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sexta-feira, 13 de julho de 2018

No meu copo 685 - Pouca Roupa branco 2017

Continuamos no Alentejo e no universo João Portugal Ramos, com mais uma oferta gentilmente enviada pelo produtor.

Trata-se da mais recente colheita do Pouca Roupa branco, um vinho que tem vindo a melhorar e que parece ter atingido nesta versão de 2017 o ponto óptimo.

Bastante fresco e aromático, boa estrutura e final intenso e vibrante. Equilibrado na prova de boca, com notas de frutos cítricos e tropicais, medianamente seco.

Um vinho cujo nome casa perfeitamente com a época do ano que se quer com menos roupagem. Muito bem para o patamar em que se encontra, tem tudo para ganhar pontos nas preferências dos consumidores.

Este é mais um belo exemplo de como na planície alentejana se podem fazer belíssimos vinhos brancos que enganam o calor do interior. Sob o lema “Vista o Verão com Pouca Roupa”, a empresa aposta nesta gama para a época estival, lembrando que “O vinho Pouca Roupa é trendy, irreverente, ousado e obrigatório num jantar entre amigos. Na versão “branco” ideal para pratos de peixe, mariscos, carnes brancas ou pastas; na versão “rosé” um must para aperitivos ou culinária oriental.”

Entra para a nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Pouca Roupa 2017 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em hipermercado: 3,85 €
Nota (0 a 10): 7,5


Foto da garrafa obtida no site do produtor

terça-feira, 5 de junho de 2018

No meu copo 679 - Casa da Passarela, A Descoberta branco 2016

Um regresso a este branco do Dão que impressionou na primeira prova e confirmou as boas sensações anteriores. Na linha desta marca intitulada “A Descoberta”, e à semelhança do que acontece com o tinto e o rosé, é um vinho elegante, suave e muito aromático, com uma boa acidez e frescura na boca.

É um valor já firmado e que se estabeleceu como uma boa escolha por um preço muito atractivo, pelo que entra nas nossas escolhas.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Casa da Passarela, A Descoberta 2016 (B)
Região: Dão
Produtor: O Abrigo da Passarela
Grau alcoólico: 13%
Castas: Encruzado, Malvasia Fina, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 8

sábado, 26 de maio de 2018

No meu copo 677 - Novidades da Adega Cooperativa da Vidigueira (2ª parte)

Os brancos monocasta




Foram estas as grandes novidades no portefólio da Adega Cooperativa. Com o lema White Inspiration gravado na caixa, esta nova marca VDG foi apresentada no formato de vinhos brancos monocasta da colheita de 2016 e, amavelmente, a empresa ofereceu uma caixa com os seis vinhos a cada um dos presentes.

Só agora tive oportunidade de degustá-los a todos à refeição. Provei-os em mais de uma ocasião, com entradas e com pratos de peixe. As impressões recolhidas não diferiram muito daquelas que tinha obtido durante o período de welcome drink antes do almoço no Espelho d’Água e depois no próprio almoço.

Seguindo a ordem alfabética, comecemos pelo Alvarinho. Foi uma belíssima surpresa, a confirmar que esta casta oriunda do verde Minho dá-se muito bem por terras alentejanas e traz para a planície a acidez, frescura e tropicalidade que outras castas autóctones nem sempre conseguem. Foi um dos melhores deste grupo de seis. Muito bem conseguido.

O Arinto, embora agradável e mostrando as características típicas da casta, ficou atrás do Alvarinho, com os aromas mais contidos e a acidez menos marcada. Algo delgado e corpo.

O Chardonnay não se mostrou muito expressivo em termos aromáticos, com nuances tropicais discretas, alguma estrutura sem grande complexidade e final algo curto.

O Verdelho mostrou mineralidade, boa intensidade aromática, corpo médio e final de média intensidade.

O que menos me agradou foi a novidade absoluta, o Vermentino, uma casta italiana típica da costa mediterrânica, da ilha da Sardenha e também da francesa Córsega. Talvez por não estar habituado ao perfil desta casta, achei o vinho bastante delgado, curto de boca e com sabor algo incaracterístico. A prova em casa voltou a mostrar o mesmo perfil, não me convencendo.

Finalmente, o Viognier, que disputou com o Alvarinho a primazia. Muito bom aroma, mineral, intenso, vivo e cheio na boca, final longo e persistente.

