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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

No meu copo 571 - Follies, Alvarinho-Loureiro 2012; Aveleda Colheita Selecionada, Alvarinho 2014

Alguns anos depois, voltamos a um branco da Aveleda que esteve em destaque no portefólio da empresa, com a marca Follies. Um dos destaques da marca incidiu nos vinhos verdes, onde a empresa tem longa tradição. Houve várias combinações de castas, e há dois anos encontrei numa garrafeira de Algés umas garrafas deste exemplar.

Por questões de ordem legal o vinho não tem direito a denominação de origem verde, embora seja produzido na região, porque as vinhas não estão localizadas nas sub-regiões adequadas para as respectivas castas – uma questão um bocado pateta, mas que entretanto parece já ter sido resolvida.

A verdade é que todas as características dos vinhos verdes estão lá. A frescura e acidez do Loureiro, o tropical do Alvarinho. Elegante, com aroma intenso, frescura na boca, persistência e final longo e vivo.

Apesar de ter sido bebido já com quatro anos de idade, mostrou-se de perfeita saúde. Foi uma boa compra.

Já o novo monocasta Alvarinho cumpriu as expectativas. Boa relação qualidade-preço, com os aromas típicos da casta, onde se junta um toque cítrico e tropical com uma boa acidez que formam um conjunto com boa frescura e persistência.

São normalmente boas apostas, estes brancos da Aveleda.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Regional Minho
Produtor: Aveleda Vinhos

Vinho: Follies, Alvarinho-Loureiro 2012 (B)
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Alvarinho, Loureiro
Preço: 8,50 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Aveleda Colheita Selecionada, Alvarinho 2014 (B)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 3,69 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 10 de setembro de 2016

No meu copo 548 - Quinta da Calçada Reserva 2013

Produzido em Amarante, com fermentação e estágio em barricas de carvalho francês durante 9 meses.

No aroma apresenta notas citrinas com algum tostado. Na boca é equilibrado, suave e com alguma frescura, embora pareça que lhe falta mais qualquer coisa para dar um salto qualitativo.

Bebe-se bem, mas não encanta.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta da Calçada Reserva 2013 (B)
Região: Regional Minho
Produtor: Agrimota, Sociedade Agrícola
Grau alcoólico: 12%
Castas: Alvarinho, Loureiro, Arinto
Preço com a Revista de Vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 31 de julho de 2016

No meu copo 547 - Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Loureiro e Alvarinho 2014

Este é já um clássico do Verão, que nunca nos deixa ficar mal. Para saborear com mariscos, saladas, entradas frescas, comidas leves. Para usufruir no tempo quente.

Depois de provadas as colheitas de 2011, 2012, 2013 e 2014, a conclusão a tirar é que vale a pena comprá-lo todos os anos. Bom e barato, e está tudo dito.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta da Aveleda Colheita Seleccionada, Loureiro e Alvarinho 2014 (B)
Região: Minho
Produtor: Aveleda, S.A.
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Loureiro, Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 3,35 €
Nota (0 a 10): 7

quinta-feira, 26 de março de 2015

No meu copo 441 - Reguengo de Melgaço, Alvarinho 2013; Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Loureiro e Alvarinho 2013

Dois vinhos da região dos vinhos verdes, sendo que um deles, ainda do tempo da polémica com a casta Alvarinho, tem denominação de Regional Minho. Para o caso pouco importa, pois o mais importante é aquilo que se usufrui do que está dentro da garrafa.

Já não provávamos o Reguengo de Melgaço há bastante tempo. A última prova não tinha sido relatada aqui no blog, mas este vinho merece ser referenciado. Não é dos Alvarinhos mais caros e é bastante bom. Muito aromático, macio, de corpo médio, com muita frescura na boca, com uma bela acidez pontuada por ligeiras notas citrinas e tropicais. Com muito boa relação qualidade/preço, é um daqueles que merecem estar nas nossas sugestões.

