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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

No meu copo 815 - Villa Maria Reserve Wairau Valley, Sauvignon Blanc 2017



Da França para a Nova Zelândia, revisitamos um vinho que já foi provado noutras ocasiões sempre com bastante agrado. Aliás, as primeiras aparições deste vinho em Portugal saldaram-se por um assinalável sucesso junto dos consumidores que tiveram possibilidades de experimentá-lo.

Acontece que... o vinho de que agora se fala não é exactamente o mesmo que foi provado aqui e aqui (aliás, já na última prova, aqui, este lado vegetal começou a aparecer estranhamente em excesso). Este é um Reserva de Wairau Valley, mais ou menos no centro da região de Marlborough, e apresenta-se com notas herbáceas em excesso. O primeiro impacto, tanto no aroma como no paladar, chega mesmo a ser desagradável.

Para lhe dar uma segunda (e uma terceira e uma quarta) oportunidade, deixei-o na garrafa mais uns dias, devidamente tapado. Ao fim de algum tempo aberto tornou-se um pouco mais macio e com o vegetal menos marcado, mas os dias seguintes não alteraram significativamente o panorama.

Tentei com diversos pratos a diversas refeições. Não melhorou. Aliás, provado de forma mais atenta, com menos destaque para a comida, o vegetal voltou a dominar todo o conjunto, pelo que o perfil do vinho não tinha mais para onde ir.

O vinho acaba por tornar-se um bocado enjoativo, com vegetal em excesso a sobrepor-se aos aromas tropicais que habitualmente predominam sobre os herbáceos.

Resumindo, não convenceu, e pelo preço que custou, ainda custou mais encarar este menor sucesso. Pode ser apenas uma questão de gosto, é certo, mas aqui tem-se provado o Sauvignon Blanc com deleite, sendo uma das minhas castas de eleição. Não é este, definitivamente, o perfil que se requer. É como beber um Cabernet Sauvignon a saber a pimentos: é tudo aquilo que não se quer, e é o reflexo dum vinho mal feito!

Sendo assim, da próxima vez voltarei ao tradicional, que nunca desiludiu. É pena, mas não se pode acertar sempre.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Villa Maria Reserve, Sauvignon Blanc 2017 (B)
Região: Marlborough (Nova Zelândia)
Produtor: Villa Maria Estate – Auckland
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço: 15,95 €
Nota (0 a 10): 5


domingo, 8 de janeiro de 2017

No meu copo 574 - Domaine Félix branco 2014; Villa Maria, Sauvignon Blanc 2015

Revisitamos dois produtores estrangeiros, que curiosamente também tínhamos visitado em conjunto na prova anterior: um francês, da Borgonha, e outro neozelandês, de Marlborough.

Começamos com este Domaine Félix 2014 da Borgonha, região onde são produzidos alguns dos melhores (ou talvez mesmo os melhores) brancos do mundo.

Não é um Sauvignon Blanc como este que já provámos da sub-região de Saint-Bris, mas um Chardonnay da sub-região de Chablis.

Comme d’habitude, revelou a elegância e a finesse que só estes brancos franceses apresentam. É medianamente encorpado, com fruta discreta e alguma mineralidade no nariz. Na boca é redondo, elegante, muito suave e macio. O final é envolvente, seco e com grande frescura.

Tal como o Sauvignon Blanc, não deixa de ser um belo vinho e, sobretudo, tem características irrepetíveis cá no burgo, portanto vale a pena conhecê-lo.

Quanto ao Villa Maria Sauvignon Blanc 2015, que já fez as nossas delícias noutras ocasiões, desta vez ficou aquém das expectativas, pois as características verdes do Sauvignon Blanc estavam marcadas em excesso, com demasiado aroma a pimentos verdes e sobrepor-se ao conjunto. Sabe-se que há determinados aromas típicos e mais marcantes em cada casta, mas tal como na comida com os temperos, quando há um sabor ou um aroma que se sobrepõe a tudo o resto o resultado não é famoso.

