Numa fase em que a Quinta da Romeira passa por um período de transformação, resultante da sua aquisição pela Sogrape depois de já ter transitado pela Companhia das Quintas e pela Wine Ventures (que ainda produziu esta colheita), tivemos um “encontro imediato” com um dos vinhos mais emblemáticos produzidos na quinta.
Este é um lídimo representante do melhor que o Arinto produz na sua região de eleição. Servido à temperatura certa, cerca de 10º C, parece o branco quase perfeito para todos os pratos e todas as estações.
Está lá tudo. A intensidade aromática do Arinto, as notas cítricas e florais, a estrutura e amplitude de boca, o final persistente, intenso e vibrante, tudo bem envolvido por uma acidez crocante e notas de madeira muito discreta que não atrapalha nem distorce o perfil do vinho.
A colheita provada foi a de 2016 e mostrou-se de excelente saúde, sem sinais de decadência precoce, parecendo estar no ponto óptimo de consumo.
Está um grande vinho e tem entrada directa nas nossas escolhas!
Vamos ver como sairão as próximas colheitas, sob a nova orientação da Sogrape.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Morgado de Sta. Catherina Reserva 2016 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 6,89 €
Nota (0 a 10): 8,5
O blog onde os néctares de Baco nunca se entornam
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segunda-feira, 24 de junho de 2019
sexta-feira, 15 de junho de 2018
Lançamento de vinhos brancos da Enoport - Cabeça de Toiro e Quinta do Boição
Com bastante atraso (o que infelizmente tem acontecido nos últimos tempos, por manifesta falta... de tempo para publicar mais depressa e... em devido tempo), aqui damos conta do lançamento de novos vinhos brancos da Enoport United Wines, que teve lugar na sede do Instituto da Vinha e do Vinho, das marcas Cabeça de Toiro e Quinta do Boição.
O evento teve a presença do enólogo Nuno Faria e do viticultor João Vicêncio, que fizeram a apresentação dos vinhos em prova, e da directora de marketing Ana Sampaio, que geriu o decorrer dos trabalhos.
Foi feita uma breve apresentação da Enoport (que como é sabido absorveu as Caves Velhas e as Caves Dom Teodósio, entre outras) e das características das regiões onde a empresa produz vinhos, Tejo e Bucelas.
Na região Tejo, demarcada em 1989 e que obteve a denominação de origem em 2000, a empresa produz vinhos na Quinta de São João Baptista, que fica situada próximo da Reserva natural do Paul do Boquilobo, na confluência do rio Almonda com o Tejo. Esta quinta fica no terroir designado como bairro, considerado o mais apto para a produção de melhores tintos.
Em Bucelas, região demarcada em 1911, são produzidos vinhos na Quinta do Boição, anteriormente propriedade das Caves Velhas, entre os quais se conta a marca clássica “Bucellas Caves Velhas”.
Pela ordem, foram apresentados os vinhos que se enumeram em seguida.
Da região Tejo vieram os seguintes vinhos:
• Cabeça Toiro Reserva branco 2016
Foram produzidas 20.000 garrafas deste vinho elaborado com um lote de Arinto, Sauvignon Blanc e Chardonnay, sendo que este amadurece um mês mais cedo que o Arinto. É um vinho equilibrado e bem balanceado entre frescura e acidez.
PVP recomendado: 5,99 €
• Cabeça de Toiro Reserva Arinto Edição Limitada 2016
Produzidas 5000 garrafas a partir dum clone de Arinto trazido da Quinta do Boição. Mostrou-se melhor no nariz que na boca, onde apareceu algo linear.
PVP recomendado: 11,99€
De Bucelas vieram os vinhos que se referem:
• Bucellas Caves Velhas 2016
Fermentado em inox, sem madeira, com maceração pelicular. Foram produzidas 100.000 garrafas. É o Arinto clássico de Bucelas, com notas citrinas e florais muito bem definidas e um branco mais ou menos universal, para todas as ocasiões.
PVP recomendado: 3,99€
• Quinta do Boição Reserva 2016
Uma nova versão deste monocasta Arinto, com um novo rótulo a evocar as cepas de vinhas muito velhas.
Vinificado com desengace total e maceração pelicular a frio, 30% termina a fermentação em barrica usada, durante 30 a 45 dias. Produzidas 8000 garrafas. É um vinho que combina acidez com alguma mineralidade e aromas a frutos exóticos, com final persistente e vivo. É um vinho mais estruturado, para pratos com outra exigência gustativa.
PVP recomendado: 11,99€
• Quinta do Boição Vinhas Velhas Grande Reserva 2014, Edição Limitada e Numerada
Produzidas 2300 garrafas desta novidade, outro monocasta de Arinto. Estagiou 1 ano em barricas de carvalho francês. É um vinho volumoso e complexo, conferindo outro perfil ao Arinto, num registo menos imediato e mais exigente em termos de prova. Claramente um vinho para a mesa.
PVP recomendado: 19,90€
No final desta agradável apresentação, ainda houve tempo para um cocktail noutra sala, com diversos petiscos doces e salgados à disposição dos convidados e todos os vinhos apresentados em prova.
Dito isto, temos de deixar aqui um enorme obrigado à Enoport, com uma referência muito especial à directora de marketing Ana Sampaio pela simpatia e atenção dispensadas, e pela paciência para esperar por estas publicações...
Pela nossa parte, os vinhos da casa fazem parte dos que vamos visitando quando a ocasião se proporciona.
Kroniketas, enófilo esclarecido
sábado, 27 de janeiro de 2018
No meu copo 649 - Quinta do Boição Espumante Extra Bruto 2010
Este espumante foi uma gentil oferta da Enoport, no final dum evento de apresentação de novos vinhos brancos (a relatar em breve).
Foi aproveitado para comemorar uma efeméride de fim de ano, e cumpriu bem a função, mostrando tudo aquilo que se espera dum espumante bruto. Extra bruto, neste caso.
Suave, elegante, macio e redondo, com bolha fina e persistente, boa acidez e frescura na boca, final persistente e vivo. Muito mais do que uma bebida apenas para celebração, é uma bebida para a mesa mas que fica muito bem com sobremesas devido à sua boa acidez e secura. O Arinto no seu melhor no seu terroir de excelência.
