quinta-feira, 15 de novembro de 2018

No meu copo 715 - Esporão Colheita tinto 2015

Esta é uma estreia absoluta nas Krónikas Viníkolas.

Lançado recentemente no portefólio da Herdade do Esporão, este Esporão Colheita, vinho de produção biológica e irmão mais novo do emblemático Esporão Reserva, é um vinho com um perfil bem diferente do Esporão clássico, a começar desde logo no lote de uvas utilizadas.

Com uma mistura inusual de Cabernet Sauvignon e Touriga Franca, é um vinho de cor rubi brilhante, com aromas intensos de frutos vermelhos a predominar sobre um fundo vegetal. Apresenta-se com uma grande frescura na prova de boca, com boa estrutura e taninos suaves com final elegante e persistente.

Tem origem em solos xistosos, vinhas com 6 anos de idade e fermentou em tulipas de betão, onde posteriormente estagiou durante 6 meses.

Foi uma bela revelação, com um carácter jovem mas adulto a revelar um vinho com todas as condições para se afirmar rapidamente no mercado português. Como tudo o que sai do Esporão costuma ser bom, aguardamos com expectativa as próximas colheitas e as próximas provas, para vermos se se confirma esta boa novidade.

Pelas impressões já colhidas, é mais um vinho para acrescentar à nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Esporão Colheita 2015 (T)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão
Grau alcoólico: 14%
Castas: Cabernet Sauvignon, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8,5

domingo, 11 de novembro de 2018

No meu copo 714 - Duas Quintas Reserva tinto 2008

Passados alguns anos voltamos a falar dum dos grandes tintos portugueses. Outras provas aconteceram entretanto, das edições de 2006 e 2007, mas não houve oportunidade de trazê-las à estampa.

Sendo uma das marcas emblemáticas da Ramos Pinto, esta versão Reserva do Duas Quintas é desde há muito tempo um vinho que se guindou a patamares de excelência, dando-nos do melhor que há no Douro Superior.

Sabendo que naquela zona se produzem grandes vinhos tintos e se obtêm algumas das grandes referências nacionais com diversos perfis (os da Casa Ferreirinha, produzidos na Quinta da Leda, destacam-se pela elegância), o Duas Quintas sempre se pautou pela robustez e concentração, características que se mantêm.

De cor quase retinta, aroma predominante a frutos vermelhos maduros, na boca apresenta-se concentrado e estruturado, com grande corpo e final persistente e intenso, com taninos firmes mas macios. É um dos tais raros vinhos robustos com elegância.

É um daqueles vinhos dos quais se pode dizer que custam muito dinheiro mas não são caros para o prazer que proporcionam.

Top!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Duas Quintas Reserva 2008 (T)
Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto
Grau alcoólico: 15%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca
Preço em feira de vinhos: cerca de 25 €
Nota (0 a 10): 9

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

No meu copo 713 - Vila Santa Reserva tinto 2013

Está em excelente forma, este Vila Santa Reserva de 2013, mais uma garrafa recebida como oferta da João Portugal Ramos Vinhos.

Apresentou-se no ponto óptimo de consumo, com todas as suas componentes em equilíbrio. Corpo, acidez, aroma, estrutura, taninos, tudo quanto baste, e tudo envolvido por uma discreta e elegante suavidade que harmoniza o conjunto.

É um daqueles casos em que quase se parece conseguir fazer a quadratura do círculo nos vinhos: aliar robustez, pujança e estrutura com elegância, suavidade e algum requinte.

Há garrafas que se encontram, no seu estado de evolução, em momentos mais felizes, outras em momentos menos felizes. Esta, para nosso deleite, enquadrou-se no lote das primeiras. Foi bebida numa ocasião muito especial em que desfilaram também o Duorum tinto 2012 e 2014, o Quinta da Viçosa TC 2011 e o Duas Quintas Reserva 2008. Pois a verdade é que o Vila Santa não deixou os seus créditos por mãos alheias e bateu-se galhardamente com os seus parceiros de ocasião, mostrando-se à altura do desafio.

Dos tintos da Adega Vila Santa que já tive ocasião de provar, este foi um dos que mais me agradaram e surpreenderam pela positiva. Que é bom já sabemos, mas não esperávamos que este estivesse tão bom!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Vila Santa Reserva 2013 (T)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 8,5


Foto da garrafa obtida no site do produtor

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

No meu copo 712 - Duorum tinto 2012; Duorum tinto 2014

Voltando aos domínios da dupla João Portugal Ramos/José Maria Soares Franco, provámos estas duas garrafas de Duorum tinto, que estão em excelente forma.

