Já há algum tempo que não tinha oportunidade de provar este vinho. Por nenhuma razão especial, apenas porque não calhou.
De facto, desde que o conheci sempre foi um vinho que me agradou, pelo seu perfil mais delicado do que o habitual, fugindo ao mais tradicional em terras durienses e transmontanas. Vai para mais de 10 anos a última prova referida aqui no blog, que não foi brilhante, mas depois dessa houve outras ocasiões não relatadas.
E foi assim que numa ocasião em que se reuniram vários comensais, e para fugir à ditadura do Douro (omnipresente) e do Alentejo, optámos por este vinho para acompanhar uns deliciosos bifes à cortador.
Na verdade, começa a tornar-se cansativo aquele tipo de vinhos super-extraídos e super-concentrados, onde já não espero encontrar nada de novo nem de surpreendente.
Este Valle Pradinhos (que agora tem a designação “Reserva” adicionada ao nome), pelo contrário, apresenta-se bem longe dum vinho que transmita as agruras da região para dentro da garrafa. Tem uma cor rubi concentrada, apresenta um aroma intenso a frutos vermelhos e do bosque, corpo médio e elegante, final persistente e estruturado mas suave.
Faz uma parceria quase perfeita com pratos de carne grelhada ou assados no forno (também já o provei a acompanhar cabrito e foi delicioso).
Não é nada caro para o prazer que nos proporciona e merece, obviamente, figurar na nossa lista de sugestões.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Valle Pradinhos Reserva 2016 (T)
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Maria Antónia Mascarenhas
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Tinta Amarela, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8
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sexta-feira, 28 de junho de 2019
quarta-feira, 8 de maio de 2019
No meu copo 759 - Quinta do Vesúvio 2016
Este é um dos diversos vinhos do portefólio da Symington, quer produzidos sob a marca da empresa quer em parceria com Bruno Prats, onde ganham a autoria de P+S, significando Prats & Symington.
Esta marca Quinta do Vesúvio é uma das que se enquadram no primeiro caso, recebendo portanto o nome da Symington Family Estates como produtor.
Ultrapassado este pequeno detalhe de ordem burocrática-institucional, passemos ao vinho propriamente dito.
Esta é uma das marcas emblemáticas da casa e uma das que têm granjeado maior prestígio. O vinho apresenta-se muito concentrado, pujante e robusto na prova de boca. E no entanto, parece que lhe falta algo mais, não encanta. É um, entre muitos, com elevada extracção que lhe dá uma cor quase retinta. Mas, no final, acaba por não encantar nem surpreender.
Este perfil de vinhos acaba por se tornar cansativo, pois por muitos que se provem acabam por se tornar todos iguais.
É bom? Claro que é! Mas fico a perguntar-me o que é que trouxe de novo, ou de diferente, que justifique o preço que custa... E permaneço com esta dúvida...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Vesúvio 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Symington Family Estates
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional (56%), Touriga Franca (40%), Tinta Amarela (4%)
Preço: 45 €
Nota (0 a 10): 8
Esta marca Quinta do Vesúvio é uma das que se enquadram no primeiro caso, recebendo portanto o nome da Symington Family Estates como produtor.
Ultrapassado este pequeno detalhe de ordem burocrática-institucional, passemos ao vinho propriamente dito.
Esta é uma das marcas emblemáticas da casa e uma das que têm granjeado maior prestígio. O vinho apresenta-se muito concentrado, pujante e robusto na prova de boca. E no entanto, parece que lhe falta algo mais, não encanta. É um, entre muitos, com elevada extracção que lhe dá uma cor quase retinta. Mas, no final, acaba por não encantar nem surpreender.
Este perfil de vinhos acaba por se tornar cansativo, pois por muitos que se provem acabam por se tornar todos iguais.
É bom? Claro que é! Mas fico a perguntar-me o que é que trouxe de novo, ou de diferente, que justifique o preço que custa... E permaneço com esta dúvida...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Vesúvio 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Symington Family Estates
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional (56%), Touriga Franca (40%), Tinta Amarela (4%)
Preço: 45 €
Nota (0 a 10): 8
terça-feira, 19 de março de 2019
No meu copo 748 - Prazo de Roriz 2016
Não têm sido muitas as provas com vinhos do universo Symington, mas agora há algumas referências que iremos provar ao longo dos próximos meses.
Começamos com este vinho da gama entre os 5 e os 10 euros, elaborado com 5 das castas emblemáticas do Douro na Quinta de Roriz, localizada em São João da Pesqueira (nome de que viria a resultar a designação da casta Tinta Roriz).