Quanto ao Quinta da Aveleda, é um regresso pois já tínhamos provado as colheitas de 2011 e 2012, esta ainda não há muito tempo, pelo que não encontrámos nada de novo nem surpreendente. Leve e suave, floral, muito focado na fruta, é um vinho que se bebe sempre com agrado e de que é fácil gostar. Pelo preço que custa, nunca nos deixa ficar mal.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Reguengo de Melgaço, Alvarinho 2013 (B)
Região: Vinhos Verdes (Melgaço)
Produtor: Hotel do Reguengo de Melgaço
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 9,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Loureiro e Alvarinho 2013 (B)
Região: Regional Minho
Produtor: Aveleda Vinhos
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Loureiro, Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

No meu copo 416 - QM, Alvarinho 2012; Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Loureiro e Alvarinho 2012


Temos aqui dois verdes, em que um não é verde mas Regional Minho por causa da utilização do Alvarinho fora da sub-região autorizada (tema em debate nos últimos meses na região).

O QM Alvarinho foi uma estreia nas nossas provas. Apresenta-se muito aromático e suave, fresco, elegante, redondo e persistente. Não sendo um Alvarinho excepcional, não decepciona, podendo merecer novas provas, até porque o preço é convidativo.

Quanto ao Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, já em repetição, manteve o perfil da prova anterior: leve, suave, aromático, notas florais (Loureiro) bem ligadas com um fundo de tropicalidade (Alvarinho). Uma aposta barata para um vinho não muito complexo e despretensioso, fácil de beber e adequado para mariscos, entradas ou pratos de peixe leves e não muito requintados.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: QM, Alvarinho 2012 (B)
Região: Vinhos Verdes (Melgaço)
Produtor: Quintas de Melgaço
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Loureiro e Alvarinho 2012 (B)
Região: Regional Minho
Produtor: Aveleda Vinhos
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Loureiro, Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 3,39 €
Nota (0 a 10): 7

sábado, 27 de fevereiro de 2010

No meu copo 269 - Os Follies da Aveleda

Alvarinho 2006; Alvarinho 2007; Alvarinho-Loureiro 2008; Loureiro-Trajadura 2007; Chardonnay-Maria Gomes 2006




A Quinta da Aveleda é conhecida desde há muito pelos seus vinhos verdes, de que o mais conhecido é um branco de combate com o nome da Quinta que se bebe com facilidade. Por altura da Expo 98, um dos pavilhões presentes no certame era do G7, que englobava as 7 maiores empresas vinícolas do país, uma das quais era a Aveleda.

Nos últimos anos a empresa alargou o leque de produtos a partir do conceito de Follies, que foi buscar à arquitectura. Segundo a informação do site da empresa, “a Folly coincide com uma estrutura decorativa, não funcional, excêntrica e simbólica, erguida por alguém que se alimenta pela simples paixão de construir.

Assim, foram lançados brancos e tintos de várias regiões do país que celebram, através de cada um dos seus rótulos, as Follies da Aveleda, dos quais já tivemos oportunidade de provar alguns brancos.

Começamos pelos Alvarinhos, cuja Folly é a Fonte das Quatro Irmãs. Voltando à informação constante no site, “a Fonte das Quatro Irmãs representa a dinâmica da Vida em constante mutação, o fim que retorna ao princípio, renascendo para uma dimensão nova. Erguida na década de 1920, a fonte foi finalizada pelo Mestre João da Silva ao gravar nela os perfis em mármore das quatro irmãs Guedes, filhas do proprietário da Quinta, Fernando Guedes da Silva da Fonseca. Cada Senhora personifica uma das Quatro Estações do ano ou, noutra perspectiva, as diversas fases na dança perpétua da vinha e do vinho, sempre igual mas simultaneamente sempre diferente.