Em resumo, este conjunto de seis vinhos mostrou-se uma opção interessante para conhecer o comportamento destas castas no terroir da Vidigueira. O nível médio é bastante interessante, mas se tivesse de escolher os “meus” melhores a opção recairia no Alvarinho e no Viognier, em primeiro lugar, seguidos do Arinto no último lugar do pódio.

Quanto ao Vermentino, será preciso conhecer melhor a casta para poder compreendê-la e apreciar o seu perfil.

Obrigado aos responsáveis da Adega Cooperativa e aos organizadores pelo convite para este excelente momento e pela oferta destes vinhos. As provas mais recentes mostram que esta cooperativa está a renovar-se e a renascer no panorama vínico português. O caminho que está a ser percorrido vai certamente conduzir os destinos da empresa a um bom porto.

Vamos continuar a explorar estes vinhos, que nos ajudam igualmente a mostrar um novo Alentejo, como nas mais recentes provas dos vinhos desta sub-região.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: A. C. Vidigueira, Cuba e Alvito

Vinho: VDG, Alvarinho 2016 (B)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Alvarinho
Nota (0 a 10): 8

Vinho: VDG, Arinto 2016 (B)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Arinto
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: VDG, Chardonnay 2016 (B)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Chardonnay
Nota (0 a 10): 7

Vinho: VDG, Verdelho 2016 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Verdelho
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: VDG, Vermentino 2016 (B)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Vermentino
Nota (0 a 10): 6,5

Vinho: VDG, Viognier 2016 (B)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Viognier
Nota (0 a 10): 8

terça-feira, 13 de março de 2018

No meu copo 662 - Esporão, Verdelho 2015

Ali ao lado, ainda junto a Reguengos de Monsaraz, nascem outros vinhos típicos e clássicos, a par com uma nova geração de vinhos modernos.

Um deles é este, que também já se tornou obrigatório na garrafeira. Inclusivamente já foi eleito o melhor vinho português num recente concurso de vinhos nacionais.

Desde a primeira vez que o provei, há uns anos numa incursão à Herdade do Esporão, fiquei conquistado. A partir daí tornou-se compra regular e quase sempre tem brilhado a grande altura.

Quando assim é, torna-se repetitivo estar a descrever sempre as mesmas qualidades do vinho. Acidez, mineralidade, aromas tropicais e citrinos, estrutura, persistência, vivacidade na prova de boca, está lá tudo aquilo que se espera.

No caso concreto desta garrafa, a primeira abordagem mostrou vivacidade na boca e boa acidez, mas o aroma apareceu mais contido do que habitualmente, e o final não foi tão intenso. Uma questão de garrafa, ou uma questão de tempo, não saberemos. A temperatura estava correcta e não foi sujeito a choques térmicos, portanto não foi por aí que perdeu qualidades.

Só por isso fica um pouco penalizado na avaliação, mas certamente tratou-se apenas dum caso pontual. Já há outras colheitas à espreita.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Esporão, Verdelho 2015 (B)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Verdelho
Preço em feira de vinhos: 6,77 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

No meu copo 656 - Serras de Grândola, Verdelho 2015

Este vinho já começa a ser um clássico cá em casa. Vou-me cruzando com este produtor em diversos eventos e, desde que o provei pela primeira vez, tenho aproveitado a oportunidade para adquiri-lo sempre que posso.

Esta colheita de 2015 mostrou-se um pouco menos exuberante no aroma, mas manteve o perfil de boa estrutura, elevada acidez, persistência e frescura na boca, com notas minerais no nariz e um final vibrante. De novo muito bem, e um vinho para continuar a revisitar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Serras de Grândola, Verdelho 2015 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Monte da Serenada
Grau alcoólico: 13%
Casta: Verdelho
Preço: 9,00 €
Nota (0 a 10): 8

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

No meu copo 647 - Lagoalva Reserva tinto 2013; Lagoalva Talhão 1 branco 2016

Temos provado bons vinhos da Quinta da Lagoalva, tintos, brancos e rosados. Os brancos e rosés têm sido particularmente bem conseguidos.

Este tinto Reserva ficou aquém das expectativas. Mostrou aroma discreto, encorpado e suave mas com final algo curto.

Faltou-lhe alguma coisa para ser verdadeiramente interessante, mas damos-lhe o benefício da dúvida e veremos se noutras colheitas o resultado é mais convincente.

