Aproveitando a improvável vitória do Benfica no campeonato nacional de futebol, juntámos um núcleo de bandalhos na celebração anual para degustar uma garrafa de champanhe, a que associámos também a vitória do Sporting na Taça de Portugal pois um dos presentes torce pelos verdes!
Nos últimos anos, eu e o tuguinho tínhamos optado pelo G. H. Mumm Cordon Rouge, aproveitando a associação de nome do champanhe à vitória dos encarnados!
Desta vez, não tendo encontrado esta marca, voltámos a um clássico que já há uns anos não provávamos.
E o que dizer desta viúva? Que nunca nos desilude! É encorpado, intenso de aroma e com boa estrutura na boca, com bolha fina e persistente e final vibrante e refrescante. Continua a ser, dentro deste patamar, um dos melhores na relação qualidade-preço, embora o preço tenha vindo inevitavelmente a subir, mas não deixa de ser uma aposta bem conseguida. Tão bem conseguida que parece que da próxima vez vai ser preciso comprar duas garrafas!
Bom para celebração... e para muito mais!
tuguinho e Kroniketas, enófilos em celebração
Vinho: Veuve Clicquot Champagne Brut (B)
Região: Champagne (França)
Produtor: Maison Veuve Clicquot Ponsardin - Reims
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier
Preço: 48,49 €
Nota (0 a 10): 9
O blog onde os néctares de Baco nunca se entornam
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segunda-feira, 3 de junho de 2019
quinta-feira, 19 de abril de 2018
No meu copo 671 - Champanhe Taittinger Brut Réserve


É bem verdade que o champanhe é muito mais que uma bebida de celebração. Mas para comemorar 25 anos de casamento não há nada melhor do que um verdadeiro champanhe. Estou a falar do original, aquele oriundo da região de Champagne, no nordeste de França.
Se bem o pensei, melhor o fiz. Resolvi experimentar uma marca que ainda não tinha comprado. Esta casa possui um alargado portefólio de champanhes com as mais diversas características, preços, e até formatos de garrafa.
Este Taittinger Brut Réserve enquadra-se naquela gama de champanhes mais habitual, situada num valor entre 30 e 40 € no mercado português.
Não é o melhor que já bebi, mas correspondeu em pleno às expectativas. Muito suave e elegante, com bolha muito fina e mousse muito macia na boca, com aroma não muito exuberante com ligeiro toque a biscoito, final elegante e delicado.
Muito bem na sobremesa a acompanhar o delicioso Melhor bolo de chocolate do mundo.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Taittinger Brut Réserve (B)
Região: Champagne (França)
Produtor: Taittinger – Reims
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Não indicadas
Preço em hipermercado: 35,89 €
Nota (0 a 10): 8,5
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Grandes Escolhas Vinhos e Sabores 2017 - Prova de champanhes Deutz

No âmbito do evento “Grandes Escolhas Vinhos e Sabores”, realizado na FIL, tive oportunidade de participar numa das provas especiais (entre as 10 agendadas) dedicada exclusivamente aos champanhes Deutz.
Para além de ser um amante desta bebida, o que me chamou a atenção para esta prova em particular foi um jantar em que tive a felicidade de participar há uns anos exactamente por esta ocasião, em que foram provados alguns champanhes da marca.
Foi pois com elevada expectativa que participei nesta prova onde os presentes tiveram oportunidade de degustar 9 champanhes diferentes – 9!!!
Gostos são gostos, e nem toda a gente gosta do vinho com bolhinhas. Mas depois de provar estes vinhos é difícil compreender como é que existe quem não os aprecie.
No caso dos champanhes provados, o nível qualitativo é tão elevado que mesmo os da gama de entrada são excelentes. Quando subimos de patamar, as diferenças são quase mínimas e de pormenor, é difícil distingui-las. É como destrinçar o excelente do sublime.
Este produtor está sediado na região de Aÿ, perto de Épernay, e a casa foi fundada em 1838 por William Deutz (em francês pronuncia-se Dâtz, embora se suponha que o nome seja de origem alemã, em que se pronunciaria Doitz).
