na prova de boca com aromas florais e cítricos intensos, com final de boca vibrante longo.

Não parece ter a qualidade que tem nem ser falado para aquilo que é mas a verdade é que dentro deste patamar de preços, não se encontra muito melhor, e também não é falado nem tem o estatuto que o conteúdo da garrafa justifica.

Um salto qualitativo surpreendente.

Obrigado à João Portugal Ramos Vinhos por esta garrafa.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Tons de Duorum 2016 (B)
Região: Douro
Produtor: Duroum Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,19 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 29 de novembro de 2016

No meu copo 567 - Planalto Reserva 2015

Um branco todo-o-terreno, de todas as estações e para todos os pratos, um valor seguro, uma aposta garantida. Leve, seco, delicado, elegante, vivo e com estimulante acidez.

Uma escolha que nunca nos desilude. Desta vez foi com bacalhau à lagareiro, e portou-se como gente grande. Não é preciso dizer mais nada.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Planalto Reserva 2015 (B)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Malvasia Fina, Gouveio, Códega, Arinto, Rabigato, Moscatel
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 27 de dezembro de 2015

No meu copo 498 - Tavedo branco 2013

Numa deslocação à cidade invicta, aproveitei uma bela tarde soalheira para ir almoçar na Ribeira, ali mesmo com o Douro aos pés.

Deambulei pela marginal à procura do local adequado, sem nada preparado antecipadamente. Olhadela aqui, espreitadela ali, um olhar de relance para alguns menus e resolvi sentar-me numa esplanada à vista da ponte D. Luís, com os barcos turísticos nas proximidades.

A refeição queria-se relativamente simples e rápida, e optei por um prato típico e descomplicado: filetes de polvo com arroz de feijão. Apetitoso, agradável e suficiente, em qualidade e quantidade.

Para acompanhar, o vinho da casa, também descomplicado. Não o conhecendo, era uma boa ocasião para experimentar: um Tavedo branco, da Sogevinus. Feito com casata típicas do Douro, revelou-se aromático com um nariz sedutor de fruta fresca e notas florais. Na boca mostrou-se aberto, elegante e suave, com boa frescura e carácter frutado muito agradável.

Um vinho essencialmente simples mas que cativa logo à primeira impressão. Agradou e valeu a pena. Está na gama abaixo dos 3 € mas é boa aposta para o dia-a-dia.

É para acrescentar às nossas escolhas.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Tavedo 2013 (B)
Região: Douro
Produtor: Sogevinus - Fine Wines
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Malvasia Fina, Gouveio, Rabigato
Preço: 2,99 €
Nota (0 a 10): 7

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

No meu copo 495 - Ramos Pinto: as duas quintas em brancos

Bons Ares branco 2013; Duas Quintas branco 2014


Agora que o consulado de João Nicolau de Almeida como responsável máximo pelos vinhos da Casa Ramos Pinto se aproxima do fim, anunciado pelo próprio, e depois da prova vertical que assinalou os 25 anos do Duas Quintas tinto no Encontro com o Vinho e os Sabores 2015, é uma boa oportunidade para apreciar alguns dos vinhos da casa que têm sido lançados ao longo do último quarto de século.

Não temos sido grandes frequentadores dos brancos da Ramos Pinto, incidindo mais nos tintos. Mas duas compras recentes permitiram provar dois brancos de marcas emblemáticas que já têm nome feito nos tintos: o Bons Ares, proveniente da quinta com o mesmo nome, e o Duas Quintas, que tal como o tinto junta as uvas desta quinta às uvas da Quinta de Ervamoira.

A Quinta dos Bons Ares é a que fica situada em altitude, cerca de 600 m acima do nível do mar, e tem solo granítico. É daqui que vêm habitualmente as uvas que conferem mais frescura e acidez aos vinhos. Este lote de Viosinho e Rabigato, castas tradicionais durienses, associado ao Sauvignon Blanc (cuja incorporação no lote o torna vinho Regional Duriense em vez de DOC Douro) resultou num vinho fresco, aromático, medianamente estruturado e persistente, com um final suave. No sabor apresenta-se com algum citrino e um ligeiro vegetal com leves notas tropicais, que denota a presença do Sauvignon Blanc. Acidez elegante, sem ser impositiva.

