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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

No meu copo 741 - Quinta de São Francisco Colheita Tardia 2010

Este foi mais um vinho que trouxe para casa depois dum evento para o qual este blog foi convidado e que decorreu na Quinta do Sanguinhal (a publicar brevemente).

Dentro da linha que vai fazendo escola nos vinhos de colheita tardia produzidos em Portugal, apresentou-se de cor dourada, com a doçura habitual mas sem ser enjoativa nem em excesso, com aroma onde predomina algum melado a par com notas de frutos secos e citrinos.

Muita frescura na prova de boca, marcada pelo equilíbrio entre o corpo, a acidez e a doçura, que não se impõe de forma exagerada. Final persistente e elegante.

Fez uma boa parceria com um bolo de aniversário e recomenda-se para sobremesas não demasiado doces. Também apresenta um perfil adequado para aperitivos, por exemplo patés.

A repetir.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta de São Francisco Colheita Tardia 2010 (B) (garrafa de 50 cl)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Companhia Agrícola do Sanguinhal
Grau alcoólico: 12%
Castas: Sauvignon Blanc, Fernão Pires
Preço: 18 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

No meu copo 732 - Cabeça de Toiro, Sauvignon Blanc 2016

Este vinho chegou-nos às mãos no seguimento da Festa das Vindimas 2018 da Enoport, que decorreu na Quinta de S. João Batista, próximo da Golegã (evento a referir numa próxima ocasião).

Amavelmente, a equipa da Enoport ofereceu aos seus convidados duas garrafas de Cabeça de Toiro tinto e outras duas de branco. Neste último caso, trata-se duma edição limitada dum monocasta Sauvignon Blanc de 2016, que entretanto já tive oportunidade de degustar calmamente à mesa.

Não desmerecendo das características marcantes da casta, o vinho ficou, no entanto, um pouco aquém do esperado. Apresentou-se com um cor citrina claro, alguns aromas florais e vegetais discretos e pouco intensos. Na boca apresentou-se elegante e suave, com boa acidez e frescura mas com final algo curto e pouco vibrante.

Não foi, portanto, um Sauvignon Blanc de grande nível que se provou. Talvez precise de mais algum tempo em garrafa para ganhar complexidade, embora não tenha apresentado características que pareçam aconselhar a sua guarda por muito mais tempo.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Cabeça de Toiro, Sauvignon Blanc 2016 (B)
Região: Tejo
Produtor: Enoport - Produção de bebidas
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço: 6,50 €
Nota (0 a 10): 7

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

No meu copo 728 - Quinta de Cidrô, monocastas

Alvarinho 2017; Chardonnay 2017; Sauvignon Blanc 2017; Touriga Nacional 2016; Pinot Noir 2016; Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2015




O final de 2018 proporcionou uma efeméride que foi devidamente comemorada com um conjunto de vinhos da Quinta de Cidrô de elevada qualidade: três brancos e três tintos.

Para não estender demasiado este post, seguem as impressões colhidas de cada um dos vinhos.

Alvarinho 2017: frescura, acidez crocante, intensidade aromática e persistente, aromas tropicais. Talvez o mais surpreendente dos 3 brancos.

Chardonnay 2017: fermentado em barricas e estagiado sobre borras durante seis meses. Aroma a frutos brancos com notas de mel, persistente e estruturado.

Sauvignon Blanc 2017: aroma com notas vegetais de intensidade média e alguma mineralidade, acidez marcada com muita frescura, elegante e suave com bom final.

Touriga Nacional 2016: elevada complexidade na prova de boca, aroma intenso a frutos vermelhos e florais com fundo vegetal, boa acidez e persistência com final longo e exuberante. Um belíssimo vinho com grande potencial de evolução em garrafa.

Pinot Noir 2016: Aberto, suave, elegante, aroma com algum vegetal e frutos vermelhos, persistência suave e elegante.

Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2015: Provada anteriormente a colheita de 2008, que brilhou a grande altura, mostrou-se claramente um vinho de guarda. Esta colheita de 2015 estagiou 18 meses em barricas de carvalho novo e apresentou um vinho em crescimento, que ainda está na fase ascensional e a desenvolver aromas secundários na garrafa. Já proporciona um enorme prazer a beber, com uma prova de boca pujante e poderosa marcada por elevada complexidade e intensidade aromática, final vibrante e intenso. Apresenta aromas abaunilhados e a frutos pretos. Beba-se e guarde-se.

