terça-feira, 30 de outubro de 2018

No meu copo 710 - Casa Cadaval, Cabernet Sauvignon 1993

Agora no Ribatejo, continuamos próximo de Almeirim para um regresso no tempo, a um clássico da Casa Cadaval.

Um velho amigo, entretanto desaparecido, tinha neste vinho a sua versão preferida do Cabernet Sauvignon em Portugal, pela sua pujança e robustez.

Esta garrafa com uma colheita datada de há 25 anos ainda apareceu em muito boa forma, naturalmente amaciada pelo tempo.

Apresentou-se macio, ainda muito estruturado e encorpado, com final prolongado. Redondo na prova de boca, no nariz sobressaem aromas terciários com algumas notas terrosas. Dos traços típicos do Cabernet Sauvignon destaca-se ainda algum fruto vermelho maduro de forma muito discreta.

Sabe bem rever estas relíquias que nos transportam de volta para aromas e sabores que julgávamos já perdidos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Casa Cadaval, Cabernet Sauvignon 1993 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Casa Cadaval
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço: 12,25 €
Nota (0 a 10): 8

sábado, 27 de outubro de 2018

No meu copo 709 - Fiúza: Cabernet Sauvignon 2015; Touriga Nacional 2015; Sauvignon Blanc 2015

Os vinhos da Fiúza são presença frequente nas nossas mesas, e vamos provando as várias edições dos monocasta, tanto em tinto como em branco.

Estes três vinhos já foram provados anteriormente, e a prova mais recente confirmou as impressões habituais.

Os tintos são dois bons vinhos por preços muito simpáticos, sendo que o Cabernet Sauvignon vem mais ao encontro dos nossos gostos. Cor medianamente concentrada, aroma com notas achocolatadas e compotadas, encorpado e com taninos maduros e redondos. Final complexo e persistente.

No caso do Touriga Nacional, apresenta-se de cor mais concentrada mas mais redondo na boca, com predominância de notas florais no aroma, embora com um final mais curto e menos intenso. Depois das garrafas abertas algum tempo, o Cabernet Sauvignon acaba por se destacar pela persistência, enquanto o Touriga Nacional tem tendência a decair no copo.

Feito o balanço, o Cabernet Sauvignon fica uns furos acima.

Finalmente o Sauvignon Blanc, casta branca que à semelhança do Cabernet Sauvignon (e tendo em conta que há parcerias genéticas) se tornou um caso de paixão aqui por estas bandas, e que raramente nos deixa ficar mal. Cor cítrica concentrada, aroma com algum floral e predominância de frutos tropicais, boa textura na boca e acidez vibrante com final vivo e persistente. Uma aposta sempre ganha e para repetir.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright

Vinho: Fiúza, Cabernet Sauvignon 2015 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 4,51 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Fiúza, Touriga Nacional 2015
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Touriga Nacional 2015
Preço em feira de vinhos: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Fiúza, Sauvignon Blanc 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 4,06 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

No meu copo 708 - Reguengos Selecção branco e tinto 2016

Estes dois vinhos foram provados em restaurante, ao almoço, durante a semana. Trata-se de duas novas marcas intermédias deste vinho clássico, que fizeram provas agradáveis.

O branco mostrou-se particularmente interessante pela acidez que revelou. Ao tradicional Antão Vaz, casta branca emblemática do Alentejo, juntou-se o Gouveio, típico do Douro, do que resultou um lote com boa frescura, acidez e algum floral (por acaso gostava de saber se ou Gouveio já é uma casta autorizada, pois o vinho é DOC Alentejo). De cor amarelo palha aberto, mostrou-se persistente na boca e com notas de frutos tropicais, com final elegante e fresco.

O tinto, com um lote mais típico da região, apresentou-se de cor granada, igualmente fresco na prova de boca e com boa estrutura, encorpado e macio como é habitual nestes vinhos, com aromas de frutos silvestres e final redondo mas persistente.

