Continuamos no Dão, agora com um tinto novo mas de perfil clássico. Depois de termos provado um dos primeiros vinhos lançados por este trio (Jorge Moreira/Francisco Olazabal/Jorge Serôdio Borges), temos agora outro tinto baptizado com a própria sigla dos seus nomes.
Produzido a partir de três castas plantadas em três vinhas situadas em Seia e Gouveia, este MOB tinto, elaborado pelos três conhecidos enólogos com raízes no Douro, apresenta-se elegante, suave e equilibrado, com aroma a frutos silvestres, muito redondo na prova de boca, com boa acidez com final macio, fazendo jus ao estilo dos melhores tintos do Dão, do tempo em que a região dava cartas no panorama nacional.
Felizmente não foi esquecida por todos, e há que prestar homenagem e estes três grandes nomes do vinho português que tentam trazê-la de novo para a ribalta.
Sobre o vinho não há muito mais a acrescentar. Tem tudo o que é preciso para se gostar dele, e lembra aqueles tintos do Dão que apresentavam aquela suavidade inigualável.
Ainda bem que assim é, sem pretensões a imitar (mal) o que se fez (mal) noutras regiões.
Nota: este é o primeiro vinho do Dão publicado neste blog com a indicação da sub-região. Sempre que o rótulo ou o contra-rótulo fizerem menção à mesma, colocaremos aqui essa indicação.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: M.O.B. Lote 3 2016 (T)
Região: Dão (Serra da Estrela)
Produtor: Moreira, Olazabal e Borges
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Jaen, Alfrocheiro
Preço: 8,20 €
Nota (0 a 10): 8
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sexta-feira, 8 de maio de 2020
terça-feira, 5 de maio de 2020
No meu copo 845 - Quinta do Cerrado Reserva tinto 2014
Como nem sempre tudo corre mal, e depois da experiência mal sucedida com o Reserva branco, tive agora uma experiência bem-sucedida com o Reserva tinto da Quinta do Cerrado.
Ao contrário daquele, este revelou-se um verdadeiro tinto do Dão, com a elegância e a suavidade que sempre foram a imagem de marca da região.
A madeira está no ponto certo, muito redonda e discreta, destacando-se os aromas a frutos vermelhos e silvestres. Os taninos são macios e envolventes, proporcionado uma prova de boca elegante e envolvente, com final fresco e macio.
Daqui se conclui mais uma vez (como se ainda fosse necessário) que a madeira no vinho é aquilo que se quiser fazer dela. A virtude está na conta certa e não nos exageros que se verificam no branco.
Este é mais um daqueles casos em que, como diria Dirk Niepoort, menos é mais.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Cerrado Reserva 2014 (T)
Região: Dão
Produtor: União Comercial da Beira
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Ao contrário daquele, este revelou-se um verdadeiro tinto do Dão, com a elegância e a suavidade que sempre foram a imagem de marca da região.
A madeira está no ponto certo, muito redonda e discreta, destacando-se os aromas a frutos vermelhos e silvestres. Os taninos são macios e envolventes, proporcionado uma prova de boca elegante e envolvente, com final fresco e macio.
Daqui se conclui mais uma vez (como se ainda fosse necessário) que a madeira no vinho é aquilo que se quiser fazer dela. A virtude está na conta certa e não nos exageros que se verificam no branco.
Este é mais um daqueles casos em que, como diria Dirk Niepoort, menos é mais.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Cerrado Reserva 2014 (T)
Região: Dão
Produtor: União Comercial da Beira
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
sexta-feira, 1 de maio de 2020
No meu copo 844 - HM Lisboa: Fernão Pires 2018; Vital 2018
Estes são dois novos lançamentos no projecto de Hugo Mendes. Depois da criação do HM Lisboa, surgem agora estas duas versões monocasta da colheita de 2018.
À semelhança do que já verificámos nas colheitas anteriores do HM Lisboa, são vinhos que precisam de tempo para crescer em garrafa. Um ano a mais pode fazer toda a diferença.
Estas colheitas de 2018 foram consumidas com pouco mais de um ano de idade. Os vinhos estão ainda demasiado jovens, particularmente o Vital, a que ainda falta alguma complexidade. O vinho está um pouco liso e linear.
No caso do Fernão Pires, pelas próprias características da casta, à partida já é mais complexo, mas também precisa de crescer.
Facto incontornável: são dois vinhos com apenas 10 graus de álcool, coisa a que estamos completamente desabituados pois nas duas últimas décadas fomos fustigados com vinhos de 14 e 15 graus, com brancos carregados de madeira e 14 ou 14,5% de álcool, e já não nos lembramos de como eram os vinhos dos anos 90: encontrar brancos (e até muitos tintos) com 11% era vulgar.
Ainda me lembro das primeiras colheitas do Monte Velho, que já era muito bom nessa altura: tinha 11% de álcool e diferenciava-se de muitos outros. Depois subiu rapidamente para os 13, ganhou corpo e colou-se a um enorme pelotão onde todos se misturam e confundem.
Portanto agora estranha-se quando nos cruzamos com um branco sem madeira e apenas com 10 graus, que nos parece água. Mas não é pelo álcool que o HM Lisboa (de lote) tem deixado de fazer sucesso junto da crítica, pois as revistas da especialidade têm-no pontuado com notas acima dos 16.
Dito isto, e uma questão de dar tempo a estes monocastas e de esperar por mais. Pode ser que depois se entranhe.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Lisboa
Produtor: Hugo Mendes Wines
Vinho: HM Lisboa, Fernão Pires 2018 (B)
Grau alcoólico: 10%
Casta: Fernão Pires
Preço: 10 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: HM Lisboa, Vital 2018 (B)
Grau alcoólico: 10%
Casta: Vital
Preço: 10 €
Nota (0 a 10): 7
À semelhança do que já verificámos nas colheitas anteriores do HM Lisboa, são vinhos que precisam de tempo para crescer em garrafa. Um ano a mais pode fazer toda a diferença.
Estas colheitas de 2018 foram consumidas com pouco mais de um ano de idade. Os vinhos estão ainda demasiado jovens, particularmente o Vital, a que ainda falta alguma complexidade. O vinho está um pouco liso e linear.
No caso do Fernão Pires, pelas próprias características da casta, à partida já é mais complexo, mas também precisa de crescer.
Facto incontornável: são dois vinhos com apenas 10 graus de álcool, coisa a que estamos completamente desabituados pois nas duas últimas décadas fomos fustigados com vinhos de 14 e 15 graus, com brancos carregados de madeira e 14 ou 14,5% de álcool, e já não nos lembramos de como eram os vinhos dos anos 90: encontrar brancos (e até muitos tintos) com 11% era vulgar.
Ainda me lembro das primeiras colheitas do Monte Velho, que já era muito bom nessa altura: tinha 11% de álcool e diferenciava-se de muitos outros. Depois subiu rapidamente para os 13, ganhou corpo e colou-se a um enorme pelotão onde todos se misturam e confundem.
Portanto agora estranha-se quando nos cruzamos com um branco sem madeira e apenas com 10 graus, que nos parece água. Mas não é pelo álcool que o HM Lisboa (de lote) tem deixado de fazer sucesso junto da crítica, pois as revistas da especialidade têm-no pontuado com notas acima dos 16.
Dito isto, e uma questão de dar tempo a estes monocastas e de esperar por mais. Pode ser que depois se entranhe.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Lisboa
Produtor: Hugo Mendes Wines
Vinho: HM Lisboa, Fernão Pires 2018 (B)
Grau alcoólico: 10%
Casta: Fernão Pires
Preço: 10 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: HM Lisboa, Vital 2018 (B)
Grau alcoólico: 10%
Casta: Vital
Preço: 10 €
Nota (0 a 10): 7
terça-feira, 28 de abril de 2020
No meu copo 843 - Convento d’Aguiar Reserva tinto 2017
Este tinto de Figueira de Castelo Rodrigo apresentou-se algo adstringente e apimentado. Na boca mostrou-se algo agressivo.
Parece um vinho a precisar de tempo para crescer em garrafa e integrar melhor todos os aromas e sabores. Está muito novo para poder ser apreciado devidamente.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Convento d’Aguiar Reserva 2017 (T)
Região: Beira Interior
Produtor: Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos:
Nota (0 a 10): 7
Parece um vinho a precisar de tempo para crescer em garrafa e integrar melhor todos os aromas e sabores. Está muito novo para poder ser apreciado devidamente.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Convento d’Aguiar Reserva 2017 (T)
Região: Beira Interior
Produtor: Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos:
Nota (0 a 10): 7
sábado, 25 de abril de 2020
Abril em nós
O 25 de Abril vive e perdura em cada um de nós, não necessita de manifestações ou comemorações oficiais.
