sexta-feira, 29 de junho de 2018

João Portugal Ramos, 25 anos - Jantar comemorativo (2ª parte)




As comemorações dos 25 anos de actividade ocorreram em Setembro de 2017 com um jantar no Palácio da Cidadela de Cascais. Começou cá fora, com a degustação de entradas e espumante em convívio descontraído, embora houvesse um dress code que exigia o uso de fato e gravata. Mas a ocasião assim o justificava.

Perante uma plateia cheia com algumas centenas de pessoas, onde se encontravam familiares, colaboradores, jornalistas, empresários, bloggers, entidades do sector vinícola e até o Ministro da Economia, e naturalmente também José Maria Soares Franco, foram feitas algumas intervenções e uma breve apresentação de slides que resumia o percurso de João Portugal Ramos.

No discurso de boas-vindas, o enólogo-produtor destacou a qualidade dos vinhos nacionais e chamou a atenção para a importância da nossa afirmação como país de vinhos, antes da afirmação das regiões dada a nossa dimensão. Nada que não se saiba já mas que nunca é demais lembrar. Por sua vez, o Ministro da Economia destacou o bom momento económico do país e do sector vinícola em particular, com ênfase nas exportações.

O serão foi longo e constou de 3 pratos e 3 vinhos, e principalmente de muita conversa à mesa. Em cada mesa estava pelo menos um representante da equipa nas suas diversas valências.

Para além do espumante Alvarinho Reserva Bruto Natural 2014, degustado na entrada, provou-se o Vila Santa Reserva branco 2016 com o prato de peixe, o Marquês de Borba Reserva tinto 2011 com o prato de carne e para finalizar provou-se um Porto Vintage Duorum 2007.

Mais importante que a descrição dos vinhos foi o convívio. No entanto, o vinho continua a ser o mote principal da conversa, pelo que se impõe deixar umas breves palavras sobre os líquidos degustados.

O espumante João Portugal Ramos Alvarinho Reserva Bruto Natural 2014 foi uma belíssima surpresa para começar. Já tinha surpreendido há uns anos aquando da apresentação do seu verde Alvarinho, e agora este espumante seguiu-lhe as pisadas. Muito fresco, vivo e intenso, de bolha fina e persistente e muito elegante na boca revelou-se uma óptima escolha não só para as entradas mas também para a época do ano, com o Verão a despedir-se. Nota: 8

Já no jantar, o Vila Santa Reserva branco 2016 apresentou-se com persistência média, com um toque de citrinos e também de frutos tropicais. Boa estrutura na boca embora ainda um pouco marcado pela madeira. Elaborado com Arinto, Alvarinho e Sauvignon Blanc, tem tudo para dar certo mas talvez precise de mais algum tempo em garrafa. Nota: 7,5

Já o Marquês de Borba Reserva tinto 2011 foi uma das estrelas. É um grande vinho cujo único defeito, neste caso, foi o pouco tempo que teve para ser degustado. Num evento com estas características, vinhos destes ficam sempre um pouco penalizados pela rotação dos pratos e dos vinhos. Este é claramente dos que precisam de ser decantados, servidos e degustados pachorrentamente, à boa maneira alentejana, ao longo da refeição para lhe descobrir todos os segredos. É estruturado, robusto, persistente, com taninos bem firmes mas domados por um corpo que nunca mais acaba. Só lhe faltou tempo. Nota: 8,5

Finalmente, um Porto Vintage Duorum 2007 para fim de festa. Mais um belíssimo vinho, encorpado, cheio, robusto, ainda muito jovem e vivo nos seus 10 anos de idade. Uma bela forma de terminar o serão. Nota: 8,5

Para a despedida ainda fomos brindados com a garrafa cujo conteúdo pude finalmente apreciar recentemente, e cuja descrição se fez no post anterior.

Kroniketas, enófilo em celebração

Fotos das garrafas obtidas no site do produtor

terça-feira, 26 de junho de 2018

No meu copo 683 - João Portugal Ramos, 25 anos (1ª parte)



João Portugal Ramos, um dos nomes de referência entre os enólogos portugueses e uma das locomotivas na caminhada dos vinhos alentejanos até ao topo das preferências dos consumidores, completou 25 anos de actividade a solo em 2017 com o seu projecto Vila Santa.

Este notável quarto de século foi assinalado por algumas iniciativas de que agora damos conta, começando por um vinho único que foi oferecido aos participantes no final do jantar comemorativo dos 25 anos, que teve lugar em Cascais.

Este vinho, tal como a ocasião, é especial. Foi elaborado especialmente para assinalar a efeméride. Foi elaborado com castas do Douro e do Alentejo, não especificadas, e engarrafado em garrafas magnum numa edição limitada de apenas 1500 exemplares.