Um vinho extremamente equilibrado, onde parece que nada foi deixado ao acaso, com todas as componentes presentes na dose certa, de forma mais ou menos discreta e sem exageros, formando assim um conjunto versátil que pode ligar bem com peixes sofisticados e carnes não muito pesadas de forma quase indistinta – experimentei as duas variantes e ambas resultaram em pleno. É um branco de meia estação, o que o torna versátil para múltiplas ocasiões.

Temos assim mais um branco para acrescentar à nossa lista de preferências e a manter debaixo de olho.

Quanto à versão em branco do Duas Quintas, que temos provado amiudadamente em tinto e que temos sempre em stock, segue um pouco a linha do tinto em comparação com o Bons Ares. Aqui o lote contém Arinto em vez de Sauvignon Blanc, mantendo-se as outras duas castas. O vinho mostra-se mais estruturado e com mais corpo, mas com menos frescura e suavidade – a proveniência, da Quinta de Ervamoira, de uvas com maturação mais profunda (como reza o contra-rótulo do tinto) traz alguma complexidade e persistência ao vinho mas retira-lhe alguma elegância, o que no caso destes dois brancos torna o Bons Ares um pouco mais apelativo. O Duas Quintas é um vinho mais de Inverno e para pratos mais fortes.

De todo o modo, foi uma comparação de estilos muito interessante e, conforme o acompanhamento que se pretende, temos dois perfis de vinho diferentes à escolha do consumidor. Pessoalmente, o Bons Ares vai mais ao encontro do meu gosto.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto

Vinho: Bons Ares 2013 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Rabigato, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Duas Quintas 2014 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Rabigato, Viosinho, Arinto
Preço em feira de vinhos: 9,59 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 13 de outubro de 2015

No meu copo 482 - Marquês de Borba branco 2013; Tons de Duorum branco 2014

Na mesma ocasião referida no post anterior, as hostilidades abriram, como vai sendo habitual, com brancos para ir entretendo as entradas, até porque o final de Verão estava quente e pedia algo para refrescar antes da passarmos aos pesos pesados dos tintos que se iriam seguir.

Aproveitando a onda dos vinhos gentilmente cedidos pela João Portugal Ramos Vinhos, abrimos um branco alentejano e um duriense, que confirmaram as impressões de provas anteriores.

O Marquês de Borba branco mostrou-se um vinho com uma boa frescura e acidez, muito equilibrado, na linha do que temos vindo a descobrir nestes brancos produzidos em Estremoz, tal como acontece com o Loios e o Vila Santa. Notável a elegância destes brancos para uma zona de baixa altitude e elevadas temperaturas.

Por outro lado, o Tons de Duorum branco, da colheita mais recente, embora igualmente suave, perdeu aos pontos para o seu parceiro de ocasião. Apresentou-se com aroma algo discreto, corpo um pouco delgado e liso nos sabores. Não desagrada e é correcto, mas não se guinda mais além.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Marquês de Borba 2013 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Viognier
Preço em feira de vinhos: 4,17 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Tons de Duorum 2014 (B)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,04 €
Nota (0 a 10): 6


Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

No meu copo 395 - Loios branco 2013; Tons de Duorum branco 2013; Conde de Vimioso Espumante extra-bruto 2009

Correspondendo à simpatia da João Portugal Ramos Vinhos, que nos tem obsequiado com a oferta de algumas garrafas do seu portefólio de vinhos alentejanos, ribatejanos e durienses, aproveitámos o tempo quente para abrir três brancos recebidos recentemente, todos de diferentes regiões: um Loios branco, um Tons de Duorum branco e um espumante Conde de Vimioso.

