A região vitivinícola de Lisboa movimenta-se.
Por toda a extensa área aparecem produtores com vinhos de qualidade e ganham o seu espaço no mercado. Nomes como AdegaMãe, Casa Santos Lima, Companhia Agrícola do Sanguinhal, Enoport, Quinta do Monte d’Oiro, Quinta de Chocapalha, Quinta de Pancas, Quinta do Gradil, Quinta de Sant´Ana do Gradil, Wine Ventures, são alguns dos que se destacam no actual panorama com vinhos de qualidade e que deixaram definitivamente para trás a era do vinho a granel, muito e mau.
Hoje falamos pela primeira vez dum dos produtores mais recentes entre os referidos. A AdegaMãe surgiu próximo de Torres Vedras, na freguesia da Ventosa, pela mão do grupo Riberalves, dispondo de 30 hectares de vinha e uma capacidade de produção de 1,2 milhões de litros por ano.
Uma das suas marcas de destaque é esta, Dory. Composta por várias referências, tivemos oportunidade de provar recentemente o colheita branco e o Reserva tinto.
Sendo dois vinhos substancialmente diferentes no preço, o mesmo se verifica na qualidade. O Reserva tinto 2013 apresenta-se pujante, com aroma vinoso e alguma salinidade a fazer lembrar o ar atlântico, com notas de fruta madura. Na cor apresenta-se carregado e compacto, e na boca mostra uma estrutura envolvente, persistente e arredondada, com final fresco, intenso e longo. Muito bem no estado de evolução, mostrou estar num ponto óptimo de consumo com pratos de carne bem temperados e algo desafiantes.
O branco 2015, pelo contrário, mostrando a acidez e frescura habituais por estas paragens da Estremadura, apresentou-se delgado e de corpo, com aroma discreto, corpo médio e final suave mas curto. Nada de surpreendente dada a diferença de patamar entre os dois vinhos provados.
Dito isto, há que experimentar as alternativas, e investir no branco Reserva. A julgar pelo tinto, promete.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Lisboa (Torres Vedras)
Produtor: AdegaMãe, Soc. Agrícola
Vinho: Dory Reserva 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot
Preço em feira de vinhos: 9,45 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Dory 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Alvarinho, Arinto, Viognier
Preço em feira de vinhos: 2,99 €
Nota (0 a 10): 7
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segunda-feira, 16 de julho de 2018
No meu copo 686 - Dory Reserva tinto 2013; Dory branco 2015
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
No meu copo 357 - Vinhos a caminho dos 10 anos (1): Tintos da Estremadura
Grand’Arte, Touriga Nacional 2003; Monte Judeu, Aragonês 2004; Quinta das Cerejeiras Reserva 2003; Quinta de São Francisco 2005




A par das relíquias que de vez em quando vamos desbastando em conjunto, com especial incidência nos tintos velhos do Dão e da Bairrada – e de que aqui vamos dando conta –, há alguns vinhos que vão ficando esquecidos na garrafeira. Não é a melhor ocasião, deixa-se para a próxima, olha-se para outros, e quando damos por nós há uma série de vinhos que estão rapidamente a caminhar para a dezena de anos.
Um risco? Um problema? Nunca sabemos até abrir as garrafas. Felizmente temos comprovado que, na maior parte dos casos, mesmo aqueles vinhos que à partida não estariam, em teoria, destinados a envelhecer, acabam por comportar-se excelentemente quando bebidos alguns anos após aquilo que lhes teríamos vaticinado como “prazo de validade expectável”. Acresce que na maioria dos casos se trata de vinhos provenientes de regiões que não são aquelas mais vocacionadas para a conservação de “vinhos velhos”, ou pelo menos não muito jovens.
Foi a olhar para vários desses casos que comecei a ir buscar à garrafeira alguns vinhos de 2003, 2004, 2005, que ainda por lá estão porque foram ficando para trás. Como estarão eles, pensei? Será que já estão em declínio? Estarão a morrer?
E foi assim que comecei a abrir garrafa após garrafa, indo buscar às várias regiões estes vinhos “esquecidos”, com alguma curiosidade sobre o que iria encontrar em cada um. Tentarei deixar aqui algumas impressões sobre o que fui encontrando. Neste caso vou centrar-me, para já, em vinhos de duas regiões vizinhas, Tejo (ex-Ribatejo) e Lisboa (ex-Estremadura), todos eles ainda rotulados com as denominações de origem antigas.
