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segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

No meu copo 813 - Champanhe Deutz Brut Classic

Terminamos o ano de 2019 com uma prova de champanhe clássico produzido na sua região de origem, em França.

Em 2017 tive oportunidade de participar numa prova de champanhes Deutz, empresa situada na localidade de Aÿ e fundada em 1838.

É do bruto clássico branco que aqui se fala, produzido a partir do lote clássico dos champanhes, a branca Chardonnay loteada com as tintas Pinot Noir e Pinot Meunier. E se a receita resulta quase sempre, porquê mudar?

Não é o melhor champanhe que já provei, mas é sem dúvida um bom representante do género. De cor dourada brilhante, com bolha fina muito discreta e de extrema elegância e muita finesse na boca. No aroma mostra algumas notas florais com ligeiras nuances de tosta. Muito sedoso na boca com final de extrema elegância.

O ideal para a celebração.

Boas provas para o ano de 2020!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Deutz Brut Classic (B)
Região: Champagne (França)
Produtor: Deutz – Aÿ
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier
Preço: 31,97 €
Nota (0 a 10): 8,5

terça-feira, 23 de julho de 2019

No meu copo 779 - Cuvée Saint-Vincent, Pinot Noir 2016

De Itália para França, vamos agora até à Borgonha, essa grande região onde são produzidos alguns dos vinhos mais famosos do mundo!

Este vinho foi provado num painel de vinhos elaborados unicamente com a casta Pinot Noir, num jantar organizado pela garrafeira Néctar das Avenidas e onde contámos com a presença do enólogo Manuel Moreira para nos falar dos diversos vinhos em prova.

De todos os vinhos provados, este chamou-me particular atenção, pelo que resolvi adquirir um exemplar para voltar a prová-lo em casa, sem a companhia de outros vinhos para melhor o apreciar.
As expectativas foram totalmente satisfeitas, confirmando as excelentes impressões que tinha deixado no referido jantar.

É um vinho duma elegância extrema, com corpo quanto baste, boa acidez, redondo e fino na boca. Nada pesado, vibrante, intenso, com taninos amplos sem ser agressivos, apresenta notas de frutos vermelhos, como groselha e framboesa, com final de grande delicadeza. É um daqueles exemplares aos quais assenta na perfeição a expressão francesa que melhor os caracteriza: finesse!

É quando se provam vinhos destes que se percebe porque é que há regiões que têm a fama que têm. Não, não é mito: eles existem mesmo e nem todos têm preços proibitivos! E é quando provamos estas castas na sua região de excelência que percebemos que nem tudo è transportável para outro lado com resultados semelhantes. Se nalguns casos até se podem conseguir excelentes resultados, neste caso é mesmo aqui que se atinge o zénite. E o “aqui” é o berço do Pinot Noir, onde a pouca cor que esta uva transmite aos vinhos não é um problema: eles são mesmo assim, abertos na cor, dum vermelho quase pálido. Não é defeito, é feitio.

Que grande, grande vinho! A minha vénia à Borgonha e ao Pinot Noir.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Cuvée Saint-Vincent 2016 (T)
Região: Borgonha (França)
Produtor: Vincent Girardin - Mersault
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Pinot Noir
Preço: 17,50 €
Nota (0 a 10): 9

segunda-feira, 3 de junho de 2019

No meu copo 765 - Champanhe Veuve Clicquot

Aproveitando a improvável vitória do Benfica no campeonato nacional de futebol, juntámos um núcleo de bandalhos na celebração anual para degustar uma garrafa de champanhe, a que associámos também a vitória do Sporting na Taça de Portugal pois um dos presentes torce pelos verdes!

Nos últimos anos, eu e o tuguinho tínhamos optado pelo G. H. Mumm Cordon Rouge, aproveitando a associação de nome do champanhe à vitória dos encarnados!

Desta vez, não tendo encontrado esta marca, voltámos a um clássico que já há uns anos não provávamos.

E o que dizer desta viúva? Que nunca nos desilude! É encorpado, intenso de aroma e com boa estrutura na boca, com bolha fina e persistente e final vibrante e refrescante. Continua a ser, dentro deste patamar, um dos melhores na relação qualidade-preço, embora o preço tenha vindo inevitavelmente a subir, mas não deixa de ser uma aposta bem conseguida. Tão bem conseguida que parece que da próxima vez vai ser preciso comprar duas garrafas!