É um vinho bem estruturado, persistente, elegante e complexo, que está excelentemente posicionado no patamar em que se encontra.

Aroma frutado intenso com algum floral, taninos firmes mas redondos, acidez fina e equilibrada e madeira bem integrada no conjunto.

Um valor seguro na gama de preços entre os 5 e os 10 euros, com uma excelente relação qualidade-preço.

É um vinho que merece claramente estar na nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Duorum 2012 (T)
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Duorum 2014 (T)
Nota (0 a 10): 8

Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 6,77 €


Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

No meu copo 711 - Gamla, Cabernet Sauvignon 2015

Foi a segunda vez que tive oportunidade de provar um monocasta de Cabernet Sauvignon produzido em Israel. A primeira tinha sido no já longínquo ano de 1995 e na altura encantou-me.

Passados todos estes anos tive curiosidade em experimentar novamente, agora de forma mais atenta e tendo em conta o local onde é produzido. Israel fica numa latitude abaixo de Portugal, sensivelmente a par da Tunísia e do norte de Marrocos, logo é provável que o clima seja propício a uma boa maturação das uvas. Há contudo um pormenor interessante: este produtor está localizado nos conhecidos (não pelas melhores razões) Montes Golan, a norte do Mar da Galileia, cerca de 200 km a norte de Jerusalém. As vinhas estão situadas entre as zonas “Northern Golan” e “Eastern Golan”, entre os 400 e os 1200 m de altitude, pelo que beneficiam dum clima mais fresco que a generalidade do país.

Em 2012 a Golan Heights Winery foi nomeada New World Winery do Ano pela Wine Enthusiast Magazine, e é-lhe geralmente atribuído o papel de ter iniciado a revolução de qualidade dos vinhos israelitas (informação obtida na Wikipédia).

Falando do vinho, este monocasta de Cabernet Sauvignon apresentou-se com uma boa concentração de cor, taninos bem maduros e redondos, aroma a frutas pretas e vermelhas, com algum achocolatado e compota. Na boca é bem estruturado, envolvente e suave, o final é macio e persistente.

Não se pode dizer que seja um vinho abençoado pela proximidade da chamada “Terra Santa”, mas este exemplar parece indicar que há um grande potencial para a produção de bons tintos.

Falta saber como serão os brancos, mas para isso há que por uma oportunidade.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Gamla, Cabernet Sauvignon 2015 (T)
Região: Upper Galilee (Israel)
Produtor: Golan Heights Winery – Katzrin
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço: 17,41 €
Nota (0 a 10): 8

terça-feira, 30 de outubro de 2018

No meu copo 710 - Casa Cadaval, Cabernet Sauvignon 1993

Agora no Ribatejo, continuamos próximo de Almeirim para um regresso no tempo, a um clássico da Casa Cadaval.

Um velho amigo, entretanto desaparecido, tinha neste vinho a sua versão preferida do Cabernet Sauvignon em Portugal, pela sua pujança e robustez.

Esta garrafa com uma colheita datada de há 25 anos ainda apareceu em muito boa forma, naturalmente amaciada pelo tempo.

Apresentou-se macio, ainda muito estruturado e encorpado, com final prolongado. Redondo na prova de boca, no nariz sobressaem aromas terciários com algumas notas terrosas. Dos traços típicos do Cabernet Sauvignon destaca-se ainda algum fruto vermelho maduro de forma muito discreta.

Sabe bem rever estas relíquias que nos transportam de volta para aromas e sabores que julgávamos já perdidos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Casa Cadaval, Cabernet Sauvignon 1993 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço: 12,25 €
Nota (0 a 10): 8

sábado, 27 de outubro de 2018

No meu copo 709 - Fiúza: Cabernet Sauvignon 2015; Touriga Nacional 2015; Sauvignon Blanc 2015

Os vinhos da Fiúza são presença frequente nas nossas mesas, e vamos provando as várias edições dos monocasta, tanto em tinto como em branco.

Estes três vinhos já foram provados anteriormente, e a prova mais recente confirmou as impressões habituais.

Os tintos são dois bons vinhos por preços muito simpáticos, sendo que o Cabernet Sauvignon vem mais ao encontro dos nossos gostos. Cor medianamente concentrada, aroma com notas achocolatadas e compotadas, encorpado e com taninos maduros e redondos. Final complexo e persistente.