Dos Alvarinhos já tivemos a oportunidade de provar o 2006 e o 2007. Não se nota grande diferença entre as colheitas. Trata-se de um vinho bem estruturado e muito equilibrado, que prima pela elegância, com a acidez característica dos Alvarinhos e boa intensidade aromática. Mais um bom Alvarinho para juntar a outros recomendáveis.

Temos em seguida duas combinações de Loureiro com outra casta, representados por uma janela manuelina do século XVI. Passemos à História: “Foi numa casa da Ribeira, no Porto, que a Rainha D. Filipa de Lancastre deu à luz o seu filho Infante D. Henrique, o mesmo local onde muitos reis haviam pernoitado aquando das suas visitas à cidade Invicta. Havia uma janela especial onde, segundo a tradição, D. João IV terá sido aclamado Rei de Portugal. A janela foi doada, mais tarde, a Manoel Pedro Guedes da Silva da Fonseca, que a transportou para os jardins da Quinta da Aveleda, sua propriedade.

O Alvarinho-Loureiro de 2008 apresenta-se com aroma intenso, elegante e com final prolongado, com aquele perfil arredondado e a frescura do Loureiro, uma casta que não costuma ser muito badalada na região dos Vinhos Verdes mas que nos últimos anos tem vindo a ser cada vez mais valorizada. Temos aqui, sem dúvida, um bom casamento com o Alvarinho.

Noutra combinação surge um lote Loureiro-Trajadura de 2007, menos exuberante no aroma mas igualmente muito fresco e apelativo. Menos encorpado, não deixa de ser um vinho bastante agradável que se recomenda para refeições de Verão.

Da região dos Vinhos Verdes passamos agora para a Bairrada, donde vem um lote de Chardonnay e Maria Gomes, representado pela Torre das Cabras. “Numa ode à natureza e às antigas gerações da Quinta da Aveleda, foi edificada uma torre de três andares, com uma rampa em espiral de madeira para albergar cabras anãs. Símbolo da fertilidade e da abundância, a cabra protagoniza o mito de uma terra que soube sempre dar o seu melhor fruto.

Este Chardonnay-Maria Gomes de 2006 acabou por ser o mais surpreendente de todos estes brancos, e aquele de que mais gostei. Tem perfil para pratos de peixe mais exigentes que os outros brancos, pois apresenta uma boa estrutura na boca, final persistente e delicado e muito equilíbrio. Fermentado em cascos de carvalho, o Chardonnay aparece bem contrabalançado pela Maria Gomes que dá ao conjunto um toque mais floral e aromático que contraria a habitual untuosidade do Chardonnay. Um bom branco de Inverno.

E assim terminamos este primeiro périplo pelos Follies da Aveleda, deixando já na calha futuras visitas aos tintos e às novas colheitas de brancos que for possível encontrar. Não são vinhos que se vejam muito à venda e estes brancos agora provados foram quase todos encontrados no Verão passado numa garrafeira de Alvor, contando com a prestimosa colaboração do confrade Politikos que assegurou a aquisição e o transporte dos mesmos. A excepção foi o Alvarinho-Loureiro, adquirido com a Revista de Vinhos de Julho de 2009.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Produtor: Sociedade Agrícola e Comercial Quinta da Aveleda

Vinho: Follies, Alvarinho 2006 (B)
Região: Vinhos Verdes
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 6,72 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Follies, Alvarinho 2007 (B)
Região: Vinhos Verdes
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Follies, Alvarinho-Loureiro 2008 (B)
Região: Regional Minho
Grau alcoólico: 12%
Castas: Alvarinho, Loureiro
Preço com a Revista de Vinhos: 5,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Follies, Loureiro-Trajadura 2007 (B)
Região: Vinhos Verdes
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Loureiro, Trajadura
Preço: 5,19 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Follies, Chardonnay-Maria Gomes 2006 (B)
Região: Bairrada
Grau alcoólico: 13%
Castas: Chardonnay, Maria Gomes
Preço: 5,19 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Na minha mesa 69 - Restaurante Arcoense (Braga)



Levaram-me os afazeres profissionais até à cidade dita dos arcebispos, Braga.