Bom para celebração... e para muito mais!

tuguinho e Kroniketas, enófilos em celebração

Vinho: Veuve Clicquot Champagne Brut (B)
Região: Champagne (França)
Produtor: Maison Veuve Clicquot Ponsardin - Reims
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier
Preço: 48,49 €
Nota (0 a 10): 9

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

No meu copo 728 - Quinta de Cidrô, monocastas

Alvarinho 2017; Chardonnay 2017; Sauvignon Blanc 2017; Touriga Nacional 2016; Pinot Noir 2016; Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2015




O final de 2018 proporcionou uma efeméride que foi devidamente comemorada com um conjunto de vinhos da Quinta de Cidrô de elevada qualidade: três brancos e três tintos.

Para não estender demasiado este post, seguem as impressões colhidas de cada um dos vinhos.

Alvarinho 2017: frescura, acidez crocante, intensidade aromática e persistente, aromas tropicais. Talvez o mais surpreendente dos 3 brancos.

Chardonnay 2017: fermentado em barricas e estagiado sobre borras durante seis meses. Aroma a frutos brancos com notas de mel, persistente e estruturado.

Sauvignon Blanc 2017: aroma com notas vegetais de intensidade média e alguma mineralidade, acidez marcada com muita frescura, elegante e suave com bom final.

Touriga Nacional 2016: elevada complexidade na prova de boca, aroma intenso a frutos vermelhos e florais com fundo vegetal, boa acidez e persistência com final longo e exuberante. Um belíssimo vinho com grande potencial de evolução em garrafa.

Pinot Noir 2016: Aberto, suave, elegante, aroma com algum vegetal e frutos vermelhos, persistência suave e elegante.

Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2015: Provada anteriormente a colheita de 2008, que brilhou a grande altura, mostrou-se claramente um vinho de guarda. Esta colheita de 2015 estagiou 18 meses em barricas de carvalho novo e apresentou um vinho em crescimento, que ainda está na fase ascensional e a desenvolver aromas secundários na garrafa. Já proporciona um enorme prazer a beber, com uma prova de boca pujante e poderosa marcada por elevada complexidade e intensidade aromática, final vibrante e intenso. Apresenta aromas abaunilhados e a frutos pretos. Beba-se e guarde-se.

Em suma, um painel de elevada qualidade. Todos diferentes, todos excelentes!

Kroniketas, enófilo em celebração

Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha

Vinho: Quinta de Cidrô, Alvarinho 2017 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 7,45 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Cidrô, Chardonnay 2017 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Chardonnay
Preço em feira de vinhos: 12,45 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Cidrô, Sauvignon Blanc 2017 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 9,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Cidrô, Touriga Nacional 2016 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 12,42 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Quinta de Cidrô, Pinot Noir 2016 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Pinot Noir
Preço em feira de vinhos: 14,34 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Cidrô, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2015 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 14,68 €
Nota (0 a 10): 9


Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Caves São João - 96 Anos de História (2ª parte)

Os vinhos


    

Já devidamente acomodados todos os convidados para o evento, passou-se então ao almoço e à degustação dos vinhos escolhidos para a ocasião.

Na imagem anexa estão descritos os pratos e respectivos vinhos. O Frei João Clássico branco foi o primeiro a ser chamado à liça com o prato de entrada, mas merecerá um artigo à parte.

A grande estrela, e o mais aguardado, era naturalmente o vinho comemorativo dos 96 Anos de História: um monocasta Chardonnay de 1983, um vinho difícil de descrever tal a sua complexidade. A cor, passados todos estes anos, já ia muito para lá do âmbar, parecendo antes um vinho do Porto colheita ou um tawny velho. Acobreado, untuoso e delicado, é um branco para verdadeiros apreciadores. Fez parelha com a garoupa corada com puré de batata, mas dada a sua delicadeza e fragilidade pode perfeitamente ser apreciado a solo, onde poderá expressar melhor os seus aromas. Não vou dizer que teria facilidade em comprá-lo, pois o preço é bastante elevado: cerca de 60 €. Um valor que a raridade e a ocasião explicam.

Lá mais para a frente fomos brindados com duas surpresas: com a sobremesa veio para a mesa um Abafado Martins da Costa 1960, outra verdadeira preciosidade proveniente das caves escondida todos estes anos. Um luxo que é quase impossível classificar, a provar que é possível encontrar grandes vinhos licorosos para além das regiões mais afamadas. Outro vinho de luxo (cerca de 65 €).

