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quarta-feira, 31 de julho de 2019

No meu copo 781 - Tormes 2018

Adquiri este vinho a partir duma das várias comunicações que recebo via newsletter, neste caso do clube de vinhos Enoteca.

Propunha-se a aquisição de 2 exemplares de 3 vinhos brancos de Verão, sendo que um deles era esta verde da sub-região de Baião, produzido por Lima & Smith.

Na verdade, foi uma surpresa... decepcionante. É certo que na última década os vinhos verdes mudaram de estilo e afastaram-se daquele estilo tradicional (que muita gente ainda pensa que é O VINHO VERDE) de vinho levezinho e com gás, pouco interessante. Agora são vinhos sérios, com diferentes formas de vinificação e estágio, e que se apresentam em muitas versões monocasta para assim mostrarem o melhor de cada sub-região.

Mas este Tormes pareceu um recuo no tempo, de uma ou duas décadas. É exactamente aquilo que os vinhos verdes já não são... que este vinho é! Fresquinho e gasoso, mas pouco mais. Desinteressante. Custa a perceber como um clube de vinhos propõe esta opção na mesma caixa com o Morgado de Sta. Catherina e o Quinta do Cerrado Reserva.

Não havia necessidade...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Tormes 2018 (B)
Região: Vinhos Verdes (Baião)
Produtor: Lima & Smith
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Avesso
Preço: 7 €
Nota (0 a 10): 5


sexta-feira, 31 de maio de 2019

No meu copo 764 - João Portugal Ramos, Loureiro 2018

De regresso aos vinhos de João Portugal Ramos, voltamos a um Loureiro da colheita 2018 que, tal como as anteriores, engloba uma percentagem de 15% de Alvarinho.

Como se esperava, mostrou-se um vinho com alguma elegância, notas florais, algum citrino e final suave.

É um vinho feito para o Verão que se aproxima. Obrigado à João Portugal Ramos Vinhos pelo envio de mais esta garrafa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: João Portugal Ramos, Loureiro 2018 (B)
Região: Vinho Verde
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Loureiro (85%), Alvarinho (15%)
Preço: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7


Foto da garrafa obtida no site do produtor

segunda-feira, 11 de março de 2019

No meu copo 746 - Soalheiro, Alvarinho 2018

Este é mais um vinho incontornável, uma aposta sempre segura por um preço ajustado.

Um Alvarinho de qualidade irrepreensível e com uma consistência que se mantém de ano para ano. Como qualquer vinho, tem anos melhores que outros, mas é um daqueles que nunca desilude.

Não há mais nada a acrescentar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Soalheiro, Alvarinho 2018 (B)
Região: Vinhos Verdes (Melgaço)
Produtor: Vinusoalleirus
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 8,69 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 20 de janeiro de 2019

No meu copo 731 - Soalheiro, Alvarinho 2016

Ultimamente, as provas de Soalheiro acontecem quase sempre em ocasiões próximas das provas de Palácio da Brejoeira. O Soalheiro já dispensa apresentações, sendo uma marca de referência entre os Alvarinhos de Monção e Melgaço.

Este apresentou-se um pouco abaixo do que é habitual. Mostrou aromas mais contidos, menos exuberante no nariz e na prova de boca. Já houve colheitas melhores, certamente, e voltará a haver.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Soalheiro, Alvarinho 2016 (B)
Região: Vinhos Verdes (Melgaço)
Produtor: Vinusoalleirus
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 8,12 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

No meu copo 730 - Palácio da Brejoeira, Alvarinho 2014

Fugindo ao procedimento habitual, guardei este Alvarinho uns anos e só o consumi no fim de ano.
É verdade que os dogmas são para derrubar, e que um deles é o de que os vinhos brancos devem ser sempre bebidos em novos. Há casos e casos. Há regras e excepções.

Na verdade, a maioria das experiências que tive com vinhos brancos que ficaram à espera na garrafeira não foi famosa, tirando casos excepcionais. É um facto que os vinhos mudam na garrafa, e se isso é válido para a evolução dos tintos também é válido para a dos brancos. Mas se os tintos quase sempre melhoram, nos brancos não é tanto assim.

Concretizando... No meu ponto de vista, enquanto os tintos vão arredondando os taninos, amaciando a madeira (quando existe), ganhando complexidade aromática e ficando mais suaves (enquanto perdem pujança), no caso dos brancos a maior diferença que sinto naqueles com algum tempo de envelhecimento é a imediata perda de frescura, que aliás é logo denunciada pela mudança de cor para um amarelo acobreado. Quando esta cor aparece no copo, normalmente parte dos aromas já se foram.