Não é um discurso a mais ou a menos, na sua formalidade e contingências, que garante a liberdade e a democracia se cada um de nós as esquecer.
O que o 25 de Abril nos trouxe é a base de tudo, e estejamos mais à esquerda ou mais à direita, será sempre fundamental para caminharmos para algo mais justo e equilibrado.
Por isso, com máscara ou sem máscara, na varanda ou dentro de casa, está em ti fazê-lo perdurar para que todos, mesmo os seus inimigos, permaneçam libertos e que as possibilidades sejam sempre todas.
tuguinho e Kroniketas, revolucionários de Abril confinados
terça-feira, 21 de abril de 2020
No meu copo 842 - Marquês de Borba Colheita branco 2019
Esta foi mais uma garrafa que nos chegou às mãos proveniente do produtor João Portugal Ramos.
Trata-se da colheita mais recente do Marquês de Borba branco, um vinho que se tem vindo a afirmar com uma qualidade consistente de ano para ano. A colheita de 2018, inclusivamente, superou todas as expectativas e aproximou-se da qualidade dos vinhos de patamar superior.
Neste 2019 voltou-se, digamos assim, à “normalidade”, com um vinho de boa frescura e elegância, persistente e aromático quanto baste, mantendo aquele perfil aromático e a leveza que fazem dele um branco atípico do Alentejo, já muito longe daquele perfil pesado de alguns brancos da planície.
Note-se que este vinho não é submetido a passagem pela madeira, o que também contribui para esta frescura e elegância (confrontar com o Quinta do Cerrado Reserva branco).
Um vinho que satisfaz plenamente dentro do patamar em que se encontra.
Mais uma vez obrigado à João Portugal Ramos Vinhos e a Marta Lopes por esta oferta.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Marquês de Borba Colheita 2019 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Viognier
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Trata-se da colheita mais recente do Marquês de Borba branco, um vinho que se tem vindo a afirmar com uma qualidade consistente de ano para ano. A colheita de 2018, inclusivamente, superou todas as expectativas e aproximou-se da qualidade dos vinhos de patamar superior.
Neste 2019 voltou-se, digamos assim, à “normalidade”, com um vinho de boa frescura e elegância, persistente e aromático quanto baste, mantendo aquele perfil aromático e a leveza que fazem dele um branco atípico do Alentejo, já muito longe daquele perfil pesado de alguns brancos da planície.
Note-se que este vinho não é submetido a passagem pela madeira, o que também contribui para esta frescura e elegância (confrontar com o Quinta do Cerrado Reserva branco).
Um vinho que satisfaz plenamente dentro do patamar em que se encontra.
Mais uma vez obrigado à João Portugal Ramos Vinhos e a Marta Lopes por esta oferta.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Marquês de Borba Colheita 2019 (B)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Antão Vaz, Viognier
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
sexta-feira, 17 de abril de 2020
No meu copo 841 - Quinta do Gradil, Alvarinho 2018
Este foi anunciado pela Quinta do Gradil como um Alvarinho que ia dar que falar, e que se revelou como uma grande surpresa.
A casta foi plantada pela primeira vez em 2015 e a colheita de 2018 foi considerada ideal para lançar como monocasta em 2019.
Bem diferente dos Alvarinhos de Monção e Melgaço, como era de esperar, não perdeu o aroma exuberante que caracteriza a casta.
No nariz apresenta notas cítricas e de frutos tropicais, com apontamentos vegetais e alguma mineralidade. Na boca é exuberante, cheio, intenso, acídulo e com uma frescura vibrante.
O final de boca é persistente e refrescante.
Fermentou em pequenas cubas de inox à temperatura de 16º C.
Dentro dos muitos vinhos monocasta de Alvarinho que foram sendo produzidos noutros pontos do país, este é um dos mais bem conseguidos. É um vinho gastronómico, que harmonizará muito bem com arroz de peixe ou de marisco.
Uma excelente revelação, pela qual temos de agradecer à Quinta do Gradil. Merece uma nova prova, pelo que será adquirido numa próxima ocasião.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Gradil, Alvarinho 2018 (B)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 10,29 €
Nota (0 a 10): 8
A casta foi plantada pela primeira vez em 2015 e a colheita de 2018 foi considerada ideal para lançar como monocasta em 2019.
Bem diferente dos Alvarinhos de Monção e Melgaço, como era de esperar, não perdeu o aroma exuberante que caracteriza a casta.
No nariz apresenta notas cítricas e de frutos tropicais, com apontamentos vegetais e alguma mineralidade. Na boca é exuberante, cheio, intenso, acídulo e com uma frescura vibrante.
O final de boca é persistente e refrescante.
Fermentou em pequenas cubas de inox à temperatura de 16º C.
Dentro dos muitos vinhos monocasta de Alvarinho que foram sendo produzidos noutros pontos do país, este é um dos mais bem conseguidos. É um vinho gastronómico, que harmonizará muito bem com arroz de peixe ou de marisco.
Uma excelente revelação, pela qual temos de agradecer à Quinta do Gradil. Merece uma nova prova, pelo que será adquirido numa próxima ocasião.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Gradil, Alvarinho 2018 (B)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 10,29 €
Nota (0 a 10): 8
segunda-feira, 13 de abril de 2020
No meu copo 840 - Quinta de São Francisco tinto 2017
Na sequência da visita à Quinta do Sanguinhal, já aqui referida, em que esteve em destaque o Quinta de São Francisco tinto, tivemos agora oportunidade de voltar a prova-lo na tranquilidade do lar.
Este vinho já é um nosso velho conhecido, embora tenhamos incidido mais vezes na sua versão em branco. Não é um vinho muito fácil de encontrar na grande distribuição na zona de Lisboa, estando quase sempre mais disponível nas lojas do El Corte Inglés.
Esta colheita de 2017, agora provada, apresentou-se com o perfil muito semelhante ao 2015 que tinha sido provado na visita à Quinta do Sanguinhal: uma explosão de aromas e sabores frutados, prova de boca de grande intensidade, amplo, robusto e estruturado, alguma adstringência sem se tornar agressivo, final longo e persistente, características presentes em muitos tintos da região vitivinícola de Lisboa. Apresenta uma cor rubi intensa e concentrada.
Um excelente tinto para acompanhar pratos de carne de sabor intenso, com boa relação qualidade/preço.
À semelhança do branco, passa a fazer parte das nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta de São Francisco 2017 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Companhia Agrícola do Sanguinhal
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Castelão, Aragonês, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,65 €
Nota (0 a 10): 8
Este vinho já é um nosso velho conhecido, embora tenhamos incidido mais vezes na sua versão em branco. Não é um vinho muito fácil de encontrar na grande distribuição na zona de Lisboa, estando quase sempre mais disponível nas lojas do El Corte Inglés.
Esta colheita de 2017, agora provada, apresentou-se com o perfil muito semelhante ao 2015 que tinha sido provado na visita à Quinta do Sanguinhal: uma explosão de aromas e sabores frutados, prova de boca de grande intensidade, amplo, robusto e estruturado, alguma adstringência sem se tornar agressivo, final longo e persistente, características presentes em muitos tintos da região vitivinícola de Lisboa. Apresenta uma cor rubi intensa e concentrada.
Um excelente tinto para acompanhar pratos de carne de sabor intenso, com boa relação qualidade/preço.
À semelhança do branco, passa a fazer parte das nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta de São Francisco 2017 (T)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Companhia Agrícola do Sanguinhal
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Castelão, Aragonês, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,65 €
Nota (0 a 10): 8
sexta-feira, 10 de abril de 2020
No meu copo 839 - Vallado Quinta do Orgal tinto 2017
Este é um produto recente da Quinta do Vallado, produzido em modo biológico na Quinta do Orgal, no Douro Superior (a poucos quilómetros de Vila Nova de Foz Côa).
Elegante, macio, bem estruturado mas suave. Algumas notas aromáticas florais a par com os frutos vermelhos. Taninos muito polidos, boa acidez e bom volume de boca. Bebe-se desde já muito bem, mas quem sabe o que nos reserva o tempo em garrafa? A rever numa próxima oportunidade.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vallado Quinta do Orgal 2017 (T)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Sousão
Preço: 13,99 €
Nota (0 a 10): 8
Elegante, macio, bem estruturado mas suave. Algumas notas aromáticas florais a par com os frutos vermelhos. Taninos muito polidos, boa acidez e bom volume de boca. Bebe-se desde já muito bem, mas quem sabe o que nos reserva o tempo em garrafa? A rever numa próxima oportunidade.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vallado Quinta do Orgal 2017 (T)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Sousão
Preço: 13,99 €
Nota (0 a 10): 8
segunda-feira, 6 de abril de 2020
No meu copo 838 - Duorum: branco 2018; tinto 2017
Temos aqui as duas colheitas mais recentes (o branco e o tinto) do vinho que tem o nome do projecto conjunto de João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco no Douro Superior.