Foram provados os seguintes champanhes:
- Brut Classic branco
- Bruta Classic rosé
- Blanc de Blancs 2011
- Brut Vintage Blanc de Blancs 2012
- Brut Vintage rosé 2012
- Prestige Cuvée branco
- Amour de Deutz rosé
- Cuvée William Deutz 2006
- Cuvée William Deutz 1996
Falar dos champanhes provados é difícil, tal a sua semelhança e a qualidade aproximada. A ordem de apresentação foi em qualidade crescente, com alguns pares no mesmo patamar. A partir do Amour de Deutz entramos no mundo dos raros e muito caros, presentes nalguns dos melhores hotéis e restaurantes, não só em França como no resto do mundo.
Como características mais marcantes encontramos uma bolha muito fina, a fazer uma mousse muito suave e elegante. No nariz apresentam-se com algumas notas a tosta, biscoito e um aroma que marca todos os vinhos, um fundo vegetal a trufas ou cogumelos.
São elegantes e discretos, com final suave e longo.
Diferenças? Os rosés são feitos exclusivamente com as melhores uvas de Pinot Noir com o objectivo de produzir um grande rosé, sem qualquer tipo de concessão qualitativa.
Os vinhos de entrada poderão ser adquiridos por cerca de 40 €, subindo até às centenas. Mas estamos perante uma bebida dos deuses. Vale sempre a pena provar, se não se puder comprar.
Kroniketas, enófilo deliciado
Champagne Deutz
Ay - France
segunda-feira, 26 de maio de 2014
No meu copo 384 - Champanhe G. H. Mumm Brut Cordon Rouge
Na expectativa de comemorar o inédito “triplete” do Sport Lisboa e Benfica, e na falta de bilhete para assistir ao jogo no Estádio Nacional, eu e o tuguinho juntámo-nos para assistir à final da Taça de Portugal Benfica-Rio Ave via televisão, e preparámos uma garrafa de champanhe para abrir no fim.
Depois da vitória, sofrida mas saborosa, abrimos a garrafa deste champanhe G. H. Mumm Cordon Rouge, um dos poucos que estavam disponíveis na garrafeira do Continente (como a garrafa foi comprada no próprio dia, não houve tempo para ir a outro local procurar maior variedade de marcas).
A verdade é que não ficámos nada mal servidos com este G. H. Mumm: bolha fina, corpo muito elegante, excelente acidez, persistência e frescura na boca e aquela finesse que só os genuínos champanhes conseguem mostrar, situando-se ao nível dos melhores que já tivemos oportunidade de provar – e não têm sido assim tantos. Tendo em conta o preço, será mesmo uma das melhores escolhas, uma vez que outras marcas de renome já estão, frequentemente, acima dos 40 €. E como estávamos em modo de festejo, o néctar borbulhante ainda nos soube melhor.
Para futuras ocasiões, quando for necessário comprar um champanhe, o G. H. Mumm passa a ser uma opção a ter em devida conta.
tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos em festejo de triplete com bolhinhas
Vinho: G. H. Mumm Champagne Brut Cordon Rouge (B)
Região: Champagne (França)
Produtor: G. H. Mumm & CIE - Reims
Grau alcoólico: 12%
Castas: Não indicadas
Preço em hipermercado: 36,99 €
Nota (0 a 10): 9
Depois da vitória, sofrida mas saborosa, abrimos a garrafa deste champanhe G. H. Mumm Cordon Rouge, um dos poucos que estavam disponíveis na garrafeira do Continente (como a garrafa foi comprada no próprio dia, não houve tempo para ir a outro local procurar maior variedade de marcas).
A verdade é que não ficámos nada mal servidos com este G. H. Mumm: bolha fina, corpo muito elegante, excelente acidez, persistência e frescura na boca e aquela finesse que só os genuínos champanhes conseguem mostrar, situando-se ao nível dos melhores que já tivemos oportunidade de provar – e não têm sido assim tantos. Tendo em conta o preço, será mesmo uma das melhores escolhas, uma vez que outras marcas de renome já estão, frequentemente, acima dos 40 €. E como estávamos em modo de festejo, o néctar borbulhante ainda nos soube melhor.