Este é um dos vinhos resultantes para parceria entre as famílias Prats e Symington, que ocorre paralelamente à produção de vinhos sob a chancela da Symington Family Estates, nomeadamente os provenientes da Quinta do Vesúvio e os vinhos do Porto das marcas Graham’s e Dow’s.
Apresenta-se com uma cor rubi profunda, aroma intenso a frutos vermelhos, encorpado na boca e com boa estrutura mas com taninos arredondados, final elegante e persistente com algumas notas de especiarias.
Dentro desta gama de preços, é uma boa aposta para a relação qualidade-preço e entra para as nossas sugestões.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Prazo de Roriz 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Prats & Symington
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinta Amarela
Preço em feira de vinhos: 6,74 €
Nota (0 a 10): 8
Começamos com este vinho da gama entre os 5 e os 10 euros, elaborado com 5 das castas emblemáticas do Douro na Quinta de Roriz, localizada em São João da Pesqueira (nome de que viria a resultar a designação da casta Tinta Roriz).
Este é um dos vinhos resultantes para parceria entre as famílias Prats e Symington, que ocorre paralelamente à produção de vinhos sob a chancela da Symington Family Estates, nomeadamente os provenientes da Quinta do Vesúvio e os vinhos do Porto das marcas Graham’s e Dow’s.
Apresenta-se com uma cor rubi profunda, aroma intenso a frutos vermelhos, encorpado na boca e com boa estrutura mas com taninos arredondados, final elegante e persistente com algumas notas de especiarias.
Dentro desta gama de preços, é uma boa aposta para a relação qualidade-preço e entra para as nossas sugestões.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Prazo de Roriz 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Prats & Symington
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinta Amarela
Preço em feira de vinhos: 6,74 €
Nota (0 a 10): 8
domingo, 3 de fevereiro de 2019
No meu copo, na minha mesa 735 - Bafarela Reserva tinto 2016; Restaurante Velho Mirante (Pontinha)
Depois de muito tempo, voltamos a falar dum restaurante. Há uns 20 anos, ou mais, que não ia a este. Tive oportunidade de revisita-lo por duas vezes no final de 2018 e descobrir a nova fase deste que era um restaurante típico na Pontinha, às portas de Lisboa, mesmo ao lado do quartel que serviu como centro de operações no movimento dos capitães a 25 de Abril de 1974.
Do que parecia quase uma tasca, passou-se agora para um restaurante de estilo moderno, com cores claras, ambiente recatado e serviço a condizer, com um pequeno grupo de funcionários de sala trajados a rigor.
O serviço é eficiente, simpático, atencioso e descontraído. A sala é relativamente pequena, com duas zonas contíguas mas distintas com vista directa para a porta da rua. Num armário estão armazenados os vinhos à temperatura adequada e, dependendo do vinho escolhido, é sugerida a sua decantação sem ser necessário pedir.
A ementa é baseada em pratos típicos da culinária portuguesa mais tradicional, confeccionada a rigor. Desde costeletas de borrego ou borreguinho assado no forno a bacalhau à Brás, passando por arroz de cabidela, existe um leque não muito extenso mas suficientemente variado de opções para satisfazer todos os gostos. Confecção cuidada e irrepreensível. Os preços são ajuizados, com a maioria dos pratos abaixo dos 10 €, uma raridade nos tempos que correm em restaurantes de algum nível.
Quanto ao vinho, a escolha recaiu num Bafarela Reserva, sugerido por uma garrafa que estava exposta por cima do armário. Este vinho surgiu há uns anos como uma espécie de vendaval no panorama vínico português, pois a primeira colheita apresentava a barbaridade de 17º de álcool! A verdade é que a curiosidade foi tanta que o vinho esgotou rapidamente e tornou-se um caso de sucesso instantâneo.
Este Reserva agora provado é um vinho “normal”, com um grau alcoólico dentro dos parâmetros habituais. Mostrou-se encorpado, com aroma frutado intenso e cor muito carregada, com as Tourigas a ditarem leis, complementadas com a estrutura dada pelas Tintas. A decantação fez-lhe bem, e só lá para o final da garrafa o vinho abriu a se mostrou mais macio.
Não se tendo mostrado encantador, é um bom vinho na linha dos tintos típicos do Douro com todas as características habituais.