O branco 2018 foi mesmo a primeira vez que provámos, pois até aqui só tínhamos tido oportunidade de provar o tinto.
Apresenta-se com uma cor amarela dourada, aroma contido, não muito exuberante, com predominância a fruta branca, algum citrino e um toque de mineralidade em fundo.
Na boca é redondo com acidez bem marcada e corpo mediano. Persistência média e final algo discreto.
O tinto 2017 mostrou-se mais intenso de aromas a frutos vermelhos maduros, de cor rubi carregada.
Na boca apresenta-se elegante, envolvente e estruturado, com boa acidez a dar frescura ao conjunto. Os taninos estão presentes mas redondos e a madeira bem integrada no conjunto. Final elegante, intenso e longo.
Um valor seguro, bem estabelecido entre os tintos. O branco parece ainda precisar de crescer.
Mais uma vez os nossos agradecimentos à João Portugal Ramos Vinhos e em particular à Marta Lopes em particular.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Vinho: Duorum 2018 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Rabigato, Gouveio, Arinto, Códega do Larinho
Preço em feira de vinhos: 12,49 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Duorum 2017 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 9,29 €
Nota (0 a 10): 8
Fotos das garrafas fornecidas pelo produtor
O branco 2018 foi mesmo a primeira vez que provámos, pois até aqui só tínhamos tido oportunidade de provar o tinto.
Apresenta-se com uma cor amarela dourada, aroma contido, não muito exuberante, com predominância a fruta branca, algum citrino e um toque de mineralidade em fundo.
Na boca é redondo com acidez bem marcada e corpo mediano. Persistência média e final algo discreto.
O tinto 2017 mostrou-se mais intenso de aromas a frutos vermelhos maduros, de cor rubi carregada.
Na boca apresenta-se elegante, envolvente e estruturado, com boa acidez a dar frescura ao conjunto. Os taninos estão presentes mas redondos e a madeira bem integrada no conjunto. Final elegante, intenso e longo.
Um valor seguro, bem estabelecido entre os tintos. O branco parece ainda precisar de crescer.
Mais uma vez os nossos agradecimentos à João Portugal Ramos Vinhos e em particular à Marta Lopes em particular.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Vinho: Duorum 2018 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Rabigato, Gouveio, Arinto, Códega do Larinho
Preço em feira de vinhos: 12,49 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Duorum 2017 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 9,29 €
Nota (0 a 10): 8
Fotos das garrafas fornecidas pelo produtor
quinta-feira, 2 de abril de 2020
No meu copo 837 - Mouchão Tonel 3-4 2013
É um daqueles vinhos quase míticos, raros, emblemáticos, caros como tudo. De vez em quando temos a felicidade de nos cruzarmos com um deles à mesa.
O Mouchão é desde há muito a marca considerada mais representativa das qualidades do Alicante Bouschet no Alentejo (e provavelmente do Alicante Bouschet tout-court). Já provámos diversas vezes a marca principal da casa e parece sempre que lhe falta mais qualquer coisa.
Agora calhou-nos provar o topo dos topos: o famoso Tonel 3-4, um vinho especial produzido de forma especial a partir de lotes específicos.
“É provavelmente a mais emblemática expressão mundial da casta Alicante Bouschet em toda a sua plenitude e do seu grande potencial de guarda. A histórica Vinha dos Carapetos é o berço deste vinho complexo, rico e intenso, e de onde são colhidas as pequenas e muito apreciadas uvas tintureiras.
Respeitando toda a tradição centenária, com vindima à mão, pisa a pés nos grandes lagares de pedra, com fermentação nos mesmos, e prensa manual, este vinho estagia nos velhos tonéis nºs 3 e 4 de aduelas de castanho e carvalho, com fundos de macacaúba e mogno, durante pelo menos três anos. Após este tempo este vinho repousa em garrafa por mais dois anos.
Este é um vinho raro, com produção limitada, apenas lançado em anos de colheitas com características excepcionais.
De longa guarda como o Mouchão, o Tonel Nº 3-4 será melhor apreciado no seu esplendor 15 a 20 anos após a colheita, embora possa atingir o seu pico muito depois dessa data.”
(informação disponível no site do produtor)
O vinho foi decantado cerca de 4 horas antes de ser servido, mantido à temperatura correcta. Foi provado a acompanhar uns “Bifes à cervejaria Trindade” (receita antiga descoberta pelo tuguinho).
A verdade é que podia ter sido decantado um dia antes, e provavelmente o resultado não seria muito diferente. Após todo aquele tempo à espera, apresentou-se como uma bomba de cor, de estrutura e de intensidade. Mostra-se longo, com aroma de frutos pretos e do bosque, final longuíssimo, taninos firmes mas ao mesmo tempo sedosos. João Paulo Martins, numa nota de prova sobre a colheita de 2011, chamou-lhe “opulento”, e é realmente um adjectivo que se aplica.
Sendo um vinho já com mais de 6 anos, parece quase acabado de sair da adega. Está praticamente novo, e está para durar muitos anos. Talvez se apreciasse melhor quando estiver mais evoluído; nós é que não temos tempo para esperar por ele.
Num vinho desta magnitude, é difícil classificá-lo de forma quantitativa. O preço também nos condiciona. Se vale o que custa? Talvez sim, talvez não... Mas como todas as raridades e produtos de luxo, vale a pena conhecê-lo para saber como é.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Mouchão Tonel 3-4 2013 (T)
Região: Alentejo (Sousel)
Produtor: Vinhos da Cavaca Dourada - Herdade do Mouchão
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Alicante Bouschet
Preço: 115 €
Nota (0 a 10): 9
O Mouchão é desde há muito a marca considerada mais representativa das qualidades do Alicante Bouschet no Alentejo (e provavelmente do Alicante Bouschet tout-court). Já provámos diversas vezes a marca principal da casa e parece sempre que lhe falta mais qualquer coisa.
Agora calhou-nos provar o topo dos topos: o famoso Tonel 3-4, um vinho especial produzido de forma especial a partir de lotes específicos.
“É provavelmente a mais emblemática expressão mundial da casta Alicante Bouschet em toda a sua plenitude e do seu grande potencial de guarda. A histórica Vinha dos Carapetos é o berço deste vinho complexo, rico e intenso, e de onde são colhidas as pequenas e muito apreciadas uvas tintureiras.
Respeitando toda a tradição centenária, com vindima à mão, pisa a pés nos grandes lagares de pedra, com fermentação nos mesmos, e prensa manual, este vinho estagia nos velhos tonéis nºs 3 e 4 de aduelas de castanho e carvalho, com fundos de macacaúba e mogno, durante pelo menos três anos. Após este tempo este vinho repousa em garrafa por mais dois anos.
Este é um vinho raro, com produção limitada, apenas lançado em anos de colheitas com características excepcionais.
De longa guarda como o Mouchão, o Tonel Nº 3-4 será melhor apreciado no seu esplendor 15 a 20 anos após a colheita, embora possa atingir o seu pico muito depois dessa data.”
(informação disponível no site do produtor)
O vinho foi decantado cerca de 4 horas antes de ser servido, mantido à temperatura correcta. Foi provado a acompanhar uns “Bifes à cervejaria Trindade” (receita antiga descoberta pelo tuguinho).
A verdade é que podia ter sido decantado um dia antes, e provavelmente o resultado não seria muito diferente. Após todo aquele tempo à espera, apresentou-se como uma bomba de cor, de estrutura e de intensidade. Mostra-se longo, com aroma de frutos pretos e do bosque, final longuíssimo, taninos firmes mas ao mesmo tempo sedosos. João Paulo Martins, numa nota de prova sobre a colheita de 2011, chamou-lhe “opulento”, e é realmente um adjectivo que se aplica.
Sendo um vinho já com mais de 6 anos, parece quase acabado de sair da adega. Está praticamente novo, e está para durar muitos anos. Talvez se apreciasse melhor quando estiver mais evoluído; nós é que não temos tempo para esperar por ele.