O preço de referência torna-o um produto muito apetecível.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Boição Espumante Extra Bruto 2010 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Enoport - Produção de Bebidas
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço: 5,85 €
Nota (0 a 10): 8
domingo, 17 de dezembro de 2017
No meu copo 638 - Prova Régia Reserva 2015
Estive indeciso, durante meses, sobre se havia de fazer este post, tamanha foi a decepção. Tem sido um daqueles vinhos que, ao longo dos 12 anos de vida deste blog, mais vezes foi chamado à liça e objecto de mais elogios: fora as provas que não foram aqui mencionadas, este é o 9º post acerca deste vinho – o primeiro já foi em 2006.
É um fenómeno que por vezes vai acontecendo. Alguns vinhos que foram referências na gama média-baixa perdem o encanto e a graça. Deparei-me com esta situação neste vinho que tem sido referência por muitos anos, por diversas razões: por ser de Bucelas e por ser um dos mais icónicos representantes do Arinto. Refiro-me, como é bom de ver, ao Prova Régia. Desde que deixou de ser apenas Prova Régia e começou a ser também Prova Régia Premium e depois Prova Régia Reserva, o que coincidiu com a mudança de mãos na emblemática Quinta da Romeira, da Companhia das Quintas para a Wine Ventures, parece que tem andado num ziguezague e não sabem bem o que lhe hão-de fazer.
O Prova Régia era um vinho seguro, que dava sempre garantias. Quando lhe acrescentaram um parceiro ligeiramente acima, o vinho “normal” perdeu interesse, conquanto o novo produto aparecesse com uma qualidade inquestionavelmente melhor do que o “normal” costumava ser. Mas isso foi no início, porque as provas mais recentes, já com novo rótulo e tudo, foram algo decepcionantes. Fico com a sensação que do “velho” Prova Régia não resta... nem sequer o rótulo. Já a prova anterior tinha sido quase um desastre.
Não é preciso, presume-se, enumerar aqui todas as qualidades do Arinto e o que se espera dum vinho emblemático da região de Bucelas. Pois, esqueçam lá isso porque quase tudo o que eu procurava nesta garrafa... não estava lá. O vinho apareceu curto de corpo, discreto de aroma e sem aquela acidez que é uma imagem de marca.
Não sei o que lhe fizeram, mas entendam-se e vejam lá se não o estragam. Como todos sabemos, uma imagem demora anos a construir, mas pode ser desfeita em pouco tempo. A continuar assim, passará a ser apenas uma boa lembrança do que em tempos foi um bom vinho.
Kroniketas, enófilo decepcionado
Vinho: Prova Régia Reserva, Arinto 2015 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Grau alcoólico: 13%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 6
É um fenómeno que por vezes vai acontecendo. Alguns vinhos que foram referências na gama média-baixa perdem o encanto e a graça. Deparei-me com esta situação neste vinho que tem sido referência por muitos anos, por diversas razões: por ser de Bucelas e por ser um dos mais icónicos representantes do Arinto. Refiro-me, como é bom de ver, ao Prova Régia. Desde que deixou de ser apenas Prova Régia e começou a ser também Prova Régia Premium e depois Prova Régia Reserva, o que coincidiu com a mudança de mãos na emblemática Quinta da Romeira, da Companhia das Quintas para a Wine Ventures, parece que tem andado num ziguezague e não sabem bem o que lhe hão-de fazer.
O Prova Régia era um vinho seguro, que dava sempre garantias. Quando lhe acrescentaram um parceiro ligeiramente acima, o vinho “normal” perdeu interesse, conquanto o novo produto aparecesse com uma qualidade inquestionavelmente melhor do que o “normal” costumava ser. Mas isso foi no início, porque as provas mais recentes, já com novo rótulo e tudo, foram algo decepcionantes. Fico com a sensação que do “velho” Prova Régia não resta... nem sequer o rótulo. Já a prova anterior tinha sido quase um desastre.
Não é preciso, presume-se, enumerar aqui todas as qualidades do Arinto e o que se espera dum vinho emblemático da região de Bucelas. Pois, esqueçam lá isso porque quase tudo o que eu procurava nesta garrafa... não estava lá. O vinho apareceu curto de corpo, discreto de aroma e sem aquela acidez que é uma imagem de marca.
Não sei o que lhe fizeram, mas entendam-se e vejam lá se não o estragam. Como todos sabemos, uma imagem demora anos a construir, mas pode ser desfeita em pouco tempo. A continuar assim, passará a ser apenas uma boa lembrança do que em tempos foi um bom vinho.
Kroniketas, enófilo decepcionado
Vinho: Prova Régia Reserva, Arinto 2015 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Grau alcoólico: 13%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 6
quinta-feira, 14 de abril de 2016
No meu copo 521 - Quinta do Boição Reserva, Arinto 2012
Tivemos oportunidade de conhecer este vinho há cerca de quatro anos, num lançamento da Revista de Vinhos em Julho de 2012. Desde logo agradou bastante, o que me levou a adquirir mais garrafas.
Em Julho de 2014 foi efectuado um novo lançamento, tendo então adquirido não uma mas duas garrafas. A segunda foi agora consumida, cerca de 3 anos e meio depois da colheita.
O tempo de espera não lhe fez mal, à semelhança do que já tinha acontecido com o Sauvignon Blanc e Verdelho da Casa Ermelinda Freitas. Mostrou elegância, aroma suave, ainda com boa estrutura e persistência, com um ligeiríssimo toque de madeira que quase passa despercebido, e que apenas ajuda a compor o conjunto.
Voltou a revelar-se uma boa aposta, que também tem entrada nas nossas escolhas. Um vinho para repetir sempre que possível, quando quisermos um Arinto de Bucelas com mais alguma complexidade do que os mais frequentes Prova Régia e Bucellas Caves Velhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Boição Reserva, Arinto 2012 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Enoport - Produção de bebidas
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 8
Em Julho de 2014 foi efectuado um novo lançamento, tendo então adquirido não uma mas duas garrafas. A segunda foi agora consumida, cerca de 3 anos e meio depois da colheita.