Foi o que aconteceu aqui, e foi pena. Talvez o vinho esteja demasiado novo e precise de amadurecer em garrafa, mas se não estivesse pronto não devia estar à venda. Se é uma questão de estilo, não gosto. Se foi uma colheita menos bem conseguida, resta esperar por uma próxima melhor.

Kroniketas, enófilo afrancesado

Vinho: Domaine Félix 2014 (B)
Região: Chablis - Borgonha (França)
Produtor: Hervé Félix – Saint-Bris-Le-Vineux
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Chardonnay
Preço: 12,35 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Villa Maria, Sauvignon Blanc 2015 (B)
Região: Marlborough (Nova Zelândia)
Produtor: Villa Maria Estate – Auckland
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 9,45 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 7 de dezembro de 2013

No meu copo 351 - Domaine Felix, Sauvignon 2010; Villa Maria, Sauvignon Blanc 2012

Depois do fabuloso jantar com vinhos franceses no restaurante Jacinto, foi com alguma expectativa que voltei aos vinhos franceses, neste caso com um monocasta de Sauvignon Blanc de Saint-Bris, sub-região da Borgonha, produzido por Domaine Felix et Fils.

Sem ser um vinho excepcional como outros (a memória do fabuloso Domaine Laroche Les Vaudevey ainda estava muito presente), apresentou, como se esperava, aquela suavidade e finesse dos brancos borgonheses, que os torna diferentes de tudo aquilo que já bebi em termos de brancos. Pontuado pelos aromas da casta, com notas tropicais e algum citrino, destaca-se a frescura e elegância num conjunto muito agradável.

Já o Villa Maria foi uma repetição, depois da prova da colheita de 2011 há cerca de um ano, apresentando-se mais estruturado e marcadamente tropical e com algum floral, confirmou as impressões da prova anterior, também com bastante frescura, sendo um vinho apetitoso de que apetece beber sempre mais um copo. Entre os monocasta de Sauvignon Blanc que invadiram o planeta (e esta casta também vai tendo os seus opositores), este será porventura um dos mais conceituados e bem sucedidos. Embora de preço superior, é um vinho com todas as condições para agradar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Domaine Felix, Sauvignon 2010 (B)
Região: Saint-Bris - Borgonha (França)
Produtor: Domaine Felix et Fils – Saint-Bris-Le-Vineux
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em hipermercado: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Villa Maria, Sauvignon Blanc 2012 (B)
Região: Marlborough (Nova Zelândia)
Produtor: Villa Maria Estate – Auckland
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço: 10,95 €
Nota (0 a 10): 8,5

sábado, 29 de dezembro de 2012

No meu copo 297 - Villa Maria, Sauvignon Blanc 2011

Este estava em agenda há bastante tempo. Já tínhamos provado uma colheita anterior que tinha agradado sobremaneira, e agora aproveitando uma promoção na Wine O’Clock foram adquiridas algumas garrafas para distribuir pelos “suspeitos do costume”.

Um encontro de amigos foi pretexto para levar a garrafa que foi sendo consumida durante a degustação dos acepipes de entrada. Dentre as várias proveniências dos vinhos desta casta, praticamente universal, a neozelandesa está muito bem conceituada e neste particular a casa Villa Maria é tida como uma das melhores.

Muito fresco e bem estruturado na boca, com aromas tropicais e um ligeiro floral a marcarem o conjunto, mostra ser um vinho branco que pode agradar em diversas ocasiões e com diversos tipos de pratos. Versátil, agradável, vibrante e ao mesmo tempo suave, não há como não gostar dele.

Para quem, como eu, é fã dos vinhos desta casta, esta marca torna-se uma referência obrigatória.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Villa Maria, Sauvignon Blanc 2011 (B)
Região: Marlbourough (Nova Zelândia)
Produtor: Villa Maria Estate - Auckland
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço: 11,35 €
Nota (0 a 10): 8,5