Foi o primeiro contacto com este vinho na nova fase da Quinta da Pacheca. É um vinho de cor rubi, com aroma intenso a frutos vermelhos.
Na boca é bem estruturado, revelando macieza com taninos presentes mas redondos. O final é complexo e persistente, com um ligeiro toque a especiarias.
Bom, mas talvez um pouco exagerado no preço.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Pacheca Reserva Vinhas Velhas 2014 (T)
Região: Douro
Produtor: Quinta da Pacheca, Sociedade Agrícola e Turística
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tinto Cão, Sousão, Tinta Amarela
Preço em feira de vinhos: 12,19 €
Nota (0 a 10): 8
O blog onde os néctares de Baco nunca se entornam
Blog livre do Aborto Horto Gráfico
Mostrar mensagens com a etiqueta Sousao. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sousao. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
No meu copo 622 - Quinta da Soalheira 2013
Foi a primeira prova deste vinho da Borges produzido no Douro. Já provámos diversos vinhos desta empresa, mas nunca esta marca. A Quinta da Soalheira situa-se nas margens do rio Torto, próximo de São João da Pesqueira.
O vinho mostra uma cor e um aroma que revelam o perfil típico do Douro naquilo que ele tem de melhor.
Encorpado, persistente, estruturado e longo, apresenta aromas a frutos do bosque, taninos bem presentes e sólidos e final com notas a especiarias.
Pelo preço que custa é uma excelente aposta.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta da Soalheira 2013 (T)
Região: Douro
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca, Tinto Cão, Sousão
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 8
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
No meu copo 564 - Desconhecido 2013
Este era absolutamente desconhecido. Foi dado a provar por um amigo num almoço entre diversos convivas.
Oriundo do Douro e produzido com duas das castas tradicionais e uma redescoberta mais recentemente, mostrou um aroma vinoso e intenso, com alguma predominância de notas a frutos silvestres. Corpo pujante e estruturado, taninos ainda por polir, conferindo-lhe alguma adstringência. Pareceu ter potencial de evolução mas precisa de tempo em garrafa para integrar melhor os aromas e ficar mais redondo.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Desconhecido 2013 (T)
Região: Douro
Produtor: António Gonçalves Osório
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Sousão
Preço: 7,50 €
Nota (0 a 10): 8
Oriundo do Douro e produzido com duas das castas tradicionais e uma redescoberta mais recentemente, mostrou um aroma vinoso e intenso, com alguma predominância de notas a frutos silvestres. Corpo pujante e estruturado, taninos ainda por polir, conferindo-lhe alguma adstringência. Pareceu ter potencial de evolução mas precisa de tempo em garrafa para integrar melhor os aromas e ficar mais redondo.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Desconhecido 2013 (T)
Região: Douro
Produtor: António Gonçalves Osório
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Sousão
Preço: 7,50 €
Nota (0 a 10): 8
terça-feira, 30 de setembro de 2014
No meu copo 406 - Douro Borges Reserva 2005; Douro Borges Reserva 2008
Na mesma ocasião da abertura do Cedro do Noval, referido no post anterior, abrimos também um Borges Reserva 2005. Ambos adquiridos em 2009, tínhamos todas as razões para supor que aguentaria bem a prova do tempo, e depois da prova do Noval ainda mais. Normalmente os vinhos da Borges não nos desiludem (as provas mais recentes de alguns do Dão confirmam-no) e os vinhos do Douro habitualmente envelhecem bem.
No entanto, para nossa surpresa, esta garrafa acabou por decepcionar. A primeira impressão, a visual, mostrou um vinho de cor rubi carregada, não denotando demasiada evolução, o que acabou por não se confirmar no nariz, onde apresentou desde logo sinais de aroma algo cansado. Na prova de boca, mesmo depois de decantado e arejado durante algum tempo, mostrou-se concentrado, estruturado e volumoso, mas confirmou os sinais de ter passado o melhor ponto. Sinais de fruta nenhuns, evolução em demasia, sem frescura e com a acidez a ir-se embora.
