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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

No meu copo 730 - Palácio da Brejoeira, Alvarinho 2014

Fugindo ao procedimento habitual, guardei este Alvarinho uns anos e só o consumi no fim de ano.
É verdade que os dogmas são para derrubar, e que um deles é o de que os vinhos brancos devem ser sempre bebidos em novos. Há casos e casos. Há regras e excepções.

Na verdade, a maioria das experiências que tive com vinhos brancos que ficaram à espera na garrafeira não foi famosa, tirando casos excepcionais. É um facto que os vinhos mudam na garrafa, e se isso é válido para a evolução dos tintos também é válido para a dos brancos. Mas se os tintos quase sempre melhoram, nos brancos não é tanto assim.

Concretizando... No meu ponto de vista, enquanto os tintos vão arredondando os taninos, amaciando a madeira (quando existe), ganhando complexidade aromática e ficando mais suaves (enquanto perdem pujança), no caso dos brancos a maior diferença que sinto naqueles com algum tempo de envelhecimento é a imediata perda de frescura, que aliás é logo denunciada pela mudança de cor para um amarelo acobreado. Quando esta cor aparece no copo, normalmente parte dos aromas já se foram.

Pode ser apenas uma questão de gosto meu, é um facto. Mas perder a acidez e os aromas mais frutados normalmente não compensa, a não ser naqueles que, à partida, já estão fadados para isso, como alguns brancos de Bucelas, Colares, Bairrada e Dão. Alguns...

Dito isto, este Palácio da Brejoeira 2014, certamente um dos melhores Alvarinhos do país (é mesmo o meu preferido), adquirido em 2015, já devia ter sido bebido. É verdade que estava com o aroma limpo, e desenvolveu aromas secundários no copo à medida que era bebido. Mas já lhe faltava alguma frescura e vivacidade. Mudou de perfil, de facto, e tornou-se mais complexo, mas perdeu alguma identidade.

Ainda muito bom, mas não excepcional.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Palácio da Brejoeira, Alvarinho 2014 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Palácio da Brejoeira Viticultores
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 13,55 €
Nota (0 a 10): 8,5

sábado, 4 de agosto de 2018

No meu copo 691 - Portal do Fidalgo, Alvarinho 2011

Comprei este vinho em 2017, na garrafeira Néctar das Avenidas, mais por curiosidade do que outra coisa. Tratava-se de perceber se um Alvarinho de 2011 aguentava a prova do tempo com galhardia. É sabido que muitos brancos não são feitos para envelhecer, mas é mais ou menos consensual que os monocasta Alvarinho são dos que se aguentam melhor sem perda de qualidade.

A cor apareceu já carregada, um amarelo-palha quase a tender para o mel, e o aroma bastante contido e com alguns sinais de redução. Mas isto foi só na primeira impressão ao cair dentro do copo. Passados alguns minutos, e depois de servido o segundo copo, o vinho começou a mostrar-se na plenitude. Os aromas tropicais sobressaíram, a acidez também e pouco a pouco revelou-se uma explosão de sabores que mostraram um Alvarinho adulto e em grande forma.

Já não tinha aqueles aromas primários da juventude mas foi revelando cada vez mais complexidade, muita vivacidade e estrutura na prova de boca e um final vibrante e persistente.

Muito bem! Passou com distinção.

Confirmou-se como um dos obrigatórios na nossa lista de preferências.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Portal do Fidalgo, Alvarinho 2011 (B)
Região: Vinho Verde (Monção)
Produtor: Provam - Produtores de Vinhos Alvarinho de Monção
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 6,79 €
Nota (0 a 10): 8

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

No meu copo 575 - Deu La Deu, Alvarinho 2014

Este é um clássico dos vinhos verdes e em particular nos Alvarinhos: um Alvarinho barato, acessível e fácil de beber. Não está ao nível dos grandes Alvarinhos da região, como é óbvio, mas é uma belíssima opção para provar um Alvarinho pagando pouco.