Para futuras ocasiões, quando for necessário comprar um champanhe, o G. H. Mumm passa a ser uma opção a ter em devida conta.
tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos em festejo de triplete com bolhinhas
Vinho: G. H. Mumm Champagne Brut Cordon Rouge (B)
Região: Champagne (França)
Produtor: G. H. Mumm & CIE - Reims
Grau alcoólico: 12%
Castas: Não indicadas
Preço em hipermercado: 36,99 €
Nota (0 a 10): 9
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
No meu copo, na minha mesa 348 - Jantar no Jacinto com vinhos franceses
Este evento decorreu no mesmo dia do início do Encontro com o Vinho e os Sabores 2013. Tudo aconteceu de forma inesperada, após ter recebido um e-mail, proveniente dum velho conhecido ligado ao sector do vinho, com um convite para um jantar com provas comentadas de champanhe. Embora já tivesse planos para esse dia, que em parte continham uma primeira passagem pelo Encontro com o Vinho, pareceu-me que a proposta era demasiado aliciante para declinar, tendo em conta que não havia custos envolvidos.
Dito isto mudei de planos e, após a confirmação de local e horas, saí mais cedo do Centro de Congressos de Lisboa e dirigi-me a Telheiras para estar no Jacinto por volta das 21 horas. O que aconteceu, no entanto, foi que a quase totalidade dos participantes estavam no Encontro com o Vinho e foram chegando a conta-gotas, de tal forma que pelas 22 horas ainda não estávamos à mesa. Enquanto se esperava, foi-nos servido um copo de champanhe Deutz para ir passando o tempo.
Só quando toda a gente estava à mesa e foram feitas as apresentações do que se iria passar fiquei a saber que o evento era promovido pela distribuidora Mister Wine e que em vez de um produtor de champanhe iríamos ter na sala os representantes de não 1, não 2, não 3, mas 4 produtores franceses: Deutz (da região de Champagne), Delas Frères (Côtes-du-Rhone), Michel Laroche (Chablis) e Pascal Jolivet (Loire). Conversa puxa conversa, um contacto leva a outro, um é convidado para apresentar os seus vinhos e há outro que entra na conversa, e assim em vez de apenas champanhe iríamos ter também vinho branco, tinto e doce. Um verdadeiro desfile de néctares de excepção à nossa espera! E só à medida que fui identificando os presentes, quase todos ligados ao sector do vinho (jornalistas e/ou enólogos e /ou produtores, representantes da Revista de Vinhos, jornal “I”, Exame) é que me apercebi de como era um privilegiado por estar ali, eu, um mero amador que escreve num blog e de vez em quando vai conhecendo as pessoas do meio numas provas aqui e ali...
A condução das operações foi feita por José Carneiro Pinto, ligado à Quinta do Oritgão, que apresentou os representantes dos produtores presentes e anunciou o que se iria beber ao longo da refeição. Tudo em inglês, para que toda a gente percebesse...
E assim foram desfilando os pratos e os vinhos, quase todos em garrafas magnum, começando pelo champanhe Deutz Brut Classic, composto pelas castas Pinot Noir (que dá volume de boca e corpo ao vinho), Pinot Meunier e Chardonnay em partes iguais (portanto um misto de brancas e tintas, como é típico da região). Bolha fina, muito elegante, persistente (Nota: 8,5).
A partir daqui tivemos os vinhos apresentados aos pares para acompanhar cada prato. Começámos com um prato de cogumelos recheados, ovos com farinheira e queijo de cabra com mel, tudo muito bem temperado e apaladado, com os sabores muito suaves a casarem muito bem com os vinhos.