Num vinho desta magnitude, é difícil classificá-lo de forma quantitativa. O preço também nos condiciona. Se vale o que custa? Talvez sim, talvez não... Mas como todas as raridades e produtos de luxo, vale a pena conhecê-lo para saber como é.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Mouchão Tonel 3-4 2013 (T)
Região: Alentejo (Sousel)
Produtor: Vinhos da Cavaca Dourada - Herdade do Mouchão
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Alicante Bouschet
Preço: 115 €
Nota (0 a 10): 9
domingo, 29 de março de 2020
No meu copo 836 - Portalegre DOC branco 2017
Passamos do Conventual para a marca emblemática da casa, agora em branco, uma estreia absoluta nas nossas mesas.
O vinho é elaborado com base na casta Bical (não exclusivamente, mas quase), mais conhecida dos lotes usados no Dão e na Bairrada, misturada com uvas de vinhas velhas e o resultado é surpreendentemente bom.
O vinho fermentou parcialmente em barricas de carvalho francês de 500 litros, mostrando-se de cor citrina carregada, aroma com notas cítricas e de frutos de pomar, junto com alguma mineralidade e uma acidez bem vincada, que lhe molda o perfil com bastante frescura.
Na boca é redondo e com bom volume, bem estruturado e persistente.
O final é longo e intenso, novamente marcado por uma acidez elegante.
Um produto muito bem conseguido, embora o preço esteja um pouco exagerado para aquilo que o vinho nos mostra. Mas aqui, ao menos, não temos madeira em excesso a estragar um belo vinho.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Portalegre DOC 2017 (B)
Região: Alentejo (Portalegre)
Produtor: Adega de Portalegre Winery
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Bical
Preço: 18 €
Nota (0 a 10): 8
Foto da garrfa obtida no site do produtor
O vinho é elaborado com base na casta Bical (não exclusivamente, mas quase), mais conhecida dos lotes usados no Dão e na Bairrada, misturada com uvas de vinhas velhas e o resultado é surpreendentemente bom.
O vinho fermentou parcialmente em barricas de carvalho francês de 500 litros, mostrando-se de cor citrina carregada, aroma com notas cítricas e de frutos de pomar, junto com alguma mineralidade e uma acidez bem vincada, que lhe molda o perfil com bastante frescura.
Na boca é redondo e com bom volume, bem estruturado e persistente.
O final é longo e intenso, novamente marcado por uma acidez elegante.
Um produto muito bem conseguido, embora o preço esteja um pouco exagerado para aquilo que o vinho nos mostra. Mas aqui, ao menos, não temos madeira em excesso a estragar um belo vinho.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Portalegre DOC 2017 (B)
Região: Alentejo (Portalegre)
Produtor: Adega de Portalegre Winery
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Bical
Preço: 18 €
Nota (0 a 10): 8
Foto da garrfa obtida no site do produtor
quarta-feira, 25 de março de 2020
No meu copo 835 - Conventual Reserva: branco 2017; tinto 2017
Regressamos a Portalegre e agora à nova geração de Reservas do Conventual, um vinho nem sempre bem conseguido.
Os novos tempos trazem-nos agora vinhos um pouco mais apelativos, conquanto pareçam ainda precisar de crescer para se guindarem a um patamar qualitativo que justifique o preço em que estão posicionados. A diferença qualitativa para a marca emblemática da casa, o Portalegre DOC, ainda é bastante maior do que a diferença de preço.
Falando do que encontrámos na garrafa, o Reserva branco mostrou-nos um vinho de cor citrina aberta e brilhante, com aroma limonado intenso, bem estruturado na boca com final persistente e pontuado por boa acidez.
É um vinho de meia-estação, adequado para pratos com algum requinte, não demasiado leves nem demasiado condimentados.
O Reserva tinto apareceu de cor carregada, aroma com notas de especiarias, cacau, fruta preta e algum balsâmico.
Na boca apresenta-se encorpado, redondo, cheio, com bom volume de boca e final elegante.
Em suma, dois bons vinhos, mas a que ainda falta mais qualquer coisinha para subir mais um degrau na escala.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Portalegre)
Produtor: Adega de Portalegre Winery
Preço: 9,30 €
Vinho: Conventual Reserva 2017 (B)
Castas: Roupeiro, Bical, Arinto, Fernão Pires
Grau alcoólico: 13,5%
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Conventual Reserva 2017 (T)
Castas: Alicante Bouschet, Trincadeira, Touriga Nacional
Grau alcoólico: 14%
Nota (0 a 10): 7,5
Fotos das garrafas obtidas no site do produtor
Os novos tempos trazem-nos agora vinhos um pouco mais apelativos, conquanto pareçam ainda precisar de crescer para se guindarem a um patamar qualitativo que justifique o preço em que estão posicionados. A diferença qualitativa para a marca emblemática da casa, o Portalegre DOC, ainda é bastante maior do que a diferença de preço.
Falando do que encontrámos na garrafa, o Reserva branco mostrou-nos um vinho de cor citrina aberta e brilhante, com aroma limonado intenso, bem estruturado na boca com final persistente e pontuado por boa acidez.
É um vinho de meia-estação, adequado para pratos com algum requinte, não demasiado leves nem demasiado condimentados.
O Reserva tinto apareceu de cor carregada, aroma com notas de especiarias, cacau, fruta preta e algum balsâmico.
Na boca apresenta-se encorpado, redondo, cheio, com bom volume de boca e final elegante.
Em suma, dois bons vinhos, mas a que ainda falta mais qualquer coisinha para subir mais um degrau na escala.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Portalegre)
Produtor: Adega de Portalegre Winery
Preço: 9,30 €
Vinho: Conventual Reserva 2017 (B)
Castas: Roupeiro, Bical, Arinto, Fernão Pires
Grau alcoólico: 13,5%
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Conventual Reserva 2017 (T)
Castas: Alicante Bouschet, Trincadeira, Touriga Nacional
Grau alcoólico: 14%
Nota (0 a 10): 7,5
Fotos das garrafas obtidas no site do produtor
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sábado, 21 de março de 2020
No meu copo 834 - Cabriz Reserva tinto 2011
Nada melhor para esquecer uma decepção do que superá-la com um prazer. É isso que este Cabriz Reserva sempre nos reserva. À semelhança do anterior, provado há alguns meses, mostrou-se num momento óptimo para consumir, mas mais macio.
De cor rubi brilhante, continua a revelar alguma robustez, que lhe é característica, mas esta colheita estava mais elegante e envolvente. Oxalá continue assim, porque nunca desilude.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Cabriz Reserva 2011 (T)
Região: Dão
Produtor: Global Wines
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 5,64 €
Nota (0 a 10): 8
De cor rubi brilhante, continua a revelar alguma robustez, que lhe é característica, mas esta colheita estava mais elegante e envolvente. Oxalá continue assim, porque nunca desilude.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Cabriz Reserva 2011 (T)
Região: Dão
Produtor: Global Wines
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 5,64 €
Nota (0 a 10): 8
terça-feira, 17 de março de 2020
No meu copo 833 - Quinta do Cerrado Reserva branco 2017
Era bom que este vinho correspondesse àquilo que anuncia no contra-rótulo:
“A superior colheita de 2017 deu frutos surpreendentes na adega. Um pequeno lote de Encruzado e Malvasia Fina estagiou nas melhores barricas novas de carvalho francês, pleno de aromas de especiarias doces, pêssego e casca cítrica.”
Pois é, só que o problema está mesmo nas melhores barricas novas de carvalho francês, que tudo abafam, tudo ofuscam, a tudo se sobrepõem, matam os aromas e a elegância do que poderia ser um belo vinho, com duas das melhores castas brancas nacionais... que não estão lá!
Nem sinal do floral da Malvasia, nem sinal da mineralidade do Encruzado. Frutado? Especiarias doces? Casca cítrica? Ná... Só as melhores barricas novas de carvalho francês!
Esta obsessão com a madeira nos vinhos portugueses já há muito que passou dos limites do razoável e do racional. Já são incontáveis os vinhos, pelo menos na última década e meia, que se transformaram em pau líquido por causa do malfadado estágio em madeira (principalmente nova), que em vez de melhorar o vinho dá cabo dele.
Tive este vinho aberto uma semana no frigorífico, fechado com rolha de vácuo. Experimentei-o com peixes, carnes, entradas, tudo o que era possível. Mas o aroma da madeira não se foi embora, não tem salvação possível.
O pior é que ainda vou ter de gramar com outra garrafa destas. Quando me livrar dela – é o termo adequado, livrar-me dela – este é para riscar.
Mas será que nunca mais aprendem?
