Também foi o primeiro contacto com os vinhos da Quinta dos Termos. E não começou bem.
Este tinto da colheita de 2013 mostrou-se muito aquém do expectável. Demasiado rústico na boca, sem ponta de elegância, parco de aromas, delgado na boca mas ao mesmo tempo cheio de arestas.
Espero que os Reserva façam outro jus à marca. Este é para esquecer.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta dos Termos 2013 (T)
Região: Beira Interior
Produtor: Quinta dos Termos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Trincadeira, Tinta Roriz, Jaen
Preço em hipermercado: 3,99 €
Nota (0 a 10): 5
Foto da garrafa obtida através de motor de busca
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sexta-feira, 23 de junho de 2017
quarta-feira, 6 de maio de 2015
No meu copo 451 - Beyra - Vinhos de altitude
Beyra branco 2012; Beyra branco 2014; Beyra tinto 2012
Uma das regiões que ao longo dos anos e das nossas lides enófilas quase não tem merecido a nossa atenção é a Beira Interior. Não há muitos vinhos, os que há são pouco conhecidos, e o nosso interesse não se vira muito para lá.
Nos últimos anos alguns produtores têm apostado em dar mais visibilidade aos vinhos da região. Afinal, ela fica logo abaixo do Douro e ao lado do Dão. A Companhia das Quintas sediou lá o seu Quinta do Cardo, e o enólogo Rui Roboredo Madeira (da família Roboredo Madeira, mais conhecida pela produção dos vinhos CARM), apostou na produção de vinhos com a chancela “vinhos de altitude”.
É sabido que a altitude é um factor determinante para a frescura dos vinhos, e tanto podemos verificar isso no Douro – onde o mesmo produtor tenta muitas vezes lotear vinhos da cota baixa com vinhos da cota alta para lhes dar frescura – como no Alentejo – onde os vinhos produzidos nas zonas de serra, principalmente em Portalegre, se distinguem principalmente pela frescura e acidez que muitas vezes é difícil de obter na planície.
Sendo assim, porque não experimentar os vinhos das serras no interior do país? Em teoria, não existe nenhuma razão para ignorarmos estes vinhos, a não ser que a qualidade ali obtida não seja de todo satisfatória. Mas isso só saberemos depois de os termos provado.
Foi isso que tentámos perceber com este branco e este tinto Beyra, saídos das mãos de Rui Roboredo Madeira e produzidos a partir de vinhas implantadas a 700 metros de altitude, em solos graníticos e xistosos com filões de quartzo, na zona de Figueira de Castelo Rodrigo.
O Beyra branco é produzido com duas castas pouco faladas, a Síria e a Monte Cal. Vendo bem, contudo, a Síria não é mais que a versão serrana do Roupeiro do sul do país, sendo uma das castas predominantes nos brancos do Alentejo.
A primeira prova, da colheita de 2012, não foi totalmente conclusiva, pelo que resolvi repetir com a colheita de 2014, a que estava disponível no mercado. As conclusões acabaram por se confirmar. O vinho mostrou um aroma predominantemente frutado mas algo discreto, ligeiramente citrino na boca, não muito encorpado e com persistência média. É um vinho leve e fresco, não muito complexo, agradável e fácil de beber mas que se esvai rapidamente. Um vinho para pratos não muito condimentados nem complexos.
O perfil do Beyra tinto é sobretudo leve a suave, embora de certa forma peque por alguma falta de corpo e de persistência, mostrando-se algo delgado de corpo, com final curto e aroma pouco pronunciado.
No conjunto acabei por gostar mais do branco que do tinto. São vinhos que, pelo seu preço, não é expectável que ofereçam muito mais, embora talvez pudesse haver ali mais alguma personalidade. Para consumir no dia-a-dia sem grandes exigências nem elevadas expectativas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Beira Interior
Produtor: Rui Roboredo Madeira
Vinho: Beyra 2012 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Síria, Fonte Cal
Preço em feira de vinhos: 2,99 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Beyra 2014 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Síria, Fonte Cal
Preço em feira de vinhos: 2,99 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Beyra 2012 (T)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Alfrocheiro, Aragonês, Jaen, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 2,99 €
Nota (0 a 10): 6
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
No meu copo 222 - Quinta do Cardo 2004
Proveniente da vinha mais alta de Portugal, a 700 m de altitude em Figueira de Castelo Rodrigo, este vinho da Quinta do Cardo faz parte da nova linha de produtos da Companhia das Quintas intitulada “The Quinta Collection”, que está associada às diversas quintas de que a empresa é proprietária de norte a sul do país.Apresentou uma cor carregada e no primeiro ataque na boca apareceu bastante agreste, com boa estrutura, taninos muito vivos e a precisar de amaciar e os aromas muito fechados, o que requereu desde logo a decantação. Amaciou depois de decantado e à medida que foi evoluindo com o arejamento começou a mostrar nuances de compota, à mistura com algum floral no aroma. A madeira está presente mas discreta, conferindo complexidade ao conjunto. O álcool está bem presente mas sem se tornar cansativo. Boa persistência em final longo e ligeiramente especiado.
Ainda não tinha provado este vinho e foi uma boa revelação. Parece ter garra e estrutura suficientes para evoluir positivamente na garrafa durante algum tempo. É um vinho para se bater com pratos condimentados que peçam vinhos poderosos. Gostei bastante e é um daqueles casos em que o preço não denota tudo o que está dentro da garrafa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta do Cardo 2004 (T)
Região: Beira Interior (Castelo Rodrigo)
Produtor: Quinta do Cardo - Companhia das Quintas
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 3,59 €
Nota (0 a 10): 8
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