sábado, 30 de setembro de 2017

No meu copo 620 - Vallado: tinto 2015; rosé Touriga Nacional 2016; branco 2016

Três vinhos da Quinta do Vallado consumidos durante as férias. Curiosamente, sendo a marca conhecida principalmente pelos tintos, esta prova das três variedades de vinho de mesa foi mais bem sucedida com o branco e o rosé.

Concretizando:

O tinto 2015 mostrou os traços típicos dos tintos do Douro, com bastante concentração na cor e na estrutura e aroma frutado e floral, final de boca médio mas discreto, sem encantar. Bebe-se com facilidade, mas não se distingue por nenhuma característica que o realce em relação a muitos outros tintos do Douro com perfil semelhante.

Já o rosé mostrou-se suave, leve, aberto e aromático, bastante floral, com boa acidez e final vivo e vibrante. Já se tinha revelado como um rosé de boa categoria, e confirmou as impressões anteriores. Muito bem conseguido, é uma referência incontornável neste tipo de vinho.

Finalmente o branco, que também confirmou as boas impressões anteriores. Aromático e suave, com boa frescura e acidez, final elegante e persistente e uma boa estrutura que o tornam adequado para pratos requintados de peixe. Outra boa referência desta quinta. Não tem a classe do Vallado Prima, mas não lhe fica muito atrás.

Em resumo, fizeram melhor figura os vinhos menos referenciados mas que se distinguem por outra personalidade que o tinto não apresenta. Destaque para o grau alcoólico bastante moderado do branco e do rosé, que os tornam vinhos mais fáceis de beber e mais apetitosos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Douro
Produtor: Quinta do Vallado

Vinho: Vallado 2015 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 6,61 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Vallado, Touriga Nacional 2016 (R)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,96 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Vallado 2016 (B)
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Códega, Gouveio, Rabigato, Viosinho
Preço em feira de vinhos: 5,75 €
Nota (0 a 10): 8

terça-feira, 26 de setembro de 2017

No meu copo 619 - Quinta do Sobreiró de Cima branco 2016

Mais um vinho pós-férias que surpreendeu. Pediu-se num almoço a acompanhar bacalhau assado na brasa e casou perfeitamente.
É um vinho fresco, aromático, guloso. Relativamente leve, bebe-se quase sem dar por isso, mas a sua frescura e acidez tornam-no apropriado para um prato mais exigente como o bacalhau, pois compensam a menor estrutura na boca. O final é elegante e suave mas persistente.
Requer nova prova para confirmar esta primeira boa impressão, mas para já recomenda-se.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Quinta do Sobreiró de Cima 2016 (B)
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Quinta do Sobreiró de Cima
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Códega do Larinho, Moscatel Galego, Verdelho
Preço: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

No meu copo 618 - Esporão, Duas Castas 2015

Depois duma pausa para férias, tivemos de fazer outra pausa por motivos de luto, que arrefeceram o ânimo da escrita.

Passada uma semana da infausta ocorrência, voltamos com outro vinho branco pós-férias. Trata-se do Duas Castas 2015, um branco produzido no Esporão com base nas duas melhores castas do ano.

Já tivemos oportunidades de provar diversas colheitas deste vinho, umas mais entusiasmantes e outras menos. Mas esta, provavelmente, superou todas!

Produzida com 65% de Roupeiro e 35% de Alvarinho, revelou uma excelente frescura e uma acidez vibrante e crocante, aroma intenso com notas tropicais, final vivo e prolongado.

Esta poderá ter sido a melhor edição deste Duas Castas, e só tenho pena de não ter mais garrafas… Se o encontrarem por aí, comprem-no sem hesitação.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Esporão, Duas Castas 2015 (B)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Roupeiro, Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8,5

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

No meu copo 617 - Poço do Lobo, Arinto 1995

Depois duma pausa para férias, voltamos à escrita a tentar pôr a escrita em ordem. E não resisto a começar por um branco pós-férias, adquirido na Garrafeira Néctar das Avenidas que de vez em quando proporciona a aquisição de vinhos velhos e em particular das Caves São João.

Este é um monocasta Arinto de 1995 da Quinta do Poço do Lobo, que mostrou uma frescura e uma juventude surpreendentes. De cor amarelo carregado e aroma limpo, apresentou-se com boa frescura e acidez mas sem sinais de redução, corpo redondo e elegante, boa estrutura e final persistente.

Nem sempre me é fácil apreciar vinhos brancos velhos, que ficam muitas vezes com aromas apetrolados e algum mofo, mas este quase parecia jovem. Um jovem de 22 anos cheio de saúde e aparentemente com muita vida pela frente.

Se tiver oportunidade, voltarei a prová-lo. Mais uma vez, parabéns às Caves São João pela excelente conservação que faz dos seus vinhos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Poço do lobo, Arinto 1995 (B)
Região: Bairrada
Produtor: Caves São João
Grau alcoólico: 12%
Casta: Arinto
Preço: 9,50 €
Nota (0 a 10): 8