Apresenta aromas citrinos e tropicais, é acídulo e fresco na prova de boca, com final vivo e persistente. Tem oscilações, com anos melhores e outros menos bons, mas mantém sempre um nível de qualidade consistente e bastante satisfatório.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Deu La Deu, Alvarinho 2014 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Adega Cooperativa Regional de Monção
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 4,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

No meu copo 421 - Palácio da Brejoeira, Alvarinho 2012; Soalheiro, Alvarinho 2013

De dois vinhos bons passamos para dois vinhos brilhantes.

Palácio da Brejoeira: excelente, como sempre! É um daqueles vinhos para os quais até é difícil encontrar palavras que descrevam a sua excelência. Quase sublime. Elegância e suavidade a toda a prova. Finesse, aromas delicados e quase veludo na boca.

Se não é o melhor verde ou o melhor Alvarinho do país, não deve andar longe. E está tudo dito.

Quanto ao Soalheiro, não lhe fica muito atrás. Ano após ano tem vindo a ganhar terreno no panorama dos Alvarinhos, guindando-se consistentemente a um lugar entre os melhores e mais aclamados. Belo aroma frutado com notas tropicais, excelente acidez, boca vibrante, elegante e longa, final persistente e suave.

Um prazer para beber, e beber, e beber...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Palácio da Brejoeira, Alvarinho 2012 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Palácio da Brejoeira Viticultores
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 12,99 €
Nota (0 a 10): 9

Vinho: Soalheiro, Alvarinho 2013 (B)
Região: Vinhos Verdes (Melgaço)
Produtor: Vinusoalleirus
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 8,48 €
Nota (0 a 10): 8,5

terça-feira, 11 de março de 2014

No meu copo 369 - Deu La Deu, Alvarinho 2012; Soalheiro, Alvarinho 2012

Temos aqui dois Alvarinhos de créditos firmados. Um com um excelente posicionamento no mercado em termos de relação qualidade/preço e uma aposta segura: o Deu La Deu é certamente uma das melhores compras dentro dos Alvarinhos por pouco dinheiro. Límpido e brilhante e de cor citrina, mantém a frescura habitual, aroma frutado onde se destacam alguns frutos tropicais e nuances florais. Continua em muito boa forma e não desilude.

Quanto ao Soalheiro, um dos nomes em ascensão nos anos mais recentes, já se cotou como uma das melhores marcas entre os verdes brancos de Alvarinho. Foi a segunda prova de Soalheiro em menos de um ano, depois da prova da colheita de 2011, e confirmou o que se esperava: elegante, fresco e vibrante na boca, exuberante no nariz, com grande vivacidade, é mais uma marca a repetir uma e outra vez.

Na gama mais acima, a aproximar-se dos 10 €, é também uma excelente aposta. Está de parabéns o produtor e enólogo Luís Cerdeira, que sem fazer ondas vai-se firmando no mercado e tornando os seus vinhos uma referência obrigatória na região. Para continuar a seguir com atenção.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Deu La Deu, Alvarinho 2012 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Adega Cooperativa Regional de Monção
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 5,64 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Soalheiro, Alvarinho 2012 (B)
Região: Vinhos Verdes (Melgaço)
Produtor: Vinusoalleirus
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 8,48 €
Nota (0 a 10): 8,5

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

No meu copo 340 - Espumante Côto de Mamoelas Bruto Reserva, Alvarinho 2007; Esporão Bruto rosé 2008

Assinalando o 50º aniversário do diletante preguiçoso que se assina(va) neste blog por tuguinho, reuniu o pleno desta irredutível agremiação de carácter não lucrativo (só temos prejuízos, pois apenas fazemos despesas e as únicas receitas que há são as confeccionadas ao fogo...) que dá pelo pomposo nome de Grupo Gastrónomo-Etilista “Os Comensais Dionisíacos”, assim baptizada numa noite de Julho de 2000, por entre garfos e copos no restaurante “A Travessa do Rio”, em Benfica.