Pode ser apenas uma questão de gosto meu, é um facto. Mas perder a acidez e os aromas mais frutados normalmente não compensa, a não ser naqueles que, à partida, já estão fadados para isso, como alguns brancos de Bucelas, Colares, Bairrada e Dão. Alguns...

Dito isto, este Palácio da Brejoeira 2014, certamente um dos melhores Alvarinhos do país (é mesmo o meu preferido), adquirido em 2015, já devia ter sido bebido. É verdade que estava com o aroma limpo, e desenvolveu aromas secundários no copo à medida que era bebido. Mas já lhe faltava alguma frescura e vivacidade. Mudou de perfil, de facto, e tornou-se mais complexo, mas perdeu alguma identidade.

Ainda muito bom, mas não excepcional.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Palácio da Brejoeira, Alvarinho 2014 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Palácio da Brejoeira Viticultores
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 13,55 €
Nota (0 a 10): 8,5

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

No meu copo 692 - João Portugal Ramos, Loureiro 2014 e 2017

Voltamos ao universo dos vinhos de João Portugal Ramos, agora com duas colheitas do verde monocasta elaborado com Loureiro.

Se o Alvarinho é o ex-libris de toda a região dos Vinhos Verdes e a casta emblemática de Monção e Melgaço, o Loureiro é-o em Ponte de Lima e Ponte da Barca. Juntas fazem muito bons lotes, mas o Loureiro tem ganho algum protagonismo e saído da sombra, permitindo-nos apreciar as suas características a solo.

Na realidade, este vinho não é 100% Loureiro, pois contém 15% de Alvarinho no lote, percentagem que segundo a legislação portuguesa permite denominá-lo como monocasta.

Estas duas colheitas não estavam muito diferentes, embora a de 2014 já mostrasse menos intensidade aromática. No conjunto, mostraram-se dois vinhos elegantes, com aromas predominantemente florais e algum cítrico (lima, limão), com uma discreta mineralidade.

É um vinho descomplicado, para beber descomplicadamente. Aprecie-se com saladas, entradas frias ou mariscos e fará um par perfeito numa tarde ou noite de Verão.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Vinho Verde
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Preço em feira de vinhos: 2,84 €

Vinho: João Portugal Ramos, Loureiro 2014 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Loureiro (85%), Alvarinho (15%)
Nota (0 a 10): 7

Vinho: João Portugal Ramos, Loureiro 2017 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Loureiro (85%), Alvarinho (15%)
Nota (0 a 10): 7


Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

sábado, 4 de agosto de 2018

No meu copo 691 - Portal do Fidalgo, Alvarinho 2011

Comprei este vinho em 2017, na garrafeira Néctar das Avenidas, mais por curiosidade do que outra coisa. Tratava-se de perceber se um Alvarinho de 2011 aguentava a prova do tempo com galhardia. É sabido que muitos brancos não são feitos para envelhecer, mas é mais ou menos consensual que os monocasta Alvarinho são dos que se aguentam melhor sem perda de qualidade.

A cor apareceu já carregada, um amarelo-palha quase a tender para o mel, e o aroma bastante contido e com alguns sinais de redução. Mas isto foi só na primeira impressão ao cair dentro do copo. Passados alguns minutos, e depois de servido o segundo copo, o vinho começou a mostrar-se na plenitude. Os aromas tropicais sobressaíram, a acidez também e pouco a pouco revelou-se uma explosão de sabores que mostraram um Alvarinho adulto e em grande forma.

Já não tinha aqueles aromas primários da juventude mas foi revelando cada vez mais complexidade, muita vivacidade e estrutura na prova de boca e um final vibrante e persistente.

Muito bem! Passou com distinção.

Confirmou-se como um dos obrigatórios na nossa lista de preferências.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Portal do Fidalgo, Alvarinho 2011 (B)
Região: Vinho Verde (Monção)
Produtor: Provam - Produtores de Vinhos Alvarinho de Monção
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 6,79 €
Nota (0 a 10): 8

sexta-feira, 29 de junho de 2018

João Portugal Ramos, 25 anos - Jantar comemorativo (2ª parte)




As comemorações dos 25 anos de actividade ocorreram em Setembro de 2017 com um jantar no Palácio da Cidadela de Cascais. Começou cá fora, com a degustação de entradas e espumante em convívio descontraído, embora houvesse um dress code que exigia o uso de fato e gravata. Mas a ocasião assim o justificava.