Fui debicando de cada um alternadamente, acompanhando com um branco de Pascal Jolivet, Clos du Roy 2012, da região de Sancerre. Excelente acidez, macio e persistente, com boa estrutura (Nota: 8,5). A emparelhar, um Domaine Laroche, Saint Martin 2011, de Chablis (Borgonha). Mais doce e menos estruturado que o anterior, dois perfis bastante diferentes (Nota: 8).
Passámos então à pièce de résistance, com dois pratos. Primeiro veio um polvo de cebolada que depois foi ao forno, bastante suculento, bem temperado e apetitoso. Para acompanhar, novamente um vinho de Sancerre e um de Chablis, tal como na parelha anterior. Pascal Jolivet Les Caillottes 2001, suave, aromático e profundo (Nota: 9). Infelizmente perdeu na comparação com o parceiro que veio ao mesmo tempo, para mim o vinho da noite: um Chablis Premier Cru (o segundo nível de topo, apenas abaixo dos Grand Cru) Domaine Laroche Les Vaudevey 2006, 100% Chardonnay. Grande corpo, grande estrutura, aroma interminável, tudo pontuado por uma finesse notável e uma elegância soberba. Grande, grande vinho, um autêntico néctar dos deuses que nos ajuda a perceber o porquê da fama dos brancos franceses, e dos da Borgonha em particular! E que diferença em relação aos Chardonnay feitos em Portugal, carregados de madeira, pesados, amanteigados, enjoativos... No fim, como recordação, levei para casa a garrafa de 1,5 L deste vinho sublime! (Nota: 10)
Seguiu-se outro prato de resistência, uma empada de pato com salada de alface, também excelentemente temperada. Para acompanhar, um champanhe e um tinto. Champagne Deutz Brut 2006: mousse suave, fino, elegante, excepcional! (Nota: 10). A fazer parceria, o único tinto da noite: Marquise de La Tourette Delas 1999, da região de Hermitage (Côtes-du-Rhone), 100% Syrah ou não esitvessemos no berço da casta. Um vinho que se impõe pela suavidade e elegância, típica dos tintos daquela região, marcando a diferença em relação às bombas de fruta e álcool com que vamos levando por cá na última década. (Nota: 8,5)
Para as sobremesas ainda tivemos direito a mais um duo de pratos. Primeiro um folhado de morangos com natas, acompanhado com um Champanhe Deutz rosé. Elegante, suave e aromático, corpo médio. (Nota: 8).
Finalmente, uma trilogia de doces conventuais, encharcada, fidalgo e sericaia (qual deles o melhor), acompanhados por mais um duo de vinhos. O famoso Sauternes, porventura o branco doce mais emblemático do planeta, um Château Doisy Daëne 2005 (Nota: 8,5) e mais um champanhe: Cuvée William Deutz Millésime 1999, muito seco, elegante e equilibrado. (Nota: 9)
Foi um fecho em beleza para um repasto excepcional e inolvidável, com pratos de alto nível e vinhos de excepção. Lá pela 1:30 da manhã finalmente abandonei o local, ainda restando alguns minutos de convívio entre os mais resistentes, que foram ficando até ao fim.
Só me resta agradecer o convite que em boa hora me foi dirigido pelo meu amigo José Carneiro Pinto e à Mister Wine por ter organizado este magnífico jantar. Também ao restaurante Jacinto, com uma confecção, um serviço de refeição e de vinhos irrepreensível. Depois de alguma crise atravessada na década de 1980, o Jacinto renasceu em grande e tem sido palco de alguns jantares de grande nível, cotando-se como um dos locais de eleição para jantares vínicos na cidade de Lisboa – nos últimos anos já tinha lá participado num jantar da Niepoort (1ª parte e 2ª parte) e num da Dão Sul. E finalmente aos produtores que disponibilizaram os seus fantásticos vinhos e me permitiram pela primeira vez provar e degustar um painel de vinhos franceses sublimes.
Foi mais uma noite para recordar no restaurante Jacinto. Parabéns a todos.
Kroniketas, enófilo embevecido
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
No meu copo 265 - Champanhe Germain Brut Réserve

De vez em quando sabe bem variar, e pelo menos uma vez por ano é altura de experimentar champanhes e espumantes.