Em suma, um painel de elevada qualidade. Todos diferentes, todos excelentes!

Kroniketas, enófilo em celebração

Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha

Vinho: Quinta de Cidrô, Alvarinho 2017 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 7,45 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Cidrô, Chardonnay 2017 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Chardonnay
Preço em feira de vinhos: 12,45 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Cidrô, Sauvignon Blanc 2017 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 9,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Cidrô, Touriga Nacional 2016 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 12,42 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Quinta de Cidrô, Pinot Noir 2016 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Pinot Noir
Preço em feira de vinhos: 14,34 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Cidrô, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2015 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 14,68 €
Nota (0 a 10): 9


Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

sábado, 27 de outubro de 2018

No meu copo 709 - Fiúza: Cabernet Sauvignon 2015; Touriga Nacional 2015; Sauvignon Blanc 2015

Os vinhos da Fiúza são presença frequente nas nossas mesas, e vamos provando as várias edições dos monocasta, tanto em tinto como em branco.

Estes três vinhos já foram provados anteriormente, e a prova mais recente confirmou as impressões habituais.

Os tintos são dois bons vinhos por preços muito simpáticos, sendo que o Cabernet Sauvignon vem mais ao encontro dos nossos gostos. Cor medianamente concentrada, aroma com notas achocolatadas e compotadas, encorpado e com taninos maduros e redondos. Final complexo e persistente.

No caso do Touriga Nacional, apresenta-se de cor mais concentrada mas mais redondo na boca, com predominância de notas florais no aroma, embora com um final mais curto e menos intenso. Depois das garrafas abertas algum tempo, o Cabernet Sauvignon acaba por se destacar pela persistência, enquanto o Touriga Nacional tem tendência a decair no copo.

Feito o balanço, o Cabernet Sauvignon fica uns furos acima.

Finalmente o Sauvignon Blanc, casta branca que à semelhança do Cabernet Sauvignon (e tendo em conta que há parcerias genéticas) se tornou um caso de paixão aqui por estas bandas, e que raramente nos deixa ficar mal. Cor cítrica concentrada, aroma com algum floral e predominância de frutos tropicais, boa textura na boca e acidez vibrante com final vivo e persistente. Uma aposta sempre ganha e para repetir.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright

Vinho: Fiúza, Cabernet Sauvignon 2015 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 4,51 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Fiúza, Touriga Nacional 2015
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Touriga Nacional 2015
Preço em feira de vinhos: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Fiúza, Sauvignon Blanc 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 4,06 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 22 de julho de 2018

No meu copo 687 - Quinta de S. Sebastião tinto 2014; branco 2016

Continuamos pela região vitivinícola de Lisboa, agora mas próximo de Arruda dos Vinhos, onde se encontra a Quinta de S. Sebastião, outro produtor emergente.

Tivemos oportunidade de provar um branco e um tinto, situados no mesmo patamar de preços.

Desta vez o branco agradou mais. Com uma cor dourada bem vincada, mostrou um bom aroma a frutos do pomar, com boa acidez, elegância na boca e persistência média. O lote de castas usadas deu um conjunto com um ligeiro toque floral e com notas tropicais do Sauvignon Blanc muito discretas.

O tinto agradou menos. Pareceu faltar-lhe alguma garra. Muito encorpado na boca, mas ao mesmo tempo algo liso, talvez com pouca acidez, e com a fruta a aparecer com sinais de sobrematuração. A cor é muito carregada e concentrada, o que confirma as impressões gustativas.

Talvez seja um perfil a precisar de ser revisto e afinado.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Arruda)
Produtor: Quinta de S. Sebastião

Vinho: Quinta de S. Sebastião 2014 (T)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Cercial, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Quinta de S. Sebastião 2016 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 13 de julho de 2018

No meu copo 685 - Pouca Roupa branco 2017

Continuamos no Alentejo e no universo João Portugal Ramos, com mais uma oferta gentilmente enviada pelo produtor.