Comecemos pelos estremenhos.
- Grand’ Arte, Touriga Nacional 2003: equilibrado, estruturado, aromático e suave.
- Monte Judeu, Aragonês 2004: encorpado, estruturado, robusto e adstringente, mas com grande aroma, pontuado por frutos vermelhos maduros. Carnes bem temperadas serão boa companhia. Estagiou 3 meses em madeira. É um vinho que em novo apresenta taninos muito rijos, com grande adstringência e muito potente na boca. O tempo acaba por amansar-lhe bastante os taninos, embora perca alguma vivacidade. Embora seja um vinho que inicialmente se apresenta algo agressivo, feito o balanço acho que o prefiro mais novo, pois tem lá todas as características intactas, impressão que já tinha colhido aquando da prova anterior.
- Quinta das Cerejeiras Reserva 2003: cheio de pujança, profundidade aromática e persistência. Madeira muito bem integrada e amaciada pelo tempo. Um vinho para continuar a durar na garrafa.
- Quinta de São Francisco 2005: cor rubi, aroma frutado, sabor suave. Já passou o ponto, está em declínio, o aroma apresenta-se cansado e pouco exuberante.
Em jeito de balanço, em quatro garrafas três delas estavam em perfeito estado de conservação, sendo que curiosamente o único vinho em claro declínio era o mais novo, com 8 anos de idade. Portanto, o resultado não defraudou nem me deixou pessimista quanto ao futuro destes vinhos e ao estado dos próximos a consumir.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Grand’ Arte, Touriga Nacional 2003 (T)
Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: DFJ Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,75 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Monte Judeu, Aragonês 2004 (T)
Região: Lisboa (Torres Vedras)
Produtor: Adega Cooperativa de Dois Portos
Grau alcoólico: 14%
Casta: Aragonês
Preço: cerca de 9 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Quinta das Cerejeiras Reserva 2003 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Companhia Agrícola do Sanguinhal
Grau alcoólico: 14%
Castas: Castelão, Aragonês, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 11,95 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Quinta de São Francisco 2005 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Companhia Agrícola do Sanguinhal
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Castelão, Aragonês, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,75 €
Nota (0 a 10): 5
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domingo, 6 de junho de 2010
No meu copo 275 - Veuve Clicquot Ponsardin; Quinta de Sant’Ana Sauvignon Blanc 2008; Colares Fundação Oriente branco 2008; Aneto branco 2009
A final da Liga dos Campeões, que (re)consagrou o português José Mourinho e que desta vez teve lugar a um sábado ao final da tarde, foi ouro sobre azul para mais um encontro do núcleo duro dos Comensais Dionisíacos composto por Kroniketas, Mancha, Politikos e tuguinho. Apesar do oiro e do azul, a contenda iniciou-se com uma evocação vermelha, a vitória do Benfica na Super Liga 2009-2010. Resta dizer, para os que ainda não sabem, que no núcleo duro dos Comensais há um empate entre cores: dois vermelhos – Kroniketas e tuguinho – e dois verdes – Mancha e Politikos. Os vermelhos pagaram o champagne, um Veuve Clicquot Ponsardin, com o qual se iniciou a refeição, brindando os primeiros à vitória do SLB e os segundos «à nossa», não sem deixarem de reconhecer com fair-play que o SLB foi um justo vencedor. Fomos debicando umas lascas de presunto e de queijo e ao mesmo tempo beberricando o champagne que se revelou um excelente companheiro das entradas e confirmou as qualidades que já lhe eram conhecidas de outros prélios. É que o champagne vai bem com tudo. Primeiro estranha-se mas depois entranha-se. Bolha fina e persistência na boca fazem deste Veuve Clicquot sempre uma boa escolha.O tempo estava quente, pelo que se havia acertado previamente uma refeição só com brancos. Alinharam à mesa: um William Fevre Sauvignon Blanc 2004, um Quinta de Sant’Ana Sauvignon Blanc 2008, um Colares D.O.C. Fundação Oriente 2008 e um Aneto 2009.