Perante uma plateia cheia com algumas centenas de pessoas, onde se encontravam familiares, colaboradores, jornalistas, empresários, bloggers, entidades do sector vinícola e até o Ministro da Economia, e naturalmente também José Maria Soares Franco, foram feitas algumas intervenções e uma breve apresentação de slides que resumia o percurso de João Portugal Ramos.

No discurso de boas-vindas, o enólogo-produtor destacou a qualidade dos vinhos nacionais e chamou a atenção para a importância da nossa afirmação como país de vinhos, antes da afirmação das regiões dada a nossa dimensão. Nada que não se saiba já mas que nunca é demais lembrar. Por sua vez, o Ministro da Economia destacou o bom momento económico do país e do sector vinícola em particular, com ênfase nas exportações.

O serão foi longo e constou de 3 pratos e 3 vinhos, e principalmente de muita conversa à mesa. Em cada mesa estava pelo menos um representante da equipa nas suas diversas valências.

Para além do espumante Alvarinho Reserva Bruto Natural 2014, degustado na entrada, provou-se o Vila Santa Reserva branco 2016 com o prato de peixe, o Marquês de Borba Reserva tinto 2011 com o prato de carne e para finalizar provou-se um Porto Vintage Duorum 2007.

Mais importante que a descrição dos vinhos foi o convívio. No entanto, o vinho continua a ser o mote principal da conversa, pelo que se impõe deixar umas breves palavras sobre os líquidos degustados.

O espumante João Portugal Ramos Alvarinho Reserva Bruto Natural 2014 foi uma belíssima surpresa para começar. Já tinha surpreendido há uns anos aquando da apresentação do seu verde Alvarinho, e agora este espumante seguiu-lhe as pisadas. Muito fresco, vivo e intenso, de bolha fina e persistente e muito elegante na boca revelou-se uma óptima escolha não só para as entradas mas também para a época do ano, com o Verão a despedir-se. Nota: 8

Já no jantar, o Vila Santa Reserva branco 2016 apresentou-se com persistência média, com um toque de citrinos e também de frutos tropicais. Boa estrutura na boca embora ainda um pouco marcado pela madeira. Elaborado com Arinto, Alvarinho e Sauvignon Blanc, tem tudo para dar certo mas talvez precise de mais algum tempo em garrafa. Nota: 7,5

Já o Marquês de Borba Reserva tinto 2011 foi uma das estrelas. É um grande vinho cujo único defeito, neste caso, foi o pouco tempo que teve para ser degustado. Num evento com estas características, vinhos destes ficam sempre um pouco penalizados pela rotação dos pratos e dos vinhos. Este é claramente dos que precisam de ser decantados, servidos e degustados pachorrentamente, à boa maneira alentejana, ao longo da refeição para lhe descobrir todos os segredos. É estruturado, robusto, persistente, com taninos bem firmes mas domados por um corpo que nunca mais acaba. Só lhe faltou tempo. Nota: 8,5

Finalmente, um Porto Vintage Duorum 2007 para fim de festa. Mais um belíssimo vinho, encorpado, cheio, robusto, ainda muito jovem e vivo nos seus 10 anos de idade. Uma bela forma de terminar o serão. Nota: 8,5

Para a despedida ainda fomos brindados com a garrafa cujo conteúdo pude finalmente apreciar recentemente, e cuja descrição se fez no post anterior.

Kroniketas, enófilo em celebração

Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

No meu copo 575 - Deu La Deu, Alvarinho 2014

Este é um clássico dos vinhos verdes e em particular nos Alvarinhos: um Alvarinho barato, acessível e fácil de beber. Não está ao nível dos grandes Alvarinhos da região, como é óbvio, mas é uma belíssima opção para provar um Alvarinho pagando pouco.

Apresenta aromas citrinos e tropicais, é acídulo e fresco na prova de boca, com final vivo e persistente. Tem oscilações, com anos melhores e outros menos bons, mas mantém sempre um nível de qualidade consistente e bastante satisfatório.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Deu La Deu, Alvarinho 2014 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Adega Cooperativa Regional de Monção
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 4,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

quarta-feira, 24 de junho de 2015

No meu copo 463 - Soalheiro, Alvarinho 2014

Começa já a ser um clássico nas nossas provas, presença quase obrigatória todos os anos. A consistência de qualidade que este Soalheiro tem mantido ano após ano justificam bem a repetida aposta nele, que é considerado um dos melhores monocasta de Alvarinho do país.