São dois vinhos interessantes para consumo diário por uma qualidade bastante satisfatória. Surpreenderam pela positiva. Em relação ao Reguengos DOC habitual, nota-se um acréscimo de qualidade evidente.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz

Vinho: Reguengos Selecção 2016 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Antão Vaz, Gouveio
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Reguengos Selecção 2016 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet
Nota (0 a 10): 7

sábado, 20 de outubro de 2018

No meu copo 707 - Poço do Lobo, Arinto branco 1995; Frei João Clássico branco 2015

Cerca de um ano depois, voltámos à carga com dois brancos das Caves São João que nos encheram as medidas nos últimos meses de 2017.

O Poço do Lobo Arinto de 1995 foi uma excelente surpresa, principalmente quando eu tenho uma relação difícil com brancos velhos que, ao contrário dos tintos, raramente me convencem. Este, no entanto, mostrou-se de excelente saúde e, com o perfil normal dentro da evolução, apresentou uma frescura notável e aromas melados muito suaves. Isso justificou a aquisição duma segunda garrafa, que se apresentou ainda melhor, aumentando ainda mais a surpresa!

Ao evoluir no copo mostrou-se um enorme vinho, com uma persistência notável e uma acidez e vivacidade na boca que ultrapassaram tudo o que se podia esperar. Brilhante!

Quanto ao novo Frei João Clássico branco 2015, com um perfil... clássico, tratou-se apenas duma boa confirmação depois duma excelente primeira impressão. É um branco tipicamente para meia-estação e para pratos elaborados, revelando alguma versatilidade na ligação com os pratos. É um vinho para continuar a acompanhar em futuros lançamentos, e que merece figurar nas nossas sugestões.

Dois vinhos brancos com 20 anos de diferença, mas... que belíssimos vinhos!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Bairrada
Produtor: Caves São João

Vinho: Poço do Lobo, Arinto 1995 (B)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Arinto
Preço: 9,50 €
Nota (0 a 10): 9

Vinho: Frei João Clássico 2015 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Cercial, Bical
Preço: 15 €
Nota (0 a 10): 8,5

terça-feira, 16 de outubro de 2018

No meu copo 706 - Quinta de Pancas: Reserva Arinto 2015; Reserva Chardonnay 2015

A nova era da Quinta de Pancas compreende uma nova linha de vinhos onde se inclui um conjunto de monocastas brancos.

Os dois vinhos que agora apresentamos foram-nos oferecidos pelo produtor, o que muito agradecemos, e aqui estamos a fazer a primeira apreciação dos brancos. Mais tarde seguir-se-ão dois tintos que também nos fizeram chegar.

O Arinto, como se sabe, é uma das castas brancas emblemáticas do país, dando-se particularmente bem no centro e no sul e tendo na Estremadura (região vitivinícola de Lisboa) o seu berço natural e porventura o local onde melhor expressa as suas qualidades.

Este Reserva Arinto 2015 da Quinta de Pancas mostrou-se muito intenso no aroma citrino, com muita frescura na boca e marcada mineralidade, com um final vivo, persistente e suave. É um vinho que se adapta perfeitamente a pratos elaborados de peixe e carnes brancas e de aves. Muito bem conseguido.

O Reserva Chardonnay 2015 mostrou-se menos expressivo no aroma. O habitual casamento do Chardonnay com o estágio em madeira (9 meses em barrica de carvalho francês) não se expressa claramente na complexidade do vinho, que no aroma mostra as habituais notas de frutos tropicais. O final é algo curto e na boca apresenta-se algo delgado. Talvez um perfil a melhorar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: Quinta de Pancas Vinhos - Companhia das Quintas

Vinho: Quinta de Pancas Reserva, Arinto 2015 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço: 13,70 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Pancas Reserva, Chardonnay 2015 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Chardonnay
Preço: 13,70 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 13 de outubro de 2018

No meu copo 705 - Casa Santos Lima: Cabernet Sauvignon 2014; Reserva 2012

Continuamos na zona de Alenquer, agora com um pequeno salto à Casa Santos Lima.

Começando pelo monocasta Cabernet Sauvignon, mostra-se encorpado e robusto, mas com o aroma algo discreto e final curto e pouco exuberante no aroma.

Já o Reserva leva-nos para outros voos logo ao primeiro aroma. É um vinho de grande intensidade aromática, estruturado e persistente, com final complexo e longo, taninos firmes mas macios, e boa integração com a madeira onde estagiou durante 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Nota-se bem na prova a diferença de patamar entre estes dois vinhos. O Reserva justifica uma nova prova.