O tempo de espera não lhe fez mal, à semelhança do que já tinha acontecido com o Sauvignon Blanc e Verdelho da Casa Ermelinda Freitas. Mostrou elegância, aroma suave, ainda com boa estrutura e persistência, com um ligeiríssimo toque de madeira que quase passa despercebido, e que apenas ajuda a compor o conjunto.
Voltou a revelar-se uma boa aposta, que também tem entrada nas nossas escolhas. Um vinho para repetir sempre que possível, quando quisermos um Arinto de Bucelas com mais alguma complexidade do que os mais frequentes Prova Régia e Bucellas Caves Velhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Boição Reserva, Arinto 2012 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Enoport - Produção de bebidas
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 8
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
No meu copo 491 - Bucelas Capital do Arinto, Seleção da Confraria Reserva 2014
Comprei esta garrafa por curiosidade, uma vez que era uma marca diferente da Quinta da Romeira num rótulo semelhante ao Prova Régia Reserva. O nome é invulgar e original, o conteúdo desperta interessa aos apreciadores dos vinhos de Arinto de Bucelas.
A prova, contudo, decepcionou. O vinho mostrou-se desinteressante. Algo aguado, delgado, descolorido, algo insípido e sem aroma. Não faz jus à casta e acaba-se sem perceber para que foi produzido...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Bucelas Capital do Arinto, Seleção da Confraria Reserva 2014 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em hipermercado: 4,99 €
Nota (0 a 10): 5
A prova, contudo, decepcionou. O vinho mostrou-se desinteressante. Algo aguado, delgado, descolorido, algo insípido e sem aroma. Não faz jus à casta e acaba-se sem perceber para que foi produzido...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Bucelas Capital do Arinto, Seleção da Confraria Reserva 2014 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em hipermercado: 4,99 €
Nota (0 a 10): 5
domingo, 28 de junho de 2015
No meu copo 464 - Bucellas, Arinto 2013 e 2014
Mais um clássico nas nossas provas, presença regular na garrafeira e um recurso sempre útil em situações de emergência.
Foram já muitas as provas deste vinho que aqui relatámos, pelo que pouco restará para dizer. Desta vez tivemos oportunidade de provar, com poucos dias de intervalo, as colheitas de 2013 e 2014. Aquela pareceu mais afinada, o que significa que o vinho aguentou perfeitamente um ano a mais em garrafa, mostrando aromas mais intensos e um maior equilíbrio no conjunto.
Continua a ser uma referência quase obrigatória quando se fala do Arinto de Bucelas, em que caminha mais ou menos a par com o Prova Régia. Com pequenas oscilações aqui e ali, o perfil e a qualidade mantêm-se. Notas citrinas predominantes, algum mineral e um ligeiro toque tropical, acidez quase inigualável, suavidade e equilíbrio.
Um vinho para beber sem grandes exigências nem preocupações, que se mostra bem em quase todas as circunstâncias. Mais uma aposta segura e a garantia quase absoluta de que não se é defraudado.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Bucellas, Arinto 2013 (B)
Vinho: Bucellas, Arinto 2014 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Enoport - Produção de bebidas
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 2,59 €
Nota (0 a 10): 7,5
Foram já muitas as provas deste vinho que aqui relatámos, pelo que pouco restará para dizer. Desta vez tivemos oportunidade de provar, com poucos dias de intervalo, as colheitas de 2013 e 2014. Aquela pareceu mais afinada, o que significa que o vinho aguentou perfeitamente um ano a mais em garrafa, mostrando aromas mais intensos e um maior equilíbrio no conjunto.
Continua a ser uma referência quase obrigatória quando se fala do Arinto de Bucelas, em que caminha mais ou menos a par com o Prova Régia. Com pequenas oscilações aqui e ali, o perfil e a qualidade mantêm-se. Notas citrinas predominantes, algum mineral e um ligeiro toque tropical, acidez quase inigualável, suavidade e equilíbrio.
Um vinho para beber sem grandes exigências nem preocupações, que se mostra bem em quase todas as circunstâncias. Mais uma aposta segura e a garantia quase absoluta de que não se é defraudado.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Bucellas, Arinto 2013 (B)
Vinho: Bucellas, Arinto 2014 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Enoport - Produção de bebidas
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 2,59 €
Nota (0 a 10): 7,5
terça-feira, 28 de abril de 2015
No meu copo 449 - Prova Régia, Arinto 2013; Prova Régia Reserva, Arinto 2013
Os tempos são de mudança na Quinta da Romeira. Aquela que é uma das mais emblemáticas propriedades da Região Demarcada de Bucelas, donde sai também um dos vinhos de maior sucesso produzido exclusivamente a partir de Arinto, casta rainha da região – o Prova Régia – mudou de mãos recentemente.
Depois de fazer parte já há uns bons pares de anos do grupo da Companhia das Quintas, que entretanto foi adquirindo outras quintas em várias regiões do país (a saber: Herdade da Farizoa em Elvas, Alentejo; Quinta de Pancas em Alenquer, Estremadura; Quinta do Cardo em Figueira de Castelo Rodrigo, Beira Interior; e Quinta da Fronteira em Freixo de Espada à Cinta, Douro), a Quinta da Romeira foi vendida há alguns meses a uma outra entidade que entrou no negócio dos vinhos portugueses, com o nome Wine Ventures. E é com este nome que o portefólio da Quinta da Romeira já está a sair para o mercado, tendo a versão superior do Prova Régia - que vinha já do tempo da Companhia das Quintas - deixado de se chamar Premium para se chamar Reserva.
Entretanto manteve-se o Prova Régia de entrada de gama, com o mesmo nome e a mesma casta, o Arinto.
As mudanças que pudemos verificar na prova realizada com estes dois exemplares da colheita de 2013 situam-se mais ao nível do nome do que de qualquer outra característica. Os rótulos mantêm-se iguais e o perfil dos vinhos também. No caso do Reserva, mantém-se intacta a marca do Arinto, com aquela acidez quase crocante, um toque ligeiramente citrino e um certo floral no nariz, com um fim de boca refrescante. No entanto, a nível do colheita parece-me que houve um certo abaixamento da qualidade. Essas características, que estavam bem evidentes nas colheitas anteriores e que tivemos oportunidade de comprovar e relatar frequentemente, parecem ter sido objecto de um downsizing, transferindo-se para o Reserva. Este é melhor do que era o colheita, mas o actual colheita parece ser pior que o anterior. Ou seja, ter-se-á desinvestido no produto mais baixo para apresentar um produto no patamar acima?