Depois de já termos provado diversas marcas, em branco, tinto e rosé, e encontrado algumas gratas revelações, desta vez temos de confessar que nos ficámos pela mediania. Também não é segredo que a marca Loios funciona como entrada de gama nos vinhos do produtor e enólogo no Alentejo, conquanto o Loios tinto seja habitualmente um vinho que tem uma qualidade bem acima do seu preço.

Neste caso, o Loios branco mostrou-se essencialmente um vinho simples, sem grandes pretensões, de aroma frutado discreto, suave mas curto na boca. Alguns furos abaixo do seu irmão tinto na relação qualidade/preço.

O Tons de Duorum branco, de que já tínhamos provado a colheita de 2012, nesta de 2013 mostrou-se mais simples, um pouco curto na boca e com aromas frutados discretos. Pareceu ser uma colheita inferior à anterior.

Quanto ao espumante Conde de Vimioso, um extra-bruto (praticamente sem açúcar residual, portanto), foi bebido a acompanhar sobremesas. Usando uma casta tinta e uma branca, à boa maneira de Champagne, fermentou parcialmente em meias pipas de carvalho francês. Mostrou-se com alguma estrutura mas sem grande volume de boca e final também algo curto e aroma discreto.

Em suma, dois vinhos mais simples que complexos, posicionando-se num patamar de combate pelo preço. Outros, destinados a mais altos voos, estão guardados para ocasiões mais exigentes...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Loios 2013 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Rabo de Ovelha, Roupeiro
Preço em feira de vinhos: 2,74 €
Nota (0 a 10): 6

Vinho: Tons de Duorum 2013 (B)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 6

Vinho: Conde de Vimioso espumante extra-bruto 2009 (B)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Falua - Sociedade de Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Touriga Nacional
Nota (0 a 10): 6

segunda-feira, 30 de junho de 2014

No meu copo 391 - Vallado branco 2012; Moscatel Galego branco 2011; Touriga Nacional rosé 2012

Não nos temos cruzado muitas vezes com os vinhos deste produtor, pelo que foi com curiosidade acrescida que provei este branco da Quinta do Vallado na versão standard, se assim lhe podemos chamar, depois de há uns anos ter provado o monocasta de Moscatel Galego.

Foi bebido a acompanhar peixe grelhado, um prato à partida não muito desafiante, mas o vinho portou-se bem e não deixou o seu nome mal visto.

É um branco a que poderíamos chamar clássico, aromático, suave, que apresenta uma boa frescura e acidez na prova de boca, com final elegante e persistente. O aroma tem uma componente algo floral e simultaneamente algum citrino. Muito equilibrado em todas as suas componentes, bebe-se com prazer e é um daqueles vinhos que se tornam gulosos sem darmos por isso, à medida que vamos bebendo mais um copo.

Dentro dos brancos da gama média, é uma boa aposta para pratos de peixe não demasiado condimentados mas, antes, a pedir algum requinte. É de repetir, e esse é o melhor elogio que lhe podemos fazer.

Quanto ao Moscatel Galego, este em repetição, mostrou-se mais exuberante no aroma, com acidez mais marcada, aromas exóticos com alguma mineralidade, elegante na boca e final persistente. Sendo dois vinhos com perfis algo diferentes, ambos merecem atenção e nova prova. Por isso entram para a nossa lista de sugestões.

O que já constava nessa lista de sugestões era o rosé de Touriga Nacional, provado há cerca de um ano. Esta colheita de 2012 confirmou o perfil da colheita de 2011, onde já então eu comecei a desconfiar da boa aptidão da Touriga Nacional para fazer rosés, talvez até mais do que tintos: floral, suave, aberto, elegante e aromático, onde os traços típicos violetas da casta se expressam na plenitude, perdendo o carácter por vezes chato e cansativo que marcam muitos tintos. Pelo menos, dos rosés portugueses que tenho provado, o que estão no topo da minha lista são feitos de Touriga Nacional. Este foi apenas mais uma confirmação. É o típico rosé de Verão e esplanada, de cor salmão pouco carregada, leve e para beber descontraidamente, mas que não descura uma boa companhia de entradas ou pratos leves e frescos.