O primeiro a vir à liça, o William Fevre Sauvignon Blanc 2004, estava passado, pelo que foi de imediato dispensado. Acontece algumas vezes, felizmente poucas. O vinho é um produto orgânico, um ser vivo, que vive, cresce e morre. E este, ainda que anteriormente provado com excelentes resultados, já havia dado a alma ao Criador!
Passámos ao segundo, uma aquisição muito recente e que nem sequer chegou a ganhar pó na garrafeira comunitária, o Quinta de Sant’Ana Sauvignon Blanc 2008, que se revelou de grande qualidade. É um vinho regional da Estremadura, proveniente da Quinta de Sant’Ana, na aldeia do Gradil, perto de Mafra. Apresenta-se com uma cor dourada, fresco e mineral no nariz, com ligeiro toque floral. Na boca, mostra uma estrutura média, uma acidez domada e no ponto e uma assinalável persistência. Algumas notas vegetais no palato conferem-lhe alguma diferença em relação a outros brancos. Não conhecíamos e foi uma agradável surpresa, das melhores da noite. Tanto que lhe atribuímos a melhor das notas: 8,5. O rótulo e o logótipo da Quinta sendo simples e depurados são também elegantes, como o vinho, aliás. Roupa e produto casam assim na perfeição.
Importa dizer que este e os outros que se lhe seguiram tiveram de se bater com um arroz de tamboril muito malandrinho e caldoso confeccionado por mestre Mancha, com o qual procuramos mostrar-nos menos carnívoros do que habitualmente. E já que estávamos na Estremadura, passámos, sem fugir muito, a um Colares D.O.C. Fundação Oriente 2008, um vinho produzido em chão de areia. Apresenta uma cor de água, quase transparente no copo e um aroma de grande frescura, com notas vegetais. Na boca apresenta-se algo delgado, alguma acidez e um final de boca curto. É um vinho diferente, mais suave, mesmo na graduação alcoólica, 12,5º, com alguma personalidade, não deixando de ser gastronómico, recomendável para pratos simples e despretensiosos.
O último a tomar assento à mesa foi o Aneto 2009, um blend que combina as castas Viosinho, Rabigato, Gouveio e Malvasia Fina. É um vinho pujante nos aromas a fruta tropical. No contra-rótulo não se refere a permanência em cave e por consequência em madeira, mas mesmo assim mostra estrutura, carácter e complexidade. A acidez está lá mas não em excesso, o que muitas vezes descaracteriza os brancos. É claramente uma boa aposta para branco e com uma boa relação preço/qualidade. De notar que o enólogo deste vinho, Francisco Montenegro, é o mesmo do Bétula, de que tivemos oportunidade de degustar duas garrafas generosamente oferecidas pelo produtor, e que muito nos agradaram tal como este Aneto.
No final, fechámos a refeição com a já tradicional mousse de chocolate preto com natas, decoradas com granulado de chocolate, e os mais aficionados das bebidas brancas ainda encontraram espaço para um golinho de uma aguardente húngara de nome Meggy feita a partir de cerejas ou ginjas. Suave e macia e com a cereja/ginja muito presente no nariz e na boca. Uma boa aposta em matéria de aguardentes. Para os interessados, o Mancha, que é fã de bebidas brancas, comprou-a no El Corte Inglés.
Politikos e Kroniketas, enófilos desta vez numa de brancos
Vinho: Veuve Clicquot - Champagne Brut (B)
Nota (0 a 10): 9
Vinho: Quinta de Sant’Ana, Sauvignon Blanc 2008 (B)
Região: Lisboa (Torres Vedras)
Produtor: Quinta de Sant’Ana do Gradil
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço: 16,45 €
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Colares Fundação Oriente 2008 (B)
Região: Colares
Produtor: Quinta das Vinhas de Areia, Soc. Agrícola
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: não mencionadas
Preço: 14,35 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Aneto 2009 (B)
Região: Douro
Produtor: Sobredos - Produção e Comércio de Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Rabigato, Gouveio, Malvasia Fina
Preço : 11,60 €
Nota (0 a 10): 8
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
No meu copo 92 - Monte Judeu, Aragonês 2002
Há pouco mais de três anos desloquei-me em família para um almoço de aniversário ao restaurante “O Labrego”, na Feliteira, perto de Dois Portos (na zona de Torres Vedras). Este restaurante ainda há-de merecer uma apreciação mais detalhada aqui nas Krónikas Viníkolas depois duma visita que se espera para breve, mas por agora o que interessa referir é que ao escolher o vinho foi-nos apresentado pelo responsável um tal Monte Judeu de 2002, da Adega Cooperativa de Dois Portos, da casta Aragonês.