Não estava propriamente imbebível, longe disso, mas em queda acentuada, ou então apenas a atravessar um patamar de evolução menos favorável, pois como foi dito atrás a cor não indiciava evolução excessiva.
Foi pena, porque a expectativa era elevada, aliás na justa medida do preço.
Depois desta tivemos oportunidade de voltar à carga com o Reserva de 2008, que estava em bastante melhor estado. Apresentou-se macio e redondo, não muito exuberante de aroma, com algumas notas discretas de frutos pretos e ligeira tosta da madeira. Na boca apresentou persistência média e final algo discreto.
Esperava-se talvez um pouco mais de complexidade e exuberância aromática, e embora não sendo uma decepção como a garrafa de 2005, também não encantou.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Vinho: Borges Reserva 2005 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca
Preço: 11,60 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Borges Reserva 2008 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Nacional, Sousão
Preço: 11,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
No entanto, para nossa surpresa, esta garrafa acabou por decepcionar. A primeira impressão, a visual, mostrou um vinho de cor rubi carregada, não denotando demasiada evolução, o que acabou por não se confirmar no nariz, onde apresentou desde logo sinais de aroma algo cansado. Na prova de boca, mesmo depois de decantado e arejado durante algum tempo, mostrou-se concentrado, estruturado e volumoso, mas confirmou os sinais de ter passado o melhor ponto. Sinais de fruta nenhuns, evolução em demasia, sem frescura e com a acidez a ir-se embora.
Não estava propriamente imbebível, longe disso, mas em queda acentuada, ou então apenas a atravessar um patamar de evolução menos favorável, pois como foi dito atrás a cor não indiciava evolução excessiva.
Foi pena, porque a expectativa era elevada, aliás na justa medida do preço.
Depois desta tivemos oportunidade de voltar à carga com o Reserva de 2008, que estava em bastante melhor estado. Apresentou-se macio e redondo, não muito exuberante de aroma, com algumas notas discretas de frutos pretos e ligeira tosta da madeira. Na boca apresentou persistência média e final algo discreto.
Esperava-se talvez um pouco mais de complexidade e exuberância aromática, e embora não sendo uma decepção como a garrafa de 2005, também não encantou.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Vinho: Borges Reserva 2005 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca
Preço: 11,60 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Borges Reserva 2008 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Nacional, Sousão
Preço: 11,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
domingo, 20 de julho de 2014
No meu copo, na minha mesa 392 - Crasto Superior 2010; Restaurante Sal & Brasas

Um encontro à hora de almoço permitiu-nos reunir alguns dos Comensais Dionisíacos num restaurante próxima da Calçada das Necessidades: fica na Rua das Necessidades, perto do Palácio das Necessidades e chama-se Sal & Brasas.
À entrada existe um cartaz em ardósia com os destaques do menu do dia, mas depois de franqueada a porta temos acesso a uma ementa com uma longa lista de variedades. À vista encontra-se também um grelhador onde são devidamente tratadas as carnes ou peixes requisitados, e que podem também ser escolhidos a partir de uma montra. À esquerda podemos escolher entre duas salas contíguas, uma interior e outra mais próxima da janela, que foi a escolhida apesar de ser destinada a fumadores.
Seduzidos pela opulência das carnes, escolhemos umas costeletas de novilho para partilhar por todos. Acompanhamentos à discrição, entre batatas fritas e esparregado que fomos repetindo à medida que era necessário. Serviço eficaz e satisfatório, qualidade do produto e da confecção irrepreensíveis.
Para acompanhar este pitéu, entre muitas opções escolhemos algo diferente, que ainda não tivéssemos provado. A escolha recaiu num vinho da Quinta do Crasto numa variedade pouco vista: um Crasto Superior de 2010, a um preço inferior a 20 €, o que pesou na escolha.