Em resumo, se os novos produtores mantiverem a aposta no Reserva com o mesmo perfil de vinho que já conhecíamos, nada haverá a recear por parte dos consumidores. Continuará a ser uma aposta segura. Quanto ao colheita, só o futuro dirá se continuará a valer a pena. Para já, deixamos apenas um ponto de interrogação.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Vinho: Prova Régia, Arinto 2013 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 2,99 €
Nota (0 a 10): 6,5
Vinho: Prova Régia Reserva, Arinto 2013 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 8
Depois de fazer parte já há uns bons pares de anos do grupo da Companhia das Quintas, que entretanto foi adquirindo outras quintas em várias regiões do país (a saber: Herdade da Farizoa em Elvas, Alentejo; Quinta de Pancas em Alenquer, Estremadura; Quinta do Cardo em Figueira de Castelo Rodrigo, Beira Interior; e Quinta da Fronteira em Freixo de Espada à Cinta, Douro), a Quinta da Romeira foi vendida há alguns meses a uma outra entidade que entrou no negócio dos vinhos portugueses, com o nome Wine Ventures. E é com este nome que o portefólio da Quinta da Romeira já está a sair para o mercado, tendo a versão superior do Prova Régia - que vinha já do tempo da Companhia das Quintas - deixado de se chamar Premium para se chamar Reserva.
Entretanto manteve-se o Prova Régia de entrada de gama, com o mesmo nome e a mesma casta, o Arinto.
As mudanças que pudemos verificar na prova realizada com estes dois exemplares da colheita de 2013 situam-se mais ao nível do nome do que de qualquer outra característica. Os rótulos mantêm-se iguais e o perfil dos vinhos também. No caso do Reserva, mantém-se intacta a marca do Arinto, com aquela acidez quase crocante, um toque ligeiramente citrino e um certo floral no nariz, com um fim de boca refrescante. No entanto, a nível do colheita parece-me que houve um certo abaixamento da qualidade. Essas características, que estavam bem evidentes nas colheitas anteriores e que tivemos oportunidade de comprovar e relatar frequentemente, parecem ter sido objecto de um downsizing, transferindo-se para o Reserva. Este é melhor do que era o colheita, mas o actual colheita parece ser pior que o anterior. Ou seja, ter-se-á desinvestido no produto mais baixo para apresentar um produto no patamar acima?
Em resumo, se os novos produtores mantiverem a aposta no Reserva com o mesmo perfil de vinho que já conhecíamos, nada haverá a recear por parte dos consumidores. Continuará a ser uma aposta segura. Quanto ao colheita, só o futuro dirá se continuará a valer a pena. Para já, deixamos apenas um ponto de interrogação.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Bucelas
Produtor: Wine Ventures - Quinta da Romeira
Vinho: Prova Régia, Arinto 2013 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 2,99 €
Nota (0 a 10): 6,5
Vinho: Prova Régia Reserva, Arinto 2013 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 8
sexta-feira, 6 de março de 2015
No meu copo 436 - Os novos vinhos da Quinta da Murta






A Quinta da Murta é um dos produtores sediados em Bucelas que se especializaram na produção de vinhos brancos com a casta rainha da região, o Arinto. Contudo, tem pouca visibilidade em comparação com os dois pesos-pesados da região, a Quinta da Romeira e a Enoport, que absorveu as antigas Caves Velhas.
Recentemente foi reformulado o portefólio de vinhos disponibilizados pela Quinta da Murta, com o alargamento da oferta de brancos, a introdução de um tinto e dois espumantes.
Juntamente com alguns dos elementos do habitual grupo de comensais, tivemos oportunidade de provar alguns dos vinhos da Quinta da Murta, numa refeição baseada num leitão de Negrais que acompanhou todos os vinhos provados.
Começámos e terminámos com espumante, um para entrada com o leitão e outro para as sobremesas. Pelo meio, introduzimos primeiro o tinto e depois os vários brancos.
Numa apreciação global, pode-se dizer que os vinhos agradaram na generalidade, embora com algumas disparidades entre os vários vinhos provados. Alguns agradaram claramente, outros suscitaram algumas reservas. Nada de anormal.
Resumidamente, apresentamos a seguir uma apreciação das impressões recolhidas.
Região: Bucelas
Produtor: Quinta da Murta
Murta, Touriga Nacional e Syrah tinto 2011 – 14%
Algo fechado na abertura, requeria decantação. De cor carmim aberta, com corpo médio, aroma algo especiado com predominância e frutos vermelhos e compota, boca algo adstringente no início, no ponto certo de consumo.
Nota: 7,5
Murta espumante Extra-Bruto rosé 2011 – 12,5% - Touriga Nacional
Bolha fina, agradável, aromático, elegante, aroma ligeiramente floral e final persistente.
Nota: 7,5
Quinta da Murta Brut Nature branco 2011 – 12% - Arinto
Boca equilibrada, suave, macio e com boa acidez.
Nota: 8
Murta Wine of Shakespeare branco 2012 – 13% - Arinto
Menos acidez que o Arinto habitual, boca média, redondo mas algo chato.
Nota: 7
Quinta da Murta branco 2012 – 13% - Arinto
Feito com uvas Arinto da quinta e compradas noutras propriedades. Perfil a fazer lembrar os antigos Caves Velhas, muito superior ao Murta seco, menos frutado.
Nota: 7,5
Quinta da Murta Clássico branco 2012 – 13,5% - Arinto
Feito com bâtonnage e com mais madeira que o anterior, a pedir comida mais untuosa. Boa estrutura e final persistente. Bem equilibrado.
Nota: 8
Em resumo, vinhos interessantes e que merecem ser revisitados e alguns deles adquiridos. Não deixam ficar mal os pergaminhos dos melhores Arintos de Bucelas.
