A primeira prova deste vinho da Roquevale aconteceu já lá vai uma década. Na altura o vinho agradou bastante, mostrando uma pujança assinalável complementada com alguma elegância.
Entretanto foi adquirida esta colheita de 2009 que repousou vários anos na garrafeira. Foi bebido, portanto, com muito mais idade que a colheita de 2004. No lote, o Syrah deu lugar ao Alicante Bouschet. Estagiou em barricas novas de carvalho francês e americano.
O perfil do vinho é diferente e, dada a idade, a evolução também é necessariamente diferente. Esta colheita mostrou um vinho ainda encorpado, com alguma estrutura e persistência, marcado pela elegância na prova de boca, mas com menos intensidade no aroma. Mais redondo mas menos vivo.
Parece ser claramente um vinho para consumir mais novo. Numa próxima ocasião esse factor será tido em conta, pois a versão mais jovem pareceu num melhor ponto para consumo. Por outro lado, as castas que compõem o lote também são diferentes, pelo que não será de esperar nunca vinhos iguais, pois as duas castas escolhidas variam de ano para ano, numa prática que vai sendo habitual noutros vinhos.
A rever.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Tinto da Talha Grande Escolha, Touriga Nacional e Alicante Bouschet 2009 (T)
Região: Alentejo (Redondo)
Produtor: Roquevale - Sociedade Agrícola da Herdade da Madeira
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 5,59 €
Nota (0 a 10): 7,5
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sexta-feira, 24 de agosto de 2018
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
No meu copo 424 - Porta da Ravessa Reserva 2013; ACR Reserva 2010
Para fechar o ano descemos até ao Redondo, continuando nas adegas cooperativas. Estes dois tintos foram uma estreia nas nossas provas, e tínhamos alguma curiosidade em conhecê-los, pois nos últimos anos temos andado algo afastados dos vinhos do Redondo, com excepção de alguns produzidos pela Roquevale.
O Porta da Ravessa Reserva mostrou-se eminentemente frutado mas com os aromas ainda algo desligados, indefinidos. Algo simples e linear na boca, com final curto e medianamente encorpado. Claramente um vinho a precisar de tempo na garrafa, pelo que esta prova não terá sido de todo conclusiva.
Já o ACR Reserva, da colheita de 2010 (curiosamente com as mesmas castas do Porta da Ravessa Reserva à excepção do Cabernet Sauvignon), mostrou-se mais acabado, mais integrado e bem mais harmonioso. Bem estruturado, cheio e persistente, com aroma marcado a frutos vermelhos e alguma complexidade.
Em suma, dois vinhos baratos mas com perfis bastante diferentes, talvez muito diferenciados pelo tempo em garrafa. A rever, pois esta dupla prova não foi claramente conclusiva...
E com isto desejamos a todos um bom ano de 2015, de preferência com bons vinhos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Redondo)
Produtor: Adega Cooperativa de Redondo
Vinho: Porta da Ravessa Reserva 2013 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: ACR Reserva 2010 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 3,89 €
Nota (0 a 10): 8
O Porta da Ravessa Reserva mostrou-se eminentemente frutado mas com os aromas ainda algo desligados, indefinidos. Algo simples e linear na boca, com final curto e medianamente encorpado. Claramente um vinho a precisar de tempo na garrafa, pelo que esta prova não terá sido de todo conclusiva.
Já o ACR Reserva, da colheita de 2010 (curiosamente com as mesmas castas do Porta da Ravessa Reserva à excepção do Cabernet Sauvignon), mostrou-se mais acabado, mais integrado e bem mais harmonioso. Bem estruturado, cheio e persistente, com aroma marcado a frutos vermelhos e alguma complexidade.
Em suma, dois vinhos baratos mas com perfis bastante diferentes, talvez muito diferenciados pelo tempo em garrafa. A rever, pois esta dupla prova não foi claramente conclusiva...
E com isto desejamos a todos um bom ano de 2015, de preferência com bons vinhos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Redondo)
Produtor: Adega Cooperativa de Redondo
Vinho: Porta da Ravessa Reserva 2013 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: ACR Reserva 2010 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 3,89 €
Nota (0 a 10): 8
segunda-feira, 8 de março de 2010
No meu copo 271 - Porta da Ravessa branco 2008
E agora algo completamente diferente. Um branco simples, barato e despretensioso. Não tinha grandes expectativas mas acabou por ser uma surpresa agradável, pois este Porta da Ravessa branco revelou-se bem melhor do que eu estava à espera.Apresentou cor citrina e algumas notas limonadas a marcarem o aroma, boca leve e fresca e boa acidez a dar equilíbrio ao conjunto, certamente devido à introdução do Arinto no lote. Acompanhou bem um peixe assado no forno. Tendo em conta o preço, até não se saiu nada mal.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Porta da Ravessa 2008 (B)
Região: Alentejo (Redondo)
Produtor: Adega Cooperativa de Redondo
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Roupeiro, Arinto, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 1,98 €
Nota (0 a 10): 6
domingo, 3 de junho de 2007
No meu copo 117 - Tinto da Talha 2004
Já aqui falámos do Tinto da Talha Grande Escolha, o topo de gama da Roquevale, e agora temos o Tinto da Talha normal, que fica no meio da gama. É um vinho com uma bela cor brilhante entre rubi e granada, encorpado e macio, sem grande adstringência, com algum frutado e final médio, que se bebe com agrado.