O bandalho aniversariante franqueou as portas do seu reduto ao grupo dos mastigantes e beberrões, que se fizeram acompanhar das respectivas consortes dado o carácter solene da ocasião, tendo-se ainda juntado a prole deste escriba, que o anfitrião conhece desde o nascimento... Do plantel masculino, foi o 5º elemento a entrar na 6ª década de vida, faltando agora apenas 3 elementos (isto porque infelizmente o saudoso Mancha viu o seu percurso interrompido à 48ª passagem pela meta, mas não o esquecemos na hora dos brindes).

A propósito do evento muito haveria para contar, mas por agora começamos pela parte final, a dos espumantes. Para os brindes com o bolo de aniversário foi chamado à liça um espumante bruto feito de Alvarinho, na região dos Vinhos Verdes, o Côto de Mamoelas Bruto Reserva 2007, que já prováramos anteriormente e sempre com aprovação. É um espumante de bolha fina, elegante, delicado mesmo, seco e com a presença de uma ligeira tosta que lhe confere personalidade. A garrafa e o rótulo são muito elegantes, requintados, com desenho fora do vulgar; o “embrulho” predispõe-nos logo a gostar do conteúdo e este depois confirma a boa impressão inicial.

Esgotada esta garrafa na primeira leva, e para continuar já na parte da degustação, recorreu-se a um espumante que tinha sido uma completa revelação há poucos anos, quando em quarteto fizemos uma surtida à Herdade do Esporão: trata-se dum espumante bruto rosé, que na altura desconhecíamos e que nos surpreendeu pela positiva. Não é muito fácil de encontrar à venda, e o tuguinho manteve esta em stock até esta ocasião, e em boa hora o fez. Trata-se dum espumante de personalidade forte, produzido com Touriga Nacional e Syrah, mais marcado pelo fruto e por algumas notas florais. Tem boa presença na boca sem ser agressivo, mostrando mesmo alguma delicadeza na prova de boca. Confirmou-se como uma aposta ganha.

Kroniketas, enófilo em festejos

Vinho: Côto de Mamoelas Reserva, Alvarinho - Espumante Bruto 2007 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Provam - Produtores de Vinhos Alvarinho de Monção
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 12,49 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Esporão - Espumante Bruto 2008 (R)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão
Grau alcoólico: 12%
Castas: Touriga Nacional, Syrah
Preço: 10,84 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 7 de abril de 2013

No meu copo 308 - Borges, Alvarinho 2009; Soalheiro, Alvarinho 2011


Os bons vinhos são sempre bons para beber, em qualquer ocasião. Fala-se de vinhos de Verão, vinhos de Inverno... Tintos leves para o Verão e mais estruturados e pujantes para o Inverno, brancos leves ou rosés para o Verão, brancos encorpados e estagiados em madeira para o Inverno...

Mas que dizer destes dois Alvarinhos? Vão bem à mesa em qualquer ocasião e em qualquer estação. O mínimo que se pode esperar deles... é que brilhem!

O Borges é produto duma casa com grande e velha tradição no país, da qual se aguarda sempre vinhos de elevada qualidade e este não foge à regra. Já com 3 anos de meio de idade após a colheita, apresentou-se com enorme frescura, muito equilibrado e mantendo a frescura na boca, com notas aromáticas tropicais típicas da casta embora com uma certa contenção, sem grande exuberância. Elegante e persistente, confirmou as impressões duma outra prova que tínhamos feito há alguns anos. É seguramente um vinho a repetir sempre que possível. Fez-me lembrar o perfil do Palácio da Brejoeira pela elegância apresentada e pela contenção no aroma.

Do Soalheiro o que se pode dizer é que vai surpreendendo ano após ano. Um produtor mais recente mas que tem visto o seu nome cada vez mais badalado na região dos vinhos verdes, produzindo espumantes a par com Alvarinhos de enorme frescura e exuberância aromática, frescos, gulosos, apelativos, versáteis, prontos para beber quase sempre e com quase tudo.

