Revisitamos dois produtores estrangeiros, que curiosamente também tínhamos visitado em conjunto na prova anterior: um francês, da Borgonha, e outro neozelandês, de Marlborough.
Começamos com este Domaine Félix 2014 da Borgonha, região onde são produzidos alguns dos melhores (ou talvez mesmo os melhores) brancos do mundo.
Não é um Sauvignon Blanc como este que já provámos da sub-região de Saint-Bris, mas um Chardonnay da sub-região de Chablis.
Comme d’habitude, revelou a elegância e a finesse que só estes brancos franceses apresentam. É medianamente encorpado, com fruta discreta e alguma mineralidade no nariz. Na boca é redondo, elegante, muito suave e macio. O final é envolvente, seco e com grande frescura.
Tal como o Sauvignon Blanc, não deixa de ser um belo vinho e, sobretudo, tem características irrepetíveis cá no burgo, portanto vale a pena conhecê-lo.
Quanto ao Villa Maria Sauvignon Blanc 2015, que já fez as nossas delícias noutras ocasiões, desta vez ficou aquém das expectativas, pois as características verdes do Sauvignon Blanc estavam marcadas em excesso, com demasiado aroma a pimentos verdes e sobrepor-se ao conjunto. Sabe-se que há determinados aromas típicos e mais marcantes em cada casta, mas tal como na comida com os temperos, quando há um sabor ou um aroma que se sobrepõe a tudo o resto o resultado não é famoso.
Foi o que aconteceu aqui, e foi pena. Talvez o vinho esteja demasiado novo e precise de amadurecer em garrafa, mas se não estivesse pronto não devia estar à venda. Se é uma questão de estilo, não gosto. Se foi uma colheita menos bem conseguida, resta esperar por uma próxima melhor.
Kroniketas, enófilo afrancesado
Vinho: Domaine Félix 2014 (B)
Região: Chablis - Borgonha (França)
Produtor: Hervé Félix – Saint-Bris-Le-Vineux
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Chardonnay
Preço: 12,35 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Villa Maria, Sauvignon Blanc 2015 (B)
Região: Marlborough (Nova Zelândia)
Produtor: Villa Maria Estate – Auckland
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 9,45 €
Nota (0 a 10): 7,5
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domingo, 8 de janeiro de 2017
sábado, 7 de dezembro de 2013
No meu copo 351 - Domaine Felix, Sauvignon 2010; Villa Maria, Sauvignon Blanc 2012
Depois do fabuloso jantar com vinhos franceses no restaurante Jacinto, foi com alguma expectativa que voltei aos vinhos franceses, neste caso com um monocasta de Sauvignon Blanc de Saint-Bris, sub-região da Borgonha, produzido por Domaine Felix et Fils.
Sem ser um vinho excepcional como outros (a memória do fabuloso Domaine Laroche Les Vaudevey ainda estava muito presente), apresentou, como se esperava, aquela suavidade e finesse dos brancos borgonheses, que os torna diferentes de tudo aquilo que já bebi em termos de brancos. Pontuado pelos aromas da casta, com notas tropicais e algum citrino, destaca-se a frescura e elegância num conjunto muito agradável.
Já o Villa Maria foi uma repetição, depois da prova da colheita de 2011 há cerca de um ano, apresentando-se mais estruturado e marcadamente tropical e com algum floral, confirmou as impressões da prova anterior, também com bastante frescura, sendo um vinho apetitoso de que apetece beber sempre mais um copo. Entre os monocasta de Sauvignon Blanc que invadiram o planeta (e esta casta também vai tendo os seus opositores), este será porventura um dos mais conceituados e bem sucedidos. Embora de preço superior, é um vinho com todas as condições para agradar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Domaine Felix, Sauvignon 2010 (B)
Região: Saint-Bris - Borgonha (França)
Produtor: Domaine Felix et Fils – Saint-Bris-Le-Vineux
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em hipermercado: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Villa Maria, Sauvignon Blanc 2012 (B)
Região: Marlborough (Nova Zelândia)
Produtor: Villa Maria Estate – Auckland
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço: 10,95 €
Nota (0 a 10): 8,5
Sem ser um vinho excepcional como outros (a memória do fabuloso Domaine Laroche Les Vaudevey ainda estava muito presente), apresentou, como se esperava, aquela suavidade e finesse dos brancos borgonheses, que os torna diferentes de tudo aquilo que já bebi em termos de brancos. Pontuado pelos aromas da casta, com notas tropicais e algum citrino, destaca-se a frescura e elegância num conjunto muito agradável.