Kroniketas e mais uns quantos
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
No meu copo 408 - Bucelas Caves Velhas Garrafeira Branco Seco 1998
Continuamos a provar vinhos velhos de pequenas regiões às portas de Lisboa. Passamos dos tintos para os brancos, e de Colares para Bucelas. Esta foi levada pelo tuguinho e aberta como entrada para um repasto dos comensais do costume.
Já se sabe que beber tintos velhos não é fácil para muita gente, mas brancos velhos ainda é mais complicado. Começam a ficar sem frescura, perdem acidez e às vezes a tender para o enjoativo. Não são mais fáceis de apreciar que os tintos velhos.
Este Garrafeira 1998 das Caves Velhas fermentou e estagiou 6 meses em meias pipas de carvalho nacional, e mais seis meses em garrafa. Mostrou-se um grande branco velho, com uma cor deliciosamente dourada e sem aromas espúrios.
Já não era propriamente um vinho seco, antes começava a tender para o adocicado. Na boca apresentou-se cheio, com a acidez ainda bem presente, corpo meio melado, a pedir tempo para respirar e libertar mais aromas. Claro que não é vinho para muitas comidas, é mais para apreciar a solo e tentar descobrir os mistérios de como um branco pode envelhecer tão nobremente. Não há dúvida que o Arinto por vezes parece fazer milagres, mas há quem diga que o grande segredo está no Rabo de Ovelha...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Bucelas Caves Velhas Garrafeira Branco Seco 1998 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Caves Velhas - Enoport
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Arinto (80%), Esgana Cão, Rabo de Ovelha
Preço em hipermercado: 7,29 €
Nota (0 a 10): 8,5
Já se sabe que beber tintos velhos não é fácil para muita gente, mas brancos velhos ainda é mais complicado. Começam a ficar sem frescura, perdem acidez e às vezes a tender para o enjoativo. Não são mais fáceis de apreciar que os tintos velhos.
Este Garrafeira 1998 das Caves Velhas fermentou e estagiou 6 meses em meias pipas de carvalho nacional, e mais seis meses em garrafa. Mostrou-se um grande branco velho, com uma cor deliciosamente dourada e sem aromas espúrios.
Já não era propriamente um vinho seco, antes começava a tender para o adocicado. Na boca apresentou-se cheio, com a acidez ainda bem presente, corpo meio melado, a pedir tempo para respirar e libertar mais aromas. Claro que não é vinho para muitas comidas, é mais para apreciar a solo e tentar descobrir os mistérios de como um branco pode envelhecer tão nobremente. Não há dúvida que o Arinto por vezes parece fazer milagres, mas há quem diga que o grande segredo está no Rabo de Ovelha...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Bucelas Caves Velhas Garrafeira Branco Seco 1998 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Caves Velhas - Enoport
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Arinto (80%), Esgana Cão, Rabo de Ovelha
Preço em hipermercado: 7,29 €
Nota (0 a 10): 8,5
terça-feira, 22 de abril de 2014
No meu copo 378 - Prova Régia Premium, Arinto 2012
Há uns anos a Companhia das Quintas resolveu lançar uma nova versão do seu clássico Prova Régia, um dos brancos mais mencionados neste blog e que mais vezes me passa pela mesa, a par do Bucellas Caves Velhas. Enquanto este tem mantido um perfil mais uniforme ao longo dos anos, o Prova Régia teve oscilações, com alguns anos a apresentar altos e baixos, e algumas colheitas menos bem conseguidas. Até que surgiu da Quinta da Romeira, talvez para elevar um pouco a fasquia, um novo Prova Régia, a que foi acrescentado o sobrenome Premium e um rótulo mais estilizado. Em média, apenas um euro mais caro que a versão normal. Difícil, contudo, de encontrar à venda.
Nesta época em que agora as grandes superfícies se habituaram a fazer uma espécie de 2ª feira de vinhos no inverno, a que juntam queijos e enchidos, este Premium apareceu em promoção no Pingo Doce... mas só nalgumas lojas... Foi o tuguinho (que apesar de não escrever, ainda lá vai comprando uns vinhos para o pessoal quando é preciso) que descobriu umas garrafas algures para os lados de Oeiras, e tratou de abastecer-se a si próprio, a mim e ao Politikos.
Como não o tinha provado muitas vezes, não resisti à tentação e abri-o poucos dias depois de o ter em casa, a acompanhar um arroz de tamboril com delícias do mar. E surpreendeu-me muito pela positiva! Acidez vibrante, quase crocante, um ligeiro floral no nariz e um certo travo limonado conjugado com grande frescura na boca e no final marcado por um toque citrino. Confesso que não estava à espera de gostar tanto, e pelo preço (mesmo sem promoção, fica abaixo dos 4 €) vale bem o euro adicional em relação à versão normal. Merece entrar nas nossas escolhas.
Difícil, mesmo, é encontra-lo. Tirando o supermercado do El Corte Inglés, quase não se vê à venda...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Prova Régia Premium, Arinto 2012 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Quinta da Romeira - Companhia das Quintas
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 8
Nesta época em que agora as grandes superfícies se habituaram a fazer uma espécie de 2ª feira de vinhos no inverno, a que juntam queijos e enchidos, este Premium apareceu em promoção no Pingo Doce... mas só nalgumas lojas... Foi o tuguinho (que apesar de não escrever, ainda lá vai comprando uns vinhos para o pessoal quando é preciso) que descobriu umas garrafas algures para os lados de Oeiras, e tratou de abastecer-se a si próprio, a mim e ao Politikos.
Como não o tinha provado muitas vezes, não resisti à tentação e abri-o poucos dias depois de o ter em casa, a acompanhar um arroz de tamboril com delícias do mar. E surpreendeu-me muito pela positiva! Acidez vibrante, quase crocante, um ligeiro floral no nariz e um certo travo limonado conjugado com grande frescura na boca e no final marcado por um toque citrino. Confesso que não estava à espera de gostar tanto, e pelo preço (mesmo sem promoção, fica abaixo dos 4 €) vale bem o euro adicional em relação à versão normal. Merece entrar nas nossas escolhas.
Difícil, mesmo, é encontra-lo. Tirando o supermercado do El Corte Inglés, quase não se vê à venda...