O ano passado, na época das compras, resolvi provar um champanhe que estava a um preço um pouco inferior ao habitual. Chama-se Germain Brut e é produzido a partir de três castas, com mistura de brancas (Chardonnay) e tintas como acontece frequentemente.
Este não fugiu muito do habitual, embora estivesse alguns furos abaixo de outros como o Veuve Clicquot, que é escolha habitual. Com bolha fina e elegante na boca, aroma frutado não muito exuberante, boa persistência, cumpriu o que se esperava dum champanhe genuíno.
Tendo em conta o preço não fiquei mal servido.
Kroniketas, enófilo borbulhante
Vinho: Germain Champagne Brut Réserve (B)
Região: Champagne (França)
Produtor: Champagne Vranken - Tours-sur-Marne
Grau alcoólico: 12%
Castas: Pinot Noir, Pinot Meunier, Chardonnay
Preço em feira de vinhos: 26,90 €
Nota (0 a 10): 8,5
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
No meu copo 229 - Champanhe Pommery
Na última quadra festiva estreei um champanhe que nunca tinha bebido. Para variar do habitual Veuve Clicquot comprei um Pommery, que se saiu muito bem da prova. Bolha muito fina, aroma floral e boca muito suave e elegante, com algumas notas tropicais e citrinas, bateu-se excelentemente no confronto com o Veuve Clicquot, colhendo mesmo opiniões mais favoráveis.São ambos excelentes, mas o Pommery consegue ser ainda mais elegante, mais fresco, ainda com mais finesse, um champanhe praticamente universal, para qualquer ocasião e qualquer refeição. Haverá melhor? Se há, não deve ser muito.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Pommery - Champagne Brut (B)
Região: Champagne (França)
Produtor: Pommery - Reims
Grau alcoólico: 12%
Casta: Chardonnay
Preço em hipermercado: cerca de 34 €
Nota (0 a 10): 9
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Os vinhos da festa 2007-2008 (1)
No meu copo 159 - Champanhes e espumantes
Na quadra festiva que há pouco terminou, entre jantares de Natal, réveillon e alguns aniversários tivemos oportunidade de provar um conjunto alargado de vinhos que seria fastidioso descrever em detalhe. Assim vamos apresentar algumas notas curtas, agrupando-os por tipo de vinho (daqueles que ainda nos lembramos...)
Começamos pelos champanhes e espumantes.
Veuve Clicquot Champagne Brut - Um clássico do champanhe francês que já se tornou tradicional nos meus jantares de Natal. Foi uma das primeiras notas de prova colocadas neste blog, precisamente após o fim-de-ano de há dois anos. Apreciação aqui. Nota: 9
Pol Carson Champagne Brut Rosé - Numa variação ao habitual, resolvi experimentar este champanhe rosé e foi uma bela aposta. Bastante aromático, seco, suave, bolha fina e com grande elegância. Excelente acompanhante de quase todo o tipo de iguarias, mas em particular entradas, peixes e mariscos. Uma boa aposta por um preço, apesar de tudo, não muito exagerado para o produto que é. Nota: 8,5
Tapada do Chaves Bruto 2002 - Resolvi experimentar este por estar agora em Portalegre, por ter visitado a Tapada do Chaves e por ainda não ter experimentado um espumante do Alentejo (só o tinha provado de fugida num Encontro com o vinho). Foi uma belíssima revelação. Bastante frutado e aromático, ainda com algum toque floral, muito elegante e com bolha fina. Bela combinação do Arinto, a dar uma bela acidez ao conjunto, com o Fernão Pires. Entrou directamente para a lista dos recomendados, até porque tem um preço bastante aceitável. Nota: 8
Cabriz Bruto 2005 - Igualmente equilibrado, aromático e elegante, com muita frescura na boca. A Malvasia Fina a expressar-se muito bem em combinação com a Bical. Nota: 8