Já o Villa Maria foi uma repetição, depois da prova da colheita de 2011 há cerca de um ano, apresentando-se mais estruturado e marcadamente tropical e com algum floral, confirmou as impressões da prova anterior, também com bastante frescura, sendo um vinho apetitoso de que apetece beber sempre mais um copo. Entre os monocasta de Sauvignon Blanc que invadiram o planeta (e esta casta também vai tendo os seus opositores), este será porventura um dos mais conceituados e bem sucedidos. Embora de preço superior, é um vinho com todas as condições para agradar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Domaine Felix, Sauvignon 2010 (B)
Região: Saint-Bris - Borgonha (França)
Produtor: Domaine Felix et Fils – Saint-Bris-Le-Vineux
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em hipermercado: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Villa Maria, Sauvignon Blanc 2012 (B)
Região: Marlborough (Nova Zelândia)
Produtor: Villa Maria Estate – Auckland
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço: 10,95 €
Nota (0 a 10): 8,5
sábado, 29 de dezembro de 2012
No meu copo 297 - Villa Maria, Sauvignon Blanc 2011
Este estava em agenda há bastante tempo. Já tínhamos provado uma colheita anterior que tinha agradado sobremaneira, e agora aproveitando uma promoção na Wine O’Clock foram adquiridas algumas garrafas para distribuir pelos “suspeitos do costume”.
Um encontro de amigos foi pretexto para levar a garrafa que foi sendo consumida durante a degustação dos acepipes de entrada. Dentre as várias proveniências dos vinhos desta casta, praticamente universal, a neozelandesa está muito bem conceituada e neste particular a casa Villa Maria é tida como uma das melhores.
Muito fresco e bem estruturado na boca, com aromas tropicais e um ligeiro floral a marcarem o conjunto, mostra ser um vinho branco que pode agradar em diversas ocasiões e com diversos tipos de pratos. Versátil, agradável, vibrante e ao mesmo tempo suave, não há como não gostar dele.
Para quem, como eu, é fã dos vinhos desta casta, esta marca torna-se uma referência obrigatória.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Villa Maria, Sauvignon Blanc 2011 (B)
Região: Marlbourough (Nova Zelândia)
Produtor: Villa Maria Estate - Auckland
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço: 11,35 €
Nota (0 a 10): 8,5
Um encontro de amigos foi pretexto para levar a garrafa que foi sendo consumida durante a degustação dos acepipes de entrada. Dentre as várias proveniências dos vinhos desta casta, praticamente universal, a neozelandesa está muito bem conceituada e neste particular a casa Villa Maria é tida como uma das melhores.
Muito fresco e bem estruturado na boca, com aromas tropicais e um ligeiro floral a marcarem o conjunto, mostra ser um vinho branco que pode agradar em diversas ocasiões e com diversos tipos de pratos. Versátil, agradável, vibrante e ao mesmo tempo suave, não há como não gostar dele.
Para quem, como eu, é fã dos vinhos desta casta, esta marca torna-se uma referência obrigatória.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Villa Maria, Sauvignon Blanc 2011 (B)
Região: Marlbourough (Nova Zelândia)
Produtor: Villa Maria Estate - Auckland
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço: 11,35 €
Nota (0 a 10): 8,5
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