No caso do Touriga Nacional, apresenta-se de cor mais concentrada mas mais redondo na boca, com predominância de notas florais no aroma, embora com um final mais curto e menos intenso. Depois das garrafas abertas algum tempo, o Cabernet Sauvignon acaba por se destacar pela persistência, enquanto o Touriga Nacional tem tendência a decair no copo.

Feito o balanço, o Cabernet Sauvignon fica uns furos acima.

Finalmente o Sauvignon Blanc, casta branca que à semelhança do Cabernet Sauvignon (e tendo em conta que há parcerias genéticas) se tornou um caso de paixão aqui por estas bandas, e que raramente nos deixa ficar mal. Cor cítrica concentrada, aroma com algum floral e predominância de frutos tropicais, boa textura na boca e acidez vibrante com final vivo e persistente. Uma aposta sempre ganha e para repetir.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright

Vinho: Fiúza, Cabernet Sauvignon 2015 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 4,51 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Fiúza, Touriga Nacional 2015
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Touriga Nacional 2015
Preço em feira de vinhos: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Fiúza, Sauvignon Blanc 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 4,06 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

No meu copo 708 - Reguengos Selecção branco e tinto 2016

Estes dois vinhos foram provados em restaurante, ao almoço, durante a semana. Trata-se de duas novas marcas intermédias deste vinho clássico, que fizeram provas agradáveis.

O branco mostrou-se particularmente interessante pela acidez que revelou. Ao tradicional Antão Vaz, casta branca emblemática do Alentejo, juntou-se o Gouveio, típico do Douro, do que resultou um lote com boa frescura, acidez e algum floral (por acaso gostava de saber se ou Gouveio já é uma casta autorizada, pois o vinho é DOC Alentejo). De cor amarelo palha aberto, mostrou-se persistente na boca e com notas de frutos tropicais, com final elegante e fresco.

O tinto, com um lote mais típico da região, apresentou-se de cor granada, igualmente fresco na prova de boca e com boa estrutura, encorpado e macio como é habitual nestes vinhos, com aromas de frutos silvestres e final redondo mas persistente.

São dois vinhos interessantes para consumo diário por uma qualidade bastante satisfatória. Surpreenderam pela positiva. Em relação ao Reguengos DOC habitual, nota-se um acréscimo de qualidade evidente.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz

Vinho: Reguengos Selecção 2016 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Antão Vaz, Gouveio
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Reguengos Selecção 2016 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet
Nota (0 a 10): 7

sábado, 20 de outubro de 2018

No meu copo 707 - Poço do Lobo, Arinto branco 1995; Frei João Clássico branco 2015

Cerca de um ano depois, voltámos à carga com dois brancos das Caves São João que nos encheram as medidas nos últimos meses de 2017.

O Poço do Lobo Arinto de 1995 foi uma excelente surpresa, principalmente quando eu tenho uma relação difícil com brancos velhos que, ao contrário dos tintos, raramente me convencem. Este, no entanto, mostrou-se de excelente saúde e, com o perfil normal dentro da evolução, apresentou uma frescura notável e aromas melados muito suaves. Isso justificou a aquisição duma segunda garrafa, que se apresentou ainda melhor, aumentando ainda mais a surpresa!

Ao evoluir no copo mostrou-se um enorme vinho, com uma persistência notável e uma acidez e vivacidade na boca que ultrapassaram tudo o que se podia esperar. Brilhante!

Quanto ao novo Frei João Clássico branco 2015, com um perfil... clássico, tratou-se apenas duma boa confirmação depois duma excelente primeira impressão. É um branco tipicamente para meia-estação e para pratos elaborados, revelando alguma versatilidade na ligação com os pratos. É um vinho para continuar a acompanhar em futuros lançamentos, e que merece figurar nas nossas sugestões.

Dois vinhos brancos com 20 anos de diferença, mas... que belíssimos vinhos!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Bairrada
Produtor: Caves São João

Vinho: Poço do Lobo, Arinto 1995 (B)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Arinto
Preço: 9,50 €
Nota (0 a 10): 9

Vinho: Frei João Clássico 2015 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Cercial, Bical
Preço: 15 €
Nota (0 a 10): 8,5

terça-feira, 16 de outubro de 2018

No meu copo 706 - Quinta de Pancas: Reserva Arinto 2015; Reserva Chardonnay 2015

A nova era da Quinta de Pancas compreende uma nova linha de vinhos onde se inclui um conjunto de monocastas brancos.