Um mais discreto e elegante, o outro mais vivo e apelativo, a verdade é que se trata de dois grandes Alvarinhos que merecem ser conhecidos, provados e bebidos sem hesitação. Que bela parelha fizeram!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Borges, Alvarinho 2009 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 9,95 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Soalheiro, Alvarinho 2011 (B)
Região: Vinhos Verdes (Melgaço)
Produtor: Vinusoalleirus
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 8,35 €
Nota (0 a 10): 8,5

domingo, 6 de janeiro de 2013

No meu copo 298 - Palácio da Brejoeira, Alvarinho 2010; Esporão, Verdelho 2011

Continuando na senda de alguns vinhos brancos provados no final de ano, falamos agora de dois que serão certamente dos melhores do país: um do norte e um do sul, um verde e um alentejano, um Alvarinho e um Verdelho, um da casta minhota já disseminada por boa parte do país, outro da casta madeirense que se vem tornando omnipresente na metade mais a sul.

Em comum entre estes dois vinhos temos a sua elevada qualidade, que os guinda a um patamar certamente no topo dos brancos nacionais, o que dá um bom retrato da subida qualidade que se tem verificado nos vinhos brancos portugueses há alguns anos.

Beber este Palácio da Brejoeira lembra-me quase a mesma sensação que tive quando provei champanhe (francês, entenda-se) pela primeira vez. Tal como na comparação com todos os outros tipos de espumantes, em comparação com outros vinhos verdes e mesmo com outros Alvarinhos este Palácio da Brejoeira mostra que as características essenciais estão todas lá: boa intensidade aromática com alguma predominância a frutos tropicais como é típico da casta, bom corpo e suavidade, mas tal como os champanhes, este parece ter qualquer coisa a mais em relação aos seus pares: uma finesse, uma elegância distinta que o tornam um caso à parte. Na boca é de uma elegância notável e percebe-se assim que seja um dos mais caros dentro do género. Muito, muito bom, um vinho para ocasiões especiais.

Outro caso à parte é o branco monocasta do Esporão, um Verdelho em pleno Alentejo. Descobrimo-lo aquando duma incursão à Herdade do Esporão que fizemos em quarteto para um fantástico almoço no restaurante da herdade, e logo ali nos encantou pelo aroma exuberante a citrinos e frutos tropicais, pela frescura e persistência na boca, tudo muito bem equilibrado a fazer dele um vinho guloso que dá prazer a beber desde o primeiro momento. O mais notável neste vinho é a sua frescura e suavidade, aparentemente impossível num vinho da planície, que o faz parecer um vinho de altitude. Mais uma vez um óptimo exemplo da excelência da viticultura e da enologia daquela herdade, sem dúvida um modelo para outros seguirem, e a confirmar a máxima, que há muito seguimos, de que tudo o que sai dali é bem feito.

Para mim, estes serão porventura dois dos melhores vinhos brancos nacionais.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Palácio da Brejoeira, Alvarinho 2010 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Palácio da Brejoeira Viticultores
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 13,98 €
Nota (0 a 10): 9

Vinho: Esporão, Verdelho 2011 (B)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Verdelho
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 9

terça-feira, 29 de julho de 2008

No meu copo 193 - Deu La Deu, Alvarinho 2007


Dois anos depois da última prova, voltámos ao Deu La Deu num jantar de marisco com os bandalhos dos Comensais Dionisíacos no Tó do Marisco, em Carnide, no largo da Junta de Freguesia.

Entre as várias opções para brancos, começámos por um Planalto, de que já falámos a propósito da segunda visita aos Arcos, e depois variámos para este verde de Alvarinho. Alguns estavam reticentes, como o tuguinho e o Politikos, mas ficaram convencidos.

Quando o vinho já é sobejamente conhecido e vai ao encontro das expectativas, não fica muito por dizer. Este Deu La Deu continua a ser uma das melhores apostas em Alvarinhos na relação qualidade/preço, pois além de ser bom é também um dos mais baratos. Sendo assim, continua a ser uma aposta segura... e ganha.