A elegância, sobriedade aromática e aroma tropical com nota minerais fazem dele um vinho guloso que fica bem em qualquer ocasião. Uma aposta mais que segura, e incontornável nos tempos que correm.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Soalheiro, Alvarinho 2014 (B)
Região: Vinhos Verdes (Melgaço)
Produtor: Vinusoalleirus
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 8,48 €
Nota (0 a 10): 8,5

quinta-feira, 26 de março de 2015

No meu copo 441 - Reguengo de Melgaço, Alvarinho 2013; Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Loureiro e Alvarinho 2013

Dois vinhos da região dos vinhos verdes, sendo que um deles, ainda do tempo da polémica com a casta Alvarinho, tem denominação de Regional Minho. Para o caso pouco importa, pois o mais importante é aquilo que se usufrui do que está dentro da garrafa.

Já não provávamos o Reguengo de Melgaço há bastante tempo. A última prova não tinha sido relatada aqui no blog, mas este vinho merece ser referenciado. Não é dos Alvarinhos mais caros e é bastante bom. Muito aromático, macio, de corpo médio, com muita frescura na boca, com uma bela acidez pontuada por ligeiras notas citrinas e tropicais. Com muito boa relação qualidade/preço, é um daqueles que merecem estar nas nossas sugestões.

Quanto ao Quinta da Aveleda, é um regresso pois já tínhamos provado as colheitas de 2011 e 2012, esta ainda não há muito tempo, pelo que não encontrámos nada de novo nem surpreendente. Leve e suave, floral, muito focado na fruta, é um vinho que se bebe sempre com agrado e de que é fácil gostar. Pelo preço que custa, nunca nos deixa ficar mal.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Reguengo de Melgaço, Alvarinho 2013 (B)
Região: Vinhos Verdes (Melgaço)
Produtor: Hotel do Reguengo de Melgaço
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 9,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Loureiro e Alvarinho 2013 (B)
Região: Regional Minho
Produtor: Aveleda Vinhos
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Loureiro, Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

No meu copo 421 - Palácio da Brejoeira, Alvarinho 2012; Soalheiro, Alvarinho 2013

De dois vinhos bons passamos para dois vinhos brilhantes.

Palácio da Brejoeira: excelente, como sempre! É um daqueles vinhos para os quais até é difícil encontrar palavras que descrevam a sua excelência. Quase sublime. Elegância e suavidade a toda a prova. Finesse, aromas delicados e quase veludo na boca.

Se não é o melhor verde ou o melhor Alvarinho do país, não deve andar longe. E está tudo dito.

Quanto ao Soalheiro, não lhe fica muito atrás. Ano após ano tem vindo a ganhar terreno no panorama dos Alvarinhos, guindando-se consistentemente a um lugar entre os melhores e mais aclamados. Belo aroma frutado com notas tropicais, excelente acidez, boca vibrante, elegante e longa, final persistente e suave.

Um prazer para beber, e beber, e beber...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Palácio da Brejoeira, Alvarinho 2012 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Palácio da Brejoeira Viticultores
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 12,99 €
Nota (0 a 10): 9

Vinho: Soalheiro, Alvarinho 2013 (B)
Região: Vinhos Verdes (Melgaço)
Produtor: Vinusoalleirus
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 8,48 €
Nota (0 a 10): 8,5

sábado, 6 de dezembro de 2014

No meu copo 417 - João Portugal Ramos, Loureiro 2013; Vila Santa Reserva branco 2012

Continuando a provar alguns dos vinhos que simpaticamente nos têm sido enviados pela João Portugal Ramos Vinhos, provámos recentemente dois brancos. Um deles é novidade, um verde da casta Loureiro, depois de já termos provado o excelente Alvarinho aquando da apresentação de várias novidades no Hotel Altis Belém.

Apresentou-se suave, floral e perfumado, de aroma algo discreto e não muito intenso. Na boca mostrou persistência média e final um pouco curto.

O Vila Santa Reserva branco tinha sido uma óptima revelação na prova anterior, mas desta vez tivemos azar com a garrafa. O vinho mostrou-se sem frescura, com aroma cansado e cheiro a rolha. Ainda lhe demos tempo para ver se com o arejamento o vinho evoluía para melhor, mas de nada serviu. Ao fim de algumas horas morreu nos copos e na garrafa.