Quanto ao novo Velho Mirante, é um restaurante que merece ser revisitado de forma descontraída. Obrigatório marcar, especialmente aos fins-de-semana, dada a escassez do espaço.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Bafarela Reserva 2016 (T)
Região: Douro
Produtor: Brites Aguiar
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Amarela, Tinta Roriz
Preço: 4,25 €
Nota (0 a 10): 8
Restaurante: Velho Mirante
Rua de Santo Elóy, 2
Pontinha (Odivelas)
Telef: 21.401.75.64
Preço médio por refeição: 20 €
Nota (0 a 5): 4
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
No meu copo 725 - Pacheca Reserva Vinhas Velhas 2014
Foi o primeiro contacto com este vinho na nova fase da Quinta da Pacheca. É um vinho de cor rubi, com aroma intenso a frutos vermelhos.
Na boca é bem estruturado, revelando macieza com taninos presentes mas redondos. O final é complexo e persistente, com um ligeiro toque a especiarias.
Bom, mas talvez um pouco exagerado no preço.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Pacheca Reserva Vinhas Velhas 2014 (T)
Região: Douro
Produtor: Quinta da Pacheca, Sociedade Agrícola e Turística
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tinto Cão, Sousão, Tinta Amarela
Preço em feira de vinhos: 12,19 €
Nota (0 a 10): 8
Na boca é bem estruturado, revelando macieza com taninos presentes mas redondos. O final é complexo e persistente, com um ligeiro toque a especiarias.
Bom, mas talvez um pouco exagerado no preço.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Pacheca Reserva Vinhas Velhas 2014 (T)
Região: Douro
Produtor: Quinta da Pacheca, Sociedade Agrícola e Turística
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tinto Cão, Sousão, Tinta Amarela
Preço em feira de vinhos: 12,19 €
Nota (0 a 10): 8
quinta-feira, 23 de maio de 2013
No meu copo 317 - Gaivosa Primeiros Anos 2009; Herança Vinhas Velhas 2009
Tal como tem vindo a acontecer há alguns anos, estes dois vinhos foram comprados aproveitando a promoção efectuada com a edição mensal da Revista de Vinhos.Quase sempre aproveitamos estas ocasiões para adquirir algumas marcas que conhecemos menos (ou que desconhecemos de todo), ou para adquirir alguns valores seguros por um preço inferior ao do mercado. No primeiro caso existe sempre alguma incógnita, não obstante a confiança que em princípio depositamos nas escolhas da equipa da Revista de Vinhos.
No caso destes dois vinhos em apreço, ambos de 2009, ambos adquiridos no final de 2011, ambos consumidos já em 2013, tratou-se duma boa revelação num caso, e duma certa decepção no outro.
O Gaivosa Primeiros Anos apresentava maiores expectativas, dado ser produzido por Domingos Alves de Sousa. A verdade é que, pelo menos nesta fase, mostrou ser mais um daqueles vinhos superconcentrados, superextraídos, superalcoólicos, pesados e no final... supercansativos. Ao segundo copo já farta. O tal perfil moderno que muitos (ou alguns) teimam em querer impor aos consumidores com o argumento de que o vinho é equilibrado. Não é. Quando o beber começa a enjoar depois de ingerida pouca quantidade, não é bom sinal. Talvez precise de mais tempo em garrafa para amaciar e arredondar com o tempo, mas a verdade é que não convenceu.
Já o Herança Vinhas Velhas, uma marca completamente desconhecia, foi uma boa revelação. E a verdade é que, com o mesmo grau alcoólico, curiosamente apresentou um perfil completamente diferente, conseguindo ter ao mesmo tempo estrutura, aroma e frescura, dando sempre vontade de beber mais um pouco. Mostrou estar mais que pronto para ser consumido. Um vinho guloso e apetitoso, mas que também não perdia nada em ter menos álcool.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Vinho: Gaivosa Primeiros Anos 2009 (T)
Produtor: Domingos Alves de Sousa
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Tinta Amarela, Sousão, Touriga Nacional
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Herança Vinhas Velhas 2009 (T)
Produtor: Terroir d’Origem
Grau alcoólico: 14,5%
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 8
sábado, 16 de março de 2013
No meu copo, na minha mesa 305 - Jantar Quinta do Encontro no restaurante Rubro
Encontro espumante bruto 2008; Encontro, Bical branco 2011; Encontro tinto 2010;
Preto Branco Reserva tinto 2009; Encontro 1 branco 2011; Encontro 1 tinto 2008;
Porto Quinta das Tecedeiras LBV 2008



Recentemente tivemos oportunidade de voltar – em formato de quarteto e com os suspeitos do costume – ao “local do crime”, o restaurante Rubro no Campo Pequeno, desta vez para um jantar vínico com vinhos da Bairrada. À mesa estiveram os vinhos da Quinta do Encontro apresentados pelo enólogo da Dão Sul, Osvaldo Amado. Foi a nossa primeira incursão neste local sem ser com vinhos do Douro e do Alentejo, depois das Cortes de Cima, Symington, Esporão, Niepoort e Paulo Laureano.