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Cerrado Reserva 2017 (B)
Região: Dão
Produtor: União Comercial da Beira
Grau alcoólico: 13%
Castas: Encruzado, Malvasia Fina
Preço em feira de vinhos: 6,77 €
Nota (0 a 10): 5
“A superior colheita de 2017 deu frutos surpreendentes na adega. Um pequeno lote de Encruzado e Malvasia Fina estagiou nas melhores barricas novas de carvalho francês, pleno de aromas de especiarias doces, pêssego e casca cítrica.”
Pois é, só que o problema está mesmo nas melhores barricas novas de carvalho francês, que tudo abafam, tudo ofuscam, a tudo se sobrepõem, matam os aromas e a elegância do que poderia ser um belo vinho, com duas das melhores castas brancas nacionais... que não estão lá!
Nem sinal do floral da Malvasia, nem sinal da mineralidade do Encruzado. Frutado? Especiarias doces? Casca cítrica? Ná... Só as melhores barricas novas de carvalho francês!
Esta obsessão com a madeira nos vinhos portugueses já há muito que passou dos limites do razoável e do racional. Já são incontáveis os vinhos, pelo menos na última década e meia, que se transformaram em pau líquido por causa do malfadado estágio em madeira (principalmente nova), que em vez de melhorar o vinho dá cabo dele.
Tive este vinho aberto uma semana no frigorífico, fechado com rolha de vácuo. Experimentei-o com peixes, carnes, entradas, tudo o que era possível. Mas o aroma da madeira não se foi embora, não tem salvação possível.
O pior é que ainda vou ter de gramar com outra garrafa destas. Quando me livrar dela – é o termo adequado, livrar-me dela – este é para riscar.
Mas será que nunca mais aprendem?
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Cerrado Reserva 2017 (B)
Região: Dão
Produtor: União Comercial da Beira
Grau alcoólico: 13%
Castas: Encruzado, Malvasia Fina
Preço em feira de vinhos: 6,77 €
Nota (0 a 10): 5
sexta-feira, 13 de março de 2020
No meu copo 832 - Quinta da Leda 2008
Subimos dois patamares no portefólio da Ferreirinha e chegamos a um quase-topo-de-gama.
O Quinta da Leda é uma das nossas referências incontornáveis e é um vinho que revisitamos com alguma regularidade, mas não demasiada para não se tornar vulgar.
Ao fim de muitos anos a provar diferentes colheitas (começámos a prová-lo ainda em garrafa borgonhesa), faltam palavras para descrevê-lo. Parece o vinho quase perfeito, quase a “fórmula de Deus”.
Elegância e suavidade extremas, todas as componentes num equilíbrio onde é difícil encontrar alguma coisa que não esteja bem.
Não é o vinho de topo da Casa Ferreirinha, porque de vez em quando ainda há o Antónia Adelaide Ferreira, o Legado, o Reserva Especial, o Barca Velha... Todos eles, em princípio, serão melhores que o Quinta da Leda, este, mas a verdade é que o vamos provando uma e outra vez e ficamos a meditar onde é que ainda se pode melhorar.
Poder, certamente, pode. Mas não muito.
Honra seja feita aos produtores e enólogos que nos põem este néctar à disposição.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta da Leda 2008 (T)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 29,71 €
Nota (0 a 10): 9
O Quinta da Leda é uma das nossas referências incontornáveis e é um vinho que revisitamos com alguma regularidade, mas não demasiada para não se tornar vulgar.
Ao fim de muitos anos a provar diferentes colheitas (começámos a prová-lo ainda em garrafa borgonhesa), faltam palavras para descrevê-lo. Parece o vinho quase perfeito, quase a “fórmula de Deus”.
Elegância e suavidade extremas, todas as componentes num equilíbrio onde é difícil encontrar alguma coisa que não esteja bem.
Não é o vinho de topo da Casa Ferreirinha, porque de vez em quando ainda há o Antónia Adelaide Ferreira, o Legado, o Reserva Especial, o Barca Velha... Todos eles, em princípio, serão melhores que o Quinta da Leda, este, mas a verdade é que o vamos provando uma e outra vez e ficamos a meditar onde é que ainda se pode melhorar.
Poder, certamente, pode. Mas não muito.
Honra seja feita aos produtores e enólogos que nos põem este néctar à disposição.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta da Leda 2008 (T)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 29,71 €
Nota (0 a 10): 9
segunda-feira, 9 de março de 2020
No meu copo 831 - Vinha Grande rosé 2018
Continuamos no universo da Casa Ferreirinha e da marca Vinha Grande, agora para revisitar o rosé, que conhecemos pela primeira vez na colheita de 2013.
Já passaram uns anos e era altura de voltar a provar este rosé que tão boa impressão tinha deixado.
O perfil não mudou, e segue a actual tendência dos rosés, cada vez mais leves e gastronómicos (e ainda bem), deixando para trás uma triste fantasia que durante alguns anos tentou transformar os rosés em “tintos de segunda”, uma espécie de “quando eu for grande quero ser um tinto”.
Felizmente ainda vai havendo quem tenha juízo e ponha cobro a algumas loucuras que de vez em quando uns maduros resolvem inventar... Rosés pesados, carregados, doces, com 14 graus de álcool? Não, obrigado! Para isso, bebo tinto!
Este Vinha Grande rosé 2018 mostrou aquilo em que efectivamente um rosé vale mais: frescura, suavidade, elegância, acidez, e ao mesmo tempo uma boa aptidão gastronómica. Esqueçam lá isso do “vinho de piscina”: este Vinha Grande, apesar da sua cor desmaiada e do baixo grau alcoólico é um rosé eminentemente gastronómico, e portou-se muito bem à mesa, a acompanhar uns filetes de robalo com agrião.
Beba-se com pratos leves mas com algum tempero, e leve-se este vinho a sério, porque é um caso sério.
Muito bom. Merece figurar nas nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vinha Grande 2018 (R)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Grau alcoólico: 11,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8
Já passaram uns anos e era altura de voltar a provar este rosé que tão boa impressão tinha deixado.
O perfil não mudou, e segue a actual tendência dos rosés, cada vez mais leves e gastronómicos (e ainda bem), deixando para trás uma triste fantasia que durante alguns anos tentou transformar os rosés em “tintos de segunda”, uma espécie de “quando eu for grande quero ser um tinto”.
Felizmente ainda vai havendo quem tenha juízo e ponha cobro a algumas loucuras que de vez em quando uns maduros resolvem inventar... Rosés pesados, carregados, doces, com 14 graus de álcool? Não, obrigado! Para isso, bebo tinto!
Este Vinha Grande rosé 2018 mostrou aquilo em que efectivamente um rosé vale mais: frescura, suavidade, elegância, acidez, e ao mesmo tempo uma boa aptidão gastronómica. Esqueçam lá isso do “vinho de piscina”: este Vinha Grande, apesar da sua cor desmaiada e do baixo grau alcoólico é um rosé eminentemente gastronómico, e portou-se muito bem à mesa, a acompanhar uns filetes de robalo com agrião.
Beba-se com pratos leves mas com algum tempero, e leve-se este vinho a sério, porque é um caso sério.
Muito bom. Merece figurar nas nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vinha Grande 2018 (R)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Grau alcoólico: 11,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8
quinta-feira, 5 de março de 2020
No meu copo 830 - Vinha Grande tinto 2010
É um dos clássicos da Casa Ferreirinha/Sogrape, e um dos vinhos que apresenta consistentemente uma melhor relação qualidade/preço.
Fiel ao perfil dos vinhos da casa, que primam habitualmente pela elegância, esta colheita de 2010 revelou-se ainda assim em grande forma, muito estruturada e de grande profundidade aromática.
O vinho foi decantado e beneficiou sobremaneira, pois inicialmente apresentava-se muito fechado e contido de aromas, tendo aguardado cerca de meia hora antes de ser bebido.
Depois do arejamento mostrou-se em todo o seu esplendor, apresentando-se com uma envolvência na boca muito superiores ao habitual. Mostrou-se assim um vinho com bom potencial de guarda, estando nesta altura num ponto de evolução óptimo, pelo que foi bebido na ocasião certa.
Apesar de ser um vinho sobretudo delicado, pode perfeitamente superar a prova do tempo. Já o bebo há muitos anos e este provavelmente foi o melhor que provei.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vinha Grande 2010 (T)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 8,5
Fiel ao perfil dos vinhos da casa, que primam habitualmente pela elegância, esta colheita de 2010 revelou-se ainda assim em grande forma, muito estruturada e de grande profundidade aromática.
O vinho foi decantado e beneficiou sobremaneira, pois inicialmente apresentava-se muito fechado e contido de aromas, tendo aguardado cerca de meia hora antes de ser bebido.