Trata-se da mais recente colheita do Pouca Roupa branco, um vinho que tem vindo a melhorar e que parece ter atingido nesta versão de 2017 o ponto óptimo.

Bastante fresco e aromático, boa estrutura e final intenso e vibrante. Equilibrado na prova de boca, com notas de frutos cítricos e tropicais, medianamente seco.

Um vinho cujo nome casa perfeitamente com a época do ano que se quer com menos roupagem. Muito bem para o patamar em que se encontra, tem tudo para ganhar pontos nas preferências dos consumidores.

Este é mais um belo exemplo de como na planície alentejana se podem fazer belíssimos vinhos brancos que enganam o calor do interior. Sob o lema “Vista o Verão com Pouca Roupa”, a empresa aposta nesta gama para a época estival, lembrando que “O vinho Pouca Roupa é trendy, irreverente, ousado e obrigatório num jantar entre amigos. Na versão “branco” ideal para pratos de peixe, mariscos, carnes brancas ou pastas; na versão “rosé” um must para aperitivos ou culinária oriental.”

Entra para a nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Pouca Roupa 2017 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em hipermercado: 3,85 €
Nota (0 a 10): 7,5


Foto da garrafa obtida no site do produtor

sexta-feira, 29 de junho de 2018

João Portugal Ramos, 25 anos - Jantar comemorativo (2ª parte)




As comemorações dos 25 anos de actividade ocorreram em Setembro de 2017 com um jantar no Palácio da Cidadela de Cascais. Começou cá fora, com a degustação de entradas e espumante em convívio descontraído, embora houvesse um dress code que exigia o uso de fato e gravata. Mas a ocasião assim o justificava.

Perante uma plateia cheia com algumas centenas de pessoas, onde se encontravam familiares, colaboradores, jornalistas, empresários, bloggers, entidades do sector vinícola e até o Ministro da Economia, e naturalmente também José Maria Soares Franco, foram feitas algumas intervenções e uma breve apresentação de slides que resumia o percurso de João Portugal Ramos.

No discurso de boas-vindas, o enólogo-produtor destacou a qualidade dos vinhos nacionais e chamou a atenção para a importância da nossa afirmação como país de vinhos, antes da afirmação das regiões dada a nossa dimensão. Nada que não se saiba já mas que nunca é demais lembrar. Por sua vez, o Ministro da Economia destacou o bom momento económico do país e do sector vinícola em particular, com ênfase nas exportações.

O serão foi longo e constou de 3 pratos e 3 vinhos, e principalmente de muita conversa à mesa. Em cada mesa estava pelo menos um representante da equipa nas suas diversas valências.

Para além do espumante Alvarinho Reserva Bruto Natural 2014, degustado na entrada, provou-se o Vila Santa Reserva branco 2016 com o prato de peixe, o Marquês de Borba Reserva tinto 2011 com o prato de carne e para finalizar provou-se um Porto Vintage Duorum 2007.

Mais importante que a descrição dos vinhos foi o convívio. No entanto, o vinho continua a ser o mote principal da conversa, pelo que se impõe deixar umas breves palavras sobre os líquidos degustados.

O espumante João Portugal Ramos Alvarinho Reserva Bruto Natural 2014 foi uma belíssima surpresa para começar. Já tinha surpreendido há uns anos aquando da apresentação do seu verde Alvarinho, e agora este espumante seguiu-lhe as pisadas. Muito fresco, vivo e intenso, de bolha fina e persistente e muito elegante na boca revelou-se uma óptima escolha não só para as entradas mas também para a época do ano, com o Verão a despedir-se. Nota: 8

Já no jantar, o Vila Santa Reserva branco 2016 apresentou-se com persistência média, com um toque de citrinos e também de frutos tropicais. Boa estrutura na boca embora ainda um pouco marcado pela madeira. Elaborado com Arinto, Alvarinho e Sauvignon Blanc, tem tudo para dar certo mas talvez precise de mais algum tempo em garrafa. Nota: 7,5