Para as entradas e os entreténs-de-boca estiveram disponíveis 3 vinhos: o espumante Encontro Bruto 2008, o branco Encontro Bical 2011 e o tinto Encontro 2010, que foram acompanhando uns croquetes e umas tapas com paio e presunto.
Mas esta é uma história que, como sói dizer-se, já tem barbas. Já tínhamos tido oportunidade de provar o dito espumante aquando duma visita à Quinta do Encontro, em 2009, e num magnífico jantar no restaurante Jacinto com vinhos da Dão Sul em Dezembro de 2010, ainda com a presença de Carlos Lucas na enologia, por ocasião do 8º aniversário da garrafeira Vinodivino. Nessa ocasião estávamos numa espécie de hibernação bloguista pelo que o registo do repasto não foi aqui relatado, mas vale a pena evocar a ocasião, que será contada no próximo post.
Voltando ao espumante, confirmou as boas impressões anteriores. Muito elegante, bolha fina e persistente, equilibrado e com boa acidez e notas cítricas na prova de boca. A Bical dá-lhe algum perfume e elegância, a Maria Gomes confere-lhe mais estrutura e o Arinto complementa o conjunto com a acidez e um final pleno de frescura.
O branco Encontro 100% Bical é equilibrado e mediano de corpo e aroma. Ligeiramente floral, também apresenta persistência média. Não encanta mas não desagrada. Já o Encontro tinto, mantendo a tradição da combinação entre Baga e Merlot, consegue aqui um vinho fácil de apreciar para os mais renitentes à adstringência da Baga, já que o Merlot confere a suavidade necessária para amaciar os taninos da Baga, já bem domados. É um Bairrada tinto simpático, algures entre o clássico e o moderno que poderá ser uma boa opção de entrada na região para quem está pouco identificado com os seus tintos.
Passando às mesas e à refeição propriamente dita, entraram em cena os pesos pesados da noite. Começámos pelo Encontro 1 2011, um branco 100% de Arinto que embora não tenha qualquer referência a uma passagem pela madeira, apresenta-se com uma estrutura tal que levaria a pensar que teve esse estágio. Com bom volume de boca, estrutura, frescura e persistência final, acompanhou muito bem um folhado de maçã, canela e queijo chèvre (algo difícil de deglutir para mim), a que se seguiu um lombo de porco recheado com farinheira e pimenta rosa. Em ambos os casos o branco aguentou-se perfeitamente no duelo com o prato, graças à boa estrutura e à acidez que equilibrou os sabores dos sólidos.
Seguiu-se um mil-folhas de lascas de bacalhau com puré de grão e coentros, delicioso, que quase parecia mousse de bacalhau, acompanhado pelo Preto Branco Reserva 2009, um nome que surgiu da mistura de duas castas tintas e uma branca. Taninos redondos e bem domados, mais um clássico a tender para o moderno mas com pujança e estrutura.
Finalmente o grande vinho da noite, o Encontro 1 tinto 2008, a acompanhar o já tradicional chuleton de boi fatiado, acompanhado com batata assada e com o molho da carne, um prato sempre apetecível e apropriado para os tintos mais robustos. 14% de álcool a suportar uma grande estrutura de corpo e taninos, um Bairrada clássico feito para apreciadores e a prometer uma longa vida em garrafa.
Para a sobremesa tivemos uma blattertarte de frutos silvestres acompanhada por um Porto LBV da Quinta das Tecedeiras, que mostrou o perfil esperado dentro do género, ligando bem com os sabores silvestres.
Tivemos ainda a sorte de ficar na mesma mesa do enólogo Osvaldo Amado, que nos foi contando algumas histórias dos vinhos e nos proporcionou agradáveis momentos de convívio. Ficou para uma próxima oportunidade agendarmos uma visita à Bairrada para que nos guie numa visita pelo museu do vinho.