Depois do arejamento mostrou-se em todo o seu esplendor, apresentando-se com uma envolvência na boca muito superiores ao habitual. Mostrou-se assim um vinho com bom potencial de guarda, estando nesta altura num ponto de evolução óptimo, pelo que foi bebido na ocasião certa.
Apesar de ser um vinho sobretudo delicado, pode perfeitamente superar a prova do tempo. Já o bebo há muitos anos e este provavelmente foi o melhor que provei.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vinha Grande 2010 (T)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 8,5
domingo, 1 de março de 2020
No meu copo 829 - Brejinho da Costa Exclusive, Cabernet Sauvignon 2014
Na costa atlântica ao sul de Setúbal, em solo arenoso, são produzidos os vinhos Brejinho da Costa.
O primeiro contacto que tive com estes vinhos foi no evento “Vinhos em cena”, onde pude provar um surpreendente monocasta de Baga, que me fez pensar “é preciso ter coragem para arriscar fazer um vinho destes aqui”.
Esta garrafa trouxe-me à mesa um outro monocasta, neste caso de Cabernet Sauvignon. As uvas foram colhidas e seleccionadas manualmente, indo de imediato para a adega onde foram prensadas suavemente de forma a preservar todos os aromas varietais. A fermentação alcoólica foi efectuada em lagares de inox com temperatura controlada entre 24ºC a 26ºC.
Apresenta-se com uma cor de tonalidade violeta brilhante. No nariz mostra notas de frutos vermelhos, com ligeiras nuances a baunilha.
Na boca é macio e elegante, mas algo delgado e com final relativamente curto. As notas mais típicas do Cabernet Sauvignon não estão muito evidentes, apresentando-se ligeiramente discreto. Final de persistência média.
É um bom vinho no conjunto, mas não tão bom quanto as expectativas geradas aquando da compra.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Brejinho da Costa Exclusive, Cabernet Sauvignon 2014 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Resigon, Companhia Agrícola e Gestão
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço: 13,51 €
Nota (0 a 10): 7,5
O primeiro contacto que tive com estes vinhos foi no evento “Vinhos em cena”, onde pude provar um surpreendente monocasta de Baga, que me fez pensar “é preciso ter coragem para arriscar fazer um vinho destes aqui”.
Esta garrafa trouxe-me à mesa um outro monocasta, neste caso de Cabernet Sauvignon. As uvas foram colhidas e seleccionadas manualmente, indo de imediato para a adega onde foram prensadas suavemente de forma a preservar todos os aromas varietais. A fermentação alcoólica foi efectuada em lagares de inox com temperatura controlada entre 24ºC a 26ºC.
Apresenta-se com uma cor de tonalidade violeta brilhante. No nariz mostra notas de frutos vermelhos, com ligeiras nuances a baunilha.
Na boca é macio e elegante, mas algo delgado e com final relativamente curto. As notas mais típicas do Cabernet Sauvignon não estão muito evidentes, apresentando-se ligeiramente discreto. Final de persistência média.
É um bom vinho no conjunto, mas não tão bom quanto as expectativas geradas aquando da compra.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Brejinho da Costa Exclusive, Cabernet Sauvignon 2014 (T)
Região: Península de Setúbal
Produtor: Resigon, Companhia Agrícola e Gestão
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço: 13,51 €
Nota (0 a 10): 7,5
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
No meu copo 828 - Quinta do Gradil, Syrah e Touriga Nacional rosé 2018
Mais um vinho oferecido na visita à Quinta do Gradil e posteriormente bebido em casa, este rosé foi elaborado com ligeira prensagem de bica aberta. Apresenta uma cor ligeira e clara. No aroma predominam frutos vermelhos silvestres com algum floral. Na boca apresenta-se leve, aberto e suave, com uma acidez viva e refrescante. O final é vibrante e persistente.
É um bom rosé de meia-estação ou de Verão, para os petiscos habituais com este tipo de vinhos. Tem uma boa relação qualidade-preço, por isso é um vinho que vale a pena revisitar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Gradil, Syrah e Touriga Nacional 2018 (R)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13%
Castas: Syrah, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
É um bom rosé de meia-estação ou de Verão, para os petiscos habituais com este tipo de vinhos. Tem uma boa relação qualidade-preço, por isso é um vinho que vale a pena revisitar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Gradil, Syrah e Touriga Nacional 2018 (R)
Região: Lisboa (Óbidos)
Produtor: Quinta do Gradil - Sociedade Vitivinícola
Grau alcoólico: 13%
Castas: Syrah, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
sábado, 22 de fevereiro de 2020
No meu copo 827 - Vallado, Touriga Nacional rosé 2018
Revisitamos aqui um rosé que já passou pelos nossos copos algumas vezes e sempre com bons resultados.
Trata-se dum rosé com um perfil leve, aberto, relativamente ligeiro na boca, com boa acidez e aroma intenso a frutos vermelhos e flores.
Sendo um rosé seco e com um grau alcoólico bastante ajuizado, torna-se polivalente e pode ser degustado em diferentes ocasiões e em todas as estações do ano, muito mais do que um rosé de piscina.
O perfil tem-se mantido e está muito bem conseguido. É uma aposta garantida e espero que a equipa de enologia não mexa no que está bem.
Mais uma vez, temos a Touriga Nacional a expressar-se em pleno num rosé, bem para lá da ubiquidade nos tintos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2018 (R)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 6,19 €
Nota (0 a 10): 8
Trata-se dum rosé com um perfil leve, aberto, relativamente ligeiro na boca, com boa acidez e aroma intenso a frutos vermelhos e flores.
Sendo um rosé seco e com um grau alcoólico bastante ajuizado, torna-se polivalente e pode ser degustado em diferentes ocasiões e em todas as estações do ano, muito mais do que um rosé de piscina.
O perfil tem-se mantido e está muito bem conseguido. É uma aposta garantida e espero que a equipa de enologia não mexa no que está bem.
Mais uma vez, temos a Touriga Nacional a expressar-se em pleno num rosé, bem para lá da ubiquidade nos tintos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2018 (R)
Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 6,19 €
Nota (0 a 10): 8
terça-feira, 18 de fevereiro de 2020
No meu copo 826 - Tapada do Chaves Reserva tinto: 2005 e 2009
Um dos grandes nomes do Alto Alentejo que se revelou aqui em todo o seu esplendor, principalmente no vinho mais antigo, o que não deixou de ser uma belíssima surpresa.
O tinto de 2005 mostrou grande complexidade e estrutura. De cor granada, apresentou-se encorpado, macio e com aroma intenso a frutos silvestres e notas de especiarias com um toque de madeira.
Estagiou em madeira de carvalho nacional.
O tinto de 2009 mostrou-se encorpado, macio, com um pouco de madeira, não muito aromático, menos estruturado e menos persistente que o de 2005.
Não deixa de ser um belíssimo vinho, mas teve azar na comparação com o 2005 que estava superlativo e mostrou-se num ponto óptimo de consumo.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Portalegre)
Produtor: Tapada do Chaves, Sociedade Agrícola e Comercial
Preço em feira de vinhos: 11,29 €
Vinho: Tapada do Chaves Reserva 2005 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Trincadeira, Aragonês, Castelão
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Tapada do Chaves Reserva 2009 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet
Nota (0 a 10): 8
O tinto de 2005 mostrou grande complexidade e estrutura. De cor granada, apresentou-se encorpado, macio e com aroma intenso a frutos silvestres e notas de especiarias com um toque de madeira.
Estagiou em madeira de carvalho nacional.
O tinto de 2009 mostrou-se encorpado, macio, com um pouco de madeira, não muito aromático, menos estruturado e menos persistente que o de 2005.
Não deixa de ser um belíssimo vinho, mas teve azar na comparação com o 2005 que estava superlativo e mostrou-se num ponto óptimo de consumo.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Alentejo (Portalegre)
Produtor: Tapada do Chaves, Sociedade Agrícola e Comercial
Preço em feira de vinhos: 11,29 €
Vinho: Tapada do Chaves Reserva 2005 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Trincadeira, Aragonês, Castelão
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Tapada do Chaves Reserva 2009 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet
Nota (0 a 10): 8
sábado, 15 de fevereiro de 2020
No meu copo 825 - Conventual tinto 2017
Este vinho nunca foi grande coisa, mas parece agora querer guindar-se a um outro patamar sob a nova gestão.
É ligeiro e aberto, sem grande estrutura, mas com aroma suave, elegante e redondo na boca. O final é relativamente curto e pouco intenso mas macio.