E se a garrafa é vistosa, muito mais vistosa é caixa onde vinha guardada, um verdadeiro invólucro de luxo. Aqui reproduzimos a imagem da caixa e os dizeres do verso.

Quanto ao conteúdo, o enólogo sugere-nos que podemos esperar mais uns 25 anos, mas pareceu-me que era melhor não... E quando foi possível juntar quórum para despejar o conteúdo, assim se fez.

O vinho é, também ele, um luxo. Robusto, pujante, estruturado e persistente, mas ao mesmo tempo sedoso e elegante. Feito com carinho e desvelo, é o que se sente ao degustá-lo.

Um grande vinho que é uma bela homenagem a um grande enólogo.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: João Portugal Ramos 25 Anos (Edição Limitada)
Região: Douro e Alentejo
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Nota (0 a 10): 8,5

sábado, 23 de junho de 2018

No meu copo 682 - Quatro Castas Reserva 1998

“Resultou um vinho rico e encorpado, com uma grande profundidade e complexidade sugerindo compotas, tostados e especiarias resultantes da integração da fruta com a madeira.”

Assim reza o contra-rótulo deste vinho produzido há 20 anos!

Conhecemo-lo desde essa altura, ou antes, e nesta versão Reserva e com este rótulo sempre foi um vinho que nos encheu as medidas, bem mais do que as novas e mais modernas versões.

Em comparação com outras colheitas entretanto provadas, já não revela a pujança e a vivacidade que era característica desta versão, mas mostrou ainda grande saúde, bastante elegância e suavidade mas ainda alguma estrutura e persistência.

Não é um grande vinho velho, mas ainda é um belíssimo vinho velho.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Quatro Castas Reserva 1998 (T)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão
Grau alcoólico: 13%
Castas: não indicadas
Preço: 12,50 €
Nota (0 a 10): 8

terça-feira, 19 de junho de 2018

No meu copo 681 - Pêra-Manca branco 2005

Passados anos, voltei a cruzar-me com esta versão em branco deste vinho emblemático da Fundação Eugénio de Almeida.

É sempre um vinho que se bebe com elevada expectativa, mas neste caso esperou tempo demais. Se os tintos velhos me deliciam, com os brancos não se passa o mesmo.

A cor era quase de mel, a frescura já se foi embora, o corpo também fazia lembrar mel, mas eram evidentes as notas de redução.

Há um ponto limite nos brancos a partir do qual o perfil muda completamente, e não é nesse que me sinto de todo confortável.

Dado o custo do vinho, é demasiado tempo na garrafa, acabando por se perder o melhor que ele tem para dar.

São gostos, e este não é o meu. Da próxima vez será um bem mais novo.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Pêra-Manca 2005 (B)
Região: Alentejo (Évora)
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida - Adega da Cartuxa
Grau alcoólico: 13%
Castas: Antão Vaz, Arinto
Preço em feira de vinhos: 26,29 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Lançamento de vinhos brancos da Enoport - Cabeça de Toiro e Quinta do Boição




Com bastante atraso (o que infelizmente tem acontecido nos últimos tempos, por manifesta falta... de tempo para publicar mais depressa e... em devido tempo), aqui damos conta do lançamento de novos vinhos brancos da Enoport United Wines, que teve lugar na sede do Instituto da Vinha e do Vinho, das marcas Cabeça de Toiro e Quinta do Boição.

O evento teve a presença do enólogo Nuno Faria e do viticultor João Vicêncio, que fizeram a apresentação dos vinhos em prova, e da directora de marketing Ana Sampaio, que geriu o decorrer dos trabalhos.

Foi feita uma breve apresentação da Enoport (que como é sabido absorveu as Caves Velhas e as Caves Dom Teodósio, entre outras) e das características das regiões onde a empresa produz vinhos, Tejo e Bucelas.

Na região Tejo, demarcada em 1989 e que obteve a denominação de origem em 2000, a empresa produz vinhos na Quinta de São João Baptista, que fica situada próximo da Reserva natural do Paul do Boquilobo, na confluência do rio Almonda com o Tejo. Esta quinta fica no terroir designado como bairro, considerado o mais apto para a produção de melhores tintos.

Em Bucelas, região demarcada em 1911, são produzidos vinhos na Quinta do Boição, anteriormente propriedade das Caves Velhas, entre os quais se conta a marca clássica “Bucellas Caves Velhas”.

Pela ordem, foram apresentados os vinhos que se enumeram em seguida.

Da região Tejo vieram os seguintes vinhos:

Cabeça Toiro Reserva branco 2016

Foram produzidas 20.000 garrafas deste vinho elaborado com um lote de Arinto, Sauvignon Blanc e Chardonnay, sendo que este amadurece um mês mais cedo que o Arinto. É um vinho equilibrado e bem balanceado entre frescura e acidez.