E assim saímos mais uma vez plenamente satisfeitos desta 6ª incursão pelos jantares vínicos do Rubro. Não se pode ir a todos, mas vamos sempre tentado ir a alguns dos melhores.
tuguinho, Kroniketas, Mancha e Politikos, enófilos de barriga e copo cheio
Região: Bairrada
Produtor: Quinta do Encontro, Soc. Vitivinícola - Dão Sul
Vinho: Encontro espumante bruto 2008 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Bical, Arinto, Maria Gomes
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Encontro, Bical 2011 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Bical
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Encontro 2010 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Baga, Merlot
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Preto Branco Reserva 2009 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Baga, Bical
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Encontro 1 2011 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Encontro 1 2008 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Baga, Touriga Nacional
Nota (0 a 10): 9
Vinho: Porto Quinta das Tecedeiras LBV 2008
Região: Douro/Porto
Produtor: Quinta das Tecedeiras, Soc. Vitivinícola - Dão Sul
Grau alcoólico: 20%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Amarela
Nota (0 a 10): 8,5
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sábado, 14 de novembro de 2009
No meu copo 252 - Poeira 2004; Redoma 2003; Batuta 2004; Portal 30 anos
Tivemos perante nós uma plêiade de tintos do Douro de altíssimo nível que resolvemos guardar para ocasião propícia a fim de os desfrutar em confronto com uns bifes à minha moda. A dúvida estava em saber por qual começar. Assim sendo, resolvemos decantá-los com alguma antecedência, depois de os colocar à temperatura adequada, e servimos um pouco de cada para uma primeira aproximação ao modo como cada um iria evoluir.
Acabámos por optar, em primeiro lugar, pelo Poeira 2004, porque foi o que se mostrou desde logo com grande vivacidade. Uma exuberância de aromas frutados e uma estrutura a marcarem a prova, final longo e persistente, a madeira muito discreta e os taninos muito vivos, a conferirem complexidade ao conjunto, foram os traços marcantes deste vinho que já é uma marca de referência nos grandes tintos do Douro, e bem o justificou.
Ficámos então com um duo de tintos Niepoort para o resto da refeição. Depois de eu e o Politikos já termos tido contacto com o portefólio da Niepoort, no fantástico jantar Niepoort promovido pela Wine O’Clock no Jacinto, tínhamos agora a possibilidade de confrontar os vinhos que o integram com os de colheitas já com alguns anos, possivelmente menos marcados pela juventude dos da prova anterior e num patamar de evolução mais favorável à expressão das suas qualidades.
Começámos obviamente pelo Redoma 2003, o do nível intermédio, que acabou por se apresentar com um perfil semelhante ao de 2006, provado anteriormente. Alguma complexidade, macieza e estrutura média, ainda com uma certa frescura na boca. Estava num bom momento para consumir.
Finalmente o Batuta 2004, o topo de gama da casa, que se voltou a mostrar um vinho extraordinário, como já tinha acontecido no jantar da Wine O’Clock, onde se guindou ao primeiro lugar das nossas preferências. Aqui bastante mais domado que o anterior, num patamar de evolução mais tranquilo mas a prometer poder expressar ainda mais qualquer coisa. É um vinho ao mesmo tempo complexo e suave, distinto e elegante. O preço penaliza o consumo, mas esta prova abriu o apetite para voltarmos à carga. A Revista de Vinhos classificou-o, não há muito tempo, como um vinho a caminho da perfeição...
Para finalizar, mais uma surpresa da garrafeira do Politikos na área dos Portos: um 30 anos da Quinta do Portal. Não paro de me surpreender com as provas de vinho do Porto que tive oportunidade de fazer ultimamente, e depois do branco extra-seco de 1939, no jantar Niepoort, e do Lacrima Christi de 1908, no jantar de perdizes antes de férias, este conseguiu subir ainda mais alto e tocar os céus. É provavelmente o melhor vinho do Porto que já bebi. Para fim de noite não podia ter sido melhor. Se o Lacrima Christi foi sublime, este só pode ser celestial! É possivelmente o vinho perfeito.
Feliz noite esta em que tivemos a felicidade de degustar quatro vinhos extraordinários.