Pelo preço que custa, deveria ser melhor.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Conventual 2017 (T)
Região: Alentejo (Portalegre)
Produtor: Adega de Portalegre Winery
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet
Grau alcoólico: 14%
Preço: 4,50 €
Nota (0 a 10): 6,5
Foto da garrafa obtida no site do produtor
É ligeiro e aberto, sem grande estrutura, mas com aroma suave, elegante e redondo na boca. O final é relativamente curto e pouco intenso mas macio.
Pelo preço que custa, deveria ser melhor.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Conventual 2017 (T)
Região: Alentejo (Portalegre)
Produtor: Adega de Portalegre Winery
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet
Grau alcoólico: 14%
Preço: 4,50 €
Nota (0 a 10): 6,5
Foto da garrafa obtida no site do produtor
terça-feira, 11 de fevereiro de 2020
No meu copo 824 - Portalegre DOC tinto 2005
Temos aqui um Portalegre tinto ainda do tempo da Adega Cooperativa, à moda clássica.
Apresentou uma cor granada fechada, aroma complexo e intenso a frutos maduros. Na boca mostrou-se encorpado e com boa estrutura e persistência.
Muito fechado no início, demorou algum tempo a abrir no copo, tornando-se então mais macio, com taninos suaves e envolventes.
Estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês, mostrando a madeira bem integrada no conjunto, já amaciada pelo tempo e a aparecer discretamente em fundo no fim de boca.
Um clássico que nunca nos deixa ficar mal, agora com um novo fôlego, e que vale sempre a pena revisitar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Portalegre DOC 2005 (T)
Região: Alentejo (Portalegre)
Produtor: Adega Cooperativa de Portalegre
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet, Grand Noir
Preço em feira de vinhos: 13,39 €
Nota (0 a 10): 8
Apresentou uma cor granada fechada, aroma complexo e intenso a frutos maduros. Na boca mostrou-se encorpado e com boa estrutura e persistência.
Muito fechado no início, demorou algum tempo a abrir no copo, tornando-se então mais macio, com taninos suaves e envolventes.
Estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês, mostrando a madeira bem integrada no conjunto, já amaciada pelo tempo e a aparecer discretamente em fundo no fim de boca.
Um clássico que nunca nos deixa ficar mal, agora com um novo fôlego, e que vale sempre a pena revisitar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Portalegre DOC 2005 (T)
Região: Alentejo (Portalegre)
Produtor: Adega Cooperativa de Portalegre
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet, Grand Noir
Preço em feira de vinhos: 13,39 €
Nota (0 a 10): 8
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
No meu copo 823 - Quinta do Mouro Rótulo Dourado tinto 2010
Que grande vinho! Uma completa revelação que não esperava.
Já tinha provado um Quinta do Mouro, há uns anos, mas não nesta versão de Rótulo Dourado. Este produtor tem granjeado alguma fama com os seus vinhos que representam do melhor que se faz no Alentejo, conseguindo manter um perfil clássico e típico do velho Alentejo embora produzindo vinhos num registo “fora da caixa”.
Do lote de castas apresentadas, a única que foi importada recentemente foi a ubíqua Touriga Nacional, sendo que as restantes há muito que fazem parte dos encepamentos mais tradicionais dos vinhos alentejanos clássicos.
Tudo isto para chegarmos onde? A um vinho que nos surpreendeu em toda a linha, um daqueles vinhos que nos enchem a alma e nos deixam quase sem palavras perante a excelência que estamos a saborear.
Difícil é descrevê-lo. É encorpado, robusto, pujante, persistente, com madeira discreta e bem integrada, taninos bem firmes mas macios e aveludados, fim de boca intenso e vibrante. No aroma predominam as notas de frutos vermelhos e com discreto fundo de especiarias. Além de tudo isto, é elegante e sofisticado.
Caríssimo? Sem dúvida, mas magnífico!
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2010 (T)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: Miguel Viegas Louro
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço: 69 €
Nota (0 a 10): 9,5
Foto da garrafa obtida através de motor de busca
Já tinha provado um Quinta do Mouro, há uns anos, mas não nesta versão de Rótulo Dourado. Este produtor tem granjeado alguma fama com os seus vinhos que representam do melhor que se faz no Alentejo, conseguindo manter um perfil clássico e típico do velho Alentejo embora produzindo vinhos num registo “fora da caixa”.
Do lote de castas apresentadas, a única que foi importada recentemente foi a ubíqua Touriga Nacional, sendo que as restantes há muito que fazem parte dos encepamentos mais tradicionais dos vinhos alentejanos clássicos.
Tudo isto para chegarmos onde? A um vinho que nos surpreendeu em toda a linha, um daqueles vinhos que nos enchem a alma e nos deixam quase sem palavras perante a excelência que estamos a saborear.
Difícil é descrevê-lo. É encorpado, robusto, pujante, persistente, com madeira discreta e bem integrada, taninos bem firmes mas macios e aveludados, fim de boca intenso e vibrante. No aroma predominam as notas de frutos vermelhos e com discreto fundo de especiarias. Além de tudo isto, é elegante e sofisticado.
Caríssimo? Sem dúvida, mas magnífico!
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2010 (T)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: Miguel Viegas Louro
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço: 69 €
Nota (0 a 10): 9,5
Foto da garrafa obtida através de motor de busca
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
No meu copo 822 - Marquês de Marialva Colheita Seleccionada tinto 2013
Continuamos na Bairrada mas agora num registo completamente diferente, com um tinto da gama de entrada de Cantanhede.
Como acontece praticamente em todas as casas, a Adega Cooperativa tem excelentes vinhos mas este é um daqueles que servem para compor o portefólio com vinhos a baixo custo.
É vinho aberto, leve, pouco encorpado, elegante na boca mas com pouca intensidade aromática e com final discreto. As castas que o compõem estão bem ligadas mas não se encontra uma marca indelével de nenhuma delas, nem sequer a Baga se mostra aqui muito exuberante.
Não será, portanto, o mais típico dos bairradinos (para aqueles fãs dos Bairrada mais clássicos), mas acaba, por outro lado, por ter a vantagem de se tornar um vinho fácil de beber precisamente pelos mais resistentes ao apelo da Baga.
Pelo preço que custa, não se pode esperar muito mais. Para outros voos, há outras referências bem mais desafiantes que um dia destes inevitavelmente iremos abrir.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Marquês de Marialva Colheita Seleccionada 2013 (T)
Região: Bairrada
Produtor: Adega Cooperativa de Cantanhede
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Baga
Preço em feira de vinhos: 2,29 €
Nota (0 a 10): 6
Como acontece praticamente em todas as casas, a Adega Cooperativa tem excelentes vinhos mas este é um daqueles que servem para compor o portefólio com vinhos a baixo custo.
É vinho aberto, leve, pouco encorpado, elegante na boca mas com pouca intensidade aromática e com final discreto. As castas que o compõem estão bem ligadas mas não se encontra uma marca indelével de nenhuma delas, nem sequer a Baga se mostra aqui muito exuberante.
Não será, portanto, o mais típico dos bairradinos (para aqueles fãs dos Bairrada mais clássicos), mas acaba, por outro lado, por ter a vantagem de se tornar um vinho fácil de beber precisamente pelos mais resistentes ao apelo da Baga.
Pelo preço que custa, não se pode esperar muito mais. Para outros voos, há outras referências bem mais desafiantes que um dia destes inevitavelmente iremos abrir.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Marquês de Marialva Colheita Seleccionada 2013 (T)
Região: Bairrada
Produtor: Adega Cooperativa de Cantanhede
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Baga
Preço em feira de vinhos: 2,29 €
Nota (0 a 10): 6
quinta-feira, 30 de janeiro de 2020
No meu copo 821 - Quinta do Valdoeiro Reserva tinto 2015
Continuando no universo Messias, passamos do Dão para a vizinha Bairrada, onde as Caves detêm a Quinta do Valdoeiro, situada na freguesia da Vacariça, concelho da Mealhada, na vertente poente da Serra do Buçaco. Esta quinta foi adquirida pela Sociedade aos herdeiros do Visconde de Valdoeiro nos anos 40 do século XX.
A partir de 1985 foi levada a cabo a reconversão gradual dos vinhedos, tendo as plantações mais recentes, realizadas em 1997, privilegiado a Syrah e a Touriga Nacional, que se juntaram à Baga, Castelão, Arinto, Bical, Cercial e Chardonnay.
A vinificação foi efecutada com maceração pelicular prolongada e estágio em barricas de carvalho francês durante 24 meses, sempre com base na Baga.
Este Reserva tinto de 2015 apresenta uma cor rubi, aroma intenso e complexo com notas de frutos do bosque. Na boca apresenta-se estruturado e pujante, com alguma adstringência inicial a requer o adequado arejamento. Taninos firmes mas sedosos e acidez refrescante. O final é longo e persistente.