Denotando ainda alguma juventude, é adequado seguramente para pratos regionais do Alentejo mas não demasiadamente temperados. O preço é bastante simpático pelo que temos aqui mais uma boa escolha para o dia-a-dia, um vinho bom e barato para quem quer comprar... barato.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Tinto da Talha 2004 (T)
Região: Alentejo (Redondo)
Produtor: Roquevale
Grau alcoólico: 13%
Castas: Castelão, Trincadeira
Preço em feira de vinhos: 2,59 €
Nota (0 a 10): 7
Denotando ainda alguma juventude, é adequado seguramente para pratos regionais do Alentejo mas não demasiadamente temperados. O preço é bastante simpático pelo que temos aqui mais uma boa escolha para o dia-a-dia, um vinho bom e barato para quem quer comprar... barato.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Tinto da Talha 2004 (T)
Região: Alentejo (Redondo)
Produtor: Roquevale
Grau alcoólico: 13%
Castas: Castelão, Trincadeira
Preço em feira de vinhos: 2,59 €
Nota (0 a 10): 7
sexta-feira, 25 de maio de 2007
No meu copo 115 - Aragonês de São Miguel dos Descobridores 2005
Comprei este vinho porque o vi recomendado no catálogo da feira de vinhos do Continente de 2006 pelo Prof. Virgílio Loureiro, enólogo, professor no Instituto Superior de Agronomia e especialista em análise sensorial, e ainda consultor do Continente para a área de vinhos e responsável pelo clube de vinhos do mesmo.
Dizia ele no catálogo:
«Um autêntico “bombom”.
Vale a pena partir à descoberta deste Aragonês. Foi concebido para encantar quem o cheira pela primeira vez, apresentando um aroma delicioso e intenso. As notas aromáticas evidenciam a fruta vermelha sobremadura, as plantas silvestres e um abaunilhado cativante. Na boca, confirma tudo o que o aroma promete: é amplo, encorpado, muito aveludado, com uma acidez harmoniosa e um final aromático e ligeiramente adocicado, que convida a beber um pouco mais. Um autêntico “bombom”, que não precisa de comida por perto para animar uma conversa entre amigos. Muito bem feito!»
Depois de tão eloquente descrição, quem sou eu para acrescentar seja o que for? De facto, na primeira prova nota-se uma grande frescura, muito aroma e muita juventude, com a particularidade curiosa de apresentar uma espuma rosada escura ao ser servido no copo, por cima de uma cor retinta muito concentrada. Vai bem com pratos de carne bem temperados, pois com os mais leves pode sobrepor-se aos sabores da comida. Sem dúvida um produto a merecer uma nova prova.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Aragonês de São Miguel dos Descobridores 2005 (T)
Região: Alentejo (Redondo)
Produtor: Casa Agrícola Alexandre Relvas
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Aragonês
Preço em feira de vinhos: 5,85 €
Nota (0 a 10): 7,5
Dizia ele no catálogo:
«Um autêntico “bombom”.
Vale a pena partir à descoberta deste Aragonês. Foi concebido para encantar quem o cheira pela primeira vez, apresentando um aroma delicioso e intenso. As notas aromáticas evidenciam a fruta vermelha sobremadura, as plantas silvestres e um abaunilhado cativante. Na boca, confirma tudo o que o aroma promete: é amplo, encorpado, muito aveludado, com uma acidez harmoniosa e um final aromático e ligeiramente adocicado, que convida a beber um pouco mais. Um autêntico “bombom”, que não precisa de comida por perto para animar uma conversa entre amigos. Muito bem feito!»
Depois de tão eloquente descrição, quem sou eu para acrescentar seja o que for? De facto, na primeira prova nota-se uma grande frescura, muito aroma e muita juventude, com a particularidade curiosa de apresentar uma espuma rosada escura ao ser servido no copo, por cima de uma cor retinta muito concentrada. Vai bem com pratos de carne bem temperados, pois com os mais leves pode sobrepor-se aos sabores da comida. Sem dúvida um produto a merecer uma nova prova.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Aragonês de São Miguel dos Descobridores 2005 (T)
Região: Alentejo (Redondo)
Produtor: Casa Agrícola Alexandre Relvas
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Aragonês
Preço em feira de vinhos: 5,85 €
Nota (0 a 10): 7,5
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
No meu copo 81 - Tinto da Talha Grande Escolha, Syrah e Touriga Nacional 2004
Um dos melhores produtos da Roquevale, este Tinto da Talha Grande Escolha. Numa gama de vinhos em que o Tinto da Talha aparece na gama média-baixa, o Grande Escolha é claramente uma aposta para cima a um preço bastante acessível.