Quando a Quinta do Vallado se impõe no mercado essencialmente pela personalidade e pujança dos tintos, nós seguimo-la pela leveza e elegância dos brancos e rosés. Vale a pena experimentar este caminho diferente.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado

Vinho: Vallado 2012 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Gouveio, Rabigato, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 5,79 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Vallado, Moscatel Galego 2011 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2012 (R)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,97 €
Nota (0 a 10): 8

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

No meu copo 336 - Brancos de João Portugal Ramos (2)

Marquês de Borba 2012; Tons de Duorum 2012; João Portugal Ramos, Alvarinho 2012


Antes do jantar de férias e antes das férias, aproveitando já a época de Verão um dos comensais recebeu o grupo do costume no seu quintal onde se realizou ao ar livre o também habitual repasto de fim de época, que também marca habitualmente a nossa fuga anual aos bifes e às carnes em geral: um petisco de peixe e marisco, em versão dupla de açorda de gambas e arroz de tamboril, com este escriba no comando das operações de confecção coadjuvado pelo fotógrafo, e com os restantes bandalhos encarregues das operações de corte e picagem dos legumes.

Nos líquidos voltaram a alinhar os novos brancos de João Portugal Ramos que nos têm sido disponibilizados, neste caso um Marquês de Borba 2012, um Tons de Duorum 2012 e o novo Alvarinho, que tinha sido apresentado no jantar de apresentação que decorreu no Hotel Altis Belém e do qual nos foi oferecida uma garrafa.

O Marquês de Borba branco voltou a mostrar as características da prova anterior, sem surpresa, mantendo o mesmo perfil. Um branco com frescura, medianamente encorpado e com um algum fundo mineral, nesta combinação curiosa de quatro castas.

Em estreia tivemos o Tons de Duorum branco, que agradou significativamente aos presentes pelo seu carácter aromático, pela sua frescura e acidez. O perfil do vinho aparece um pouco marcado pela doçura que lhe é conferida pelo Moscatel Galego, numa boa combinação com as outras castas do lote que lhe transmitem boa frescura e acidez. Um lote bem conseguido.

Quando passámos dos petiscos aos pratos de substância (enquanto cozia o arroz de tamboril com gambas, saboreávamos uma açorda de gambas confecionada segundo a receita do livro “Cozinha tradicional portuguesa”, de Maria de Lurdes Modesto), foi então chamado à liça o novo Alvarinho de João Portugal Ramos, que se constituiu como a estrela da companhia.

Grande frescura na boca, grande persistência aromática com notas citrinas e tropicais, fim de boca persistente e marcado por alguma mineralidade. O Politikos mencionou-o como um dos melhores Alvarinhos que já bebeu. Mais um grande Alvarinho a juntar ao rol dos incontornáveis.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Marquês de Borba 2012 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Verdelho, Viognier
Preço: 4,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Tons de Duorum 2012 (B)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,75 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: João Portugal Ramos, Alvarinho 2012 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Alvarinho
Preço: 10 €
Nota (0 a 10): 8,5

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

No meu copo 299 - Redoma branco 2008; Redoma Reserva branco 2008

Para finalizar este périplo por uma série de brancos que foram sendo provados nas últimas semanas de 2012, chegamos a dois vinhos emblemáticos dum produtor também ele emblemático do Douro: o incontornável Dirk Niepoort, o rosto da Niepoort Vinhos.

Dentro da designada “gama clássica”, cujas colheitas mais recentes tivemos oportunidade de conhecer numa recente prova na Wine O’Clock, os brancos Redoma e Redoma Reserva são duas das principais referências.

Por mera coincidência temporal, aconteceu podermos consumir uma garrafa de cada uma delas, ambas da colheita de 2008 e sempre com pratos de bacalhau no forno.