Os dois vinhos que agora apresentamos foram-nos oferecidos pelo produtor, o que muito agradecemos, e aqui estamos a fazer a primeira apreciação dos brancos. Mais tarde seguir-se-ão dois tintos que também nos fizeram chegar.

O Arinto, como se sabe, é uma das castas brancas emblemáticas do país, dando-se particularmente bem no centro e no sul e tendo na Estremadura (região vitivinícola de Lisboa) o seu berço natural e porventura o local onde melhor expressa as suas qualidades.

Este Reserva Arinto 2015 da Quinta de Pancas mostrou-se muito intenso no aroma citrino, com muita frescura na boca e marcada mineralidade, com um final vivo, persistente e suave. É um vinho que se adapta perfeitamente a pratos elaborados de peixe e carnes brancas e de aves. Muito bem conseguido.

O Reserva Chardonnay 2015 mostrou-se menos expressivo no aroma. O habitual casamento do Chardonnay com o estágio em madeira (9 meses em barrica de carvalho francês) não se expressa claramente na complexidade do vinho, que no aroma mostra as habituais notas de frutos tropicais. O final é algo curto e na boca apresenta-se algo delgado. Talvez um perfil a melhorar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: Quinta de Pancas Vinhos - Companhia das Quintas

Vinho: Quinta de Pancas Reserva, Arinto 2015 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço: 13,70 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Pancas Reserva, Chardonnay 2015 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Chardonnay
Preço: 13,70 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 13 de outubro de 2018

No meu copo 705 - Casa Santos Lima: Cabernet Sauvignon 2014; Reserva 2012

Continuamos na zona de Alenquer, agora com um pequeno salto à Casa Santos Lima.

Começando pelo monocasta Cabernet Sauvignon, mostra-se encorpado e robusto, mas com o aroma algo discreto e final curto e pouco exuberante no aroma.

Já o Reserva leva-nos para outros voos logo ao primeiro aroma. É um vinho de grande intensidade aromática, estruturado e persistente, com final complexo e longo, taninos firmes mas macios, e boa integração com a madeira onde estagiou durante 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Nota-se bem na prova a diferença de patamar entre estes dois vinhos. O Reserva justifica uma nova prova.

O Cabernet Sauvignon fica-se por um registo mais mediano, embora o preço seja bastante simpático para aquilo que oferece.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: Casa Santos Lima

Vinho: Casa Santos Lima, Cabernet Sauvignon 2014 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 2,49 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Casa Santos Lima Reserva 2012 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Syrah, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 8,24 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Quinta do Monte d’Oiro - Os novos vinhos aristocráticos




A Quinta do Monte d’Oiro procedeu à apresentação da nova gama de vinhos e rótulos, com uma alteração de marcas e imagens de modo a uniformizar a designação dos vinhos e a sua apresentação. A última grande alteração de imagem tinha ocorrido há cerca de 20 anos. Nesta de agora trata-se mais de alguns ajustes de pormenor nos rótulos segundo um novo conceito.

O evento decorreu no piso superior do restaurante Eleven, no alto do Parque Eduardo VII, em Lisboa, e contou com a presença de vários colaboradores da casa, a começar por pai e filho, José e Francisco Bento dos Santos, além de outros ligados às equipas de enologia e marketing.

A começar pelos nomes dos vinhos, a partir de agora todos os produtos do portefólio passarão a partilhar a mesma designação debaixo da marca Quinta do Monte d’Oiro. Deixam assim de existir as marcas Lybra, Aurius, Têmpera, Madrigal e Syrah 24, qua ganham novas designações.

Acompanhados por uns petiscos que iam desfilando pela sala, estiveram disponíveis para prova todas as 11 marcas disponíveis.

A primeira novidade que tive oportunidade de conhecer foi o novo Reserva rosé, que vai na segunda edição e foi uma boa revelação. Este é o rosé que passa por madeira e resultou num vinho muito equilibrado e aromático, elegante e com estrutura quando baste sem ser pesado, com uma cor salmão desmaiada. Promete.