Kroniketas, enófilo esclarecido



Vinho: Deu La Deu, Alvarinho 2007 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Adega Cooperativa Regional de Monção
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 5,29 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Os vinhos da festa 2007-2008 (2)

No meu copo 160 - Verdes




Foram estes os verdes provados na quadra festiva:

Borges, Alvarinho 2005 - Um excelente vinho verde da casta Alvarinho, muito aromático, bem estruturado, persistente e ao mesmo tempo com alguma elegância. Um dos melhores Alvarinhos que já provei. Nota: 8,5

Quinta do Ameal, Loureiro 2005 - Muito aberto, suave, ligeiramente gaseificado, com grande frescura na prova e um toque floral. Um bom exemplar da casta Loureiro. Nota: 7,5

Kroniketas, enófilo esverdeado





Vinho: Borges, Alvarinho 2005 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 7,15 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Quinta do Ameal, Loureiro 2005 (B)
Região: Vinhos Verdes (Ponte de Lima)
Produtor: Quinta do Ameal
Grau alcoólico: 11,5%
Casta: Loureiro
Preço em feira de vinhos: 5,35 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 25 de setembro de 2007

No meu copo 136 - Portal do Fidalgo, Alvarinho 2005; Quinta de Azevedo 2005

Os brancos e rosés de férias (III)


Para uns grelhados ao ar livre com sardinhas, febras e costeletas levei dois verdes e alguns tintos, mas foram os verdes que tomaram a dianteira. Enquanto os comes iam saindo serviu-se primeiro um Portal do Fidalgo, Alvarinho de 2005 proveniente da sub-região de Monção. Foi muito bem recebido e de facto merece. Revelou-se muito equilibrado, suave e aromático, com aromas florais, acidez correcta a proporcionar uma grande frescura na boca, com um final persistente. Cor a tender para o amarelo palha, muito límpido e brilhante. Uma excelente aposta, que fez as delícias dos comedores de sardinhas, a um preço muito acessível. Dos melhores verdes que me lembro de ter bebido. Entrou para a lista dos obrigatórios.

Depois deste veio um Quinta de Azevedo de 2005, da quinta com o mesmo nome situada entre os rios Lima e Cávado, na freguesia de Barcelos. Claro que depois daquele Alvarinho, esta segunda prova ficou prejudicada (estas comparações podem ser injustas porque estamos a falar de dois vinhos completamente diferentes). De cor citrina muito clara, mais seco que o anterior e aroma menos exuberante, mas com uma mistura muito interessante de Loureiro e Pedernã, com um final muito suave e elegante. Um vinho mais discreto, indicado para pratos mais delicados, que foi um pouco abafado pela gordura das sardinhas. Merece uma nova oportunidade com prato mais adequado.

Cada um com o seu estilo próprio, revelaram-se duas boas companhias para as tardes de Verão.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Portal do Fidalgo, Alvarinho 2005 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Provam - Produtores de Vinhos Alvarinho de Monção
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 4,98 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Quinta de Azevedo 2005 (B)
Região: Vinhos Verdes (Ponte de Lima)
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 10,5%
Castas: Loureiro, Pedernã
Preço em feira de vinhos: 2,97 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Prova à Quinta - O quinto



Encostas de Paderne, Alvarinho 2004; Ponte de Lima, Loureiro 2005


Para este desafio, há alguns meses esquecido, lançado pelo Pingas no Copo, pedia-nos o Pingus Vinicus para avaliarmos um vinho branco monocasta. Depois de equacionar várias hipóteses, resolvi apresentar uma prova não de um, mas de dois vinhos brancos, neste caso dois verdes, um Alvarinho e um Loureiro, para percebermos que nem sempre os nomes, só por si, valem o que está dentro da garrafa.