São dois vinhos de características semelhantes, sendo que aquilo que os diferencia é essencialmente o modo como integram a madeira, uma vez que ambos fermentam em barricas de carvalho francês. Como quase sempre acontece nas provas que faço de brancos, gostei mais do Redoma colheita que do Redoma Reserva. O primeiro apresentou-se globalmente mais equilibrado, com a madeira mais bem ligada com o corpo e os aromas do vinho, com a fruta mais evidente e com uma boa estrutura e persistência. Bateu-se muito bem com o prato de bacalhau e revelou-se o acompanhamento ideal para a ocasião. Já o tinha bebido no célebre jantar Niepoort no restaurante Jacinto em 2009 e, então como agora, agradou-me bastante, podendo até dizer que passados estes três anos o vinho parece ter crescido e estar agora mais maduro.

Já o Reserva pareceu-me demasiado marcado pela madeira (característica que não me agrada particularmente), talvez a revelar que precisaria de mais alguns anos na garrafa para que essa componente amaciasse e ficasse mais casada com os aromas do vinho.

Entre os dois, e para repetir a experiência, eu escolheria claramente o colheita. Tratando-se de dois vinhos de preço elevado, a escolha para levar para casa pende claramente para o mais barato.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Douro
Produtor: Niepoort Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Códega, Rabigato, Donzelinho, Viosinho, Arinto

Vinho: Redoma 2008 (B)
Preço: 14,90 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Redoma Reserva 2008 (B)
Preço: 29,00 €
Nota (0 a 10): 7,5

segunda-feira, 12 de março de 2012

No meu copo 279 - CARM, Rabigato 2009


Comprada há dois anos na feira de vinhos do El Corte Inglès, esta botelha repousava desde então no mais recôndito da minha garrafeira. Foi transferida há algumas semanas para a garrafeira de serviço, chamemos-lhe assim, bem à mão na despensa do apartamento. E, como já indiciavam estas movimentações, um destes dias o seu destino cumpriu-se e acabou à mesa, a acompanhar uns tagliatelle com molho de tomate e gambas.

O mínimo que se pode afirmar é que cumpriu galhardamente a função, revelando-se um branco de linda cor, quase dourada, com uma bela acidez e frutado sem exageros, tanto no aroma como na boca. Um fundo mineral leve funcionou como integrador das outras características na boca, resultando num vinho muito equilibrado e que dá muito prazer a beber.

Decididamente, um vinho que vai passar a fazer parte da minha garrafeira.

tuguinho, enófilo ressuscitadinho

Vinho: CARM, Rabigato 2009 (B)
Região: Douro
Produtor: Casa Agrícola Roboredo Madeira
Grau alcoólico: 13%
Casta: Rabigato
Preço: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 6 de junho de 2010

No meu copo 275 - Veuve Clicquot Ponsardin; Quinta de Sant’Ana Sauvignon Blanc 2008; Colares Fundação Oriente branco 2008; Aneto branco 2009

A final da Liga dos Campeões, que (re)consagrou o português José Mourinho e que desta vez teve lugar a um sábado ao final da tarde, foi ouro sobre azul para mais um encontro do núcleo duro dos Comensais Dionisíacos composto por Kroniketas, Mancha, Politikos e tuguinho. Apesar do oiro e do azul, a contenda iniciou-se com uma evocação vermelha, a vitória do Benfica na Super Liga 2009-2010. Resta dizer, para os que ainda não sabem, que no núcleo duro dos Comensais há um empate entre cores: dois vermelhos – Kroniketas e tuguinho – e dois verdes – Mancha e Politikos. Os vermelhos pagaram o champagne, um Veuve Clicquot Ponsardin, com o qual se iniciou a refeição, brindando os primeiros à vitória do SLB e os segundos «à nossa», não sem deixarem de reconhecer com fair-play que o SLB foi um justo vencedor. Fomos debicando umas lascas de presunto e de queijo e ao mesmo tempo beberricando o champagne que se revelou um excelente companheiro das entradas e confirmou as qualidades que já lhe eram conhecidas de outros prélios. É que o champagne vai bem com tudo. Primeiro estranha-se mas depois entranha-se. Bolha fina e persistência na boca fazem deste Veuve Clicquot sempre uma boa escolha.