PVP recomendado: 5,99 €


Cabeça de Toiro Reserva Arinto Edição Limitada 2016

Produzidas 5000 garrafas a partir dum clone de Arinto trazido da Quinta do Boição. Mostrou-se melhor no nariz que na boca, onde apareceu algo linear.

PVP recomendado: 11,99€


De Bucelas vieram os vinhos que se referem:

Bucellas Caves Velhas 2016

Fermentado em inox, sem madeira, com maceração pelicular. Foram produzidas 100.000 garrafas. É o Arinto clássico de Bucelas, com notas citrinas e florais muito bem definidas e um branco mais ou menos universal, para todas as ocasiões.

PVP recomendado: 3,99€


Quinta do Boição Reserva 2016

Uma nova versão deste monocasta Arinto, com um novo rótulo a evocar as cepas de vinhas muito velhas.

Vinificado com desengace total e maceração pelicular a frio, 30% termina a fermentação em barrica usada, durante 30 a 45 dias. Produzidas 8000 garrafas. É um vinho que combina acidez com alguma mineralidade e aromas a frutos exóticos, com final persistente e vivo. É um vinho mais estruturado, para pratos com outra exigência gustativa.

PVP recomendado: 11,99€


Quinta do Boição Vinhas Velhas Grande Reserva 2014, Edição Limitada e Numerada

Produzidas 2300 garrafas desta novidade, outro monocasta de Arinto. Estagiou 1 ano em barricas de carvalho francês. É um vinho volumoso e complexo, conferindo outro perfil ao Arinto, num registo menos imediato e mais exigente em termos de prova. Claramente um vinho para a mesa.

PVP recomendado: 19,90€


No final desta agradável apresentação, ainda houve tempo para um cocktail noutra sala, com diversos petiscos doces e salgados à disposição dos convidados e todos os vinhos apresentados em prova.

Dito isto, temos de deixar aqui um enorme obrigado à Enoport, com uma referência muito especial à directora de marketing Ana Sampaio pela simpatia e atenção dispensadas, e pela paciência para esperar por estas publicações...

Pela nossa parte, os vinhos da casa fazem parte dos que vamos visitando quando a ocasião se proporciona.

Kroniketas, enófilo esclarecido

segunda-feira, 11 de junho de 2018

No meu copo 680 - Quinta de Cidrô, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon tinto 2008

A apresentação deste vinho, ocorrida o ano passado, mereceu-nos este comentário:

O grande vinho foi mesmo o mais antigo, o lote de 2008 de Cabernet e Touriga. Disse Jorge Moreira que era pena não poderem vender todos os seus tintos com 9 anos de idade, como este. A verdade é que o vinho está... enorme! Aroma intenso e vinoso, grandes estrutura e persistência, ao mesmo tempo redondo na boca e com taninos elegantíssimos. Um portento!”

Tivemos agora oportunidade de bebê-lo à refeição. Sem surpresa. Confirmou todas as impressões anteriores. É um vinhão!

Em vez de fazer descrições, permito-me transcrever, em vez disso, quatro trechos retirados de outros sites, com a devida vénia. O que se diz abaixo dispensa mais comentários.

“Este vinho, limpo e brilhante de cor rubi profundo, foi concebido como um lote original de Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional. Resultado do seu estágio em barricas de carvalho, o vinho demonstra intensidade e complexidade, ao mesmo tempo finesse e elegância. Equilibrado por uma excelente estrutura, mostra-se encorpado, e os aromas de fruta preta, baunilha, tabaco e chocolate revelam um enorme potencial para evolução em garrafa.”
(https://www.cavelusa.pt/produto/3103/QuintadeCidroCaberneteTourigaNacionalTinto)

“18 meses de estágio em barrica. Quase dez anos sem se dar por isso. Cheio de vitalidade. Com a barrica a abraçar a fruta, num perfil atractivo onde se notam as elegantes notas vegetais da Cabernet. É tão bem feito e tão prazeroso que, independentemente das crenças, agrada a todos.”
(https://www.joli.pt/quinta-de-cidro-novidades-para-2017/)

“Cor rubi muito escuro, retinto. No nariz são bem perceptíveis os aromas a fruta preta compotada, bem conjugada com a madeira e a baunilha. Na boca é profundo e encorpado. Possui taninos muito leves e baixa percepção alcoólica. Revela boa concentração e ligeira doçura. Final de comprimento longo com incremento de acidez.”
(https://www.continente.pt/stores/continente/pt-pt/public/Pages/ProductDetail.aspx?ProductId=5423107(eCsf_RetekProductCatalog_MegastoreContinenteOnline_Continente)