Com o café avançou a já conhecida Aguardente Velhíssima de 1965, que comemora os 94 Anos de História e que já tinha sido apresentada em 2014, e mesmo para o final ainda houve tempo para um brinde às Caves São João e aos seus fundadores com o espumante bruto natural Luiz Costa 2014, produzido a partir do lote tradicional dos champanhes, Chardonnay e Pinot Noir. Um espumante na melhor tradição dos espumantes bairradinos, com personalidade e estrutura.

Durante o almoço foi ainda possível ir provando um azeite virgem da Quinta do Poço do Lobo, produzido a partir de azeitonas da cultivar Galega, de oliveiras com mais de 50 anos, mas este já não é o meu departamento pelo que me escuso a grandes comentários.

Passados estes meses, fica ainda a expectativa sobre o que irá ser o vinho comemorativo dos 97 Anos de História, que deve estar mesmo aí a aparecer. Segundo fontes bem informadas, a coisa está no segredo dos deuses mas será uma grande surpresa...

Ficamos a aguardar.

Resta, em primeiro lugar, agradecer à equipa das Caves São João o privilégio que me deram de poder estar presente nesta ocasião tão relevante para uma casa que me diz muito em termos do meu percurso como enófilo, e deixar a promessa de que numa próxima ocasião serei mais lesto a publicar as notas sobre o evento. Mas a razão principal... está no post que se segue.

Kroniketas, enófilo esclarecido

terça-feira, 28 de março de 2017

No meu copo 592 - Marquês de Borba Espumante Bruto rosé 2013

Continuamos a subir no mapa, parando agora em Estremoz, na sub-região de Borba.

Este é um dos lançamentos mais recentes de João Portugal Ramos. Por sinal este blog foi convidado para a apresentação mas não pudemos estar presentes. No entanto, fomos depois presenteados com uma garrafa, o que muito agradecemos.

Aproveitámos o aniversário de um dos elementos deste blog para provar este espumante rosé. Nos tempos recentes, cada vez vamos vendo brancos e espumantes mais frescos a surgirem na planície alentejana. Neste aspecto, João Portugal Ramos tem conseguido fazer-nos excelentes surpresas. E esta não fugiu à regra.

Este espumante rosado, com a inclusão da tipicamente “champanhesa” Pinot Noir, apresentou-se com aspecto límpido na sua cor salmão ligeiramente desmaiada, bolha fina e persistente e aroma com notas de citrinos, frutos vermelhos e algum floral.

Na boca mostrou-se fresco, macio, cremoso, redondo e elegante, com final marcado por uma boa acidez e persistência e alguma secura, mostrando-se um bom companheiro da mesa. O pouco grau alcoólico também ajuda.

Uma boa aposta, certamente destinada a ser mais um sucesso. Muito bem conseguido.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Marquês de Borba Espumante Bruto 2013 (R)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Pinot Noir, Touriga Nacional, Aragonês
Preço: 11,50 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

No meu copo 573 - Montanha Real Grande Reserva Espumante Bruto 2009


Elegante, estruturado, persistente, com boa acidez e espuma suave. Aroma ligeiramente tropical com notas frutadas na boca. Final fresco e envolvente.

Um bom vinho para brindar a 2017.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Montanha Real Grande Reserva Espumante Bruto 2009 (B)
Região: Bairrada
Produtor: Caves da Montanha
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Chardonnay, Arinto, Pinot Noir, Baga
Preço com a Revista de Vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 8

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

No meu copo 551 - A Jovem Calda Bordaleza 2011

Este é mais um vinho produzido sob a batuta de Carlos Campolargo e a fugir ao padrão tradicional da Bairrada. Neste caso, como o próprio nome indica, pretende-se obter um vinho de perfil bordalês, e assim se compreende a inclusão unicamente de castas francesas, com duas delas – Cabernet Sauvignon e Merlot – a constituírem a base dos vinhos tintos da região de Bordéus.

Fez a fermentação alcoólica separada por castas, com desengace total, em pequenos lagares com pisa mecânica ou manual, e fermentação maloláctica em madeira nova e usada. Estagiou depois em barricas de carvalho francês até 14 meses.

Apresenta uma cor rubi concentrada, aroma a frutos vermelhos com algumas notas compotadas e um ligeiro toque balsâmico. Na boca é fresco e envolvente, com boa acidez e final persistente e elegante.