Foram necessárias duas garrafas, que se degustaram com facilidade e rapidez. O vinho é surpreendentemente fácil de beber, tendo em conta o perfil actual da esmagadora maioria das marcas de tintos do Douro. Apesar duns musculados 14% de álcool, o vinho apresentou-se com uma suavidade e uma elegância inesperadas, uma persistência bem vincada, taninos redondos e pouco marcados, aroma evidente a frutos vermelhos, tudo bem integrado na madeira por onde passa em estágio de 12 meses e que apenas confere alguma complexidade ao vinho, sem se sobrepor ao conjunto.
Sem dúvida uma excelente aposta da Quinta do Crasto, num segmento de mercado que permite aceder a um vinho de qualidade média-alta sem desembolsar uma fortuna. Tudo muito equilibrado, é daqueles vinhos dos quais se pode dizer que têm tudo no sítio certo.
Em resumo, foi um excelente convívio pontuado por uma bela refeição. Aconselha-se a visita particularmente a quem pretenda enveredar pelos grelhados, onde a oferta é boa, grande e variada.
(Nota: esta visita foi realizada durante o ano de 2013)
Kroniketas, enófilo esclarecido
Restaurante: Sal & Brasas
Rua das Necessidades, 18-20
1350 Lisboa
Telef: 213.958.304
Preço médio por refeição: 30 €
Nota (0 a 5): 4
Vinho: Crasto Superior 2010 (T)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Crasto
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Sousão
Preço em hipermercado: 13,50 €
Nota (0 a 10): 8,5
quinta-feira, 23 de maio de 2013
No meu copo 317 - Gaivosa Primeiros Anos 2009; Herança Vinhas Velhas 2009
Tal como tem vindo a acontecer há alguns anos, estes dois vinhos foram comprados aproveitando a promoção efectuada com a edição mensal da Revista de Vinhos.Quase sempre aproveitamos estas ocasiões para adquirir algumas marcas que conhecemos menos (ou que desconhecemos de todo), ou para adquirir alguns valores seguros por um preço inferior ao do mercado. No primeiro caso existe sempre alguma incógnita, não obstante a confiança que em princípio depositamos nas escolhas da equipa da Revista de Vinhos.
No caso destes dois vinhos em apreço, ambos de 2009, ambos adquiridos no final de 2011, ambos consumidos já em 2013, tratou-se duma boa revelação num caso, e duma certa decepção no outro.
O Gaivosa Primeiros Anos apresentava maiores expectativas, dado ser produzido por Domingos Alves de Sousa. A verdade é que, pelo menos nesta fase, mostrou ser mais um daqueles vinhos superconcentrados, superextraídos, superalcoólicos, pesados e no final... supercansativos. Ao segundo copo já farta. O tal perfil moderno que muitos (ou alguns) teimam em querer impor aos consumidores com o argumento de que o vinho é equilibrado. Não é. Quando o beber começa a enjoar depois de ingerida pouca quantidade, não é bom sinal. Talvez precise de mais tempo em garrafa para amaciar e arredondar com o tempo, mas a verdade é que não convenceu.
Já o Herança Vinhas Velhas, uma marca completamente desconhecia, foi uma boa revelação. E a verdade é que, com o mesmo grau alcoólico, curiosamente apresentou um perfil completamente diferente, conseguindo ter ao mesmo tempo estrutura, aroma e frescura, dando sempre vontade de beber mais um pouco. Mostrou estar mais que pronto para ser consumido. Um vinho guloso e apetitoso, mas que também não perdia nada em ter menos álcool.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Vinho: Gaivosa Primeiros Anos 2009 (T)
Produtor: Domingos Alves de Sousa
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Tinta Amarela, Sousão, Touriga Nacional
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 6
Vinho: Herança Vinhas Velhas 2009 (T)
Produtor: Terroir d’Origem
Grau alcoólico: 14,5%
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 8
terça-feira, 28 de julho de 2009
No meu copo, na minha mesa 250 - Jantar Niepoort no restaurante Jacinto (2ª parte)
Vertente 2007; Redoma tinto 2006; Charme 2007; Batuta 2007; Porto Niepoort Vintage 2007; Porto Niepoort Colheita 1998
Finalmente, chegaram as carnes e os tintos, servidos aos pares: um representante da gama intermédia da casa com outro da gama alta. Assim começámos com um Vertente 2007 e um Charme 2007, para acompanhar o mil-folhas de pato com alecrim. Em seguida, para o javali estufado com torta de legumes, uma parelha Redoma 2006 e Batuta 2007 (em garrafa ainda sem rótulo).