Já o branco confirmou as boas impressões de provas anteriores, que referimos aqui. É um branco muito fresco e aromático, suave e de aroma intenso e vivo na boca. Tem uma excelente relação qualidade-preço e merece constar nas nossas sugestões.

Um produto bem conseguido e bem acabado.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Lagoalva de Cima

Vinho: Lagoalva Reserva 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,0%
Castas: Alfrocheiro, Touriga Nacional, Syrah
Preço em feira de vinhos: 4,99 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Lagoalva Talhão 1 2016 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Alvarinho, Fernão Pires, Sauvignon Blanc e Verdelho
Preço em feira de vinhos: 3,59 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

No meu copo 621 - Crasto Superior branco 2014

Mais um belo branco do Douro, proveniente das vinhas localizadas no Douro Superior na Quinta da Cabreira, próximo de Castelo Melhor, que tivemos oportunidade de visitar por ocasião do Festival de Vinho do Douro Superior de 2016.

Esta garrafa foi oferecida pela empresa nessa ocasião, e houve agora oportunidade de provar o vinho com mais calma. Confirmou as impressões colhidas por altura desse evento. É um vinho com boa frescura e boa acidez, o que não surpreende dado ser produzido em altitude.

Na boca mostra-se bem estruturado mas elegante, com final persistente e vibrante mas suave. Estagiou 6 meses em barricas da carvalho francês, aparecendo este muito discreto e a arredondar o conjunto.

À semelhança do Crasto Superior tinto, é um vinho para afirmar-se nas novas tendências do Douro, com vinhos mais frescos, mais suaves e mais gastronómicos, onde a madeira é apenas um tempero do vinho e não “o vinho”.

Obrigado à Quinta do Crasto por esta oferta e por este bom produto.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Crasto Superior 2014 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Crasto
Grau alcoólico: 13%
Castas: Verdelho, Viosinho
Preço: 14,90 €
Nota (0 a 10): 8

terça-feira, 26 de setembro de 2017

No meu copo 619 - Quinta do Sobreiró de Cima branco 2016

Mais um vinho pós-férias que surpreendeu. Pediu-se num almoço a acompanhar bacalhau assado na brasa e casou perfeitamente.
É um vinho fresco, aromático, guloso. Relativamente leve, bebe-se quase sem dar por isso, mas a sua frescura e acidez tornam-no apropriado para um prato mais exigente como o bacalhau, pois compensam a menor estrutura na boca. O final é elegante e suave mas persistente.
Requer nova prova para confirmar esta primeira boa impressão, mas para já recomenda-se.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Quinta do Sobreiró de Cima 2016 (B)
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Quinta do Sobreiró de Cima
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Códega do Larinho, Moscatel Galego, Verdelho
Preço: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 30 de julho de 2017

No meu copo 615 - Tons de Duorum branco 2016

Um branco de entrada de gama na Duorum Vinhos que tem vindo a manter uma consistência de qualidade surpreendente para o preço que custa.

Apresenta-se com muito boa frescura e acidez, vivo na prova de boca com aromas florais e cítricos intensos, com final de boca vibrante longo.

Não parece ter a qualidade que tem nem ser falado para aquilo que é mas a verdade é que dentro deste patamar de preços, não se encontra muito melhor, e também não é falado nem tem o estatuto que o conteúdo da garrafa justifica.

Um salto qualitativo surpreendente.

Obrigado à João Portugal Ramos Vinhos por esta garrafa.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Tons de Duorum 2016 (B)
Região: Douro
Produtor: Duroum Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,19 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 23 de julho de 2017

No meu copo 614 - Stanley branco 2015; Stanley tinto 2013

Mais dois vinhos que desconhecia, a não ser pelo nome. Tive oportunidade de prová-los no restaurante da Fundação Oriente, e não deslustraram.

O branco, com duas das melhores castas portuguesas, mostrou-se à altura das exigências. Aroma com algum fruto tropical e algum floral, boa acidez e persistência, com final fresco e elegante. Um exemplar interessante da nova geração de brancos da região de Lisboa.

O tinto, por seu lado, foi produzido em terrenos arenosos da Península de Setúbal mas com castas exteriores à região (o mesmo acontece com o branco, mas aqui a proliferação e variedade de castas já é mais habitual): duas vieram do Douro e a Syrah veio de França.

Estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês apresentando as notas de madeira bem integradas no conjunto. Bom volume de boca, taninos suaves e final longo com alguma adstringência. Igualmente interessante.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Produtor: Fundação Stanley Ho

Vinho: Stanley 2015 (B)
Região: Lisboa
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Verdelho, Alvarinho
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Stanley 2013 (T)
Região: Península de Setúbal
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Syrah
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 31 de março de 2017

No meu copo 593 - Pouca Roupa branco 2014; Vila Santa Reserva branco 2015

Continuamos no universo João Portugal Ramos, novamente com um dos lançamentos recentes, a que pude assistir.

Na mesma ocasião em que provámos o espumante também pudemos provar o branco Pouca Roupa, que foi outra bela surpresa.

Mostrou-se com boa estrutura e acidez, aroma intenso limonado e tropical, encorpado e persistente. Mais uma boa aposta num vinho de entrada de gama.

Já o Vila Santa Reserva branco, cuja primeira prova tinha sido em pleno, apresentou-nos depois duas garrafas, das colheitas de 2012 e 2013, com o vinho completamente decaído, sem acidez, reduzido, chato. Alguma coisa de estranho se deverá passar, pois não é normal que um branco caia tanto em tão pouco tempo.

Isto levou-me a adquirir mais uma garrafa, agora da colheita de 2015, que voltou ao nível normal, mais próximo da primeira prova. Boa estrutura, aroma intenso, acidez e persistência.

Mas atenção: duas colheitas consecutivas com o vinho em queda abrupta não auguram nada de bom!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos

Vinho: Pouca Roupa 2014 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Vila Santa Reserva 2015 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Alvarinho, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8

sábado, 3 de dezembro de 2016

No meu copo 568 - Diga? branco 2009; Campolargo branco 2015

Falamos agora de dois brancos com a marca Campolargo: um clássico e um moderno.

Começando pelo Diga? 2009 (um nome original para um vinho), embora seja produzido apenas a partir de uma casta que nem sequer é portuguesa mas sim típica de Côtes du Rhône, trata-se dum branco clássico, austero, de aroma fechado, com ligeiras notas fumadas.

De cor amarelo palha, no aroma predominam algumas notas cítricas e a frutos tropicais. Na boca é macio e untuoso, com boa estrutura e final longo, com boa acidez e persistência. Estagia 6 a 8 meses em barricas de carvalho francês, parte novas e parte usadas.

Um grande branco, em suma, que tem lugar nas nossas escolhas (refira-se que o preço indicado se reporta ao ano da compra, 2011).

O Campolargo branco 2015, apresentado na Revista de Vinhos de Agosto de 2016, feito com um lote improvável mas que resulta bem. De cor citrina e aroma frutado, na boca apresenta-se leve, aberto e suave, com final macio sem deixar de manter alguma estrutura e persistência. Um bom compromisso entre a leveza e a estrutura.

É um bom branco de Verão e uma referência a rever.

Mais uma vez os vinhos Campolargo a não desiludirem.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Bairrada
Produtor: Manuel dos Santos Campolargo, Herdeiros

Vinho: Diga? 2009 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Viognier
Preço: 11,50 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Campolargo 2015 (B)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Bical, Verdelho, Viognier
Preço: 6,00 €
Nota (0 a 10): 7,5

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

No meu copo 549 - Marquês dos Vales Primeira Selecção branco 2013

Na sequência de algumas provas de vinhos do Algarve provados o ano passado, ainda ficou este, proveniente de Estômbar, no concelho de Lagoa. A Quinta dos Vales tem merecido algum destaque na imprensa da especialidade devido ao seu enquadramento paisagístico e ao modo como está decorada, com esculturas diversas a marcar o espaço, conjugando a arte com a vitivinicultura e o turismo.

Este branco apresenta-se medianamente encorpado, com acidez média e final persistente, mostrando alguma complexidade na boca a par com uma certa suavidade e delicadeza. Foi provado a acompanhar uma caldeirada e cumpriu bem a função. Esta combinação de castas, embora não lhe confira um aroma muito exuberante, dá-lhe alguma estrutura e torna-o adequado para confecções de peixe não muito simples.