Comecemos pelo Alvarinho, um Encostas de Paderne. Tratando-se de um Alvarinho, esperava-se muito melhor. Dum Alvarinho espera-se sempre. Mas a verdade é que este desiludiu. Falta-lhe a elegância e a frescura tão típicas da casta. Pareceu algo rústico, muito longe da generalidade dos Alvarinhos que há por aí. Se tivesse outro rótulo qualquer pensar-se-ia que se tratava de um qualquer verde vulgar. Terá sido azar com a garrafa? Ficamos sem saber a resposta, mas esta prova não convenceu.

Por sua vez, o Loureiro é um Ponte de Lima. É um dos verdes que conheço há mais tempo e sempre me agradou. Aliás, a casta Loureiro é uma das mais conceituadas da região dos Vinhos Verdes, produzindo vinhos de grande frescura, com um bom equilíbrio entre o álcool e a acidez, predominantemente secos e muito agradáveis. Este mostrou uma bela cor citrina brilhante e um aroma entre o frutado e o floral, um ligeiro gaseificado com bolha muito fina e uma grande leveza na prova que o torna um excelente acompanhante para pratos de marisco. E como é barato, é sempre uma excelente aposta para uma compra rápida sem grande risco.

Esta dupla prova demonstra que há mais vida na região dos Vinhos Verdes para além do Alvarinho. Muitas vezes as outras castas são subalternizadas em favor do Alvarinho, mas é sempre preciso conhecer o produto final e, no caso de castas como a Loureiro e a Trajadura, também se obtêm excelentes vinhos, mais leves e menos alcoólicos mas caracterizados por uma grande frescura, pelo que podem constituir excelentes apostas. No caso vertente, dou preferência a este Loureiro que a este Alvarinho.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Encostas de Paderne, Alvarinho 2004 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Manuel da Rosa
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 3,79 €
Nota (0 a 10): 5

Vinho: Ponte de Lima, Loureiro 2005 (B)
Região: Vinhos Verdes (Ponte de Lima)
Produtor: Adega Cooperativa de Ponte de Lima
Grau alcoólico: 11,5%
Casta: Loureiro
Preço em feira de vinhos: 2,78 €
Nota (0 a 10): 7

domingo, 5 de novembro de 2006

No meu copo 66 - Vinho Verde Espumante - Torre de Menagem Reserva Bruto 2004

O feriado de 1 de Novembro deu-me a oportunidade de me deslocar ao Festival de Gastronomia de Santarém. Nem sempre a oportunidade pode ser aproveitada, mas desta vez fez-se por isso, tal como o ano passado.

Como à noite havia jogo para ir ver ao estádio, o passeio foi planeado para o almoço. Apesar de nos termos deslocado cedo (antes das 12:30 já lá estávamos), deparámos com um cenário que não esperávamos: as tasquinhas repletas de gente a almoçar e muito mais gente à espera. Ficámos a pensar se terão ido para lá à hora do pequeno-almoço.

Dando uma volta pelo recinto para identificar a oferta, verificámos que os presentes são praticamente os mesmos do ano passado, nos mesmos locais. Perante tão densa multidão, havia que escolher um local para abancar e ficar à espera de vez. Ao passarmos num restaurante do Minho, gostámos do aspecto dum prato que vimos na mesa e decidimos ficar por ali e deixar o nome. Eram 7 pessoas (2 casais e 3 filhos), pelo que se afigurava difícil conseguir mesa nos próximos minutos. Assim, aproveitámos para ir tentar comer uma sopa da pedra ali perto, numa tasquinha do Ribatejo, mas ao balcão. Depois de esperar pacientemente por uma aberta, lá conseguimos pedir 4 malgas de sopa, que estava um pouco ensossa e pouco apaladada para o que é habitual (até porque ainda nos lembrávamos da do ano anterior). Mas dado o tempo de espera, sempre aconchegou o estômago dos 4 resistentes.

Voltámos à tasquinha do Minho, pertencente ao restaurante Torres, de Vila Verde. Quando chegou a nossa vez de abancar pedimos duas doses de rojões e um costeletão de boi azeitado, para 2 pessoas, além de um caldo verde e um mini-prato de papas de sarrabulho. Não foi fácil de despachar, este.