Começa por mostrar uma cor rubi brilhante e aroma muito marcado pelos frutos e uma leve lembrança a compotas. Na boca o primeiro ataque é algo violento e áspero, com os 14% de álcool a marcarem o terreno. É preciso dar-lhe tempo para respirar e libertar-se da garrafa. Meia-hora mais tarde aí temos o vinho a mostrar-se em pleno, com muita juventude no paladar a trazer consigo os taninos ainda por domar, mas ao mesmo tempo com grande elegância e complexidade. Com o decorrer da refeição vai-se tornando cada vez mais macio e aberto, sem deixar de mostrar a sua garra e mantendo sempre grande vivacidade da prova. Foi bebido a acompanhar um lombo de porco assado no forno e fez as delícias de todos presentes.
É um vinho ao mesmo tempo pujante e elegante, com a pujança certamente a vir da casta Syrah e a elegância e complexidade a serem-lhe dadas pela Touriga Nacional, e está pronto para acompanhar os grandes pratos alentejanos como borrego no forno ou migas com carne de porco. Sendo ainda muito jovem, poderá melhorar na garrafa ganhando maior consistência aromática, desde que a acidez se mantenha equilibrada para envolver o álcool.
Um excelente produto da Roquevale. Daqueles que já provei, situo-o no segundo patamar, logo a seguir ao Roquevale de rótulo preto, parecendo-me um produto mais bem conseguido que os varietais desta casa. Está de parabéns a enóloga Joana Roque do Vale. É mais uma presença garantida nas nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Tinto da Talha Grande Escolha, Syrah e Touriga Nacional 2004 (T)
Região: Alentejo (Redondo)
Produtor: Roquevale
Grau alcoólico: 14%
Castas: Syrah, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 6,61 €
Nota (0 a 10): 8
Começa por mostrar uma cor rubi brilhante e aroma muito marcado pelos frutos e uma leve lembrança a compotas. Na boca o primeiro ataque é algo violento e áspero, com os 14% de álcool a marcarem o terreno. É preciso dar-lhe tempo para respirar e libertar-se da garrafa. Meia-hora mais tarde aí temos o vinho a mostrar-se em pleno, com muita juventude no paladar a trazer consigo os taninos ainda por domar, mas ao mesmo tempo com grande elegância e complexidade. Com o decorrer da refeição vai-se tornando cada vez mais macio e aberto, sem deixar de mostrar a sua garra e mantendo sempre grande vivacidade da prova. Foi bebido a acompanhar um lombo de porco assado no forno e fez as delícias de todos presentes.
É um vinho ao mesmo tempo pujante e elegante, com a pujança certamente a vir da casta Syrah e a elegância e complexidade a serem-lhe dadas pela Touriga Nacional, e está pronto para acompanhar os grandes pratos alentejanos como borrego no forno ou migas com carne de porco. Sendo ainda muito jovem, poderá melhorar na garrafa ganhando maior consistência aromática, desde que a acidez se mantenha equilibrada para envolver o álcool.
Um excelente produto da Roquevale. Daqueles que já provei, situo-o no segundo patamar, logo a seguir ao Roquevale de rótulo preto, parecendo-me um produto mais bem conseguido que os varietais desta casa. Está de parabéns a enóloga Joana Roque do Vale. É mais uma presença garantida nas nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Tinto da Talha Grande Escolha, Syrah e Touriga Nacional 2004 (T)
Região: Alentejo (Redondo)
Produtor: Roquevale
Grau alcoólico: 14%
Castas: Syrah, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 6,61 €
Nota (0 a 10): 8
terça-feira, 31 de janeiro de 2006
No meu copo 15 - Roquevale, Aragonês 1999
Neste périplo por terras alentejanas que temos apresentado nas últimas semanas, continuamos no distrito de Évora, onde já tínhamos passado por Borba, Estremoz e (várias vezes) Reguengos, e fechamos o circuito chegando agora ao Redondo, a vila natal de Vitorino, para experimentar um produto da empresa Roquevale. Conhecida também por alguns vinhos da gama média-baixa, como o Tinto da Talha e o Terras de Xisto, a Roquevale tem alguns produtos de excelente qualidade sob o nome da própria casa. É uma empresa familiar gerida pelo pai e pela filha Roque do Vale.
Este varietal de 1999 feito com a casta Aragonês não me convenceu. Já o tinha bebido há alguns anos e não tinha memória dele, por isso a repetição. Esta acabou por confirmar o porquê da falta de memória: é que o vinho não nos deixa nenhuma memória! Não faz jus ao nome da casta na região, revelando um aroma discreto e sabor pouco entusiasmante.
Posto isto, acho que não vale a pena voltar a insistir. Não vale o preço que custa. Havemos de visitar outras apostas mais bem conseguidas pela Roquevale.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Roquevale, Aragonês 1999 (T)
Região: Alentejo (Redondo)
Produtor: Roquevale
Casta: Aragonês
Preço em feira de vinhos: 8,98 €
Nota (0 a 10): 5
Foto da garrafa obtida no site do produtor
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