Real Senhor Velha Reserva 2001 - Mais um bom exemplo duma feliz combinação de castas, neste caso a Malvasia Fina e o Arinto, duas excelentes castas brancas. Pareceu-me contudo menos suave que os dois anteriores. Nota: 7,5
João Pires Bruto - Este foi o que menos me agradou de todos os provados. Pareceu-me pouco elegante, exactamente ao contrário dos outros. Talvez uma segunda apreciação possa rectificar esta primeira impressão. Nota: 7
Kroniketas, enófilo espumantizado
Vinho: Veuve Clicquot Champagne Brut (B)
Preço em hipermercado : 32,89 €
Nota (0 a 10): 9
Vinho: Pol Carson Champagne Brut (R)
Região: Champagne (França)
Produtor: Sedi Champagne - Châlons en Champagne
Grau alcoólico: 12%
Preço em hipermercado: 19,49 €
Nota (0 a 10): 8,5
Vinho: Tapada do Chaves espumante bruto 2002 (B)
Região: Alentejo (Portalegre)
Produtor: Tapada do Chaves, Sociedade Agrícola e Comercial
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Fernão Pires
Preço em hipermercado: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Cabriz espumante bruto 2005 (B)
Região: Dão
Produtor: Dão Sul
Grau alcoólico: 12%
Castas: Malvasia Fina, Bical
Preço em feira de vinhos: 6,40 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Real Senhor Velha Reserva espumante bruto 2001 (B)
Região: Douro
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Malvasia Fina, Arinto
Preço com a Revista de Vinhos: 6,25 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: João Pires espumante bruto (B)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca
Grau alcoólico: 12,5%
Preço em hipermercado: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2006
No meu copo 4 - Champanhe: Veuve Clicquot e Moët & Chandon
Para o jantar de Natal usou-se champanhe. Estou a falar do francês, o verdadeiro, e não do espumante a que muitos erradamente chamam também champanhe, que na realidade não o é. O nome champanhe só pode ser usado para os vinhos produzidos na região francesa com esse nome, Champagne, situada próximo de Reims, a nordeste de Paris. Em Portugal produzem-se alguns bons espumantes, que não envergonham, mas... champanhe é champanhe. E é desse que vos quero falar agora.
Devo dizer que quando provei espumante pela primeira vez (e nas vezes seguintes) não gostei nada e não percebia como é que as pessoas podiam gostar tanto daquilo. Mais tarde, quando provei champanhe francês, percebi a diferença. E ainda mais tarde, quando me tornei apreciador de vinhos, percebi uma outra diferença: é que o espumante que toda a gente bebia, um tal Raposeira, é um dos piores que se produz em Portugal. Quando provamos o Murganheira, o Vértice, o Danúbio, ou o Aliança Particular Bruto Zero, só para citar estes exemplos, percebemos porque é que o Raposeira não serve de exemplo para nada.
Pior exemplo ainda é o dos espumantes italianos que há por aí em festas, que são normalmente doces e até usam rolhas de plástico. O seu carácter doce só lhes permite servir (e mal) para acompanhar sobremesas, e qualquer semelhança com o produto verdadeiro será mera coincidência. Os Asti, Moscato e “tutti quanti” não passam, para mim, duma espécie de Seven-Up com álcool. Champanhe ou espumante a sério deve ser bruto, que é o que não tem adição de açúcar.
Voltando ao motivo deste post, os dois champanhes saboreados no Natal familiar são dois néctares de eleição. Para além de não serem excessivamente gasosos (não estamos a beber uma gasosa), têm bolha muito fina, paladar elegante e aromático, frescura e elegância. São, por isso, expoentes máximos da categoria e, para quem gosta do género, podem perfeitamente ser bebidos com qualquer refeição. Aliás, o seu uso é tão vasto que podem acompanhar uma refeição do princípio ao fim, do aperitivo à sobremesa.