É de facto um vinho de perfil menos habitual naquelas paragens mas que, mesmo não sendo extraordinário, vale a pena conhecer.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: A Jovem Calda Bordaleza 2011 (T)
Região: Bairrada
Produtor: Manuel dos Santos Campolargo, Herdeiros
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir
Preço com a Revista de Vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 27 de setembro de 2015

No meu copo 478 - Colinas rosé 2013

Este rosé foi adquirido na habitual promoção mensal da Revista de Vinhos. Havia alguma curiosidade e expectativa, que não se confirmou. O Pinot Noir costuma dar tintos muito leves e abertos mas esta versão em rosé não convenceu. Contrariamente a outro rosé de Pinot Noir provado há dois anos, proveniente da Campolargo, este mostrou-se doce, enjoativo, chato, sem acidez.

Falta-lhe algo. Falta-lhe bastante. Falta-lhe quase tudo...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Colinas 2013 (R)
Região: Bairrada
Produtor: Sociedade Agrícola Colinas de São Lourenço
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Pinot Noir
Preço com a Revista de Vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 3

sexta-feira, 3 de abril de 2015

No meu copo 443 - Domaine Felix, Pinot Noir 2010; Château Grand Champ 2011

Num jantar caseiro com a companhia do Politikos, para acompanhar uns escalopes de vitela resolvi abrir dois vinhos franceses: um tinto da Borgonha que tinha na garrafeira há algum tempo e um de Bordéus que me foi oferecido aquando do jantar de apresentação dos vinhos franceses comercializados no LIDL, que decorreu no Hotel Ritz Four Seasons.

Abrimos as garrafas em simultâneo, para podermos ir comparando estes tintos de duas regiões emblemáticas na produção mundial de vinho. Foi uma prova interessante, porque nos permitiu verificar as enormes diferenças entre os perfis de vinho daquelas duas regiões.

O Domaine Felix mostrou as duas principais características que marcam a casta e a região: a leveza e pouca concentração do Pinot Noir, e a elegância e suavidade da Borgonha. Quase parecia um clarete. Para quem está habituado a beber vinhos poderosos e concentradíssimos, deve ser muito difícil gostar dum vinho destes. A verdade é que, apreciando este vinho com calma, percebemos a razão de haver tantos enólogos que são fãs dos tintos da Borgonha e que muitas vezes tentam encontrar um paralelo entre os seus próprios vinhos e os borgonheses. Dirk Niepoort tem a Borgonha como referência, Luís Pato compara o terroir da Bairrada com o da Borgonha e a casta Baga com o Pinot Noir, e há ainda quem diga que o Dão é a Borgonha portuguesa. Por alguma razão tantos querem ser como a Borgonha...

O Château Grand Champ, sem indicação das castas mas presumivelmente contendo Cabernet Sauvignon, mostrou-se mais encorpado e algo rústico, mais “roufenho”, digamos assim. Com alguma adstringência evidente e taninos bem marcados, talvez precise de tempo em garrafa para amaciar, mas ficou claro que não era um vinho do mesmo gabarito do borgonhês. Em todo o caso também deu para perceber como é diferente da generalidade dos vinhos portugueses. Será preciso, contudo, subir um patamar para entrarmos num nível qualitativo que permita aquilatar de real qualidade dos tintos da região, de que este vinho é apenas um representante da gama baixa.

Voltaremos, certamente, aos vinhos destas regiões quando a ocasião se proporcionar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Domaine Felix, Pinot Noir 2010 (T)
Região: Côtes d'Auxerre - Borgonha (França)
Produtor: Felix et Fils – Saint-Bris-Le-Vineux
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Pinot Noir
Preço: 7,29 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Château Grand Champ 2011 (T)
Região: Bordéus (França)
Produtor: Yvon Mau – Gironde-sur-Dropt
Grau alcoólico: 13%
Castas: não indicadas
Nota (0 a 10): 7

quarta-feira, 17 de abril de 2013

No meu copo 310 - Campolargo, Pinot Noir rosé 2011

Cada vez mais os vinhos rosados estão na moda. Um pouco à semelhança dos espumantes, de norte a sul tem-se assistido à proliferação deste tipo de vinho, que a pouco e pouco vai ganhando o seu espaço entre os brancos e os tintos graças à sua versatilidade que lhe permite, muitas vezes, substituir qualquer um dos outros conjugando as vantagens de ambos. Não disponho de números, mas estou em crer que uma parte muito significativa dos produtores nacionais de vinho (já serão mais de 50%?) já tem pelo menos um vinho rosé no seu portefólio. Sem embargo desta nova realidade, a aquisição de vinhos rosados não é muito fácil em determinadas superfícies. Custa a compreender como é que nos grandes supermercados dificilmente se encontra mais de 10 referências...