Ah, é verdade, também houve um jogo de futebol, que não acabou bem como se desejava. Mas quem se lembrou dele?
tuguinho, Kroniketas, Mancha e Politikos a jogar em casa
Vinho: Poeira 2004 (T)
Região: Douro
Produtor: Jorge Moreira
Grau alcoólico: 14,5%
Preço: 25,90 €
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Redoma 2003 (T)
Região: Douro
Produtor: Niepoort Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinto Cão
Preço: 26,32 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Batuta 2004 (T)
Região: Douro
Produtor: Niepoort Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e outras
Preço: 57,50 €
Nota (0 a 10): 9,5
Vinho: Portal 30 anos
Região: Douro/Porto
Produtor: Quinta do Portal
Grau alcoólico: 20%
Nota (0 a 10): 10
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terça-feira, 28 de julho de 2009
No meu copo, na minha mesa 250 - Jantar Niepoort no restaurante Jacinto (2ª parte)
Vertente 2007; Redoma tinto 2006; Charme 2007; Batuta 2007; Porto Niepoort Vintage 2007; Porto Niepoort Colheita 1998
Finalmente, chegaram as carnes e os tintos, servidos aos pares: um representante da gama intermédia da casa com outro da gama alta. Assim começámos com um Vertente 2007 e um Charme 2007, para acompanhar o mil-folhas de pato com alecrim. Em seguida, para o javali estufado com torta de legumes, uma parelha Redoma 2006 e Batuta 2007 (em garrafa ainda sem rótulo).
Tanto o Vertente como o Redoma são vinhos para um consumo mais imediato, com um perfil mais frutado e encorpado. O Vertente será talvez o mais simples e menos ambicioso, enquanto o Redoma apresenta outra complexidade. Sendo estes dois bons vinhos, não deixam de ser ofuscados pelos dois de topo. O Charme faz inteiro jus ao nome que ostenta: todo ele é charme desde a primeira impressão olfactiva até à prova de boca, marcada por extrema elegância, a pedir pratos plenos de requinte. Foi bem escolhido para o folhado de pato. Já o Batuta apresenta-se mais pujante e complexo, a pedir tempo para se mostrar em plenitude e a prometer longa vida e grandes voos.
Para as sobremesas ainda houve direito a um Porto Vintage de 2007, um Colheita de 98 e uma aguardente vínica. Só provei os Portos que não deixaram os créditos por copos alheios. Um dos primeiros Portos Vintage que me lembro de beber foi um Niepoort de 2003 que estava notável, e este não fugiu à regra. Grande corpo, grande profundidade, um vinho cheio de pujança que nunca mais acaba na boca, apresentando uma exemplar ligação entre a fruta e o álcool. Possivelmente um dos melhores Portos Vintage do país. O Colheita também não se saiu mal da função, com uma predominância a frutos secos e bastante elegante na prova. Já o Politikos, ainda molhou os lábios na aguardente vínica e reputou-a de excelente, aveludada e elegante, com a madeira muito presente mas sem ser agressiva.
Resta falar dos sólidos, onde não é fácil escolher, de tão bem confeccionados estavam. O bacalhau muito bem enquadrado com a pasta de azeitona, o mil-folhas de pato muito saboroso e macio e finalmente o javali, talvez o ponto alto da noite, bastante apetitoso e suculento.
Para as sobremesas veio uma encharcada alentejana em duelo com um pão de rala, irrepreensíveis, e para terminar com o Porto um Petit gâteau com gelado de baunilha que fechou a noite da melhor forma.
Serviço impecável, rápido e eficiente, tanto nos vinhos como nos pratos, não falhou nada nesta refeição magnífica onde todos estão de parabéns. A Wine O’Clock porque promoveu, a Niepoort porque forneceu os vinhos, o Jacinto porque serviu, e nós, os felizardos que lá estivemos porque pudemos participar numa refeição notável. Parece que o Jacinto, que atravessou tempos difíceis, está de volta aos melhores dias e a tornar-se um ponto de referência na gastronomia lisboeta.
