Mostrar mensagens com a etiqueta Boal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Boal. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

No meu copo 403 - Porches branco 2012; Quinta da Penina branco 2012 (2ª vez)

Um ano depois da apreciação aqui feita pelo Politikos acerca destes dois vinhos, é a minha vez de apreciá-los. A crónica então publicada despertou-me a curiosidade e quando tive oportunidade adquiri estes dois vinhos na zona, tendo-os provado durante este Verão. E a minha impressão acerca dos mesmos é melhor que a do Politikos.

O Porches branco 2012 apresentou-se fresco, frutado e elegante, com boa acidez, seco, persistente e com alguma complexidade na boca. Apropriado para pratos leves e de Verão.

Quanto ao Quinta da Penina 2012 mostrou-se mais longo e aromático, muito marcado pelo aroma de frutos brancos, com bom volume de boca, com grande acidez a dar-lhe uma frescura excelente. Perfeito para entradas, peixes ou mariscos. No caso vertente, foi apreciado duas vezes, sendo que numa delas casou na perfeição com uns berbigões.

Fiquei, assim, convencido que temos aqui dois bons brancos algarvios, ideais para consumir durante as férias ou para comprar e trazer para o resto do ano. No caso do Quinta da Penina, merece constar na nossa lista de sugestões.

O Algarve começa a dar algumas cartas a nível de brancos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Algarve (Lagoa)

Vinho: Porches 2012 (B)
Produtor: Única - Adega Cooperativa do Algarve
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Crato Branco, Boal Branco e Manteúdo
Preço em hipermercado: 3,15€
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Quinta da Penina 2012 (B)
Produtor: Quinta da Penina
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Crato Branco/Síria (90%), Arinto (10%)
Preço em hipermercado: 3,95 €
Nota (0 a 10): 8

sábado, 31 de agosto de 2013

No meu copo 334 - Salira branco 2011; Porches branco 2012; Quinta da Penina branco 2012

Desta vez temos um relato de provas realizadas em férias algarvias, contadas pelo Politikos.

De férias no Algarve, e para consumir no dia-a-dia, portanto na gama baixa de preços (inferior a 5€), decidi-me a sair dos brancos de refúgio, já conhecidos e com provas dadas, e aventurar-me nalguma da oferta de vinhos do Algarve, ao dispor nas grandes superfícies locais. Assim, comprei um Salira 2011, um Porches 2012 e um Quinta da Penina 2012, os dois primeiros produzidos pela Única - Adega Cooperativa do Algarve (antiga Adega Cooperativa de Lagoa) e o último produzido pela Quinta do mesmo nome, que também produz o Foral de Portimão.

O Salira 2011 estava “passado”. Foi comprado no novo Continente da Quinta do Mocho, que veio substituir o que existia no Retail Park de Portimão e que ardeu há uns meses. Não tinha tempo de prateleira em hipermercado para isto, mas deveria ter um ano de garrafa, o que prova que nos vinhos brancos desta gama de preços, por uma questão de segurança, convém comprar os da colheita mais recente, para não apanharmos surpresas desagradáveis como esta. O dito Salira é feito de Crato Branco e Moscatel e possui uns ajuizados 12,5%. De brancos, é a segunda vez que me acontece comprá-los “passados”. Curiosamente da primeira vez também foi com um vinho feito com Moscatel (tivemos oportunidade de referir esse facto aqui).

O Porches 2012, com enologia de Mário Andrade, é feito com Crato Branco, Boal Branco e Manteúdo. Apresenta uma cor palha carregada e frutas maduras no nariz. É um vinho com alguma personalidade e alguma presença na boca, parecendo ter madeira – o contra-rótulo é nisso omisso –, a fazer lembrar um Chardonnay. Confesso que me pareceu uma espécie de Chardonnay rústico e com alguma tipicidade. Bater-se-ia galhardamente com comidas mais condimentadas: um peixe assado, uma caldeirada ou afim. Não me fascinou mas também não me desagradou. Quem sabe, a rever no futuro.

Por último, o Quinta da Penina 2012, com viticultura de João Mariano e enologia Luís Rodrigues, em parceria com o primeiro, é feito com Crato Branco/Síria (90%) e Arinto (10%). Foi o que mais me agradou. Aromático, com notas cítricas quanto baste, não muito exuberantes, muito fresco na boca, com acidez presente mas domada, diria até delicada. Também possui uma graduação assisada (12,5%) o que faz dele uma boa companhia para as noites de Verão, seja a solo ou a acompanhar pratos não muito condimentados. No caso acompanhei-o com umas amêijoas à Bulhão Pato e soube-me muito bem. E, com uma ligeira ajuda da consorte, esvaziei com proveito 2/3 da botelha ao jantar, tendo saído da liça em perfeito estado.

E assim vamos conhecendo as novas tendências do vinho por terras algarvias, que há meia-dúzia de anos parecia ser uma região extinta. E foram novamente estes que estiveram em destaque no jantar anual de férias dos Comensais Dionisíacos...

Politikos, enófilo convidado em férias algarvias

Região: Algarve (Lagoa)

Vinho: Porches 2012 (B)
Produtor: Única - Adega Cooperativa do Algarve
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Crato Branco, Boal Branco e Manteúdo
Preço em hipermercado: 3,15 €
Nota (0 a 10): 6,5

Vinho: Quinta da Penina 2012 (B)
Produtor: Quinta da Penina
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Crato Branco, Arinto
Preço em hipermercado: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5


PS: Não encontramos explicação para o facto de o Quinta da Penina, que para quem conhece a zona tem origem junto à estrada nacional 125 na zona do hotel da Penina, próximo de Alvor e portanto bem dentro da zona de influência de Portimão, ser apresentado com denominação de origem DOP Lagoa. Certamente, malhas que a nossa intrincada legislação tece...

terça-feira, 3 de julho de 2007

No meu copo 126 - Porca de Murça Reserva branco 2005

Já conheço esta marca há muitos anos, praticamente desde que comecei a interessar-me por estas coisas e ainda não sabia quase nada. O Porca de Murça branco foi desde logo um dos meus preferidos. Com o passar dos anos fui conhecendo outras marcas e esquecendo este, mas mantive sempre a lembrança de ser um branco agradável.

Os Reserva nem existiam. Agora já existem. E este branco Reserva não me convenceu. Pouco apelativo, pouco aromático, um pouco rústico, que é coisa que eu não suporto num vinho branco. Falta-lhe elegância. Muito álcool mas pouco suportado pelo corpo e pela acidez. Parafraseando o nosso amigo Pingus Vinicus, quis falar com o vinho mas ele não me disse nada. E eu fiquei sem saber que mais lhe dizer.

Acho que na próxima ocasião vou tentar rever o branco normal, que era o tal de que eu gostava, para ver se ainda gosto. Se calhar, com menos pretensões, as memórias que guardei de há 15 ou 20 anos ainda lá estão.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Porca de Murça Reserva 2005 (B)
Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha
Grau alcoólico: 14%
Castas: Boal, Cerceal, Codega, Gouveio
Preço em feira de vinhos: 3,58 €
Nota (0 a 10): 5,5