Acontece a qualquer um, e nunca o podemos prever. Ficamos a aguardar por uma próxima oportunidade para fazer a contraprova e confirmar as excelentes impressões que tínhamos colhido anteriormente.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Produtor: João Portugal Ramos Vinhos

Vinho: João Portugal Ramos, Loureiro 2013 (B)
Região: Vinho Verde
Grau alcoólico: 12%
Castas: Loureiro (85%), Alvarinho (15%)
Preço: 3,15 €
Nota (0 a 10): 6,5

Vinho: Vila Santa Reserva 2012 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Arinto, Alvarinho, Sauvignon Blanc
Preço: 9,99 €
Nota (0 a 10): não classificado

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

No meu copo 416 - QM, Alvarinho 2012; Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Loureiro e Alvarinho 2012


Temos aqui dois verdes, em que um não é verde mas Regional Minho por causa da utilização do Alvarinho fora da sub-região autorizada (tema em debate nos últimos meses na região).

O QM Alvarinho foi uma estreia nas nossas provas. Apresenta-se muito aromático e suave, fresco, elegante, redondo e persistente. Não sendo um Alvarinho excepcional, não decepciona, podendo merecer novas provas, até porque o preço é convidativo.

Quanto ao Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, já em repetição, manteve o perfil da prova anterior: leve, suave, aromático, notas florais (Loureiro) bem ligadas com um fundo de tropicalidade (Alvarinho). Uma aposta barata para um vinho não muito complexo e despretensioso, fácil de beber e adequado para mariscos, entradas ou pratos de peixe leves e não muito requintados.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: QM, Alvarinho 2012 (B)
Região: Vinhos Verdes (Melgaço)
Produtor: Quintas de Melgaço
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Loureiro e Alvarinho 2012 (B)
Região: Regional Minho
Produtor: Aveleda Vinhos
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Loureiro, Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 3,39 €
Nota (0 a 10): 7

terça-feira, 11 de março de 2014

No meu copo 369 - Deu La Deu, Alvarinho 2012; Soalheiro, Alvarinho 2012

Temos aqui dois Alvarinhos de créditos firmados. Um com um excelente posicionamento no mercado em termos de relação qualidade/preço e uma aposta segura: o Deu La Deu é certamente uma das melhores compras dentro dos Alvarinhos por pouco dinheiro. Límpido e brilhante e de cor citrina, mantém a frescura habitual, aroma frutado onde se destacam alguns frutos tropicais e nuances florais. Continua em muito boa forma e não desilude.

Quanto ao Soalheiro, um dos nomes em ascensão nos anos mais recentes, já se cotou como uma das melhores marcas entre os verdes brancos de Alvarinho. Foi a segunda prova de Soalheiro em menos de um ano, depois da prova da colheita de 2011, e confirmou o que se esperava: elegante, fresco e vibrante na boca, exuberante no nariz, com grande vivacidade, é mais uma marca a repetir uma e outra vez.

Na gama mais acima, a aproximar-se dos 10 €, é também uma excelente aposta. Está de parabéns o produtor e enólogo Luís Cerdeira, que sem fazer ondas vai-se firmando no mercado e tornando os seus vinhos uma referência obrigatória na região. Para continuar a seguir com atenção.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Deu La Deu, Alvarinho 2012 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Adega Cooperativa Regional de Monção
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 5,64 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Soalheiro, Alvarinho 2012 (B)
Região: Vinhos Verdes (Melgaço)
Produtor: Vinusoalleirus
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 8,48 €
Nota (0 a 10): 8,5

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

No meu copo 340 - Espumante Côto de Mamoelas Bruto Reserva, Alvarinho 2007; Esporão Bruto rosé 2008

Assinalando o 50º aniversário do diletante preguiçoso que se assina(va) neste blog por tuguinho, reuniu o pleno desta irredutível agremiação de carácter não lucrativo (só temos prejuízos, pois apenas fazemos despesas e as únicas receitas que há são as confeccionadas ao fogo...) que dá pelo pomposo nome de Grupo Gastrónomo-Etilista “Os Comensais Dionisíacos”, assim baptizada numa noite de Julho de 2000, por entre garfos e copos no restaurante “A Travessa do Rio”, em Benfica.

O bandalho aniversariante franqueou as portas do seu reduto ao grupo dos mastigantes e beberrões, que se fizeram acompanhar das respectivas consortes dado o carácter solene da ocasião, tendo-se ainda juntado a prole deste escriba, que o anfitrião conhece desde o nascimento... Do plantel masculino, foi o 5º elemento a entrar na 6ª década de vida, faltando agora apenas 3 elementos (isto porque infelizmente o saudoso Mancha viu o seu percurso interrompido à 48ª passagem pela meta, mas não o esquecemos na hora dos brindes).