Já o Marquês de Borba Reserva tinto 2011 foi uma das estrelas. É um grande vinho cujo único defeito, neste caso, foi o pouco tempo que teve para ser degustado. Num evento com estas características, vinhos destes ficam sempre um pouco penalizados pela rotação dos pratos e dos vinhos. Este é claramente dos que precisam de ser decantados, servidos e degustados pachorrentamente, à boa maneira alentejana, ao longo da refeição para lhe descobrir todos os segredos. É estruturado, robusto, persistente, com taninos bem firmes mas domados por um corpo que nunca mais acaba. Só lhe faltou tempo. Nota: 8,5

Finalmente, um Porto Vintage Duorum 2007 para fim de festa. Mais um belíssimo vinho, encorpado, cheio, robusto, ainda muito jovem e vivo nos seus 10 anos de idade. Uma bela forma de terminar o serão. Nota: 8,5

Para a despedida ainda fomos brindados com a garrafa cujo conteúdo pude finalmente apreciar recentemente, e cuja descrição se fez no post anterior.

Kroniketas, enófilo em celebração

Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

No meu copo 647 - Lagoalva Reserva tinto 2013; Lagoalva Talhão 1 branco 2016

Temos provado bons vinhos da Quinta da Lagoalva, tintos, brancos e rosados. Os brancos e rosés têm sido particularmente bem conseguidos.

Este tinto Reserva ficou aquém das expectativas. Mostrou aroma discreto, encorpado e suave mas com final algo curto.

Faltou-lhe alguma coisa para ser verdadeiramente interessante, mas damos-lhe o benefício da dúvida e veremos se noutras colheitas o resultado é mais convincente.

Já o branco confirmou as boas impressões de provas anteriores, que referimos aqui. É um branco muito fresco e aromático, suave e de aroma intenso e vivo na boca. Tem uma excelente relação qualidade-preço e merece constar nas nossas sugestões.

Um produto bem conseguido e bem acabado.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Lagoalva de Cima

Vinho: Lagoalva Reserva 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,0%
Castas: Alfrocheiro, Touriga Nacional, Syrah
Preço em feira de vinhos: 4,99 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Lagoalva Talhão 1 2016 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Alvarinho, Fernão Pires, Sauvignon Blanc e Verdelho
Preço em feira de vinhos: 3,59 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 2 de dezembro de 2017

No meu copo 634 - Cortes de Cima, Sauvignon Blanc 2015

Este vinho já se tornou um clássico na nossa mesa.

Desde a primeira prova e o primeiro post sobre esta variedade das Cortes de Cima cultivada no litoral alentejano, já tivemos oportunidade de degustá-lo várias vezes e vamos seguindo as várias colheitas com atenção. Provámos as de 2011, 2012 e 2013.

A prova mais recente foi com a colheita de 2015, que manteve as características marcantes das anteriores. Apresenta aromas típicos à casta, com notas marcadamente vegetais e algum citrino. Apresenta-se muito fresco, suave e com aroma intenso.

Na boca é redondo, vivo e vibrante, marcado por uma boa acidez. O final é intenso, persistente e redondo.

É um dos meus brancos preferidos no panorama actual e um dos mais bem conseguidos em versão Sauvignon Blanc.

Obrigatório na garrafeira e nas nossas sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Cortes de Cima, Sauvignon Blanc 2015 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Cortes de Cima
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 9,75 €
Nota (0 a 10): 8

terça-feira, 27 de junho de 2017

No meu copo 610 - Ninfa, Sauvignon Blanc 2015

Este foi a terceira experiência com este vinho, depois da prova das colheitas de 2013 e 2014.

Se as provas anteriores mostraram um vinho surpreendente e com potencial para se afirmar no panorama dos brancos, este 2015 parece mostrar já um valor seguro e que, ou muito me engano, ou ainda melhorou em relação aos anteriores.

Todo ele é elegância, harmonia e equilíbrio. Não prima por um aroma demasiado exuberante, mas mostra toda a frescura cítrica do Sauvignon Blanc com notas vegetais muito discretas, muito redondo na boca mas com boa estrutura e final vibrante mas suave.

O Fernão Pires parece, aqui, colocar algum travão no lado mais vegetal do Sauvignon, por um lado, e por outro confere-lhe uma estrutura mais envolvente. Um lote muito bem conseguido.