No panorama dos vinhos algarvios, poderá posicionar-se num patamar de qualidade médio-alto. É interessante e merecerá ser degustado com calma e paciência. Atenção à temperatura: deve ser bebido bem fresco para se expressar em pleno.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Marquês dos Vales Primeira Selecção 2013 (B)
Região: Algarve (Lagoa)
Produtor: Quinta dos Vales
Grau alcoólico: 12%
Castas: Alvarinho, Viognier, Arinto, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 7,50 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 17 de julho de 2016

No meu copo 543 - Quinta de Camarate: tinto 2012; branco seco 2014

Mais dois clássicos da José Maria da Fonseca, duas marcas de décadas que têm passado esporadicamente pelas nossas mesas.

Ao longo dos anos, o Quinta de Camarate tinto e o branco seco têm vindo a ser moldados ao perfil das épocas, com a incorporação de novas castas e a exclusão de outras.
O tinto apresenta agora uma percentagem minoritária de Castelão e uma maioria de Touriga Nacional. Mostra-se com paladar intenso, encorpado, persistência média e aroma não muito exuberante. Estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês~.

Quanto ao branco seco, um dos meus preferidos nos tempos mais recentes, deixou o Moscatel e actualmente contém apenas duas castas de fora da região. Já o senti melhor que nesta colheita. Mostrou um aroma algo discreto e persistência média.

Depois de provar a colheita de 2013, esta de 2014 confirmou que a versão anterior me agradava mais. Falta aqui, se calhar, o Moscatel. Parece-me que não se ganhou em intensidade aromática o que se perdeu em doçura.

Feito o balanço, creio que a substituição das castas típicas da região por outras importadas não só não trouxe um acréscimo de qualidade como tornou estes vinhos menos típicos e mais parecidos com todos os outros...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos

Vinho: Quinta de Camarate 2012 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional (52%), Aragonês (25%), Cabernet Sauvignon (14%), Castelão (9%)
Preço em feira de vinhos: 7,48 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Quinta de Camarate Seco 2014 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Alvarinho (66%), Verdelho (34%)
Preço em feira de vinhos: 5,24 €
Nota (0 a 10): 7

quarta-feira, 29 de junho de 2016

No meu copo 539 - Domingos Soares Franco Colecção Privada, Verdelho 2014


Passamos da Bacalhôa para a José Maria da Fonseca, ali ao lado.

Começamos por um branco já clássico da José Maria da Fonseca e uma das nossas referências obrigatórias: o Verdelho da Colecção Privada Domingos Soares Franco. Já aqui provado por diversas vezes (aqui, aqui e aqui), sempre se portou a grande altura, brilhando à mesa ou fora dela e deixando sempre vontade de beber mais.

À semelhança das colheitas provadas anteriormente, mostrou aquela acidez com um misto de citrino e tropical e exuberância no nariz a par com uma frescura vibrante na prova de boca.

Uma referência incontornável, para o Verão, para o Inverno e para a meia-estação. Para o dia e para a noite. Para o frio e para o calor. Para todos os pratos e todas as ocasiões.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Domingos Soares Franco Colecção Privada, Verdelho 2014 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Casta: Verdelho
Preço em feira de vinhos: 8,98 €
Nota (0 a 10): 8,5

sábado, 2 de abril de 2016

No meu copo 518 - Lagoalva Talhão 1 branco 2014

A Quinta da Lagoalva de Cima, situada a 2 km de Alpiarça, é um dos produtores da região Tejo que em anos recentes tem vindo a impor-se no panorama dos vinhos nacionais com uma variedade de produtos que passam pelos tintos, brancos e rosés, assim como vinhos de lote ou mono e bi-varietais.

Este que agora tivemos oportunidade de apreciar era uma marca desconhecida. Comprei-o por curiosidade para ver como era. A referência ao “Talhão 1” remete-nos para uma parcela de vinha específica, sendo composto por um lote alargado, e pouco vulgar, de 5 castas! Curiosamente, são algumas das minhas castas brancas preferidas... No entanto, esse facto por si só não garante nada de especial, pois por vezes a mistura de muitas castas transforma um vinho que pretendia ser quase tudo a resultar em quase nada. Ainda recentemente tivemos uma experiência desse género com um tinto, igualmente produzido com 5 castas tintas, nacionais e estrangeiras.

Este branco ribatejano, contudo, resultou bem, Cor amarela citrina, aroma intenso a fruta tropical e citrina, na boca é fresco, suave, delicado e medianamente persistente. Aparentemente conseguiu-se juntar ali as melhores características de cada casta, juntando a estrutura, a frescura, a acidez, o frutado, a suavidade e a persistência nas doses certas. Nenhuma casta marca o vinho de forma evidente, antes se complementam na conta e medida necessárias.

