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domingo, 21 de agosto de 2016

5º Festival de Vinhos do Douro Superior (3ª parte)

Muxagat Vinhos







A etapa da tarde passou por uma visita à garrafeira Vinho & Eventos, na Mêda, a sul de Foz Côa, antes de assentarmos arraiais na adega da Muxagat Vinhos, onde fomos recebidos pela nova proprietária, Susana Lopes.

Este produtor merece uma apresentação prévia, uma vez que começou por ser criado por um dos filhos de João Nicolau de Almeida, neste caso Mateus Nicolau de Almeida, que produziu os primeiros vinhos com esta marca, que depois se chamou Mux durante algum tempo antes de voltar à designação inicial.

Entretanto, os Nicolau de Almeida dedicaram-se a um projecto familiar, o pai João saiu da administração da Ramos Pinto, Mateus deixou a Muxagat Vinhos e os restantes filhos juntaram-se ao projecto Quinta do Monte Xisto. Assim, a Muxagat Vinhos mudou de mãos e de enólogo. Luís Seabra, que durante anos teve uma carreira bem sucedida na Niepoort, é agora o responsável pelos vinhos Muxagat. E foi com Luís Seabra que fizemos a prova na adega, a que se seguiu um jantar de cabrito assado acompanhado com os vinhos da casa.

Tivemos oportunidade de provar alguns vinhos ainda em cuba ou em barrica e não filtrados, nomeadamente um Tinta Barroca e um Tinta Francisca. A gama está agora mais vasta, com diversas referências em brancos, tintos e rosés.

Alguns dos vinhos provados estão retratados nas fotos que aqui deixamos, gentilmente cedidas pela organização. Não posso deixar de destacar o branco Xistos Altos 2012, um monocasta de Rabigato que fez as delícias dos presentes pela sua personalidade.

Foi um excelente serão, com um agradável convívio e muito bons vinhos, a mostrar que a empresa está em boas mãos e com muito caminho para se afirmar. Os vinhos provados prometem, e já se sabe que a mão de Luís Seabra costuma produzir bons resultados.

Obrigado a toda a equipa da Muxagat Vinhos pela simpatia com que nos receberam e toda a atenção que nos dispensaram.

Kroniketas, enófilo viajante

Fotos: Muxagat Vinhos e Ricardo Palma Veiga

Muxagat Vinhos, Lda
Av. Gago Coutinho e Sacadura Cabral
6430-183 Mêda
Tel. 279.883.009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

No meu copo 248 - Quinta do Vallado, Moscatel Galego branco 2006; Muxagat branco 2007

Um almoço caseiro de filetes de garoupa com arroz de tomate foi um pretexto para abrirmos umas garrafas de branco para refrescar. Como estávamos nos domínios do tuguinho ele é que forneceu o material para beber. Acabámos por abrir duas garrafas do Douro para comparar.

Começámos por um Moscatel Galego da Quinta do Vallado. Muito fresco e aromático, excelente carácter e estrutura sem ser pesado não obstante os 14% de álcool, frutado sem excesso e com um fim de boca delicado e algo exótico. O Muxagat apresentou-se um pouco mais leve mas igualmente bem estruturado, de travo seco e mineral, bela cor palha e fim de boca curto mas gostoso.

São dois vinhos para se baterem bem com pratos não demasiado leves mas sem pedirem grandes comezainas. Agradáveis e refrescantes para o tempo quente mas com capacidade para o ano todo. Em suma, duas apostas interessantes que não deixam o consumidor ficar nada mal.

tuguinho e Kroniketas, enófilos refrescados

Vinho: Quinta do Vallado, Moscatel Galego 2006 (B)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 14%
Casta: Moscatel Galego
Preço em feira de vinhos: 6,25 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Muxagat 2007 (B)
Região: Douro
Produtor: Muxagat Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Preço em feira de vinhos: 8,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 24 de junho de 2007

No meu copo, na minha mesa 123 - Muxagat 2003; Restaurante O Nobre (Montijo)



Uma ida à “outra margem” para ver um espectáculo musical levou as Krónikas Viníkolas a passar junto a este famoso restaurante, que visitámos há 8 anos ainda na Ajuda, em Lisboa. Desde logo ficou a vontade de redescobrir este espaço com tradição na gastronomia, junto à Praça de Toiros do Montijo. E uma bela noite lá fomos pela ponte Vasco da Gama a caminho do novo Nobre.

