No seguimento do evento Extremadura/Alentejo, tive a possibilidade de provar um vinho, à minha escolha, que levei para casa. Dentro dos disponíveis escolhi uma das marcas mais referidas da noite, o Campobarro. Neste caso tratou-se de um monocasta de Tempranillo, a equivalente à nossa Tinta Roriz/Aragonês.
(Aliás, o nome Aragonês que lhe é dado no sul de Portugal talvez tenha a sua origem no reino de Aragão. Será?)
Foi uma escolha que de certa forma me surpreendeu, porque o vinho revelou um perfil algo diferente da maioria dos restantes, mas com as características que costumam ser típicas do Tempranillo nos vinhos mais a norte de Espanha, nomeadamente em Ribera del Duero.
Mostrou-se bem estruturado mas aberto, persistente, com final longo, um toque a especiarias e com predominância a frutos vermelhos. Mas o que mais me impressionou neste vinho foi a robustez e estrutura, em linha com os 14,5% de álcool que, apesar de tudo, estavam bem envolvidos no conjunto.
Em conclusão, um bom vinho, que deixa uma boa imagem desta região vitivinícola.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Campobarro Reserva 2011 (T)
Região: Ribera del Guadiana (Espanha)
Produtor: Bodega San Marcos – Almendralejo
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Tempranillo
Nota (0 a 10): 8
O blog onde os néctares de Baco nunca se entornam
Blog livre do Aborto Horto Gráfico
Mostrar mensagens com a etiqueta Tempranillo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tempranillo. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 20 de abril de 2017
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
No meu copo 224 - Pago de Los Capellanes Reserva 2001
No entanto, ficou um pouco aquém do que se esperava, talvez por ter ultrapassado o ponto óptimo de consumo, mas tendo em conta a sua feitura (18 meses em barricas novas de carvalho francês, mais 20 meses em garrafa) e as castas utilizadas, seria expectável que se tratasse dum vinho com longevidade. Com esta idade certamente estaria num ponto alto de evolução.
Contudo mostrou-se discreto no aroma, não apresentou uma grande estrutura nem grande persistência e terminou de forma média. A força do Tempranillo estava presente, mas não o suficiente para dar ao vinho a complexidade que se esperava.
Em suma, um vinho para agradar mas não para encantar.
E com isto terminamos desejando a todos um bom ano de 2009... com boas provas.
tuguinho e Kroniketas, enófilos e tal em tempo de Natal
Vinho: Pago de Los Capellanes Reserva 2001 (T)
Região: Ribera del Duero (Espanha)
Produtor: Pago de Los Capellanes - Pedrosa de Duero - Burgos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Tempranillo (90%), Cabernet Sauvignon (10%)
Nota (0 a 10): 7,5
sexta-feira, 16 de março de 2007
No meu copo 98 - Ochoa, Tempranillo 2002
Continuamos esta pequena ronda por vinhos estrangeiros para falar agora de um espanhol, adquirido directamente no país de origem. Proveniente da região vinícola de Navarra, no norte de Espanha, na zona do país basco, este Ochoa é feito com a casta Tempranillo, o nome espanhol da nossa Tinta Roriz (a norte) ou Aragonês (a sul).
Este vinho mostrou um perfil na linha de outros que tenho experimentado feitos de Tempranillo, que é um pouco diferente dos que temos por cá. É um tipo de vinho que talvez se aproxime dos nossos vinhos do Douro, com as especiarias bem marcadas na prova assim como a presença da madeira, outra característica habitual.
Tem uma boa estrutura, cor retinta e bom fim de boca, parecendo adequado para pratos bem condimentados. No entanto, acho a madeira demasiado marcada, o que molda todo o perfil do vinho. Pessoalmente não é uma característica que me agrade muito, gosto de um toque de madeira na conta certa, mas quando ela sobressai em demasia não me seduz. Com menos madeira, seria um excelente vinho.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Ochoa, Tempranillo 2002 (T)
Região: Navarra (Espanha)
Produtor: Bodegas Ochoa - Navarra
Grau alcoólico: 13%
Casta: Tempranillo
Preço na origem: cerca de 8 €
Nota (0 a 10): 7
Este vinho mostrou um perfil na linha de outros que tenho experimentado feitos de Tempranillo, que é um pouco diferente dos que temos por cá. É um tipo de vinho que talvez se aproxime dos nossos vinhos do Douro, com as especiarias bem marcadas na prova assim como a presença da madeira, outra característica habitual.
Tem uma boa estrutura, cor retinta e bom fim de boca, parecendo adequado para pratos bem condimentados. No entanto, acho a madeira demasiado marcada, o que molda todo o perfil do vinho. Pessoalmente não é uma característica que me agrade muito, gosto de um toque de madeira na conta certa, mas quando ela sobressai em demasia não me seduz. Com menos madeira, seria um excelente vinho.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Ochoa, Tempranillo 2002 (T)
Região: Navarra (Espanha)
Produtor: Bodegas Ochoa - Navarra
Grau alcoólico: 13%
Casta: Tempranillo
Preço na origem: cerca de 8 €
Nota (0 a 10): 7
Subscrever:
Mensagens (Atom)