“Este vinho apresenta um estrutura poderosa com uma complexidade no olfacto impressionante. Aromas de frutos pretos, pimentos, baunilha, chocolate e notas florais típicas do Douro permitem um bouquet verdadeiramente notável. Na prova, demonstra potencia e complexidade, ainda que fino e elegante. Um vinho com elevado potencial de envelhecimento em garrafa.”
(https://fozgourmet.com/pt/portugal/1051-quinta-de-cidro-cabernet-sauvignon-touriga-nacional-2008-tinto.html)

Por tudo o que ficou dito, obviamente, entra directamente para a nossa lista de preferências. Não é barato, mas vale bem cada cêntimo que custa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta de Cidrô, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2008 (T)
Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço: cerca de 15 €
Nota (0 a 10): 9

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Na Wine Company 2 - Quinta do Monte d’Oiro



Subitamente, encontrei uma pasta com umas fotografias esquecidas, duma prova que decorreu há largos meses na garrafeira The Wine Company com vinhos da Quinta do Monte d’Oiro. Esta garrafeira mudou de localização, situando-se agora na Rua Barão de Sabrosa, por trás da fonte luminosa da Alameda D. Afonso Henriques.

Apesar de já ter perdido actualidade, resolvi publicar este apontamento dada a qualidade dos vinhos em prova. Esteve presente o filho do produtor José Bento dos Santos, Francisco Bento dos Santos, General Manager da empresa, que nos apresentou o Lybra branco e o rosé, mais uma gama de tintos de excelência.

Há quem goste mais do estilo, há quem goste menos. Há quem ache que estes vinhos não são nada de especial.

Não é o nosso caso, que já tivemos oportunidade de provar os vários vinhos da casa por mais de uma vez, e dentro dos vinhos tintos concebidos com base na casta Syrah estes estão seguramente entre os melhores produzidos em Portugal. Com um perfil diferente, ao mesmo nível só estarão os das Cortes de Cima, mas os da Quinta do Monte d’Oiro serão porventura aqueles que melhor expressam a casta em território nacional.

Baseados noutras castas (como Touriga Nacional e Tinta Roriz, nomeadamente), tanto o Aurius como o Têmpera (este com 100% de Tinta Roriz) mostram também um perfil de excelência. As nossas impressões, recolhidas anteriormente, confirmaram-se em pleno nesta prova.

Estes vinhos são o melhor exemplo de que a robustez se pode conjugar com a finesse e a elegância, e confirmam uma designação que inventei para eles ainda no tempo da marca Vinha da Nora: são o que eu chamo “vinhos aristocráticos”.

Sou fã de todos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

terça-feira, 5 de junho de 2018

No meu copo 679 - Casa da Passarela, A Descoberta branco 2016

Um regresso a este branco do Dão que impressionou na primeira prova e confirmou as boas sensações anteriores. Na linha desta marca intitulada “A Descoberta”, e à semelhança do que acontece com o tinto e o rosé, é um vinho elegante, suave e muito aromático, com uma boa acidez e frescura na boca.

É um valor já firmado e que se estabeleceu como uma boa escolha por um preço muito atractivo, pelo que entra nas nossas escolhas.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Casa da Passarela, A Descoberta 2016 (B)
Região: Dão
Produtor: O Abrigo da Passarela
Grau alcoólico: 13%
Castas: Encruzado, Malvasia Fina, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 8

sábado, 2 de junho de 2018

No meu copo 678 - Quinta dos Carvalhais tinto 2010

Nem sempre este Colheita da Quinta dos Carvalhais nos tem convencido. Por vezes parece faltar-lhe alguma personalidade, alguma tipicidade do Dão, mostrando-se algo incaracterístico e indefinido.

A verdade é que quase sempre o provamos relativamente novo, com a colheita que está no mercado. Esta garrafa foi adquirida em 2015 e, provada agora em 2018, pareceu que o tempo lhe fez bem.

Apresentou-se um vinho de cor rubi carregada, muito bem equilibrado, com aromas intensos a frutos vermelhos maduros e do bosque e um bouquet amplo e profundo.

Na boca mostrou boa estrutura, com os taninos firmes mas muito redondos e equilibrados sem marcarem o conjunto, com as notas de madeira muito discretas.

Perante esta prova, parece-nos estar claramente perante um vinho de guarda e não de consumo imediato. Precisa de evoluir na garrafa, pois esse tempo fá-lo crescer para mostrar aquilo que pode dar. Neste caso, com quase 8 anos, pareceu estar no ponto óptimo de consumo, pelo que não vale a pena ter pressa em bebê-lo.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta do Carvalhais 2010 (T)
Região: Dão
Produtor: Sogrape Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro
Preço em feira de vinhos: 4,87 €
Nota (0 a 10): 8