O tempo estava quente, pelo que se havia acertado previamente uma refeição só com brancos. Alinharam à mesa: um William Fevre Sauvignon Blanc 2004, um Quinta de Sant’Ana Sauvignon Blanc 2008, um Colares D.O.C. Fundação Oriente 2008 e um Aneto 2009.

O primeiro a vir à liça, o William Fevre Sauvignon Blanc 2004, estava passado, pelo que foi de imediato dispensado. Acontece algumas vezes, felizmente poucas. O vinho é um produto orgânico, um ser vivo, que vive, cresce e morre. E este, ainda que anteriormente provado com excelentes resultados, já havia dado a alma ao Criador!

Passámos ao segundo, uma aquisição muito recente e que nem sequer chegou a ganhar pó na garrafeira comunitária, o Quinta de Sant’Ana Sauvignon Blanc 2008, que se revelou de grande qualidade. É um vinho regional da Estremadura, proveniente da Quinta de Sant’Ana, na aldeia do Gradil, perto de Mafra. Apresenta-se com uma cor dourada, fresco e mineral no nariz, com ligeiro toque floral. Na boca, mostra uma estrutura média, uma acidez domada e no ponto e uma assinalável persistência. Algumas notas vegetais no palato conferem-lhe alguma diferença em relação a outros brancos. Não conhecíamos e foi uma agradável surpresa, das melhores da noite. Tanto que lhe atribuímos a melhor das notas: 8,5. O rótulo e o logótipo da Quinta sendo simples e depurados são também elegantes, como o vinho, aliás. Roupa e produto casam assim na perfeição.

Importa dizer que este e os outros que se lhe seguiram tiveram de se bater com um arroz de tamboril muito malandrinho e caldoso confeccionado por mestre Mancha, com o qual procuramos mostrar-nos menos carnívoros do que habitualmente. E já que estávamos na Estremadura, passámos, sem fugir muito, a um Colares D.O.C. Fundação Oriente 2008, um vinho produzido em chão de areia. Apresenta uma cor de água, quase transparente no copo e um aroma de grande frescura, com notas vegetais. Na boca apresenta-se algo delgado, alguma acidez e um final de boca curto. É um vinho diferente, mais suave, mesmo na graduação alcoólica, 12,5º, com alguma personalidade, não deixando de ser gastronómico, recomendável para pratos simples e despretensiosos.

O último a tomar assento à mesa foi o Aneto 2009, um blend que combina as castas Viosinho, Rabigato, Gouveio e Malvasia Fina. É um vinho pujante nos aromas a fruta tropical. No contra-rótulo não se refere a permanência em cave e por consequência em madeira, mas mesmo assim mostra estrutura, carácter e complexidade. A acidez está lá mas não em excesso, o que muitas vezes descaracteriza os brancos. É claramente uma boa aposta para branco e com uma boa relação preço/qualidade. De notar que o enólogo deste vinho, Francisco Montenegro, é o mesmo do Bétula, de que tivemos oportunidade de degustar duas garrafas generosamente oferecidas pelo produtor, e que muito nos agradaram tal como este Aneto.

No final, fechámos a refeição com a já tradicional mousse de chocolate preto com natas, decoradas com granulado de chocolate, e os mais aficionados das bebidas brancas ainda encontraram espaço para um golinho de uma aguardente húngara de nome Meggy feita a partir de cerejas ou ginjas. Suave e macia e com a cereja/ginja muito presente no nariz e na boca. Uma boa aposta em matéria de aguardentes. Para os interessados, o Mancha, que é fã de bebidas brancas, comprou-a no El Corte Inglés.