Em resumo: já é um dos meus brancos preferidos no país, e não tenho mais nada a acrescentar. Agora há que começar a explorar os outros vinhos deste produtor, mas a seu tempo lá chegaremos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Ninfa, Sauvignon Blanc 2015 (B)
Região: Tejo
Produtor: Sociedade Agrícola João Matos Barbosa & Filhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Sauvignon Blanc (95%), Fernão Pires (5%)
Preço em feira de vinhos: 6,95 €
Nota (0 a 10): 8,5

sexta-feira, 31 de março de 2017

No meu copo 593 - Pouca Roupa branco 2014; Vila Santa Reserva branco 2015

Continuamos no universo João Portugal Ramos, novamente com um dos lançamentos recentes, a que pude assistir.

Na mesma ocasião em que provámos o espumante também pudemos provar o branco Pouca Roupa, que foi outra bela surpresa.

Mostrou-se com boa estrutura e acidez, aroma intenso limonado e tropical, encorpado e persistente. Mais uma boa aposta num vinho de entrada de gama.

Já o Vila Santa Reserva branco, cuja primeira prova tinha sido em pleno, apresentou-nos depois duas garrafas, das colheitas de 2012 e 2013, com o vinho completamente decaído, sem acidez, reduzido, chato. Alguma coisa de estranho se deverá passar, pois não é normal que um branco caia tanto em tão pouco tempo.

Isto levou-me a adquirir mais uma garrafa, agora da colheita de 2015, que voltou ao nível normal, mais próximo da primeira prova. Boa estrutura, aroma intenso, acidez e persistência.

Mas atenção: duas colheitas consecutivas com o vinho em queda abrupta não auguram nada de bom!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos

Vinho: Pouca Roupa 2014 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Vila Santa Reserva 2015 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Alvarinho, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 29 de janeiro de 2017

No meu copo 579 - Cabeça de Toiro: Reserva tinto 2012; Reserva branco 2015

Estes dois vinhos foram uma oferta da Enoport, no final dum workshop de culinária patrocinado pela empresa em parceria com a Vaqueiro.

A Enoport, como se sabe, “herdou” o portefólio das Caves Velhas, e mantém aquele nome histórico no rótulo de alguns dos vinhos que produz actualmente, nomeadamente os antigos Bucellas.

Este Cabeça de Toiro Reserva tinto é uma repetição, depois duma prova da colheita de 2008. Apresenta-se com uma boa estrutura, bom aroma frutado com predominância de frutos vermelhos, muito fresco e apelativo na boca e com final suave e persistente. Merece entrar nas nossas sugestões.

Já o Reserva branco mostrou-se suave mas com aroma discreto, final elegante e persistente mas algo discreto na prova de boca. Apresenta uma interessante combinação de castas onde predomina o Arinto, que lhe confere a necessária frescura, complementada com algum tropical e vegetal das congéneres francesas.

Não deixa de ser um vinho agradável mas não está ao nível do tinto.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Tejo
Produtor: Enoport - Produção de bebidas

Vinho: Cabeça de Toiro Reserva 2012 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Castelão
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Cabeça de Toiro Reserva 2015 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Arinto (50%), Chardonnay, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 3,60 €
Nota (0 a 10): 7

domingo, 8 de janeiro de 2017

No meu copo 574 - Domaine Félix branco 2014; Villa Maria, Sauvignon Blanc 2015

Revisitamos dois produtores estrangeiros, que curiosamente também tínhamos visitado em conjunto na prova anterior: um francês, da Borgonha, e outro neozelandês, de Marlborough.

Começamos com este Domaine Félix 2014 da Borgonha, região onde são produzidos alguns dos melhores (ou talvez mesmo os melhores) brancos do mundo.

Não é um Sauvignon Blanc como este que já provámos da sub-região de Saint-Bris, mas um Chardonnay da sub-região de Chablis.

Comme d’habitude, revelou a elegância e a finesse que só estes brancos franceses apresentam. É medianamente encorpado, com fruta discreta e alguma mineralidade no nariz. Na boca é redondo, elegante, muito suave e macio. O final é envolvente, seco e com grande frescura.

Tal como o Sauvignon Blanc, não deixa de ser um belo vinho e, sobretudo, tem características irrepetíveis cá no burgo, portanto vale a pena conhecê-lo.