Os outros já eram conhecidos de outras ocasiões, mas não podemos deixar de distinguir o Reserva tinto, claramente um vinho doutra dimensão num nível médio já de si elevadíssimo, mas em que este vinho nos transporta para outro patamar. Todos os restantes acima da gama de entrada até agora designada como Lybra, o Reserva branco (ex-Madrigal), o Petit Verdot, o Touriga Nacional (ex-Aurius), o Tinta Roriz (ex-Têmpera), o Parcela 24 (ex-Syrah 24) e o Ex-Aequo são vinhos de elevado gabarito e que fazem as delícias do enófilo mais exigente. Difícil é escolher qual é aquele de que se gosta mais.

Quanto aos rótulos, partilham agora o mesmo sol com diferentes cores em cada garrafa, apresentando motivos de fundo que variam com a gama. O único que mantém tanto um rótulo como uma marca diferente é o Ex-Aequo, que assim se diferencia dos restantes.

A partir de agora será uma questão de habituação até a identificação dos vinhos se tornar automática. Tentando resumir a situação, poderíamos apresentá-la desta forma.



Marca anterior
Nova marca
Lybra (tinto, branco, rosé)
Quinta do Monte d’Oiro (tinto, branco, rosé)
Madrigal
Quinta do Monte d’Oiro Reserva branco
Aurius
Quinta do Monte d’Oiro Touriga Nacional
Single Vineyard | Limited Edition
Têmpera
Quinta do Monte d’Oiro Tinta Roriz
Single Vineyard | Limited Edition
Syrah 24
Quinta do Monte d’Oiro Parcela 24
Single Vineyard | Limited Edition


Marcas que se mantêm

Quinta do Monte d’Oiro Reserva tinto

Quinta do Monte d’Oiro Reserva rosé

Quinta do Monte d’Oiro Petit Verdot
Single Vineyard | Limited Edition

Ex-Aequo



Existem depois designações adicionais nos nomes dos vinhos monocasta (Touriga Nacional, Tinta Roriz, Petit Verdot e Parcela 24, que apresentarão ainda a indicação Single Vineyard | Limited Edition, uma vez que cada um deles representará uma parcela única e específica da vinha. Se quisermos ser um pouco mais perfeccionistas, poderemos acrescentar esta designação nos vinhos indicados (texto a azul na tabela acima).

Entretanto estão já em vias de lançamento as novas colheitas sob o chapéu da nova marca:

• Reserva Branco 2017 (Vinho Biológico)
• Reserva Rosé 2017
• Reserva Tinto 2014
• Tinta Roriz 2015
• Touriga Nacional 2015
• Parcela 24 2015
• Ex Aequo 2015


Resta-nos agradecer à Quinta do Monte d’Oiro, em particular na pessoa do Director-Geral Francisco Bento dos Santos, a oportunidade que nos proporcionou para assistir ao evento e pelas informações transmitidas, e desejar as maiores felicidades nesta nova etapa, a que se auguram os melhores auspícios. A qualidade do trabalho realizado assim o merece, e cá estaremos para acompanhar.

Kroniketas, enófilo informado

Fotos do evento por Krónikas Viníkolas
Imagens dos novos rótulos e do design dos mesmos fornecidas pelo produtor

domingo, 7 de outubro de 2018

Quinta do Monte d'Oiro - Amanhã há novidades...



E antes das novidades tivemos oportunidade de voltar a provar o Clarete 2006 e o Vinha da Nora 2005.

Estão simplesmente espectaculares! O Vinha da Nora parece um vinho eterno! Merece uma enorme vénia!

Kroniketas, enófilo informado e embevecido

Imagens recebidas do produtor

No meu copo 704 - Lybra: branco 2015; rosé 2016

Regressamos à Quinta do Monte d’Oiro para uma prova do branco e do rosé da gama Lybra.

Esta, que sucedeu à marca Vinha da Nora, foi alargada primeiro com um branco e depois com um rosé.

O Lybra branco já tinha sido provado anteriormente e revelou-se uma excelente surpresa, com todas as características dos melhores vinhos branco da região vitivinícola de Lisboa/Estremadura: muita frescura, excelente acidez, notas frutadas e minerais intensas, persistência e ao mesmo tempo elegância na prova de boca, com final macio, vivo e complexo. Se o primeiro impacto tinha sido muito positivo, o segundo não lhe ficou atrás.

O Lybra rosé é algo diferente. Elaborado apenas a partir de Syrah, que tem dado excelentes resultados nos tintos ali produzidos, resultou num vinho com um perfil a tender para o adocicado. Eu gosto deles mais secos e ácidos, e as experiências anteriores com Syrah não foram totalmente satisfatórias. “Syrah” uma boa casta para fazer rosés...?

