No rótulo aprecem 3 caras mais ou menos conhecidas do grande público. 3 actores, 3 humoristas: António Raminhos, Luís Filipe Borges e Pedro Fernandes, que deram as suas caras e nomes para baptizar este vinho.
Descontando o evidente trocadilho malicioso com o nome do vinho (traz uma etiqueta no gargalo com a inscrição “3 podas: aguentas?”) e o tom jocoso das indicações do contra-rótulo (“se você souber abrir uma garrafa como deve ser nem sequer vai saber a rolha”; “Acompanha bem qualquer tipo de carnes. Aliás, Quanto mais beber, mais bonitas e tenras lhe vão parecer as carnes”), falemos um pouco deste vinho que me veio parar às mãos no final duma visita ao restaurante da Quinta do Gradil para um delicioso e suculento jantar (qualquer dia será contado com mais pormenor).
Elaborado com 3 castas estrangeiras (Syrah, Petit Verdot e Tannat), apresenta um aroma intenso a frutos pretos e do bosque. Encorpado e longo na boca, mostra-se suave com taninos macios e final redondo e persistente.
Embora apresentado em tom de brincadeira, é um vinho bastante sério.
Mais informações sobre o conceito do vinho aqui.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: 3 Podas 2015 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Syrah, Petit Verdot, Tannat
Preço: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Foto da garrafa obtida no site do produtor
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quarta-feira, 1 de agosto de 2018
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
No meu copo 504 - Quinta do Gradil, Touriga Nacional e Tannat 2009
Numa época em que a aposta nos vinhos varietais já passou o auge, é principalmente nas regiões de Lisboa, Tejo e Setúbal que continua a haver maior incidência neste tipo de vinhos, com alguns produtores a possuírem um vasto portefólio de vinhos elaborados apenas com uma ou duas castas.
Na região de Lisboa são principalmente a Casa Santos Lima, a DFJ e a Quinta do Gradil que apostam nos vinhos mono ou bivarietais. Este que agora referimos é um exemplar destes últimos, oriundo da quinta situada junto ao pé do Cadaval, juntando à Touriga Nacional a menos conhecida Tannat.
As vinhas que forneceram as uvas para este vinho estão instaladas em solos de encosta, de origem argilosa, sendo o vinho vinificado em lagares de pisa mecanizada. Estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês.
Foi adquirido em Janeiro de 2012 com a Revista de Vinhos, e outros consumidores que o compraram e beberam na altura disseram que o vinho ainda não estava bebível... Por isso resolvi esperar. Passados 4 anos, apresentou-se ainda pujante, adstringente no início, depois abriu e amaciou à medida que foi arejando. Mostrou aroma e corpo medianos e final relativamente discreto.
Como balanço, diria que não encantou. Pareceu ser um vinho relativamente discreto, que fica uns furos abaixo de outros bem mais interessantes que saem desta casa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Gradil, Touriga Nacional e Tannat 2009 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Tannat
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 7
Na região de Lisboa são principalmente a Casa Santos Lima, a DFJ e a Quinta do Gradil que apostam nos vinhos mono ou bivarietais. Este que agora referimos é um exemplar destes últimos, oriundo da quinta situada junto ao pé do Cadaval, juntando à Touriga Nacional a menos conhecida Tannat.
As vinhas que forneceram as uvas para este vinho estão instaladas em solos de encosta, de origem argilosa, sendo o vinho vinificado em lagares de pisa mecanizada. Estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês.
Foi adquirido em Janeiro de 2012 com a Revista de Vinhos, e outros consumidores que o compraram e beberam na altura disseram que o vinho ainda não estava bebível... Por isso resolvi esperar. Passados 4 anos, apresentou-se ainda pujante, adstringente no início, depois abriu e amaciou à medida que foi arejando. Mostrou aroma e corpo medianos e final relativamente discreto.
Como balanço, diria que não encantou. Pareceu ser um vinho relativamente discreto, que fica uns furos abaixo de outros bem mais interessantes que saem desta casa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Gradil, Touriga Nacional e Tannat 2009 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Tannat
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 7
domingo, 9 de novembro de 2014
No meu copo 413 - Hexagon 2005
Foi a terceira garrafa que abrimos em casa, depois das colheitas de 2000 e 2003.
Arrancou em primeiro lugar, na companhia de outros pesos-pesados, para regar duas lebres estufadas fornecidas pelo caçador de serviço. Esperou na garrafeira o tempo que foi necessário até surgir a ocasião adequada para acompanhar um prato que justificasse a sua abertura.
Pelo que já sabíamos das experiências anteriores, não se esperava que acontecesse alguma surpresa desagradável, a não ser por qualquer acidente dentro da garrafa. E assim se revelou tudo o que lá está. Começa por mostrar um perfil austero, fechado, que vai abrindo lentamente com o tempo (requer-se decantação, impreterivelmente).