Os rojões estavam muito tenros e saborosos, com um toque de cominhos no tempero, mas a mim coube enfrentar o costeletão de boi, já fatiado e mal passado como se impunha. Bastante saboroso e igualmente tenro.

Para acompanhar estes pitéus, resolvemos experimentar uma novidade: um espumante de vinho verde. De seu nome Torre de Menagem, pertencente à sub-região de Monção e feito com 95% da casta Alvarinho e 5% de Trajadura. E foi uma surpresa muito agradável. Eu, que costumo elogiar o Murganheira, fiquei rendido a este tipo de espumante. Com uma cor citrina brilhante, muito aromático e frutado, com um toque a maçã, de grande frescura na boca, bastante suave, com bolha muito fina e sem ser gasoso em excesso, é um espumante guloso, que apetece ir bebendo sem pensar na comida, quase como se de refresco se tratasse. Quase despejámos a primeira garrafa enquanto esperávamos pelos pratos. Mas cuidado com os 13% de álcool, pois corremos o risco de, sem dar por isso, ficarmos incapazes de nos levantarmos da cadeira.

Este entrou directamente para a nossa lista de preferências, o que levou a fazer uma actualização nas nossas escolhas para incluir o grupo dos espumantes, que estava esquecido. Este espumante deixou-me de sobreaviso para os espumantes de vinho verde, que a julgar por este parecem ter grandes potencialidades para se impor rapidamente no panorama nacional, destronando alguns clássicos da Bairrada e de Távora-Varosa e, sobretudo, deixando a grande distância a maioria dos que se fazem nas outras regiões.

Para finalizar a visita, ainda fomos comer a sobremesa a uma tasquinha de Portalegre, do restaurante “A Gruta”, onde tal como há um ano saboreámos a deliciosa encharcada alentejana, polvilhada com canela. É difícil haver doce melhor que aquele, e os alentejanos são mestres em doces. Não é, Pingus Vinicus?

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Torre de Menagem Reserva, Espumante Bruto 2004 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Quintas de Melgaço, Agricultura e Turismo
Grau alcoólico: 13%
Castas: Alvarinho (95%), Trajadura
Preço no restaurante: 13,50 €
Nota (0 a 10): 9

sábado, 15 de julho de 2006

No meu copo 50 - Deu La Deu, Alvarinho 2004

Verão, calor, tempo de vinho verde. Com a canícula que se faz sentir nesta altura, qualquer refeição sabe bem com um vinho fresco, e neste particular os verdes, porque são os que se bebem mais frescos a par dos espumantes, são os vinhos ideais (não, não estou doido, mesmo com carne, porque não?).

A oferta de vinhos verdes é grande e variada, dada a enorme extensão da Região Demarcada dos Vinhos Verdes (ocupa todo o Minho e grande parte do distrito do Porto). São também usadas várias castas na produção de vinhos verdes, sendo que nos brancos a casta Alvarinho é habitualmente considerada de qualidade superior às restantes.

A casta Alvarinho é frequentemente associada a vinhos caros, mas não é necessariamente assim, e este Deu La Deu é um bom exemplo. Tem um preço perfeitamente aceitável e não desmerece em nada a fama da casta. De cor citrina clara, límpido e brilhante como deve ser, apresenta grande frescura na boca, com um corpo mais cheio e maior grau alcoólico que a maioria dos vinhos verdes, e é um vinho que estando bem fresco é agradável de beber quase em qualquer situação, mesmo fora das refeições.

Para quem quer conhecer um vinho Alvarinho mas não quer pagar o preço dum Palácio da Brejoeira, o Deu La Deu é uma excelente aposta. Por isso faz parte das nossas escolhas.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Deu La Deu, Alvarinho 2004 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Adega Cooperativa Regional de Monção
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em hipermercado: 5,89 €
Nota (0 a 10): 7