Desde os mais leves, pouco alcoólicos e desmaiados, cor de salmão, aos mais robustos, muito alcoólicos, pesados e quase tintos, encontra-se um pouco de tudo, sendo que quase sempre é no meio que está a virtude, e neste caso concreto dos rosés não se trata apenas duma frase feita, mas sim duma forte convicção formada e consolidada ao longo das muitas provas realizadas.

Este vinho rosé, sob a batuta de Carlos Campolargo, insere-se na galeria dos primeiros. Feito exclusivamente a partir de Pinot Noir, já de si uma casta que dá origem a tintos leves e pouco carregados na cor, resultou num rosé muito aberto e quase descolorido, leve e fresco, ligeiramente floral no aroma, o que aliado a um grau alcoólico excepcionalmente baixo nos tempos que correm faz dele uma companhia adequada para petiscos leves.

O típico “vinho de esplanada”, vocacionado para as tardes de Verão. O próprio rótulo, com o desenho dum veleiro vogando ao sabor do vento, apela aos fins de tarde de veraneio.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Campolargo, Pinot Noir 2011 (R)
Região: Bairrada
Produtor: Manuel dos Santos Campolargo, Herdeiros
Grau alcoólico: 11,5%
Casta: Pinot Noir
Preço com a revista de vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 7,5

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

No meu copo 268 - Cono Sur, Pinot Noir 2007

Numa incursão à Wine o’Clock de uma pequena delegação da comunidade de eméritos bebedores de Os Comensais Dionisíacos, comprei – comprámos que o Kroniketas também levou uma para ele – um Pinot Noir 2007 da conhecida empresa chilena Cono Sur. Sendo adepto e consumidor frequente de alguns dos vinhos daquela casa, designadamente do Cono Sur Cabernet Sauvignon, cuja relação preço-qualidade reputo de muito boa, a aquisição para prova e primeira experiência do Pinot Noir revelou-se natural. Quando peguei na garrafa, porém, e mesmo perante o vidro escuro, o vinho pareceu-me ter uma tonalidade aclarada de mais, porventura mais perto de um rosé do que de um tinto. Razão pela qual as expectativas ficaram desde logo colocadas numa fasquia baixa. É sobretudo por outras, mas também por estas, que se fazem provas em copos opacos. Sem desvalorizar o facto de que o contacto visual com o vinho nos pode fornecer de imediato uma ideia da limpidez/ausência de turvação, do unto e do corpo do vinho, o facto é que por vezes, como neste caso, nos faz baixar injustamente as expectativas, condicionando a avaliação.

Esforçando-me para pôr de lado este preconceito, posso dizer que, fora disso, o Pinot Noir passou a prova. Na boca revela uma nota predominante a frutos vermelhos, amora e framboesa. O corpo é mediano. A acidez é equilibrada e os taninos estão muito mas mesmo muito arredondados, o que é uma marca distintiva dos vinhos daquelas paragens e uma das razões do seu sucesso. É que de tão redondos, são vinhos que fazem facilmente o pleno de opiniões favoráveis sobretudo em refeições familiares e de amigos mais ou menos apreciadores de vinho. É, pois, um vinho sem arestas, mas longe de ser liso. Tem alguma persistência na boca onde depois da fruta ficam com razoável permanência alguns tostados e algum especiado. A mim agradou-me. Cumpriu plenamente o que dele se exigia em termos de custo-qualidade. É, por isso, a juntar ao Cabernet Sauvignon daquela Casa, uma escolha a repetir para consumo frequente.

Politikos, enófilo amador e apreciador dos vinhos do Novo Mundo

Vinho: Cono Sur, Pinot Noir 2007 (T)
Região: Central Valley (Chile)
Produtor: Cono Sur Vineyards & Winery - Santiago
Grau alcoólico: 14%
Casta: 100% Pinot Noir
Preço: 4,95€
Nota (0 a 10): 7,5

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

No meu copo 265 - Champanhe Germain Brut Réserve



De vez em quando sabe bem variar, e pelo menos uma vez por ano é altura de experimentar champanhes e espumantes.