Gradualmente vai revelando grande estrutura, corpo que nunca mais acaba, taninos bem firmes e musculados mas redondos, madeira bem integrada, tudo a formar um notável conjunto, cheio de complexidade. Apresenta uma mistura de aromas e sabores com algum caramelo, fruto em passa, frutos pretos e vermelhos, tudo complementado por ligeira tosta da madeira – estamos a repetir-nos em relação ao que escrevemos acerca das outras colheitas que provámos, mas é difícil dizer alguma coisa de novo acerca dum vinho deste gabarito quando nos faltam as palavras para o descrever...
Em suma, nenhuma surpresa em mais uma bela prestação de um grande vinho!
Nota: já neste fim-de-semana tivemos oportunidade de provar a colheita de 2008, no Encontro com o Vinho e os Sabores, e a impressão mantém-se: continua fantástico!
Kroniketas, enófilo esclarecido com o resto da cambada
Vinho: Hexagon 2005 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Syrah, Tinto Cão, Trincadeira, Tannat
Preço: 34,72 €
Nota (0 a 10): 9
Arrancou em primeiro lugar, na companhia de outros pesos-pesados, para regar duas lebres estufadas fornecidas pelo caçador de serviço. Esperou na garrafeira o tempo que foi necessário até surgir a ocasião adequada para acompanhar um prato que justificasse a sua abertura.
Pelo que já sabíamos das experiências anteriores, não se esperava que acontecesse alguma surpresa desagradável, a não ser por qualquer acidente dentro da garrafa. E assim se revelou tudo o que lá está. Começa por mostrar um perfil austero, fechado, que vai abrindo lentamente com o tempo (requer-se decantação, impreterivelmente).
Gradualmente vai revelando grande estrutura, corpo que nunca mais acaba, taninos bem firmes e musculados mas redondos, madeira bem integrada, tudo a formar um notável conjunto, cheio de complexidade. Apresenta uma mistura de aromas e sabores com algum caramelo, fruto em passa, frutos pretos e vermelhos, tudo complementado por ligeira tosta da madeira – estamos a repetir-nos em relação ao que escrevemos acerca das outras colheitas que provámos, mas é difícil dizer alguma coisa de novo acerca dum vinho deste gabarito quando nos faltam as palavras para o descrever...
Em suma, nenhuma surpresa em mais uma bela prestação de um grande vinho!
Nota: já neste fim-de-semana tivemos oportunidade de provar a colheita de 2008, no Encontro com o Vinho e os Sabores, e a impressão mantém-se: continua fantástico!
Kroniketas, enófilo esclarecido com o resto da cambada
Vinho: Hexagon 2005 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Syrah, Tinto Cão, Trincadeira, Tannat
Preço: 34,72 €
Nota (0 a 10): 9
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Perdizes por um, perdizes por mil
No meu copo 238 - Hexagon 2000; Cartuxa 2006; Porto Taylor’s Vargellas Vintage 2005
Os Comensais Dionisíacos, braço político gastro-etilista que integra os escribas das KV, além dos repastos “oficiais” entre membros celebra também refeições não menos bem regadas, mas mais alargadas em termos de mastigantes, sendo estes supranumerários geralmente os familiares mais próximos.Sendo caçador um dos associados, é normal que por vezes nestas refeições intervenham como mastigados espécimes das nobres raças abatidas pelo dito cujo ou pelo grupo de caçadores a que se junta na função, geralmente perdizes, lebres ou javalis. Fomos portanto reunidos em casa do Kroniketas (que não é o membro caçador – é mais deglutidor) para degustar um grupo de perdizes incautas, cozinhadas pela consorte do caçador de formas simples mas saborosas: umas com um molho à base de natas e whisky com cogumelos, outras envolvidas em couve lombarda acolitada por tirinhas de bacon.
Outro objectivo que se mantém nestes repastos alargados é acompanhá-los de bons néctares – também conhecido no meio como “desbaste da garrafeira”! Para este em particular escolheram-se, além de alguns brancos sortidos e fresquinhos – provenientes da sempre bem recheada garrafeira do anfitrião (Alvor 2007, Quinta de Camarate branco seco 2007, Murganheira 2007) – para acompanharem as entradas, um Esporão Reserva 2006, um Hexagon de 2000 em formato magnum (o tal vinho das 6 castas e 6 gerações) e um Cartuxa de 2006 que apareceu à última hora pela mão de um dos convivas. Para as sobremesas abriu-se um Porto Taylor’s Vargellas Vintage de 2005.
Coleccionando as reacções dos presentes, poderá dizer-se que o Esporão Reserva, após a recente experiência, re-deslumbrou, depois de uma travessia do deserto em algumas colheitas anteriores, com o Alicante Bouschet a dar-lhe um toque muito especial. Definitivamente um regressado aos mais altos lugares da nossa consideração vínica. O Hexagon, completamente diferente do anterior, mostrou-se um vinho de alto gabarito, com um perfil austero, ainda mais depois da festa que o Esporão tinha provocado no nariz e na boca dos beberrões, mas com uma estrutura extraordinária e a deixar-nos desconfiados de que ainda havia por ali muita coisa escondida. Comprem e bebam, porque é assim que um vinho excelente deve ser (uma das maneiras de o ser, como é óbvio). (Mete aqui a colherada o Kroniketas para ser mais generoso mas sucinto nos encómios. Só uma palavra: extraordinário!).