Portanto, um bom resultado, um vinho agradável e simples sem ser simplório, e um preço convidativo. A rever.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Lagoalva Talhão 1 2014 (B)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Lagoalva de Cima
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Alvarinho, Fernão Pires, Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 3,75 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 20 de março de 2016

No meu copo 516 - Casa Ermelinda Freitas, Sauvignon Blanc e Verdelho 2012

Passados alguns anos desde a prova anterior deste vinho, esta prova duma colheita dois anos depois mais nova, e adquirida em 2014, mostrou-se uma surpresa.

Se na prova anterior o vinho se mostrou algo curto e incaracterístico, agora aconteceu o contrário: encorpado, aromático e persistente, com muito equilíbrio entre estrutura e suavidade, apresentou-se em excelente forma e com sinais de que poderia durar mais tempo em garrafa.

Talvez este vinho seja um exemplo de que, afinal, os brancos não são todos para beber muito jovens, logo após o ano de colheita. Ou a colheita foi muito boa, ou o lote foi afinado, ou o tempo de repouso fez-lhe bem e foi buscar as melhores qualidades do vinho. A matéria-prima, essa, era promissora, portanto se o produto não for bom algo correu mal no processo.

Neste caso tivemos um vinho muito gastronómico, muito vivo e de aroma muito intenso, pronto para se bater com pratos de peixe elaborados e complexos.

Muito bem. Entra também para as nossas escolhas.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Casa Ermelinda Freitas, Sauvignon Blanc e Verdelho 2010 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Casa Ermelinda Freitas
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 8

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

No meu copo 500 - Esporão: brancos e tintos, monocastas, duas castas e quatro castas

Duas Castas 2013; Verdelho 2013; Aragonês 2004; Alicante Bouschet 2005; Touriga Nacional 2005; Trincadeira 2005; Quatro Castas Reserva 2003




Chegámos a um número redondo, que nem estava nas previsões que viéssemos a atingir. E, para assinalar condignamente este meio milhar de posts dedicados a vinhos provados à mesa, – que aliás coincidem no tempo com o 10º aniversário deste blog, com o aniversário recente de um dos escribas e também com o início de um novo ano –, nada melhor que aproveitar esta série de festejos acumulados para tirar o pó a algumas relíquias que têm esperado pacientemente pela sua vez na garrafeira ao longo de vários anos. Escolheu-se assim um painel de vinhos exclusivamente provenientes da Herdade do Esporão, seguindo o critério de escolhas dos monocastas, ou com nomes afins.

Recuando cerca de 20 anos no tempo, foi em meados da década de 90 do século XX que eu e o saudoso Mancha começámos a encontrar nas prateleiras os primeiros vinhos monocasta da Herdade do Esporão – que na altura eram também dos primeiros que se viam produzidos em Portugal – baseados nas três castas que têm constituído a base do lote para o Esporão Reserva (com pequenas variações pontuais), com rótulos bem distintos para cada um deles: o Aragonês, com rótulo bege, o Trincadeira com rótulo cinzento claro e o Cabernet Sauvignon com rótulo vermelho vivo. A breve trecho o tuguinho também já estava metido nesta pandilha, sem imaginarmos que passadas duas décadas viríamos a escrever sobre o acontecimento... .

Tivemos oportunidade de comprar e provar várias colheitas dos primeiros anos (1991, 1992, 1993 e por aí fora...) de forma paralela e, com algum humor, chegámos a comparar o perfil de cada casta com os instrumentos de uma banda: o Aragonês, mais vivo e adstringente e de aroma intenso e especiado, era como a guitarra eléctrica, que se destacava nos solos; a Trincadeira, com o seu carácter vegetal, mais estruturada, discreta e redonda, era como o baixo, que muitas vezes passa quase despercebido mas que, se não estiver lá, se sente a sua falta, pois é quem dá o suporte de fundo ao conjunto; e o Cabernet Sauvignon, com um aroma marcante a frutos vermelhos e pretos maduros e algum apimentado, era como um teclado de sintetizador, que mantinha um som constante a preencher os espaços vazios e a ligar todas as partes do conjunto. E assim fomos aprendendo a conhecer as características de cada casta isoladamente, tendo-se posteriormente juntado ao painel o Bastardo, com um rótulo de cor antracite, a Touriga Nacional, com rótulo azul-escuro, a Syrah, com rótulo preto e finalmente o Alicante Bouschet, já nos anos 2000, com rótulo grená.