O ano passado, na época das compras, resolvi provar um champanhe que estava a um preço um pouco inferior ao habitual. Chama-se Germain Brut e é produzido a partir de três castas, com mistura de brancas (Chardonnay) e tintas como acontece frequentemente.

Este não fugiu muito do habitual, embora estivesse alguns furos abaixo de outros como o Veuve Clicquot, que é escolha habitual. Com bolha fina e elegante na boca, aroma frutado não muito exuberante, boa persistência, cumpriu o que se esperava dum champanhe genuíno.

Tendo em conta o preço não fiquei mal servido.

Kroniketas, enófilo borbulhante


Vinho: Germain Champagne Brut Réserve (B)
Região: Champagne (França)
Produtor: Champagne Vranken - Tours-sur-Marne
Grau alcoólico: 12%
Castas: Pinot Noir, Pinot Meunier, Chardonnay
Preço em feira de vinhos: 26,90 €
Nota (0 a 10): 8,5

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

No meu copo 4 - Champanhe: Veuve Clicquot e Moët & Chandon

Para o jantar de Natal usou-se champanhe. Estou a falar do francês, o verdadeiro, e não do espumante a que muitos erradamente chamam também champanhe, que na realidade não o é. O nome champanhe só pode ser usado para os vinhos produzidos na região francesa com esse nome, Champagne, situada próximo de Reims, a nordeste de Paris. Em Portugal produzem-se alguns bons espumantes, que não envergonham, mas... champanhe é champanhe. E é desse que vos quero falar agora.

Devo dizer que quando provei espumante pela primeira vez (e nas vezes seguintes) não gostei nada e não percebia como é que as pessoas podiam gostar tanto daquilo. Mais tarde, quando provei champanhe francês, percebi a diferença. E ainda mais tarde, quando me tornei apreciador de vinhos, percebi uma outra diferença: é que o espumante que toda a gente bebia, um tal Raposeira, é um dos piores que se produz em Portugal. Quando provamos o Murganheira, o Vértice, o Danúbio, ou o Aliança Particular Bruto Zero, só para citar estes exemplos, percebemos porque é que o Raposeira não serve de exemplo para nada.

Pior exemplo ainda é o dos espumantes italianos que há por aí em festas, que são normalmente doces e até usam rolhas de plástico. O seu carácter doce só lhes permite servir (e mal) para acompanhar sobremesas, e qualquer semelhança com o produto verdadeiro será mera coincidência. Os Asti, Moscato e “tutti quanti” não passam, para mim, duma espécie de Seven-Up com álcool. Champanhe ou espumante a sério deve ser bruto, que é o que não tem adição de açúcar.

Voltando ao motivo deste post, os dois champanhes saboreados no Natal familiar são dois néctares de eleição. Para além de não serem excessivamente gasosos (não estamos a beber uma gasosa), têm bolha muito fina, paladar elegante e aromático, frescura e elegância. São, por isso, expoentes máximos da categoria e, para quem gosta do género, podem perfeitamente ser bebidos com qualquer refeição. Aliás, o seu uso é tão vasto que podem acompanhar uma refeição do princípio ao fim, do aperitivo à sobremesa.

O Veuve Clicquot é talvez um pouco mais aromático e encorpado, enquanto o Moët & Chandon (este é da mesma casa que produz o Don Pérignon, porventura o melhor champanhe do mundo que deve o seu nome ao frade criador desta bebida) é mais leve e mais aberto, embora seja difícil dar preferência a um deles. Curiosamente, são produzidos a partir das mesmas castas: Chardonnay, Pinot Noir (duas castas também cultivadas em Portugal, sendo esta última de uvas tintas) e Pinot Meunier.

Dado o seu elevado preço, são bebidas para serem consumidas em ocasiões festivas (a não ser que se tenha muito dinheiro para gastar) e, principalmente, por quem realmente aprecie aquilo que está a beber. Não se gasta dinheiro numa bebida destas só por exibicionismo!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Champagne (França)

Vinho: Veuve Clicquot Champagne Brut (B)
Produtor: Veuve Clicquot Ponsardin - Reims
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier
Preço em hipermercado: cerca de 35 €
Nota (0 a 10): 9

Vinho: Moët & Chandon Champagne Brut (B)
Região: Champagne (França)
Produtor: Champagne Moët & Chandon - Épernay
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier
Preço em hipermercado: cerca de 35 €
Nota (0 a 10): 9