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Prova Régia Premium, Arinto 2012 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Quinta da Romeira - Companhia das Quintas
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 8
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
No meu copo 292 - Planalto 2011; Bucellas, Arinto 2011; Prova Régia, Arinto 2011
Estes são três vinhos brancos bons e baratos, clássicos nas escolhas para vinhos que se bebem com facilidade mas que fazem sempre boa figura à mesa. Já tivemos oportunidade de nos referirmos a eles em várias ocasiões (principalmente no caso dos dois de Bucelas), e são sempre regressos bem sucedidos.
Trata-se de brancos secos, sendo o Planalto (agora sob o chapéu da Casa Ferreirinha dentro do universo Sogrape) um pouco mais leve e aberto, com corpo e persistência médios, notas florais no aroma, tudo suportado por boa acidez. Acompanhou muito bem uma açorda de camarão feita em casa.
Quanto aos dois quase-irmãos de Bucelas, das concorrentes Enoport e Quinta da Romeira, vão apresentando algumas oscilações entre si de ano para ano, mantêm aquela acidez citrina do Arinto sempre em destaque. O Bucellas, que ainda ostenta no rótulo o nome das antigas Caves Velhas, é sempre um pouco mais estruturado que o Prova Régia, este com um perfil ligeiramente mais leve ainda que com igual persistência.
Em suma, dentro da gama de brancos que não pesam na carteira, estes continuam sempre a ser apostas seguras e feitos para agradar, com versatilidade para ir à mesa, acompanhar entradas ou servir como aperitivo.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Planalto Reserva 2011 (B)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Malvasia Fina, Gouveio, Códega
Preço em feira de vinhos: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Bucellas, Arinto 2011 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Enoport - Produção de bebidas
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,27 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Prova Régia, Arinto 2011 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Quinta da Romeira - Companhia das Quintas
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 2,48 €
Nota (0 a 10): 7,5
Trata-se de brancos secos, sendo o Planalto (agora sob o chapéu da Casa Ferreirinha dentro do universo Sogrape) um pouco mais leve e aberto, com corpo e persistência médios, notas florais no aroma, tudo suportado por boa acidez. Acompanhou muito bem uma açorda de camarão feita em casa.
Quanto aos dois quase-irmãos de Bucelas, das concorrentes Enoport e Quinta da Romeira, vão apresentando algumas oscilações entre si de ano para ano, mantêm aquela acidez citrina do Arinto sempre em destaque. O Bucellas, que ainda ostenta no rótulo o nome das antigas Caves Velhas, é sempre um pouco mais estruturado que o Prova Régia, este com um perfil ligeiramente mais leve ainda que com igual persistência.
Em suma, dentro da gama de brancos que não pesam na carteira, estes continuam sempre a ser apostas seguras e feitos para agradar, com versatilidade para ir à mesa, acompanhar entradas ou servir como aperitivo.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Planalto Reserva 2011 (B)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Malvasia Fina, Gouveio, Códega
Preço em feira de vinhos: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Bucellas, Arinto 2011 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Enoport - Produção de bebidas
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,27 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Prova Régia, Arinto 2011 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Quinta da Romeira - Companhia das Quintas
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 2,48 €
Nota (0 a 10): 7,5
Etiquetas:
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terça-feira, 31 de julho de 2012
No meu copo 286 - Quinta do Boição Reserva, Arinto 2010
Esta garrafa foi adquirida há poucas semanas, após o lançamento do número de Julho da Revista de Vinhos, como acontece quase todos os meses aquando da promoção do vinho do mês. Um prato de peixe um pouco mais sofisticado pediu um vinho branco e esta garrafa, como estava ali à mão, foi para o frigorífico mesmo a tempo de ficar à temperatura adequada para acompanhar o repasto.
A verdade é que o consumo, mesmo em família, não foi elevado, pelo que foi possível provar o vinho noutras refeições e com outros pratos. E o que provei agradou-me sobremaneira. Este Arinto de Bucelas, confirmando os seus pergaminhos, nunca nos desilude. Quer a solo quem em conjunto com outras castas, melhora sempre o vinho em que está integrada.
Neste caso fermentou em barricas novas de carvalho francês mas, ao contrário de muitos brancos que por aí andam carregadíssimos de madeira que ficam com um aroma enjoativo, temos a madeira muito discreta, apenas marcada o suficiente para dar alguma estrutura e complexidade ao vinho, integrando-se muito bem nos aromas citrinos que continuam a predominar sem estar ofuscados pela madeira.
Fazendo jus à sua tradição de produção dum clássico de Bucelas, o Bucellas Caves Velhas, amplamente provado neste blog, a Enoport – agora proprietária e sucessora das Caves Velhas – esmerou-se na produção deste Quinta do Boição, que em nada deslustra o seu antecessor. É um vinho marcado por uma certa elegância e finesse, onde tudo parece ter sido pensado ao pormenor para que todos os seus componentes se apresentem em equilíbrio.
Muito boa aposta da Enoport num vinho a revisitar.
Kroniketas, enófilo veraneante a caminho do Algarve
Vinho: Quinta do Boição Reserva, Arinto 2010 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Enoport - Produção de bebidas
Grau alcoólico: 13%
Casta: Arinto
Preço com a Revista de Vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 8
PS - Certamente por distracção, a Revista de Vinhos apresentou uma foto dum copo de vinho tinto na página da promoção a este vinho. Requer-se mais cuidado em ocasiões futuras.
A verdade é que o consumo, mesmo em família, não foi elevado, pelo que foi possível provar o vinho noutras refeições e com outros pratos. E o que provei agradou-me sobremaneira. Este Arinto de Bucelas, confirmando os seus pergaminhos, nunca nos desilude. Quer a solo quem em conjunto com outras castas, melhora sempre o vinho em que está integrada.
Neste caso fermentou em barricas novas de carvalho francês mas, ao contrário de muitos brancos que por aí andam carregadíssimos de madeira que ficam com um aroma enjoativo, temos a madeira muito discreta, apenas marcada o suficiente para dar alguma estrutura e complexidade ao vinho, integrando-se muito bem nos aromas citrinos que continuam a predominar sem estar ofuscados pela madeira.