Aproximando-se inexoravelmente a hora do jantar e não havendo ninguém disposto a jantar no hotel, um daqueles vetustos no parque do Bom Jesus, sugeri eu a Adega Arcoense, restaurante a que já não ia há uns anos, mas que belíssimas recordações me deixara.

Não vou aqui entrar em grandes pormenores sobre as peripécias que passámos para encontrar o dito retiro, porque eu tinha apenas recordações da zona da cidade onde se encontrava e faltou-nos um golpe de asa para o atingirmos sozinhos. Depois de quase uma hora a deambular pela urbe ao volante, valeu-nos o dono do restaurante que nos serviu de navegador telefónico e nos levou a bom porto (neste caso Braga, mas enfim).

Em boa hora insistimos e não desistimos. Na mesa já preparada encontravam-se um prato com rodelas de um enchido assim entre o paio e o salame, um belíssimo queijo amanteigado e pão do bom. Foram chegando pimentos guisados, pataniscas, jaquinzinhos bem fritos, gambas al ajillo, outras simplesmente cozidas, pimentos morrones, choquinhos fritos naquela polpa que se usa para os calamares, um salpicão de porco preto com grelos sateados, alheira de caça com batatinhas assadas, e outros acepipes que de tanta variedade acabaram por me baralhar a memória.

Este rol de entradas já seria o suficiente para muitos estômagos. Algures pelo meio foi-nos descrita a ementa, cheia de coisas boas, de um misto de carnes assadas ao lombo estufado de boi com arroz de caça, do sarrabulho até ao bom bacalhau cozinhado de várias formas.

Optámos pelo assado misto, mas conseguimos trazer à prova o arroz de caça, feito na hora apenas para acompanhamento do tal boi (de que também havia notícia de uns nacos grelhados apenas com sal...), e de que o simpático proprietário obteve o excedente do que tinha feito um pouco antes para uma outra mesa. Profuso de carniças várias, com um ligeiro toque de sangue a lembrar remotamente as cabidelas, bem untuoso sem ser um pingo de enjoativo, teve o aval entusiasta dos amesendados.

O tal assado que escolhemos (Assado Misto na Pingadeira) incluía cabrito, vitela (uns nacos bem suculentos e tenros) e costela mindinha (penitencio-me já aqui, porque esta foi a peça que mais me agradou, mas não sei de que alimária era...), acolitados por batatinha nova e castanha saborosa, reforçados com uma travessita de grelos de couve salteados e arroz de forno feito com os miúdos da bestita mais ligeira, o cabrito. Tudo no ponto e de qualidade e frescura irrepreensíveis, para as quais também contribui o facto de muitos dos ingredientes, inclusive carnes das bestitas mais avantajadas, provirem de uma quinta que pertence ao dono do restaurante.

Para acompanhar condignamente este roteiro gastronómico escolhemos um valor seguro: um Sogrape Reserva do Douro, colheita de 2001, que esteve mais que à altura de tudo o que se provou. Um grande bem haja para a Sogrape, que nunca me deixou mal.

Mudou de nome, perdeu um balcão que tinha à entrada, mas não perdeu nenhuma das qualidades de que eu me recordava. Pelo contrário, achei-o ainda melhor. Portanto, quando for a Braga, e mesmo que não o encontre às primeiras, não desista! Vai ver que vale a pena.

tuguinho, enófilo esforçado

Restaurante: Arcoense
Rua José Justino Amorim, 96
4715-023 Braga
Tel: 253.278.952
Preço médio por refeição: 40 €
Nota (0 a 5): 5

domingo, 5 de novembro de 2006

No meu copo 66 - Vinho Verde Espumante - Torre de Menagem Reserva Bruto 2004

O feriado de 1 de Novembro deu-me a oportunidade de me deslocar ao Festival de Gastronomia de Santarém. Nem sempre a oportunidade pode ser aproveitada, mas desta vez fez-se por isso, tal como o ano passado.