A combinação de castas resulta quase na perfeição, combinando a pujança da Baga, o floral da Touriga Nacional e o apimentado e frutado do Cabernet Sauvignon nas doses certas. Mostra ter potencial de guarda mas está num momento excelente para o consumo, pelo que foi bebido na altura certa.
É um vinho que apresenta uma boa relação qualidade-preço e um bom representante da Bairrada, que merece ser revisitado.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Valdoeiro Reserva 2015 (T)
Região: Bairrada
Produtor: Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias
Grau alcoólico: 13%
Castas: Baga, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço: 10,25 €
Nota (0 a 10): 8
A partir de 1985 foi levada a cabo a reconversão gradual dos vinhedos, tendo as plantações mais recentes, realizadas em 1997, privilegiado a Syrah e a Touriga Nacional, que se juntaram à Baga, Castelão, Arinto, Bical, Cercial e Chardonnay.
A vinificação foi efecutada com maceração pelicular prolongada e estágio em barricas de carvalho francês durante 24 meses, sempre com base na Baga.
Este Reserva tinto de 2015 apresenta uma cor rubi, aroma intenso e complexo com notas de frutos do bosque. Na boca apresenta-se estruturado e pujante, com alguma adstringência inicial a requer o adequado arejamento. Taninos firmes mas sedosos e acidez refrescante. O final é longo e persistente.
A combinação de castas resulta quase na perfeição, combinando a pujança da Baga, o floral da Touriga Nacional e o apimentado e frutado do Cabernet Sauvignon nas doses certas. Mostra ter potencial de guarda mas está num momento excelente para o consumo, pelo que foi bebido na altura certa.
É um vinho que apresenta uma boa relação qualidade-preço e um bom representante da Bairrada, que merece ser revisitado.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Valdoeiro Reserva 2015 (T)
Região: Bairrada
Produtor: Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias
Grau alcoólico: 13%
Castas: Baga, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço: 10,25 €
Nota (0 a 10): 8
domingo, 26 de janeiro de 2020
No meu copo 820 - Quinta do Penedo Reserva tinto 2013
A Quinta do Penedo é uma das propriedades das Caves Messias, juntamente com a Quinta do Cachão no Douro e a Quinta do Valdoeiro na Bairrada. Fica situada na Aldeia de Carvalho, próximo de Mangualde, e foi adquirida pela Messias em 1998, estando a sua origem como vinha situada em 1930.
Parte da Quinta foi reestruturada em 2000 com a plantação de Touriga Nacional, Alfrocheiro e Encruzado, que se juntaram às já existentes Tinta Roriz, Jaen e Tinto Cão.
Existe também uma área de pinhal e pomar de cerejeiras.
Este vinho foi elaborado através de vinificação clássica em lagares de granito, com pisa a pé. Estagiou 12 meses em madeira nova e usada.
Apresenta uma cor rubi de intensidade média, aroma com algum mineral e apontamentos de frutos pretos e do bosque. Estrutura média, algo delgado de corpo, final de boca mediano.
Desconhecia este Dão tinto da Messias, e fiquei indeciso sobre o que pensar dele. Não encantou. Pareceu faltar-lhe alguma personalidade, tipicidade. Dadas as castas utilizadas, seria expectável uma maior identificação com as características típicas do Dão.
Poderá ser um vinho para revisitar, para esperar por outra colheita. Poderá ser uma questão de estar num patamar de evolução menos favorável (quantas e quantas vezes acontece isto, e quantas vezes somos surpreendidos por vinhos em momentos de evolução extraordinários sem estarmos à espera...).
Dado o historial da Messias, tanto no Dão como na Bairrada, será sempre de esperar qualquer coisa melhor.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Penedo Reserva 2013 (T)
Região: Dão
Produtor: Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro
Preço: 10,25 €
Nota (0 a 10): 7,5
Parte da Quinta foi reestruturada em 2000 com a plantação de Touriga Nacional, Alfrocheiro e Encruzado, que se juntaram às já existentes Tinta Roriz, Jaen e Tinto Cão.
Existe também uma área de pinhal e pomar de cerejeiras.
Este vinho foi elaborado através de vinificação clássica em lagares de granito, com pisa a pé. Estagiou 12 meses em madeira nova e usada.
Apresenta uma cor rubi de intensidade média, aroma com algum mineral e apontamentos de frutos pretos e do bosque. Estrutura média, algo delgado de corpo, final de boca mediano.
Desconhecia este Dão tinto da Messias, e fiquei indeciso sobre o que pensar dele. Não encantou. Pareceu faltar-lhe alguma personalidade, tipicidade. Dadas as castas utilizadas, seria expectável uma maior identificação com as características típicas do Dão.
Poderá ser um vinho para revisitar, para esperar por outra colheita. Poderá ser uma questão de estar num patamar de evolução menos favorável (quantas e quantas vezes acontece isto, e quantas vezes somos surpreendidos por vinhos em momentos de evolução extraordinários sem estarmos à espera...).
Dado o historial da Messias, tanto no Dão como na Bairrada, será sempre de esperar qualquer coisa melhor.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Penedo Reserva 2013 (T)
Região: Dão
Produtor: Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro
Preço: 10,25 €
Nota (0 a 10): 7,5
quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
No meu copo 819 - Castelo Rodrigo, Síria 2016
Nascido em clima continental mediterrânico, em solos de xistos e arenitos. Foi vinificado a temperatura controlada, com final de fermentação em barricas de carvalho com remontagem periódica de borras finas.
Vinho ligeiramente aberto, leve, medianamente aromático. Apresenta ligeiro aroma a frutos tropicais com algum citrino, estrutura ligeira e final medianamente persistente. Adequado para pratos não muito temperados.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Castelo Rodrigo, Síria 2016 (B)
Região: Beira Interior
Produtor: Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo
Grau alcoólico: 13%
Casta: Síria
Preço: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho ligeiramente aberto, leve, medianamente aromático. Apresenta ligeiro aroma a frutos tropicais com algum citrino, estrutura ligeira e final medianamente persistente. Adequado para pratos não muito temperados.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Castelo Rodrigo, Síria 2016 (B)
Região: Beira Interior
Produtor: Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo
Grau alcoólico: 13%
Casta: Síria
Preço: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
domingo, 19 de janeiro de 2020
No meu copo 818 - HM Lisboa branco 2018
Terceira colheita deste vinho criado com a ajuda dos futuros compradores. Depois do lançamento da primeira edição, de 2016, a de 2017 mostrou-se mais madura e agora chegou-nos ao copo a mais recente, de 2018, com grau alcoólico igual ao da primeira edição.
Esta terceira edição mostra-nos um vinho bastante aromático, elegante, suave, novamente menos estruturado que o de 2017 mas mais crescido em relação ao de 2016. De ano para ano, Hugo Mendes vai afinando o vinho até chegar ao ponto desejado.
Cumprindo a tradição já estabelecida desde o primeiro ano, o perfil mantém-se e não desilude. Para os amantes do Arinto, como é o nosso caso, este é um exemplar excelente para apreciar as características da casta, bem marcadas no vinho e muito bem balanceadas com o equilíbrio e a estrutura do Fernão Pires.
Nesta evolução apareceram entretanto dois monocasta puros, um Fernão Pires e um Vital, que teremos oportunidade de provar brevemente.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: HM Lisboa 2018 (B)
Região: Lisboa
Produtor: Hugo Mendes Wines
Grau alcoólico: 11%
Castas: Arinto, Fernão Pires
Preço: 10 € (patronos)
Nota (0 a 10): 8
Esta terceira edição mostra-nos um vinho bastante aromático, elegante, suave, novamente menos estruturado que o de 2017 mas mais crescido em relação ao de 2016. De ano para ano, Hugo Mendes vai afinando o vinho até chegar ao ponto desejado.
Cumprindo a tradição já estabelecida desde o primeiro ano, o perfil mantém-se e não desilude. Para os amantes do Arinto, como é o nosso caso, este é um exemplar excelente para apreciar as características da casta, bem marcadas no vinho e muito bem balanceadas com o equilíbrio e a estrutura do Fernão Pires.
Nesta evolução apareceram entretanto dois monocasta puros, um Fernão Pires e um Vital, que teremos oportunidade de provar brevemente.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: HM Lisboa 2018 (B)
Região: Lisboa
Produtor: Hugo Mendes Wines
Grau alcoólico: 11%
Castas: Arinto, Fernão Pires
Preço: 10 € (patronos)
Nota (0 a 10): 8
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