Kroniketas, enófilo e gastrónomo satisfeito, com Politikos
Restaurante: O Jacinto
Av. Ventura Terra, 2 (Telheiras)
1600 Lisboa
Telef: 21.759.17.28
Nota (0 a 5): 4,5
Região: Douro
Produtor: Niepoort Vinhos
Vinho: Vertente 2007 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Amarela, Touriga Nacional
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Redoma 2006 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinto Cão
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Charme 2007 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Franca
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Batuta 2007 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional
Nota (0 a 10): 9
Vinho: Porto Niepoort Vintage 2007
Grau alcoólico: 20%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Francisca, Tinta Amarela, Sousão, Tinta Roriz
Nota (0 a 10): 9
Vinho: Porto Niepoort Colheita 1998
Grau alcoólico: 20%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Francisca, Tinta Amarela, Sousão, Tinta Roriz
Nota (0 a 10): 8
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No meu copo, na minha mesa 250 - Jantar Niepoort no restaurante Jacinto (1ª parte)
Redoma rosé 2008; Tiara 2008; Redoma branco 2008
Realizou-se há duas semanas no restaurante Jacinto, na zona antiga de Telheiras, em Lisboa, o muito aguardado jantar de degustação com vinhos Niepoort, promovido pela Wine O’Clock. Pela quantia de 50 € os mastigantes e degustantes tiveram direito a uma entrada, um prato de peixe, dois de carne, duas sobremesas, 10 vinhos e uma aguardente, que incidiram basicamente nos que já tinham estado em prova na Wine O’Clock na semana anterior.
As Krónikas Viníkolas fizeram-se representar por este escriba e pelo Politikos, por sinal os primeiros a chegar ao restaurante. Começámos por ser brindados com um vinho do Porto branco Niepoort extra-seco de 1939! Um vinho castanho-cobre, a fazer lembrar um Tawny de 20 ou 30 anos, com uma frescura e intensidade aromática que nunca fariam supor estarmos perante um vinho com a idade do início da 2.ª Guerra Mundial! Notável!
Depois de completo o lote de participantes e já devidamente distribuídos pelas mesas, deu-se início às hostilidades. Tivemos a sorte de ficar na mesa do representante da Niepoort, José Teles, da área comercial, o que foi uma mais-valia, já que além do agradável convívio nos permitiu aprender um pouco mais, tendo mesmo ficado em aberto a visita a uma das quintas da Niepoort por altura das vindimas. A estratégia comercial das marcas passa hoje muito por (in)formar e aproximar os apreciadores/consumidores de vinho, e ainda bem.
Com o prato de entrada foi servido o Redoma rosé 2008, de momento o único rosé da Niepoort. Bastante equilibrado na boca, com aroma predominante a frutos vermelhos, boa estrutura e boa persistência. Fermentou em barricas novas de carvalho francês mas não foi submetido a qualquer estágio. Um vinho concebido para a mesa, mais do que para a esplanada, que casou bem com a salada de queijo de cabra com rúcula, que estava muito fresca e agradável.
Seguiu-se o prato de peixe, bacalhau confitado com pasta de azeitona, com o qual provámos dois vinhos brancos: o Tiara 2008 e o Redoma 2008. O Tiara, mais leve, mais aberto, mais suave e mais elegante, com um perfil mais mineral e cítrico, é um branco para pratos mais frescos e requintados. O Redoma, mais estruturado, resultado da fermentação em barricas de carvalho francês onde estagiou 9 meses, tem a madeira muito bem casada sem se sobrepor aos aromas nem retirar a frescura predominante. Pode ser um branco mais de Inverno que no entanto se enquadra bem no tempo mais quente e que fez boa parceria com os tacos de bacalhau. Em suma, dois brancos de perfis diferentes mas ambos muito agradáveis. Pelos preços anunciados, o Tiara será mais apetecível de comprar...
(continua)
Região: Douro
Produtor: Niepoort Vinhos
Vinho: Redoma 2008 (R)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Tinta Amarela, Touriga Franca, 50% outras
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Tiara 2008 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Codega, Rabigato, Donzelinho, Viosinho, Cercial
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Redoma 2008 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Codega, Rabigato, Donzelinho, Viosinho, Arinto
Nota (0 a 10): 8
Etiquetas:
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
No meu copo 191 - Planalto 2007; Diálogo 2005
A primeira passagem pelo restaurante Os Arcos agradou, pelo que resolvemos voltar à carga, desta vez para um prato de carne. Como o tempo estava quente, resolvemos começar por refrescar com meia garrafa de Planalto, o branco seco do Douro da Sogrape que é sempre uma aposta simpática. À semelhança de outros brancos leves e secos, este é sempre agradável de beber, com uma boa acidez e notas florais, corpo médio e um final persistente e refrescante. Nota-se a presença da Malvasia Fina a dar um perfil mais arredondado ao vinho dentro do seu carácter predominantemente seco.
Neste caso acompanhámo-lo apenas com uns entreténs-de-boca enquanto aguardávamos a pièce de résistance que neste caso eram duas, divididas a meias: uma posta à mirandesa e um bife Wellington. Ela na sua tradicional disposição, ele acoitado em massa folhada, muito tenro e suculento.