A propósito do evento muito haveria para contar, mas por agora começamos pela parte final, a dos espumantes. Para os brindes com o bolo de aniversário foi chamado à liça um espumante bruto feito de Alvarinho, na região dos Vinhos Verdes, o Côto de Mamoelas Bruto Reserva 2007, que já prováramos anteriormente e sempre com aprovação. É um espumante de bolha fina, elegante, delicado mesmo, seco e com a presença de uma ligeira tosta que lhe confere personalidade. A garrafa e o rótulo são muito elegantes, requintados, com desenho fora do vulgar; o “embrulho” predispõe-nos logo a gostar do conteúdo e este depois confirma a boa impressão inicial.

Esgotada esta garrafa na primeira leva, e para continuar já na parte da degustação, recorreu-se a um espumante que tinha sido uma completa revelação há poucos anos, quando em quarteto fizemos uma surtida à Herdade do Esporão: trata-se dum espumante bruto rosé, que na altura desconhecíamos e que nos surpreendeu pela positiva. Não é muito fácil de encontrar à venda, e o tuguinho manteve esta em stock até esta ocasião, e em boa hora o fez. Trata-se dum espumante de personalidade forte, produzido com Touriga Nacional e Syrah, mais marcado pelo fruto e por algumas notas florais. Tem boa presença na boca sem ser agressivo, mostrando mesmo alguma delicadeza na prova de boca. Confirmou-se como uma aposta ganha.

Kroniketas, enófilo em festejos

Vinho: Côto de Mamoelas Reserva, Alvarinho - Espumante Bruto 2007 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Provam - Produtores de Vinhos Alvarinho de Monção
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 12,49 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Esporão - Espumante Bruto 2008 (R)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão
Grau alcoólico: 12%
Castas: Touriga Nacional, Syrah
Preço: 10,84 €
Nota (0 a 10): 8

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

No meu copo 336 - Brancos de João Portugal Ramos (2)

Marquês de Borba 2012; Tons de Duorum 2012; João Portugal Ramos, Alvarinho 2012


Antes do jantar de férias e antes das férias, aproveitando já a época de Verão um dos comensais recebeu o grupo do costume no seu quintal onde se realizou ao ar livre o também habitual repasto de fim de época, que também marca habitualmente a nossa fuga anual aos bifes e às carnes em geral: um petisco de peixe e marisco, em versão dupla de açorda de gambas e arroz de tamboril, com este escriba no comando das operações de confecção coadjuvado pelo fotógrafo, e com os restantes bandalhos encarregues das operações de corte e picagem dos legumes.

Nos líquidos voltaram a alinhar os novos brancos de João Portugal Ramos que nos têm sido disponibilizados, neste caso um Marquês de Borba 2012, um Tons de Duorum 2012 e o novo Alvarinho, que tinha sido apresentado no jantar de apresentação que decorreu no Hotel Altis Belém e do qual nos foi oferecida uma garrafa.

O Marquês de Borba branco voltou a mostrar as características da prova anterior, sem surpresa, mantendo o mesmo perfil. Um branco com frescura, medianamente encorpado e com um algum fundo mineral, nesta combinação curiosa de quatro castas.

Em estreia tivemos o Tons de Duorum branco, que agradou significativamente aos presentes pelo seu carácter aromático, pela sua frescura e acidez. O perfil do vinho aparece um pouco marcado pela doçura que lhe é conferida pelo Moscatel Galego, numa boa combinação com as outras castas do lote que lhe transmitem boa frescura e acidez. Um lote bem conseguido.

Quando passámos dos petiscos aos pratos de substância (enquanto cozia o arroz de tamboril com gambas, saboreávamos uma açorda de gambas confecionada segundo a receita do livro “Cozinha tradicional portuguesa”, de Maria de Lurdes Modesto), foi então chamado à liça o novo Alvarinho de João Portugal Ramos, que se constituiu como a estrela da companhia.