Para já, deixemo-lo com o benefício da dúvida, até porque nesta casa habituámo-nos a que saibam muito bem o que andam a fazer, como o comprovaram as últimas provas aqui relatadas.

Aguardemos por novos lançamentos, até porque há novidades a chegar...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: José Bento dos Santos - Quinta do Monte d’Oiro

Vinho: Lybra 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viognier, Arinto, Marsanne
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Lybra 2016 (R)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Syrah
Preço em feira de vinhos: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

No meu copo 703 - Coelheiros tinto 2016

Continuando no Alentejo, estamos numa nova era da Herdade de Coelheiros. A propriedade mudou de dono, algumas das vinhas foram reconvertidas e o portefólio está a sofrer alterações.

A tradicional marca Tapada de Coelheiros apresenta-se com uma nova roupagem e num patamar de preços muito acima do habitual (quase a bater nos 30 €), o branco de Chardonnay vai deixar de existir e agora temos um novo vinho chamado apenas Coelheiros, em versão branco e tinto. É este último que aqui provamos pela primeira vez.

À primeira prova apresenta-se macio, encorpado e redondo na boca, com taninos macios e redondos. No nariz sobressem notas de frutos vermelhos maduros, o final é elegante e prolongado. Parece ser um vinho concebido para ser relativamente fácil de beber e impor-se mais pela elegância do que pela pujança.

Envelheceu um ano em barricas usadas.

Aguarda-se por outras confirmações. Esta primeira abordagem abriu alguma expectativa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Coelheiros 2016 (T)
Região: Alentejo (Arraiolos)
Produtor: Herdade de Coelheiros
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 8,58 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 29 de setembro de 2018

No meu copo 702 - Estremus 2011; Quinta da Viçosa TC 2011

Continuamos nos grandes produtores e nos grandes vinhos. Um grande repasto foi pretexto para abrir estas duas garrafas que aguardavam para ser apreciadas desde um memorável evento em que foram apresentadas as novidades pela João Portugal Ramos Vinhos no restaurante Feitoria do Hotel Altis Belém.

O Estremus 2011, dissemo-lo na altura, foi o vinho da noite. Superou tudo o que se poderia esperar dele e prometeu longa vida. E tem-na.

Curiosamente, no entanto, passados estes anos desde essa ocasião, as memórias que ficaram levam a pensar que o vinho se expressa melhor mais novo. Aquela vibração, aquela vivacidade quase agreste mas sem ser agressiva, conferem-lhe um perfil único e muito próprio que aconselham mais o seu consumo sem esperas demasiadas. Temos, frequentemente, a tendência para considerar que os vinhos muito vivos em jovens devem repousar uns anos para amaciar. Por vezes corremos o risco de essa macieza lhes retirar alguma da personalidade que os fazem destacar-se. Este Estremus parece ser um desses casos: continua magnífico, mas gostei mais dele mais jovem. Se a oportunidade se repetir, é de bebê-lo logo após o lançamento.

O Quinta da Viçosa 2011, uma tradição da casa com um lote da melhor casta portuguesa e da melhor casta estrangeira em cada edição, foi uma feliz combinação de duas castas que costumam casar maravilhosamente em Portugal. São inúmeros os vinhos já provados com este lote Touriga Nacional/Cabernet Sauvignon que deram resultados fantásticos, e este não fugiu à regra.

Excelente no aroma, com notas compotadas, de especiarias e frutos pretos. Bom volume de boca, final longo, persistente mas elegante. Fermentou em balseiros de carvalho francês, tendo estagiado em meias pipas novas. Muito bem, e ainda há outra garrafa para provar...

Mais uma vez os nossos agradecimentos a João Portugal Ramos e à sua equipa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos

Vinho: Estremus 2011 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Alicante Bouschet, Trincadeira
Preço: cerca de 75 €
Nota (0 a 10): 9

Vinho: Quinta da Viçosa TC 2011 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço: cerca de 28 €
Nota (0 a 10): 8,5


Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

terça-feira, 25 de setembro de 2018

No meu copo 701 - Duas Quintas Reserva branco 2017; Duas Quintas Celebração - Quinta de Ervamoira

Mantendo a mesma tradição dos posts centenários, iniciamos mais uma centena de posts de provas com dois grandes vinhos dum grande produtor. Não são novidades, mas são novas provas.