Como à noite havia jogo para ir ver ao estádio, o passeio foi planeado para o almoço. Apesar de nos termos deslocado cedo (antes das 12:30 já lá estávamos), deparámos com um cenário que não esperávamos: as tasquinhas repletas de gente a almoçar e muito mais gente à espera. Ficámos a pensar se terão ido para lá à hora do pequeno-almoço.

Dando uma volta pelo recinto para identificar a oferta, verificámos que os presentes são praticamente os mesmos do ano passado, nos mesmos locais. Perante tão densa multidão, havia que escolher um local para abancar e ficar à espera de vez. Ao passarmos num restaurante do Minho, gostámos do aspecto dum prato que vimos na mesa e decidimos ficar por ali e deixar o nome. Eram 7 pessoas (2 casais e 3 filhos), pelo que se afigurava difícil conseguir mesa nos próximos minutos. Assim, aproveitámos para ir tentar comer uma sopa da pedra ali perto, numa tasquinha do Ribatejo, mas ao balcão. Depois de esperar pacientemente por uma aberta, lá conseguimos pedir 4 malgas de sopa, que estava um pouco ensossa e pouco apaladada para o que é habitual (até porque ainda nos lembrávamos da do ano anterior). Mas dado o tempo de espera, sempre aconchegou o estômago dos 4 resistentes.

Voltámos à tasquinha do Minho, pertencente ao restaurante Torres, de Vila Verde. Quando chegou a nossa vez de abancar pedimos duas doses de rojões e um costeletão de boi azeitado, para 2 pessoas, além de um caldo verde e um mini-prato de papas de sarrabulho. Não foi fácil de despachar, este.

Os rojões estavam muito tenros e saborosos, com um toque de cominhos no tempero, mas a mim coube enfrentar o costeletão de boi, já fatiado e mal passado como se impunha. Bastante saboroso e igualmente tenro.

Para acompanhar estes pitéus, resolvemos experimentar uma novidade: um espumante de vinho verde. De seu nome Torre de Menagem, pertencente à sub-região de Monção e feito com 95% da casta Alvarinho e 5% de Trajadura. E foi uma surpresa muito agradável. Eu, que costumo elogiar o Murganheira, fiquei rendido a este tipo de espumante. Com uma cor citrina brilhante, muito aromático e frutado, com um toque a maçã, de grande frescura na boca, bastante suave, com bolha muito fina e sem ser gasoso em excesso, é um espumante guloso, que apetece ir bebendo sem pensar na comida, quase como se de refresco se tratasse. Quase despejámos a primeira garrafa enquanto esperávamos pelos pratos. Mas cuidado com os 13% de álcool, pois corremos o risco de, sem dar por isso, ficarmos incapazes de nos levantarmos da cadeira.

Este entrou directamente para a nossa lista de preferências, o que levou a fazer uma actualização nas nossas escolhas para incluir o grupo dos espumantes, que estava esquecido. Este espumante deixou-me de sobreaviso para os espumantes de vinho verde, que a julgar por este parecem ter grandes potencialidades para se impor rapidamente no panorama nacional, destronando alguns clássicos da Bairrada e de Távora-Varosa e, sobretudo, deixando a grande distância a maioria dos que se fazem nas outras regiões.

Para finalizar a visita, ainda fomos comer a sobremesa a uma tasquinha de Portalegre, do restaurante “A Gruta”, onde tal como há um ano saboreámos a deliciosa encharcada alentejana, polvilhada com canela. É difícil haver doce melhor que aquele, e os alentejanos são mestres em doces. Não é, Pingus Vinicus?

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Torre de Menagem Reserva, Espumante Bruto 2004 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Quintas de Melgaço, Agricultura e Turismo
Grau alcoólico: 13%
Castas: Alvarinho (95%), Trajadura
Preço no restaurante: 13,50 €
Nota (0 a 10): 9