Com o passar dos anos, o lançamento no mercado destas 7 castas tintas a solo foi variando conforme as colheitas, tendo ainda na passagem de século ocorrido um período de alguns anos em que os vinhos eram lançados em garrafas de meio-litro, durante o qual surgiram também os primeiros monocastas brancos – tivemos oportunidade de provar o Arinto e o Roupeiro de 1999, com rótulos esverdeados, claro e escuro. Alguns dos monocastas deixaram de ser produzidos (o primeiro foi o Cabernet Sauvignon), sendo paulatinamente substituídos pelas novas castas emergentes e “importadas” de outras regiões.

Durante este percurso surgiu também aquele que foi durante vários anos o vinho do Esporão que mais nos encantou e que aqui referenciámos frequentemente: o Quatro Castas Reserva – com uma filosofia diferente, em que o lote podia variar todos os anos, era (e é) sempre composto pelas melhores quatro castas tintas de cada ano e sempre em partes iguais. Chegámos a colocá-lo num patamar equivalente ou mesmo superior ao Esporão Reserva, tal a personalidade, estrutura e perfil aromático deste vinho!

Depois, já em pleno século XXI, a estratégia comercial da casa para os vinhos monocasta mudou completamente, a rotulagem também, tomando o aspecto que ostenta actualmente, com apenas uma ou duas letras em destaque representando as iniciais da casta, mas sobretudo o que mudou foram os preços: para os tintos monocasta, o valor duplicou, subindo para a fasquia dos 22 a 24 €, o que o coloca no patamar do Duas Quintas Reserva, por exemplo. E com a nova estratégia comercial da casa, também nós mudámos a estratégia de compra, guardando (até agora) os últimos exemplares das antigas versões e comprando algumas relíquias em promoção, e deixando as novas apenas para abordagens esporádicas e muito pontuais, de que o único exemplo que apresentámos até agora foi um Petit Verdot, entretanto acrescentado ao poretfólio da casa, e que foi adquirido num passeio à herdade. Foi também neste período que se consolidou a nova marca Duas Castas, para os brancos, seguindo a mesma filosofia do Quatro Castas para os tintos – castas variáveis conforme o ano, embora no caso do branco as percentagens de cada casta possam não ser iguais – e que o espantoso Verdelho se impôs definitivamente como um dos melhores brancos nacionais.

E depois deste longo intróito, o que há para dizer, afinal, acerca dos vinhos? Pouca coisa. Nestes posts de balanço e de mudança de centena importa-nos, muitas vezes, elucubrar mais sobre a filosofia dos vinhos provados, da nossa relação com eles e da razão da escolha, por isso escolhemos sempre vinhos muito marcantes para nós: os do Esporão, os antigos Reservas da Sogrape, os tintos velhos do Dão ou da Bairrada, ou ainda o igualmente marcante Reguengos Garrafeira dos Sócios, verdadeiro compagnon de route dos tintos do Esporão na nossa aprendizagem vínica; no fundo, as verdadeiras relíquias que mais marcaram o nosso percurso enquanto enófilos.

Vamos apenas deixar aqui alguns apontamentos curtos, deixando as restantes conclusões para o leitor em função das fichas de cada vinho.

Duas Castas 2013 – Já provado anteriormente, apreciação feita aqui.

Verdelho 2013 – Como habitualmente em grande nível, encantando os presentes como noutras ocasiões. Acidez, aroma tropical intenso com algum citrino, estrutura, vivacidade e persistência. Excelente!

Aragonês 2004 – Robusto e estruturado, amaciado pelo tempo mas ainda longo e vivo. Com menos idade era um dos mais exuberantes em termos de corpo e aroma.

Alicante Bouschet 2005 – A nova coqueluche dos tintos alentejanos, aqui também já amaciada pelo tempo mas a mostrar porque é cada vez mais uma presença constante nos lotes: robusto, estruturado, longo, persistente, taninos firmes e vivos.

Touriga Nacional 2005 – Algo linear na prova, com o floral a marcar o conjunto mas a denotar pouca vivacidade.

Trincadeira 2005 – Mais um belo exemplar duma casta emblemática do Alentejo mas que parece ter-se tornado mal-amada por alguns enólogos. Estava lá tudo o que tem de melhor: estrutura, aroma, corpo, elegância, final longo, persistente e suave. Um dos melhores tintos da noite.

