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domingo, 7 de outubro de 2018

No meu copo 704 - Lybra: branco 2015; rosé 2016

Regressamos à Quinta do Monte d’Oiro para uma prova do branco e do rosé da gama Lybra.

Esta, que sucedeu à marca Vinha da Nora, foi alargada primeiro com um branco e depois com um rosé.

O Lybra branco já tinha sido provado anteriormente e revelou-se uma excelente surpresa, com todas as características dos melhores vinhos branco da região vitivinícola de Lisboa/Estremadura: muita frescura, excelente acidez, notas frutadas e minerais intensas, persistência e ao mesmo tempo elegância na prova de boca, com final macio, vivo e complexo. Se o primeiro impacto tinha sido muito positivo, o segundo não lhe ficou atrás.

O Lybra rosé é algo diferente. Elaborado apenas a partir de Syrah, que tem dado excelentes resultados nos tintos ali produzidos, resultou num vinho com um perfil a tender para o adocicado. Eu gosto deles mais secos e ácidos, e as experiências anteriores com Syrah não foram totalmente satisfatórias. “Syrah” uma boa casta para fazer rosés...?

Para já, deixemo-lo com o benefício da dúvida, até porque nesta casa habituámo-nos a que saibam muito bem o que andam a fazer, como o comprovaram as últimas provas aqui relatadas.

Aguardemos por novos lançamentos, até porque há novidades a chegar...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: José Bento dos Santos - Quinta do Monte d’Oiro

Vinho: Lybra 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viognier, Arinto, Marsanne
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Lybra 2016 (R)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Syrah
Preço em feira de vinhos: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

No meu copo 474 - Lybra branco 2014

Outra bebida provada nas férias foi a versão em branco do Lybra, a marca que substituiu o Vinha da Nora no portefólio da Quinta do Monte d’Oiro.

Numa deslocação a um bar-restaurante em Ferragudo – o Club Nau, na margem oposta do rio Arade em relação a Portimão, já no concelho de Lagoa – houve que escolher um vinho para acompanhar uma cataplana de tamboril. A oferta era interessante e variada, e contrariamente aos preços dos pratos (quase proibitivos) os preços dos vinhos eram razoáveis para restaurante. Tentando fugir um pouco à vulgaridade e sem esticar os custos exageradamente, optámos por este branco da zona de Alenquer.

Sabe-se que o produtor José Bento dos Santos tenta reproduzir na Quinta do Monte d’Oiro a produção das Cotes du Rhône, dada a similitude de clima e terreno. Assim tem usado nos seus vinhos duas castas emblemáticas daquela região vinícola do sudeste de França, o Syrah nos tintos e o Viognier nos brancos. É precisamente o Viognier que vamos encontrar na base deste Lybra branco, complementada com Marsanne e com o portuguesíssimo Arinto.

O resultado é um vinho muito aromático, seco, frutado, suave, longo e fresco e com uma bela acidez. Casou na perfeição com a cataplana e soube tão bem aos comensais que, para acompanhar o bife na pedra que veio a seguir – este sim, a preço absurdo e em quantidade diminuta –, em vez de mudarmos para um tinto continuámos no branco. No final, entre 4 pessoas consumimos 3 garrafas...

Eis um excelente exemplo do aumento de qualidade dos brancos portugueses, e este é mais um que se recomenda. Embora não seja barato, a qualidade é bem acima da média e vale bem o preço que custa.

Parabéns à Quinta do Monte d’Oiro por mais este belo vinho.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Lybra 2014 (B)
Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: José Bento dos Santos - Quinta do Monte d’Oiro
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viognier, Arinto, Marsanne
Preço: cerca de 9 €
Nota (0 a 10): 8