O Veuve Clicquot é talvez um pouco mais aromático e encorpado, enquanto o Moët & Chandon (este é da mesma casa que produz o Don Pérignon, porventura o melhor champanhe do mundo que deve o seu nome ao frade criador desta bebida) é mais leve e mais aberto, embora seja difícil dar preferência a um deles. Curiosamente, são produzidos a partir das mesmas castas: Chardonnay, Pinot Noir (duas castas também cultivadas em Portugal, sendo esta última de uvas tintas) e Pinot Meunier.
Dado o seu elevado preço, são bebidas para serem consumidas em ocasiões festivas (a não ser que se tenha muito dinheiro para gastar) e, principalmente, por quem realmente aprecie aquilo que está a beber. Não se gasta dinheiro numa bebida destas só por exibicionismo!
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Champagne (França)
Vinho: Veuve Clicquot Champagne Brut (B)
Produtor: Veuve Clicquot Ponsardin - Reims
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier
Preço em hipermercado: cerca de 35 €
Nota (0 a 10): 9
Vinho: Moët & Chandon Champagne Brut (B)
Região: Champagne (França)
Produtor: Champagne Moët & Chandon - Épernay
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier
Preço em hipermercado: cerca de 35 €
Nota (0 a 10): 9
Devo dizer que quando provei espumante pela primeira vez (e nas vezes seguintes) não gostei nada e não percebia como é que as pessoas podiam gostar tanto daquilo. Mais tarde, quando provei champanhe francês, percebi a diferença. E ainda mais tarde, quando me tornei apreciador de vinhos, percebi uma outra diferença: é que o espumante que toda a gente bebia, um tal Raposeira, é um dos piores que se produz em Portugal. Quando provamos o Murganheira, o Vértice, o Danúbio, ou o Aliança Particular Bruto Zero, só para citar estes exemplos, percebemos porque é que o Raposeira não serve de exemplo para nada.
Pior exemplo ainda é o dos espumantes italianos que há por aí em festas, que são normalmente doces e até usam rolhas de plástico. O seu carácter doce só lhes permite servir (e mal) para acompanhar sobremesas, e qualquer semelhança com o produto verdadeiro será mera coincidência. Os Asti, Moscato e “tutti quanti” não passam, para mim, duma espécie de Seven-Up com álcool. Champanhe ou espumante a sério deve ser bruto, que é o que não tem adição de açúcar.
Voltando ao motivo deste post, os dois champanhes saboreados no Natal familiar são dois néctares de eleição. Para além de não serem excessivamente gasosos (não estamos a beber uma gasosa), têm bolha muito fina, paladar elegante e aromático, frescura e elegância. São, por isso, expoentes máximos da categoria e, para quem gosta do género, podem perfeitamente ser bebidos com qualquer refeição. Aliás, o seu uso é tão vasto que podem acompanhar uma refeição do princípio ao fim, do aperitivo à sobremesa.
O Veuve Clicquot é talvez um pouco mais aromático e encorpado, enquanto o Moët & Chandon (este é da mesma casa que produz o Don Pérignon, porventura o melhor champanhe do mundo que deve o seu nome ao frade criador desta bebida) é mais leve e mais aberto, embora seja difícil dar preferência a um deles. Curiosamente, são produzidos a partir das mesmas castas: Chardonnay, Pinot Noir (duas castas também cultivadas em Portugal, sendo esta última de uvas tintas) e Pinot Meunier.
Dado o seu elevado preço, são bebidas para serem consumidas em ocasiões festivas (a não ser que se tenha muito dinheiro para gastar) e, principalmente, por quem realmente aprecie aquilo que está a beber. Não se gasta dinheiro numa bebida destas só por exibicionismo!
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Champagne (França)
Vinho: Veuve Clicquot Champagne Brut (B)
Produtor: Veuve Clicquot Ponsardin - Reims
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier
Preço em hipermercado: cerca de 35 €
Nota (0 a 10): 9
Vinho: Moët & Chandon Champagne Brut (B)
Região: Champagne (França)
Produtor: Champagne Moët & Chandon - Épernay
Grau alcoólico: 12%
Castas: Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier
Preço em hipermercado: cerca de 35 €
Nota (0 a 10): 9
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