Quanto ao Villa Maria Sauvignon Blanc 2015, que já fez as nossas delícias noutras ocasiões, desta vez ficou aquém das expectativas, pois as características verdes do Sauvignon Blanc estavam marcadas em excesso, com demasiado aroma a pimentos verdes e sobrepor-se ao conjunto. Sabe-se que há determinados aromas típicos e mais marcantes em cada casta, mas tal como na comida com os temperos, quando há um sabor ou um aroma que se sobrepõe a tudo o resto o resultado não é famoso.

Foi o que aconteceu aqui, e foi pena. Talvez o vinho esteja demasiado novo e precise de amadurecer em garrafa, mas se não estivesse pronto não devia estar à venda. Se é uma questão de estilo, não gosto. Se foi uma colheita menos bem conseguida, resta esperar por uma próxima melhor.

Kroniketas, enófilo afrancesado

Vinho: Domaine Félix 2014 (B)
Região: Chablis - Borgonha (França)
Produtor: Hervé Félix – Saint-Bris-Le-Vineux
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Chardonnay
Preço: 12,35 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Villa Maria, Sauvignon Blanc 2015 (B)
Região: Marlborough (Nova Zelândia)
Produtor: Villa Maria Estate – Auckland
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 9,45 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 25 de junho de 2016

No meu copo 538 - Quinta da Bacalhôa branco 2012

E agora das terras do pó para Azeitão, onde residem os dois gigantes da região, paredes meias ao longo da Estrada Nacional 10.

Começamos pela Quinta da Bacalhôa.

Para além do clássico Quinta da Bacalhôa tinto, um dos pioneiros na utilização do estilo bordalês em Portugal com o lote Cabernet Sauvignon-Merlot, tivemos nos anos mais recentes o lançamento da marca com o nome da casa em versão branco.

É um bom vinho, bem estruturado, persistente e com alguma complexidade, envolvida por um ligeiro toque de madeira. Apresenta notas de frutos tropicais e algum mel, a par com algum floral.

No conjunto, embora seja um bom vinho, e à semelhança do que acontece com o tinto, este também não me encantou e não me parece que justifique o preço que custa. Por este preço, que de barato não tem nada, espera-se sempre algo mais.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Quinta da Bacalhôa 2012 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Bacalhôa Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Castas: Sémillon, Alvarinho, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 13,04 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 10 de abril de 2016

No meu copo 520 - Sauternes Château de l’École 2010

Estamos perante um dos vinhos doces mais famosos do mundo. A região de Sauternes, no sul de França, é desde há décadas uma referência na produção dos vinhos de sobremesa, a par do Tokay, da Hungria.

A oportunidade de adquirir uma garrafa destas surgiu num hipermercado onde, surpreendentemente, estava ao mesmo preço de outras marcas de vinhos de colheita tardia portugueses. Como nunca tinha provado um Sauternes, pensei “porque não?”

E assim se abriram e degustaram em dois tempos os 375 ml deste formato de meia garrafa. Revelou-se muito elegante, aromático e sem o travo a alguma podridão que por vezes marca negativamente alguns destes vinhos.

Ficámos, contudo, com a sensação de que há vinhos de colheita tardia em Portugal que podem ser tão bons ou melhores do que este. Provavelmente este não será um Sauternes de topo, mas valeu a pena a prova. Fez jus à fama que ostenta, mas não tanto como à partida se esperava.

Uma impressão a confirmar em próximas oportunidades.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Château de l’École 2010 (B)
Região: Sauternes (França)
Produtor: Julie Gonet Médeville - Gironde
Grau alcoólico: 13%
Castas: Sémillon, Sauvignon
Preço em hipermercado: 12,99 €
Nota (0 a 10): 8,5

sábado, 2 de abril de 2016

No meu copo 518 - Lagoalva Talhão 1 branco 2014

A Quinta da Lagoalva de Cima, situada a 2 km de Alpiarça, é um dos produtores da região Tejo que em anos recentes tem vindo a impor-se no panorama dos vinhos nacionais com uma variedade de produtos que passam pelos tintos, brancos e rosés, assim como vinhos de lote ou mono e bi-varietais.