O Cabernet Sauvignon fica-se por um registo mais mediano, embora o preço seja bastante simpático para aquilo que oferece.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: Casa Santos Lima

Vinho: Casa Santos Lima, Cabernet Sauvignon 2014 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 2,49 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Casa Santos Lima Reserva 2012 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Syrah, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 8,24 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Quinta do Monte d’Oiro - Os novos vinhos aristocráticos




A Quinta do Monte d’Oiro procedeu à apresentação da nova gama de vinhos e rótulos, com uma alteração de marcas e imagens de modo a uniformizar a designação dos vinhos e a sua apresentação. A última grande alteração de imagem tinha ocorrido há cerca de 10 anos. Nesta de agora trata-se mais de alguns ajustes de pormenor nos rótulos segundo um novo conceito.

O evento decorreu no piso superior do restaurante Eleven, no alto do Parque Eduardo VII, em Lisboa, e contou com a presença de vários colaboradores da casa, a começar por pai e filho, José e Francisco Bento dos Santos, além de outros ligados às equipas de enologia e marketing.

A começar pelos nomes dos vinhos, a partir de agora todos os produtos do portefólio passarão a partilhar a mesma designação debaixo da marca Quinta do Monte d’Oiro. Deixam assim de existir as marcas Lybra, Aurius, Têmpera, Madrigal e Syrah 24, qua ganham novas designações.

Acompanhados por uns petiscos que iam desfilando pela sala, estiveram disponíveis para prova todas as 11 marcas disponíveis.

A primeira novidade que tive oportunidade de conhecer foi o novo Reserva rosé, que vai na segunda edição e foi uma boa revelação. Este é o rosé que passa por madeira e resultou num vinho muito equilibrado e aromático, elegante e com estrutura quando baste sem ser pesado, com uma cor salmão desmaiada. Promete.

Os outros já eram conhecidos de outras ocasiões, mas não podemos deixar de distinguir o Reserva tinto, claramente um vinho doutra dimensão num nível médio já de si elevadíssimo, mas em que este vinho nos transporta para outro patamar. Todos os restantes acima da gama de entrada até agora designada como Lybra, o Reserva branco (ex-Madrigal), o Petit Verdot, o Touriga Nacional (ex-Aurius), o Tinta Roriz (ex-Têmpera), o Parcela 24 (ex-Syrah 24) e o Ex Aequo são vinhos de elevado gabarito e que fazem as delícias do enófilo mais exigente. Difícil é escolher qual é aquele de que se gosta mais.

Quanto aos rótulos, partilham agora o mesmo sol com diferentes cores em cada garrafa, apresentando motivos de fundo que variam com a gama. O único que mantém tanto um rótulo como uma marca diferente é o Ex Aequo, que assim se diferencia dos restantes.

A partir de agora será uma questão de habituação até a identificação dos vinhos se tornar automática. Tentando resumir a situação, poderíamos apresentá-la desta forma.



Marca anterior
Nova marca
Lybra (tinto, branco, rosé)
Quinta do Monte d’Oiro (tinto, branco, rosé)
Madrigal
Quinta do Monte d’Oiro Reserva branco
Aurius
Quinta do Monte d’Oiro Touriga Nacional
Single Vineyard | Limited Edition
Têmpera
Quinta do Monte d’Oiro Tinta Roriz
Single Vineyard | Limited Edition
Syrah 24
Quinta do Monte d’Oiro Parcela 24
Single Vineyard | Limited Edition


Marcas que se mantêm

Quinta do Monte d’Oiro Reserva tinto

Quinta do Monte d’Oiro Reserva rosé

Quinta do Monte d’Oiro Petit Verdot
Single Vineyard | Limited Edition

Ex Aequo



Existem depois designações adicionais nos nomes dos vinhos monocasta (Touriga Nacional, Tinta Roriz, Petit Verdot e Parcela 24), que apresentarão ainda a indicação Single Vineyard | Limited Edition, uma vez que cada um deles representará uma parcela única e específica da vinha. Se quisermos ser um pouco mais perfeccionistas, poderemos acrescentar esta designação nos vinhos indicados (texto a azul na tabela acima).