O Duas Quintas Reserva branco tinha sido provado já durante este ano, numa prova algo prejudicada pelo excessivo tempo de espera. O vinho já apresentava um perfil que não foi do nosso maior agrado.

Agora provámos esta colheita de 2017, acabadinha de chegar ao mercado. Mantendo a filosofia que deu origem à marca Duas Quintas já no longínquo ano de 1990 (mistura de uvas de terreno xistoso em baixa altitude e boa maturação na Quinta de Ervamoira, e de terreno granítico em altitude na Quinta dos Bons Ares), aqui sim, o vinho mostrou tudo aquilo que se espera dele.

Muito boa acidez, estrutura e intensidade aromática. Persistente e com final longo, mostra-se um excelente parceiro para a mesa que se adequa quer a pratos de peixe quer de carne, pois a sua estrutura permite-lhe bater-se quase com qualquer prato bem temperado e com robustez. Pode ser bom para envelhecer, mas parece-nos que é na juventude que se tira dele o melhor partido.

Já o Duas Quintas Celebração, de que tinha sido provado um exemplar único, foi adquirido numa dessas oportunidades que surgem de vez em quando nas garrafeiras com vinhos antigos. Em boa hora o fizemos, pois o vinho não perdeu nada em relação à prova anterior. Mantém-se um vinho de grande elegância e com grande personalidade, boa estrutura e persistência, já não com as notas frutadas tão em evidência mas com aromas mais complexos. Vale a pena repeti-lo uma vez e outra.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Douro
Produtor: Ramos Pinto

Vinho: Duas Quintas Reserva 2017 (B)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Rabigato, Arinto, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 14,11 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Duas Quintas Celebração - Quinta de Ervamoira (T) (sem data de colheita)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: não indicadas
Preço: 14,50 €
Nota (0 a 10): 8,5

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

700 provas - Resumo de vinhos

Foram estes os vinhos provados durante a sétima centena de posts.

Vinhos do Porto

Duorum Vintage 2007 - 8,5


Espumantes

Champanhe Taittinger Brut Réserve - 8
João Portugal Ramos Alvarinho Reserva Bruto Natural 2014 - 8
Marquês de Borba Bruto rosé 2014 - 8
Marquês de Marialva Blanc de Blancs Bruto - 7,5
Quinta do Boição Extra Bruto 2010 - 8



Rosé

Trás-os-Montes
Valle Pradinhos 2016 - 8

Douro
Santos da Casa 2016 - 7
Vallado, Touriga Nacional 2016 - 8

Lisboa
Quinta do Monte d’Oiro Clarete 2006 - 8

Tejo
Lagoalva 2016 - 7,5

Península de Setúbal
Quinta de Camarate 2016 - 7,5

Alentejo
Pouca Roupa 2016 - 7



Brancos

Verdes
João Portugal Ramos, Loureiro 2014 - 7
João Portugal Ramos, Loureiro 2017 - 7
Portal do Fidalgo, Alvarinho 2011 - 8

Trás-os-Montes
Quinta do Sobreiró de Cima 2016 - 7,5

Douro
Crasto Superior 2014 - 8
Duas Quintas Reserva 2010 - 8
Marka 2013 - 7,5
Quinta de Cidrô, Gewürztraminer 2016 - 8,5
Tons de Duorum 2016 - 7,5
Vallado 2016 - 8
Vallado Prima 2016 (1) e (2) - 8,5

Dão
Casa da Passarela, A Descoberta 2016 - 8
Quinta do Cerrado Encruzado 2012 - 8,5
Titular branco 2015 - 7,5

Bairrada
Frei João Clássico 2015 - 8,5
Marquês de Marialva Reserva, Arinto 2016 - 7,5
Poço do Lobo, Arinto 1995 - 8

Tejo
Fiúza, Chardonnay 2016 - 7,5
Lagoalva Talhão 1 2016 - 7,5
Padre Pedro Reserva 2015 - 7,5
Ninfa, Sauvignon Blanc 2015 - 8,5

Lisboa
Dory 2015 - 7
HM Lisboa 2016 - 7
HM Lisboa 2017 - 8
Quinta de S. Sebastião 2016 - 7,5
Stanley 2015 - 7,5

Bucelas
Prova Régia Reserva 2015 - 6,5

Península de Setúbal
Alcube, Fernão Pires e Moscatel 2015 - 7
BSE (Branco Seco Especial) 2015 - 6,5
Serras de Grândola, Verdelho 2015 - 8