Tanto o Vertente como o Redoma são vinhos para um consumo mais imediato, com um perfil mais frutado e encorpado. O Vertente será talvez o mais simples e menos ambicioso, enquanto o Redoma apresenta outra complexidade. Sendo estes dois bons vinhos, não deixam de ser ofuscados pelos dois de topo. O Charme faz inteiro jus ao nome que ostenta: todo ele é charme desde a primeira impressão olfactiva até à prova de boca, marcada por extrema elegância, a pedir pratos plenos de requinte. Foi bem escolhido para o folhado de pato. Já o Batuta apresenta-se mais pujante e complexo, a pedir tempo para se mostrar em plenitude e a prometer longa vida e grandes voos.
Para as sobremesas ainda houve direito a um Porto Vintage de 2007, um Colheita de 98 e uma aguardente vínica. Só provei os Portos que não deixaram os créditos por copos alheios. Um dos primeiros Portos Vintage que me lembro de beber foi um Niepoort de 2003 que estava notável, e este não fugiu à regra. Grande corpo, grande profundidade, um vinho cheio de pujança que nunca mais acaba na boca, apresentando uma exemplar ligação entre a fruta e o álcool. Possivelmente um dos melhores Portos Vintage do país. O Colheita também não se saiu mal da função, com uma predominância a frutos secos e bastante elegante na prova. Já o Politikos, ainda molhou os lábios na aguardente vínica e reputou-a de excelente, aveludada e elegante, com a madeira muito presente mas sem ser agressiva.
Resta falar dos sólidos, onde não é fácil escolher, de tão bem confeccionados estavam. O bacalhau muito bem enquadrado com a pasta de azeitona, o mil-folhas de pato muito saboroso e macio e finalmente o javali, talvez o ponto alto da noite, bastante apetitoso e suculento.
Para as sobremesas veio uma encharcada alentejana em duelo com um pão de rala, irrepreensíveis, e para terminar com o Porto um Petit gâteau com gelado de baunilha que fechou a noite da melhor forma.
Serviço impecável, rápido e eficiente, tanto nos vinhos como nos pratos, não falhou nada nesta refeição magnífica onde todos estão de parabéns. A Wine O’Clock porque promoveu, a Niepoort porque forneceu os vinhos, o Jacinto porque serviu, e nós, os felizardos que lá estivemos porque pudemos participar numa refeição notável. Parece que o Jacinto, que atravessou tempos difíceis, está de volta aos melhores dias e a tornar-se um ponto de referência na gastronomia lisboeta.
Kroniketas, enófilo e gastrónomo satisfeito, com Politikos
Restaurante: O Jacinto
Av. Ventura Terra, 2 (Telheiras)
1600 Lisboa
Telef: 21.759.17.28
Nota (0 a 5): 4,5
Região: Douro
Produtor: Niepoort Vinhos
Vinho: Vertente 2007 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Amarela, Touriga Nacional
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Redoma 2006 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinto Cão
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Charme 2007 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Franca
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Batuta 2007 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional
Nota (0 a 10): 9
Vinho: Porto Niepoort Vintage 2007
Grau alcoólico: 20%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Francisca, Tinta Amarela, Sousão, Tinta Roriz
Nota (0 a 10): 9
Vinho: Porto Niepoort Colheita 1998
Grau alcoólico: 20%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Francisca, Tinta Amarela, Sousão, Tinta Roriz
Nota (0 a 10): 8
Etiquetas:
Douro,
Lisboa,
Niepoort,
Restaurantes,
Sousao,
Tinta Amarela,
Tinta Francisca,
Tinta Roriz,
Tinto Cao,
Tintos,
Touriga Franca,
Touriga Nacional,
Vinho do Porto,
Vintage,
Wine O'Clock
Subscrever:
Mensagens (Atom)