O novo espaço é amplo e arejado, com um grande parque de estacionamento logo à chegada e entrada para uma sala enorme. As mesas estão dispostas de modo a haver um generoso espaço de circulação, e mesmo assim tem capacidade para uma boa centena de pessoas.

A recepção aos clientes é atenciosa e desde logo somos confrontados com algumas entradas na mesa, ao que se segue uma enorme ementa de entradas, especialidades, peixes, carnes, etc. O difícil é escolher.

Escolhemos um folhado de caça brava e uma costeleta de vitela à mirandesa. Mas antes experimentámos a já famosa sopa de santola, que veio dentro da concha da própria santola e se revelou bastante saborosa.

O folhado vinha acompanhado de alface com umas rodelinhas de maçã, para refrescar o folhado, embora qualquer acompanhamento mais sólido não fizesse mal nenhum. A costeleta trouxe um acompanhamento mais habitual, batatas fritas e brócolos cozidos, regada com azeite. Ambos estavam bastante saborosos e, a meio do folhado, já começávamos a ficar atestados.

Para sobremesa ainda tivemos coragem para avançar para uma sopa dourada, que veio servida num enorme  prato polvilhado à volta com açúcar em pó e canela. Uma delícia que já foi difícil derrotar, mas aguentámos estoicamente o desafio até ao fim.

Para os líquidos a oferta também era enorme. Surpreendentemente, para o nível do restaurante, os preços praticados não são obscenos, conseguindo-se escolher vinhos na casa dos 20 €, e foi precisamente um desses que escolhemos. Uma novidade: Muxagat 2003, produzido por Mateus Nicolau de Almeida, filho de João Nicolau de Almeida (enólogo e administrador da Ramos Pinto) e neto de Fernando Nicolau de Almeida, o criador do Barca Velha. Portanto, a 3ª geração também já voa sozinha e já tem o seu próprio vinho, que deve o seu nome ao local onde se situa a vinha, próximo da localidade de Muxagata, a poucos quilómetros de Vila Nova de Foz Côa. Bem no coração do Douro Superior, portanto, ali nas vizinhanças da Quinta da Ervamoira (já visitada por nós o ano passado), da Quinta da Leda, da Quinta do Vale Meão, berços de alguns dos melhores vinhos da região... e do país.

E que dizer deste Muxagat? Para começar, pouca informação no contra-rótulo, o que não nos permite saber quais são as castas utilizadas. Presumivelmente lá estarão a Touriga Nacional, a Tinta Roriz, a Tinta Barroca, a Touriga Franca ou o Tinto Cão. Fazendo fé na informação indicada neste post do Vinho da Casa, destas só a Tinta Barroca não está lá.

Na cor é bastante concentrado, a puxar para o retinto, no aroma apresenta sugestões de frutos vermelhos maduros. Na prova é bem encorpado, com um ligeiro toque apimentado, uma acidez correcta bem casada com a madeira, que não se sobrepõe a um conjunto equilibrado com final persistente. Para esse equilíbrio contribui também o grau alcoólico moderado, “apenas” 13%, o que é raro nos tempos que correm, principalmente no Douro, mas que talvez revele uma nova tendência para voltarmos a graus alcoólicos “normais”, o que seria bastante agradável. Em suma, um vinho simpático por um preço teoricamente acessível.

Resta acrescentar que esta era a única garrafa existente no restaurante e, segundo o chefe de sala, é um vinho pouco solicitado, que só é pedido por conhecedores. Imaginem... Esta calhou-nos bem.

Quanto ao restaurante, já íamos preparados para abrir os cordões à bolsa, recordando a despesa de há 8 anos. Logo o preço dos pratos ameaçava fazer subir a parada. Depois, o preço do vinho acabou por equilibrar a coisa. No final, duas refeições por 91 euros. Mas pela qualidade do serviço e da confecção, vale a pena lá ir. Não é todos os anos, mas de vez em quando sabe bem fazer uma pequena extravagância destas. Até porque nos ficou a luzir no olho uma perdiz à transmontana que estava na ementa...

tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos

Vinho: Muxagat 2003 (T)
Região: Douro
Produtor: Muxagat Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Nacional, Touriga Franca
Preço no restaurante: 19,50 €
Nota (0 a 10): 7

Restaurante: O Nobre
Avenida de Olivença
2870 Montijo
Preço médio por refeição: 45/50 €
Nota (0 a 5): 5


PS - Actualização de informação: este espaço entretanto fechou e o casal Nobre abriu um novo espaço em Lisboa, junto ao Campo Pequeno, chamado Spazio Buondi.