Quatro Castas Reserva 2003 – Depois de percorridos todos os monocastas ainda disponíveis, e depois de tantas colheitas, mais antigas e mais recentes, já provadas, este velho companheiro ainda foi capaz de nos surpreender. Já não apresentou a vivacidade de outras garrafas, mas as características que têm feito as nossas delícias desde há mais de uma década ainda lá estão. Corpo e exuberância aromática notáveis, taninos ainda bem firmes mas redondos e elegantes, mantendo tudo no sítio! Mais uma vez se confirmou que já tem muito pouco que ver com as novas versões modernaças...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão

Vinho: Duas Castas 2013 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Gouveio (70%), Antão Vaz (30%)
Preço em feira de vinhos: 7,75 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Verdelho 2013 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Verdelho
Preço em feira de vinhos: 7,98 €
Nota (0 a 10): 9

Vinho: Aragonês 2004 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Aragonês
Preço em feira de vinhos: 10,89 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Alicante Bouschet 2005 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 10,89 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Touriga Nacional 2005 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 10,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Trincadeira 2005 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Trincadeira
Preço em feira de vinhos: 10,99 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Quatro Castas Reserva 2003 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 12,54 €
Nota (0 a 10): 8,5

terça-feira, 13 de outubro de 2015

No meu copo 482 - Marquês de Borba branco 2013; Tons de Duorum branco 2014

Na mesma ocasião referida no post anterior, as hostilidades abriram, como vai sendo habitual, com brancos para ir entretendo as entradas, até porque o final de Verão estava quente e pedia algo para refrescar antes da passarmos aos pesos pesados dos tintos que se iriam seguir.

Aproveitando a onda dos vinhos gentilmente cedidos pela João Portugal Ramos Vinhos, abrimos um branco alentejano e um duriense, que confirmaram as impressões de provas anteriores.

O Marquês de Borba branco mostrou-se um vinho com uma boa frescura e acidez, muito equilibrado, na linha do que temos vindo a descobrir nestes brancos produzidos em Estremoz, tal como acontece com o Loios e o Vila Santa. Notável a elegância destes brancos para uma zona de baixa altitude e elevadas temperaturas.

Por outro lado, o Tons de Duorum branco, da colheita mais recente, embora igualmente suave, perdeu aos pontos para o seu parceiro de ocasião. Apresentou-se com aroma algo discreto, corpo um pouco delgado e liso nos sabores. Não desagrada e é correcto, mas não se guinda mais além.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Marquês de Borba 2013 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Viognier
Preço em feira de vinhos: 4,17 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Tons de Duorum 2014 (B)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,04 €
Nota (0 a 10): 6


Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

sábado, 20 de junho de 2015

No meu copo 462 - Quinta de Camarate branco seco 2013

O Quinta de Camarate Branco Seco foi produzido inicialmente em 1986 a partir de Moscatel de Setúbal, Riesling e Gewurztraminer. Na década de 90, o enólogo Domingos Soares Franco decidiu substituir as duas castas estrangeiras por duas castas oriundas da Região dos Vinhos Verdes, Loureiro e Alvarinho, para equilibrar o aromático Moscatel com a sua acidez. Em 2007 o Loureiro foi substituído pelo Verdelho para dar mais complexidade ao vinho. A casta Moscatel foi diminuída percentualmente para dar espaço aromático às outras duas castas, vindo a sair do lote a partir da colheita de 2009” (informação disponível no site da empresa).

Depois da redescoberta deste vinho há alguns anos, estive mais alguns anos afastado dele, tendo investido noutros produtos como os da Colecção Privada Domingos Soares Franco, principalmente o Verdelho. Voltei agora ao contacto com este Branco Seco, agora com a versão mais recente, composta em partes iguais por Alvarinho e Verdelho.

Apresentou-se com uma cor amarelo citrino, com aroma a frutos brancos, ligeiro floral, elegante e com boa acidez, embora com aroma não muito intenso. Na boca apresenta-se com persistência média, final suave e equilibrado.

Curiosamente, do que me recordo parece-me que gostava mais da versão com o Moscatel, mas... será uma questão de provar de novo.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta de Camarate Seco 2013 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Alvarinho, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 6,25 €
Nota (0 a 10): 7,5