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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Na Delidelux 3 - Casa Agrícola Roboredo Madeira



Para esta prova de vinhos da CARM deslocou-se apenas a dupla das Krónikas Viníkolas, sendo que foi uma estreia do tuguinho no local.

Em prova estiveram 3 brancos e 2 tintos. Entre os brancos, dois monocasta e um Reserva, e nos tintos um Reserva e um sem adição de sulfitos.

O branco monocasta de Códega do Larinho apresentou frescura e suavidade, a par de uma baixa graduação alcoólica que já não se vê há anos: 11,5º! Um branco sem grande complexidade mas fácil de beber.

Seguiu-se o monocasta Rabigato, cuja colheita de 2009 tinha sido objecto de um post recente aqui nas Krónikas e, segundo o tuguinho, que tinha provado essa colheita, este estava mais linear. O representante da CARM que estava a apresentar os vinhos inclinou-se para que a evolução do vinho ainda não tivesse atingido o melhor ponto, prevendo que mais alguns meses em garrafa possam melhorar a complexidade do vinho. Grau alcoólico: 12,5º.

Terminaram-se os brancos em prova com o Reserva (13,5º), um pouco mais complexo mas sem grande exuberância aromática.

Nos tintos apresentou-se um Reserva, excelente, complexo, profundo, persistente, que mostrou estar ali para durar e confirmou que a sua proveniência (Almendra, no Douro Superior, próximo de Foz Côa e de quintas como a de Ervamoira, da Leda e do Vale Meão) parece ser a melhor para produzir os grandes vinhos tintos do Douro.

O SO2 Free, sem adição de sulfuroso, precisa de tempo para se mostrar embora tivesse apresentado credenciais interessantes em termos aromáticos.

Os preços também eram bem ajuizados: os brancos a 8 euros e pouco, o tinto Reserva a 11,90 € e só o SO2 Free estava próximo dos 20 €.

Esta prova mostrou que a ditadura das modas é muitas vezes perniciosa e no sector dos vinhos ainda mais. Tivemos vinhos brancos com menos de 13 graus e tintos com menos de 14, o que demonstra que, apesar do que nos andaram a impingir durante anos com a conversa fiada do “gosto do consumidor” e das “alterações climáticas”, é possível fazer vinhos com grau alcoólico moderado, mais leves e menos cansativos, desde que se queira. Como nos confirmou o representante da CARM, o essencial é o trabalho na vinha e na adega de modo a produzir vinhos com o perfil adequado. Até disse mais: que se andaram a produzir vinhos brancos com extracção e fermentação semelhantes aos tintos!

Pois é, depois a culpa é do clima e do gosto do consumidor...

tuguinho e Kroniketas, enófilos e tal

segunda-feira, 12 de março de 2012

No meu copo 279 - CARM, Rabigato 2009


Comprada há dois anos na feira de vinhos do El Corte Inglès, esta botelha repousava desde então no mais recôndito da minha garrafeira. Foi transferida há algumas semanas para a garrafeira de serviço, chamemos-lhe assim, bem à mão na despensa do apartamento. E, como já indiciavam estas movimentações, um destes dias o seu destino cumpriu-se e acabou à mesa, a acompanhar uns tagliatelle com molho de tomate e gambas.

O mínimo que se pode afirmar é que cumpriu galhardamente a função, revelando-se um branco de linda cor, quase dourada, com uma bela acidez e frutado sem exageros, tanto no aroma como na boca. Um fundo mineral leve funcionou como integrador das outras características na boca, resultando num vinho muito equilibrado e que dá muito prazer a beber.

Decididamente, um vinho que vai passar a fazer parte da minha garrafeira.

tuguinho, enófilo ressuscitadinho

Vinho: CARM, Rabigato 2009 (B)
Região: Douro
Produtor: Casa Agrícola Roboredo Madeira
Grau alcoólico: 13%
Casta: Rabigato
Preço: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 4 de novembro de 2007

No meu copo 143 - CARM Reserva 2003

Inicialmente esta sigla (CARM) era usada pela Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, mas provavelmente uma distracção, um desleixo ou um esquecimento em registar o nome permitiu que mais tarde aparecesse este produtor a usar a mesma sigla e a anterior CARM teve de passar a usar a sigla CARMIM.

Temos, então, o nome CARM associado à Casa Agrícola Roboredo Madeira. Com quintas localizadas em redor de Almendra, no Douro Superior, já perto de Espanha e dentro da Reserva Arqueológica do Vale do Côa, na mesma zona onde a Ramos Pinto tem a Quinta da Ervamoira e a Sogrape tem a Quinta da Leda, este é um dos produtores que nos últimos anos têm ganho notoriedade no Douro.

Tive há algum tempo a oportunidade de pela primeira vez provar um vinho desta casa, pelo que a expectativa era algo elevada. No entanto, não correspondeu completamente ao esperado. Apresentou-se bastante carregado na cor mas com um aroma algo discreto, corpo médio e prova de boca com alguns toques apimentados e alguma predominância de fruta madura, com boa persistência no fim de boca.

É um vinho que se bebe bem mas esteve longe de me encantar. Pode ter sido da garrafa ou de qualquer factor externo, mas não revelou a exuberância aromática que se poderia esperar. No entanto, tratando-se da primeira prova destes vinhos, reservamos uma segunda opinião para uma contraprova em próxima oportunidade. Ou então sou eu que não compreendo certos vinhos do Douro... Pode ser isso.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: CARM Reserva 2003 (T)
Região: Douro
Produtor: Casa Agrícola Roboredo Madeira
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Nota (0 a 10): 7