Este que agora tivemos oportunidade de apreciar era uma marca desconhecida. Comprei-o por curiosidade para ver como era. A referência ao “Talhão 1” remete-nos para uma parcela de vinha específica, sendo composto por um lote alargado, e pouco vulgar, de 5 castas! Curiosamente, são algumas das minhas castas brancas preferidas... No entanto, esse facto por si só não garante nada de especial, pois por vezes a mistura de muitas castas transforma um vinho que pretendia ser quase tudo a resultar em quase nada. Ainda recentemente tivemos uma experiência desse género com um tinto, igualmente produzido com 5 castas tintas, nacionais e estrangeiras.

Este branco ribatejano, contudo, resultou bem, Cor amarela citrina, aroma intenso a fruta tropical e citrina, na boca é fresco, suave, delicado e medianamente persistente. Aparentemente conseguiu-se juntar ali as melhores características de cada casta, juntando a estrutura, a frescura, a acidez, o frutado, a suavidade e a persistência nas doses certas. Nenhuma casta marca o vinho de forma evidente, antes se complementam na conta e medida necessárias.

Portanto, um bom resultado, um vinho agradável e simples sem ser simplório, e um preço convidativo. A rever.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Lagoalva Talhão 1 2014 (B)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Lagoalva de Cima
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Alvarinho, Fernão Pires, Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 3,75 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 24 de março de 2016

No meu copo 517 - Ninfa, Sauvignon Blanc 2014

Segunda prova deste vinho, adquirido pela primeira vez com a Revista de Vinhos e que foi uma belíssima revelação.

Após a primeira prova fiquei com a certeza de que era preciso voltar à carga, e esta segunda prova confirmou e reforçou as primeiras impressões. Quem me conhece sabe que sou fã das castas com designações Cabernet e Sauvignon, e este branco mostrou um Sauvignon Blanc no seu melhor.

Ligeiramente vegetal mas sem ser em demasia, mais marcado pela fruta tropical e cítrica, bastante frescura na boca e boa persistência com final elegante.

É um vinho que se bebe com prazer, e dei por mim, subitamente, após deglutir mais um golo, a exclamar “adoro esta casta”... Porque temos aqui um belíssimo exemplar, que faz jus ao melhor que a casta nos pode dar, e confirmou-se já como um valor seguro, pelo que passa também a fazer parte das nossas escolhas e da lista de brancos que teremos sempre na garrafeira.

Beba-se com entradas, peixes delicados e requintados. Um vinho elegante para comidas elegantes.

Muito bom. Fiquei fã.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Ninfa, Sauvignon Blanc 2014 (B)
Região: Tejo (Rio Maior)
Produtor: Sociedade Agrícola João Matos Barbosa & Filhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Sauvignon Blanc, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 6,95 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 20 de março de 2016

No meu copo 516 - Casa Ermelinda Freitas, Sauvignon Blanc e Verdelho 2012

Passados alguns anos desde a prova anterior deste vinho, esta prova duma colheita dois anos depois mais nova, e adquirida em 2014, mostrou-se uma surpresa.

Se na prova anterior o vinho se mostrou algo curto e incaracterístico, agora aconteceu o contrário: encorpado, aromático e persistente, com muito equilíbrio entre estrutura e suavidade, apresentou-se em excelente forma e com sinais de que poderia durar mais tempo em garrafa.

Talvez este vinho seja um exemplo de que, afinal, os brancos não são todos para beber muito jovens, logo após o ano de colheita. Ou a colheita foi muito boa, ou o lote foi afinado, ou o tempo de repouso fez-lhe bem e foi buscar as melhores qualidades do vinho. A matéria-prima, essa, era promissora, portanto se o produto não for bom algo correu mal no processo.

Neste caso tivemos um vinho muito gastronómico, muito vivo e de aroma muito intenso, pronto para se bater com pratos de peixe elaborados e complexos.

Muito bem. Entra também para as nossas escolhas.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Casa Ermelinda Freitas, Sauvignon Blanc e Verdelho 2010 (B)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Casa Ermelinda Freitas
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 16 de março de 2016

No meu copo 515 - Quinta do Gradil, Sauvignon Blanc e Arinto 2013


Já começa a ser um clássico nas nossas compras. Este branco bi-varietal da Quinta do Gradil, produzido com duas das castas brancas de que mais gosto, tem vindo a constituir-se como uma referência quase constante nas nossas garrafeiras.