Grande frescura na boca, grande persistência aromática com notas citrinas e tropicais, fim de boca persistente e marcado por alguma mineralidade. O Politikos mencionou-o como um dos melhores Alvarinhos que já bebeu. Mais um grande Alvarinho a juntar ao rol dos incontornáveis.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Marquês de Borba 2012 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Verdelho, Viognier
Preço: 4,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Tons de Duorum 2012 (B)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 3,75 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: João Portugal Ramos, Alvarinho 2012 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Alvarinho
Preço: 10 €
Nota (0 a 10): 8,5

domingo, 28 de abril de 2013

sábado, 27 de abril de 2013

Evento João Portugal Ramos/José Maria Soares Franco - Hotel Altis Belém

  
       



O evento João Portugal Ramos/José Maria Soares Franco, realizado no Hotel Altis Belém no dia 18 de Abril, foi fantástico. Estiveram presentes variadíssimos bloguistas e uma representação significativa da Revista de Vinhos (contei pelo menos Luís Lopes, director, Luís Antunes, Fernando Melo e, claro, João Paulo Martins. Ainda apareceu depois o jornalista Aníbal Coutinho e também estava Pedro Gomes, um dos fundadores do blog “Os 5 às 8”, que posteriormente se transformou no “Nova crítica”, além, naturalmente, de vários técnicos da equipa, quer em Estremoz, na Quinta de Foz de Arouce ou na Duorum. Na minha mesa ficaram alguns bloguistas, a jornalista Maria João de Almeida e a enóloga da João Portugal Ramos em Estremoz.

João Portugal Ramos (já com João Ramos júnior na mesma linha, a estudar em Montpellier), começou por fazer uma exposição acerca do seu projecto pessoal, baseado em Estremoz mas com ramificações para outras regiões, sendo a grande novidade a apresentação dum Alvarinho produzido na região de Monção-Melgaço.

Foram feitas apresentações sobre os vinhos a servir, o projecto de um e de outro e de ambos, passaram-se slides e beberam-se vinhos fantásticos, que ainda não estão no mercado porque todos eles são novidades. Depois de um espumante Conde de Vimioso sem grande história enquanto se esperava pela chamada para as mesas, pudemos provar um excelente Alvarinho 2012 de João Portugal Ramos, uma belíssima surpresa a prometer uma grande carreira no mercado destes varietais. Seguiu-se um novo tinto de JPR chamado Estremus 2011 (um misto de Estremoz e de extremo, para vincar a extrema qualidade que almeja alcançar), para o qual o enólogo procurou encontrar as castas que lhe conferissem a maior tipicidade alentejana, acabando a escolha por recair no Alicante Bouschet e na quase esquecida Trincadeira. Um vinho cheio de estrutura, aroma profundo, longo e persistente, simplesmente fantástico. Para mim o grande vinho da noite, que vários convivas acharam que irá para o patamar do Esporão Private Selection ou do Marquês de Borba Reserva (ou seja, na casa dos 30 ou mais euros). João Portugal Ramos fez questão de frisar, aliás, que 2011 foi a melhor colheita que já teve na sua carreira como enólogo.

Em seguida, após o uso da palavra por parte de José Maria Soares Franco, duas novidades da Duorum com nome O.Leucura (2008), à cota dos 200 e dos 400 m de altitude, para comparar as características dum e doutro. O nome e a origem deste vinho prendem-se com a existência dum pequeno pássaro existente na zona, o chasco preto que tem a cauda branca, de nome original Oenanthe leucura... mas não foi fácil encontrar o nome para o vinho... Perante a dificuldade, os autores sentiram-se quase próximos da loucura, e daí surgiu este nome invulgar.

Mas... o que diferencia na realidade estes dois vinhos? Segundo nos diz a ficha técnica dos mesmos, a maceração pós-fermentativa é mais longa na versão cota 200. A predominância das castas é semelhante, Touriga Franca e Touriga Nacional provenientes de vinhas velhas. Estagiam ambos cerca de 24 meses, 70% em barricas novas e 30% em barricas de segundo e terceiro ano. O vinho produzido aos 400 metros de altitude apresentou-se mais fresco e mais apelativo em termos imediato. No caso do vinho da cota 200, precisaria de mais algum tempo e menos dispersão para lhe apreciarmos as virtudes.

No fim, e para acompanhar a sobremesa, um Duorum Vintage 2011, que foi o que menos me agradou. Tinha um aroma a álcool canforado, fazia lembrar aquele que se usa para as lamparinas de fondue, com uma acidez volátil ainda excessiva que deu uma prova um pouco agressiva. Um vinho claramente a precisar de tempo na garrafa.

Os comes, é claro, excepcionais. O Chefe José Cordeiro está à frente da cozinha do Altis Belém e as iguarias apresentadas encaixaram na perfeição nos vinhos provados. Não posso deixar de fazer um reparo ao erro existente no menu das entradas: estava escrito “amouse mouche”, em vez “amuse bouche”. Estivemos nos entreténs de boca, e não a entreter moscas, e trata-se do verbo “amuser” e não “amouser”... Dois lapsos a corrigir.