Ficou o Cartuxa para o final – uma ou outra ordem teria sempre justificação ou recusa – e não se deixou diminuir perante os outros dois. Sendo mais novo que o Hexagon e da mesma colheita que o Esporão, justificou-se plenamente a vivacidade exuberante, mostrando-se mais corpulento, mais fechado e mais robusto que o seu compadre alentejano, disse bem alto que estava ali para lutar: um vinho excelente que seria o centro das atenções se estivesse só. Teve um pouco de azar com os competidores.
Enfim, para não vos causar mais inveja, direi que, embora pessoalmente prefira os Vintage com um perfil como o utilizado pela Ramos Pinto, o Porto Vintage Vargellas cumpriu em pleno. Um festival de aromas a frutos vermelhos, de grande exuberância na boca e no nariz, pleno de vigor e juventude, a mostrar que está ali pronto para altos voos e longa vida na garrafa. O nosso único problema é comprá-lo e esperar uns 10 ou 20 anos até voltar a prová-lo. A verdade é que nem os morangos, nem a mousse de chocolate ou o bolo rançoso se queixaram.
Em resumo, um repasto que se pautou pela delícia gastronómica e pela excelência vínica. Para recordar.
tuguinho, enófilo impenitente e bloguista intermitente
Vinho: Hexagon 2000 (T) (garrafa magnum)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Castas: Trincadeira, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Syrah e Tannat
Preço em supermercado: 53,89 €
Nota (0 a 10): 9,5
Vinho: Cartuxa 2006 (T)
Região: Alentejo (Évora)
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida - Adega da Cartuxa
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alfrocheiro, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 13,95 €
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Porto Taylor’s Vargellas Vintage 2005
Região: Douro/Porto
Produtor: Taylor’s
Grau alcoólico: 20%
Preço em hipermercado: 33,48 €
Nota (0 a 10): 9
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quinta-feira, 21 de junho de 2007
No meu copo 122 - Hexagon 2003
O fascínio por este vinho vem desde o 1º encontro de eno-blogs, realizado em Janeiro na York House. Na altura, para mim foi a grande surpresa da noite.
Um dia destes, numa visita à Makro deparámo-nos com este à venda, tendo sido adquirida uma singela garrafa para dividir por dois. E não perdemos muito tempo a bebê-la. Fizemo-lo a acompanhar umas costeletas de novilho grelhadas.
É curiosa a referência ao nome do vinho no contra-rótulo: os seis lados do hexágono relacionados com seis castas e seis gerações da família José Maria da Fonseca, onde agora predomina como enólogo Domingos Soares Franco. “Hexagon é a procura da excelência que tem marcado a minha geração e a minha família ao longo dos tempos”, diz Soares Franco. E com este vinho conseguiu atingi-la.
Não decantámos o vinho, mas ele merecia. Fomo-lo degustando calmamente e ao longo de uma hora desenvolveu aromas fantásticos, apresentando um fim de boca que nunca mais acaba. Um vinho que nos enche a boca e que apetece ficar ali a saborear por tempo indeterminado. Taninos bem firmes mas redondos, madeira bem integrada num conjunto de grande complexidade de aromas e sabores. É o topo de gama da José Maria da Fonseca, e está lá muito bem.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Hexagon 2003 (T)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Syrah, Tinto Cão, Trincadeira, Tannat
Preço em hipermercado: 33,04 €
Nota (0 a 10): 9
Um dia destes, numa visita à Makro deparámo-nos com este à venda, tendo sido adquirida uma singela garrafa para dividir por dois. E não perdemos muito tempo a bebê-la. Fizemo-lo a acompanhar umas costeletas de novilho grelhadas.
É curiosa a referência ao nome do vinho no contra-rótulo: os seis lados do hexágono relacionados com seis castas e seis gerações da família José Maria da Fonseca, onde agora predomina como enólogo Domingos Soares Franco. “Hexagon é a procura da excelência que tem marcado a minha geração e a minha família ao longo dos tempos”, diz Soares Franco. E com este vinho conseguiu atingi-la.
Não decantámos o vinho, mas ele merecia. Fomo-lo degustando calmamente e ao longo de uma hora desenvolveu aromas fantásticos, apresentando um fim de boca que nunca mais acaba. Um vinho que nos enche a boca e que apetece ficar ali a saborear por tempo indeterminado. Taninos bem firmes mas redondos, madeira bem integrada num conjunto de grande complexidade de aromas e sabores. É o topo de gama da José Maria da Fonseca, e está lá muito bem.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Hexagon 2003 (T)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Syrah, Tinto Cão, Trincadeira, Tannat
Preço em hipermercado: 33,04 €
Nota (0 a 10): 9
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