Apresenta-se com uma cor citrina, aromas intensos com notas de frutos brancos e alguma tropicalidade. Na boca mostra boa acidez, frescura, estrutura média e boa persistência.

Não muito complexo, não se espere dele que seja parceiro de pratos muito elaborados e exigentes, mas que requeiram frescura e alguma leveza, sem grandes complicações.

Com boa relação qualidade-preço, é mais um para figurar nas nossas escolhas.

Kroniketas, enófilo esclarecido



Vinho: Quinta do Gradil, Sauvignon Blanc e Arinto 2013 (B)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Sauvignon Blanc, Arinto
Preço em feira de vinhos: 4,75 €
Nota (0 a 10): 7,5

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

No meu copo 495 - Ramos Pinto: as duas quintas em brancos

Bons Ares branco 2013; Duas Quintas branco 2014


Agora que o consulado de João Nicolau de Almeida como responsável máximo pelos vinhos da Casa Ramos Pinto se aproxima do fim, anunciado pelo próprio, e depois da prova vertical que assinalou os 25 anos do Duas Quintas tinto no Encontro com o Vinho e os Sabores 2015, é uma boa oportunidade para apreciar alguns dos vinhos da casa que têm sido lançados ao longo do último quarto de século.

Não temos sido grandes frequentadores dos brancos da Ramos Pinto, incidindo mais nos tintos. Mas duas compras recentes permitiram provar dois brancos de marcas emblemáticas que já têm nome feito nos tintos: o Bons Ares, proveniente da quinta com o mesmo nome, e o Duas Quintas, que tal como o tinto junta as uvas desta quinta às uvas da Quinta de Ervamoira.

A Quinta dos Bons Ares é a que fica situada em altitude, cerca de 600 m acima do nível do mar, e tem solo granítico. É daqui que vêm habitualmente as uvas que conferem mais frescura e acidez aos vinhos. Este lote de Viosinho e Rabigato, castas tradicionais durienses, associado ao Sauvignon Blanc (cuja incorporação no lote o torna vinho Regional Duriense em vez de DOC Douro) resultou num vinho fresco, aromático, medianamente estruturado e persistente, com um final suave. No sabor apresenta-se com algum citrino e um ligeiro vegetal com leves notas tropicais, que denota a presença do Sauvignon Blanc. Acidez elegante, sem ser impositiva.

Um vinho extremamente equilibrado, onde parece que nada foi deixado ao acaso, com todas as componentes presentes na dose certa, de forma mais ou menos discreta e sem exageros, formando assim um conjunto versátil que pode ligar bem com peixes sofisticados e carnes não muito pesadas de forma quase indistinta – experimentei as duas variantes e ambas resultaram em pleno. É um branco de meia estação, o que o torna versátil para múltiplas ocasiões.

Temos assim mais um branco para acrescentar à nossa lista de preferências e a manter debaixo de olho.

Quanto à versão em branco do Duas Quintas, que temos provado amiudadamente em tinto e que temos sempre em stock, segue um pouco a linha do tinto em comparação com o Bons Ares. Aqui o lote contém Arinto em vez de Sauvignon Blanc, mantendo-se as outras duas castas. O vinho mostra-se mais estruturado e com mais corpo, mas com menos frescura e suavidade – a proveniência, da Quinta de Ervamoira, de uvas com maturação mais profunda (como reza o contra-rótulo do tinto) traz alguma complexidade e persistência ao vinho mas retira-lhe alguma elegância, o que no caso destes dois brancos torna o Bons Ares um pouco mais apelativo. O Duas Quintas é um vinho mais de Inverno e para pratos mais fortes.

De todo o modo, foi uma comparação de estilos muito interessante e, conforme o acompanhamento que se pretende, temos dois perfis de vinho diferentes à escolha do consumidor. Pessoalmente, o Bons Ares vai mais ao encontro do meu gosto.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto

Vinho: Bons Ares 2013 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Rabigato, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Duas Quintas 2014 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Rabigato, Viosinho, Arinto
Preço em feira de vinhos: 9,59 €
Nota (0 a 10): 7,5