No final do evento ainda deu para trocar algumas impressões com os promotores da iniciativa, bastante acessíveis em termos pessoais. José Maria Soares Franco (o Zé Maria, como João lhe chama) tem um registo talvez um pouco menos descontraído que João Portugal Ramos, mas é igualmente muito acessível. No fim ainda lhe falei no livro sobre a história do Barca Velha onde é relatado o seu longo percurso como enólogo na Casa Ferreirinha/Sogrape (foram 28 anos...) e a sua relação com Fernando Nicolau de Almeida, e ele achou curiosa essa minha abordagem. Pelo meio deu-me um cartão de contacto e um convite para uma visita à Duorum, em Castelo Melhor...

Para finalizar, a melhor surpresa da noite: à saída foi-nos oferecido um saco de cabedal com uma garrafa do Alvarinho de João Portugal Ramos e duas do Quinta da Viçosa Touriga-Cabernet, a colheita mais recente, que não esteve à prova porque o objectivo era mostrar apenas aqueles que são novidades absolutas em termos de mercado. Como complemento ainda foi entregue aos presentes uma pen-drive com o conteúdo das apresentações efectuadas pelos dois enólogos e com as fichas técnicas de todos os vinhos, o que se revelou de grande utilidade para a compreensão dos vinhos provados e para formarmos o nosso juízo acerca dos mesmos.

Resta agradecer à João Portugal Ramos Vinhos e à Duorum Vinhos pelo honroso convite que nos enviaram para este evento, que proporcionou excelentes momentos de convívio e de degustação de óptimos vinhos e excelentes iguarias. Pela nossa parte, tentaremos dar a estes novos vinhos o devido – e merecido – destaque, fazendo votos que para façam uma grande carreira, e que estes dois eméritos enólogos nos continuem a brindar com alguns dos melhores vinhos do país.

Bem hajam.

Kroniketas, enófilo encantado

sábado, 13 de abril de 2013

No meu copo 309 - Os novos brancos da Aveleda

Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Loureiro e Alvarinho 2011; Aveleda Colheita Selecionada, Alvarinho 2011; Douro Aveleda 2011


  

Ainda não há muito tempo eu procurava no mercado os Follies da Aveleda baseados em castas como Alvarinho, Loureiro (na região dos vinhos verdes), Chardonnay e Maria Gomes (na Bairrada), pois não são fáceis de encontrar no mercado.

Mas eis que surge uma campanha que anuncia uma nova etapa e novos brancos começam a surgir nas prateleiras com uma nova imagem a enroupar das garrafas. Paralelamente alguns programas televisivos da especialidade ajudam a dar visibilidade aos “novos brancos”. Desde logo a minha atenção se virou primeiro para os verdes, região por excelência onde os brancos da Quinta da Aveleda ganharam nome.

Desta nova era tive oportunidade de provar 3 das novidades mais a norte, deixando para outra ocasião o bairradino “Reserva da Família”, até porque o preço impõe maior contenção na sua compra.

Começando pelo mais barato, o verde feito com Loureiro e Alvarinho segue a linha habitual dos verdes de lote, conseguindo juntar o melhor das duas castas mais conceituadas da região. Vinho leve, fresco, aromático quanto baste, com predominância floral no aroma, muito fácil de beber, o vinho típico de Verão para comidas leves e tempo quente, a dar uma prova muito agradável.

O Alvarinho aparece num patamar acima, com notas tropicais, macio, suave, com corpo e persistência médias. Não é um vinho encantador para entrar na galeria dos grandes Alvarinhos, mas pelo preço que custa é uma excelente aposta para quem quiser provar um Alvarinho pouco dispendioso e com uma relação qualidade preço praticamente imbatível.

Finalmente o branco do Douro. Meio seco, com equilíbrio entre boa acidez, corpo e estrutura, algum floral e alguma mineralidade. Pede pratos de peixe com alguma consistência mas cuidado, nada de exagero nos temperos pois poderão abafar a delicadeza do vinho. Não é um branco para aqueles pratos de bacalhau muito gordos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Produtor: Aveleda Vinhos

Vinho: Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Loureiro e Alvarinho 2011 (B)
Região: Regional Minho
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Loureiro, Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 3,59 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Aveleda Colheita Selecionada, Alvarinho 2011 (B)
Região: Vinhos Verdes
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 4,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Aveleda 2011 (B)
Região: Douro
Grau alcoólico: 12%
Castas: Gouveio, Malvasia, Moscatel
Preço em feira de vinhos: 3,97 €
Nota (0 a 10): 7,5