Fazendo jus à sua tradição de produção dum clássico de Bucelas, o Bucellas Caves Velhas, amplamente provado neste blog, a Enoport – agora proprietária e sucessora das Caves Velhas – esmerou-se na produção deste Quinta do Boição, que em nada deslustra o seu antecessor. É um vinho marcado por uma certa elegância e finesse, onde tudo parece ter sido pensado ao pormenor para que todos os seus componentes se apresentem em equilíbrio.
Muito boa aposta da Enoport num vinho a revisitar.
Kroniketas, enófilo veraneante a caminho do Algarve
Vinho: Quinta do Boição Reserva, Arinto 2010 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Enoport - Produção de bebidas
Grau alcoólico: 13%
Casta: Arinto
Preço com a Revista de Vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 8
PS - Certamente por distracção, a Revista de Vinhos apresentou uma foto dum copo de vinho tinto na página da promoção a este vinho. Requer-se mais cuidado em ocasiões futuras.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
No meu copo 198 - Prova Régia 2006; Bucellas Caves Velhas 2006
Estes dois brancos são obrigatórios na minha garrafeira todos os anos. Agora com uma imagem renovada, o Prova Régia 2006 quase esgotou o ano passado nas feiras de vinhos, tal a procura que teve devido a um preço imbatível.
O que dizer deste campeão de vendas da Quinta da Romeira? Que está mais ou menos sempre como se espera, com aquela acidez refrescante do Arinto, com um toque floral e com notas de fruta tropical juntamente com algum citrino, bom para a piscina ou a esplanada mas também para uns bons petiscos de peixe ou marisco. No entanto, talvez surpreenda ao dizer que esta colheita me pareceu algo inferior às anteriores. Costuma ser um vinho que consegue ser estimulante na prova de boca sem deixar de ser leve, mas ou eu não estava nos melhores dias ou faltou-lhe ali qualquer coisa.
Sem deixar de ser uma boa aposta, porque nunca nos deixa ficar mal ao mesmo tempo que tem um preço bastante atractivo, pareceu-me faltar-lhe frescura. Não sei se terei oportunidade de voltar a esta colheita, até porque já está no mercado a de 2007, mas para já vou deixar esta apreciação sob alguma reserva, acreditando que pode ter sido apenas uma baixa de forma passageira.
Já o Bucellas Caves Velhas 2006 (que agora pertence à Enoport) parece estar cada vez melhor. Enquanto o Prova Régia pareceu descer, o Bucellas pareceu subir. Uma frescura notável na boca, com notas citrinas bem marcadas com final floral, a par com uma acidez muito equilibrada, tudo envolto num amarelo brilhante e ligeiramente esverdeado. A sua frescura permite-lhe servir tanto para acompanhar peixes e mariscos como para ser bebido como aperitivo ou até mesmo apenas como bebida refrescante num dia de Verão. Neste caso acompanhou na perfeição uma salada de marisco. Um excelente branco para todas as ocasiões, cada vez mais incontornável e indiscutível no meu “top 5” dos brancos nacionais.
A Revista de Vinhos já tinha apresentado esta colheita como um dos melhores Bucelas dos últimos 20 anos, e bem merece o encómio. Aliás, já tive oportunidade de experimentar também o de 2007 e pareceu-me ainda melhor. É um branco incontornável para os apreciadores da casta Arinto.
Kroniketas, enófilo refrescado
Região: Bucelas
Vinho: Prova Régia, Arinto 2006 (B)
Produtor: Quinta da Romeira - Companhia das Quintas
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 2,97 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Bucellas Caves Velhas 2006 (B)
Produtor: Caves Velhas - Enoport
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto (90%), Rabo-de-Ovelha
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 8,5
O que dizer deste campeão de vendas da Quinta da Romeira? Que está mais ou menos sempre como se espera, com aquela acidez refrescante do Arinto, com um toque floral e com notas de fruta tropical juntamente com algum citrino, bom para a piscina ou a esplanada mas também para uns bons petiscos de peixe ou marisco. No entanto, talvez surpreenda ao dizer que esta colheita me pareceu algo inferior às anteriores. Costuma ser um vinho que consegue ser estimulante na prova de boca sem deixar de ser leve, mas ou eu não estava nos melhores dias ou faltou-lhe ali qualquer coisa.
Sem deixar de ser uma boa aposta, porque nunca nos deixa ficar mal ao mesmo tempo que tem um preço bastante atractivo, pareceu-me faltar-lhe frescura. Não sei se terei oportunidade de voltar a esta colheita, até porque já está no mercado a de 2007, mas para já vou deixar esta apreciação sob alguma reserva, acreditando que pode ter sido apenas uma baixa de forma passageira.
Já o Bucellas Caves Velhas 2006 (que agora pertence à Enoport) parece estar cada vez melhor. Enquanto o Prova Régia pareceu descer, o Bucellas pareceu subir. Uma frescura notável na boca, com notas citrinas bem marcadas com final floral, a par com uma acidez muito equilibrada, tudo envolto num amarelo brilhante e ligeiramente esverdeado. A sua frescura permite-lhe servir tanto para acompanhar peixes e mariscos como para ser bebido como aperitivo ou até mesmo apenas como bebida refrescante num dia de Verão. Neste caso acompanhou na perfeição uma salada de marisco. Um excelente branco para todas as ocasiões, cada vez mais incontornável e indiscutível no meu “top 5” dos brancos nacionais.
A Revista de Vinhos já tinha apresentado esta colheita como um dos melhores Bucelas dos últimos 20 anos, e bem merece o encómio. Aliás, já tive oportunidade de experimentar também o de 2007 e pareceu-me ainda melhor. É um branco incontornável para os apreciadores da casta Arinto.