Para a carne escolhemos um Diálogo, uma das recentes criações de Dirk Niepoort já divulgada por alguns comparsas da blogosfera, como o Vinho da casa e Os Vinhos. Este vinho tem a particularidade de apresentar um rótulo ilustrado pelo cartoonista Luís Afonso, sobejamente conhecido pelos cartoons que faz há muitos anos quer no jornal A Bola quer no Público, com o célebre Bartoon. É aliás nas personagens do Bartoon que este alentejano de Serpa se inspira para ilustrar o diálogo do rótulo, entre o barman e um cliente.
Quanto ao conteúdo líquido, encontrámos um vinho macio, pronto a beber, tal como o produtor anuncia adequado “para todos os dias e não apenas para momentos especiais”. Apresenta-se com uma cor carregada, aroma a frutos vermelhos, redondo na boca sem deixar de mostrar alguns taninos bem amansados e um leve toque a especiarias. Apenas 20% da produção estagiou em barrica, pelo que a madeira passa aqui quase despercebida.
Enfim, o que se pode dizer é que é um vinho relativamente despretensioso e que nesse registo cumpre bem a sua função, sem deixar de mostrar uma qualidade apetecível. A macieza e frescura que apresenta podem torná-lo um bom tinto de Verão.
tuguinho e Kroniketas, enófilos e gastrónomos e etc.
Vinho: Planalto 2007 (B)
Região: Douro
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Malvasia Fina, Gouveio, Viosinho, Códega
Preço em feira de vinhos: 4,59 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Diálogo 2005 (T)
Região: Douro
Produtor: Niepoort Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinto Cão
Preço: cerca de 7,5 €
Nota (0 a 10): 7
Etiquetas:
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terça-feira, 8 de julho de 2008
No meu copo 188 - Valle Pradinhos 2001
Poucas vezes um vinho feito com um lote de castas me mostra o que lá tem logo à primeira. Vou tentando umas aproximações, às vezes consegue-se perceber melhor o que lá está, outras vezes tentamos adivinhar mas atiramos ao lado. Há algum tempo eu e o tuguinho abrimos uma garrafa de Valle Pradinhos, vinho transmontano de Macedo de Cavaleiros que já tinha provado há muitos anos mas de que não tinha memória.
Ao aspirar os aromas, e sem sequer olhar para a informação da garrafa, soltei esta sugestão: “parece-me Cabernet...”. Depois fiz outra aproximação e acrescentei: “ou então Touriga...”. Para tirar as dúvidas olhámos ao contra-rótulo. Para minha própria surpresa, encontrei lá precisamente as duas! Desta vez a impressão foi correcta, o que é quase acertar no bingo...
Passando da prova olfactiva para a gustativa, o vinho acabou por ficar um pouco aquém das expectativas. Já com alguma evolução, o corpo apareceu um pouco para o delgado e o final algo curto. Os traços mais marcantes das castas menos pronunciados que no nariz, já algo desmaiados.
Não sei se o vinho não aguenta esta idade, pelo que vou voltar à carga com uma colheita mais recente. O potencial pareceu estar lá mas ter fugido. Vamos aguardar pela próxima.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Valle Pradinhos 2001 (T)
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Maria Antónia Mascarenhas
Grau alcoólico: 14%
Castas: Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Tinta Amarela
Preço em feira de vinhos: 7,28 €
Nota (0 a 10): 7
Ao aspirar os aromas, e sem sequer olhar para a informação da garrafa, soltei esta sugestão: “parece-me Cabernet...”. Depois fiz outra aproximação e acrescentei: “ou então Touriga...”. Para tirar as dúvidas olhámos ao contra-rótulo. Para minha própria surpresa, encontrei lá precisamente as duas! Desta vez a impressão foi correcta, o que é quase acertar no bingo...
Passando da prova olfactiva para a gustativa, o vinho acabou por ficar um pouco aquém das expectativas. Já com alguma evolução, o corpo apareceu um pouco para o delgado e o final algo curto. Os traços mais marcantes das castas menos pronunciados que no nariz, já algo desmaiados.
Não sei se o vinho não aguenta esta idade, pelo que vou voltar à carga com uma colheita mais recente. O potencial pareceu estar lá mas ter fugido. Vamos aguardar pela próxima.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Valle Pradinhos 2001 (T)
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Maria Antónia Mascarenhas
Grau alcoólico: 14%
Castas: Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Tinta Amarela
Preço em feira de vinhos: 7,28 €
Nota (0 a 10): 7
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