Comecei por torcer o nariz porque os vinhos que conhecia da zona de Torres Vedras eram dos piores que já tinha bebido, mas como nos foi dito que o referido vinho tinha sido premiado resolvemos arriscar. O almoço era cabrito no forno com arroz de miúdos (divinal, por sinal) e pedia um vinho bem encorpado e com alguma robustez, e a casta Aragonês parecia ser uma garantia de qualidade que poderia também fornecer essas características.
O resultado foi mais uma surpresa pela positiva. Apareceu-nos um vinho cheio de pujança, com bastante corpo a envolver o conjunto e com os taninos bem vivos a marcar uma adstringência final, associados a um certo carácter apimentado típico da casta. Sem dúvida, um vinho ainda por domar, pois tinha apenas um ano de existência, a precisar de algum tempo de garrafa.
Perante tão surpreendente revelação, no final adquirimos duas garrafas para levar para casa, cabendo-me ficar com uma que agora abri. Passaram três anos e agora o vinho apresentou-se muito mais macio, os taninos já quase não se notam, bebe-se com muito mais facilidade. Curiosamente, no entanto... fiquei com saudades do que tinha bebido há 3 anos. Aquela agressividade que tinha enquanto novo e que entretanto perdeu parecia, afinal, ser a própria alma do vinho. Acho que esperei tempo demais para ver como ele evoluiu. Tornou-se um vinho diferente que ganhou em suavidade o que perdeu em juventude e pujança. Como entretanto adquiri um exemplar de 2003, vou tratar de bebê-lo rapidamente para ver se ainda o apanho em plena força.
A conclusão que tiro desta experiência é que vale a pena bebê-lo novo para lhe apreciar toda a vivacidade que o afasta da vulgaridade.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Monte Judeu, Aragonês 2002 (T)
Região: Estremadura (Torres Vedras)
Produtor: Adega Cooperativa de Dois Portos
Grau alcoólico: 13%
Casta: Aragonês
Preço: cerca de 9 €
Nota (0 a 10): 7,5
Comecei por torcer o nariz porque os vinhos que conhecia da zona de Torres Vedras eram dos piores que já tinha bebido, mas como nos foi dito que o referido vinho tinha sido premiado resolvemos arriscar. O almoço era cabrito no forno com arroz de miúdos (divinal, por sinal) e pedia um vinho bem encorpado e com alguma robustez, e a casta Aragonês parecia ser uma garantia de qualidade que poderia também fornecer essas características.
O resultado foi mais uma surpresa pela positiva. Apareceu-nos um vinho cheio de pujança, com bastante corpo a envolver o conjunto e com os taninos bem vivos a marcar uma adstringência final, associados a um certo carácter apimentado típico da casta. Sem dúvida, um vinho ainda por domar, pois tinha apenas um ano de existência, a precisar de algum tempo de garrafa.
Perante tão surpreendente revelação, no final adquirimos duas garrafas para levar para casa, cabendo-me ficar com uma que agora abri. Passaram três anos e agora o vinho apresentou-se muito mais macio, os taninos já quase não se notam, bebe-se com muito mais facilidade. Curiosamente, no entanto... fiquei com saudades do que tinha bebido há 3 anos. Aquela agressividade que tinha enquanto novo e que entretanto perdeu parecia, afinal, ser a própria alma do vinho. Acho que esperei tempo demais para ver como ele evoluiu. Tornou-se um vinho diferente que ganhou em suavidade o que perdeu em juventude e pujança. Como entretanto adquiri um exemplar de 2003, vou tratar de bebê-lo rapidamente para ver se ainda o apanho em plena força.
A conclusão que tiro desta experiência é que vale a pena bebê-lo novo para lhe apreciar toda a vivacidade que o afasta da vulgaridade.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Monte Judeu, Aragonês 2002 (T)
Região: Estremadura (Torres Vedras)
Produtor: Adega Cooperativa de Dois Portos
Grau alcoólico: 13%
Casta: Aragonês
Preço: cerca de 9 €
Nota (0 a 10): 7,5
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