Entretanto estão já em vias de lançamento as novas colheitas sob o chapéu da nova marca:

• Reserva Branco 2017 (Vinho Biológico)
• Reserva Rosé 2017
• Reserva Tinto 2014
• Tinta Roriz 2015
• Touriga Nacional 2015
• Parcela 24 2015
• Ex Aequo 2015


Resta-nos agradecer à Quinta do Monte d’Oiro, em particular na pessoa do Director-Geral Francisco Bento dos Santos, a oportunidade que nos proporcionou para assistir ao evento e pelas informações transmitidas, e desejar as maiores felicidades nesta nova etapa, a que se auguram os melhores auspícios. A qualidade do trabalho realizado assim o merece, e cá estaremos para acompanhar.

Kroniketas, enófilo informado

Fotos do evento por Krónikas Viníkolas
Imagens dos novos rótulos e do design dos mesmos fornecidas pelo produtor

domingo, 7 de outubro de 2018

Quinta do Monte d'Oiro - Amanhã há novidades...



E antes das novidades tivemos oportunidade de voltar a provar o Clarete 2006 e o Vinha da Nora 2005.

Estão simplesmente espectaculares! O Vinha da Nora parece um vinho eterno! Merece uma enorme vénia!

Kroniketas, enófilo informado e embevecido

Imagens recebidas do produtor

No meu copo 704 - Lybra: branco 2015; rosé 2016

Regressamos à Quinta do Monte d’Oiro para uma prova do branco e do rosé da gama Lybra.

Esta, que sucedeu à marca Vinha da Nora, foi alargada primeiro com um branco e depois com um rosé.

O Lybra branco já tinha sido provado anteriormente e revelou-se uma excelente surpresa, com todas as características dos melhores vinhos branco da região vitivinícola de Lisboa/Estremadura: muita frescura, excelente acidez, notas frutadas e minerais intensas, persistência e ao mesmo tempo elegância na prova de boca, com final macio, vivo e complexo. Se o primeiro impacto tinha sido muito positivo, o segundo não lhe ficou atrás.

O Lybra rosé é algo diferente. Elaborado apenas a partir de Syrah, que tem dado excelentes resultados nos tintos ali produzidos, resultou num vinho com um perfil a tender para o adocicado. Eu gosto deles mais secos e ácidos, e as experiências anteriores com Syrah não foram totalmente satisfatórias. “Syrah” uma boa casta para fazer rosés...?

Para já, deixemo-lo com o benefício da dúvida, até porque nesta casa habituámo-nos a que saibam muito bem o que andam a fazer, como o comprovaram as últimas provas aqui relatadas.

Aguardemos por novos lançamentos, até porque há novidades a chegar...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: José Bento dos Santos - Quinta do Monte d’Oiro

Vinho: Lybra 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viognier, Arinto, Marsanne
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Lybra 2016 (R)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Syrah
Preço em feira de vinhos: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

No meu copo 703 - Coelheiros tinto 2016

Continuando no Alentejo, estamos numa nova era da Herdade de Coelheiros. A propriedade mudou de dono, algumas das vinhas foram reconvertidas e o portefólio está a sofrer alterações.

A tradicional marca Tapada de Coelheiros apresenta-se com uma nova roupagem e num patamar de preços muito acima do habitual (quase a bater nos 30 €), o branco de Chardonnay vai deixar de existir e agora temos um novo vinho chamado apenas Coelheiros, em versão branco e tinto. É este último que aqui provamos pela primeira vez.

À primeira prova apresenta-se macio, encorpado e redondo na boca, com taninos macios e redondos. No nariz sobressem notas de frutos vermelhos maduros, o final é elegante e prolongado. Parece ser um vinho concebido para ser relativamente fácil de beber e impor-se mais pela elegância do que pela pujança.

Envelheceu um ano em barricas usadas.

Aguarda-se por outras confirmações. Esta primeira abordagem abriu alguma expectativa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Coelheiros 2016 (T)
Região: Alentejo (Évora)
Produtor: Herdade de Coelheiros
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 8,58 €
Nota (0 a 10): 7,5