Politikos e Kroniketas, enófilos desta vez numa de brancos

Vinho: Veuve Clicquot - Champagne Brut (B)
Nota (0 a 10): 9

Vinho: Quinta de Sant’Ana, Sauvignon Blanc 2008 (B)
Região: Lisboa (Torres Vedras)
Produtor: Quinta de Sant’Ana do Gradil
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço: 16,45 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Colares Fundação Oriente 2008 (B)
Região: Colares
Produtor: Quinta das Vinhas de Areia, Soc. Agrícola
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: não mencionadas
Preço: 14,35 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Aneto 2009 (B)
Região: Douro
Produtor: Sobredos - Produção e Comércio de Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Rabigato, Gouveio, Malvasia Fina
Preço : 11,60 €
Nota (0 a 10): 8

terça-feira, 28 de julho de 2009

No meu copo, na minha mesa 250 - Jantar Niepoort no restaurante Jacinto (1ª parte)

Redoma rosé 2008; Tiara 2008; Redoma branco 2008





Realizou-se há duas semanas no restaurante Jacinto, na zona antiga de Telheiras, em Lisboa, o muito aguardado jantar de degustação com vinhos Niepoort, promovido pela Wine O’Clock. Pela quantia de 50 € os mastigantes e degustantes tiveram direito a uma entrada, um prato de peixe, dois de carne, duas sobremesas, 10 vinhos e uma aguardente, que incidiram basicamente nos que já tinham estado em prova na Wine O’Clock na semana anterior.

As Krónikas Viníkolas fizeram-se representar por este escriba e pelo Politikos, por sinal os primeiros a chegar ao restaurante. Começámos por ser brindados com um vinho do Porto branco Niepoort extra-seco de 1939! Um vinho castanho-cobre, a fazer lembrar um Tawny de 20 ou 30 anos, com uma frescura e intensidade aromática que nunca fariam supor estarmos perante um vinho com a idade do início da 2.ª Guerra Mundial! Notável!

Depois de completo o lote de participantes e já devidamente distribuídos pelas mesas, deu-se início às hostilidades. Tivemos a sorte de ficar na mesa do representante da Niepoort, José Teles, da área comercial, o que foi uma mais-valia, já que além do agradável convívio nos permitiu aprender um pouco mais, tendo mesmo ficado em aberto a visita a uma das quintas da Niepoort por altura das vindimas. A estratégia comercial das marcas passa hoje muito por (in)formar e aproximar os apreciadores/consumidores de vinho, e ainda bem.

Com o prato de entrada foi servido o Redoma rosé 2008, de momento o único rosé da Niepoort. Bastante equilibrado na boca, com aroma predominante a frutos vermelhos, boa estrutura e boa persistência. Fermentou em barricas novas de carvalho francês mas não foi submetido a qualquer estágio. Um vinho concebido para a mesa, mais do que para a esplanada, que casou bem com a salada de queijo de cabra com rúcula, que estava muito fresca e agradável.

Seguiu-se o prato de peixe, bacalhau confitado com pasta de azeitona, com o qual provámos dois vinhos brancos: o Tiara 2008 e o Redoma 2008. O Tiara, mais leve, mais aberto, mais suave e mais elegante, com um perfil mais mineral e cítrico, é um branco para pratos mais frescos e requintados. O Redoma, mais estruturado, resultado da fermentação em barricas de carvalho francês onde estagiou 9 meses, tem a madeira muito bem casada sem se sobrepor aos aromas nem retirar a frescura predominante. Pode ser um branco mais de Inverno que no entanto se enquadra bem no tempo mais quente e que fez boa parceria com os tacos de bacalhau. Em suma, dois brancos de perfis diferentes mas ambos muito agradáveis. Pelos preços anunciados, o Tiara será mais apetecível de comprar...
(continua)

Região: Douro
Produtor: Niepoort Vinhos

Vinho: Redoma 2008 (R)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Tinta Amarela, Touriga Franca, 50% outras
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Tiara 2008 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Codega, Rabigato, Donzelinho, Viosinho, Cercial
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Redoma 2008 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Codega, Rabigato, Donzelinho, Viosinho, Arinto
Nota (0 a 10): 8