Kroniketas, enófilo refrescado
Região: Bucelas
Vinho: Prova Régia, Arinto 2006 (B)
Produtor: Quinta da Romeira - Companhia das Quintas
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 2,97 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Bucellas Caves Velhas 2006 (B)
Produtor: Caves Velhas - Enoport
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto (90%), Rabo-de-Ovelha
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 8,5
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Os vinhos da festa 2007-2008 (3)
No meu copo 162 - Brancos
Ao longo da quadra festiva provámos mais uns quantos brancos que apreciámos assim:
Cabriz Colheita Seleccionada 2006 - Um branco despretensioso e agradável, na mesma linha do tinto com o mesmo nome. Bom acompanhante de peixe no forno, apresentando um bom equilíbrio entre corpo e estrutura, por um lado, e aroma e suavidade por outro. Feito com algumas das melhores castas brancas do Dão. Nota: 7
Prova Régia, Arinto 2005 - Do Prova Régia não há muito de novo a dizer. É sempre uma aposta segura, um dos meus brancos preferidos de Portugal. A frescura e acidez típicas do Arinto, com um aroma floral e notas de fruta tropical. Nota: 8
Quinta da Romeira, Chardonnay e Arinto 2005 - Em comparação com o Prova Régia, achei-o algo decepcionante. A mistura com o Chardonnay e a fermentação de 30% em barricas de carvalho dão-lhe aquele travo de que não sou grande fã, ligeiramente agreste para o meu gosto. Nota: 6,5
William Fevre, Sauvignon Blanc 2004 - Uma prova repetida de um excelente branco francês. É outra loiça. Já apreciado aqui. Nota: 8,5
Kroniketas, enófilo branqueado
Vinho: Cabriz Colheita Seleccionada 2006 (B)
Região: Dão
Produtor: Dão Sul
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Malvasia Fina, Encruzado, Cerceal Branco, Bical
Preço em feira de vinhos: 2,79 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Prova Régia, Arinto 2005 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Quinta da Romeira - Companhia das Quintas
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 2,97 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Quinta da Romeira, Chardonnay e Arinto 2005 (B)
Região: Regional Estremadura (Bucelas)
Produtor: Quinta da Romeira - Companhia das Quintas
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Chardonnay, Arinto
Preço em feira de vinhos: 5,39 €
Nota (0 a 10): 6,5
Vinho: William Fevre, Sauvignon Blanc 2004 (B)
Região: Saint-Bris - Borgonha (França)
Produtor: William Fevre - Chablis
Grau alcoólico: 12%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em garrafeira: 14,90 €
Nota (0 a 10): 8,5
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sábado, 15 de setembro de 2007
No meu copo 134 - Bucellas Caves Velhas 2005
Os brancos e rosés de férias (I)
Nos brancos bebidos nas férias, outro destaque vai para o Bucellas Caves Velhas, outro dos meus preferidos. Aliás, já o disse aqui, os brancos de Bucelas são os meus preferidos do mercado nacional. Com as características típicas dos brancos de Bucelas, acidez bem marcada pela predominância do Arinto, aroma frutado intenso com um ligeiro toque floral, num todo muito fresco e agradável, é outro que nunca engana, por um preço excelente. Segundo a Revista de Vinhos, a colheita de 2006 é uma das melhores dos últimos 20 anos. Estou só à espera das feiras de vinhos para ir buscá-lo.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Bucellas Caves Velhas 2005 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Caves Velhas - Enoport
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto (75%), Esgana Cão, Rabo de Ovelha
Preço em feira de vinhos: 3,25 €
Nota (0 a 10): 7,5
domingo, 19 de março de 2006
No meu copo 31 - Bucellas Caves Velhas 2003

Continuamos na senda dos brancos para falar de mais um branco de Bucelas, primo de outro que apresentámos há alguns dias. O anterior era exclusivamente da casta Arinto, este é um vinho de lote com 3 castas: Arinto (75%), Esgana Cão e Rabo de Ovelha. Curiosamente, sendo eu um apreciador dos vinhos de Arinto, como o Prova Régia, neste caso gostei mais do Bucellas Caves Velhas de lote do que do varietal, que como referi no outro post achei um pouco áspero.
Este Bucellas Caves Velhas, já de 2003, portanto a caminhar para o limite do prazo de consumo num branco, apresentou-se ainda com a característica cor citrina, frutado, levemente acídulo e com aquela frescura que torna os brancos de Bucelas apetecíveis. Acompanhou excelentemente uma deliciosa açorda de marisco. Coloco-o quase ao mesmo nível do Prova Régia e do João Pires, talvez só uns pozinhos mais abaixo, mas é também um dos meus preferidos. Além de que também é barato.
Outra marca a fixar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Bucellas Caves Velhas 2003 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Caves Velhas - Enoport
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto (75%), Esgana Cão, Rabo de Ovelha
Preço em feira de vinhos: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5
terça-feira, 14 de março de 2006
No meu copo 29 - Bucellas, Arinto 2004; Prova Régia, Arinto 2004
Apresentamos dois vinhos brancos de Bucelas. A região de Bucelas só tem Denominação de Origem autorizada para castas brancas, mas as empresas locais produzem vinhos tintos com a denominação de Vinho Regional Estremadura.Sou fã desta região, considero mesmo que aqui se produzem os melhores vinhos brancos do país. São frescos, aromáticos, muito frutados e normalmente com uma característica que aprecio nos brancos: são vinhos normalmente “secos” (para quem não conheça a terminologia, é a característica oposta ao “doce”), atributo que lhes é dado pela principal casta da região: o Arinto, que também é usado noutras regiões do país, até nos vinhos verdes. Vinificada em estreme ou em conjunto com outras, dá vinhos muito frescos e com boa acidez, enquanto se for conjugada com outras permite dar ao vinho essa acidez e o toque mais aromático que outras castas com características menos marcadas não conferem.
Estes vinhos de que aqui falamos, embora sendo ambos da casta Arinto, apresentam algumas diferenças. O Bucellas, das Caves Velhas, é menos elegante e um pouco mais áspero. O Prova Régia, da Quinta da Romeira, é um dos meus vinhos brancos preferidos: é mais seco, frutado e também com um marcado aroma a flores, e ao mesmo tempo é mais suave. É daqueles vinhos brancos que gosto de ter sempre na minha garrafeira, pois dá para acompanhar quase todos os pratos de peixe, entradas e mariscos, comportando-se sempre muito bem em todas as ocasiões. Uma aposta segura por muito bom preço. Por tudo isto, também tem lugar nas nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Bucelas
Vinho: Bucellas, Arinto 2004 (B)
Produtor: Caves Velhas - Enoport
Grau alcoólico: 12%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 5,85 €
Nota (0 a 10): 6,5
Vinho: Prova Régia, Arinto 2004 (B)
Produtor: Quinta da Romeira - Companhia das Quintas
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,07 €
Nota (0 a 10): 8
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