Alentejo
Caladessa Escolha 2014 - 7
Cartuxa branco 2015 - 7,5
Cortes de Cima, Sauvignon Blanc 2015 - 8
Esporão, Duas Castas 2015 - 8,5
Esporão, Verdelho 2015 - 7,5
Herdade do Perdigão Reserva 2014 - 8
Marquês de Borba 2017 - 7,5
Marquês de Borba Vinhas Velhas 2017 - 7
Paulo Laureano Premium Vinhas Velhas 2015 - 8
Pêra-Manca 2005 - 7,5
Pouca Roupa 2017 - 7,5
VDG, Alvarinho 2016 - 8
VDG, Arinto 2016 - 7,5
VDG, Chardonnay 2016 - 7
VDG, Verdelho 2016 - 7,5
VDG, Vermentino 2016 - 6,5
VDG, Viognier 2016 - 8
Vidigueira, Antão Vaz 2016 - 8
Vila Santa Reserva 2016 - 7,5



Tintos

Trás-os-Montes
Flor do Tua Reserva 2014 - 7,5

Douro
Quinta da Soalheira 2013 - 8
Quinta de Cidrô, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2008 - 9
Quinta dos Aciprestes 2014 - 8
Quinta dos Quatro Ventos 2008 - 8
Ramos Pinto Collection 2006 - 8,5
Ramos Pinto Collection 2008 - 8
Ramos Pinto Collection 2009 - 8
Ramos Pinto Collection 2010 - 8,5
Tons de Duorum 2016 - 7,5
Vallado 2015 - 7,5

Dão
Bella Superior 2012 - 7,5
Cabriz Reserva 2013 - 8
Casa da Passarela Vinhas Velhas 2008 - 7
Pedra Cancela Castas Nativas 2012 - 7
Quinta do Cerrado Reserva 2011 - 7,5
Porta dos Cavaleiros 1983 - 7
Quinta dos Carvalhais 2010 - 8
Titular tinto 2014 - 7
Tazem Reserva 2011 - 7,5
Vinha Maria Premium 2015 - 7,5

Beira Interior
Quinta dos Termos 2013 - 5

Bairrada e Beiras
Bom Caminho 2011 - 8
Frei João 1984 - 7
Frei João 1996 - 7,5
Marquês de Marialva Colheita Selecionada 2014 - 7,5
Luís Pato Vinhas Velhas 2004 - 7,5
Valdazar 2011 - 7,5

Tejo
Lagoalva Reserva 2013 - 7
Terras d’Areia 2010 - 7

Lisboa
3 Podas 2015 - 7,5
Capote Velho Premium 2014 - 7
Castelo do Sulco Reserva 2013 - 7,5
Dory Reserva 2013 - 8
Grand’Arte, Alicante Bouschet 2009 - 7
Quinta de S. Sebastião 2014 - 7
Quinta do Gradil, Petit Verdot 2012 - 8
Quinta Vista 2013 - 6
Vinha da Nora 2005 - 8,5
XV Quinze 2013 - 8

Península de Setúbal
Quinta de Alcube, Castelão e Cabernet Sauvignon 2013 - 7,5
Periquita Reserva 2012 - 7
Rovisco Pais Premium 2013 - 7,5
Stanley 2013 - 7,5

Alentejo
Adega de Borba Premium 2015 - 6
Caladessa Escolha 2012 - 7,5
Casa de Sabicos Reserva 2013 - 8
GA 2016 - 7,5
Herdade do Sobroso 2006 - 8
Herdade do Sobroso 2008 - 8
João Portugal Ramos 25 Anos (Edição Limitada) - 8,5
Julian Reynolds 2006 - 8,5
Marquês de Borba 2017 - 7,5
Marquês de Borba Reserva 2011 - 8,5
Marquês de Borba Vinhas Velhas 2016 - 8
Quatro Castas (Esporão) Reserva 1998 - 8
Reguengos DOC 2016 - 6,5
Reguengos Garrafeira dos Sócios 1993 - 8
Reguengos Garrafeira dos Sócios 2007 - 8,5
Reguengos Reserva 2008 - 8
Reguengos Reserva 2013 - 7,5
Tinto da Talha Grande Escolha, Touriga Nacional e Alicante Bouschet 2009 - 7,5



Estrangeiros

Brancos
Tormaresca, Chardonnay 2016 - 8